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  • Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição. 

    Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração. 

    “Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev. 

    Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.

    Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua  internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.

    “Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.

    “Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular,  preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.

    Entre os negócios selecionados estão: 

    Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável

    ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável

    Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável

    PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável

    Açaí MAPS – Categoria Amazônia

    Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia

    Braziliando – Categoria Amazônia

    Deveras Amazônia  – Categoria Amazônia

    DINAM – Categoria Amazônia

    Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia

    HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão

    PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão

    Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão

    Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor

    BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular

    Mush –  Categoria Embalagem Circular

    Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular

    Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água

    NeoWater – Categoria Gestão de Água

    Octa –  Categoria Mudanças Climáticas

    SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas

    Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos

    Sobre o Programa 100+ Labs Brasil 

    A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.

    Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros. 

    De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS. 

    Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+  teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.

  • BNDES Garagem premia iniciativas de impacto no Demoday

    BNDES Garagem premia iniciativas de impacto no Demoday

    Mais de 300 pessoas se reuniram na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, para acompanhar o Demoday do programa de aceleração BNDES Garagem. O evento celebrou o encerramento do quarto ciclo da iniciativa, que recebeu mais de 1.800 inscrições e selecionou 100 negócios para uma jornada intensiva de desenvolvimento. Dez startups chegaram à etapa final e disputaram prêmios que somaram R$ 720 mil. Duas delas, ambas do setor de saúde e lideradas por mulheres, conquistaram o primeiro lugar em suas categorias. O encontro reuniu empreendedores, especialistas e representantes do banco em um ambiente de troca e celebração, reforçando a importância da inovação e do empreendedorismo social para o fortalecimento do ecossistema de impacto no Brasil.

    No módulo Criação, voltado a negócios em fase inicial, a vencedora foi a Orby.co, do Rio Grande do Norte, que desenvolve soluções de neuromodulação não invasiva para promover neuroplasticidade e aliviar dores crônicas. Já no módulo Tração, que apoia empresas em crescimento, o primeiro lugar ficou com a WeCare, de São Paulo, que une biodiversidade e biotecnologia para desenvolver produtos que reduzem lesões de pele e mucosas em pacientes oncológicos. Com a premiação, Orby.co recebeu aporte de R$80 mil e a WeCare de R$150 mil. 

    Além das vencedoras WeCare e Orby.co, outras oito startups também subiram ao palco para apresentar suas soluções: Oncodata, Ceres Seeding, LimbX e Leme, pela categoria criação, e IQX, Yattó, Prol Educa e TelaVita, em criação. As empresas foram escolhidas a partir de 50 negócios que avançaram para a fase 2 do programa.  Todos os finalistas receberam uma premiação em dinheiro. Em Criação, os valores ficaram entre R$30 mil e R$80mil e em Tração variaram de R$ 60 mil a R$ 150 mil. 

    O Demoday: mais do que pitchs, um espaço para diálogo 

    Além do pitch das dez finalistas, o Demoday contou com a participação de especialistas e representantes do BNDES para discussão da importância dos negócios de impacto. O diretor Financeiro do BNDES, Alexandre Abreu, subiu ao palco para destacar o compromisso da instituição com o apoio a startups e anunciou que a BNDESPAR, braço de participações acionárias da instituição, poderá se associar a negócios promissores através de fundos de investimento. “Queremos ser sócios de empresas que conhecemos bem e que têm um impacto positivo real”, explica. 

    Marcelo Marcolino, Superintendente de Mercado de Capitais do BNDES, falou sobre a retomada dos investimentos diretos, com um foco inicial no capital semente e a progressão para o private equity, até o capital aberto; e Alice Lopes, gerente do BNDES Garagem, celebrou a força da comunidade formada ao longo do programa. “Criamos uma rede com mais de 120 negócios conectados, gerando parcerias reais. Só neste ciclo, mais de 20 contratos foram fechados, movimentando R$21 milhões”, destacou.

    Impacto e biodiversidade: a COP 30 no horizonte

    O painel COP 30 e a Economia de Impacto: por que o futuro sustentável começa agora?” reuniu especialistas e empreendedores para debater o papel dos negócios na construção de soluções sustentáveis. Pedro Iootty, assessor sênior do BNDES, relembrou a trajetória do BNDES Garagem na promoção de soluções ambientais. Já Nabil Kadri, superintendente de Meio Ambiente, defendeu a valorização da biodiversidade como motor de desenvolvimento inclusivo.

    Participaram do painel as empreendedoras Sonia Abreu, da Uirapuru, e Ana Lídia Ribeiro, da Melipona — ambas integrantes do portfólio do BNDES Garagem e atuantes na Amazônia. Engenheira florestal de formação, Sonia apresentou a plataforma de inteligência que coleta e automatiza dados de análise fundiária, ambiental e social, desenvolvida pela Uirapuru. A ferramenta  auxilia na regularização da propriedade e facilita o acesso de pequenos produtores a projetos socioambientais. Já Ana Lídia apresentou resultados da Melipona, startup que já expandiu a produção de mel e hidromel fermentado para sete países, beneficiando mais de 300 famílias. As empreendedoras acreditam que o maior desafio enfrentado pelos negócios de impacto da região, atualmente, não é a falta de créditos, mas sim a distância entre os recursos financeiros e os benefícios para a população local.

    O PROGRAMA:

    Com gestão do Quintessaa, o BNDES Garagem é uma iniciativa de fomento a negócios de impacto social e ambiental. Nesta edição, foram mais de 112 horas de mentorias coletivas e 400 horas de acompanhamento individualizado. A diversidade foi um dos marcos do programa: 42% das startups vêm das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste; 61% são lideradas por mulheres e 47% por pessoas negras ou pardas. “Criamos um ambiente transformador onde a gente desenvolve, potencializa e escala soluções”, comentou Maércio Diogo, coordenador do programa e sócio do Quintessa. A expectativa é que, até 2028, 400 negócios sejam acelerados, com acesso a uma jornada contínua de desenvolvimento e conexões com potenciais parceiros, clientes e investidores. 

    Conheça as finalistas de cada módulo do BNDES Garagem 2024:

    Criação:

    Orby – RN (Temática: Saúde): solução de neuromodulação não invasiva que promove a neuroplasticidade, facilitando a recuperação funcional dos pacientes e fornecendo alívio efetivo da dor.

    Oncodata – SP (Temática: Saúde): plataforma de patologia digital que utiliza ferramentas de IA para auxiliar patologistas na análise de lâminas para diagnósticos oncológicos mais precisos e consistentes. 

    Ceres Seeding – MG (Temática: Economia Verde e Descarbonização): a empresa utiliza tecnologia de visão computacional e drones para oferecer serviços de restauração ecológica, do estágio pré-plantio até o monitoramento pós-plantio. 

    Limbx – RS (Temática: Saúde): oferece próteses biônicas impressas em 3D, acessíveis e funcionais, que utilizam tecnologia de estimulação muscular para possibilitar movimentos precisos, como abrir e fechar as mãos, realizar pinça e apontar. 

    Leme – SP (Temática: Educação): apoia escolas e gestores na redução das desigualdades educacionais a partir da análise de indicadores de aprendizagem por recorte de raça, gênero e nível socioeconômico. 

    Tração:

    WeCare – SP (Temática: Saúde): combina a biodiversidade brasileira com a biotecnologia para produzir compostos e formulações que reduzem lesões de pele e mucosa durante o tratamento oncológico. 

    IQX – SP (Temática: Economia Verde e Descarbonização): aditivos químicos para indústrias que lidam com materiais difíceis de reciclar, com soluções que promovem a economia circular e a gestão sustentável de resíduos.

    Yattó – SP (Temática: Economia Verde e Descarbonização): soluções de economia circular que transformam resíduos em novos produtos e gerenciamento de programas de logística reversa.

    Prol Educa – PE (Temática: Economia da Periferia e Educação): facilita o acesso de famílias periféricas a escolas particulares por meio de uma plataforma que oferece vagas ociosas com bolsas de até 80% de desconto. 

    TelaVita – SP (Temática: Saúde): solução de saúde emocional com metodologia de mapeamento populacional e oferta de jornada personalizada de cuidado e consultas online.

  • Inteligência Artificial Generativa e novas formas de fazer negócio

    Inteligência Artificial Generativa e novas formas de fazer negócio

    Inteligência Artificial Generativa: o que é e como ajuda meu negócio?

    A inteligência artificial (IA) pode parecer um conceito futurista, mas a verdade é que ela já existe há décadas, o que testemunhamos recentemente foi a sua popularização. Nos últimos anos chatbots de atendimento ao cliente emergiram como uma nova ferramenta de customer experience que diminuiria o tempo para resolução de problemas, antes restritos aos tradicionais “FAQ”, em paralelo, ferramentas de correção ortográfica e tradução já eram corriqueiras em aplicativos de textos e mensagens. 

