Categoria: Destaque

  • Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Após 8 meses de imersão o demoday marcou o encerramento da terceira edição do programa Irani Labs com foco em temáticas ESG, realizado em parceria com o Quintessa. 

    Às startups apresentaram os projetos pilotos de suas soluções junto à Irani, executados a partir das provas de conceito (POCs), o programa contou com mais 70 startups inscritas, 12 negócios selecionados e 7 vencedoras.

    O programa acredita que esforços conjuntos alavancam bons resultados em prol do impacto socioambiental positivo, além de gerar valor estratégico para outras companhias. Por isso, pela primeira vez, o Irani Labs contou com a participação da BASF, iFood e Mercado Livre como parceiros institucionais da edição.

    Fabiano Alves Oliveira, diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, afirma que as sete startups se destacaram pelas soluções, produtos e serviços com elevado impacto na sociedade, de forma ampla, consistente e mensurável, de forma muito alinhada com os propósitos da companhia. 

    “O Irani Labs, programa de inovação aberta para conexão com startups, busca o desenvolvimento de soluções sustentáveis. A cada edição, fortalecemos nosso compromisso de construir relações de valor por meio do compartilhamento de conhecimento”, ressalta o executivo.

    Para Fabiano Oliveira, a parceria entre Irani e Quintessa reflete a crença da companhia na essência da inovação aberta, onde o princípio ganha-ganha entre empresa e startup prevalece. 

    “Enquanto as startups podem comprovar a eficácia das suas soluções de impacto por meio da implementação dos pilotos, com perspectiva de faturarem e consolidarem uma parceria estratégica com a Irani, a empresa garante a entrega de resultados que estão alinhados com sua estratégia ESG”, acrescenta Anna de Souza Aranha, co-CEO da Quintessa.

    Os 7 negócios selecionados para a fase 2 apoiam a Irani a atingir três compromissos em ESG além de inovar com embalagens sustentáveis;

    Embalagens sustentáveis: Os projetos desenvolvem novos produtos, materiais e barreiras.

    • Nathural Chemical: desenvolve impermeabilizantes recicláveis, biodegradáveis e compostáveis para embalagens.
    • Magma (grenshield): desenvolve papel barreira repolpável, dentre outros produtos

    Mudanças climáticas: O projeto de descarbonização, aumenta em 20% o saldo positivo entre emissões e remoções dos Gases de Efeito Estufa (GGE).

    • Quanticum: mapeia potencial agronômico e ambiental com base em nanopartículas naturais da terra. 
    • Bioflore: Desenvolve plataformas digitais para gestão e monitoramento das ações de conservação e restauração florestal.

    Resíduos: Prevê zerar o envio de resíduos, não perigosos, para aterro.

    • Nanobot: Oferece um equipamento gerador de nanobolhas que infunde gases na água para melhorar o sistema de tratamento.
    • Tamoios Tecnologia: desenvolve embalagens com biocompósitos de celulose.

    Diversidade & Comunidade do entorno: Impacta 40% de mulheres no quadro funcional e 50% de mulheres em cargos de liderança.

    • Se Candidate Mulher!: Insere mulheres no mercado de trabalho por meio do engajamento na candidatura e no preparo das aplicantes e ações afirmativas junto às empresas.

    Esta terceira edição do programa Irani Labs com foco em ESG gerou  resultados expressivos para a Irani;

    01. Como toda sua área nativa foi mapeada com tecnologias inovadoras, entregando mais confiabilidade nos dados de estoque de carbono estimado inicialmente em + 8 milhões de tC totais (abaixo e acima do solo);

    02. O lodo da Irani foi utilizado no desenvolvimento de um novo produto para substituição do plástico no seu viveiro. 4 mil tubetes biodegradáveis produzidos e com ótimos resultados. Potencial de uso de 120 ton de lodo e retirada de 120 ton de plástico da operação anual com a escala, somada a redução de custos operacionais;

    03. Efluente de Indaiatuba tratado por 8 dias com tecnologia de nanobolhas de Ozônio reduzindo os parâmetros de VOCs de 70% a 100%. Esses resultados abrem novas oportunidades de uso do resíduo;

    04. Duas novas barreiras de papel testadas e aprovadas nos primeiros parâmetros, possibilitando análise da entrada da Irani em novos mercados (papel stretch, copos ou canudos de papel).

    O programa Irani Labs ESG trouxe não apenas soluções inovadoras para a Irani, como também apoiou no desenvolvimento das startups selecionadas, com workshops de construção de piloto abordando boas práticas e ferramentas, encontros com sponsors, além de um Intensive Learning de capacitação em gestão com temáticas votadas pelos empreendedores: priorização de mercado, diferencial competitivo e ida a mercado.

  • 54ª Edição do Fórum Econômico Mundial 2024: Reconstrução da Confiança

    54ª Edição do Fórum Econômico Mundial 2024: Reconstrução da Confiança

    O Fórum Econômico Mundial, é um evento anual que ocorre desde 1971, é o palco onde políticos e representantes de empresas detalham suas ações para contribuir com o futuro global. Este ano o fórum está em sua 54ª edição e foi realizado entre os dias 15 a 19 de janeiro em Davos, Suíça.

