Categoria: Cases

  • Conheça 10 startups de impacto que apoiam a AMBEV nas metas de sustentabilidade

    Conheça 10 startups de impacto que apoiam a AMBEV nas metas de sustentabilidade

    Na última segunda-feira (28/03), nove startups de impacto participaram do DemoDay da Aceleradora 100+, evento da Ambev que teve como objetivo apresentar os pilotos das startups aceleradas na edição de 2021 do programa. 

    O programa, que tem o Quintessa e a PPA como parceiros é focado em encontrar soluções inovadoras para as metas de sustentabilidade da Ambev (mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor). A iniciativa existe desde 2018 e já acelerou mais de 60 startups – atualmente a AMBEV trabalha e implementa projetos com 20 dessas de maneira mais aproximada

    No evento, que aconteceu em São Paulo e também foi transmitido pelo Youtube (assista aqui), às nove startups do programa brasileiro apresentaram os resultados dos pilotos realizados com a cervejaria, e também se apresentaram startups vencedoras do programa no Paraguai, Chile e Bolívia, e a GrowPack, que participou da edição anterior. Uma delas saiu vencedora com o prêmio de R$ 100 mil, e duas receberam o segundo lugar no valor de R$ 30 mil cada. Conheça abaixo as startups e os resultados apresentados.  

    Conheça as startups de impacto: 

    Via Floresta

    A Via Floresta é uma startup focada em fortalecer o ecossistema de produção e inovação da Amazônia, conectando-o com pessoas, organizações e empresas.

    Após entender como a Amazônia se tornou um dos principais fornecedores de bioinsumos para diversas indústrias, a startup identificou a baixa oferta de tecnologias que garantem a rastreabilidade desses produtos. 

    A solução desenvolvida foi um aplicativo em parceria com a PPA que oferece para diversas empresas o rastreamento desses produtos, o comércio justo e a sustentabilidade de cadeias da biodiversidade brasileira. Hoje a VIA Floresta já mapeou mais de 60 comunidades com informações de produção desde a colheita até o processamento do produto,  onde é possível identificar e conhecer produtos naturais e renováveis da floresta e outros biomas brasileiros. O aplicativo Via Floresta já está disponível para download no Google Play.  

    Água Camelo:

    A Água Camelo junta a inovação ao design para combater a desigualdade social e promover o acesso à água tratada, hoje inacessível para 35 milhões de pessoas no Brasil – principalmente em regiões do semiárido, florestas e centros urbanos.  

    A solução é o Kit Camelo, composto por uma mochila que suporta até 15L de água imprópria por vez, um filtro portátil acoplado a ela que elimina até 99,99% de todas bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água, um suporte de parede para pendurar a mochila na residência e um manual de uso do produto para o beneficiado final.

    Durante a aceleração a startup pôde validar o modelo de serviço e a versatilidade do Kit Camelo – 100 kits foram implementados nas comunidades de Morro da Providência (RJ) e na Aldeia Mutum (AC), mostrando a versatilidade de implementação em diferentes cenários (centro urbano e floresta).  

    Na Aldeia Mutum que antes apresentava um cenário de 96% das pessoas com relatos de doenças de veiculação hídrica, após o piloto, 100% dos sintomas foram reduzidos. Já no Morro da Providência, onde 62% relataram sintomas, ao final do projeto 90% dos sintomas foram reduzidos. Foram 702 pessoas impactadas com água de qualidade e 90% de todos os beneficiados do projeto se sentem mais seguros ao consumir água do Kit Camelo. 

    TRC Sustentável:

    A TRC Sustentável desenvolve tecnologias sustentáveis para reduzir os custos com a água, em um modelo de negócio que envolve Produto + Serviço + Tecnologia voltados para conduzir projetos na gestão da água. 

    Durante o piloto a startup implementou soluções para reduzir o consumo de água nos centros de distribuição e pontos de venda da Ambev. Os pontos escolhidos para implementação foram: CDD em Joinville e São Cristóvão (RJ) e um bar, pizzaria e um restaurante no Rio de Janeiro. O projeto foi instalado e a startup começou a mapear cada ML de água gasto nos locais e também realizou treinamentos com os colaboradores sobre o uso consciente da água.  

    Ao final do processo, que teve duração de 03 meses, o impacto foi de 1.5 milhão de litros de água economizados, gerando uma média de 42% de economia de água, com ganho financeiro de R$69 mil. Se o resultado for projetado para os próximos 12 meses o impacto é de 6 milhões de litros de água economizados, o que representa um ganho de R$276 mil ao ano. 

    Inspectral

    A Inspectral resolve o problema do método tradicional de monitoramento da qualidade da água, que envolve o difícil deslocamento até a margem do rio, com equipamentos pesados, sensores, o que muitas vezes aumenta o custo logístico do monitoramento. Pensando nos problemas gerados para monitorar a qualidade em um país continental como o Brasil, que tem a maior rede hidrográfica do mundo, a startup desenvolveu uma tecnologia para que esse monitoramento ocorra de forma remota por meio de imagens de satélite e drones, a solução também pode ser aplicada para monitorar outras atividades como de agricultura e em florestas. 

