Categoria: Startups de Impacto

  • Primeiro encontro presencial do BNDES Garagem 2024 promove intercâmbio, mentorias e parcerias estratégicas para fortalecer negócios de impacto

    Primeiro encontro presencial do BNDES Garagem 2024 promove intercâmbio, mentorias e parcerias estratégicas para fortalecer negócios de impacto

    O primeiro encontro presencial do BNDES Garagem 2024 chegou ao fim, deixando um saldo valioso de aprendizados e conexões. Entre os dias 28 e 30 de janeiro, startups e representantes dos setores público e privado participaram de três dias intensos de intercâmbio e palestras, além de uma agenda dinâmica repleta de mentorias, speed meetings e atividades interativas. O evento reuniu mais de 90 representantes dos 50 negócios selecionados para a fase 2 do programa na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, impulsionando conexões entre empreendedores, parceiros e possíveis clientes do ecossistema de impacto. 

    O encontro começou com uma visão 360º do ecossistema de inovação aberta, sob a perspectiva do setor público. O superintendente de Mercado de Capitais do BNDES, Marcelo Marcolino, deu as boas-vindas aos empreendedores, destacando a relevância dos negócios de impacto para a instituição. “A pauta ESG sempre esteve no DNA do banco. Sempre nos preocupamos com a pauta ambiental, sempre promovemos a pauta social e de governança”, afirmou. 

    No mesmo dia, Lucas Ramalho, diretor de Novas Economias no Ministério da Indústria e Comércio do governo federal, ressaltou o papel da Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto) e a importância do empreendedorismo para a geração de renda e emprego, elementos essenciais para a transformação do país. “O Brasil tem que se posicionar como um bioestado, com uma economia pautada pelos biocombustíveis, bioativos e bioinsumos, assumindo a liderança das pautas ambiental e climática”, afirmou.

    Na quarta-feira, 29, os empreendedores tiveram a  oportunidade  de fazer conexão com outros negócios, além de interagir com gestores da iniciativa privada e representantes de institutos e fundações. Pela manhã, uma série de painéis setoriais conduzidos por especialistas ofereceu uma visão abrangente sobre desafios e oportunidades nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e descarbonização, sempre com foco em impacto. À tarde, uma rodada de encontros individuais reuniu empreendedores e representantes de mais de 20 empresas e instituições em speed meetings, criando um ambiente propício para diálogos estratégicos e novas oportunidades de negócios.

    Foco de atuação da maioria dos negócios selecionados para o ciclo 2024, a pauta ambiental foi um dos temas em destaque no evento presencial. Em um dos painéis setoriais, representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMADC), da Climate Ventures e da Embrapa apresentaram alguns dos assuntos em pauta na esfera federal, como o desenvolvimento de taxonomias para a definição de parâmetros de sustentabilidade e de critérios para acesso ao crédito rural, e a Estratégia Nacional de Bioeconomia, decreto que irá viabilizar a regulamentação dos pagamentos por serviços ambientais. Ambas as iniciativas têm o potencial de transformar desafios ambientais em novas oportunidades de negócios sustentáveis para os empreendedores de impacto.  

    As apresentações temáticas foram intercaladas com dinâmicas de grupo e sessões individuais, permitindo que cada startup recebesse apoio personalizado em sua jornada de aceleração. “Durante esse processo, buscamos criar conexões estratégicas para que os empreendedores possam refinar seus produtos e serviços, ampliando suas oportunidades de negociação com grandes empresas e o setor público. Nosso objetivo é que esses negócios cresçam e prosperem”, destaca Anna de Souza Aranha, co-CEO da Quintessa.

    No último dia do evento, os empreendedores participaram de duas apresentações sobre diversidade e inclusão, onde conheceram as inspiradoras trajetórias de duas mulheres negras que transformaram desafios em oportunidades de impacto. Priscila Salgado, co-criadora e líder de diversos programas pioneiros de inclusão, equidade e igualdade racial em diversas empresas do país, como Magalu e 99Jobs. Já Dione Assis, advogada especializada em reestruturação empresarial, fundou a Black Sisters in Law, uma rede com mais de cinco mil profissionais negras que oferece serviços jurídicos de alto impacto para grandes corporações. “Uma mulher negra que se movimenta, é uma casa inteira que se movimenta e se transforma”, conclui Dione.

    Vindos de todas as regiões do país, os empreendedores celebraram a diversidade e a qualidade dos encontros realizados ao longo dos três dias de evento. Para Lucas Arthur, representante da Telavita – startup que desenvolve uma ferramenta de autoavaliação da saúde emocional e oferece uma jornada de cuidado –, o encontro foi uma oportunidade única para ampliar conexões e enriquecer estratégias. “Foram dias super ricos de conexão, troca de informação, muito enriquecimento da nossa estratégia. Estou muito  feliz de participar do programa e muito empolgado com o que vem pela frente, na segunda fase do BNDES Garagem”, afirma Lucas Arthur, líder do negócio.