    O tema escolhido desta edição foi a “Reconstrução da Confiança”, com cerca de 200 palestras e apresentações de relatórios e opiniões críticas sobre o futuro das nações, líderes mundiais e executivos empresariais abordaram questões críticas para o futuro global, com destaque para três principais temas: Preocupações Climáticas, Impactos das Mudanças Climáticas na Saúde Mundial e o Futuro da Inteligência Artificial.

    Reunimos aqui as três principais temáticas das discussões em Davos:

    01. Preocupações Climáticas

    Assim como nas edições anteriores, a crise climática dominou a maior parte dos painéis e das conversas do fórum em Davos. pós os acontecimentos de seus efeitos mais evidentes em 2023, essas preocupações aumentaram acendendo um sinal vermelho para os líderes mundiais e executivos que entenderam que a colaboração entre governos, empresas e comunidades é fundamental para uma criar uma solução mais sistêmica e colaborativa para os efeitos da emergência climática.

    Em alguns discursos, líderes admitiram que os esforços para lidar com os efeitos das mudanças climáticas têm sido insuficientes. A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que é preciso compromissos mais ambiciosos no clima, e enfatizou a importância de se cumprir as promessas nessa frente.

    Um estudo apresentado realizado  pelo banco UBS alertou que anos de negligência deixaram uma lacuna de investimentos na biodiversidade e nas soluções ligadas à natureza. Além de ressaltar que o capital privado é essencial para fechar esse gap, que chega a US$700 bilhões por ano.

    Já o relatório de Riscos Globais 2024 lançado pelo Fórum destacou que 5 dos 10 principais riscos nos próximos 10 anos são referentes às questões ambientais: eventos climáticos extremos, mudança crítica nos sistemas terrestres, perda de biodiversidade e colapso do ecossistema, escassez de recursos naturais e poluição.

    Os líderes sentiram uma urgência imperativa em relação à necessidade de concretizar ações. Além disso, debateram estratégias para desenvolver uma abordagem sistêmica de longo prazo, visando atingir os objetivos de um mundo neutro em carbono e benéfico para a natureza até o ano de 2050.

    “Não podemos continuar a basear os futuros modelos de negócios no esgotamento da natureza e dos recursos” disse Jesper Brodin, Diretor Executivo, Grupo Ingka (IKEA). As empresas que não se adaptarem ficarão no esquecimento, acredita ele.

    02. Um olhar para os impactos das mudanças climáticas na saúde Mundial

    A incapacidade de agir em relação às alterações climáticas não tem implicações apenas para o planeta. Por esse motivo as discussões sobre as mudanças climáticas no fórum não se concentram apenas na natureza e na economia global, mas também nas consequências que estão diretamente ligadas na saúde humana e no sistema de saúde global, causados pelo aumento das temperaturas do planeta.

    “A crise climática é uma crise de saúde”, disse Vanessa Kerry, Cofundador e CEO, Seed Global Health.

    O relatório “Quantificando o Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde Humana”, lançado pelo fórum  sobre o impacto das mudanças climáticas investiga seis categorias principais de eventos climáticos que impulsionam impactos negativos na saúde: inundações, secas, ondas de calor, tempestades tropicais, incêndios florestais e aumento do nível do mar. Essas mudanças podem causar cerca de 14,5 milhões de mortes e gerar perdas econômicas globais de US$12,5 trilhões até 2050. 

    Uma inquietação adicional ressaltada é que as mudanças climáticas intensificam a desigualdade global em saúde, impactando de forma desproporcional segmentos mais vulneráveis da população, tais como mulheres, jovens, idosos, indivíduos de baixa renda e comunidades de difícil acesso. Esta disparidade é particularmente acentuada nas regiões da África e do Sul da Ásia.

    03. Futuro da Inteligência Artificial


    Os gigantes da tecnologia como Google, Meta e Microsoft e executivos como o fundador do Chat GPT, OpenAI, compareceram aos painéis oficiais e as inúmeras reuniões informais com políticos e líderes empresariais, com debates sobre impacto no da tecnologia no mercado de trabalho, segurança nas eleições, além de ressaltar a necessidade de regulamentação das tecnologias para proteger os usuários.

    O mercado de trabalho emergiu como um dos tópicos centrais durante as discussões no fórum. Os economistas enfatizaram a ascensão da inteligência artificial generativa, prevendo-a como uma tecnologia potencialmente “comercialmente disruptiva” com impactos no cenário ocupacional. No entanto, destacaram que essa evolução tecnológica não apenas transformará o mercado de trabalho, mas também acarretará benefícios significativos para as economias. Entre esses benefícios, antecipam-se o aumento da eficiência na produção e a promoção da inovação nos próximos anos.

    Sam Altman, CEO da OpenAI, destacou em seu discurso a importância de envolver todas as pessoas no desenvolvimento da inteligência artificial. Ele ressaltou que, apesar do avanço dessa ferramenta, ela não substituirá a necessidade fundamental do entendimento mútuo entre os seres humanos. Altman enfatizou a ideia de que a IA deve ser uma extensão das capacidades humanas, promovendo colaboração e complementaridade, em vez de suplantar o papel humano no processo de compreensão e tomada de decisões.

