Autor: marinacastilho

  • Semana do Meio Ambiente: 7 temáticas sustentáveis que empresas podem se engajar

    Semana do Meio Ambiente: 7 temáticas sustentáveis que empresas podem se engajar

    Os ecossistemas naturais sustentam toda a vida na Terra – quanto mais saudáveis eles forem, mais saudável será o planeta. Segundo as Nações Unidas, em recente documento lançado, os próximos 10 anos serão cruciais para a restauração dos nossos ecossistemas – medida que apoia o enfrentamento à mudança do clima e a preservação de um milhão de espécies em risco de extinção.

    Os desafios ambientais estão relacionados com a nossa forma de viver e estar no mundo, e as soluções exigem esforços e ações conjuntas de governos, empresas, órgãos internacionais, ONGs e indivíduos.

    A atuação das empresas na pauta ambiental deve ser planejada, com o suporte de especialistas, a partir de seus objetivos relacionados à sustentabilidade e das externalidades da sua operação. Na Semana do Meio Ambiente, apresentamos algumas temáticas que empresas podem apoiar frente aos diferentes desafios da pauta ambiental e como a inovação integrada à sustentabilidade pode impulsionar essa agenda.

    Conscientização e mudança de comportamento:

    A primeira temática que costumamos falar é a da conscientização: tão importante quanto as próximas que vamos abordar durante esse texto, estar consciente da importância de preservar o meio onde vivemos é essencial – precisamos entender que o “meio” e o “ambiente” são parte de um mesmo ecossistema e que vivem – ou deveriam viver – de forma harmoniosa.

    Para além da conscientização, é preciso estimular a ação. Um exemplo de startup de impacto que pode se conectar com as empresas nesse sentido, estimulando o engajamento em torno de práticas ambientais, é a So+ma. Ao mesmo tempo em que trabalha a gestão de resíduos, promove a mudança comportamental, ao incentivar que os cidadãos entreguem seus resíduos nos pontos de coleta e ganhem pontos de fidelidade – que podem ser trocados por cursos, descontos, serviços e outras recompensas.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite.

  • Pioneirismo Quintessa: Como transformamos nossa metodologia de aceleração de startups em programas que ajudam empresas com metas ESG

    Pioneirismo Quintessa: Como transformamos nossa metodologia de aceleração de startups em programas que ajudam empresas com metas ESG

    O Quintessa nasceu em 2009 a partir da crença que empresas podem e devem ser parte da solução dos nossos desafios sociais e ambientais centrais. Nossa atuação começou estruturando a gestão, impulsionando o crescimento e captando investimento para negócios de impacto. Crescemos junto com o ecossistema de startups no Brasil e ajudamos a impulsionar o crescimento  de negócios focados em  impacto positivo, ao lado de outras aceleradoras, incubadoras e fundos.

    Sempre tivemos como premissa a assertividade e relevância dos nossos programas, ou seja, personalizamos as iniciativas de acordo com os desafios de cada empreendedor(a) ou empresa para que a nossa atuação de fato gere valor, resultado estratégico e crescimento para os parceiros.

    Em nossos programas individuais (executados diretamente com os empreendedores sem a participação de empresas), já aceleramos mais de 110 startups, e com isso, ao longo de 13 anos pudemos desenvolver e consolidar uma metodologia própria de apoio às startups que comprovadamente é capaz de acelerar o crescimento. 

    Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de dois anos, o que corresponde a somente 10% de taxa de sobrevivência. 

    As startups aceleradas pelo Quintessa têm uma taxa de sobrevivência de 93% e já receberam mais de R$ 90 milhões de empresas, institutos e fundações por meio de M&As (Merger and Acquisitions), investimentos e programas de inovação aberta.

    A partir de 2017, nossa atuação se estendeu para o apoio à jornada de grandes empresas, institutos e fundações nas agendas de ESG, sustentabilidade, inovação e impacto positivo. Construímos programas de inovação aberta focados em conectar essas grandes organizações a startups de impacto, em formatos como aceleração, implementação de pilotos e aquisição ou investimento (Corporate Venture Capital).

    Tendo no nosso DNA a personalização e profundidade, levamos este olhar também para as empresas, entendendo que cada uma tem suas particularidades e objetivos estratégicos. Temos como visão criar programas que realmente sejam estratégicos para as empresas, e não algo ‘a mais’ – apenas para surfar a onda da inovação aberta e ESG – e para isso é preciso ter este olhar apurado e próximo às empresas. 

    “A proposta que o Quintessa fez na forma de conduzir o programa, a metodologia que utilizam para selecionar e avaliar os critérios, a experiência que o time tem para nos ajudar a escolher as melhores startups são grandes destaques da nossa parceria. O time do Quintessa também é muito aberto para ir pensando e encontrando aprendizados ao longo do caminho e adaptando o programa para gerar ainda mais impacto, entendendo as nossas dores e o valor que a startup e a empresa podem oferecer uma para a outra.” Rodrigo Figueiredo, VP de Sustentabilidade na Ambev. 

    Nossa metodologia

    • Para startups

    Como mencionamos acima, os principais aspectos da nossa metodologia são a personalização e a mão-na-massa, para que a aceleração seja realmente significativa na trajetória do negócio. Não só apontamos os caminhos, nós atuamos como parte do time da startup, realizando as entregas juntos e nos adaptando ao cenário de rápidas mudanças do negócio.

    Antes de iniciarmos os programas, temos um rigoroso processo seletivo das startups para garantir que o impacto gerado é relevante, que o modelo de negócio faz sentido e que a solução proposta pelo negócio é aderente ao mercado e tem potencial de crescimento.

    Nos programas individuais com empreendedores, realizamos um diagnóstico aprofundado com cada negócio, que analisa aspectos financeiros, de processos, marketing e vendas, gente e gestão e societário, abarcando praticamente todos os temas de gestão de uma startup. Com isso, identificamos os principais desafios que serão endereçados e definimos as entregas prioritárias; então alocamos um(a) gestor(a) do time Quintessa com dedicação semanal e um(a) mentor(a) sênior da nossa rede quinzenalmente – além de uma rede de 60 mentores que podem ser acessados ao longo do programa. 

    “O programa mudou completamente a nossa trajetória. Crescemos cerca de seis vezes no período, devido ao olhar do Quintessa em analisar todos os gaps e criar processos, rituais e materiais que eram necessários para nosso crescimento. Além disso, a mentoria que recebemos do mentor Quintessa foi fundamental. Trouxeram foco estratégico para entendermos qual produto iríamos vender e para quais mercados, nos auxiliaram a criar um funil de vendas, analisar canais, metas, materiais comerciais e processos de precificação, tudo isso para garantir que íamos escalar.” Michael Kapps, fundador da Vitalk

    • Para empresas

    Nos programas com empresas, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. Assim, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros.