    Sobre o programa: 

    O BNDES Garagem é o programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que fomenta as bases de desenvolvimento sustentável de negócios de impacto ao apoiar ações empreendedoras em todo o Brasil.

    Na segunda fase da edição 2024 do programa, os 50 negócios selecionados – 25 de criação e 25 de tração – receberão acompanhamento individual e acesso a especialistas e suporte da equipe da aceleradora para destravar desafios para aprimoramento do negócio. 

    Até abril, acontecerão uma série de workshops, acompanhamentos individuais, rodadas de negócio com o mercado, mediadas pelo programa, e encontros, presenciais e remotos, para apoio no desenvolvimento das estratégias do seu negócio. 

    Ao final do ciclo, dez startups que se destacarem participarão do Demoday e concorrerão a prêmios. 

  • Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa

    Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa

    Nos últimos três anos – o Quintessa opera e coordena o 100+ Labs, programa de inovação aberta da Ambev – que tem como objetivo desenvolver e implementar soluções socioambientais de startups de impacto nas temáticas de: Agricultura Sustentável; Amazônia; Diversidade e Inclusão; Ecossistema Empreendedor; Embalagem Circular; Gestão de Água; Mudanças Climáticas e Responsabilidade Socioambiental na Cadeia de Suprimentos.

    Durante esse período, o programa implementou cerca de 24 pilotos, facilitou mais de 70 conexões entre negócios e parceiros em cada edição, mobilizou e acompanhou o envolvimento de cerca de 9 parceiros por edição, além de gerar resultados significativos para a operação da Ambev.

    Um exemplo é a startup TRC Sustentável, que participou da edição 2021/2022 do programa e oferece soluções de gestão inteligente de água por meio de inteligência artificial nos pontos de venda e centros de distribuição da Ambev. Durante o piloto, foi possível economizar 1,5 milhão de litros de água, representando uma redução média de 40% e gerando cerca de R$ 70 mil em economia em apenas 4 meses.

    Para conhecer outros cases do Programa, acesse:

    A edição de 2023:

    O encerramento da 5ª edição do programa aconteceu na última segunda-feira (25) no Cubo em São Paulo – a edição contou com mais de 240 startups inscritas, 22 startups selecionadas e 7 pilotos implementados no programa ao longo de 05 meses.

    O programa acontece num momento em que o investimento de grandes empresas atuando em inovação aberta cresce no Brasil. Segundo o Ranking TOP Open Corps 2023, o investimento total foi de R$ 6,4 bilhões, considerando o período de julho de 2022 a junho de 2023 – a Ambev lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo como empresa que mais se relaciona com o ecossistema de startups.

    “Um dos principais objetivos da companhia é crescer de forma compartilhada e promover a inclusão produtiva de todo o nosso ecossistema. São enormes os desafios ambientais que enfrentamos todos os dias e essa união nos garante olharmos para o melhor horizonte e colocarmos em prática iniciativas reais, que fazem a diferença para o meio ambiente e para a sociedade como um todo”, comenta Lisa Lieberbaum, Head de Sustentabilidade da Ambev.

    Durante o Demoday, as sete startups da edição 2023/2024 que implementaram os seus pilotos na operação da Ambev puderam apresentar os principais avanços e resultados gerados:

    Objetivo do piloto:

    Ceres Seeding: Validação comparativa do plantio utilizando drones para restauração e monitoramento de recuperação de florestas.

    Resultado:
    A utilização de drones para operações de plantio demonstrou ser um método com resultados satisfatórios quando comparados com os métodos tradicionais (muvuca). O projeto foi implementado em duas áreas com 1 hectare cada. Enquanto o plantio convencional requer a presença de cinco operadores, o plantio remoto via drones só necessita de dois operadores. Além disso, o plantio automatizado por drones alcança um rendimento operacional total em apenas quatro horas, contrastando com as seis horas necessárias no método tradicional. Essa diferença resulta em uma economia significativa de tempo de trabalho por hectare, equivalente a uma economia de 20%, ou aproximadamente R$ 4.555,00 por hectare, quando se opta pelo plantio via drones. Esses resultados podem ser ainda mais promissores em projetos de maior escala.

    Açaí Maps: Software de gestão agrícola da cadeia produtiva de Açaí e Guaraná na Amazônia.

    Resultado:
    Após a implementação do piloto em 28 propriedades, os últimos resultados indicam que a plataforma pode gerar um potencial aumento da produtividade e qualidade do Guaraná pela otimização do uso de insumos e recursos.