    O Brasil em Davos

    O Brasil foi amplamente mencionado durante o evento como protagonista na agenda ambiental. As poucas autoridades que representaram o país em Davos concentraram seus discursos nas pautas de sustentabilidade. Apesar da participação de mais de 2,8 mil pessoas ao longo da semana, observou-se uma presença relativamente limitada de empreendedores brasileiros no evento.

    Ana Sarkovas, co-fundadora da Ecoa Capital e participante de Davos, enfatizou a existência de uma vasta oportunidade para conectar empreendedores brasileiros com capital institucional, tanto filantrópico quanto de investidores. “Vejo o Brasil com uma grande participação como solução”, ressaltou.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, representou o Brasil nesta edição do fórum. Em seus discursos, defendeu uma transição energética mais ágil no país, destacou a importância do desenvolvimento sustentável na Amazônia e reforçou a necessidade de investimentos para a adaptação do Brasil às mudanças climáticas, especialmente no regime de águas e rios da região amazônica.

    Sobre a transição para energias renováveis, Marina Silva afirmou: “Temos uma decisão corajosa de colocar na agenda a transição para o fim do uso de combustíveis fósseis. Isso significa acelerar as energias renováveis, triplicando os investimentos de forma robusta.”

    Ana Sarkovas complementou, enfatizando que as novas tecnologias serão fundamentais para essa transição, seja no sistema alimentar ou na transição energética, representando oportunidades significativas de investimento.

    Sarkovas observou que, apesar da presença limitada de empreendedores brasileiros, houve uma forte representação de startups europeias apresentando soluções tecnológicas para desafios climáticos e preservação da natureza –

    A ministra Silva mencionou a promessa do presidente Lula de zerar o desmatamento até 2030 e o compromisso de não explorar petróleo na Amazônia. Ela também ressaltou que a presidência do Brasil no G20 até novembro de 2024 oferecerá oportunidades para avanços significativos sobre o tema ambiental.


    Análise Geral:

    Em linhas gerais, as discussões do fórum apontam para um reconhecimento coletivo da necessidade de abordar desafios globais de maneira colaborativa e sustentável. Destaca-se a importância da inclusão e da busca por soluções inovadoras para impulsionar o crescimento econômico e enfrentar questões cruciais, como as emergências climáticas, em escala mundial. No entanto, o impacto efetivo dessas discussões dependerá da implementação concreta de políticas e iniciativas resultantes, envolvendo governos, empresas e a sociedade civil.

    O site do Fórum Econômico Mundial disponibiliza todas as sessões gravadas e resumos em texto, porém, estão disponíveis apenas em inglês.

  • Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Começa hoje em Dubai, nos Emirados Árabes, a COP28. A cúpula reúne representantes de governos, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas de mais de 190 países. 

    Este ano, a pauta da emergência climática alcançou a sociedade civil como nunca antes. O que anteriormente era uma discussão restrita a técnicos, cientistas, ambientalistas e outros atores que alertam sobre o aumento da temperatura do planeta desde 1990, quando o IPCC divulgou seu primeiro Relatório de Avaliação, agora tornou-se um tema amplamente discutido. Hoje, 33 anos depois, a temperatura média global em 2022 ficou 1,15ºC acima da era pré-industrial, segundo o último relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Os eventos climáticos extremos deste ano, ocorrendo em diversos países, evidenciam que os impactos da emergência climática já fazem parte do cotidiano. Agora, parte do desafio consiste em promover ações efetivas, onde governos, grandes indústrias emissoras de gases de efeito estufa e atores da sociedade civil possam, em ação conjunta, criar soluções para que as populações consigam atravessar e adaptar-se aos eventos extremos.

    Expectativas da COP28:

    A COP 28 ocorre em um contexto de grande complexidade. Os conflitos persistentes no leste europeu e no Oriente Médio exercem pressão significativa sobre a disponibilidade e o custo da energia, especialmente nos países do norte global, que optam por incentivar a produção de energia baseada em combustíveis fósseis.

    De acordo com a Reclaim Finance, mesmo os grandes bancos signatários da Aliança Financeira pelo Net-zero de Glasgow, estabelecida na COP 26, continuam investindo mais de U$1 trilhão em 102 empresas produtoras de combustíveis fósseis, contrariando os objetivos de redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O Brasil:

    No contexto brasileiro, onde as maiores emissões de gases de efeito estufa provêm do setor de Agricultura, Floresta e outros Usos do Solo (AFOLU), a atenção está voltada para a Amazônia e para o contínuo avanço do desmatamento.

    Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), os anos de 2020 e 2021 apresentaram os maiores índices de desmatamento desde 2012, com 8.096 km² e 10.362 km² de floresta destruída, respectivamente.

    Neste cenário desafiador, a COP28 representa um momento significativo para avaliarmos os progressos na redução das emissões de gases de efeito estufa desde o Acordo de Paris na COP 21, em 2015. Uma das pautas centrais do evento em Dubai este ano é o papel crucial dos sistemas alimentares e da agricultura no combate à emergência climática.

    O que se espera da COP28 são ações efetivas. Durante a COP27, muitas nações expuseram seus planos de ação, mas muita coisa ainda ficou no papel.

    O IPCC estima que, se a temperatura média global subir 1,5°C até o final deste século, os custos para lidarmos com os efeitos e adaptação aos eventos climáticos extremos podem chegar a US$ 54 trilhões (ou US$ 69 trilhões, se as temperaturas subirem 2°C).