    Recentemente, fomos testemunhas de um advento que atingiu outro patamar no que diz respeito ao uso de Inteligência Artificial, o marco da Inteligência Artificial Generativa (IA Gen): essa, ao invés de apenas obedecer comandos e fornecer respostas pré estabelecidas, é capaz também de gerar respostas inéditas a partir do cruzamento de grandes volumes de dados, entregando soluções personalizadas com uma infinidade de versões. A inteligência artificial, até então majoritariamente responsiva, passa a ocupar um papel propositivo ao oferecer, com uma agilidade nunca antes vista, soluções para questões complexas no dia a dia dos seres humanos – o avanço da computação em nuvem e o acesso a grandes volumes de dados impulsionaram essa evolução, permitindo o uso da IA como uma ferramenta estratégica. Um dos resultados? Escalabilidade como nunca antes vista, gerando mais eficiência e inovação.

    Aliado a esse imenso, e ainda inexplorado novo universo entregue pelo avanço tecnológico, está o Machine Learning, ou, em tradução livre, Aprendizado de Máquina: que nada mais é do que a capacidade das ferramentas de IA evoluírem sua acuracidade conforme são utilizadas. 

    Sendo assim, quanto mais dados forem consumidos pela IA Generativa (RLHF), mais “repertório” de respostas ela terá – e, quanto mais essa inteligência é alimentada com bons dados de uma determinada organização, melhores serão as soluções personalizadas criadas considerando o contexto desta empresa. 

    A nível mercadológico, a IA Gen é capaz de automatizar processos, personalizar experiências e gerar insights valiosos. Para startups em especial, a IA não é apenas um diferencial – é um motor de crescimento. As ferramentas de machine learning ajudam a tomar decisões mais rápidas e precisas, enquanto modelos de linguagem natural (NLP) tornam a geração de conteúdo aos clientes mais fluida. Além disso, a possibilidade de se obter uma personalização massiva, entregando soluções customizadas para cada usuário com base no seu comportamento, gera força competitiva e torna produtos e serviços mais atrativos para seus clientes em potencial. 

    Um olhar crítico e diverso:

    As tecnologias geralmente se popularizam carregadas de entusiasmo, não poderia ser diferente com a Inteligência Artificial Generativa. Da mesma forma que o uso da internet e do computador doméstico, na década de 90, eletrizou a humanidade com a possibilidade de se conectar com o mundo, também trouxe desafios que permearam boa parte dos anos 2000 e 2010: falta de letramento digital para uso das novas máquinas, adequação a normas, sigilo de conteúdo e exclusão no mercado de trabalho, sobretudo das populações mais velhas e vulneráveis, que não acompanharam a velocidade dos gigabytes e viram algumas de suas habilidades ficarem obsoletas. 

    É ilusório acreditar que essas novas inovações são acessadas de maneira justa  por todos os grupos sociais, seja a nível educacional, mercadológico ou profissionalizante. Antes de impulsionar soluções de IA Generativa no seu negócio é importante questionar: além da sua equipe interna, seus consumidores estão prontos para lidar com produtos e serviços que abarcam essa tecnologia? Como os modelos de linguagem podem atuar para criar apps, páginas e interfaces mais acessíveis para pessoas com baixa visão, por exemplo? Essa perspectiva é fundamental para que essa inteligência seja mola propulsora de mudanças que promovam a inclusão, e não a construção de novas barreiras. 

    Ao mesmo tempo, sob um olhar macro, também é importante que empreendedores redobrem seu cuidado com gestão, manipulação e proteção de dados – diminuindo os riscos regulatórios. Garantir que os dados armazenados pela sua empresa respeitem leis como a mais recente LGPD, e outras legislações nacionais e internacionais. 

    Cases de Sucesso: organizações que já fazem isso:

    Quando olhamos para tecnologia aliada a negócios de impacto socioambiental, estamos falando de um poder multiplicador de soluções comprometidos em transformar o país. Isto é, maior número de beneficiários sem perder humanidade, análises preditivas direcionando esforços para onde realmente fazem a diferença, inteligência de dados e mensuração de impacto encaminham para que os resultados sejam não apenas escaláveis, mas também custo-efetivos para a economia, sociedade e o meio ambiente.

    Algumas startups brasileiras já estão surfando nessa onda com maestria e foram aceleradas pelo Quintessa na escala de suas soluções:

    A Árvore aposta na IA para recomendar livros personalizados para cada aluno, promovendo uma educação mais envolvente e eficaz, ajudando escolas públicas a melhorar o engajamento dos estudantes na leitura.

    “A Árvore utiliza inteligência artificial para construir uma educação inovadora. Com apoio da IA, nossa plataforma simplifica o trabalho dos educadores através de uma tutoria lúdica e personalizada oferecida aos estudantes no Criar. No Ler,  alunos realizam testes de fluência leitora e recebem  recomendações de livros de forma inteligente, desenvolvendo o gosto pela leitura. E vem muito mais por aí! A Árvore lidera esse movimento visando enriquecer e melhorar cada vez mais a experiência dos estudantes.” – João Leal, Founder da Árvore.

    A Barkus, por exemplo, usa IA para personalizar a educação financeira, ajudando jovens e adultos das classes CDE a tomarem decisões mais inteligentes sobre dinheiro com recomendações personalizadas baseadas em seu perfil. Já a Handtalk, referência em acessibilidade, utiliza IA para traduzir conteúdos automaticamente para Língua de Sinais, tornando a comunicação mais inclusiva para milhões de pessoas surdas. 

    No Quintessa acreditamos que tecnologia e impacto devem caminhar juntos. Com aIA Generativa cada vez mais acessível, tecnologia de ponta com propósito, conseguimos fortalecer negócios que realmente fazem a diferença e promovem mudanças estruturais na sociedade.

  • O valor da Bioeconomia para uma Economia de Impacto

    O valor da Bioeconomia para uma Economia de Impacto

    A bioeconomia é assunto do dia no debate sobre sustentabilidade e mitigação das mudanças climáticas. O Brasil deu a largada na discussão para regulamentação da atividade: recentemente foi criada a Estratégia Nacional de Bioeconomia, iniciativa do governo federal para implementação de políticas públicas para o desenvolvimento do setor. No último G-20, realizado em nov/2024 no Rio de Janeiro, líderes globais reconheceram pela primeira vez a importância desse paradigma produtivo para o crescimento inclusivo e definiram os princípios norteadores do setor em um documento que já é considerado histórico.  

    Motivos não faltam para celebrar: atualmente, a bioeconomia é apontada como uma das soluções às crises climática e ambiental, e peça-chave para uma economia de baixo carbono. Estima-se que a atividade tenha potencial para chegar a 2050 movimentando US$30 trilhões em negócios em todo o planeta. Se considerado apenas o Brasil, a implementação de tecnologias ligadas à bioeconomia tem potencial para injetar US$592,6 bilhões em recursos para o setor até 2050, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bioinovação. O estudo aponta ainda que, em termos ambientais, o incremento da bioeconomia pode auxiliar na redução dos gases do efeito estufa em 28,9 milhões em 30 anos – o equivalente a 65% das emissões do país.  

    Para tangibilizar, as mudanças no uso da terra representam a maior parte das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. De acordo com dados mais recentes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), 38% das emissões líquidas brasileiras vêm do setor de Uso da Terra, Mudança de Uso da Terra e Florestas (LULUCF, na sigla em inglês). Por isso, políticas de preservação florestal são cruciais para que o país atinja suas metas climáticas, segundo dados da 6ª edição das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil.  

    O avanço da fronteira agrícola é um dos fatores responsáveis pelos índices crescentes de desmatamento no país. Mais de 100 milhões de hectares de vegetação nativa localizadas em propriedades rurais em todo o país são passíveis de conversão para atividades antrópicas. O desmatamento contribui para a perda de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos, além de aumentar as emissões de gases de efeito estufa, agravando as mudanças climáticas.

    O aumento da população mundial e o risco das emergências climáticas impõem um desafio à agricultura: segundo dados da ONU, elevar a oferta de alimentos em 50% até 2050 aumentando a eficiência na utilização dos recursos naturais é o passo mais importante para atingir os objetivos ambientais e de produção alimentar, garantindo a conservação da vegetação nativa e a manutenção da biodiversidade.

    Investimentos em sistemas alimentares que promovam a inclusão social, a segurança alimentar e a redução das emissões de GEE são condições essenciais para uma transição verde no país. Projetos que promovam a restauração de ecossistemas e a conservação da floresta em pé, e mecanismos financeiros que fomentem a bioeconomia, o incremento da captura de carbono e o aumento da biodiversidade são fundamentais para o desenvolvimento socioambiental sustentável.

    Neste cenário, a bioeconomia é uma ferramenta estratégica para a construção de um modelo de produção pautado em recursos biológicos, gerando benefícios econômicos, ambientais e sociais para a sociedade. Ao promover o uso de recursos renováveis, a bioeconomia contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a preservação da biodiversidade. Na pauta social, a bioeconomia promove a inclusão das comunidades quilombolas e ameríndias na cadeia produtiva, alavancando a economia e a cultura locais. 