    Plure: Processo seletivo de 35 mulheres negras nas vagas de operação fabril e representante de vendas.

    Resultado:
    O processo seletivo do projeto piloto atraiu 513 inscrições, dessas 343 foram aprovadas de acordo com os pré-requisitos definidos e receberam o acesso à plataforma de aprendizagem da Plure para se preparar para o processo seletivo. A plataforma, primeira de preparação para processos seletivos para mulheres, gerou um banco de 60 candidatas entregues que estão participando de processos seletivos da Ambev e algumas já foram incluídas no mercado de trabalho em outras empresas. Além disso, também foram entregues à Ambev 97 candidatas extras dentro do perfil de mulheres não-negras para preenchimento de outras vagas.

    Squair: Monitorar o consumo de energia de ar condicionados e câmaras frias nos CDDs de Mauá e Litoral

    Resultado:
    Os resultados do monitoramento realizado no centro da Ambev em Cubatão, São Paulo resultaram em uma economia mensal de R$2.688,13, acompanhada por uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 1,75 toneladas por ano. Em relação à implementação nos sistemas de ar-condicionado na Ambev, a economia mensal alcançada foi de R$459,00, com uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 0,21 toneladas ao ano.
    Ao longo de um ano, estima-se uma economia total de R$37.765,56, além de uma redução significativa de 1,96 toneladas de emissões de CO2 anualmente.
    Esses resultados são possíveis graças à manutenção da temperatura ideal e segura das câmaras, garantida pela sincronização inteligente e eficiente dos compressores, que também otimizam o consumo de energia.

    Gedanken: Criação de um padrão automatizado para a avaliação de fornecedores em métricas ESG

    Resultado:
    A plataforma possui um custo de 90% abaixo das plataformas internacionais e foi implementada em dois fornecedores; Ambev e Pepsico, que resultou um NPS de 100%, além de uma alta adesão com time dos fornecedores, batendo 63% de adesão com a Pepsico e 60% com a Ambev superando a estimativa de 50% de adesão, com um tempo de resposta de 20 dias após a comunicação.

    Eat Typcal: Produção de proteína de micélio, um novo ingrediente para indústria de alimentos, a partir da levedura residual do processo de fermentação de cerveja.

    Resultado:
    Os resultados do piloto com a Ambev tiveram um aumento significativo de 64% na produção de biomassa fresca, redução de mais de 50% no custo de produção e uma melhora na composição nutricional usando o micélio, diminuindo 20% carboidratos e ganhando mais 6% de proteínas e 25% mais fibras. Mostrando que a Ambev pode desempenhar um papel central na aceleração da indústria de alimentos, ao mesmo tempo que contribui para economia circular com o upcycling alimentar de co-produtos.

    Apoena: Uso de aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota Ambev em São Luís(/MA).

    Resultado:
    Durante 2 meses de piloto no Maranhão (São Luis) foi utilizado o aditivo em 6 veículos da distribuição urbanos na da Ambev. Desses, foi identificado resultado positivo em 83% dos veículos.
    Os resultados preliminares apresentam redução potencial de até 8% no consumo de combustível e 8% na redução das emissões, o que dentro do piloto representaria uma economia de aproximadamente R$6 Mil reais em combustível.
    Além de gerar impacto social com a compra direta de 8 famílias, combater o trabalho infantil, praticar preço justo e a replicabilidade do projeto para outras regiões e estados.

    Após avaliação da banca sobre as soluções apresentadas, os jurados enfatizaram que as sete startups se destacaram pela consistência, mensurabilidade e pelo alinhamento com os propósitos da empresa.

    Além disso, durante o processo de premiação, a startup Apoena foi reconhecida em primeiro lugar, recebendo um prêmio de R$50.000,00, enquanto a Plure ficou em segundo lugar, com um prêmio de R$30.000,00. Essa iniciativa reforça o compromisso da Ambev em valorizar e investir em soluções sustentáveis e inovadoras.

    “O Programa 100+ Labs é um exemplo de como a inovação aberta pode impulsionar a sustentabilidade corporativa. Trabalhar ao lado da Ambev, PPA e parceiros para identificar e apoiar startups de impacto que abordam desafios cruciais é uma oportunidade única de catalisar mudanças significativas. Estamos orgulhosos de liderar esse esforço em parceria com a Ambev e testemunhar os resultados tangíveis que surgem dessa colaboração”, declara Máercio Diogo, líder de projetos do Quintessa.

    O 100+Labs é liderado pela Ambev e co-realizado pela USAID e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), em parceria com Pepsico Unilever, é executado pelo Quintessa, e ainda tem apoio do Valgroup e Ball, e conta com apoio institucional da Libra Brading e Un Global Compact Rede Brasil.