    A questão econômica ainda se mostra um forte motivo para que os países, empresas e sociedades unam mais forças, tecnologias e financiamentos para enfrentar a crise climática global e sem precedentes.

    À medida que os representantes de mais de 190 países se reúnem em Dubai, a esperança é que a COP28 não apenas gere discussões valiosas, mas também impulsione ações concretas que possam efetivamente abordar os desafios urgentes impostos pela emergência climática.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traça retrato do empreendedorismo de impacto no Brasil

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traça retrato do empreendedorismo de impacto no Brasil

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono

    Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono

    Inovação, sustentabilidade e a busca contínua por soluções que contribuem com um futuro mais verde movem o Fundo Vale. Prova disso, foi o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono, realizado em parceria com o Quintessa, que selecionou e acelerou cinco negócios e iniciativas que atuam com soluções inovadoras no ecossistema de carbono.  

    Após seis meses de imersão, o demoday (realizado no dia 29 de setembro, no Cubo Itaú, em São Paulo) marcou o encerramento do programa, com networkings estratéticos e pitches empolgantes sobre como a aceleração contribuiu para cada startup selecionada, mostrando os principais resultados alcançados pelos empreendedores. 

    Além disso, foi apresentada a prévia do Mapeamento de Negócios de Carbono, desenvolvido pelo Fundo Vale em parceria com o Pipe Social, compartilhando insights sobre a evolução desse mercado no Brasil, bem como conceitos e resultados. O objetivo foi mapear as informações sobre o ecossistema, explorando a maturidade dos negócios do setor. 

    “O ecossistema de crédito de carbono é muito novo no Brasil, por isso as soluções ainda precisam de apoio para ter maturidade suficiente para atender à larga escala que o mercado necessita. Vimos também, a partir do programa, que a academia tem muita tecnologia com potencial para gerar inovação nesse mercado, como a Quanticum e a Inspectral, que são spin-offs acadêmicas, nos mostraram. Chegamos, agora, ao fim do programa, com diversas conexões de valor geradas entre os empreendedores e os atores do ecossistema por meio do programa, reforçando ainda mais a estratégia do Fundo Vale de atuar em coalizões!”  Lucas Folgado – Consultor de Inovação do Fundo Vale

    Em paralelo, também foi abordada, durante o evento, a atuação em Inovação Aberta do Fundo Vale na agenda de carbono de impacto e florestal, no intuito de fomentar as conexões de valor entre os atores dos ecossistemas de inovação, financeiro e florestal. 

    Sobre o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono 

    O programa teve como objetivo impulsionar soluções de impacto socioambiental positivo que fortaleçam uma economia sustentável, justa, inclusiva e carbono zero. Assim, em um primeiro momento, o Quintesa conduziu o processo de seleção, em que houve 239 inscrições. A partir daí, entrevistamos 20 iniciativas, 11 participaram do pitch day (última etapa da seleção) e 5 foram selecionadas. 
     
    Buscamos negócios/iniciativas que tinham soluções ou interesse em adaptar soluções para os seguintes desafios: 

    INDIRETO DIRETO 
    Refere-se às soluções que atuem ao longo da cadeia agroflorestal, indiretamente impactando o carbono Refere-se às soluções que tragam benefícios de forma direta ao mercado de carbono, desde a originação, nas diversas etapas do ciclo de desenvolvimento e monitoramento de um projeto. 
    Fornecimento de insumos para sistemas agroflorestais Monitoramento de projetos de créditos de carbono 
    Formação técnica para atores da cadeia do carbono Gestão de projetos de crédito de carbono 
    Comercialização de produtos agroflorestais Financiamento de projetos de crédito de carbono 
    Garantia da posse e do uso da terra Acesso ao mercado de carbono 
     Redução de risco de projetos de crédito de carbono 

    Dentro dessa linha, em abril, iniciamos a aceleração dos negócios com atividades de validação do modelo de negócio e/ou da solução desenvolvida pelo negócio/iniciativa. As cinco empresas selecionadas contaram com mentorias, treinamentos/palestras/workshops e ferramentas para ajudar no desenvolvimento do negócio.  
     
    Em setembro, no demoday, foi o momento de conclusão, celebração e conexão do programa com os participantes, parceiros estratégicos e realizadores dessa edição. 

    Para Fabiana Goulart, sócia e líder de projetos no Quintessa, os gargalos para a geração e comercialização de carbono agroflorestal no Brasil são diversos, e existem poucas soluções maduras para resolver esses desafios em escala. “Foi um grande privilégio acompanhar o desenvolvimento das empresas selecionadas pelo programa Desafios Floresta & Clima, iniciativa desenhada para apoiar os negócios a diagnosticar seus principais gargalos de gestão, priorizar e resolver os problemas mais urgentes e aproveitar de rede de parceiros do programa para testar e validar soluções”, enfatiza.  
     