    Em seguida, entendemos qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.) e com qual recorte de startups faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial, temático, ou de soluções para seus desafios em ESG, para então definir o formato do programa e realizar a curadoria e busca de startups. 

    _Acesse o nosso Guia para Inovar com Impacto e conheça a metodologia completa. 

    Depois da curadoria, executamos o programa por completo, que pode ser uma aceleração, implementação de pilotos, investimento e CVC, ou outro formato. Em um programa de aceleração em grupo, por exemplo, com 20 startups participantes, além de toda a interface da empresa e dos(as) executivos(as) com as startups, realizamos workshops com temas comuns a todos os negócios, mas não abrimos mão de um acompanhamento individual mais profundo para endereçar os desafios prioritários de cada startup, implementando o mesmo diagnóstico citado acima e alocação de gestores dedicados. 

    Dentro dos programas com empresas já trabalhamos com mais de 140 startups de impacto, somando mais de 250 aceleradas no nosso portfólio.

    Construção de um programa em parceria: Ecco Comunidades

    Em 2021, construímos o Ecco Comunidades, um programa co-criado do zero entre o Quintessa e o Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF. A iniciativa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial nos territórios onde a BRF atua. 

    Após entendermos juntos os aspectos da temática do desperdício de alimentos e como o Instituto já atua na causa, nos aprofundamos na relação atual entre a empresa e os territórios. Para trazer perenidade e escalabilidade para essa atuação, criamos uma iniciativa que partiu da aceleração de negócios de impacto, e após este relacionamento prévio, selecionou parte das soluções para serem implementadas nos territórios de cinco municípios: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    A implementação contou com a participação de OSCs (Organizações da Sociedade Civil) locais das comunidades, selecionadas em parceria com o Prosas, e que trouxeram legitimidade para a ação.

    Braskem Labs

    Alguns programas já chegam ‘prontos’, como por exemplo o Braskem Labs, que chegou ao Quintessa já na quinta edição. Em 2022, estamos realizando a oitava, sendo  a nossa quarta edição em parceria. Mesmo com a estratégia definida, realizamos ajustes e melhorias na estrutura do programa para endereçar melhor os desafios da Braskem e das startups –  como a criação de dois programas dentro do Braskem Labs: o Scale, focado em startups mais maduras, e o Ignition, focado em apoiar startups em estágios iniciais, que demandam conhecimentos, assuntos e metodologias distintas.

    No Braskem Labs, 30% das startups já fizeram negócios com diferentes áreas da Braskem após o programa, e em 2021 a nota dada pelos empreendedores para o programa foi 10. 

    “A curadoria que nos é trazida por meio do Quintessa faz com que a gente tenha um olhar mais apurado e refinado sobre os mais de 300 inscritos. Eles entendem nosso problema, nosso desafio e trazem soluções.” Karla Censi, Gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem

    _Leia mais sobre o Case Braskem Labs

    O apoio e os diferenciais da metodologia podem ser cruciais para o êxito da iniciativa de inovação aberta, e a experiência adquirida ao trabalharmos com diferentes empresas e startups, compartilhando os aprendizados dos programas, faz com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.

    Parceria genuína e confiança

    A nota média em 2021 de quanto os nossos parceiros indicariam o serviço do Quintessa é de 9.7, e entendemos que além da metodologia em si, nosso grande diferencial está na aplicação e execução dela na prática. Prezamos pelo equilíbrio entre o olhar humano e o profissional, trazendo um espaço de confiança para reflexões e aprendizados em conjunto.

    Quer construir um programa de Inovação Aberta em parceria e contribuir com soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais da sociedade? Entre em contato com a nossa equipe. 

  • É possível ter mais de um programa de inovação aberta ao mesmo tempo?

    É possível ter mais de um programa de inovação aberta ao mesmo tempo?

    O título do texto vem de uma pergunta recorrente que ouvimos em reuniões com lideranças empresariais. De início, nossa resposta é: sim. Não só é possível, como em muitos casos, recomendado. 

    O termo inovação aberta surgiu através de uma pesquisa do americano Henry Chesbrough. O autor afirma que o ambiente de negócios possui uma abundância de conhecimento que precisa ser distribuído e aproveitado. Logo, o ambiente interno e externo estão interconectados, visando facilitar o fluxo de conhecimento. A empresa pode, ao mesmo tempo, oferecer suas inovações para outras organizações e utilizar recursos externos para inovar, em um processo de colaboração com universidades, laboratórios, outras empresas e startups, por exemplo.

    Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum que empresas tenham programas de inovação aberta, se conectando com soluções de startups. Grande parte dos programas ainda são focados apenas em eficiência e melhorias internas, como adoção de novas tecnologias na operação, atendimento ao cliente e agilidade de processos – muito na linha de transformação digital e eficiência operacional. 

    Quando apresentamos a ideia de criarmos uma iniciativa de inovação aberta focada na geração de impacto socioambiental positivo, muitas vezes as empresas questionam o fato  por já possuírem internamente um outro programa de inovação aberta. 

    O que vemos é que a inovação aberta é um meio, um caminho, de se avançar nas agendas estratégicas, resolver problemas, trazer inovação para a empresa. Ou seja, deve ser vista uma abordagem transversal para as agendas de negócio. 

    Assim, o que vamos mostrar neste texto é a possibilidade de coexistirem mais de um programa na empresa, com objetivos distintos e até com parceiros externos diferentes e executados por áreas diferentes.

    Os programas de inovação aberta podem ter diferentes formatos, temáticas e objetivos, ilustrados na matriz abaixo e a combinação dos três elementos pode gerar diversas possibilidades.

    Startups de impacto vs ‘tradicionais’

    Uma das possibilidades de coexistência de iniciativas é ter dois programas que se relacionam com startups, cada um com um objetivo distinto, bem como temáticas distintas. Para ilustrar, trazemos o caso da CPFL Energia.

    A CPFL possui o programa CPFL Inova, realizado pela área de inovação da empresa. O objetivo do programa é formar parcerias comerciais com startups que oferecem soluções em áreas internas como eficiência operacional, relacionamento com cliente, transformação digital e smart cities. A iniciativa tem bastante foco em identificar negócios que utilizam tecnologias como blockchain, internet das coisas, realidade aumentada, robotização, inteligência artificial, machine learning e big data.

    Em 2020, a CPFL lançou em parceria com o Quintessa, o programa de inovação aberta chamado CPFL na Comunidade. O objetivo foi encontrar startups de impacto com soluções para serem implementadas nas comunidades em que a companhia atua. O programa foi criado junto com a área de eficiência energética, com foco explícito nesta temática e junto a esse público.  

