Categoria: Cases

  • Adyen Accelerator 2024: impacto positivo e inovação como forma de fortalecer corporações

    Adyen Accelerator 2024: impacto positivo e inovação como forma de fortalecer corporações

    Empreender  e impulsionar negócios inovadores: esses foram os objetivos que nortearam a segunda edição nacional do Adyen Accelerator, realizado em outubro de 2024 pela parceria firmada entre Adyen e Quintessa.  Neste ano, exclusivamente sediado no Brasil, o programa reafirmou seu papel como uma plataforma de transformação, conectando negócios de impacto socioambiental com mentores, ferramentas e oportunidades estratégicas.

    Ao longo de uma semana intensiva, realizada entre os dias 21 e 25 de outubro, o Adyen Accelerator reuniu startups, investidores e especialistas em um ambiente dinâmico e colaborativo. A iniciativa não apenas gerou resultados expressivos para as 10 startups aceleradas, mas também trouxe impactos diretos para a própria Adyen, fortalecendo sua cultura de inovação e reforçando seu posicionamento como uma empresa comprometida com responsabilidade socioambiental e inovação sustentável.

    Impactos concretos: transformações para startups e para a Adyen

    O Adyen Accelerator foi desenhado para potencializar negócios de impacto, e os resultados confirmam sua efetividade: durante a semana de aceleração as startups participantes experimentaram um avanço médio de 36% em sua maturidade operacional, com ganhos significativos em áreas como estratégia comercial e desenvolvimento de produtos.

    No campo comercial, os participantes registraram um aumento de 78% em sua confiança para planejar e executar estratégias, potencializado pelas mentorias personalizadas e conexões estratégicas. Já em produto o crescimento foi de 65% na capacidade de alinhar soluções às demandas do mercado, reforçando a competitividade das startups. Entre os destaques da edição a Cientik, uma plataforma de streaming de alta qualidade com conteúdos educacionais alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi a vencedora do programa e recebeu R$175 mil em premiação. Já a startup Carteiro Amigo Express, que desenvolve soluções logísticas para comunidades periféricas, ficou em segundo lugar, sendo premiada com R$75 mil. 

    “O Adyen Accelerator 2024 superou todas as minhas expectativas, eu não imaginava que os cursos e as palestras tivessem uma curadoria tão perfeita e sob medida para empreendedores de negócios de impacto social. A equipe do Quintessa nos recebeu com o maior carinho e todo o trabalho de mentoria foi muito assertivo, na medida, direto ao ponto. Toda a logística e organização foram impecáveis, pude notar, inclusive, o perfeito entrosamento entre o time da Adyen, que além de patrocinar o evento, nos recebeu em sua sede, com o time do Quintessa. Nós do Cientik, ficamos muito felizes com a vitória em primeiro lugar no prêmio, mas mais contentes ainda em aprender muito com as equipes da Adyen e do Quintessa”, compartilha Zé Luiz, CEO e Fundador da Cientik, sobre sua experiência no programa.

    Para a Adyen, o impacto do programa foi igualmente transformador: colaboradores atuaram como mentores e padrinhos, conectando-se diretamente aos desafios reais enfrentados pelas startups. Tal experiência prática não apenas fortaleceu competências de liderança e criatividade, mas também aprofundou o alinhamento dos colaboradores com os valores da empresa. O programa, assim, consolidou-se como uma oportunidade de engajamento interno e um catalisador para reforçar a cultura de inovação e impacto da Adyen.


    “O Adyen Accelerator deste ano foi muito especial. Planejamos a semana pensando em cada startup, e elas simplesmente brilharam, desde as trocas ao longo de toda a semana até os pitches no evento de encerramento. Fazer parte da jornada de crescimento desses negócios de impacto é uma honra. Também levamos para a nossa história os aprendizados dessas trajetórias, que eles gentilmente compartilharam conosco”, pontua Irene Rodrigues, Implementation Team Lead na Adyen.

    Adyen Accelerator: inovação estratégica para corporações

    Embora seja um programa da Adyen global, o Adyen Accelerator adaptou-se ao contexto brasileiro em 2024, explorando o potencial do ecossistema local de impacto. A parceria com o Quintessa permitiu a personalização da jornada das startups, desde a curadoria inicial até a execução de mentorias e conteúdos ajustados às demandas do mercado nacional.

    O formato intensivo do programa foi outro diferencial. Em apenas uma semana, workshops, mentorias práticas e um Pitch Day de alto nível criaram um ambiente propício para aprendizado e conexões estratégicas. O Pitch Day, por exemplo, reuniu investidores e atores importantes do ecossistema, ampliando a visibilidade das startups e reforçando o papel da Adyen como facilitadora de conexões relevantes, mobilizando também diferentes parceiros como Uber, Zigpay e Estapar.

    Para as corporações, iniciativas como o Adyen Accelerator demonstram a forma com que programas de aceleração podem ser ferramentas estratégicas, atuando no fortalecimento da interação entre colaboradores e startups, posicionando as empresas como líderes em inovação responsável com soluções sustentáveis.

    O sucesso do Adyen Accelerator 2024 reflete o potencial transformador da colaboração entre corporações e negócios de impacto. Para a Adyen, a segunda edição do programa no Brasil não foi apenas uma ação de responsabilidade social, mas uma oportunidade de alinhar sua estratégia global a desafios locais, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema brasileiro.

    O Brasil, com sua riqueza de negócios inovadores e desafios sociais urgentes, segue como um terreno fértil para o crescimento de iniciativas como essa. O programa demonstra que, com planejamento estratégico e colaboração, é possível gerar impacto significativo em pouco tempo. Para empresas que buscam fazer parte dessa transformação, o momento de agir é agora.

  • Nossa Parte Pela Educação: buscando reduzir impactos da pandemia, Quintessa e Instituto BRF implementam soluções em 6 estados brasileiros

    Nossa Parte Pela Educação: buscando reduzir impactos da pandemia, Quintessa e Instituto BRF implementam soluções em 6 estados brasileiros

    A pandemia de covid-19 escancarou desigualdades brasileiras, sobretudo na educação. Os dias fora da sala de aula apresentaram reflexos diretos para a juventude no que diz respeito aos processos educacionais e inserção no ensino superior. Em paralelo, as sucessivas quedas na taxa de empregabilidade, e dificuldades de inserção no mercado de trabalho por falta de formação técnica, impactou a geração de renda de famílias situadas em comunidades de alta vulnerabilidade. 

