A Ambev é um exemplo de empresa que, ao definir em 2018 suas metas de Sustentabilidade para 2025, criou a Aceleradora 100+.
Neste material compartilhamos como, em parceria com o Quintessa e a PPA, o programa une sustentabilidade à inovação e busca startups com soluções que possam apoiar a companhia a alcançar essas metas, implementando pilotos que geram resultados para o negócio e impactam positivamente o planeta e a sociedade.
Os family offices, estruturas que administram o patrimônio de famílias empresárias e pessoas físicas de alta renda, já se aproximaram do ecossistema de empreendedorismo e das startups e são hoje uma alternativa para empreendedores que buscam investimento de venture capital.
Agora, começam a se aproximar também do ecossistema de impacto. O report da INEO de 2020 mostrou que as famílias empresárias têm se mostrado cada vez mais engajadas nas temáticas de filantropia, ESG e investimentos de impacto, impulsionadas pelas movimentações do mercado e pela visão das novas gerações que assumem a gestão.
47% das famílias entrevistadas pretendem alocar entre 1 e 10% de seu portfólio em investimentos de impacto e 12% pretende alocar de 11 a 50%. Além disso, 26% aumentou seu envolvimento com filantropia na pandemia.
Por outro lado, a pesquisa aponta também os desafios em transformar esse engajamento em prática e investimento de fato: mais de 70% das famílias não conhecem o impacto social e ambiental dos ativos que investem, olhando apenas o retorno financeiro, e 35% dos entrevistados ainda não começaram a estudar o tema.
O cenário é típico de transição: há intenção de avanço na atuação da temática, mas ainda é o momento de compreender como isso pode acontecer na prática. O lado bom disso é que, não havendo um único caminho correto possível, há diversas maneiras de se engajar e promover esse avanço.
Enxergamos como essencial o engajamento desse ator dentro do ecossistema de impacto. Nos últimos anos, vimos o engajamento de empresas e governo, mas sabemos que estes segmentos tendem a ser direcionados por metas de curto prazo. As famílias empresárias, com maior autonomia sobre a alocação de seu patrimônio e o olhar para o legado positivo que as gerações têm potencial de gerar, podem trazer um capital estruturante e de longo prazo para compor o setor.
Além disso, essas famílias costumam poder aportar não apenas recursos, mas apoios não financeiros de alto valor, como conhecimento de negócios (para mentorias) e conexões qualificadas com o mercado, entre outros.
A publicação “”Venture Philanthropy e Negócios de Impacto: O papel das famílias empresárias” te ajuda a entender mais sobre como a lente de inovação nas ações de filantropia, pode ser uma grande aliada do investimento de risco em negócios de impacto, gerando benefícios para as pessoas e o planeta e traz as experiências práticas e aprendizados do Quintessa em aplicar a filantropia para desenvolver o ecossistema de impacto e apoiar negócios em estágio inicial.
O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.
O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).
As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.
Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.
Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%, gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.
Abaixo, os resultados de cada Startup:
Já Entendi
Município de aplicação: Nova Mutum – MT
Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.
Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)
Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.
Lemobs
Município de aplicação: Dourados – MS
Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.
Público alvo: Escolas públicas.
Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.
Connecting Food
Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT
Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.
Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.
Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.
Why Waste
Município de aplicação: Rio Verde – GO
Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.
Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.
Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.
Eats For You
Município de aplicação: Uberlândia – MG
Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de aproximadamente 1,5 salário).
Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).
Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).
Desafio: desperdício de alimentos
De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades.
“O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF.
Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.
Sobre as Startups:
Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.
Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.
Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.
Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.
Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.
O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.
O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).
As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.
Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.
Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%, gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.
Abaixo, os resultados de cada Startup:
Já Entendi
Município de aplicação: Nova Mutum – MT
Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.
Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)
Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.
Lemobs
Município de aplicação: Dourados – MS
Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.
Público alvo: Escolas públicas.
Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.
Connecting Food
Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT
Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.
Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.
Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.
Why Waste
Município de aplicação: Rio Verde – GO
Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.
Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.
Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.
Eats For You
Município de aplicação: Uberlândia – MG
Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de aproximadamente 1,5 salário).
Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).
Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).
Desafio: desperdício de alimentos
De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades.
“O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF.
Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.
Sobre as Startups:
Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.
Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.
Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.
Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.
Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.
A Braskem acaba de anunciar as 20 startups selecionadas para a oitava edição do programa de inovação aberta Braskem Labs, nas modalidades Ignition e Scale. As características comuns entre os negócios que serão acelerados são o seu comprometimento com a sustentabilidade e o propósito de gerar impacto positivo à sociedade a partir da química e do plástico – critério já solidificado no DNA do programa, mas que na edição de 2022 traz a participação de duas startups chilenas e o foco em soluções direcionadas ao desafio de mudanças climáticas.
Na estratégia da Braskem de expandir o programa, o Chile foi escolhido pela importância de seu ecossistema de inovação na América Latina. “Quando o objetivo é gerar inovação para tornar a cadeia do plástico mais sustentável, queremos ultrapassar as fronteiras”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.