    A amplitude do conceito é proporcional aos desafios e oportunidades na construção de soluções para a promoção da biodiversidade. Em qualquer uma das áreas de aplicação, a bioeconomia requer investimentos em pesquisa e desenvolvimento, o fomento a soluções sistêmicas, a criação de políticas públicas capazes de regulamentar o mercado, viabilizando o crescimento econômico aliado à conservação da biodiversidade.  

    Se no setor público o Brasil se esforça para assumir a liderança da pauta com a construção dos dez princípios de alto nível sobre bioeconomia e a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, na iniciativa privada o desafio climático pode ser revertido em oportunidade de negócios com investimentos integrados em serviços e soluções que façam do capital natural um valioso ativo ambiental. 

    Com alto potencial  inovador, a bioeconomia pode  estimular a adoção de soluções de inovação advindas da ciência e da tecnologia, como biotecnologia, inteligência artificial e blockchain, movimentando a indústria e gerando novas oportunidades de emprego e negócios. Nesse sentido, as startups possuem uma oportunidade única de criar negócios disruptivos e de impacto positivo para a sociedade e para o meio ambiente. 

    O mercado mundial de green techs, startups com foco em soluções sustentáveis, pode chegar a US$74,64 bilhões até 2030, crescimento de sete vezes em uma década (Relatório da Allied Market).  O potencial de novos negócios é proporcional às reservas naturais contidas no território. Só na Amazônia, região de maior biodiversidade do mundo, estima-se que  a economia verde, ou de baixo carbono, dê um salto e amplie de forma exponencial a participação da região no Produto Interno Bruto, que hoje é de apenas 8%. 

    No entanto, a região Amazônica responde por 5% do mercado de startups do país, segundo o Mapa de Negócios de Impacto, estudo realizado pelo Quintessa e Pipe. Esse cenário evidencia o grande potencial ainda a ser explorado para consolidar a bioeconomia como pilar de uma economia verde e sustentável. E ainda há de se considerar o desafio de descentralizar a pauta para que não fique apenas entorno da Amazônia e se dê valor a tantos outros riquíssimos biomas brasileiros, como a Caatinga e o Cerrado.

    Portfólio para Bioeconomia

    A bioeconomia é um dos enfoques estratégicos do Quintessa, pelo qual atuamos através da seleção e aceleração de empreendimentos que trabalham na pauta, bem como do engajamento e fomento para que grandes empresas estimulem a demanda para o setor incorporando produtos da sociobiodiversidade em sua cadeia de suprimentos – atuando como offtakers. 

    Estudo recente publicado em setembro de 2024 pela Climate Policy Initiative aponta que, no Brasil, a bioeconomia recebeu mais de R$16,6 bilhões/ano em recursos financeiros no período de 2021 a 2023. Desse total, o setor privado foi a principal fonte de financiamento, com R$9,43 bilhões aportados por grandes corporações e pouco mais de R$2 bilhões provenientes de instituições financeiras – representando 69% do total de recursos disponíveis no país. O setor público contribuiu com R$3,32 bilhões, considerando investimentos do governo federal, dos governos estaduais e do BNDES.

    Acreditamos que a bioeconomia é um importante vetor da economia de impacto, com potencial para gerar um faturamento industrial adicional de US$284 bilhões até 2050, segundo projeções da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI). Para transformar esse potencial em realidade, articulamos programas,  recursos e parcerias estratégicas entre setor privado, startups e múltiplos atores. 

    Ao longo dos últimos 5 anos, construímos um robusto portfólio de projetos de aceleração que contribuem para a bioeconomia e a pauta de mudanças climáticas. Em 2022, apoiamos a construção da tese de atuação da Plataforma Parceiros da Amazônia (PPA) com a definição de teses temáticas, dentre elas a bioeconomia, e o mapeamento de iniciativas que apoiam organizações de impacto atuantes no bioma amazônico.  

    Pela terceira vez consecutiva,  desde 2022, somos os executores do programa  100+ Labs Brasil, uma iniciativa de inovação aberta com impacto da Ambev. Na edição 2023-2024, o programa foi correalizado pela PPA e USAID, com um foco especial na biodiversidade amazônica. Sete startups implementaram projetos-piloto com a Ambev, entre elas a Apoena, que utilizou aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota da empresa, em São Luís, no Maranhão, com redução de até 8% no consumo de combustível e, portanto, das emissões

    No mesmo período, fomos parceiros do Fundo Vale no Desafio Floresta e Clima, colaborando com as definições estratégicas de tema, e aceleração de cinco iniciativas com potencial para resolver desafios do ecossistema de carbono florestal na Amazônia. 

    E, em 2023, em parceria com PPA, WWF e WRI, executamos a Aceleradora de Negócios Florestais, em que aceleramos 20 negócios florestais da cadeia de restauração e agrofloresta na Mata Atlântica e selecionamos cinco soluções para mentoria e acompanhamento em campo. A proposta foi construir uma trilha de conhecimento e capacitação de ações de restauração para empreendedores do bioma.  

    Atualmente, atuamos em parceria com o BNDES na realização de um dos maiores programas para negócios de impacto do Brasil, o BNDES Garagem. De 2024 a 2028, a proposta é acelerar 400 negócios em múltiplas áreas do desenvolvimento socioambiental do país, entre elas economia verde e descarbonização – tema de 50% das soluções inscritas no primeiro ciclo do programa.  

    Frente ao tamanho do desafio e potencial da pauta, há espaço para que diversas soluções sejam desenvolvidas. Além do Quintessa, diversas outras iniciativas se dedicam há anos. Algumas delas você pode conhecer neste mapeamento de organizações que apoiam negócios de impacto na Amazônia, recorte correlato ao que tratamos neste artigo.  

    E sua organização, como está se preparando para trabalhar com este importante segmento da economia brasileira?. 

  • Primeiro encontro presencial do BNDES Garagem 2024 promove intercâmbio, mentorias e parcerias estratégicas para fortalecer negócios de impacto

    Primeiro encontro presencial do BNDES Garagem 2024 promove intercâmbio, mentorias e parcerias estratégicas para fortalecer negócios de impacto

    O primeiro encontro presencial do BNDES Garagem 2024 chegou ao fim, deixando um saldo valioso de aprendizados e conexões. Entre os dias 28 e 30 de janeiro, startups e representantes dos setores público e privado participaram de três dias intensos de intercâmbio e palestras, além de uma agenda dinâmica repleta de mentorias, speed meetings e atividades interativas. O evento reuniu mais de 90 representantes dos 50 negócios selecionados para a fase 2 do programa na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, impulsionando conexões entre empreendedores, parceiros e possíveis clientes do ecossistema de impacto. 

    O encontro começou com uma visão 360º do ecossistema de inovação aberta, sob a perspectiva do setor público. O superintendente de Mercado de Capitais do BNDES, Marcelo Marcolino, deu as boas-vindas aos empreendedores, destacando a relevância dos negócios de impacto para a instituição. “A pauta ESG sempre esteve no DNA do banco. Sempre nos preocupamos com a pauta ambiental, sempre promovemos a pauta social e de governança”, afirmou. 

    No mesmo dia, Lucas Ramalho, diretor de Novas Economias no Ministério da Indústria e Comércio do governo federal, ressaltou o papel da Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto) e a importância do empreendedorismo para a geração de renda e emprego, elementos essenciais para a transformação do país. “O Brasil tem que se posicionar como um bioestado, com uma economia pautada pelos biocombustíveis, bioativos e bioinsumos, assumindo a liderança das pautas ambiental e climática”, afirmou.

    Na quarta-feira, 29, os empreendedores tiveram a  oportunidade  de fazer conexão com outros negócios, além de interagir com gestores da iniciativa privada e representantes de institutos e fundações. Pela manhã, uma série de painéis setoriais conduzidos por especialistas ofereceu uma visão abrangente sobre desafios e oportunidades nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e descarbonização, sempre com foco em impacto. À tarde, uma rodada de encontros individuais reuniu empreendedores e representantes de mais de 20 empresas e instituições em speed meetings, criando um ambiente propício para diálogos estratégicos e novas oportunidades de negócios.

    Foco de atuação da maioria dos negócios selecionados para o ciclo 2024, a pauta ambiental foi um dos temas em destaque no evento presencial. Em um dos painéis setoriais, representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMADC), da Climate Ventures e da Embrapa apresentaram alguns dos assuntos em pauta na esfera federal, como o desenvolvimento de taxonomias para a definição de parâmetros de sustentabilidade e de critérios para acesso ao crédito rural, e a Estratégia Nacional de Bioeconomia, decreto que irá viabilizar a regulamentação dos pagamentos por serviços ambientais. Ambas as iniciativas têm o potencial de transformar desafios ambientais em novas oportunidades de negócios sustentáveis para os empreendedores de impacto.  