    Empreender na linha de frente a esses desafios exigiu uma mobilização sistêmica financiada pelo Instituto BRF e executada pelo Quintessa que, em quase 2 anos, engajou e articulou diferentes atores no enfrentamento aos efeitos causados pela pandemia na educação. O programa “Nossa Parte Pela Educação” selecionou e acelerou startups com soluções inovadoras no âmbito educacional, buscando tangibilizar as ideias em ferramentas práticas que pudessem ser utilizadas pelos educadores no dia a dia, o mais rápido possível.

    O programa

    6 cidades onde a BRF possui operação industrial foram pré-selecionadas para receberem soluções de impacto na região. Durante esse processo foram analisadas as demandas locais intrinsecamente ligadas à educação nos municípios, construindo um estudo aprofundado que posteriormente serviria de base para seleção de startups que atendessem, com assertividade, a necessidade de cada território. 

    A partir da seleção dos territórios era chegada a hora de buscar parceiros: OSCs (Organizações da Sociedade Civil), prefeituras, secretarias municipais de educação e lideranças locais foram acionadas para, juntas, contribuírem com a definição dos eixos temáticos norteadores da atuação do programa, compreendidos como B2G: formação continuada, redução da defasagem e B2C: educação digital, formação profissionalizante, inserção no ensino superior e no mercado de trabalho – relevantes e assertivos para os desafios locais.

    Logo em seguida, uma chamada aberta recebeu a inscrição de 108 startups em um processo seletivo composto por formulários de inscrição, entrevistas e pitchs, contando, inclusive, com representantes das OSCs e dos municípios nas bancas de seleção. Finalizada essa etapa, 8 startups foram selecionadas para avançarem até a aceleração, onde teriam a oportunidade de executar e testar a aplicabilidade de suas ideias na prática, consolidando os chamados “pilotos”.

    Formação de um programa sistêmico

    Desafios complexos são superados por mobilização em rede. Além do subsídio da indústria privada e da inovação trazida pelas startups, o programa contou com apoio de executivos para mentorias especializadas, envolvimento do setor público e do terceiro setor para análise das necessidades da população, assim como a participação de agentes de inovação e articuladores locais. Todos os setores unidos por um só propósito: mais educação de qualidade para mais brasileiros. 

    “O ‘Nossa Parte pela Educação’ é um programa que trabalha com agendas complexas, no caso, os desafios da educação. E entendemos que não conseguimos resolver esse desafio somente enquanto uma associação privada, ou enquanto empresa, mas sim trazendo a expertise de cada um dos atores que estão envolvidos nesse processo”. – Gabriela Cândido, Coordenadora de Impacto Social no Instituto BRF. 

    Impacto positivo da territorialidade

    “Por natureza, esse é um programa de inovação, e que precisou de um mergulho inicial dentro dos territórios justamente para entender quais eram os gargalos que impediam, hoje, uma educação e uma inclusão produtiva de melhor qualidade”. – Fabiana Goulart, sócia do Quintessa.  

    As 8 startups selecionadas estabelecem sua atuação em 6 estados diferentes localizados em 4 regiões do Brasil: Empreende Aí (Dourados, MS), Gerar (Paranaguá, PR), NeuroEscola e TOTI (Videira, SC), Mathema e Força Meninas (Vitória de Santo Antão, PE), Plure (Uberlândia, MG) e Seren (Marau, RS). 

    E contaram, respectivamente, com a parceria das seguintes organizações: Casa Criança Feliz, 5C Centro Cultural, Secretaria de Educação do município de Videira, EPB (Escola de País do Brasil), Prefeitura do Município de VSA, Instituto Dom de Deus, Ação Moradia e ABESFA (Associação Beneficente São Francisco de Assis).

    A parceria das startups com as OSCs e prefeituras foi fundamental para chancelar as novas iniciativas nas região, bem como acessarem dados valiosos com características específicas de cada uma das cidades, culminando em relações B2B e B2G firmadas sob o compromisso de gerar impacto positivo nos territórios selecionados. 

    Soluções e resultados em destaque

    O programa “Nossa Parte Pela Educação” alcançou a marca de 4.122 beneficiários diretos, somado o impacto gerado pelas pelas 8 startups em parceria com OSCs e órgãos municipais. 

    A startup “Neuroescola” cria de trilhas de aprendizagem, baseadas em evidências científicas, para alfabetização de crianças típicas e atípicas, com 21 professores que impactaram 291 alunos -, após a aceleração, o negócio registrou um aumento de 29% no número de alunos com autonomia de leitura em Videira (SC). 

    Também na educação básica, o “Mathema” impactou diretamente 1.552 estudantes e trabalhou com 57 educadores em quatro escolas do município de Vitória de Santo Antão (PE), em parceria com a Secretaria de Educação do município a startup buscou melhorar o ensino de matemática com uma nova metodologia que inclui jogos e trilhas de aprendizado lúdicas, registrando, até então, uma evolução de 12,9% no desenvolvimento de habilidades na BNCC específicas.

    Índices significativos se sobressaem no âmbito da geração de renda, inserção no mercado de trabalho e capacitação profissionalizante: em Dourados (MS), pequenos e microempreendedores atingiram um aumento de 24% em suas rendas mensais após serem alunos do “Empreende Aí”, negócio que fomenta o empreendedorismo periférico. Em Uberlândia (MG), a startup “Plure” empregou 19 mulheres após potencializar suas soft skills para processos seletivos em uma trilha que inclui temas como síndrome do impostor, desenvolvimento de oratória e criação de currículo. 

    Já a startup “Força Meninas”, que se propôs a incentivar a entrada de jovens em profissões comumente exercidas por homens para estudantes, formou 100 meninas no município de Vitória de Santo Antão (PE). Enquanto isso, a startup SEREN registrou um índice de 60% de jovens com escolha profissional lúcida após utilizarem seu app que divulgou mais de 1600 vagas de trabalho em Marau (RS). 

    Por fim, a solução GERAR implementou, em Paranaguá (PR), um curso preparatório para ENEM e vestibulares que atingiu 36.47% de avanço na aprendizagem dos alunos – resultados promissores também foram registrados em Videira (SC) com a startup TOTI, que colabora com a inclusão de pessoas migrantes e refugiadas no mercado de trabalho de tecnologia, e recebeu nota média 76 de desempenho nas avaliações. 

    Educação: parte de todos

    O programa “Nossa Parte Pela Educação” resume a necessidade de empreender soluções do futuro no agora, além da urgência em combater desafios de desenvolvimento econômico e social do presente para pessoas, comunidades e territórios. 

    A relevância da iniciativa se potencializa na máxima de desenvolvimento territorial com ampla participação local, construído de forma ativa e participativa. Múltiplos atores aplicaram, sob as startups aceleradas, um olhar prioritário para os benefícios do município e do território, fomentando soluções de alto impacto e relevância temática para os desafios do ecossistema. 