Nesse ano, as atividades serão realizadas em formato híbrido, sendo majoritariamente remoto e com três encontros presenciais. Além disso, contarão, mais uma vez, com a participação de co-sponsors parceiros da Braskem. O programa é estruturado em duas frentes: 10 projetos que irão participar do Braskem Labs Ignition, focado em startups ainda em fase de validação e refinamento de modelo de negócio; e 10 do Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. A iniciativa conta com a parceria do Quintessa, aceleradora de impacto que está presente em todas as etapas, desde a seleção dos participantes até a apresentação no Demoday, evento que acontece ao final de cada uma das edições.
O Braskem Labs terá início em 13 de junho, em um evento de kick-off, e terá duração aproximada de 5 meses, contando com mais de 15 encontros em grupo e mais de 15 horas de apoio individual. Essas dinâmicas envolvem capacitação e aplicação de ferramentas em uma metodologia própria customizada para cada programa, apoio personalizado por meio de acompanhamento individual e mentoria de executivos da Braskem e co-sponsors, além do acesso e conexão à diversa rede do Quintessa, da Braskem e dos parceiros estratégicos.
Já no quarto ano em parceria na realização dos programas, Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, conta: “A cada ano nos direcionamos a partir do foco das áreas e metas de sustentabilidade, para garantir que as startups selecionadas, além de gerarem impacto positivo, também tenham potencial de sinergia de negócio com a Braskem. Neste ano, 30% das soluções selecionadas para a aceleração do Labs são voltadas para mudanças climáticas, 25% para economia circular e 15% para biotecnologia. Além disso, outros setores são foco, como embalagem, química sustentável, agronegócio e infraestrutura e construção civil”.
“Entendemos que o caminho de mudança em termos da imagem do plástico passa também por esse processo de inovação e colaboração. As conexões geradas pelo Braskem Labs impactam positivamente na sociedade e meio ambiente. Como as ações não terminam no Labs, as conexões dão continuidade ao impacto positivo. Em nossa visão, não existe inovação sem sustentabilidade, e por isso o Braskem Labs conecta pessoas que buscam um objetivo comum: transformar o mundo num lugar mais sustentável”, explica Karla Censi.
Desde 2015, quando foi criado, mais de 110 startups foram aceleradas pelas duas modalidades do Labs (Scale e Ignition) e cerca de 30% fizeram alguma parceria de negócio com a companhia ou algum dos co-sponsors. No ano passado, 45% das soluções aceleradas pelo Braskem Labs foram voltadas para economia circular e mais 15 parcerias estão em negociação.
O modelo de atuação do Braskem Labs é inteiramente equity free, ou seja, as empresas apoiadoras não se tornam sócias das startups ao final, o que reforça o posicionamento do programa em prol do ecossistema e dos empreendedores.
Confira as empresas selecionadas para participar do Braskem Labs 2022:
Braskem Labs Ignition
Startup
Descrição
Bioreset
Utilização de resíduos industriais e agrícolas para desenvolver polímero totalmente orgânico.
P-Last
Transformação de plásticos de uso único em plásticos biodegradáveis a partir de uma bactéria do cerrado.
Reactor Model
Software de formulação de composições, que faz o uso de Inteligência Artificial e modelos avançados.
Astana Química
Solução natural para limpeza de máquinas industriais.
Luft Shoes
Fabricação de calçados infantis com materiais e embalagens recicladas e/ou recicláveis.
Água Camelo
Mochila plástica capaz de filtrar instantaneamente a água de qualquer local para ser consumida por pessoas com pouco acesso a água potável.
Nauco
Solução para limpeza de plásticos nos rios por meio de uma tecnologia de cortina de nanobolhas.
Jasmmin
Projetos para desenvolvimento de materiais de construção com base em rejeitos e resíduos.
Forest Watch
Acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.
Recicli
Sistema DeCARB de captura de CO2 em fábricas, com recuperação pura do gás.
Braskem Labs Scale
Startup
Descrição
GreenAnt
Auxilia os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica- desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias.
Doroth
Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agro através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo de sua fazenda.
TRC Sustentável
Desenvolve e comercializa projetos e serviços que reduzem significativamente os gastos com água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.
KrilltechNanotecnologia Agro
Desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas.
Aterra
Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.
Destine Já
Plataforma web de gestão ambiental que integra logística reversa, economia circular, mix de soluções ambientais, digitalização e rastreabilidade da destinação de resíduos em nuvem e indicadores ESG.
Telite
Produz telhas com base em plástico reciclado e possui um programa de logística reversa no qual os usuários recebem dinheiro pelo fornecimento de embalagens recicladas.
Insecta Shoes
Utiliza materiais reciclados na produção de produtos veganos e sustentáveis e viabilização do fim de ciclo para os clientes.
Linus
Desenvolve sandálias de PVC ecológico expandido, levando sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas.
Solubag
Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.
A Braskem acaba de anunciar as 20 startups selecionadas para a oitava edição do programa de inovação aberta Braskem Labs, nas modalidades Ignition e Scale. As características comuns entre os negócios que serão acelerados são o seu comprometimento com a sustentabilidade e o propósito de gerar impacto positivo à sociedade a partir da química e do plástico – critério já solidificado no DNA do programa, mas que na edição de 2022 traz a participação de duas startups chilenas e o foco em soluções direcionadas ao desafio de mudanças climáticas.
Na estratégia da Braskem de expandir o programa, o Chile foi escolhido pela importância de seu ecossistema de inovação na América Latina. “Quando o objetivo é gerar inovação para tornar a cadeia do plástico mais sustentável, queremos ultrapassar as fronteiras”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.