    A questão, no novo programa, foi promover eficiência energética e relacionamento com os clientes de baixa renda da empresa de uma forma inovadora e escalável. Selecionamos startups com soluções em educação financeira (com instruções sobre a conta de energia e dicas de economia), empoderamento feminino (capacitação de mulheres em elétrica, para posterior geração de renda) e economia circular (capacitação para upcycling dos uniformes de eletricistas).

    A coexistência do novo programa com o CPFL Inova foi não só possível como benéfica, trazendo a base de inscritos em programas anteriores para identificar startups com possíveis sinergias no novo programa, como também o conhecimento prévio da equipe do Inova sobre avaliação, seleção e relacionamento com startups na empresa. É muito comum, ao entrarmos em empresas junto às áreas de sustentabilidade e/ou responsabilidade social, trazermos a área de inovação como parceira durante a execução do programa, principalmente durante a etapa de seleção das startups.

    Startups e demais atores

    Na Braskem também existe a coexistência de iniciativas de inovação aberta, mas neste caso, o Braskem Labs se relaciona com startups de impacto, enquanto outras se relacionam com universidades, outras empresas e sociedade civil.

    O Braskem Labs se relaciona diretamente com o propósito da empresa, que é utilizar a inovação para alcançar o desenvolvimento sustentável, melhorando a vida das pessoas e desenvolvendo soluções sustentáveis a partir da química e do plástico.

    Ao mesmo tempo, existe um outro programa na companhia. Por mais que o Braskem Labs busque, em uma das categorias, soluções para embalagens mais sustentáveis, a Braskem também busca inovações na temática de embalagens por meio do ‘Desafio Design’ (além de muito investimento em P&D internamente).

    O desafio tem formato de Hackathon, e reúne profissionais de Design para criarem, em três dias, soluções em embalagens inovadoras e mais sustentáveis para clientes da Braskem, como a Suvinil e O Boticário. 

    Diferentes temáticas de impacto na empresa

    A Ambev também possui diferentes formatos de inovação aberta para as temáticas estratégicas da empresa. Na área de Sustentabilidade, a Aceleradora 100+ é totalmente conectada às metas de 2025 da Ambev: mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor.

    O programa, realizado com o Quintessa, busca startups de impacto para implementarem pilotos de suas soluções que podem ajudar a companhia a alcançar suas metas estratégicas.

    Porém, na área de inovação aberta do site da Ambev, outros desafios são lançados para todos que quiserem contribuir. Recentemente a empresa promoveu, por exemplo, um concurso de ideias para ajudar a Ambev a disseminar a temática do consumo consciente de álcool, remunerando e mentorando os vencedores para colocarem a ideia em prática. Uma temática que também é um compromisso importante de geração de impacto positivo da empresa..

    Tipos de programas complementares

    É possível ainda, ter iniciativas focadas no mesmo objetivo ou temática, mas com formatos diferentes, como aceleração de startups e implementação de pilotos. O programa Ecco Comunidades, realizado pelo Quintessa em parceria com o Instituto BRF, teve duas etapas muito complementares: a aceleração de 8 startups, e depois, a escolha de 5, entre elas, para implementarem pilotos nos territórios de atuação da empresa. Falamos mais sobre formatos de programas neste texto.

    Explore as possibilidades

    Olhar para as temáticas estratégicas, os possíveis formatos de atuação e o objetivo da iniciativa é um bom indicativo de como começar. Várias combinações são possíveis, tendo uma única iniciativa que centraliza diversas temáticas, por exemplo, ou tendo uma iniciativa liderada por cada área estratégica da empresa, por exemplo. É como fazer uma análise combinatória das três colunas da matriz que ilustramos acima.

     Temos visto a prática de criar uma temática de ‘impacto’ dentro de um programa mais abrangente, sem muitos detalhamentos. Vale o cuidado para não se tornar somente mais uma categoria, sem estar alinhada aos objetivos estratégicos da empresa, ao não se especificar do que se trata: Impacto com foco em eficiência energética da operação? Impacto com foco no benefício do território onde tem sede da fábrica? E tantos outros focos possíveis. 

     Por isso, criar um programa de inovação aberta com foco específico em impacto positivo pode ser uma das formas de garantir o cumprimento das metas estratégicas, como o exemplo da Aceleradora 100+ da Ambev, que citamos acima. 

     Para finalizar, retomamos uma fala muito presente aqui no blog do Quintessa: que um programa de inovação aberta – seja com startups de impacto ou não – deve partir sempre de uma visão bem aprofundada sobre os objetivos estratégicos da empresa e da área que irá realizar a iniciativa.

    No Quintessa, nosso foco é conectar startups de impacto para quatro principais objetivos das empresas: 

    Trazer inovação e novos negócios;
    Melhoria de desempenho em ESG e sustentabilidade;
    Responsabilidade social e filantropia corporativa;
    Gerar pipeline qualificado para investimento e CVC.

    Para entender como a atuação do Quintessa pode ser complementar a outra iniciativa de inovação aberta da sua empresa, entre em contato conosco para uma primeira conversa.

  • Fundação Tide Setubal e Quintessa implementam programa de Desenvolvimento Territorial

    Fundação Tide Setubal e Quintessa implementam programa de Desenvolvimento Territorial

    A Fundação Tide Setubal, em parceria com o Quintessa, selecionou três startups de impacto que irão implementar soluções para desenvolver o território do Jardim Lapenna, bairro da Zona Leste de São Paulo. O objetivo da parceria é trazer inovação para solucionar as grandes demandas da região:  educação, emprego e renda, segurança alimentar e inclusão digital. 

    O Jardim Lapenna é um bairro localizado entre a estação São Miguel Paulista e o antigo leito do Rio Tietê. Sua localização atrativa (próxima à uma estação de Trem Metropolitano) fez com que o Lapenna passasse por um intenso e rápido processo de crescimento populacional: passou de pouco mais de 5 mil habitantes em 2000 (Censo, IBGE) para cerca de 12 mil habitantes em 2017 de acordo com a estimativa da Unidade Básica de Saúde local. 

    A Fundação Tide Setubal atua desde 2006 no Jardim Lapenna para a construção de um modelo de desenvolvimento humano, econômico e urbano do território. Para avançar nesta frente de trabalho e possibilitar um crescimento mais justo e sustentável na região, a organização se uniu ao Quintessa com objetivo de viabilizar ações sistêmicas de melhoria de territórios periféricos, visando reduzir desigualdades e promover desenvolvimento. O Jardim Lapenna é uma periferia potente e com diversas demandas de desenvolvimento sustentável que podem ser transformadas por meio do trabalho junto a negócios de impacto. 