    “Ver as startups saindo com uma gestão mais robusta e com boas perspectivas comerciais de soluções prototipadas no programa é o nosso grande motivo de celebração.” Fabiana Goulart 

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    Os resultados são inspiradores! Conheça a história das startups participantes que estão fazendo a diferença no combate às mudanças climáticas: 

    UGM | Umgrauemeio 

    Startup inovadora dentro do mercado de monitoramento de incêndios. O software Pantera possui diversos módulos, compondo uma solução completa que atua desde a prevenção de incêndios até a identificação, gestão e análise dos impactos gerados. Desde 2016, atua com bastante presença em áreas produtivas do agronegócio, e o programa possibilitou melhor entendimento e adaptação do sistema para o mercado de carbono e de proteção ambiental – resultando no início de quatro trials que monitoram mais de 1 MM de hectares. Além disso, a aceleração teve atuação importante na estruturação de temáticas de gestão – como financeiro e precificação – da empresa, resultando em robustez gerencial e maior confiança para possíveis investidores. Por fim, ao longo do programa, a Umgrauemeio foi a vencedora do desafio de startups no Brazil Climate Summit, em Nova York. 
     
    Quanticum 

    A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e para a eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, desde o planejamento do cultivo até a colheita. Em segundo lugar, tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono e, assim, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. A aceleração promoveu a introdução da Quanticum no setor agroflorestal, sendo premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais.  
     
    Eccaplan (Carbon Fair) 

    Marketplace de créditos de carbono que democratiza o acesso ao mercado para pequenos e médios projetos socioambientais. Por meio da plataforma, os projetos aumentam a liquidez de seus créditos e as empresas realizam a gestão de seu inventário de emissões e a compensação de suas emissões. A aceleração da Carbon Fair resultou no aprimorando de sua proposta de valor para compradores de créditos de carbono e na validação da viabilidade financeira e operacional para que pequenos e médios projetos socioambientais sejam remunerados pelos serviços ambientais que prestam. 
     
    Inspectral 

    Uma startup que tem sua origem na academia, trazendo uma solução de monitoramento ambiental remoto, inicialmente com foco na qualidade da água. Com o desenvolvimento da tecnologia, percebeu-se a necessidade do monitoramento remoto de outras verticais ambientais, como florestas e agricultura. A alta acurácia para as análises de qualidade da água, 93%, fez com que a Inspectral adaptasse seus algoritmos para a realização de análises florestais. Durante a aceleração, exploramos mercado de monitoramento remoto de florestas e construímos o ICP para melhor assertividade na ida ao mercado com esse novo produto.   

    Sintrópica Capital Natural

    Solução de ponta a ponta para pagamento por serviços ambientais. Seu principal produto é a estruturação, emissão e monitoramento de CPR-Verde. A Sintrópica desenhou 4 arranjos de PSA utilizando CPR-Verde: restauração, biodiversidade, conservação e saúde do solo. Durante a aceleração, exploramos os diferentes atores desse arranjo, como instituições financeiras, empresas de bioinsumos e de restauração florestal e atores de fomento ao ecossistema, para construirmos um produto que atendesse a todos os atores envolvidos. 

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  • Quintessa lança estudo sobre o ecossistema dos negócios de impacto no Brasil

    Quintessa lança estudo sobre o ecossistema dos negócios de impacto no Brasil

    O Quintessa – Aceleradora de Impacto referência no Brasil – acaba de lançar a 4ª edição do Guia 2.5, um estudo das iniciativas que desenvolvem e investem em negócios de impacto no Brasil. Em relação às edições anteriores, a nova versão do Guia registrou um aumento de 34% na quantidade de organizações mapeadas. 

    Desde 2015, quando lançou a primeira edição, o Guia saltou de 11 organizações mapeadas para 58 em 2023. As iniciativas listadas também cresceram 106%, passando de 34 (2017) para 70 (2023). O material completo está disponível no site: Acesse agora

    A escolha do nome Guia 2.5 faz alusão ao “setor 2.5”, termo que faz referência aos “negócios de impacto”, por reunirem características típicas do segundo setor (formado por empresas privadas, marcado pela sustentabilidade financeira e geração de lucro) e do terceiro setor (formado por organizações sem fins lucrativos, marcado pelo foco em gerar impacto socioambiental positivo). 

    O Guia 2.5 traz um estudo feito com base em pesquisa realizada pelo Quintessa com representantes de cada uma das iniciativas mapeadas, e é apresentado em quatro capítulos:

    • Apoio oferecido pelas iniciativas; 
    • Caracterização das iniciativas e negócios apoiados; 
    • Caracterização das organizações;
    • Interesses das organizações.

    Há grandes destaques em torno das análises realizadas.

    1) Há um significativo crescimento quantitativo, com mais organizações e iniciativas.

    • Quando analisadas as linhas do tempo, marcando o ano em que as organizações foram criadas, o auge do surgimento de novas organizações foi de 2011 a 2020. 
    • Quando analisadas as iniciativas, marcando o ano em que foram fundadas ou que começaram a atuar com negócios de impacto, até 2018, haviam 44 iniciativas existentes. De 2019 até 2022, o número foi para 70. A quantidade de oferta de suporte para os empreendedores de negócios de impacto cresceu 63% nos últimos 4 anos. 

    2) Há uma especialização das iniciativas oferecidas pelas organizações: diversas organizações oferecem mais de uma iniciativa, tangibilizando sua atuação por meio de programas com finalidades e diferenciais específicos.  