Nesse ano, as atividades serão realizadas em formato híbrido, sendo majoritariamente remoto e com três encontros presenciais. Além disso, contarão, mais uma vez, com a participação de co-sponsors parceiros da Braskem. O programa é estruturado em duas frentes: 10 projetos que irão participar do Braskem Labs Ignition, focado em startups ainda em fase de validação e refinamento de modelo de negócio; e 10 do Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. A iniciativa conta com a parceria do Quintessa, aceleradora de impacto que está presente em todas as etapas, desde a seleção dos participantes até a apresentação no Demoday, evento que acontece ao final de cada uma das edições.
O Braskem Labs terá início em 13 de junho, em um evento de kick-off, e terá duração aproximada de 5 meses, contando com mais de 15 encontros em grupo e mais de 15 horas de apoio individual. Essas dinâmicas envolvem capacitação e aplicação de ferramentas em uma metodologia própria customizada para cada programa, apoio personalizado por meio de acompanhamento individual e mentoria de executivos da Braskem e co-sponsors, além do acesso e conexão à diversa rede do Quintessa, da Braskem e dos parceiros estratégicos.
Já no quarto ano em parceria na realização dos programas, Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, conta: “A cada ano nos direcionamos a partir do foco das áreas e metas de sustentabilidade, para garantir que as startups selecionadas, além de gerarem impacto positivo, também tenham potencial de sinergia de negócio com a Braskem. Neste ano, 30% das soluções selecionadas para a aceleração do Labs são voltadas para mudanças climáticas, 25% para economia circular e 15% para biotecnologia. Além disso, outros setores são foco, como embalagem, química sustentável, agronegócio e infraestrutura e construção civil”.
“Entendemos que o caminho de mudança em termos da imagem do plástico passa também por esse processo de inovação e colaboração. As conexões geradas pelo Braskem Labs impactam positivamente na sociedade e meio ambiente. Como as ações não terminam no Labs, as conexões dão continuidade ao impacto positivo. Em nossa visão, não existe inovação sem sustentabilidade, e por isso o Braskem Labs conecta pessoas que buscam um objetivo comum: transformar o mundo num lugar mais sustentável”, explica Karla Censi.
Desde 2015, quando foi criado, mais de 110 startups foram aceleradas pelas duas modalidades do Labs (Scale e Ignition) e cerca de 30% fizeram alguma parceria de negócio com a companhia ou algum dos co-sponsors. No ano passado, 45% das soluções aceleradas pelo Braskem Labs foram voltadas para economia circular e mais 15 parcerias estão em negociação.
O modelo de atuação do Braskem Labs é inteiramente equity free, ou seja, as empresas apoiadoras não se tornam sócias das startups ao final, o que reforça o posicionamento do programa em prol do ecossistema e dos empreendedores.
Confira as empresas selecionadas para participar do Braskem Labs 2022:
Braskem Labs Ignition
Startup
Descrição
Bioreset
Utilização de resíduos industriais e agrícolas para desenvolver polímero totalmente orgânico.
P-Last
Transformação de plásticos de uso único em plásticos biodegradáveis a partir de uma bactéria do cerrado.
Reactor Model
Software de formulação de composições, que faz o uso de Inteligência Artificial e modelos avançados.
Astana Química
Solução natural para limpeza de máquinas industriais.
Luft Shoes
Fabricação de calçados infantis com materiais e embalagens recicladas e/ou recicláveis.
Água Camelo
Mochila plástica capaz de filtrar instantaneamente a água de qualquer local para ser consumida por pessoas com pouco acesso a água potável.
Nauco
Solução para limpeza de plásticos nos rios por meio de uma tecnologia de cortina de nanobolhas.
Jasmmin
Projetos para desenvolvimento de materiais de construção com base em rejeitos e resíduos.
Forest Watch
Acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.
Recicli
Sistema DeCARB de captura de CO2 em fábricas, com recuperação pura do gás.
Braskem Labs Scale
Startup
Descrição
GreenAnt
Auxilia os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica- desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias.
Doroth
Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agro através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo de sua fazenda.
TRC Sustentável
Desenvolve e comercializa projetos e serviços que reduzem significativamente os gastos com água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.
KrilltechNanotecnologia Agro
Desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas.
Aterra
Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.
Destine Já
Plataforma web de gestão ambiental que integra logística reversa, economia circular, mix de soluções ambientais, digitalização e rastreabilidade da destinação de resíduos em nuvem e indicadores ESG.
Telite
Produz telhas com base em plástico reciclado e possui um programa de logística reversa no qual os usuários recebem dinheiro pelo fornecimento de embalagens recicladas.
Insecta Shoes
Utiliza materiais reciclados na produção de produtos veganos e sustentáveis e viabilização do fim de ciclo para os clientes.
Linus
Desenvolve sandálias de PVC ecológico expandido, levando sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas.
Solubag
Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.
Os ecossistemas naturais sustentam toda a vida na Terra – quanto mais saudáveis eles forem, mais saudável será o planeta. Segundo as Nações Unidas, em recente documento lançado, os próximos 10 anos serão cruciais para a restauração dos nossos ecossistemas – medida que apoia o enfrentamento à mudança do clima e a preservação de um milhão de espécies em risco de extinção.