    As apresentações temáticas foram intercaladas com dinâmicas de grupo e sessões individuais, permitindo que cada startup recebesse apoio personalizado em sua jornada de aceleração. “Durante esse processo, buscamos criar conexões estratégicas para que os empreendedores possam refinar seus produtos e serviços, ampliando suas oportunidades de negociação com grandes empresas e o setor público. Nosso objetivo é que esses negócios cresçam e prosperem”, destaca Anna de Souza Aranha, co-CEO da Quintessa.

    No último dia do evento, os empreendedores participaram de duas apresentações sobre diversidade e inclusão, onde conheceram as inspiradoras trajetórias de duas mulheres negras que transformaram desafios em oportunidades de impacto. Priscila Salgado, co-criadora e líder de diversos programas pioneiros de inclusão, equidade e igualdade racial em diversas empresas do país, como Magalu e 99Jobs. Já Dione Assis, advogada especializada em reestruturação empresarial, fundou a Black Sisters in Law, uma rede com mais de cinco mil profissionais negras que oferece serviços jurídicos de alto impacto para grandes corporações. “Uma mulher negra que se movimenta, é uma casa inteira que se movimenta e se transforma”, conclui Dione.

    Vindos de todas as regiões do país, os empreendedores celebraram a diversidade e a qualidade dos encontros realizados ao longo dos três dias de evento. Para Lucas Arthur, representante da Telavita – startup que desenvolve uma ferramenta de autoavaliação da saúde emocional e oferece uma jornada de cuidado –, o encontro foi uma oportunidade única para ampliar conexões e enriquecer estratégias. “Foram dias super ricos de conexão, troca de informação, muito enriquecimento da nossa estratégia. Estou muito  feliz de participar do programa e muito empolgado com o que vem pela frente, na segunda fase do BNDES Garagem”, afirma Lucas Arthur, líder do negócio.

    Sobre o programa: 

    O BNDES Garagem é o programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que fomenta as bases de desenvolvimento sustentável de negócios de impacto ao apoiar ações empreendedoras em todo o Brasil.

    Na segunda fase da edição 2024 do programa, os 50 negócios selecionados – 25 de criação e 25 de tração – receberão acompanhamento individual e acesso a especialistas e suporte da equipe da aceleradora para destravar desafios para aprimoramento do negócio. 

    Até abril, acontecerão uma série de workshops, acompanhamentos individuais, rodadas de negócio com o mercado, mediadas pelo programa, e encontros, presenciais e remotos, para apoio no desenvolvimento das estratégias do seu negócio. 

    Ao final do ciclo, dez startups que se destacarem participarão do Demoday e concorrerão a prêmios. 

  • Pensamento Sistêmico: do conceito à prática

    Pensamento Sistêmico: do conceito à prática

    Por Heloisa G. Salgado e Paula Cayoni com contribuições de Vinicius Picanço

    Desafios como pobreza, educação ou mudanças climáticas envolvem sistemas dinâmicos e complexos que resistem a soluções tradicionais. Muitos projetos socioambientais enfrentam dificuldades para gerar impacto sustentável porque tratam os sintomas — os “eventos observáveis” na superfície — sem considerar os padrões, estruturas e modelos mentais mais profundos que alimentam esses problemas.

    Imagine um iceberg. A ponta que emerge da água representa os eventos observáveis, como altos índices de evasão escolar ou baixa renda per capita. Esses eventos são resultados diretos de padrões subjacentes — tendências de longo prazo que perpetuam o problema. Ainda mais abaixo, encontramos as estruturas (normas, políticas e recursos) e, no fundo, os modelos mentais — crenças e valores que sustentam o sistema.

    Essa metáfora explica por que intervenções tradicionais muitas vezes não resultam em transformação estruturante: elas lidam com a ponta do iceberg. Por exemplo, oferecer capacitações desconectadas da realidade de mercado local pode gerar empregos temporários, mas não resolve os desafios estruturais ou culturais que dificultam a empregabilidade no longo prazo, ou eventualmente gerar excesso de oferta incompatível com demandas produtivas.

    Fonte: Modelo Iceberg de Inovação Social | Otto Scharmer

    Modelo Iceberg de Inovação Social | Otto Scharmer

    Além disso, se não visualizarmos o todo para tomar uma decisão – ela pode desencadear efeitos imprevistos ou indesejados.

    Fonte: STERMAN, John. MIT System Dynamics.

    E por que isso acontece? Os incentivos geralmente recompensam resultados de curto prazo. Quando algo dá errado, tendemos a culpar as externalidades, ignorando que o verdadeiro problema está na falta de compreensão ou consideração do sistema como um todo.

    Para lidar com problemas complexos, é essencial mudar o modelo mental e adotar uma perspectiva de longo prazo. Diferentemente de desafios lineares, esses problemas não seguem um padrão de começo, meio e fim. A abordagem requer ação estratégica em pontos de acupuntura, onde o impacto pode ser amplificado.

    Como bem destacou Annie Duke: “I can’t know what decisions to make only because I know where I want to be, I need to know where I am now” – “(Não posso tomar decisões apenas sabendo onde quero chegar; é crucial entender onde estou agora)” – na tradução livre para o português. 

    Instrumento e ferramentas que apoiam o pensamento sistêmico: 

    Existem diversas abordagens de Pensamento Sistêmico aplicadas ao impacto. Darius Pollok, do International Alumni Center (IAC) de Berlim, adota uma perspectiva voltada à formação de redes catalíticas. Já o Skoll Centre, em Oxford, categoriza diferentes formas de intervenção sistêmica, como: Empower Changemakers, Scaling Up, Coordinating Actors, Exploring and Experimenting e Scaling Deep

    No Quintessa, adotamos a linha de Dinâmicas de Sistemas do MIT, capitaneado pelo Jay Forrester, pelo John Sterman e bem disseminado por Donella Meadows, em seu livro “Pensando em Sistemas”. O livro traz um detalhamento de “Pontos de Alavancagem: locais estratégicos para intervir em um sistema” ferramenta que ajuda a identificar onde e como intervir em um sistema para atingir resultados desejados. Assim como no modelo do Iceberg, ela revela camadas mais profundas do sistema — porém, com uma abordagem mais técnica e orientada à ação.

    Os Pontos de Alavancagem variam desde elementos mais simples, como números e parâmetros (subsídios, impostos, padrões), até intervenções profundas, como alterar o paradigma e modelos mentais de um sistema. A escolha do ponto de intervenção influencia diretamente o tipo de resultado esperado, sendo que os pontos mais profundos têm um impacto mais transformador. 

    Adaptação do livro “Pensando em Sistemas”, Donella Meadows.

    A metodologia de Dinâmica de Sistemas foi desenvolvida pelo MIT, com foco no Causal Loop Diagram (CLD). Esse tipo de diagrama possibilita mapear como diferentes variáveis interagem dentro de um sistema, identificando ciclos de retroalimentação que podem amplificar ou mitigar problemas.

    Fonte: FourWeekMBA plataforma especializada em modelos de negócios, estratégias de crescimento e conceitos de economia.

    Por exemplo, no contexto de inclusão socioprodutiva, um CLD pode mostrar como o baixo acesso a crédito impacta a produtividade de pequenos empreendedores, criando um ciclo  de exclusão econômica. 

    O vídeo The Systems Approach Explained, produzido pela Descola, usa uma metáfora poderosa para ilustrar a importância de adotar uma visão sistêmica. Ele compara a situação de um grupo de pessoas cegas tentando descrever um elefante: cada uma toca apenas uma parte — como a tromba, as patas ou a cauda — e, com base nisso, acredita entender o animal como um todo. Porém, apenas ao unir todas essas percepções é possível compreender a verdadeira natureza do elefante.

    Essa metáfora destaca que, ao focarmos em partes isoladas de um problema ou sistema, perdemos a visão completa e integrada. Aplicada ao contexto de negócios ou resolução de problemas complexos, o recado é bastante importante: é essencial considerar as interconexões e a totalidade dos elementos envolvidos para gerar soluções mais eficazes e sustentáveis.


    A abordagem sistêmica na prática: 

    Entre 2021 e 2023, o Quintessa trabalhou com sete secretarias municipais de educação atuando diretamente nas defasagens geradas pela pandemia nas matérias de Matemática e Português no ensino público. O programa integrou diagnósticos detalhados de educação, reuniu e contou com a colaboração de multi-stakeholder, além de contar com tecnologias educacionais para enfrentar os desafios da defasagem de aprendizagem.

    O Modelo Pedagógico foi desenhado para abordar as lacunas de aprendizagem de maneira holística e centrada no estudante. Ele orientou práticas pedagógicas ao longo de oito eixos sistêmicos, como:

    • Uso de avaliações diagnósticas para identificar as necessidades dos estudantes e adaptar intervenções.
    • Adequação curricular com foco nas prioridades de aprendizagem.
    • Formações contínuas para professores e gestores, promovendo uma pedagogia colaborativa e contextualizada.