  • Demoday Potências do Programa Nossa Parte pela Educação iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa

    Demoday Potências do Programa Nossa Parte pela Educação iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa

    O Demo Day – Potências, realizado no dia 08 de fevereiro em São Paulo reuniu oito startups que foram aceleradas ao longo de 2023 e início de 2024 pelo projeto Nossa Parte pela Educação, iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa, que tem como objetivo enfrentar os desafios relativos à educação básica, para jovens e adultos nas comunidades por meio de soluções inovadoras que promovam a recuperação socioeconômica em mundo pós-pandêmico.

    Com a abertura da diretora executiva do Instituto BRF, Raquel Ogando, o encontro contou com apresentações e mesas de discussões sobre temas relacionados à educação e filantropia. Participaram também do evento Gabriel Gandara, gerente de New Ventures e Inovação da BRF, Carine Jesus, gerente de Controladoria da Fundação Matia Cecília Souto Vidigal, e Greta Salvi, diretora nacional da Latimpacto.

    Os representantes das oito startups selecionadas pelo programa abordaram os problemas identificados e  apresentaram suas soluções inovadoras, como por exemplo: empregabilidade para pessoas neuro divergentes, estresse em sala de aula; dificuldades em se concentrar durante os estudos; e resoluções em problemas matemáticos. 

    As startups são: Afroimpacto, Mindkids, Obará Edutech, Repeduca, Stardust Zone, Tecnolokid, Trilha Edu, e Zeka Educação. Essas soluções foram aceleradas e emergem como potências, prontas para impactar positivamente o cenário educacional. Com o apoio de mentores especializados da BRF e do Quintessa, elas não apenas desenvolveram suas soluções, mas também consolidaram seus propósitos e cresceram exponencialmente no último ano.

    O programa Nossa Parte pela Educação integra a frente “Educação para o Futuro”, do Instituto BRF em Parceria com o Quintessa e representa o compromisso do Instituto em enfrentar os desafios educacionais de nossa sociedade.

    Acesse o link e saiba mais sobre o programa Nossa Parte Pela Educação

  • Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Após 8 meses de imersão o demoday marcou o encerramento da terceira edição do programa Irani Labs com foco em temáticas ESG, realizado em parceria com o Quintessa. 

    Às startups apresentaram os projetos pilotos de suas soluções junto à Irani, executados a partir das provas de conceito (POCs), o programa contou com mais 70 startups inscritas, 12 negócios selecionados e 7 vencedoras.

    O programa acredita que esforços conjuntos alavancam bons resultados em prol do impacto socioambiental positivo, além de gerar valor estratégico para outras companhias. Por isso, pela primeira vez, o Irani Labs contou com a participação da BASF, iFood e Mercado Livre como parceiros institucionais da edição.

    Fabiano Alves Oliveira, diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, afirma que as sete startups se destacaram pelas soluções, produtos e serviços com elevado impacto na sociedade, de forma ampla, consistente e mensurável, de forma muito alinhada com os propósitos da companhia. 

    “O Irani Labs, programa de inovação aberta para conexão com startups, busca o desenvolvimento de soluções sustentáveis. A cada edição, fortalecemos nosso compromisso de construir relações de valor por meio do compartilhamento de conhecimento”, ressalta o executivo.

    Para Fabiano Oliveira, a parceria entre Irani e Quintessa reflete a crença da companhia na essência da inovação aberta, onde o princípio ganha-ganha entre empresa e startup prevalece. 

    “Enquanto as startups podem comprovar a eficácia das suas soluções de impacto por meio da implementação dos pilotos, com perspectiva de faturarem e consolidarem uma parceria estratégica com a Irani, a empresa garante a entrega de resultados que estão alinhados com sua estratégia ESG”, acrescenta Anna de Souza Aranha, co-CEO da Quintessa.

    Os 7 negócios selecionados para a fase 2 apoiam a Irani a atingir três compromissos em ESG além de inovar com embalagens sustentáveis;

    Embalagens sustentáveis: Os projetos desenvolvem novos produtos, materiais e barreiras.

    • Nathural Chemical: desenvolve impermeabilizantes recicláveis, biodegradáveis e compostáveis para embalagens.
    • Magma (grenshield): desenvolve papel barreira repolpável, dentre outros produtos

    Mudanças climáticas: O projeto de descarbonização, aumenta em 20% o saldo positivo entre emissões e remoções dos Gases de Efeito Estufa (GGE).

    • Quanticum: mapeia potencial agronômico e ambiental com base em nanopartículas naturais da terra. 
    • Bioflore: Desenvolve plataformas digitais para gestão e monitoramento das ações de conservação e restauração florestal.

    Resíduos: Prevê zerar o envio de resíduos, não perigosos, para aterro.