Os desafios ambientais estão relacionados com a nossa forma de viver e estar no mundo, e as soluções exigem esforços e ações conjuntas de governos, empresas, órgãos internacionais, ONGs e indivíduos.
A atuação das empresas na pauta ambiental deve ser planejada, com o suporte de especialistas, a partir de seus objetivos relacionados à sustentabilidade e das externalidades da sua operação. Na Semana do Meio Ambiente, apresentamos algumas temáticas que empresas podem apoiar frente aos diferentes desafios da pauta ambiental e como a inovação integrada à sustentabilidade pode impulsionar essa agenda.
Conscientização e mudança de comportamento:
A primeira temática que costumamos falar é a da conscientização: tão importante quanto as próximas que vamos abordar durante esse texto, estar consciente da importância de preservar o meio onde vivemos é essencial – precisamos entender que o “meio” e o “ambiente” são parte de um mesmo ecossistema e que vivem – ou deveriam viver – de forma harmoniosa.
Para além da conscientização, é preciso estimular a ação. Um exemplo de startup de impacto que pode se conectar com as empresas nesse sentido, estimulando o engajamento em torno de práticas ambientais, é a So+ma. Ao mesmo tempo em que trabalha a gestão de resíduos, promove a mudança comportamental, ao incentivar que os cidadãos entreguem seus resíduos nos pontos de coleta e ganhem pontos de fidelidade – que podem ser trocados por cursos, descontos, serviços e outras recompensas.
Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite.
O Quintessa nasceu em 2009 a partir da crença que empresas podem e devem ser parte da solução dos nossos desafios sociais e ambientais centrais. Nossa atuação começou estruturando a gestão, impulsionando o crescimento e captando investimento para negócios de impacto. Crescemos junto com o ecossistema de startups no Brasil e ajudamos a impulsionar o crescimento de negócios focados em impacto positivo, ao lado de outras aceleradoras, incubadoras e fundos.
Sempre tivemos como premissa a assertividade e relevância dos nossos programas, ou seja, personalizamos as iniciativas de acordo com os desafios de cada empreendedor(a) ou empresa para que a nossa atuação de fato gere valor, resultado estratégico e crescimento para os parceiros.
Em nossos programas individuais (executados diretamente com os empreendedores sem a participação de empresas), já aceleramos mais de 110 startups, e com isso, ao longo de 13 anos pudemos desenvolver e consolidar uma metodologia própria de apoio às startups que comprovadamente é capaz de acelerar o crescimento.
Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de dois anos, o que corresponde a somente 10% de taxa de sobrevivência.
As startups aceleradas pelo Quintessa têm uma taxa de sobrevivência de 93% e já receberam mais de R$ 90 milhões de empresas, institutos e fundações por meio de M&As (Merger and Acquisitions), investimentos e programas de inovação aberta.
A partir de 2017, nossa atuação se estendeu para o apoio à jornada de grandes empresas, institutos e fundações nas agendas de ESG, sustentabilidade, inovação e impacto positivo. Construímos programas de inovação aberta focados em conectar essas grandes organizações a startups de impacto, em formatos como aceleração, implementação de pilotos e aquisição ou investimento (Corporate Venture Capital).
Tendo no nosso DNA a personalização e profundidade, levamos este olhar também para as empresas, entendendo que cada uma tem suas particularidades e objetivos estratégicos. Temos como visão criar programas que realmente sejam estratégicos para as empresas, e não algo ‘a mais’ – apenas para surfar a onda da inovação aberta e ESG – e para isso é preciso ter este olhar apurado e próximo às empresas.
“A proposta que o Quintessa fez na forma de conduzir o programa, a metodologia que utilizam para selecionar e avaliar os critérios, a experiência que o time tem para nos ajudar a escolher as melhores startups são grandes destaques da nossa parceria. O time do Quintessa também é muito aberto para ir pensando e encontrando aprendizados ao longo do caminho e adaptando o programa para gerar ainda mais impacto, entendendo as nossas dores e o valor que a startup e a empresa podem oferecer uma para a outra.” Rodrigo Figueiredo, VP de Sustentabilidade na Ambev.
Nossa metodologia
Para startups
Como mencionamos acima, os principais aspectos da nossa metodologia são a personalização e a mão-na-massa, para que a aceleração seja realmente significativa na trajetória do negócio. Não só apontamos os caminhos, nós atuamos como parte do time da startup, realizando as entregas juntos e nos adaptando ao cenário de rápidas mudanças do negócio.
Antes de iniciarmos os programas, temos um rigoroso processo seletivo das startups para garantir que o impacto gerado é relevante, que o modelo de negócio faz sentido e que a solução proposta pelo negócio é aderente ao mercado e tem potencial de crescimento.
Nos programas individuais com empreendedores, realizamos um diagnóstico aprofundado com cada negócio, que analisa aspectos financeiros, de processos, marketing e vendas, gente e gestão e societário, abarcando praticamente todos os temas de gestão de uma startup. Com isso, identificamos os principais desafios que serão endereçados e definimos as entregas prioritárias; então alocamos um(a) gestor(a) do time Quintessa com dedicação semanal e um(a) mentor(a) sênior da nossa rede quinzenalmente – além de uma rede de 60 mentores que podem ser acessados ao longo do programa.