    As soluções serão implementadas de duas maneiras: via oferta direta das soluções para os moradores do bairro, ou via inauguração de franquias ou unidades locais, gerando a possibilidade de escala e continuidade na região e servindo como referência para inspirar outros projetos de desenvolvimento territorial. O programa acontece de forma participativa com as lideranças locais, que atuaram na seleção dos negócios e também irão apoiar na implementação.

    Para Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, “o programa é uma possibilidade de trazer as abordagens inovadoras dos negócios de impacto para solucionar problemas sociais ‘antigos’, que são complexos e sua superação demanda esforço conjunto de diferentes setores e atores.”

    Conheça as soluções que serão implementadas: 

    Como forma de apoiar e promover a segurança alimentar da região, a startup SuperOpa irá alocar um contêiner no Jardim Lapenna, onde consumidores locais vão poder aprender a fazer compras online por um aplicativo e receber os pedidos sem ter que pagar o preço do frete. Com isso, eles poderão acessar produtos de melhor qualidade com altos descontos por estarem próximos ao vencimento, com a certificação e garantia da SuperOpa. 

    Para democratizar o acesso à internet e promover a inclusão digital, a solução proposta pela startup Wifi-fi foi a de criar zonas de Wi-Fi Livre dentro da comunidade. Cada zona tem a cobertura de 120m de circunferência e podem estar interligadas, criando assim uma grande zona de conectividade.

    E para viabilizar a execução de ações que contribuam com educação, emprego e renda, a escola de inglês 4YOU2, que está presente há mais de 10 anos nas periferias do Brasil com ensino acessível, irá abrir uma franquia na região, gerida por um(a) morador(a) local, possibilitando o acesso ao ensino do idioma, com um espaço para receber até 690 alunos.   A solução da 4YOU2 mostra como as startups de impacto trazem um potencial de perenidade e sustentabilidade para o investimento da Fundação, já que a solução da escola terá autonomia e continuidade na região após o programa. 

    Além dos ganhos para a região, o programa apoia as startups de impacto em sua expansão geográfica e ampliação do impacto, com apoio financeiro de até R$120 mil da Fundação Tide Setubal e apoio técnico do Quintessa durante toda a etapa de planejamento e implementação da solução  – que ocorre entre os meses de maio a setembro deste ano. 

    “As soluções são inovadoras na forma de abordar os desafios e modelar o negócio por trás delas, combinando o uso de tecnologia e ações presenciais, como o contêiner da SuperOpa e a franquia da 4YOU2. Além disso, mostram a importância de valorizar o poder de compra da população, trazendo formas acessíveis de consumo de produtos e serviços”, afirma Anna. 

    O programa reforça que a conexão entre startups de impacto e institutos/fundações pode ser uma grande aliada na resolução de desafios sociais e ambientais, promoção de desenvolvimento de territórios vulnerabilizados e ampliação da sua atuação de forma escalável e perene.

  • Diversidade: reflexões e aprendizados de uma jornada na prática

    Diversidade: reflexões e aprendizados de uma jornada na prática

    Muitas são as motivações para as organizações desenvolverem ambientes mais diversos, inclusivos e com equidade. Dados do Guia Salarial 2022 mostram que as práticas de diversidade, equidade e inclusão impactam prioritariamente em melhor produtividade na percepção de 41% dos entrevistados. Mas, quando bem desenvolvidas, as iniciativas também têm potencial para impactar positivamente na cultura da empresa (38%), atrair e reter talentos (37%), tornar o ambiente mais criativo e inovador (34%) e atrair investidores (30%). Além do motivo pautado em uma visão de justiça social e desejo de transformação da nossa realidade, obviamente.

    Os dados do Guia Salarial 2022 também mostram que 90% das empresas entrevistadas já fizeram alguma mudança em seu processo de recrutamento e seleção para garantir mais diversidade e inclusão nas contratações.

    Com três sócias mulheres e com time interno majoritariamente feminino, o Quintessa tem em seu quadro de colaboradores uma representatividade diferente do que o mercado tradicionalmente apresenta.

    A diversidade de gênero influencia nossa cultura e nossas relações. E embora este fato seja motivo de orgulho, sabemos que é uma exceção – e que representa apenas um aspecto da diversidade que queremos ter no time. Há 3 anos decidimos que era necessário ter um time mais diverso em diferentes aspectos e iniciamos ativamente nossa jornada pela inclusão de pessoas negras no Quintessa.

    Como forma de mostrar um caminho possível para as organizações lidarem com a temática da diversidade e ampliarmos o diálogo sobre ela, compartilhamos aqui as principais conquistas, aprendizados e reflexões que vivemos até agora em nossa jornada nesta direção.

    O ponto de partida

    O início da nossa trajetória em diversidade se deu com a consciência de que tínhamos insatisfações coletivas:

    Éramos uma organização diversa em gênero, mas pouco diversa em questões étnico-raciais, etárias, de pessoas com deficiência e de pessoas da comunidade LGBTQIAP+;

    Tínhamos pouco conhecimento técnico e prático para endereçar essa questão;

    Não havia internamente responsáveis pela pauta.

    Em primeiro lugar, foi preciso criar um novo formato de orientação para o esforço coletivo: os grupos de trabalho. No início de 2020, alguns membros do nosso time criaram o Grupo de Trabalho de Diversidade (GT).

    Em segundo lugar, com o GT de Diversidade estruturado, foi possível avançar no consumo e divulgação de conhecimento acerca de diversidade, equidade e inclusão. Pílulas de conteúdo, como filmes, livros, documentários e indicações de pessoas influentes passaram a figurar na nossa newsletter interna semanal.

    O grupo teve também o apoio de dois mentores do Quintessa, que já participam ativamente da temática em suas empresas e projetos, para trazer benchmarks, ideias de próximos passos e suporte em aspectos práticos que não havíamos mapeado antes.

    Parte do desafio de nos tornarmos um time mais diverso passava pelo formato de nosso processo seletivo. Assim, além da produção de conteúdo, o GT Diversidade também foi responsável por repensar o formato do processo seletivo, se aproximar de canais e grupos de talentos focados em diversidade e realizar as primeiras contratações com esse foco.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Gabriel Costa.

  • Conheça 10 startups de impacto que apoiam a AMBEV nas metas de sustentabilidade

    Conheça 10 startups de impacto que apoiam a AMBEV nas metas de sustentabilidade

    Na última segunda-feira (28/03), nove startups de impacto participaram do DemoDay da Aceleradora 100+, evento da Ambev que teve como objetivo apresentar os pilotos das startups aceleradas na edição de 2021 do programa. 