    O programa reuniu secretarias de educação, organizações formadoras, implementadoras e startups educacionais (edtechs). Cada ator teve um papel específico:

    • Edtechs: Ofereceram soluções tecnológicas como plataformas de aprendizagem gamificada e gestão de dados educacionais.
    • Organizações formadoras: Capacitaram professores e gestores para implementar práticas inovadoras.
    • Secretarias de educação: Participaram ativamente do planejamento e adaptação das soluções às realidades locais.

    Um dos grandes diferenciais foi o uso pioneiro do Marco Legal das Startups (MLS) no setor público educacional. Essa ferramenta permitiu que secretarias testassem tecnologias educacionais antes da contratação definitiva. Por exemplo:

    • A plataforma Jovens Gênios foi integrada como ferramenta de gamificação para matemática, alcançando picos de 90% de engajamento dos estudantes em Domingos Mourão (PI).

    O programa incluiu trilhas formativas intensivas para educadores e gestores, com destaque para:

    • Comunidades de prática, onde professores e gestores trocavam experiências e aprendizados.
    • Treinamentos para uso de dados e tecnologias educacionais, garantindo autonomia para continuidade das ações.

    Diferente de programas focados em contraturnos ou ações pontuais, o impulsiONar operou no turno regular das aulas. Isso garantiu que as mudanças atingissem todos os estudantes e se integrassem ao cotidiano escolar.

    O impacto foi mensurado em várias dimensões:

    • Acadêmico: Um avanço médio de 5,5 pontos em Matemática e 0,6 em Língua Portuguesa no SAEB.
    • Gestão educacional: 83% dos gestores declararam intenção de manter as práticas do programa.
    • Tecnológico: Edtechs como Portabilis e Aprimora foram fortalecidas, e novas ferramentas surgiram a partir do programa. 

    A integração de tecnologia, formação continuada, adaptação local e articulação multissetorial foi a chave para o sucesso do impulsiONar, que se destaca como um exemplo prático de como intervenções sistêmicas podem transformar a educação pública.  E ilustra o Quintessa desenvolve uma visão integrada dos sistemas, identificando alavancas críticas e interdependências que ajudam a transformar o sistema de forma contínua e duradoura.

    Articulação multissetorial e estrutura de governança coordenada pelo Quintessa no impulsiONar.

    “Muitas vezes, buscamos explicações exógenas para os problemas e fenômenos que enfrentamos, especialmente aqueles que desafiam o nosso entendimento e cujas tentativas de solução fracassaram no passado. Quando passamos a ter um olhar orientado aos sistemas, buscamos explicações dentro do sistema, pois entendemos que a estrutura de um sistema – suas partes e as relações entre essas partes – determinam os possíveis comportamentos desse sistema, tanto os desejáveis quanto os indesejáveis. Aos indesejáveis, damos o nome de problemas. Daí a necessidade de termos um olhar sistêmico para gerenciar problemas complexos, típicos de sistemas humanos e socioecológicos.

    O impulsiONar é definitivamente um grande exemplo de como devemos buscar respostas e alavancas nos mecanismos do sistema: as práticas educacionais, os processos, os marcos e aspectos regulatórios, os stakeholders e o espaço de governança no qual o fenômeno se desenrola. Resolver a defasagem em disciplinas básicas do ensino público brasileiro é um problema complexo que precisa ser compreendido no detalhe e governado ao longo do tempo”. Vinicius Picanço | Professor assistente do Insper e Honorary Research Fellow na University of Strathclyde (Reino Unido), membro do Conselho do The Good Food Institute e pesquisador afiliado do Food and Retail Operations Lab (FaROL) no MIT.


    A abordagem sistêmica nos desafia a abandonar soluções lineares e pensar de forma integrada. Ela nos lembra que nenhum ator isolado — seja uma organização, governo ou empresa — consegue transformar realidades complexas sozinho. É por isso que, no Quintessa, nosso trabalho não termina com a implementação de um projeto: buscamos deixar um legado de transformação contínua e colaborativa.

    Os mais de 500 empreendedores de impacto que já aceleramos, com uma taxa de sobrevivência de 93%, refletem o poder dessa visão. Acreditamos que, ao enxergar o todo e agir com estratégia, podemos enfrentar até os desafios mais complexos de forma eficaz e duradoura.

    A solução para problemas complexos não está em programas fragmentados ou ações de curto prazo, mas em intervenções que enxergam o todo e trabalham para transformar sistemas inteiros. Seja na educação, na inclusão socioprodutiva ou em qualquer outro campo, é possível gerar impactos reais e sustentáveis ao focar no “iceberg” completo e agir com estratégia.

  • Adyen Accelerator 2024: impacto positivo e inovação como forma de fortalecer corporações

    Adyen Accelerator 2024: impacto positivo e inovação como forma de fortalecer corporações

    Empreender  e impulsionar negócios inovadores: esses foram os objetivos que nortearam a segunda edição nacional do Adyen Accelerator, realizado em outubro de 2024 pela parceria firmada entre Adyen e Quintessa.  Neste ano, exclusivamente sediado no Brasil, o programa reafirmou seu papel como uma plataforma de transformação, conectando negócios de impacto socioambiental com mentores, ferramentas e oportunidades estratégicas.

    Ao longo de uma semana intensiva, realizada entre os dias 21 e 25 de outubro, o Adyen Accelerator reuniu startups, investidores e especialistas em um ambiente dinâmico e colaborativo. A iniciativa não apenas gerou resultados expressivos para as 10 startups aceleradas, mas também trouxe impactos diretos para a própria Adyen, fortalecendo sua cultura de inovação e reforçando seu posicionamento como uma empresa comprometida com responsabilidade socioambiental e inovação sustentável.

    Impactos concretos: transformações para startups e para a Adyen

    O Adyen Accelerator foi desenhado para potencializar negócios de impacto, e os resultados confirmam sua efetividade: durante a semana de aceleração as startups participantes experimentaram um avanço médio de 36% em sua maturidade operacional, com ganhos significativos em áreas como estratégia comercial e desenvolvimento de produtos.

    No campo comercial, os participantes registraram um aumento de 78% em sua confiança para planejar e executar estratégias, potencializado pelas mentorias personalizadas e conexões estratégicas. Já em produto o crescimento foi de 65% na capacidade de alinhar soluções às demandas do mercado, reforçando a competitividade das startups. Entre os destaques da edição a Cientik, uma plataforma de streaming de alta qualidade com conteúdos educacionais alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi a vencedora do programa e recebeu R$175 mil em premiação. Já a startup Carteiro Amigo Express, que desenvolve soluções logísticas para comunidades periféricas, ficou em segundo lugar, sendo premiada com R$75 mil. 

    “O Adyen Accelerator 2024 superou todas as minhas expectativas, eu não imaginava que os cursos e as palestras tivessem uma curadoria tão perfeita e sob medida para empreendedores de negócios de impacto social. A equipe do Quintessa nos recebeu com o maior carinho e todo o trabalho de mentoria foi muito assertivo, na medida, direto ao ponto. Toda a logística e organização foram impecáveis, pude notar, inclusive, o perfeito entrosamento entre o time da Adyen, que além de patrocinar o evento, nos recebeu em sua sede, com o time do Quintessa. Nós do Cientik, ficamos muito felizes com a vitória em primeiro lugar no prêmio, mas mais contentes ainda em aprender muito com as equipes da Adyen e do Quintessa”, compartilha Zé Luiz, CEO e Fundador da Cientik, sobre sua experiência no programa.

    Para a Adyen, o impacto do programa foi igualmente transformador: colaboradores atuaram como mentores e padrinhos, conectando-se diretamente aos desafios reais enfrentados pelas startups. Tal experiência prática não apenas fortaleceu competências de liderança e criatividade, mas também aprofundou o alinhamento dos colaboradores com os valores da empresa. O programa, assim, consolidou-se como uma oportunidade de engajamento interno e um catalisador para reforçar a cultura de inovação e impacto da Adyen.


    “O Adyen Accelerator deste ano foi muito especial. Planejamos a semana pensando em cada startup, e elas simplesmente brilharam, desde as trocas ao longo de toda a semana até os pitches no evento de encerramento. Fazer parte da jornada de crescimento desses negócios de impacto é uma honra. Também levamos para a nossa história os aprendizados dessas trajetórias, que eles gentilmente compartilharam conosco”, pontua Irene Rodrigues, Implementation Team Lead na Adyen.

    Adyen Accelerator: inovação estratégica para corporações

    Embora seja um programa da Adyen global, o Adyen Accelerator adaptou-se ao contexto brasileiro em 2024, explorando o potencial do ecossistema local de impacto. A parceria com o Quintessa permitiu a personalização da jornada das startups, desde a curadoria inicial até a execução de mentorias e conteúdos ajustados às demandas do mercado nacional.