“O programa mudou completamente a nossa trajetória. Crescemos cerca de seis vezes no período, devido ao olhar do Quintessa em analisar todos os gaps e criar processos, rituais e materiais que eram necessários para nosso crescimento. Além disso, a mentoria que recebemos do mentor Quintessa foi fundamental. Trouxeram foco estratégico para entendermos qual produto iríamos vender e para quais mercados, nos auxiliaram a criar um funil de vendas, analisar canais, metas, materiais comerciais e processos de precificação, tudo isso para garantir que íamos escalar.” Michael Kapps, fundador da Vitalk
Para empresas
Nos programas com empresas, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. Assim, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros.
Em seguida, entendemos qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.) e com qual recorte de startups faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial, temático, ou de soluções para seus desafios em ESG, para então definir o formato do programa e realizar a curadoria e busca de startups.
Depois da curadoria, executamos o programa por completo, que pode ser uma aceleração, implementação de pilotos, investimento e CVC, ou outro formato. Em um programa de aceleração em grupo, por exemplo, com 20 startups participantes, além de toda a interface da empresa e dos(as) executivos(as) com as startups, realizamos workshops com temas comuns a todos os negócios, mas não abrimos mão de um acompanhamento individual mais profundo para endereçar os desafios prioritários de cada startup, implementando o mesmo diagnóstico citado acima e alocação de gestores dedicados.
Dentro dos programas com empresas já trabalhamos com mais de 140 startups de impacto, somando mais de 250 aceleradas no nosso portfólio.
Construção de um programa em parceria: Ecco Comunidades
Em 2021, construímos o Ecco Comunidades, um programa co-criado do zero entre o Quintessa e o Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF. A iniciativa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial nos territórios onde a BRF atua.
Após entendermos juntos os aspectos da temática do desperdício de alimentos e como o Instituto já atua na causa, nos aprofundamos na relação atual entre a empresa e os territórios. Para trazer perenidade e escalabilidade para essa atuação, criamos uma iniciativa que partiu da aceleração de negócios de impacto, e após este relacionamento prévio, selecionou parte das soluções para serem implementadas nos territórios de cinco municípios: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).
A implementação contou com a participação de OSCs (Organizações da Sociedade Civil) locais das comunidades, selecionadas em parceria com o Prosas, e que trouxeram legitimidade para a ação.
Braskem Labs
Alguns programas já chegam ‘prontos’, como por exemplo o Braskem Labs, que chegou ao Quintessa já na quinta edição. Em 2022, estamos realizando a oitava, sendo a nossa quarta edição em parceria. Mesmo com a estratégia definida, realizamos ajustes e melhorias na estrutura do programa para endereçar melhor os desafios da Braskem e das startups – como a criação de dois programas dentro do Braskem Labs: o Scale, focado em startups mais maduras, e o Ignition, focado em apoiar startups em estágios iniciais, que demandam conhecimentos, assuntos e metodologias distintas.
No Braskem Labs, 30% das startups já fizeram negócios com diferentes áreas da Braskem após o programa, e em 2021 a nota dada pelos empreendedores para o programa foi 10.
“A curadoria que nos é trazida por meio do Quintessa faz com que a gente tenha um olhar mais apurado e refinado sobre os mais de 300 inscritos. Eles entendem nosso problema, nosso desafio e trazem soluções.” Karla Censi, Gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem
O apoio e os diferenciais da metodologia podem ser cruciais para o êxito da iniciativa de inovação aberta, e a experiência adquirida ao trabalharmos com diferentes empresas e startups, compartilhando os aprendizados dos programas, faz com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.
Parceria genuína e confiança
A nota média em 2021 de quanto os nossos parceiros indicariam o serviço do Quintessa é de 9.7, e entendemos que além da metodologia em si, nosso grande diferencial está na aplicação e execução dela na prática. Prezamos pelo equilíbrio entre o olhar humano e o profissional, trazendo um espaço de confiança para reflexões e aprendizados em conjunto.
Quer construir um programa de Inovação Aberta em parceria e contribuir com soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais da sociedade? Entre em contato com a nossa equipe.
A Fundação Tide Setubal, em parceria com o Quintessa, selecionou três startups de impacto que irão implementar soluções para desenvolver o território do Jardim Lapenna, bairro da Zona Leste de São Paulo. O objetivo da parceria é trazer inovação para solucionar as grandes demandas da região: educação, emprego e renda, segurança alimentar e inclusão digital.
O Jardim Lapenna é um bairro localizado entre a estação São Miguel Paulista e o antigo leito do Rio Tietê. Sua localização atrativa (próxima à uma estação de Trem Metropolitano) fez com que o Lapenna passasse por um intenso e rápido processo de crescimento populacional: passou de pouco mais de 5 mil habitantes em 2000 (Censo, IBGE) para cerca de 12 mil habitantes em 2017 de acordo com a estimativa da Unidade Básica de Saúde local.