    A expansão capilar de mais ideias inovadoras depende, estritamente, de mais parcerias que mobilizem novos atores. Seja você também parte da solução para educação no Brasil!

  • Como o Grupo Fleury está avançando nas metas ESG com inovação aberta

    Como o Grupo Fleury está avançando nas metas ESG com inovação aberta

    A inovação aberta está cada vez mais presente na área da saúde,seja para eficiência de processos ou para a geração de impacto positivo

    Em 2021, o Grupo Fleury emitiu títulos de dívidas atrelados às suas metas de sustentabilidade no valor de mais de R$1 bilhão, os chamados sustainability-linked bonds. O valor está atrelado a metas sociais e ambientais da empresa: ampliar o acesso à saúde para as classes C, D e E, atingindo 1 milhão de clientes dessas classes na sua plataforma digital até 2026 e reduzir a quantidade de resíduos biológicos em 20,5% até 2025. Foi a primeira vez que uma empresa emitiu títulos com metas sociais no Brasil.

    Uma das formas que a companhia encontrou para avançar na adoção de práticas e cumprimento dessas metas foi a inovação aberta, conectando-se com startups de impacto social e ambiental, em parceria com o Quintessa. Juntos desenvolvemos o Programa Impacta Grupo Fleury, com o objetivo de potencializar startups com soluções inovadoras para alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

    A iniciativa partiu de uma escuta e exploração com executivos do Grupo acerca de sua estratégia ESG e objetivos com o programa, resultando em duas vertentes:

    • Acelera: programa de aceleração com o objetibo de potencializar startups em estágio inicial que possuam soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury;
    • Soluciona: programa para implementar pilotos de soluções de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.

    As duas iniciativas se complementam, de forma que a empresa testa soluções para suas metas de curto prazo com negócios que já estão em fase de implementação, ao mesmo tempo em que investe em startups iniciais para que amadureçam e possam se tornar parceiras de negócio no futuro.

    Na prática

    Na iniciativa ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio inicial foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses (a lista de startups está no final do texto). As 10 startups selecionadas receberam suporte personalizado de gestores do Quintessa para identificação de desafios prioritários e desenvolvimento do seu negócio, além de acesso a uma rede de mentores da aceleradora e do Grupo Fleury e a possibilidade de fazer negócios com a companhia. O objetivo da aceleração é auxiliar as startups a avançarem nas suas jornadas de validação e ida ao mercado de seus produtos ou modelos de negócio.

    Como resultados, destacamos:

    • Média de 9,6 na nota dos empreendedores para a pergunta “quanto você indicaria o programa para outros empreendedores?”
    • 96% de média de atingimento das metas das startups no programa;
    • 35 conexões realizadas entre startups e outras empresas, sendo 17 com possíveis clientes; 
    • 50% das startups aceleradas fizeram vendas ou uma parceria crucial para o próximo passo (potenciais investidores, parcerias comerciais e operacionais)
    • 40% dos acelerados estão em negociação de POC com o Grupo Fleury.

    Na iniciativa ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical, que amplia a atuação do Grupo Fleury por meio de unidades móveis de saúde (vans e caminhões adaptados); e para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown, que integra e otimiza o gerenciamento da cadeia de resíduos nas áreas de facilities e sustentabilidade.

    Os empreendedores implementaram os pilotos com as áreas internas para testar as soluções em relação às metas ESG e foram acompanhados por quatro meses pelo time do Quintessa para avaliar a eficácia dos projetos. Com a Vertown, foi possível reduzir em 67% o tempo gasto na gestão de resíduos, destinar mais de 100 toneladas e reaproveitar mais de 15 toneladas de resíduos. Agora, o piloto está em negociação para rollout.

    Para encontrar e selecionar os negócios, o programa abriu uma chamada aberta para inscrições e utilizou a base de dados do Quintessa, com mais de cinco mil negócios de impacto mapeados, e o time de Seleção da aceleradora, que realiza entrevistas e um Pitch Day com uma banca escolhida pelo Grupo Fleury.

    “O pitch aberto foi uma excelente experiência, pois nos possibilitou uma visão bastante favorável e positiva dos participantes. Além do contato com soluções diferenciadas, geramos experiência e aprendizado organizacional, junto ao ecossistema de inovação, que também é um dos objetivos do programa” – Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury. 

    O programa é um exemplo prático de relação ganha-ganha entre startups e corporações. Os empreendedores recebem suporte técnico para seu desenvolvimento, implementam suas soluções, geram impacto positivo e têm a possibilidade de crescer junto a grandes parceiros. O Grupo Fleury encontra novas soluções para alcançar suas metas ESG e trazer inovação e novos negócios para a companhia. E, ainda, a sociedade também ganha, com a ampliação do acesso à saúde para as classes C, D e E.

    A metodologia do Quintessa para a criação de programas como o Impacta está descrita no ‘Guia para Inovar com Impacto’.

    Quer conhecer outros cases como este e entender se uma iniciativa de inovação aberta faz sentido para a sua empresa? Acesse esta página.

  • Inovação aberta e impacto no setor da saúde | Cases Quintessa

    Inovação aberta e impacto no setor da saúde | Cases Quintessa

    Grandes empresas do segmento buscam parcerias com healthtechs para ampliar serviços com base na inovação

    A pandemia da covid-19 trouxe muitos desafios para a área da saúde, impondo projetos de inovação por parte das empresas, como a necessidade de realizar consultas à distância, por exemplo. As novas demandas abriram oportunidades para as companhias do setor investirem em soluções de ponta para seus negócios.

    Em um cenário em que o número de healthtechs cresceu 16,1% no país entre 2019 e 2022, segundo levantamento realizado pela PwC, muitas startups de impacto positivo encontraram oportunidades de negócio, contribuindo para que corporações da saúde ampliassem serviços e fidelizassem clientes com base na inovação. 

    Reunimos aqui alguns programas de inovação aberta realizados pelo Quintessa na área da Saúde, gerando impacto positivo e novos negócios para as empresas parceiras.

    1 – CVC e implementação de pilotos em Inteligência Artificial

    O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) iniciou sua atuação em CVC ao realizar aporte minoritário na NeuralMed, startup que utiliza inteligência artificial para auxiliar as tomadas de decisão do sistema de saúde. A IA passou a ser uma importante ferramenta para auxiliar nas tomadas de decisão no sistema da saúde. Seu uso no diagnóstico de exames, por exemplo, tem aumentado a precisão de análise e acelerado o processo. O Quintessa implementou sua metodologia para desenvolver 4 projetos-piloto de soluções de IA da startup NeuralMed em parceria com o Grupo NotreDame, que havia acabado de investir na startup. Os pilotos tiveram como objetivo mapear sinergias e desenvolver caminhos de implementação da solução da NeuralMed dentro do ecossistema do grupo, engajando as áreas da empresa e validando a aplicação da tecnologia da startup para diferentes desafios internos, como remuneração médica, triagem de exames radiológicos, triagem com mamografia e análise de dados de pacientes diabéticos. 