    • Nanobot: Oferece um equipamento gerador de nanobolhas que infunde gases na água para melhorar o sistema de tratamento.
    • Tamoios Tecnologia: desenvolve embalagens com biocompósitos de celulose.

    Diversidade & Comunidade do entorno: Impacta 40% de mulheres no quadro funcional e 50% de mulheres em cargos de liderança.

    • Se Candidate Mulher!: Insere mulheres no mercado de trabalho por meio do engajamento na candidatura e no preparo das aplicantes e ações afirmativas junto às empresas.

    Esta terceira edição do programa Irani Labs com foco em ESG gerou  resultados expressivos para a Irani;

    01. Como toda sua área nativa foi mapeada com tecnologias inovadoras, entregando mais confiabilidade nos dados de estoque de carbono estimado inicialmente em + 8 milhões de tC totais (abaixo e acima do solo);

    02. O lodo da Irani foi utilizado no desenvolvimento de um novo produto para substituição do plástico no seu viveiro. 4 mil tubetes biodegradáveis produzidos e com ótimos resultados. Potencial de uso de 120 ton de lodo e retirada de 120 ton de plástico da operação anual com a escala, somada a redução de custos operacionais;

    03. Efluente de Indaiatuba tratado por 8 dias com tecnologia de nanobolhas de Ozônio reduzindo os parâmetros de VOCs de 70% a 100%. Esses resultados abrem novas oportunidades de uso do resíduo;

    04. Duas novas barreiras de papel testadas e aprovadas nos primeiros parâmetros, possibilitando análise da entrada da Irani em novos mercados (papel stretch, copos ou canudos de papel).

    O programa Irani Labs ESG trouxe não apenas soluções inovadoras para a Irani, como também apoiou no desenvolvimento das startups selecionadas, com workshops de construção de piloto abordando boas práticas e ferramentas, encontros com sponsors, além de um Intensive Learning de capacitação em gestão com temáticas votadas pelos empreendedores: priorização de mercado, diferencial competitivo e ida a mercado.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono

    Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono

    Inovação, sustentabilidade e a busca contínua por soluções que contribuem com um futuro mais verde movem o Fundo Vale. Prova disso, foi o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono, realizado em parceria com o Quintessa, que selecionou e acelerou cinco negócios e iniciativas que atuam com soluções inovadoras no ecossistema de carbono.  

    Após seis meses de imersão, o demoday (realizado no dia 29 de setembro, no Cubo Itaú, em São Paulo) marcou o encerramento do programa, com networkings estratéticos e pitches empolgantes sobre como a aceleração contribuiu para cada startup selecionada, mostrando os principais resultados alcançados pelos empreendedores. 

    Além disso, foi apresentada a prévia do Mapeamento de Negócios de Carbono, desenvolvido pelo Fundo Vale em parceria com o Pipe Social, compartilhando insights sobre a evolução desse mercado no Brasil, bem como conceitos e resultados. O objetivo foi mapear as informações sobre o ecossistema, explorando a maturidade dos negócios do setor. 

    “O ecossistema de crédito de carbono é muito novo no Brasil, por isso as soluções ainda precisam de apoio para ter maturidade suficiente para atender à larga escala que o mercado necessita. Vimos também, a partir do programa, que a academia tem muita tecnologia com potencial para gerar inovação nesse mercado, como a Quanticum e a Inspectral, que são spin-offs acadêmicas, nos mostraram. Chegamos, agora, ao fim do programa, com diversas conexões de valor geradas entre os empreendedores e os atores do ecossistema por meio do programa, reforçando ainda mais a estratégia do Fundo Vale de atuar em coalizões!”  Lucas Folgado – Consultor de Inovação do Fundo Vale

    Em paralelo, também foi abordada, durante o evento, a atuação em Inovação Aberta do Fundo Vale na agenda de carbono de impacto e florestal, no intuito de fomentar as conexões de valor entre os atores dos ecossistemas de inovação, financeiro e florestal. 

    Sobre o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono 

    O programa teve como objetivo impulsionar soluções de impacto socioambiental positivo que fortaleçam uma economia sustentável, justa, inclusiva e carbono zero. Assim, em um primeiro momento, o Quintesa conduziu o processo de seleção, em que houve 239 inscrições. A partir daí, entrevistamos 20 iniciativas, 11 participaram do pitch day (última etapa da seleção) e 5 foram selecionadas. 
     