A Fundação Tide Setubal atua desde 2006 no Jardim Lapenna para a construção de um modelo de desenvolvimento humano, econômico e urbano do território. Para avançar nesta frente de trabalho e possibilitar um crescimento mais justo e sustentável na região, a organização se uniu ao Quintessa com objetivo de viabilizar ações sistêmicas de melhoria de territórios periféricos, visando reduzir desigualdades e promover desenvolvimento. O Jardim Lapenna é uma periferia potente e com diversas demandas de desenvolvimento sustentável que podem ser transformadas por meio do trabalho junto a negócios de impacto.
As soluções serão implementadas de duas maneiras: via oferta direta das soluções para os moradores do bairro, ou via inauguração de franquias ou unidades locais, gerando a possibilidade de escala e continuidade na região e servindo como referência para inspirar outros projetos de desenvolvimento territorial. O programa acontece de forma participativa com as lideranças locais, que atuaram na seleção dos negócios e também irão apoiar na implementação.
Para Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, “o programa é uma possibilidade de trazer as abordagens inovadoras dos negócios de impacto para solucionar problemas sociais ‘antigos’, que são complexos e sua superação demanda esforço conjunto de diferentes setores e atores.”
Conheça as soluções que serão implementadas:
Como forma de apoiar e promover a segurança alimentar da região, a startup SuperOpa irá alocar um contêiner no Jardim Lapenna, onde consumidores locais vão poder aprender a fazer compras online por um aplicativo e receber os pedidos sem ter que pagar o preço do frete. Com isso, eles poderão acessar produtos de melhor qualidade com altos descontos por estarem próximos ao vencimento, com a certificação e garantia da SuperOpa.
Para democratizar o acesso à internet e promover a inclusão digital, a solução proposta pela startup Wifi-fi foi a de criar zonas de Wi-Fi Livre dentro da comunidade. Cada zona tem a cobertura de 120m de circunferência e podem estar interligadas, criando assim uma grande zona de conectividade.
E para viabilizar a execução de ações que contribuam com educação, emprego e renda, a escola de inglês 4YOU2, que está presente há mais de 10 anos nas periferias do Brasil com ensino acessível, irá abrir uma franquia na região, gerida por um(a) morador(a) local, possibilitando o acesso ao ensino do idioma, com um espaço para receber até 690 alunos. A solução da 4YOU2 mostra como as startups de impacto trazem um potencial de perenidade e sustentabilidade para o investimento da Fundação, já que a solução da escola terá autonomia e continuidade na região após o programa.
Além dos ganhos para a região, o programa apoia as startups de impacto em sua expansão geográfica e ampliação do impacto, com apoio financeiro de até R$120 mil da Fundação Tide Setubal e apoio técnico do Quintessa durante toda a etapa de planejamento e implementação da solução – que ocorre entre os meses de maio a setembro deste ano.
“As soluções são inovadoras na forma de abordar os desafios e modelar o negócio por trás delas, combinando o uso de tecnologia e ações presenciais, como o contêiner da SuperOpa e a franquia da 4YOU2. Além disso, mostram a importância de valorizar o poder de compra da população, trazendo formas acessíveis de consumo de produtos e serviços”, afirma Anna.
O programa reforça que a conexão entre startups de impacto e institutos/fundações pode ser uma grande aliada na resolução de desafios sociais e ambientais, promoção de desenvolvimento de territórios vulnerabilizados e ampliação da sua atuação de forma escalável e perene.
Na última segunda-feira (28/03), nove startups de impacto participaram do DemoDay da Aceleradora 100+, evento da Ambev que teve como objetivo apresentar os pilotos das startups aceleradas na edição de 2021 do programa.
O programa, que tem o Quintessa e a PPA como parceiros é focado em encontrar soluções inovadoras para as metas de sustentabilidade da Ambev (mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor). A iniciativa existe desde 2018 e já acelerou mais de 60 startups – atualmente a AMBEV trabalha e implementa projetos com 20 dessas de maneira mais aproximada
No evento, que aconteceu em São Paulo e também foi transmitido pelo Youtube (assista aqui), às nove startups do programa brasileiro apresentaram os resultados dos pilotos realizados com a cervejaria, e também se apresentaram startups vencedoras do programa no Paraguai, Chile e Bolívia, e a GrowPack, que participou da edição anterior. Uma delas saiu vencedora com o prêmio de R$ 100 mil, e duas receberam o segundo lugar no valor de R$ 30 mil cada. Conheça abaixo as startups e os resultados apresentados.
A Via Floresta é uma startup focada em fortalecer o ecossistema de produção e inovação da Amazônia, conectando-o com pessoas, organizações e empresas.
Após entender como a Amazônia se tornou um dos principais fornecedores de bioinsumos para diversas indústrias, a startup identificou a baixa oferta de tecnologias que garantem a rastreabilidade desses produtos.
A solução desenvolvida foi um aplicativo em parceria com a PPA que oferece para diversas empresas o rastreamento desses produtos, o comércio justo e a sustentabilidade de cadeias da biodiversidade brasileira. Hoje a VIA Floresta já mapeou mais de 60 comunidades com informações de produção desde a colheita até o processamento do produto, onde é possível identificar e conhecer produtos naturais e renováveis da floresta e outros biomas brasileiros. O aplicativo Via Floresta já está disponível para download no Google Play.
A Água Camelo junta a inovação ao design para combater a desigualdade social e promover o acesso à água tratada, hoje inacessível para 35 milhões de pessoas no Brasil – principalmente em regiões do semiárido, florestas e centros urbanos.