    3) Há uma expressiva diversificação no suporte oferecido pelo ecossistema, com maior variedade nos tipos de apoio oferecidos, estágios de negócios contemplados e na distribuição do alcance geográfico das iniciativas pelo Brasil e exterior. 

    • O suporte via Recurso Filantrópico dobrou comparado à última edição (de 9 para 18). Este tipo de recurso é essencial na composição do espectro de capital que pode ser acessado pelos empreendedores, complementando os bolsos de empréstimos e aportes de venture capital, por exemplo, por ser um capital paciente e estruturante, adequado para contextos de alta inovação e risco. 
    • Mantém-se a caracterização da edição anterior de existirem mais iniciativas focadas nos estágios mais avançados de negócios, principalmente quando falamos do foco em Aporte Financeiro, onde o foco em mitigação de risco é maior. Contudo, é significativo o aumento de oportunidades para o estágio de ideação, o primeiro dentro da jornada empreendedora, um importante avanço para que as inovações demandadas pelo mercado possam ser supridas no médio prazo.
    • Apesar da distribuição das sedes das iniciativas não ser proporcional no Brasil, com concentração no Sudeste, cerca de 66% (46 de 70) das iniciativas dão apoio a negócios de todos estados do Brasil, sem restrição territorial. Assim, quando somado o foco regional de iniciativas, os estados com maior oferta de suporte são Pará, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul os mais mencionados.
    • Ao comparar a quantidade de iniciativas exclusivas para um ou mais estados da região com o número de organizações sediadas no local, a região Norte possui a maior proporção, com um grande número de organizações de fora da região que possuem iniciativas especializadas com foco em negócios localizados em estados do Norte. Nota-se que iniciativas com foco local priorizam apoiar negócios regionais em seus estágios iniciais.
    • Enquanto a maioria (75%) das iniciativas focadas em Aporte Financeiro seleciona com base em Setores-Alvo, a maioria das iniciativas focadas em Desenvolvimento não apresenta essa característica na seleção dos negócios de impacto (53%). Os setores mais mencionados são: Gestão de resíduos, Energia e biocombustíveis e Florestas e uso do solo. Outros setores possuem considerável menção, como Educação; Água e saneamento;  Empregabilidade, empreendedorismo e geração de renda; Serviços financeiros; Equidade e inclusão; e Saúde.

    4) Há mudanças nas características das organizações que realizam as iniciativas, com fontes de receita advindas de organizações privadas (empresas, institutos e fundações) e menor foco em contrapartida dos empreendedores, bem como maior presença de iniciativas realizadas por grandes empresas. 

    • Organizações passaram a se sustentar menos a partir da cobrança dos empreendedores e mais a partir do subsídio de organizações privadas (empresas, institutos e fundações), revelando uma mudança no modelo de negócio das organizações do setor. A mudança também reflete o crescimento de grandes empresas como organizações realizadoras das iniciativas.
    • Cerca de 70% das organizações possuem mais de uma fonte de entrada financeira. 
    • Destaca-se como positiva a alta quantidade de iniciativas gratuitas (32, ou seja, 46%), de grande importância para os empreendedores, que costumam ter desafios de sustentabilidade financeira antes do ganho de robustez de seus negócios.

    5) Diversidade ainda é uma questão em evolução, tanto como critério de seleção dos negócios, quanto da composição dos colaboradores nas iniciativas.

    • 29% das iniciativas não olham para o recorte de diversidade em relação ao perfil empreendedor em seus processos seletivos, o que é um significativo valor, dado que perfis de maiorias minorizadas apresentam maior dificuldade e enfrentam maiores barreiras no acesso a iniciativas de suporte e recursos financeiros.
    • No que se refere a presença de mulheres no time, a maioria das organizações (65,5%) são predominantemente femininas, possuindo mais que 50% de mulheres no time. Por outro lado, a maioria delas (48%) possuem menos de 24,99% da equipe formada por pessoas negras. Assim, as organizações possuem proporções baixas de representatividade em relação à população do Brasil, no que se refere à proporção de pessoas negras.

    6) Aspectos de desenvolvimento do setor são importantes para as organizações, como disseminação do conceito e conteúdo, recurso financeiro (capital paciente e de fomento), fomento a redes e conexões, e advocacy.

    • As iniciativas apresentam como demanda recursos financeiros (para manter e expandir a iniciativa, bem como para oferecer auxílio financeiro para os empreendedores beneficiados), carecendo de acesso a capital paciente e estruturante para viabilizar o desenvolvimento do pipeline de negócios maduros. Assim, aparece em grande quantidade desafios relacionados ao modelo de negócio e sustentabilidade financeira das iniciativas.

    Além do estudo, o Guia 2.5 oferece uma plataforma digital e interativa para os empreendedores, com teste para facilitar a busca por iniciativas e detalhamento aprofundado acerca de cada uma, e conhecer de forma mais ampla atores do setor. Uma sessão destinada à Amazônia traz um mapeamento detalhado das organizações que atuam no desenvolvimento da região. O levantamento é baseado na publicação ‘Caminhos para a Amazônia’, resultado da colaboração entre a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa. 