    Buscamos negócios/iniciativas que tinham soluções ou interesse em adaptar soluções para os seguintes desafios: 

    INDIRETO DIRETO 
    Refere-se às soluções que atuem ao longo da cadeia agroflorestal, indiretamente impactando o carbono Refere-se às soluções que tragam benefícios de forma direta ao mercado de carbono, desde a originação, nas diversas etapas do ciclo de desenvolvimento e monitoramento de um projeto. 
    Fornecimento de insumos para sistemas agroflorestais Monitoramento de projetos de créditos de carbono 
    Formação técnica para atores da cadeia do carbono Gestão de projetos de crédito de carbono 
    Comercialização de produtos agroflorestais Financiamento de projetos de crédito de carbono 
    Garantia da posse e do uso da terra Acesso ao mercado de carbono 
     Redução de risco de projetos de crédito de carbono 

    Dentro dessa linha, em abril, iniciamos a aceleração dos negócios com atividades de validação do modelo de negócio e/ou da solução desenvolvida pelo negócio/iniciativa. As cinco empresas selecionadas contaram com mentorias, treinamentos/palestras/workshops e ferramentas para ajudar no desenvolvimento do negócio.  
     
    Em setembro, no demoday, foi o momento de conclusão, celebração e conexão do programa com os participantes, parceiros estratégicos e realizadores dessa edição. 

    Para Fabiana Goulart, sócia e líder de projetos no Quintessa, os gargalos para a geração e comercialização de carbono agroflorestal no Brasil são diversos, e existem poucas soluções maduras para resolver esses desafios em escala. “Foi um grande privilégio acompanhar o desenvolvimento das empresas selecionadas pelo programa Desafios Floresta & Clima, iniciativa desenhada para apoiar os negócios a diagnosticar seus principais gargalos de gestão, priorizar e resolver os problemas mais urgentes e aproveitar de rede de parceiros do programa para testar e validar soluções”, enfatiza.  
     
    “Ver as startups saindo com uma gestão mais robusta e com boas perspectivas comerciais de soluções prototipadas no programa é o nosso grande motivo de celebração.” Fabiana Goulart 

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    Os resultados são inspiradores! Conheça a história das startups participantes que estão fazendo a diferença no combate às mudanças climáticas: 

    UGM | Umgrauemeio 

    Startup inovadora dentro do mercado de monitoramento de incêndios. O software Pantera possui diversos módulos, compondo uma solução completa que atua desde a prevenção de incêndios até a identificação, gestão e análise dos impactos gerados. Desde 2016, atua com bastante presença em áreas produtivas do agronegócio, e o programa possibilitou melhor entendimento e adaptação do sistema para o mercado de carbono e de proteção ambiental – resultando no início de quatro trials que monitoram mais de 1 MM de hectares. Além disso, a aceleração teve atuação importante na estruturação de temáticas de gestão – como financeiro e precificação – da empresa, resultando em robustez gerencial e maior confiança para possíveis investidores. Por fim, ao longo do programa, a Umgrauemeio foi a vencedora do desafio de startups no Brazil Climate Summit, em Nova York. 
     
    Quanticum 

    A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e para a eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, desde o planejamento do cultivo até a colheita. Em segundo lugar, tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono e, assim, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. A aceleração promoveu a introdução da Quanticum no setor agroflorestal, sendo premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais.  
     
    Eccaplan (Carbon Fair) 

    Marketplace de créditos de carbono que democratiza o acesso ao mercado para pequenos e médios projetos socioambientais. Por meio da plataforma, os projetos aumentam a liquidez de seus créditos e as empresas realizam a gestão de seu inventário de emissões e a compensação de suas emissões. A aceleração da Carbon Fair resultou no aprimorando de sua proposta de valor para compradores de créditos de carbono e na validação da viabilidade financeira e operacional para que pequenos e médios projetos socioambientais sejam remunerados pelos serviços ambientais que prestam. 
     
    Inspectral 

    Uma startup que tem sua origem na academia, trazendo uma solução de monitoramento ambiental remoto, inicialmente com foco na qualidade da água. Com o desenvolvimento da tecnologia, percebeu-se a necessidade do monitoramento remoto de outras verticais ambientais, como florestas e agricultura. A alta acurácia para as análises de qualidade da água, 93%, fez com que a Inspectral adaptasse seus algoritmos para a realização de análises florestais. Durante a aceleração, exploramos mercado de monitoramento remoto de florestas e construímos o ICP para melhor assertividade na ida ao mercado com esse novo produto.   

    Sintrópica Capital Natural

    Solução de ponta a ponta para pagamento por serviços ambientais. Seu principal produto é a estruturação, emissão e monitoramento de CPR-Verde. A Sintrópica desenhou 4 arranjos de PSA utilizando CPR-Verde: restauração, biodiversidade, conservação e saúde do solo. Durante a aceleração, exploramos os diferentes atores desse arranjo, como instituições financeiras, empresas de bioinsumos e de restauração florestal e atores de fomento ao ecossistema, para construirmos um produto que atendesse a todos os atores envolvidos. 

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  • Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição. 

    Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração. 

    “Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev. 

    Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.

    Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua  internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.

    “Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.