A solução é o Kit Camelo, composto por uma mochila que suporta até 15L de água imprópria por vez, um filtro portátil acoplado a ela que elimina até 99,99% de todas bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água, um suporte de parede para pendurar a mochila na residência e um manual de uso do produto para o beneficiado final.
Durante a aceleração a startup pôde validar o modelo de serviço e a versatilidade do Kit Camelo – 100 kits foram implementados nas comunidades de Morro da Providência (RJ) e na Aldeia Mutum (AC), mostrando a versatilidade de implementação em diferentes cenários (centro urbano e floresta).
Na Aldeia Mutum que antes apresentava um cenário de 96% das pessoas com relatos de doenças de veiculação hídrica, após o piloto, 100% dos sintomas foram reduzidos. Já no Morro da Providência, onde 62% relataram sintomas, ao final do projeto 90% dos sintomas foram reduzidos. Foram 702 pessoas impactadas com água de qualidade e 90% de todos os beneficiados do projeto se sentem mais seguros ao consumir água do Kit Camelo.
A TRC Sustentável desenvolve tecnologias sustentáveis para reduzir os custos com a água, em um modelo de negócio que envolve Produto + Serviço + Tecnologia voltados para conduzir projetos na gestão da água.
Durante o piloto a startup implementou soluções para reduzir o consumo de água nos centros de distribuição e pontos de venda da Ambev. Os pontos escolhidos para implementação foram: CDD em Joinville e São Cristóvão (RJ) e um bar, pizzaria e um restaurante no Rio de Janeiro. O projeto foi instalado e a startup começou a mapear cada ML de água gasto nos locais e também realizou treinamentos com os colaboradores sobre o uso consciente da água.
Ao final do processo, que teve duração de 03 meses, o impacto foi de 1.5 milhão de litros de água economizados, gerando uma média de 42% de economia de água, com ganho financeiro de R$69 mil. Se o resultado for projetado para os próximos 12 meses o impacto é de 6 milhões de litros de água economizados, o que representa um ganho de R$276 mil ao ano.
A Inspectral resolve o problema do método tradicional de monitoramento da qualidade da água, que envolve o difícil deslocamento até a margem do rio, com equipamentos pesados, sensores, o que muitas vezes aumenta o custo logístico do monitoramento. Pensando nos problemas gerados para monitorar a qualidade em um país continental como o Brasil, que tem a maior rede hidrográfica do mundo, a startup desenvolveu uma tecnologia para que esse monitoramento ocorra de forma remota por meio de imagens de satélite e drones, a solução também pode ser aplicada para monitorar outras atividades como de agricultura e em florestas.
Os projetos pilotos foram implementados no Rio Guandu (RJ), Rio da Antas (GO) e no Rio Jaguari (SP), atingindo três das onze bacias que fazem parte do plano de segurança hídrica da Ambev. Durante o processo foram gerados nove parâmetros para medir a qualidade da água, sendo um deles o IQA (índice de qualidade da água), parâmetro chave para execução de diversos processos na indústria. Através da tecnologia da startups, os índices são entregues de forma mais simplificada e o processo de tomada de decisão se torna mais ágil.
No Rio da Antas, após a análise, foi possível gerar uma melhora de 95% do IQA. Os resultados podem ser observados de forma dinâmica na plataforma Inspectral, disponível aqui.
A Recigases é uma empresa especialista na regeneração de fluidos refrigerantes – substância presente dentro de equipamentos que geram temperaturas baixas, como geladeiras e ar condicionado. Quando essa substância vaza de algum desses aparelhos, elas emitem cerca 1500 a 2000 vezes mais quantidade de Co2 equivalente. Segundo um ranking de 50 ações da Project Drawdown, melhorar a gestão dos fluídos de refrigerante é a quarta iniciativa com maior impacto para reduzir o aquecimento global até 2050, e descartar estes fluidos na atmosfera é considerado crime ambiental pelo IBAMA.
O projeto piloto aconteceu em Ponta Grossa (PR), em um cenário motivado pelo descarte incorreto de botijas de gás (com produto residual liberado na atmosfera) e fornecedor de manutenção contratado sem preocupação ambiental com os refrigerantes.
A startup criou um protótipo denominado EDG – Estação de Destinação de Gases, com ferramentas e equipamentos disponíveis para que o gás possa ser recolhido de forma consciente quando for necessário, um toolkit de usabilidade e um treinamento que tem como objetivo de mudar de forma cultural o pensamento de ‘utilizar, usar e jogar fora’, como forma de introduzir a economia circular no dia-a-dia da sociedade. O processo foi entregue em Ponta Grossa e o projeto deverá ser implementado em breve em outras 06 localidades.
A AfroImpacto é uma escola de afroempreendedorismo com o objetivo de reduzir a desigualdade social, econômica e educacional no cenário do empreendedorismo.
O projeto piloto se deu por uma demanda da Ambev em desenvolver empreendedores negros e negras, e na demanda desses empreendedores, que hoje representam uma parcela de cerca de 40% no Brasil, em se conectar com grandes empresas para impulsionar seus negócios. A partir daí surgiu a plataforma AfroOn, com o intuito de disponibilizar conteúdos e trilhas de conhecimento voltados para a profissionalização dos empreendedores, abordando temas como gestão com recorte racial, negociação com grandes empresas, produção de conteúdo e divulgação online.