    O formato intensivo do programa foi outro diferencial. Em apenas uma semana, workshops, mentorias práticas e um Pitch Day de alto nível criaram um ambiente propício para aprendizado e conexões estratégicas. O Pitch Day, por exemplo, reuniu investidores e atores importantes do ecossistema, ampliando a visibilidade das startups e reforçando o papel da Adyen como facilitadora de conexões relevantes, mobilizando também diferentes parceiros como Uber, Zigpay e Estapar.

    Para as corporações, iniciativas como o Adyen Accelerator demonstram a forma com que programas de aceleração podem ser ferramentas estratégicas, atuando no fortalecimento da interação entre colaboradores e startups, posicionando as empresas como líderes em inovação responsável com soluções sustentáveis.

    O sucesso do Adyen Accelerator 2024 reflete o potencial transformador da colaboração entre corporações e negócios de impacto. Para a Adyen, a segunda edição do programa no Brasil não foi apenas uma ação de responsabilidade social, mas uma oportunidade de alinhar sua estratégia global a desafios locais, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema brasileiro.

    O Brasil, com sua riqueza de negócios inovadores e desafios sociais urgentes, segue como um terreno fértil para o crescimento de iniciativas como essa. O programa demonstra que, com planejamento estratégico e colaboração, é possível gerar impacto significativo em pouco tempo. Para empresas que buscam fazer parte dessa transformação, o momento de agir é agora.

  • A potência das deeptechs: o ecossistema do futuro em expansão

    A potência das deeptechs: o ecossistema do futuro em expansão

    Por Caroline Gibim e Anna de Souza Aranha

    Ao longo dos últimos dois séculos, as condições de vida melhoraram significativamente com o surgimento de tecnologias como a eletricidade, o telefone e a internet. Agora estamos testemunhando o surgimento de uma nova onda poderosa de tecnologias disruptivas: as deeptechs. Se isso soa ambicioso, é porque realmente é.  

    Para quem ainda não está familiarizado, as deeptechs são empreendimentos que vão além das soluções convencionais: mergulham fundo em descobertas científicas e tecnologias de ponta, como IA (inteligência artificial), energia solar, biotecnologia e manufatura avançada. Essa nova natureza de negócios tem o potencial de abrir novos caminhos para o crescimento econômico, equidade social e sustentabilidade ambiental.

    Os números mostram que estamos no caminho certo. O Brasil se destaca na América Latina com 70% dos pesquisadores, 47% das contribuições em publicações científicas e 58% das patentes registradas. Hoje, estima-se existirem 875 deeptechs mapeadas no país, com uma grande concentração nos setores de biotecnologia, saúde, agro, inteligência artificial e energia limpa. 

    Mas ainda há bastante a ser feito, em especial focando no recorte da crise climática. Dois planetas Terra seriam necessários para sustentar o modo de vida da humanidade até 2030 e estudos indicam que as mudanças climáticas podem reduzir o PIB global em 11% a 14% até 2100, o que corresponde a US$ 23 trilhões por ano, caso não sejam tomadas ações significativas para mitigação​. As soluções já conhecidas não são suficientes para endereçar o desenvolvimento sustentável e econômico necessário, o investimento em inovação radical das deeptechs é essencial para que as empresas se mantenham produtivas e obtenham as soluções necessárias para atingirem suas metas net zero. 

    O potencial da agenda é acompanhado pelos diversos desafios que ainda temos nela. 

    A maior parte das deeptechs ainda vive o desafio de cruzarem o ambiente dos laboratórios e terem adesão de fato do mercado, se tornando negócios. Grande parte delas está na fase de prova de conceito, ou seja, em estágio inicial, de comprovar que suas tecnologias realmente funcionam. Apenas 30% conseguiram chegar em uma fase de comercialização e escalabilidade.

    Quando o assunto é investimento, 70% do financiamento para deeptechs no Brasil vêm de programas públicos e investidores anjo e 28% delas recebeu apoio do programa PIPE FAPESP. Para crescerem, essas deeptechs precisam atrair capital privado também, a fim de sustentar equipes experts, infraestrutura, adequação a regulamentações, validação de produto, rodagem em escala industrial e ainda se blindar contra a competição global acirrada – de EUA e Europa – que estão um passo à frente com apoio ao longo ciclo de desenvolvimento tecnológico e capital de risco paciente já consolidados.

    Para esse novo momento de mercado, há um grande potencial de integração entre os ecossistemas de inovação/ciência e tecnologia e o ecossistema de impacto, coordenando esforços e melhorando a jornada dos inventores e empreendedores. Um traz um vasto campo de relacionamento entre academia, parques tecnológicos, IC&Ts e recursos de governo para fomento à ciência e tecnologia. O outro traz um vasto campo de aceleradoras, incubadoras, filantropos, investidores de VCs, CVCs e outros dinamizadores voltados ao ganho de escala e crescimento de empreendimentos que ajudam a solucionar desafios socioambientais. 

    Chegou a hora de implementarmos abordagens sistêmicas para responder aos desafios que desejamos resolver. Cada ator desempenhando seu melhor papel, de forma articulada e coesa com os demais, colocando o desafio a ser superado no centro. É também momento de usarmos de forma mais adequada cada bolso – o comercial que terá retorno financeiro (via equity ou crédito) e o de fomento, paciente e catalítico, que viabilizará a existência do mercado – combinados em arranjos personalizados para tipos e estágios diferentes dos negócios, bem para as diferentes finalidades do efeito que se deseja gerar. 

    As deeptechs apresentam características importantes a serem consideradas, como:

    • Longo ciclo de validação: demandam potencialmente longo tempo de convencimento do mercado para adoção de tecnologias de ponta, adequação ao ambiente regulatório, pesquisa intensiva, testes rigorosos e ciclos de desenvolvimento prolongados.
    • Validação e provas de conceito diferenciados: além da necessidade de validar mercado potencial e capacidade de crescimento em termos financeiros, deeptechs tipicamente precisam passar por testes de validação clínicos e laboratoriais, apresentando uma maior quantidade de momentos de validação, bem como determinação de mais métricas confiáveis de validação de resultado, e, assim, costumam ser avaliadas por representarem mais risco (um jogo de alto risco, bem como potencial alto retorno).
    • Necessidade de especialização e talento técnico: requerem equipes altamente qualificadas e com expertise técnica específica.
    • Escala para produção e comercialização: diversas soluções demandam infraestrutura específica para produção em larga escala (como biorreatores, por exemplo), podendo requerer parcerias com grandes empresas ou governos.
    • Alto custo para seu desenvolvimento: precisam de potencial alto investimento inicial para que as soluções cheguem ao mercado, diferenciando das startups típicas digitais e com ciclos de retorno mais rápidos priorizadas pelos investidores de venture capital.

    No Quintessa, já impulsionamos o crescimento de diversas deeptechs, mencionando aqui algumas delas. A Cromai, apoiamos no início da sua jornada junto ao Caos Focado. A startup desenvolveu uma tecnologia que otimiza processos de manejo agrícola e operações de controle de qualidade industrial através da análise de imagens e dados. Atualmente eles possuem 75 milhões de imagens diagnosticadas e 800 mil amostras de impurezas vegetais analisadas.

    Outro case é a Inspectral, que apoiamos junto ao Fundo Vale e à Ambev. Eles desenvolveram uma inteligência geoespacial com a precisão da IA, gerando análises de dados de forma mais rápida e barata. Na implementação que acompanhamos, foi feito o mapeamento de 6 bacias hidrográficas em diferentes regiões do Brasil e com alto estresse hídrico, gerando dados de indicadores como sólidos em suspensão e transparência da água – dando insumo para eventuais intervenções e substituindo a tecnologia de drones para geoespacial. A Inspectral diminuiu em aproximadamente 19 vezes o custo em relação à tecnologia anterior utilizada.

    Por último, a Quanticum, que apoiamos junto ao Fundo Vale e à Irani. A solução mapeia o potencial agronômico e ambiental do terreno com base em nanopartículas naturais da terra, atendendo pequenos produtores, grandes indústrias e produtores, associações e governos que querem entender melhor as características do solo. Com isso, realizaram o mapeamento por sensoriamento remoto de 14 mil hectares de floresta nativa da Irani e realizaram a análise de solo laboratorial de 700 hectares para determinar o estoque atual de carbono no solo da região.

    Precisamos de soluções escaláveis para os grandes desafios que enfrentamos e para que a inovação no Brasil seja cada vez mais uma referência global, principalmente do que tange a questão climática. O ecossistema do futuro é aqui. 

    As deeptechs são chave para o futuro e o Quintessa acredita em uma abordagem integrada para destravar o potencial destes negócios no Brasil, unindo empreendedores, cientistas, capital de fomento, capital privado e as indústrias. 

    Fontes de alguns dados mencionados: BID: The new wave; STARTUPS.COM: Startups; GOV: Serviços e Informações do Brasil; EMERGE: Mapeamento Brasil.