    “Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular,  preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.

    Entre os negócios selecionados estão: 

    Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável

    ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável

    Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável

    PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável

    Açaí MAPS – Categoria Amazônia

    Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia

    Braziliando – Categoria Amazônia

    Deveras Amazônia  – Categoria Amazônia

    DINAM – Categoria Amazônia

    Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia

    HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão

    PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão

    Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão

    Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor

    BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular

    Mush –  Categoria Embalagem Circular

    Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular

    Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água

    NeoWater – Categoria Gestão de Água

    Octa –  Categoria Mudanças Climáticas

    SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas

    Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos

    Sobre o Programa 100+ Labs Brasil 

    A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.

    Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros. 

    De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS. 

    Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+  teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.

  • Startup brasileira acelerada pelo Quintessa é premiada pelo setor florestal por desenvolver tecnologia inovadora para análise de solos

    Startup brasileira acelerada pelo Quintessa é premiada pelo setor florestal por desenvolver tecnologia inovadora para análise de solos

    A Quanticum, uma empresa de base tecnológica fundada por especialistas em Agronomia e Ciência Agrárias, comemora o sucesso de sua inovadora tecnologia de análise de solos no setor florestal. Com seu primeiro projetos no setor florestal no final de 2022, e há menos de 4 meses intensificando sua operação no setor, a empresa foi premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais, em reconhecimento ao seu trabalho na promoção de produtividade, eficiência de custos e mensuração de carbono no solo e serviços ecossistêmicos.

    A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, permitindo que produtores e agricultores tomem decisões mais embasadas com base no verdadeiro potencial natural do solo em todas as etapas do processo de produção, desde o planejamento do cultivo até a colheita .

    Além disso, a tecnologia da Quanticum tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono presente no solo e, com base nesses dados baseados em evidências científicas, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. Essa abordagem é especialmente relevante em um contexto em que a questão da sustentabilidade e mitigação da emergência climática assume um papel central na agenda mundial, além da necessidade de tropicalização de metodologias baseadas em evidências concretas para a realidade brasileira. Produtores florestais, empresas e apoiadores das soluções da natureza agora têm a possibilidade de alcançar a neutralidade de carbono (net zero) em suas florestas plantadas e áreas de preservação ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável. 

    O projeto ganhou robustez e relevância na agenda florestal ao iniciar sua jornada nos programas de aceleração de Fundo Vale e de pilotos pela Irani. Ambos os programas são realizados em parceria com o Quintessa, aceleradora de impacto pioneira em programas de inovação aberta no Brasil.

    “O Quintessa tem sido uma peça fundamental para o desenvolvimento da Quanticum em sua jornada rumo ao setor florestal. A participação do Quintessa, e o pioneirismo de Fundo Vale e Irani, tem sido um fator decisivo para a incorporação da tecnologia de análise de solos da Quanticum no setor florestal, abrindo portas para oportunidades e parcerias significativas”, afirma Diego Siqueira, CEO da Quanticum. 

    “O objetivo da aceleração com a Quanticum era expandir a atuação da empresa para outros mercados, especialmente o agroflorestal. A empresa já se destacava no setor agrícola e, após uma série de escutas de mercado, conexões com potenciais clientes e mentorias, iniciou testes com organizações relevantes do setor florestal”, afirma Gabriel Costa, gestor de Projetos no Quintessa, 

    Um dos destaques da abordagem inovadora da Quanticum é a geração de mais de 30 parâmetros do potencial agronômico e vulnerabilidades ambientais do solo por meio de suas análises. Esses dados são cruciais para orientar a tomada de decisões eficazes em todas as fases da produção agrícola, proporcionando aos produtores informações valiosas para maximizar seus rendimentos e operações de maneira sustentável.

    A consolidação da Quanticum no setor agrícola, especialmente em culturas de café, cana-de-açúcar e grãos, é resultado de sua dedicação à excelência tecnológica e ao compromisso em fornecer soluções inovadoras para as necessidades do mercado, especialmente promover a inclusão tecnológica dos produtores e produtoras de forma humanizada.

    A Quanticum não apenas demonstra sua capacidade de inovação no setor florestal, mas também comercializa os direitos de uso de sua tecnologia para outras empresas, cooperativas e laboratórios, reforçando seu compromisso em contribuir com o desenvolvimento sustentável e produtivo da agricultura, do meio ambiente e transformações com base no conhecimento.

  • Quintessa mapeia 192 startups para resolver questão energética no Brasil

    Quintessa mapeia 192 startups para resolver questão energética no Brasil

    O Brasil enfrenta a sua pior crise hídrica dos últimos 91 anos. O cenário se deve muito em decorrência das mudanças climáticas, que se intensifica pelos números recordes de desmatamento e queimadas e queima de combustíveis fósseis, além, é claro, da falta de chuva, deixando reservatórios das hidrelétricas vazios. Somado isso ao aumento da demanda de energia na retomada econômica do país, e mundial, estamos cada vez mais próximos de viver novamente apagões energéticos.