Em dois meses no ar, a plataforma recebeu cerca de 130 matrículas e disponibilizou 63 conteúdos entre artigos, vídeos, atividades e e-books – e a plataforma ofereceu a possibilidade de mentores voluntários da AMBEV se conectarem com empreendedores oferecendo bagagem e conhecimento para impulsionar os negócios.
A Aterra é um startup de base tecnológica e sustentável que apoia empresas na criação de um novo mindset de negócios sustentáveis por meio da ressignificação de resíduos.
Os resíduos selecionados para o projeto foram: Lodos de ETEs e Terra infusória, gerados nas fábricas da Ambev. Para ressignificar o descarte desses resíduos, a startup implementou a plataforma e-Aterra uma plataforma web que atua como ferramenta de gestão e marketplace de resíduos nas fábricas de Juatuba e Sete Lagoas (MG), que geram juntas 968 toneladas por mês desses resíduos com um custo de destinação de R$73 mil reais por mês de logística e descarte.
Durante o processo, a startup mapeou novos parceiros e tecnologias possíveis para os resíduos: compostagem, coprocessamento, termo fertilizante e conversão térmica. Dessa forma, eles puderam mapear empresas para destinação final dos resíduos e implementaram a plataforma de marketplace. O Aterro Zero, que tem como objetivo a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade, foi mantido em 100% das tecnologias criadas, três empresas foram homologadas como opção para descarte a redução de custo utilizando a terra infusória como elemento para produção de fertilizante.
A diversidade.io é uma startup que conecta pluralidade e diversidade com vagas de trabalho. Todos os candidatos têm acesso gratuito para incluir seus currículos, independente de raça, idade, orientação sexual ou gênero. No Brasil são mais de 12,8 milhões de donos de negócios negros em território nacional (Pnad/IBGE) e existe uma dor real dos empreendores em lidar com as complexidades dos processos e comunicações das empresas.
A startup criou a Afroempreendedores, uma solução tecnológica para banco de dados que permite que os usuários façam filtros e acompanhem as propostas e possiblita a criação de um ambiente que fomenta a troca entre os empreendores negros e negras de forma gratuita.
Durante o piloto, a plataforma identificou 254 negócios liderados ou fundados por afroempreendedores. Desses, 202 foram aprovados e 52 já estão em análise de curadoria para criação de processos mais robustos, possibilitando acesso, inclusão racial, inclusão de gênero e no fortalecimento de empreendedores para que faturem mais, beneficiando suas famílias e gerando empregos. Conheça a plataforma.
A IQX é uma empresa de base tecnológica que gera impacto socioambiental positivo através do desenvolvimento de aditivos que ressignificam o plástico, viabilizando a reciclagem de embalagens multimateriais, e agregam valor através da inserção de funcionalidades, tais como, proteção antiestática, antiviral e bactericida.
Durante a Aceleração a startup endereçou o seu desafio para desenvolver uma embalagem circular de filme shrink, também denominado bobina plástica termoencolhível – atualmente apenas 2% desse tipo de embalagem são recicláveis na Ambev.
A solução proposta foi a possibilidade de reutilizar a resina pós-consumo nos filmes shrink por meio de processos químicos, mostrando a importância de aditivar uma resina que geralmente durante o processo industrial perde suas principais propriedades e acaba virando cerda para vassoura, para que ela possa ser utilizada novamente e virar um composto importante na lógica da economia circular.
A startup GrowPack participou da edição de 2020 da Aceleradora 100+, mas também esteve no evento para contar as evoluções do piloto, que hoje se tornou uma grande parceria entre a startup e a Ambev.
A startup tem uma tecnologia para produzir embalagens biodegradáveis feitas de resíduos agrícolas, como palha de milho. A Ambev não só investiu na startup no após a participação na Aceleradora100+, como se tornou cliente, escalando a solução nos produtos da marca Colorado.
GrowPack
Startup vencedora e próximos passos:
As startups foram avaliadas por uma banca composta por Augusto Correia, secretário executivo da PPA (Plataforma parceiros pela Amazônia), Anna Aranha, diretora do Quintessa, Carla Crippa, vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Carolina Garcia, diretora Global do Programa 100+, Daniel Serra, gerente de Investimentos e Impacto da Mov Investimentos, Fabio Kestembaum, sócio fundador da Positive Ventures, Jean Jereissati, CEO da Ambev, Priscila Claro, professora do Insper, Renata Weken, diretora de Meio Ambiente da Ambev, Rodrigo Maldonaldo, gerente geral da Pepsi&Co e Rodrigo Figueiredo vice-presidente de Sustentabilidade da Ambev.
Na foto – Nariane Bernardo – COO & co-founder da Inspectral e Alisson Fernando Coelho do Carmo – CEO & co-founder da Inspectral
A startup vencedora do Brasil e da América do Sul foi a Inspectral, recebendo um prêmio de R$100 mil e a participação no Programa Global 100+ Accelerator e até USD 100.000 para implementação do piloto. De forma excepcional, duas startups ganharam em segundo lugar o valor de R$30.000,00 para impulsionar seus negócios. As escolhidas foram: Água Camelo e Afroimpacto.