    A nova edição do Guia 2.5 foi co-realizada com a Pipe Social, plataforma com a visão de mapear e fomentar o pipeline de negócios de impacto socioambiental no Brasil, na parceria com a Base de Impacto. Foi patrocinado pelo Cubo Itaú, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A edição também tem o patrocínio da “Coalizão pelo Impacto”, iniciativa que atua no fortalecimento do ecossistema de apoio aos negócios de impacto em seis cidades brasileiras e que mapeou organizações de apoio em Belém/PA, Fortaleza/CE, Brasília/DF, Paranaguá/PR, Porto Alegre/RS e Campinas/SP. 

    “O Guia 2.5 é uma ferramenta completa para ajudar a trazer mais eficiência ao ecossistema, garantindo que empreendedores de negócios de impacto acessem e escolham as iniciativas mais adequadas para receberem suporte e investimento. Essa 4ª edição mostra o aumento, diversificação e qualificação  das iniciativas, bem como uma maior entrada de grandes empresas, institutos e fundações na agenda de negócios de impacto”, destaca Anna de Souza Aranha, co-CEO do Anna de Souza Aranha.


  • 100+ Labs Brasil: Colaboração e Inovação Sustentável na Amazônia

    100+ Labs Brasil: Colaboração e Inovação Sustentável na Amazônia

    No dia 5 de setembro, quando celebramos o Dia da Amazônia, é essencial refletirmos sobre as ações que estão sendo implementadas para preservar e proteger o ecossistema da floresta que é essencial para a vida no planeta terra. 

    Nos últimos anos, à medida que empresas, governos e diversos atores multisetoriais estão olhando para a pauta de desenvolvimento sustentável – a Amazônia ganhou e ganha cada vez mais notoriedade nos espaços de discussão. 

    Atualmente, existem inúmeros projetos, ações, investimentos e iniciativas que têm buscado, de forma colaborativa, preservar a biodiversidade existente na região e promover ações efetivas que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região. 

    Neste contexto, vamos usar neste texto o exemplo do programa 100+ Labs Brasil, uma colaboração entre a Ambev, PPA, USAID, executada pelo Quintessa em parceria com PepsiCo e Unilever, e com o apoio da Ball e Valgroup, além do suporte institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global na edição 2023, que tem com objetivo impulsionar a implementação de pilotos de soluções que geram impactos socioambientais positivos e que apoiem as organizações a alcançarem suas metas de sustentabilidade por meio de nove eixos temáticos: agricultura sustentável, embalagem circular, mudanças climáticas, gestão de água, ecossistema empreendedor, amazônia, diversidade e inclusão, consumo consciente e responsabilidade ambiental. 

    Recorte Amazônia: 

    Nas últimas duas edições, o programa atraiu mais de 100 negócios inscritos no eixo Amazônia. As iniciativas que vão desde o turismo sustentável e inclusão produtiva de populações locais e tradicionais da Amazônia, refletem a biodiversidade presente na região. Os negócios são em sua maioria empreendidos por mulheres e possuem sede na região Norte. 

    Na edição de 2022 do 100+ Labs Brasil, um dos casos de sucesso foi com a Urucuna, negócio de inovação da sociobio economia que resulta em produtos de bem-estar e serviços da natureza. 

    O projeto do piloto não apenas reflete a essência do programa, mas também ilustra como a colaboração e a inovação podem se unir para criar soluções sustentáveis na Amazônia. A startup utilizou metodologia de co-criação em parceria com os habitantes de Maués visando não apenas desenvolver um produto autêntico, mas também agregar valor às tradições locais e à biodiversidade região. 

    O resultado  foi a criação de um protótipo de vela de massagem, cuidadosamente formulado com ingredientes da sociobiodiversidade de Maués. Esta vela foi embalada com materiais artesanais feitos a partir do cipó ingá pelas habilidosas artesãs da Associação de Artesãos Unidos para Vencer (AAUV). Além disso, o projeto da Urucuna não se limitou à criação de produtos, também empreendeu um mapeamento abrangente do potencial bioeconômico da região. 

    Oficinas e espaços para a troca de conhecimentos foram oferecidos, abordando tópicos que variaram desde inovação e desenvolvimento de produtos, criatividade e precificação. O projeto da Urucuna se tornou um exemplo de como é possível unir tradição, inovação e sustentabilidade, enriquecendo tanto a comunidade local quanto o cenário global da conservação da Amazônia.

    Em um esforço conjunto, o programa e seus parceiros estão moldando um futuro com soluções sustentáveis para a Amazônia. E enquanto as edições do programa avançam e as soluções amadurecem, a esperança é que estejamos no caminho certo para garantir que a Amazônia continue a prosperar por muitos anos.

    Quer saber mais sobre outros projetos que participam do 100+Labs e conhecer os aprendizados e resultados de um programa referência em inovação aberta para sustentabilidade no Brasil. Faça download do case completo: https://conteudos.quintessa.org.br/case-aceleradora-ambev

  • Quintessa lança a 2ª Temporada do podcast Ponto de Ebulição

    Quintessa lança a 2ª Temporada do podcast Ponto de Ebulição

    Durante a primeira temporada, o podcast discutiu dilemas, desafios e boas práticas no campo da sustentabilidade nas grandes empresas. Agora, busca ampliar o repertório de soluções, aprendizados e insights práticos no âmbito da filantropia. Nesta segunda temporada o Quintessa explora a temática; “Potencializando impacto através da filantropia estratégica; Como institutos e fundações podem unir forças com negócios de impacto para impulsionar mudanças significativas.”