  • Nossa Parte Pela Educação: buscando reduzir impactos da pandemia, Quintessa e Instituto BRF implementam soluções em 6 estados brasileiros

    Nossa Parte Pela Educação: buscando reduzir impactos da pandemia, Quintessa e Instituto BRF implementam soluções em 6 estados brasileiros

    A pandemia de covid-19 escancarou desigualdades brasileiras, sobretudo na educação. Os dias fora da sala de aula apresentaram reflexos diretos para a juventude no que diz respeito aos processos educacionais e inserção no ensino superior. Em paralelo, as sucessivas quedas na taxa de empregabilidade, e dificuldades de inserção no mercado de trabalho por falta de formação técnica, impactou a geração de renda de famílias situadas em comunidades de alta vulnerabilidade. 

    Empreender na linha de frente a esses desafios exigiu uma mobilização sistêmica financiada pelo Instituto BRF e executada pelo Quintessa que, em quase 2 anos, engajou e articulou diferentes atores no enfrentamento aos efeitos causados pela pandemia na educação. O programa “Nossa Parte Pela Educação” selecionou e acelerou startups com soluções inovadoras no âmbito educacional, buscando tangibilizar as ideias em ferramentas práticas que pudessem ser utilizadas pelos educadores no dia a dia, o mais rápido possível.

    O programa

    6 cidades onde a BRF possui operação industrial foram pré-selecionadas para receberem soluções de impacto na região. Durante esse processo foram analisadas as demandas locais intrinsecamente ligadas à educação nos municípios, construindo um estudo aprofundado que posteriormente serviria de base para seleção de startups que atendessem, com assertividade, a necessidade de cada território. 

    A partir da seleção dos territórios era chegada a hora de buscar parceiros: OSCs (Organizações da Sociedade Civil), prefeituras, secretarias municipais de educação e lideranças locais foram acionadas para, juntas, contribuírem com a definição dos eixos temáticos norteadores da atuação do programa, compreendidos como B2G: formação continuada, redução da defasagem e B2C: educação digital, formação profissionalizante, inserção no ensino superior e no mercado de trabalho – relevantes e assertivos para os desafios locais.

    Logo em seguida, uma chamada aberta recebeu a inscrição de 108 startups em um processo seletivo composto por formulários de inscrição, entrevistas e pitchs, contando, inclusive, com representantes das OSCs e dos municípios nas bancas de seleção. Finalizada essa etapa, 8 startups foram selecionadas para avançarem até a aceleração, onde teriam a oportunidade de executar e testar a aplicabilidade de suas ideias na prática, consolidando os chamados “pilotos”.

    Formação de um programa sistêmico

    Desafios complexos são superados por mobilização em rede. Além do subsídio da indústria privada e da inovação trazida pelas startups, o programa contou com apoio de executivos para mentorias especializadas, envolvimento do setor público e do terceiro setor para análise das necessidades da população, assim como a participação de agentes de inovação e articuladores locais. Todos os setores unidos por um só propósito: mais educação de qualidade para mais brasileiros. 

    “O ‘Nossa Parte pela Educação’ é um programa que trabalha com agendas complexas, no caso, os desafios da educação. E entendemos que não conseguimos resolver esse desafio somente enquanto uma associação privada, ou enquanto empresa, mas sim trazendo a expertise de cada um dos atores que estão envolvidos nesse processo”. – Gabriela Cândido, Coordenadora de Impacto Social no Instituto BRF. 

    Impacto positivo da territorialidade

    “Por natureza, esse é um programa de inovação, e que precisou de um mergulho inicial dentro dos territórios justamente para entender quais eram os gargalos que impediam, hoje, uma educação e uma inclusão produtiva de melhor qualidade”. – Fabiana Goulart, sócia do Quintessa.  

    As 8 startups selecionadas estabelecem sua atuação em 6 estados diferentes localizados em 4 regiões do Brasil: Empreende Aí (Dourados, MS), Gerar (Paranaguá, PR), NeuroEscola e TOTI (Videira, SC), Mathema e Força Meninas (Vitória de Santo Antão, PE), Plure (Uberlândia, MG) e Seren (Marau, RS). 

    E contaram, respectivamente, com a parceria das seguintes organizações: Casa Criança Feliz, 5C Centro Cultural, Secretaria de Educação do município de Videira, EPB (Escola de País do Brasil), Prefeitura do Município de VSA, Instituto Dom de Deus, Ação Moradia e ABESFA (Associação Beneficente São Francisco de Assis).

    A parceria das startups com as OSCs e prefeituras foi fundamental para chancelar as novas iniciativas nas região, bem como acessarem dados valiosos com características específicas de cada uma das cidades, culminando em relações B2B e B2G firmadas sob o compromisso de gerar impacto positivo nos territórios selecionados. 

    Soluções e resultados em destaque

    O programa “Nossa Parte Pela Educação” alcançou a marca de 4.122 beneficiários diretos, somado o impacto gerado pelas pelas 8 startups em parceria com OSCs e órgãos municipais. 

    A startup “Neuroescola” cria de trilhas de aprendizagem, baseadas em evidências científicas, para alfabetização de crianças típicas e atípicas, com 21 professores que impactaram 291 alunos -, após a aceleração, o negócio registrou um aumento de 29% no número de alunos com autonomia de leitura em Videira (SC). 

    Também na educação básica, o “Mathema” impactou diretamente 1.552 estudantes e trabalhou com 57 educadores em quatro escolas do município de Vitória de Santo Antão (PE), em parceria com a Secretaria de Educação do município a startup buscou melhorar o ensino de matemática com uma nova metodologia que inclui jogos e trilhas de aprendizado lúdicas, registrando, até então, uma evolução de 12,9% no desenvolvimento de habilidades na BNCC específicas.

    Índices significativos se sobressaem no âmbito da geração de renda, inserção no mercado de trabalho e capacitação profissionalizante: em Dourados (MS), pequenos e microempreendedores atingiram um aumento de 24% em suas rendas mensais após serem alunos do “Empreende Aí”, negócio que fomenta o empreendedorismo periférico. Em Uberlândia (MG), a startup “Plure” empregou 19 mulheres após potencializar suas soft skills para processos seletivos em uma trilha que inclui temas como síndrome do impostor, desenvolvimento de oratória e criação de currículo. 

    Já a startup “Força Meninas”, que se propôs a incentivar a entrada de jovens em profissões comumente exercidas por homens para estudantes, formou 100 meninas no município de Vitória de Santo Antão (PE). Enquanto isso, a startup SEREN registrou um índice de 60% de jovens com escolha profissional lúcida após utilizarem seu app que divulgou mais de 1600 vagas de trabalho em Marau (RS). 

    Por fim, a solução GERAR implementou, em Paranaguá (PR), um curso preparatório para ENEM e vestibulares que atingiu 36.47% de avanço na aprendizagem dos alunos – resultados promissores também foram registrados em Videira (SC) com a startup TOTI, que colabora com a inclusão de pessoas migrantes e refugiadas no mercado de trabalho de tecnologia, e recebeu nota média 76 de desempenho nas avaliações. 

    Educação: parte de todos

    O programa “Nossa Parte Pela Educação” resume a necessidade de empreender soluções do futuro no agora, além da urgência em combater desafios de desenvolvimento econômico e social do presente para pessoas, comunidades e territórios. 

    A relevância da iniciativa se potencializa na máxima de desenvolvimento territorial com ampla participação local, construído de forma ativa e participativa. Múltiplos atores aplicaram, sob as startups aceleradas, um olhar prioritário para os benefícios do município e do território, fomentando soluções de alto impacto e relevância temática para os desafios do ecossistema. 

    A expansão capilar de mais ideias inovadoras depende, estritamente, de mais parcerias que mobilizem novos atores. Seja você também parte da solução para educação no Brasil!

  • Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa

    Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa

    Nos últimos três anos – o Quintessa opera e coordena o 100+ Labs, programa de inovação aberta da Ambev – que tem como objetivo desenvolver e implementar soluções socioambientais de startups de impacto nas temáticas de: Agricultura Sustentável; Amazônia; Diversidade e Inclusão; Ecossistema Empreendedor; Embalagem Circular; Gestão de Água; Mudanças Climáticas e Responsabilidade Socioambiental na Cadeia de Suprimentos.

    Durante esse período, o programa implementou cerca de 24 pilotos, facilitou mais de 70 conexões entre negócios e parceiros em cada edição, mobilizou e acompanhou o envolvimento de cerca de 9 parceiros por edição, além de gerar resultados significativos para a operação da Ambev.

    Um exemplo é a startup TRC Sustentável, que participou da edição 2021/2022 do programa e oferece soluções de gestão inteligente de água por meio de inteligência artificial nos pontos de venda e centros de distribuição da Ambev. Durante o piloto, foi possível economizar 1,5 milhão de litros de água, representando uma redução média de 40% e gerando cerca de R$ 70 mil em economia em apenas 4 meses.

    Para conhecer outros cases do Programa, acesse:

    A edição de 2023:

    O encerramento da 5ª edição do programa aconteceu na última segunda-feira (25) no Cubo em São Paulo – a edição contou com mais de 240 startups inscritas, 22 startups selecionadas e 7 pilotos implementados no programa ao longo de 05 meses.