    2 – Inclusão e diversidade no atendimento: aceleração focada

    O sistema da saúde precisa estar cada vez mais preparado para lidar com as particularidades de cada paciente, o que envolve também o suporte adequado aos seus familiares no atendimento. A Beneficência Portuguesa contou com o apoio do Quintessa para o desenvolvimento e amadurecimento da BeEqual, startup que utiliza tecnologias digitais para ofertar serviços de apoio a pais e cuidadores de crianças com desafios cognitivos, comportamentais e sociais, com o objetivo de validar um possível investimento na startup após o programa. O projeto viabiliza essas facilidades para segmentos sociais de menor poder aquisitivo, explorando um novo mercado para a organização, ao mesmo tempo em que gera impacto positivo.

    3 – Apoio na estratégia de inovação aberta

    O Quintessa ajudou a Viveo na formulação da sua atuação em inovação aberta, refinando a estratégia da área, sua atuação e objetivos, além do desenho da parceria entre a empresa e a startup NoHarm, que usa a Inteligência Artificial para a automatização da triagem farmacêutica, de forma a encontrar um formato de relacionamento que gerasse valor para ambas as partes.

    4 – Cumprimento de metas ESG atreladas a títulos financeiros

    Grandes empresas têm apostado na emissão de títulos de dívida atrelados a projetos ou metas sociais e ambientais como instrumentos para avançar na temática ESG. O Grupo Fleury emitiu R$ 1 bilhão em dívidas atreladas a suas metas ESG em 2021 e, em parceria com o Quintessa, criou dois programas para encontrar startups com soluções para estes desafios, em temas como a democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão. O projeto inclui programas de aceleração de 10 startups em estágio inicial, para fomentar e desenvolver o ecossistema e a implementação de três pilotos de startups mais maduras.

    5 – Aquisição de startup de impacto

    Um dos grandes tópicos atuais da saúde pública é o relacionado a saúde mental. Empresas prospectam alternativas de programas de suporte a funcionários nessa temática. A Gympass, unicórnio brasileiro que oferece serviços de bem-estar para corporações, adquiriu a startup de saúde mental Vitalk, acelerada pelo Quintessa, para atuar no fornecimento de apoio psicológico a profissionais. 

    A Vitalk passou pelos programas do Quintessa em diferentes momentos, desde o início, com menos de 10 colaboradores, quando apoiamos na validação do negócio, até o momento de captação de investimento, quando desenhamos a estratégia da rodada e apoiamos no relacionamento e negociação com os fundos. Este exemplo mostra a importância de investir na aceleração e desenvolvimento dos negócios de impacto para que escalem e se tornem boas oportunidades de negócio para o mercado.

    Empresas que têm os ODS no seu core business, como é o caso das empresas de saúde, possuem alto potencial em se conectar com startups de impacto para trazerem inovação e novos negócios para suas operações. São diferentes formas de praticar a inovação aberta, que dependem muito da estratégia e objetivos de cada empresa nessa relação, seja encontrar parceiros de negócio, desenvolver soluções para o setor, implementar pilotos, investir ou adquirir startups. 

    Conte com o Quintessa para desenhar a sua estratégia de inovação aberta com impacto positivo. Fale com o nosso time!

  • O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar

    O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar

    Desde 2009 o Quintessa acelera negócios de impacto, porque acreditamos que é possível obter lucro e impacto positivo e que é obrigação do setor privado se responsabilizar pela construção de um futuro socioambientalmente justo e equilibrado.

    Nessa trajetória, entendemos que, se os negócios (de impacto ou tradicionais) não se unirem de forma muito estratégica ao setor público, levaremos outra década ou mais sem avanços significativos. 

    Não é novidade que o governo seja parte principal da solução e, por isso, é visto como um indutor de escala e impacto para o negócio das startups. Na temática da educação, por exemplo, fica nítido o potencial de multiplicação quando a solução da startup é aplicada no governo, dado que mais de 80% dos alunos no Brasil estão na escola pública. 

    Mas, para os empreendedores, a complexidade da relação e o desafio da venda para o setor público são grandes barreiras para que a parceria de fato aconteça.

    É nesse contexto que a Fundação Lemann se uniu ao Quintessa, Imaginable Futures, BID Lab e Instituto Reúna para co-criar o programa Impulsionar, iniciativa que promove a inovação para a resolução de desafios da Educação pública. 

    O problema: 

    O problema que escolhemos para solucionar juntos é o da defasagem da aprendizagem de estudantes em idade escolar, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares, uma vez que é um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro.

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos. Ainda, dados do Todos Pela Educação (2019) apontam que 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF, estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    Como os dados acima apontam, a crise do sistema educacional brasileiro vem se acentuando, especialmente nos últimos dois anos. A partir desse desafio, entendemos que precisávamos de abordagens profundas, sistêmicas e co-criadas, não impostas. 

    Sobre o programa: 

    O primeiro passo foi reunir parceiros para o programa: a Fundação Lemann, organização referência em educação pública no Brasil, tem o papel de financiadora do programa, ao lado do BID Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento que apoia iniciativas inovadoras na América Latina e Caribe, e da Imaginable Futures, fundo filantrópico de investimento em educação. O Quintessa é o parceiro implementador e articulador do programa, com mais de 12 anos de experiência em aceleração de negócios de impacto e programas de inovação aberta, e o Instituto Reúna soma sua expertise na implementação do modelo pedagógico do programa junto aos professores.

    Após escutarmos mais de 30 pessoas, entre representantes das organizações e especialistas, demos à luz ao ImpulsiONar: um programa que apoia secretarias e escolas municipais no desenvolvimento de estratégias de prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática de estudantes do 6º ao 9º ano de escolas públicas.

    De forma muito sucinta o programa tem as startups de educação como recurso educacional, conectando estas soluções diretamente às escolas públicas, a partir de um modelo pedagógico e do apoio de organizações educacionais que oferecem serviços de implementação, formação de professores e recursos educacionais digitais, considerando a metodologia do ensino híbrido/remoto. 