    O programa, que tem o Quintessa e a PPA como parceiros é focado em encontrar soluções inovadoras para as metas de sustentabilidade da Ambev (mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor). A iniciativa existe desde 2018 e já acelerou mais de 60 startups – atualmente a AMBEV trabalha e implementa projetos com 20 dessas de maneira mais aproximada

    No evento, que aconteceu em São Paulo e também foi transmitido pelo Youtube (assista aqui), às nove startups do programa brasileiro apresentaram os resultados dos pilotos realizados com a cervejaria, e também se apresentaram startups vencedoras do programa no Paraguai, Chile e Bolívia, e a GrowPack, que participou da edição anterior. Uma delas saiu vencedora com o prêmio de R$ 100 mil, e duas receberam o segundo lugar no valor de R$ 30 mil cada. Conheça abaixo as startups e os resultados apresentados.  

    Conheça as startups de impacto: 

    Via Floresta

    A Via Floresta é uma startup focada em fortalecer o ecossistema de produção e inovação da Amazônia, conectando-o com pessoas, organizações e empresas.

    Após entender como a Amazônia se tornou um dos principais fornecedores de bioinsumos para diversas indústrias, a startup identificou a baixa oferta de tecnologias que garantem a rastreabilidade desses produtos. 

    A solução desenvolvida foi um aplicativo em parceria com a PPA que oferece para diversas empresas o rastreamento desses produtos, o comércio justo e a sustentabilidade de cadeias da biodiversidade brasileira. Hoje a VIA Floresta já mapeou mais de 60 comunidades com informações de produção desde a colheita até o processamento do produto,  onde é possível identificar e conhecer produtos naturais e renováveis da floresta e outros biomas brasileiros. O aplicativo Via Floresta já está disponível para download no Google Play.  

    Água Camelo:

    A Água Camelo junta a inovação ao design para combater a desigualdade social e promover o acesso à água tratada, hoje inacessível para 35 milhões de pessoas no Brasil – principalmente em regiões do semiárido, florestas e centros urbanos.  

    A solução é o Kit Camelo, composto por uma mochila que suporta até 15L de água imprópria por vez, um filtro portátil acoplado a ela que elimina até 99,99% de todas bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água, um suporte de parede para pendurar a mochila na residência e um manual de uso do produto para o beneficiado final.

    Durante a aceleração a startup pôde validar o modelo de serviço e a versatilidade do Kit Camelo – 100 kits foram implementados nas comunidades de Morro da Providência (RJ) e na Aldeia Mutum (AC), mostrando a versatilidade de implementação em diferentes cenários (centro urbano e floresta).  

    Na Aldeia Mutum que antes apresentava um cenário de 96% das pessoas com relatos de doenças de veiculação hídrica, após o piloto, 100% dos sintomas foram reduzidos. Já no Morro da Providência, onde 62% relataram sintomas, ao final do projeto 90% dos sintomas foram reduzidos. Foram 702 pessoas impactadas com água de qualidade e 90% de todos os beneficiados do projeto se sentem mais seguros ao consumir água do Kit Camelo. 

    TRC Sustentável:

    A TRC Sustentável desenvolve tecnologias sustentáveis para reduzir os custos com a água, em um modelo de negócio que envolve Produto + Serviço + Tecnologia voltados para conduzir projetos na gestão da água. 

    Durante o piloto a startup implementou soluções para reduzir o consumo de água nos centros de distribuição e pontos de venda da Ambev. Os pontos escolhidos para implementação foram: CDD em Joinville e São Cristóvão (RJ) e um bar, pizzaria e um restaurante no Rio de Janeiro. O projeto foi instalado e a startup começou a mapear cada ML de água gasto nos locais e também realizou treinamentos com os colaboradores sobre o uso consciente da água.  

    Ao final do processo, que teve duração de 03 meses, o impacto foi de 1.5 milhão de litros de água economizados, gerando uma média de 42% de economia de água, com ganho financeiro de R$69 mil. Se o resultado for projetado para os próximos 12 meses o impacto é de 6 milhões de litros de água economizados, o que representa um ganho de R$276 mil ao ano. 

    Inspectral

    A Inspectral resolve o problema do método tradicional de monitoramento da qualidade da água, que envolve o difícil deslocamento até a margem do rio, com equipamentos pesados, sensores, o que muitas vezes aumenta o custo logístico do monitoramento. Pensando nos problemas gerados para monitorar a qualidade em um país continental como o Brasil, que tem a maior rede hidrográfica do mundo, a startup desenvolveu uma tecnologia para que esse monitoramento ocorra de forma remota por meio de imagens de satélite e drones, a solução também pode ser aplicada para monitorar outras atividades como de agricultura e em florestas. 

    Os projetos pilotos foram implementados no Rio Guandu (RJ), Rio da Antas (GO) e no Rio Jaguari (SP), atingindo três das onze bacias que fazem parte do plano de segurança hídrica da Ambev. Durante o processo foram gerados nove parâmetros para medir a qualidade da água, sendo um deles o IQA (índice de qualidade da água), parâmetro chave para execução de diversos processos na indústria. Através da tecnologia da startups, os índices são entregues de forma mais simplificada e o processo de tomada de decisão se torna mais ágil. 

    No Rio da Antas, após a análise, foi possível gerar uma melhora de 95% do IQA. Os resultados podem ser observados de forma dinâmica na plataforma Inspectral, disponível aqui

    Recigases

    A Recigases é uma empresa especialista na regeneração de fluidos refrigerantes – substância presente dentro de equipamentos que geram temperaturas baixas, como geladeiras e ar condicionado. Quando essa substância vaza de algum desses aparelhos, elas emitem cerca 1500 a 2000 vezes mais quantidade de Co2 equivalente. Segundo um ranking de 50 ações da Project Drawdown, melhorar a gestão dos fluídos de refrigerante é a quarta iniciativa com maior impacto para reduzir o aquecimento global até 2050, e descartar estes fluidos na atmosfera é considerado crime ambiental pelo IBAMA. 

    O projeto piloto aconteceu em Ponta Grossa (PR), em um cenário motivado pelo descarte incorreto de botijas de gás (com produto residual liberado na atmosfera) e fornecedor de manutenção contratado sem preocupação ambiental com os refrigerantes. 

    A startup criou um protótipo denominado EDG – Estação de Destinação de Gases, com ferramentas e equipamentos disponíveis para que o gás possa ser recolhido de forma consciente quando for necessário, um toolkit de usabilidade e um treinamento que tem como objetivo de mudar de forma cultural o pensamento de ‘utilizar, usar e jogar fora’, como forma de introduzir a economia circular no dia-a-dia da sociedade. O processo foi entregue em Ponta Grossa e o projeto deverá ser implementado em breve em outras 06 localidades.  

    AfroImpacto

    A AfroImpacto é uma escola de afroempreendedorismo com o objetivo de reduzir a desigualdade social, econômica e educacional no cenário do empreendedorismo.