    O programa acontece num momento em que o investimento de grandes empresas atuando em inovação aberta cresce no Brasil. Segundo o Ranking TOP Open Corps 2023, o investimento total foi de R$ 6,4 bilhões, considerando o período de julho de 2022 a junho de 2023 – a Ambev lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo como empresa que mais se relaciona com o ecossistema de startups.

    “Um dos principais objetivos da companhia é crescer de forma compartilhada e promover a inclusão produtiva de todo o nosso ecossistema. São enormes os desafios ambientais que enfrentamos todos os dias e essa união nos garante olharmos para o melhor horizonte e colocarmos em prática iniciativas reais, que fazem a diferença para o meio ambiente e para a sociedade como um todo”, comenta Lisa Lieberbaum, Head de Sustentabilidade da Ambev.

    Durante o Demoday, as sete startups da edição 2023/2024 que implementaram os seus pilotos na operação da Ambev puderam apresentar os principais avanços e resultados gerados:

    Objetivo do piloto:

    Ceres Seeding: Validação comparativa do plantio utilizando drones para restauração e monitoramento de recuperação de florestas.

    Resultado:
    A utilização de drones para operações de plantio demonstrou ser um método com resultados satisfatórios quando comparados com os métodos tradicionais (muvuca). O projeto foi implementado em duas áreas com 1 hectare cada. Enquanto o plantio convencional requer a presença de cinco operadores, o plantio remoto via drones só necessita de dois operadores. Além disso, o plantio automatizado por drones alcança um rendimento operacional total em apenas quatro horas, contrastando com as seis horas necessárias no método tradicional. Essa diferença resulta em uma economia significativa de tempo de trabalho por hectare, equivalente a uma economia de 20%, ou aproximadamente R$ 4.555,00 por hectare, quando se opta pelo plantio via drones. Esses resultados podem ser ainda mais promissores em projetos de maior escala.

    Açaí Maps: Software de gestão agrícola da cadeia produtiva de Açaí e Guaraná na Amazônia.

    Resultado:
    Após a implementação do piloto em 28 propriedades, os últimos resultados indicam que a plataforma pode gerar um potencial aumento da produtividade e qualidade do Guaraná pela otimização do uso de insumos e recursos.

    Plure: Processo seletivo de 35 mulheres negras nas vagas de operação fabril e representante de vendas.

    Resultado:
    O processo seletivo do projeto piloto atraiu 513 inscrições, dessas 343 foram aprovadas de acordo com os pré-requisitos definidos e receberam o acesso à plataforma de aprendizagem da Plure para se preparar para o processo seletivo. A plataforma, primeira de preparação para processos seletivos para mulheres, gerou um banco de 60 candidatas entregues que estão participando de processos seletivos da Ambev e algumas já foram incluídas no mercado de trabalho em outras empresas. Além disso, também foram entregues à Ambev 97 candidatas extras dentro do perfil de mulheres não-negras para preenchimento de outras vagas.

    Squair: Monitorar o consumo de energia de ar condicionados e câmaras frias nos CDDs de Mauá e Litoral

    Resultado:
    Os resultados do monitoramento realizado no centro da Ambev em Cubatão, São Paulo resultaram em uma economia mensal de R$2.688,13, acompanhada por uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 1,75 toneladas por ano. Em relação à implementação nos sistemas de ar-condicionado na Ambev, a economia mensal alcançada foi de R$459,00, com uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 0,21 toneladas ao ano.
    Ao longo de um ano, estima-se uma economia total de R$37.765,56, além de uma redução significativa de 1,96 toneladas de emissões de CO2 anualmente.
    Esses resultados são possíveis graças à manutenção da temperatura ideal e segura das câmaras, garantida pela sincronização inteligente e eficiente dos compressores, que também otimizam o consumo de energia.

    Gedanken: Criação de um padrão automatizado para a avaliação de fornecedores em métricas ESG

    Resultado:
    A plataforma possui um custo de 90% abaixo das plataformas internacionais e foi implementada em dois fornecedores; Ambev e Pepsico, que resultou um NPS de 100%, além de uma alta adesão com time dos fornecedores, batendo 63% de adesão com a Pepsico e 60% com a Ambev superando a estimativa de 50% de adesão, com um tempo de resposta de 20 dias após a comunicação.

    Eat Typcal: Produção de proteína de micélio, um novo ingrediente para indústria de alimentos, a partir da levedura residual do processo de fermentação de cerveja.

    Resultado:
    Os resultados do piloto com a Ambev tiveram um aumento significativo de 64% na produção de biomassa fresca, redução de mais de 50% no custo de produção e uma melhora na composição nutricional usando o micélio, diminuindo 20% carboidratos e ganhando mais 6% de proteínas e 25% mais fibras. Mostrando que a Ambev pode desempenhar um papel central na aceleração da indústria de alimentos, ao mesmo tempo que contribui para economia circular com o upcycling alimentar de co-produtos.

    Apoena: Uso de aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota Ambev em São Luís(/MA).

    Resultado:
    Durante 2 meses de piloto no Maranhão (São Luis) foi utilizado o aditivo em 6 veículos da distribuição urbanos na da Ambev. Desses, foi identificado resultado positivo em 83% dos veículos.
    Os resultados preliminares apresentam redução potencial de até 8% no consumo de combustível e 8% na redução das emissões, o que dentro do piloto representaria uma economia de aproximadamente R$6 Mil reais em combustível.
    Além de gerar impacto social com a compra direta de 8 famílias, combater o trabalho infantil, praticar preço justo e a replicabilidade do projeto para outras regiões e estados.

    Após avaliação da banca sobre as soluções apresentadas, os jurados enfatizaram que as sete startups se destacaram pela consistência, mensurabilidade e pelo alinhamento com os propósitos da empresa.

    Além disso, durante o processo de premiação, a startup Apoena foi reconhecida em primeiro lugar, recebendo um prêmio de R$50.000,00, enquanto a Plure ficou em segundo lugar, com um prêmio de R$30.000,00. Essa iniciativa reforça o compromisso da Ambev em valorizar e investir em soluções sustentáveis e inovadoras.

    “O Programa 100+ Labs é um exemplo de como a inovação aberta pode impulsionar a sustentabilidade corporativa. Trabalhar ao lado da Ambev, PPA e parceiros para identificar e apoiar startups de impacto que abordam desafios cruciais é uma oportunidade única de catalisar mudanças significativas. Estamos orgulhosos de liderar esse esforço em parceria com a Ambev e testemunhar os resultados tangíveis que surgem dessa colaboração”, declara Máercio Diogo, líder de projetos do Quintessa.

    O 100+Labs é liderado pela Ambev e co-realizado pela USAID e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), em parceria com Pepsico Unilever, é executado pelo Quintessa, e ainda tem apoio do Valgroup e Ball, e conta com apoio institucional da Libra Brading e Un Global Compact Rede Brasil.

  • Demoday Potências do Programa Nossa Parte pela Educação iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa

    Demoday Potências do Programa Nossa Parte pela Educação iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa

    O Demo Day – Potências, realizado no dia 08 de fevereiro em São Paulo reuniu oito startups que foram aceleradas ao longo de 2023 e início de 2024 pelo projeto Nossa Parte pela Educação, iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa, que tem como objetivo enfrentar os desafios relativos à educação básica, para jovens e adultos nas comunidades por meio de soluções inovadoras que promovam a recuperação socioeconômica em mundo pós-pandêmico.

    Com a abertura da diretora executiva do Instituto BRF, Raquel Ogando, o encontro contou com apresentações e mesas de discussões sobre temas relacionados à educação e filantropia. Participaram também do evento Gabriel Gandara, gerente de New Ventures e Inovação da BRF, Carine Jesus, gerente de Controladoria da Fundação Matia Cecília Souto Vidigal, e Greta Salvi, diretora nacional da Latimpacto.

    Os representantes das oito startups selecionadas pelo programa abordaram os problemas identificados e  apresentaram suas soluções inovadoras, como por exemplo: empregabilidade para pessoas neuro divergentes, estresse em sala de aula; dificuldades em se concentrar durante os estudos; e resoluções em problemas matemáticos. 

    As startups são: Afroimpacto, Mindkids, Obará Edutech, Repeduca, Stardust Zone, Tecnolokid, Trilha Edu, e Zeka Educação. Essas soluções foram aceleradas e emergem como potências, prontas para impactar positivamente o cenário educacional. Com o apoio de mentores especializados da BRF e do Quintessa, elas não apenas desenvolveram suas soluções, mas também consolidaram seus propósitos e cresceram exponencialmente no último ano.

    O programa Nossa Parte pela Educação integra a frente “Educação para o Futuro”, do Instituto BRF em Parceria com o Quintessa e representa o compromisso do Instituto em enfrentar os desafios educacionais de nossa sociedade.

    Acesse o link e saiba mais sobre o programa Nossa Parte Pela Educação