    Etapas:

    Etapa 1: Seleção das organizações implementadores e dos municípios

    A primeira fase do programa foi a busca de organizações de apoio: instituições que com expertise em implementação de programas educacionais e que realizam formação de professores em redes de ensino municipais. Essas organizações convidaram redes de ensino com as quais já possuíam uma parceria ou um forte desejo de firmar uma parceria para um processo de seleção conjunta.

    Três organizações foram escolhidas, CENPEC, Sincroniza Educação e Associação Nova Escola, para integrar o programa com as Secretarias de Educação de sete municípios brasileiros (cinco no Nordeste, um no Sudeste e um no Sul): Guaramiranga- CE, Cabrobó – PE, Bonito- PE,  Igarassu – PE, Domingos Mourão – PI, Volta Redonda – RJ e Santa Maria – RS.

    Realizamos um diagnóstico em cada uma das redes de ensino e entendemos quais eram os principais desafios de cada município, que seriam endereçados pelas soluções tecnológicas, e tivemos a participação ativa dos gestores municipais. 

    Etapa 2: Seleção das edtechs

    Com os desafios das redes identificados, foram lançados editais para receber inscrições das edtechs – startups educacionais. Porém, diferente de um programa de inovação aberta com o setor privado, em que o Quintessa e lideranças das empresas parceiras deliberam sobre as selecionadas a partir de critérios pré-estabelecidos, neste caso cada município lançou um edital público para contratação de startups.

    Ao final desta etapa, as soluções selecionadas foram: Jovens Gênios, TriEduc, Portabilis, Aprimora e Mobimark.

    Etapa 3 – Implementação:

    As soluções pedagógicas e digitais das edtechs serão implementadas nas escolas e acompanhadas em comunidades de prática para seu aperfeiçoamento contínuo, com apoio financeiro de R$100 mil. Também será realizado o monitoramento periódico dos resultados do programa.

    Ao mesmo tempo, as startups estão passando por um processo de aceleração com suporte técnico e mentorias do Quintessa.

    Etapa 4: Escala

    A partir de janeiro de 2023, os resultados do programa serão sistematizados e a oportunidade de expansão e multiplicação do seu alcance será avaliada, na intenção de suportar o ganho de escala das edtechs dentro das secretarias municipais de educação. Para essa etapa, contamos com a parceria da Oppen Social, organização especializada em mensuração de impacto.

    Aceleração: 

    Entre março e dezembro de 2022, as edtechs participam de uma aceleração direcionada para o aprimoramento de suas soluções a partir dos feedbacks dos educadores e estudantes, visando a adequação às suas necessidades, bem como de suas práticas de gestão, olhando para aspectos de negócio e modelo B2G. 

    As edtechs contam com apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de especialistas de educação e compras públicas, para atuar nos desafios estratégicos específicos de cada uma, complementado por momentos de capacitação e aprendizado em grupo.

    Principais aprendizados: complexidade de execução e articulação do projeto: 

    O primeiro e mais relevante aprendizado que tivemos foi sobre o desenho do projeto. Qualquer iniciativa ESG deve apostar na co-criação da iniciativa junto aos stakeholders da ação, ou ao menos validar as hipóteses com todos os envolvidos, antes de desenhar uma solução pronta. 

    Ouvindo necessidades de professores, por exemplo, entendemos que não bastava implementar a tecnologia da startup sem preparar os professores da rede pública para recebê-la. Com os gestores públicos, entendemos que a relação de contratação entre governo e startup é mais complexa do que parece. 

    Para lidar com estas questões, agregamos parceiros especialistas, o que foi fundamental para a assertividade do programa.

    Igualmente importante foi prever momentos de troca de experiências e checagens, para avaliar se as estratégias desenhadas estavam funcionando. Na metade do projeto, tivemos ao menos dois momentos cruciais de mudança de rota ou de alguma premissa chave.

    Outro aprendizado é entender de largada que problemas complexos precisam de tempo. Ou seja, uma ação de curto prazo pode não fazer sentido caso sua empresa queira contribuir para a resolução de algum problema complexo de fato.

    No nosso caso, o programa foi desenhado para ser executado em dois anos e meio, levando em consideração todas as etapas do projeto, incluindo o tempo de estruturação e sistematização. 

    Por fim, uma das principais razões da complexidade é entender que ela impacta diferentes grupos de pessoas, com diferentes realidades e envolvimentos distintos com o desafio, e foi justamente isto que fez o ImpulsiONar ter um time de parceiros tão vasto.

    Neste momento a estrutura de governança trabalha em conjunto para endereçar as seguintes ações: 

    • Apoiar a implementação das estratégias de prevenção e redução das lacunas de aprendizagem junto a 7 redes
    • Acelerar as edtechs e organizações  para que desenvolvam produtos pedagógicos e digitais para prevenir e reduzir lacunas de aprendizagem
    • Refinar o Modelo Pedagógico

    No médio prazo: 

    • Organizações com produtos pedagógicos de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
    • Edtechs com produtos digitais de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
    • Planejar o ganho de escala do produtos do programa
    • Publicar avaliação de resultados do programa

    Atuação do Quintessa:

    Além do acompanhamento individual de um gestor Quintessa durante a aceleração das edtechs, a coordenação e a governança do programa também estão sob nossa responsabilidade. Fazer todos os parceiros remarem na mesma direção, cada um em sua zona de competência, é realmente um desafio, mas este esforço tem sido fundamental para o sucesso do programa. 

    Hoje, o programa conta com as organizações implementadoras, as edtechs, redes de ensino e consultorias especializadas em educação, inovação em compras públicas e mensuração de resultados. A estrutura de governança do programa se dá dessa forma: 

    A união entre o parceiro público – que entra com o alcance, escala e conhecimento dos desafios reais do dia a dia – e o privado – que agrega  velocidade de ação, novas soluções, tecnologias e arranjos de governança – vem se mostrando poderosa.

    O programa impulsionar é um exemplo de como as empresas que querem de fato fazer uma contribuição relevante e consistente precisam encarar o governo como aliado e parceiro fundamental em suas ações, sejam elas de sustentabilidade/ESG ou de investimento social privado. E de que o trabalho colaborativo pode ser um facilitador para criação de outros programas como o impulsiONar para os demais desafios sociais e ambientais  além da educação. 

    Precisamos encarar os desafios complexos de frente para sair dessa espiral histórica de problemas não-resolvidos ou sem avanços significativos. 

  • Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    No final de 2019, os investimentos de impacto no Brasil somavam US$785 milhões, mais que o dobro de dois anos antes (US$ 343 milhões). Com a ascensão do ESG e o olhar dos investidores para o retorno além apenas do financeiro, a tendência é que ainda mais investimento de impacto seja direcionado para o setor. 