    Pensando neste cenário, o Quintessa realizou um estudo que traz 194 startups brasileiras que podem ajudar a resolver a questão energética do país.

    Aceleradora de impacto pioneira no Brasil, o Quintessa já impulsionou o crescimento de mais de 250 startups de impacto e mapeou mais de 4,5 mil, sendo que 190 destas têm grande potencial em atuar em três frentes urgentes e necessárias: uso de fontes renováveis, eficiência energética, monitoramento e gerenciamento de energia.

    Grande parte das startups mapeadas têm capacidade de auxiliar a indústria privada e setores públicos na melhor utilização de recursos energéticos, na oferta de energias renováveis, além de ajudar a entender possíveis e melhores cenários. 

    São 100 startups com foco em energia solar, o que demonstra a força e crescente demanda por essa fonte e pela necessidade de diversificação da matriz brasileira, ainda muito dependente da fonte hidrelétrica, como mostra o levantamento da ANEEL/ABISOLAR, de 2021:

    Além de ser uma fonte limpa, a energia solar também gera impacto social, sendo geradora dos chamados ‘empregos verdes’ e se apresentando como uma alternativa em termos de acesso e viabilidade para quem ainda não a têm, e também para a grande parte dos brasileiros que está sendo impactada com o aumento da conta de luz. É o caso da Revolusolar, que instala placas fotovoltaicas em comunidades cariocas, e a  Litro de Luz, que está levando energia para muitas comunidades remotas no Brasil e já faz parcerias com diferentes empresas.

    Já no campo da energia eólica, que representa quase 10% da matriz brasileira, foi encontrada somente uma startup, mas alguns negócios que oferecem assinatura de energia limpa incluem a eólica entre as fontes possíveis.

    20% das startups estão focadas em eficiência energética, ou seja, em otimizar a geração de energia utilizando menos recursos naturais ou custos. Alguns exemplos são soluções que se acoplam a chuveiros para aquecer a água gastando menos energia, ou como a Energia das Coisas, que monitora todos os equipamentos eletrônicos e propõe planos para economia de energia. Neste mesmo sentido, há 21 (11%) especializadas em gerenciamento de energia para empresas ou indústrias, que conseguem entender as necessidades e apresentar as melhores soluções em energia limpa.

    Outro exemplo é a startup Lemon Energia, que desenvolveu um sistema que conecta PMEs e geradoras de energia eólica, solar ou de biogás. Desta forma, é possível que comércios e donos de estabelecimentos contratem eletricidade diretamente de um fornecedor, assim permitindo negociar preços mais baixos e ainda sabendo que consumirá energia de uma fonte limpa.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, explica a importância de a indústria olhar para Startups que possam contribuir com problemas que possam resolver muitos dos problemas energéticos do país. “Milhares de pessoas estão envolvidas em projetos que buscam soluções para muitos problemas da sociedade e do meio ambiente e com a eficiência energética não é diferente, essas 192 startups podem oferecer oportunidades de melhora em gargalos de sustentabilidade que grandes empresas possuem, sendo potenciais parceiras de negócios e fornecedoras para aquelas que, na linha de atuação ESG [ambiental, social e governança], fizeram compromissos em redução de emissão de gases que afetam as mudanças climáticas – além de auxiliarem na redução de custos a médio prazo”, diz Aranha.

    O estudo do Quintessa também demonstra que há Startups com este intuito espalhadas pelo Brasil, mas, a maioria está no Sudeste, especificamente em São Paulo (40%), seguido de Minas Gerais (15%) e Rio de Janeiro (10%). Esse padrão é comum para qualquer segmento, dado que a região concentra a maior base de startups e empresas do país, além de concentrar a maior parte da produção de energia. Vale o destaque para Minas Gerais, que concentra 20% da produção de energia solar do Brasil, e por isso conta com mais da metade das startups do estado neste segmento (15 no total).

    Ainda neste viés de estudos, a Agência Internacional de Energia produziu relatório em outubro de 2020 afirmando que os investimentos em projetos energéticos descarbonizados devem triplicar em dez anos para (alcançar) a neutralidade de carbono em 2050, ou seja, o tema não poderia estar mais próximo da COP 26.

    “Mais do que aumentar a capacidade produtiva e resolver os problemas de energia de suas companhias, os empresários precisam entender a importância disso tudo perante a sociedade. Buscar alternativas aos combustíveis fósseis e hidrelétrico não é uma opção, é uma obrigação de todos”, afirma a diretora do Quintessa.