    O projeto piloto se deu por uma demanda da Ambev em desenvolver empreendedores negros e negras, e na demanda desses empreendedores, que hoje representam uma parcela de cerca de 40% no Brasil, em se conectar com grandes empresas para impulsionar seus negócios. A partir daí surgiu a plataforma AfroOn, com o intuito de disponibilizar conteúdos e trilhas de conhecimento voltados para a profissionalização dos empreendedores, abordando temas como gestão com recorte racial, negociação com grandes empresas, produção de conteúdo e divulgação online. 

    Em dois meses no ar, a plataforma recebeu cerca de 130 matrículas e disponibilizou 63 conteúdos entre artigos, vídeos, atividades e e-books – e a plataforma ofereceu a possibilidade de mentores voluntários da AMBEV se conectarem com empreendedores oferecendo bagagem e conhecimento para impulsionar os negócios. 

    Aterra

    A Aterra é um startup de base tecnológica e sustentável que apoia empresas na criação de um novo mindset de negócios sustentáveis por meio da ressignificação de resíduos.

    Os resíduos selecionados para o projeto foram: Lodos de ETEs e Terra infusória, gerados nas fábricas da Ambev. Para ressignificar o descarte desses resíduos, a startup implementou a plataforma e-Aterra uma plataforma web que atua como ferramenta de gestão e marketplace de resíduos nas fábricas de Juatuba e Sete Lagoas (MG), que geram juntas 968 toneladas por mês desses resíduos com um custo de destinação de R$73 mil reais por mês de logística e descarte. 

    Durante o processo, a startup mapeou novos parceiros e tecnologias possíveis para os resíduos: compostagem, coprocessamento, termo fertilizante e conversão térmica. Dessa forma, eles puderam mapear empresas para destinação final dos resíduos e implementaram a plataforma de marketplace. O Aterro Zero, que tem como objetivo a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade, foi mantido em 100% das tecnologias criadas, três empresas foram homologadas como opção para descarte a redução de custo utilizando a terra infusória como elemento para produção de fertilizante. 

    Diversidade.io 

    A diversidade.io é uma startup que conecta pluralidade e diversidade com vagas de trabalho. Todos os candidatos têm acesso gratuito para incluir seus currículos, independente de raça, idade, orientação sexual ou gênero. No Brasil são mais de 12,8 milhões de donos de negócios negros em território nacional (Pnad/IBGE) e existe uma dor real dos empreendores em lidar com as complexidades dos processos e comunicações das empresas. 

    A startup criou a Afroempreendedores, uma solução tecnológica para banco de dados que permite que os usuários façam filtros e acompanhem as propostas e possiblita a criação de um ambiente que fomenta a troca entre os empreendores negros e negras de forma gratuita. 

    Durante o piloto, a plataforma identificou 254 negócios liderados ou fundados por afroempreendedores. Desses, 202 foram aprovados e 52 já estão em análise de curadoria para criação de processos mais robustos, possibilitando acesso, inclusão racial, inclusão de gênero e no fortalecimento de empreendedores para que faturem mais, beneficiando suas famílias e gerando empregos. Conheça a plataforma

    IQX

    A IQX é uma empresa de base tecnológica que gera impacto socioambiental positivo através do desenvolvimento de aditivos que ressignificam o plástico, viabilizando a reciclagem de embalagens multimateriais, e agregam valor através da inserção de funcionalidades, tais como, proteção antiestática, antiviral e bactericida. 

    Durante a Aceleração a startup endereçou o seu desafio para desenvolver uma embalagem circular de filme shrink, também denominado bobina plástica termoencolhível – atualmente apenas 2% desse tipo de embalagem são recicláveis na Ambev. 

    A solução proposta foi a possibilidade de reutilizar a resina pós-consumo nos filmes shrink por meio de processos químicos, mostrando a importância de aditivar uma resina que geralmente durante o processo industrial perde suas principais propriedades e acaba virando cerda para vassoura, para que ela possa ser utilizada novamente e virar um composto importante na lógica da economia circular.  

    GrowPack

    A startup GrowPack participou da edição de 2020 da Aceleradora 100+, mas também esteve no evento para contar as evoluções do piloto, que hoje se tornou uma grande parceria entre a startup e a Ambev. 

    A startup tem uma tecnologia para produzir embalagens biodegradáveis feitas de resíduos agrícolas, como palha de milho. A Ambev não só investiu na startup no após a participação na Aceleradora100+, como se tornou cliente, escalando a solução nos produtos da marca Colorado.

    GrowPack

    Startup vencedora e próximos passos: 

    As startups foram avaliadas por uma banca composta por Augusto Correia, secretário executivo da PPA (Plataforma parceiros pela Amazônia), Anna Aranha, diretora do Quintessa, Carla Crippa, vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Carolina Garcia, diretora Global do Programa 100+, Daniel Serra, gerente de Investimentos e Impacto da Mov Investimentos, Fabio Kestembaum, sócio fundador da Positive Ventures, Jean Jereissati, CEO da Ambev, Priscila Claro, professora do Insper, Renata Weken, diretora de Meio Ambiente da Ambev, Rodrigo Maldonaldo, gerente geral da Pepsi&Co e Rodrigo Figueiredo vice-presidente de Sustentabilidade da Ambev. 

    Na foto – Nariane Bernardo – COO & co-founder da Inspectral e Alisson Fernando Coelho do Carmo – CEO & co-founder da Inspectral

    A startup vencedora do Brasil e da América do Sul foi a Inspectral, recebendo um prêmio de R$100 mil e a participação no Programa Global 100+ Accelerator e até USD 100.000 para implementação do piloto. De forma excepcional, duas startups ganharam em segundo lugar o valor de R$30.000,00 para impulsionar seus negócios. As escolhidas foram: Água Camelo e Afroimpacto. 

     

     

  • Mercado de carbono se torna tendência para empresas pós COP26

    Mercado de carbono se torna tendência para empresas pós COP26

    A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), maior evento sobre emergência climática do mundo, aconteceu em Glasgow (Escócia) em novembro de 2021. Com todos os olhares voltados para as grandes lideranças mundiais, as expectativas para novos acordos serem pactuados durante a conferência eram altas.

    Uma das principais novas metas acordadas é a de que, até 2030, os países devem liberar na atmosfera apenas a quantidade de gases de efeito estufa que possa ser absorvida novamente por meios naturais ou artificiais. Como forma de apoiar governos e empresas a atingirem essa meta, um dos instrumentos pactuados durante a COP26 foi a finalização do chamado “livro de regras” do Acordo de Paris, que dá espaço ao nascimento de um novo mercado de carbono.