    Em contraponto, o 3º Mapa de Negócios de Impacto Social+Ambiental, realizado pela Pipe Labo em 2021, mostrou que 69% dos negócios mapeados faturavam menos de R$100 mil por ano ou ainda não faturavam.

    Outro estudo, também realizado pela Pipe, o Scoring de Impacto, identificou que um dos principais desafios para os investidores de impacto é a falta de oportunidade de investimentos com bons históricos de desempenho (track record). Existe um gap no ecossistema, com falta de pipeline qualificado para investimento e de negócios maduros.

    O apoio aos negócios de impacto em estágio de maturidade inicial é essencial para que as startups e o setor possam se desenvolver e amadurecer. Para isso, precisamos pensar em instrumentos adequados para esses negócios e para quem os apoia.

    Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de 2 anos, o que corresponde a 10% de sobrevivência. 

    Investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    O conceito de Venture Philanthropy como modalidade de atuação filantrópica: 

    O modelo de Venture Philanthropy é um tipo de investimento que tem o impacto como prioridade, mas que tem uma metodologia e estratégia mais clara do que a filantropia tradicional, se apropriando da lógica do Venture Capital.  

    Em um contexto onde famílias empresárias têm se mostrado cada vez mais engajadas nas temáticas de filantropia (segundo um report da INEO de 2020) investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    Famílias e pessoas físicas: Jornada de Venture Philanthropy | Programa Quintessa 

    Criado em 2021 para pessoas físicas e famílias empresárias, em forma de uma jornada de 8 a 15 meses, o programa de Venture Philantropy do Quintessa abrange três objetivos: 

    1. Gerar impacto positivo (seja pela atividade-fim dos negócios, seja por promover o desenvolvimento dos empreendedores e do ecossistema);
    2. Aprendizado prático e vivencial no campo;
    3. Pipeline qualificado para potencial investimento posterior.

    Os participantes foram: Instituto Helda Gerdau e Associados do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). O ICE atuou como um parceiro estratégico da iniciativa.

    Além de apoiar financeiramente o desenvolvimento de negócios de impacto por meio de uma aceleração do Quintessa para os negócios, incluímos momentos de capacitação, mentoria, conexões de valor e networking. Uma das vantagens desse formato é promover

    também a troca entre as famílias e os investidores, que compartilham seus aprendizados e reflexões sobre a atuação na temática.

    Como funciona o programa na prática: 

    • 14 meses de duração
    • Participação no Pitch Day e Banca de Seleção dos negócios a serem apoiados 
    • Workshop de introdução na temática de Negócios de Impacto
    • Palestras bimestrais com especialistas do ecossistema de impacto
    • Relacionamento mensal: reuniões com empreendedores para contribuir com seu desenvolvimento por meio de mentorias (individuais ou coletivas) e/ou conexões
    • Aceleração: dedicação semanal do time Quintessa para estruturar a gestão e impulsionar o crescimento, de forma personalizada para cada negócio
    • Relatórios bimestrais com o desenvolvimento dos negócios
    • Continuidade: apoio na decisão de investimento posterior nos negócios

    Os negócios acelerados foram Trampay, Parças e Barkus.

    Case Barkus: 

    A Barkus é uma edtech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos por meio da tecnologia, expandindo horizontes, ajudando a mudar realidades e a diminuir desigualdades. 

    A principal solução é a Iara, um bot de educação financeira que, de forma individualizada, compartilha informações sobre os mais diversos temas do mundo financeiro por meio de trilhas de aprendizagem via WhatsApp.

    A edtech fez parte do programa de Venture Philanthropy durante 14 meses, e nesse período, participou de um programa de aceleração individual do Quintessa, com suporte mão na massa e estratégico semanal e personalizado de gestores e mentores especialistas. 

    O cenário pré-aceleração era de consolidação do primeiro produto digital, de estruturação do crescimento, além de desenvolver novos produtos que permitissem a Barkus expandir sua atuação para inclusão financeira. 

    Após a aceleração, os grandes marcos foram: 

    1. Implementação de sistema de gestão estratégia (OKR) e indicadores chaves (KPIs) para monitorar a saudabilidade e evolução da empresa; 
    2. Implementação de remuneração variável para reforçar a cultura e retenção de talentos chaves;
    3. Contratação de lideranças e construção de time de tecnologia;
    4. Viabilização dos testes necessários para novas features e futuros produtos com o time da Acordo Certo, outra startup acelerada pelo Quintessa que atua na negociação de dívidas online incluindo contrato com a empresa 99 para implementação com base de 100 mil usuários.

    Alguns números pós-aceleração: 

    Após a aceleração, a Barkus passou de 5 para 16 pessoas no time e saltou de 35 mil para 100 mil pessoas impactadas. Além disso, 10 novas features foram adicionadas ao produto da Barkus e o faturamento da empresa seguiu crescendo.

    Para Bia Santos, CEO e cofundadora da Barkus Educacional, “ O Quintessa foi como um irmão mais velho, que pegou em nossas mãos em um dos momentos mais desafiadores do negócio e nos ajudou a chegar mais longe. Sou muito grata por participar desse programa e ter, em nossa casa, uma gestora tão dedicada em nos ajudar, com muita mão na massa, em todos os desafios”, afirma a empreendedora.

    Ela comenta também que a aceleração foi importante para ter uma visão estratégica e dedicar esforços ao que realmente importa. “Conseguimos desenvolver bastante nosso produto e modelo de negócio, contratamos mais 12 pessoas, estruturamos melhores processos e, agora, estamos focando no desenvolvimento comercial da Barkus. Todas as frentes foram necessárias para que conseguíssemos chegar mais longe”, completa.

    Quer saber mais como o Venture Philanthropy está aproximando famílias empresárias e investidores com o ecossistema de impacto e conhecer outros cases do Quintessa? 

    Faça download da Publicação Venture Philanthropy e Negócios de Impacto: o papel das famílias empresárias

  • Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem

    Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem

    Aconteceu no último dia 09 de novembro o Demo Day, evento que apresentou 20 startups aceleradas pelo programa de inovação aberta Braskem Labs em 2022. Os participantes foram avaliados por uma banca composta por executivos da Braskem e por uma plateia de convidados, como brand owners e investidores, gerando oportunidades para atrair novos clientes e investimentos.

    “Temos muito orgulho de concluir mais uma edição do Braskem Labs e de ter colaborado para impulsionar projetos com relevante impacto ambiental e social. Seguimos com nosso objetivo de investir na inovação aliada à sustentabilidade, com um programa que seja benéfico para o ecossistema e os empreendedores, sempre visando tornar o nosso mundo um lugar mais sustentável”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.