    O podcast mantém o seu formato descontraído e envolvente, sendo um espaço para aprender e refletir a partir da experiência de quem atua e tem prática nos assuntos. Conduzido por Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, que recebe lideranças e especialistas que vão apontar, a partir das suas experiências, caminhos propositivos para as empresas trilharem em suas jornadas de impacto positivo.

    A segunda temporada do Ponto de Ebulição prevê seis episódios, transmitidos semanalmente, às quartas-feiras, em áudio e vídeo, por plataformas como YouTube e Spotify.


    Roteiros: Paula Cayoni, com participação da Anna Aranha
    Edição e gravação: Wen Produtora

  • Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição. 

    Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração. 

    “Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev. 

    Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.

    Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua  internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.

    “Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.

    “Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular,  preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.

    Entre os negócios selecionados estão: 

    Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável

    ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável

    Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável

    PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável

    Açaí MAPS – Categoria Amazônia

    Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia

    Braziliando – Categoria Amazônia

    Deveras Amazônia  – Categoria Amazônia

    DINAM – Categoria Amazônia

    Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia

    HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão

    PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão

    Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão

    Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor

    BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular

    Mush –  Categoria Embalagem Circular

    Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular

    Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água

    NeoWater – Categoria Gestão de Água

    Octa –  Categoria Mudanças Climáticas

    SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas

    Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos

    Sobre o Programa 100+ Labs Brasil 

    A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.

    Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros. 

    De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS. 

    Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+  teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.

  • Startup brasileira acelerada pelo Quintessa é premiada pelo setor florestal por desenvolver tecnologia inovadora para análise de solos

    Startup brasileira acelerada pelo Quintessa é premiada pelo setor florestal por desenvolver tecnologia inovadora para análise de solos

    A Quanticum, uma empresa de base tecnológica fundada por especialistas em Agronomia e Ciência Agrárias, comemora o sucesso de sua inovadora tecnologia de análise de solos no setor florestal. Com seu primeiro projetos no setor florestal no final de 2022, e há menos de 4 meses intensificando sua operação no setor, a empresa foi premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais, em reconhecimento ao seu trabalho na promoção de produtividade, eficiência de custos e mensuração de carbono no solo e serviços ecossistêmicos.

    A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, permitindo que produtores e agricultores tomem decisões mais embasadas com base no verdadeiro potencial natural do solo em todas as etapas do processo de produção, desde o planejamento do cultivo até a colheita .

    Além disso, a tecnologia da Quanticum tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono presente no solo e, com base nesses dados baseados em evidências científicas, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. Essa abordagem é especialmente relevante em um contexto em que a questão da sustentabilidade e mitigação da emergência climática assume um papel central na agenda mundial, além da necessidade de tropicalização de metodologias baseadas em evidências concretas para a realidade brasileira. Produtores florestais, empresas e apoiadores das soluções da natureza agora têm a possibilidade de alcançar a neutralidade de carbono (net zero) em suas florestas plantadas e áreas de preservação ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável. 

    O projeto ganhou robustez e relevância na agenda florestal ao iniciar sua jornada nos programas de aceleração de Fundo Vale e de pilotos pela Irani. Ambos os programas são realizados em parceria com o Quintessa, aceleradora de impacto pioneira em programas de inovação aberta no Brasil.

    “O Quintessa tem sido uma peça fundamental para o desenvolvimento da Quanticum em sua jornada rumo ao setor florestal. A participação do Quintessa, e o pioneirismo de Fundo Vale e Irani, tem sido um fator decisivo para a incorporação da tecnologia de análise de solos da Quanticum no setor florestal, abrindo portas para oportunidades e parcerias significativas”, afirma Diego Siqueira, CEO da Quanticum. 

    “O objetivo da aceleração com a Quanticum era expandir a atuação da empresa para outros mercados, especialmente o agroflorestal. A empresa já se destacava no setor agrícola e, após uma série de escutas de mercado, conexões com potenciais clientes e mentorias, iniciou testes com organizações relevantes do setor florestal”, afirma Gabriel Costa, gestor de Projetos no Quintessa, 

    Um dos destaques da abordagem inovadora da Quanticum é a geração de mais de 30 parâmetros do potencial agronômico e vulnerabilidades ambientais do solo por meio de suas análises. Esses dados são cruciais para orientar a tomada de decisões eficazes em todas as fases da produção agrícola, proporcionando aos produtores informações valiosas para maximizar seus rendimentos e operações de maneira sustentável.

    A consolidação da Quanticum no setor agrícola, especialmente em culturas de café, cana-de-açúcar e grãos, é resultado de sua dedicação à excelência tecnológica e ao compromisso em fornecer soluções inovadoras para as necessidades do mercado, especialmente promover a inclusão tecnológica dos produtores e produtoras de forma humanizada.

    A Quanticum não apenas demonstra sua capacidade de inovação no setor florestal, mas também comercializa os direitos de uso de sua tecnologia para outras empresas, cooperativas e laboratórios, reforçando seu compromisso em contribuir com o desenvolvimento sustentável e produtivo da agricultura, do meio ambiente e transformações com base no conhecimento.