    Empresas em todo o mundo estão cada vez mais alertas para a emergência climática e sendo cada vez mais cobradas para assumir a responsabilidade pelo impacto ambiental de suas atividades. A maioria das grandes empresas agora têm estratégias e metas climáticas públicas, muitas das quais incluem promessas que parecem reduzir significativamente, ou mesmo eliminar, suas emissões de CO2.

    Um estudo do instituto de pesquisas Climate Accountability Institute em 2019, mostra que um grupo de 20 empresas é responsável por mais de um terço das emissões de gases causadores do efeito estufa em todo o mundo desde 1965.

    Segundo a análise, publicada as 20 empresas produtoras de petróleo, gás natural e carvão foram responsáveis por 480,16 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e metano liberados na atmosfera nesse período. O montante representa 35% das emissões totais de combustíveis fósseis e cimento, que foram de 1,35 trilhão de toneladas. O cálculo feito é baseado na produção anual de petróleo, gás natural e carvão relatada por cada empresa, e leva em conta as emissões desde a extração até o uso final do combustível.

    O mercado de carbono se coloca como uma tendência e o cenário pós-COP fortalece esses compromissos e abre caminhos para que as empresas possam começar a agir de maneira efetiva. Além de ser uma tendência, uma pesquisa realizada pela equipe do Quintessa em uma de suas iniciativas com 30 empresas parceiras mostrou que, considerando o recorte de impacto ambiental, 100% delas estão focadas em atuar com soluções para “Redução da emissão de carbono”, 71% desejam atuar em “Eficiência Energética” e 71% em “Redução de Resíduo”.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite. 

  • Qual o momento ideal para realizar uma iniciativa de inovação aberta?

    Qual o momento ideal para realizar uma iniciativa de inovação aberta?

    Para quem acompanha o nosso trabalho aqui no Quintessa, já sabe que trazemos a inovação aberta como caminho para as empresas desenvolverem novos negócios, cortarem custos e se diferenciarem no mercado, bem como gerarem impacto social e ambiental positivo. Se conectar com startups de impacto faz sentido para todo tipo de empresa e também para institutos e fundações – mas será que todas estão no momento certo de realizar este tipo de iniciativa? Ou melhor, existe um momento ideal para começar a executar a inovação aberta com impacto? A empresa precisa estar ‘pronta’?

    Nossa resposta é que não. As iniciativas de inovação aberta fazem parte da jornada da empresa em direção a geração de impacto positivo e também do processo de amadurecimento da cultura da empresa. Mas é importante ressaltar que realizar uma iniciativa de conexão com startups de impacto não deve ser o primeiro passo da empresa nessa jornada, mas sim deve ser parte da estratégia maior, que precisa estar bem definida antes de começar a buscar soluções no mercado. É sobre isso que abordaremos neste texto.

    Não é uma linha de chegada

    Antes de tudo, é preciso entender que trazer soluções de startups para a empresa não deve ser visto como o ‘objetivo final’ ou a linha de chegada. Se motivar pelo reconhecimento do mercado em ser vista como uma empresa inovadora e ter pressa para realizar o programa pode levar a decisões equivocadas e poucos resultados.

    Além disso, é preciso pensar no que as startups vão ganhar na relação com você. Ter um programa “só por ter” provavelmente vai te levar a um lugar em que poucas startups de qualidade vão se engajar, e sem startups de qualidade, o programa não tem valor e provavelmente será descontinuado.

    Você precisa ter clareza das motivações para fazer o programa de inovação com impacto, e isso precisa ter lastro estratégico na empresa. 

    Definir a estratégia da empresa

    O ponto de partida para conceber um programa de inovação aberta sempre deve ser a estratégia da empresa: o que está buscando fazer, que metas quer alcançar ou quais são os direcionamentos de novos produtos/mercados que a empresa quer entrar. Entendemos que a iniciativa de inovação aberta não é “algo a mais”, mas sim uma nova forma de alcançar aquilo que já é prioridade da empresa.

    Portanto, é importante que a empresa já tenha definido suas metas de impacto social/ambiental e prazos de atingimento, e tenha clareza de quais são os principais desafios da empresa, tanto nos aspectos de negócio, quanto nos aspectos sociais e ambientais que se deseja trabalhar. Só assim é possível encontrar soluções de startups no mercado que gerem valor para a empresa.

    Antes de definir o tipo de solução que precisa ser encontrada, vale a empresa ter clareza de quais tecnologias e soluções já foram testadas (e os aprendizados sobre o que deu certo e errado) e quais soluções já estão sendo desenvolvidas internamente por P&D.

    Algumas perguntas que costumamos fazer antes de criar uma iniciativa são:

    • Qual o foco da empresa: propósito, missão e valores?
    • Quais são os direcionamentos de negócio para o longo prazo: metas, desafios e oportunidades que enxergam, como novos mercados que desejam entrar e evoluções do modelo de negócio?
    • Qual a estratégia de sustentabilidade da empresa: matriz de materialidade, ODS que orientam a estratégia, se já respondeu assessments como o do Sistema B, etc.?
    • Qual a estratégia de responsabilidade social e filantropia corporativa – se existe instituto ou fundação empresarial?
    • Quais são as causas nas quais a marca se posiciona?
    • Quais são os desafios operacionais da empresa e os desejos de melhoria?
    • A empresa já possui outras iniciativas de inovação aberta, intraempreendedorismo, voluntariado, etc.?

    A empresa não precisa ter todas essas respostas, mas quanto mais informações, dados e análises a empresa tiver, mais consistente será a estratégia e mais assertiva será a busca de soluções para inovação aberta. 

    Um olhar externo, com conhecimento específico em inovação e sustentabilidade, pode ser de grande valia nessa etapa, para apoiar a empresa a buscar as informações necessárias. Aqui no Quintessa apoiamos as empresas nesta etapa, e a valorizamos bastante, pois nos ajuda muito na execução do programa depois, já iniciando a parceria bem alinhados sobre a estratégia da empresa e objetivo daquela iniciativa. 

    Além disso, é importante que neste alinhamento estratégico todas as áreas da empresa estejam bem contempladas, para depois, durante o programa, conseguir um engajamento das áreas para se envolverem e testarem as soluções.

    As iniciativas de inovação aberta têm a ver com essa nova forma de pensar, e a partir dela as práticas e programas vão evoluindo e sendo refinados. Um exemplo é o Braskem Labs, que em 2022 inicia sua oitava edição – e o quarto ano realizado pelo Quintessa. Desde que o programa surgiu, mudaram-se  formatos, metodologias, benefícios para os empreendedores, áreas e pessoas envolvidas, mas o programa só cresceu e se fortaleceu por conta do alinhamento estratégico muito bem amarrado desde o início, em fomentar e se conectar com soluções inovadoras e sustentáveis na cadeia da química e do plástico. 