    Braskem Labs 2022

    Ao todo, 188 empreendedores de todo Brasil se inscreveram para o Braskem Labs 2022, sendo 30% deles desenvolvedores de soluções para mitigação das mudanças climáticas. Do total de inscritos, foram 20 selecionados, sendo 10 classificados para participar do Braskem Labs Ignition – focado em startups em fase de validação e refinamento de modelo de negócio – e 10 para o Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. Um diferencial da edição deste ano é que duas participantes são do Chile.

    No decorrer do programa foram geradas 145 conexões startups na categoria Scale e 225 conexões na Ignition. Mais de 30 parcerias estão em andamento, inclusive com cooperações entre as startups aceleradas, como a Insecta Shoes e a Luft Shoes que juntas lançaram uma coleção. Foram realizados encontros presenciais e online, com wokshops e agendas totalizando mais de 30 horas de treinamento focados em conhecimento essencial para crescimento e aceleração desses negócios.

    Para gestão das startups durante o programa, os empreendedores receberam incentivo em Diversidade e Inclusão. Por meio da parceria com o co-sponsor Diversidade.io, foi oferecido treinamento e acesso a ferramentas para contratação que estimulem a diversidade, como a plataforma Afroempreendedores.

    Por conta de sua atuação em projetos que estimulam a inovação, como o Braskem Labs, a Braskem foi reconhecida em outubro deste ano como uma das líderes no desenvolvimento de inovações junto a startups no ranking Top 100 Open Corps 2022, além de também estar entre as 5 primeiras na categoria Manufatura e Indústria Química. Essa premiação é realizada pela 100 Open Startups, plataforma pioneira e líder em open innovation na América Latina.

    Confira as startups aceleradas pelo Braskem Labs em 2022:

    Braskem Labs Ignition

    Bioreset

    A BIORESET é startup de biotecnologia que desenvolve um material de composição 100% orgânica substituto ao plástico comum, produzido por fermentação microbiológica e totalmente aderente aos processos aplicados pela indústria plástica, com preço competitivo às resinas convencionais, e tendo como diferencial ser totalmente seguro para o meio ambiente.

    P-Last

    Possui um processo biotecnológico original capaz de degradar plásticos de qualquer origem com produção simultânea de bioplásticos biodegradáveis por meio de bactérias isoladas de solos do Cerrado.

    Reactor Model

    Plataforma de pesquisa e desenvolvimento da Indústria 4.0 para o setor de tintas e resinas. Softwares de formulação ágil, com aplicação de inteligência artificial e modelos técnicos avançados, e retenção do conhecimento produzido.

    Astana Química

    A Astana Química é uma startup que tem como objetivo atuar na fabricação de produtos de limpeza industrial utilizando componentes naturais, como o d-Limoneno (extraído da casca da laranja) e o Terpinoleno de Terebintina (extraído do pinheiro). Os produtos desenvolvidos com os Bio Solventes são desengraxantes, descarbonizantes, surfactantes para descontaminação de solo, entre outros.

    Luft Shoes

    Marca de calçados infantis com insumos reciclados e/ou recicláveis que se preocupa com a sustentabilidade em todas as etapas de produção e consumo. Na venda de cada par de LUFT, retiram 1kg de lixo do mar.

    Água Camelo

    A Água Camelo é uma startup de impacto socioambiental que promove o acesso à água tratada, garantindo segurança para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A empresa permite o acesso a água tratada através do Kit Camelo, que é composto por uma mochila que suporta até 15L de água e um filtro portátil acoplado que elimina até 99,99% de todas as bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água.

    Nauco

    Empresa chilena que possui tecnologia para eliminar plásticos e microplásticos dos rios por meio da geração de microbolhas que fazem com que esses resíduos flutuem e sejam extraídos, desviando seu curso do mar.

    Jasmmin

    A Jasmmin é uma startup de tecnologia que atua no desenvolvimento de novos produtos e materiais de construção através da reutilização de resíduos e rejeitos da indústria. A solução gera um impacto ambiental por permitir que sejam utilizados blocos sustentáveis na construção civil, diminuindo a utilização de cimento Portland e agregados.

    Forest Watch

    A Anubz tem 2 produtos principais: Um sistema de rastreamento de ativos das empresas e a Forest Watch que faz rastreabilidade e inventário de plantios florestais, agroflorestais e de florestas urbanas. É realizado acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.

    Recicli – DeCarb

    A RECICLI é uma startup que atua em segmentos de inovação e sustentabilidade. Desde a reciclagem de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) até a pesquisa e desenvolvimento em energia limpa, e sequestro de gases de efeito estufa. Como spin off da RECICLI surgiu a DECARB, que atua com sistema de captura de CO2, com recuperação pura do gás, gerando novos insumos para indústria.

    Braskem Labs Scale

    GreenAnt

    A GreenAnt é uma plataforma para ajudar os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica, desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias. O software atua na gestão de energia com algoritmos de machine learning e otimização para apoiar a operação contratual e física de clientes comerciais e industriais.

    Doroth

    Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agronegócio através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo do cultivo.

    TRC Sustentável

    A TRC Sustentável Tecnologia em Redução de Custos é uma startup especializada no desenvolvimento e na comercialização de projetos e serviços exclusivos que reduzem significativamente os gastos com a conta de água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.

    Krilltech Nanotecnologia Agro

    A Krilltech Nanotecnologia Agro desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas. A Arbolina, seu produto patenteado feito em parceria com a UNB e Embrapa, consiste em uma nanoestrutura orgânica de 3 nanômetros de diâmetro, cuja superfície é recheada de grupos funcionais que se ligam ao mecanismo celular da planta aumentando a absorção de nutrientes. Funcionam como um booster fisiológico para plantas, atóxico e biodegradável, que faz com que o processo de fotossíntese seja mais eficiente para as plantas, e as proteja de processos de estresse hídrico.

    Aterra

    Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.

    Destine Já

    A Destine Já oferece uma plataforma digital de logística reversa para pequenas e médias empresas com mix de serviços de gestão de resíduos, atendendo às condicionantes ambientais dos clientes que possuem licença ambiental. Atuam até a última milha da destinação, com rastreabilidade e gestão de indicadores na plataforma.

    Telite

    A Telite produz telhas com plástico reciclado (PEAD / PE / PP). Através de seu modelo de logística reversa, faz a coleta de empresas e pessoas físicas pelo aplicativo e paga os usuários direto na conta bancária dessa forma, que compram matéria prima a um preço muito menor que o mercado, e a telha se torna muito competitiva. Os resíduos não aproveitados são vendidos.

    Insecta Shoes

    Insecta Shoes produz sapatos veganos, ecológicos e feitos à mão, produzidos a partir de roupas vintage e tecidos de garrafas pet recicladas. A palavra-chave é reaproveitamento: aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo. Através de um processo artesanal, transformam roupas antigas e reciclam materiais em oxfords, slippers, sandálias e botas veganas.

    Linus

    A Linus é um DNVB (digital native vertical brands) que leva sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas por meio de sandálias de PVC ecológico expandido material 100% reciclável, vegano e com 70% de fontes renováveis. Além do material reciclável, a empresa é 100% carbono negativo, através da compra de crédito de carbono compensando o dobro da sua emissão.

    Solubag

    A Solubag desenvolveu uma tecnologia, na qual são fabricados filmes flexíveis e rígidos para substituir plástico de uso único, como sacola de supermercado, embalagens, etc, e quando entram em contato com a água, dissolvem-se sem deixar resíduos tóxicos ou poluentes no ambiente. Essa tecnologia é feita de mesmo material utilizado na fabricação de invólucros de cápsulas para medicamentos. Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.

  • Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Abaixo, os resultados de cada Startup:

    Já Entendi

    Município de aplicação: Nova Mutum – MT

    Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

    Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

    Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

    Lemobs

    Município de aplicação: Dourados – MS

    Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

    Público alvo: Escolas públicas.

    Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

    Connecting Food

    Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

    Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

    Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

    Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

    Why Waste

    Município de aplicação: Rio Verde – GO

    Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

    Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

    Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

    Eats For You

    Município de aplicação: Uberlândia – MG

    Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

    Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

    Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Sobre as Startups: 

    Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

    Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

    Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

    Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

    Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

  • Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Abaixo, os resultados de cada Startup:

    Já Entendi

    Município de aplicação: Nova Mutum – MT

    Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

    Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

    Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

    Lemobs

    Município de aplicação: Dourados – MS

    Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

    Público alvo: Escolas públicas.

    Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

    Connecting Food

    Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

    Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

    Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

    Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

    Why Waste

    Município de aplicação: Rio Verde – GO

    Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

    Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

    Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

    Eats For You

    Município de aplicação: Uberlândia – MG

    Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

    Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

    Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Sobre as Startups: 

    Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

    Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

    Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

    Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

    Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

  • Fundação Tide Setubal e Quintessa implementam programa de Desenvolvimento Territorial

    Fundação Tide Setubal e Quintessa implementam programa de Desenvolvimento Territorial

    A Fundação Tide Setubal, em parceria com o Quintessa, selecionou três startups de impacto que irão implementar soluções para desenvolver o território do Jardim Lapenna, bairro da Zona Leste de São Paulo. O objetivo da parceria é trazer inovação para solucionar as grandes demandas da região:  educação, emprego e renda, segurança alimentar e inclusão digital. 

    O Jardim Lapenna é um bairro localizado entre a estação São Miguel Paulista e o antigo leito do Rio Tietê. Sua localização atrativa (próxima à uma estação de Trem Metropolitano) fez com que o Lapenna passasse por um intenso e rápido processo de crescimento populacional: passou de pouco mais de 5 mil habitantes em 2000 (Censo, IBGE) para cerca de 12 mil habitantes em 2017 de acordo com a estimativa da Unidade Básica de Saúde local. 

    A Fundação Tide Setubal atua desde 2006 no Jardim Lapenna para a construção de um modelo de desenvolvimento humano, econômico e urbano do território. Para avançar nesta frente de trabalho e possibilitar um crescimento mais justo e sustentável na região, a organização se uniu ao Quintessa com objetivo de viabilizar ações sistêmicas de melhoria de territórios periféricos, visando reduzir desigualdades e promover desenvolvimento. O Jardim Lapenna é uma periferia potente e com diversas demandas de desenvolvimento sustentável que podem ser transformadas por meio do trabalho junto a negócios de impacto. 

    As soluções serão implementadas de duas maneiras: via oferta direta das soluções para os moradores do bairro, ou via inauguração de franquias ou unidades locais, gerando a possibilidade de escala e continuidade na região e servindo como referência para inspirar outros projetos de desenvolvimento territorial. O programa acontece de forma participativa com as lideranças locais, que atuaram na seleção dos negócios e também irão apoiar na implementação.

    Para Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, “o programa é uma possibilidade de trazer as abordagens inovadoras dos negócios de impacto para solucionar problemas sociais ‘antigos’, que são complexos e sua superação demanda esforço conjunto de diferentes setores e atores.”

    Conheça as soluções que serão implementadas: 

    Como forma de apoiar e promover a segurança alimentar da região, a startup SuperOpa irá alocar um contêiner no Jardim Lapenna, onde consumidores locais vão poder aprender a fazer compras online por um aplicativo e receber os pedidos sem ter que pagar o preço do frete. Com isso, eles poderão acessar produtos de melhor qualidade com altos descontos por estarem próximos ao vencimento, com a certificação e garantia da SuperOpa. 

    Para democratizar o acesso à internet e promover a inclusão digital, a solução proposta pela startup Wifi-fi foi a de criar zonas de Wi-Fi Livre dentro da comunidade. Cada zona tem a cobertura de 120m de circunferência e podem estar interligadas, criando assim uma grande zona de conectividade.

    E para viabilizar a execução de ações que contribuam com educação, emprego e renda, a escola de inglês 4YOU2, que está presente há mais de 10 anos nas periferias do Brasil com ensino acessível, irá abrir uma franquia na região, gerida por um(a) morador(a) local, possibilitando o acesso ao ensino do idioma, com um espaço para receber até 690 alunos.   A solução da 4YOU2 mostra como as startups de impacto trazem um potencial de perenidade e sustentabilidade para o investimento da Fundação, já que a solução da escola terá autonomia e continuidade na região após o programa. 

    Além dos ganhos para a região, o programa apoia as startups de impacto em sua expansão geográfica e ampliação do impacto, com apoio financeiro de até R$120 mil da Fundação Tide Setubal e apoio técnico do Quintessa durante toda a etapa de planejamento e implementação da solução  – que ocorre entre os meses de maio a setembro deste ano. 

    “As soluções são inovadoras na forma de abordar os desafios e modelar o negócio por trás delas, combinando o uso de tecnologia e ações presenciais, como o contêiner da SuperOpa e a franquia da 4YOU2. Além disso, mostram a importância de valorizar o poder de compra da população, trazendo formas acessíveis de consumo de produtos e serviços”, afirma Anna. 

    O programa reforça que a conexão entre startups de impacto e institutos/fundações pode ser uma grande aliada na resolução de desafios sociais e ambientais, promoção de desenvolvimento de territórios vulnerabilizados e ampliação da sua atuação de forma escalável e perene.