    Orçamento para inovação aberta

    É comum vermos as lideranças presas em uma questão de primeiro precisar mostrar resultado para conseguir orçamento para o programa, mas para colher resultado é preciso agir e isso requer investimento. Portanto, uma boa prática é ter um orçamento mínimo planejado para implementar iniciativas de experimentação com as startups e gerar dados que provem o valor desse relacionamento.

    Conseguir aliados internos também pode fazer toda a diferença. Tradicionalmente, áreas de CVC têm interesse que as áreas de inovação das empresas se desenvolvam. Outro caminho que tem sido frutífero, especialmente em temas ligados à sustentabilidade, é o de engajar áreas financeiras e criar Sustainability Linked Bonds, que depois vão demandar que se invista em inovação para atingi-los.

    Os tipos de programa exigem competências diferentes

    A depender do tipo de programa desenhado – aceleração, pilotos ou outro – o preparo exigido tem algumas variações, mas a estratégia é sempre uma premissa.

    Leia mais: Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?

    Ao fazer um programa de aceleração, por exemplo, precisamos de um direcional estratégico que contemple principalmente quais são os desafios da empresa para buscarmos soluções no mercado. 

    A aceleração é um espaço para conhecer diferentes iniciativas que podem gerar negócios para diferentes áreas da empresa. Porém, tem um peso menor na necessidade de se fazer negócios concretos com as startups, e por isso pode ser um bom caminho para quem ainda está começando e quer avaliar as opções que existem no mercado, sem necessariamente precisar se comprometer. Também é um ambiente melhor para desenvolver a equipe da empresa em mentorias e competências de inovação e empreendedorismo.

    Já um programa de implementação de pilotos exige não só um orçamento para contratar de fato as soluções das startups, mas uma definição muito mais específica do tipo de desafio que está buscando a solução, pois ela já será implementada diretamente. 

    Além disso, o engajamento das áreas que irão receber as soluções também é fundamental, bem como uma estrutura mínima capaz de receber a solução. Por exemplo, se os processos burocráticos de suprimentos e contratação estiverem pouco adaptados para receber startups, pode fazer sentido começar por um programa de aceleração criando um espaço de ambientação para os executivos, tangibilizando como trabalhar com uma startup, e depois fazer os pilotos.

    Cultura da empresa

    Muitas vezes nos perguntam se a empresa precisa ter uma cultura consolidada de inovação ou sustentabilidade para o êxito do programa. A mudança cultural é importante, mas a cultura está sempre em construção, e não ‘pronta’, então realizar iniciativas de inovação e impacto positivo também se torna um meio de apoiar e amadurecer a cultura.

    Os programas de inovação aberta são excelentes espaços de aproximação dos colaboradores e lideranças com a inovação e sustentabilidade na prática, interagindo com empreendedores das startups e conhecendo novas formas de pensar e operar no dia-a-dia. Falamos mais sobre isso neste texto.

    Quanto mais a empresa estiver aberta a se relacionar com inovações externas, maior fluidez terá o programa. Isso não é algo que acontece da noite para o dia, e muitas áreas vão precisar ver resultados concretos antes de se abrirem – também por isso a importância do programa estar bem amarrado com a estratégia da empresa. 

    Ainda, a iniciativa ajuda a empresa a aprender a trabalhar junto a startups, no sentido de processos internos. Por exemplo, pode ser necessário adaptar as políticas do Jurídico (acostumado a exigir exclusividade e direito de propriedade intelectual) e de Suprimentos (acostumado a espremer preço, exigir longos prazos para pagamento, exigir documentos que a pequena empresa não possui), que podem mais prejudicar a startup do que ajudá-la a crescer. Essas adaptações de processos também são meios de apoiar a mudança de cultura e forma de trabalho.

    É importante começar

    Para concluir, é válido dizer que se a empresa já possui um programa de inovação aberta com startups ‘tradicionais’, para desafios não relacionados à impacto positivo e sustentabilidade, não necessariamente está pronta para um programa com esse recorte. Pode ser que a questão cultural já esteja mais avançada, mas como falamos no início, o mais importante são as definições estratégicas no que tange a sustentabilidade, ESG e impacto positivo para buscar soluções assertivas. 

    A inovação aberta é um caminho que naturalmente apresentará desafios e desconfortos, e que ao mesmo tempo tem um potencial enorme para impulsionar a empresa em direção ao seu futuro. Costumamos dizer que não há uma iniciativa “certa” ou “errada”. Mas há iniciativas consistentes e inconsistentes, assertivas ou não assertivas – tanto do lado da empresa, como do lado da proposta de valor oferecida para os empreendedores, por isso é tão importante saber o porquê a iniciativa existe, passando pelos aspectos mencionados aqui no texto, e começar o quanto antes para evoluir no caminho.

    Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui!

    Para entender melhor como o Quintessa pode te ajudar na criação de uma iniciativa de inovação aberta com impacto positivo, entre em contato conosco: [email protected]

  • Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha

    Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha

    Em entrevista para o Rio2C, maior evento de tecnologia, criatividade e inovação da América Latina, a sócia e diretora do Quintessa, Anna de Souza Aranha, falou sobre como as empresas estão se aproximando das startups de impacto e como explorar os formatos de relacionamento – aceleração, implementação de pilotos, etc.

    A entrevista também trouxe cases do Quintessa e abordagens sobre os tipos de desafio nas empresas que as startups podem endereçar, como ESG e sustentabilidade, agenda de novos negócios e inovação, responsabilidade social, filantropia e investimento.

    Por fim, Anna trouxe dicas para empreendedores e para empresas neste processo de relacionamento.

    Assista na íntegra:

  • O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    No Quintessa, acreditamos que a inovação é o caminho para alcançar soluções escaláveis para os desafios de sustentabilidade e ESG das grandes empresas – e que aplicar a lente do impacto positivo para os processos de inovação pode ser um grande diferencial.

    Por isso, convidamos lideranças da Braskem, BRF e Ambev para contarem como estão integrando as agendas de inovação e impacto positivo e implementando o ESG na prática.

    Braskem
    O Braskem Labs, programa de aceleração de startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou plástico, já está na sua sétima edição, gerando negócios integrados à estratégia de desenvolvimento sustentável para todas as áreas da Braskem.

    Instituto BRF
    Idealizado e executado em parceria com o Quintessa, o programa Ecco Comunidades acelerou e está implementando soluções de startups para a redução da perda e desperdício de alimentos nos territórios onde a BRF está presente.

    Ambev
    Aceleradora 100+ tem como foco encontrar startups com soluções para os principais desafios sustentáveis da Ambev e implementar pilotos na companhia, acelerando o alcance das metas de sustentabilidade.

    Para saber mais sobre os cases e entender se o Quintessa faz sentido para a sua empresa, acesse aqui!