    Os projetos pilotos foram implementados no Rio Guandu (RJ), Rio da Antas (GO) e no Rio Jaguari (SP), atingindo três das onze bacias que fazem parte do plano de segurança hídrica da Ambev. Durante o processo foram gerados nove parâmetros para medir a qualidade da água, sendo um deles o IQA (índice de qualidade da água), parâmetro chave para execução de diversos processos na indústria. Através da tecnologia da startups, os índices são entregues de forma mais simplificada e o processo de tomada de decisão se torna mais ágil. 

    No Rio da Antas, após a análise, foi possível gerar uma melhora de 95% do IQA. Os resultados podem ser observados de forma dinâmica na plataforma Inspectral, disponível aqui

    Recigases

    A Recigases é uma empresa especialista na regeneração de fluidos refrigerantes – substância presente dentro de equipamentos que geram temperaturas baixas, como geladeiras e ar condicionado. Quando essa substância vaza de algum desses aparelhos, elas emitem cerca 1500 a 2000 vezes mais quantidade de Co2 equivalente. Segundo um ranking de 50 ações da Project Drawdown, melhorar a gestão dos fluídos de refrigerante é a quarta iniciativa com maior impacto para reduzir o aquecimento global até 2050, e descartar estes fluidos na atmosfera é considerado crime ambiental pelo IBAMA. 

    O projeto piloto aconteceu em Ponta Grossa (PR), em um cenário motivado pelo descarte incorreto de botijas de gás (com produto residual liberado na atmosfera) e fornecedor de manutenção contratado sem preocupação ambiental com os refrigerantes. 

    A startup criou um protótipo denominado EDG – Estação de Destinação de Gases, com ferramentas e equipamentos disponíveis para que o gás possa ser recolhido de forma consciente quando for necessário, um toolkit de usabilidade e um treinamento que tem como objetivo de mudar de forma cultural o pensamento de ‘utilizar, usar e jogar fora’, como forma de introduzir a economia circular no dia-a-dia da sociedade. O processo foi entregue em Ponta Grossa e o projeto deverá ser implementado em breve em outras 06 localidades.  

    AfroImpacto

    A AfroImpacto é uma escola de afroempreendedorismo com o objetivo de reduzir a desigualdade social, econômica e educacional no cenário do empreendedorismo.

    O projeto piloto se deu por uma demanda da Ambev em desenvolver empreendedores negros e negras, e na demanda desses empreendedores, que hoje representam uma parcela de cerca de 40% no Brasil, em se conectar com grandes empresas para impulsionar seus negócios. A partir daí surgiu a plataforma AfroOn, com o intuito de disponibilizar conteúdos e trilhas de conhecimento voltados para a profissionalização dos empreendedores, abordando temas como gestão com recorte racial, negociação com grandes empresas, produção de conteúdo e divulgação online. 

    Em dois meses no ar, a plataforma recebeu cerca de 130 matrículas e disponibilizou 63 conteúdos entre artigos, vídeos, atividades e e-books – e a plataforma ofereceu a possibilidade de mentores voluntários da AMBEV se conectarem com empreendedores oferecendo bagagem e conhecimento para impulsionar os negócios. 

    Aterra

    A Aterra é um startup de base tecnológica e sustentável que apoia empresas na criação de um novo mindset de negócios sustentáveis por meio da ressignificação de resíduos.

    Os resíduos selecionados para o projeto foram: Lodos de ETEs e Terra infusória, gerados nas fábricas da Ambev. Para ressignificar o descarte desses resíduos, a startup implementou a plataforma e-Aterra uma plataforma web que atua como ferramenta de gestão e marketplace de resíduos nas fábricas de Juatuba e Sete Lagoas (MG), que geram juntas 968 toneladas por mês desses resíduos com um custo de destinação de R$73 mil reais por mês de logística e descarte. 

    Durante o processo, a startup mapeou novos parceiros e tecnologias possíveis para os resíduos: compostagem, coprocessamento, termo fertilizante e conversão térmica. Dessa forma, eles puderam mapear empresas para destinação final dos resíduos e implementaram a plataforma de marketplace. O Aterro Zero, que tem como objetivo a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade, foi mantido em 100% das tecnologias criadas, três empresas foram homologadas como opção para descarte a redução de custo utilizando a terra infusória como elemento para produção de fertilizante. 

    Diversidade.io 

    A diversidade.io é uma startup que conecta pluralidade e diversidade com vagas de trabalho. Todos os candidatos têm acesso gratuito para incluir seus currículos, independente de raça, idade, orientação sexual ou gênero. No Brasil são mais de 12,8 milhões de donos de negócios negros em território nacional (Pnad/IBGE) e existe uma dor real dos empreendores em lidar com as complexidades dos processos e comunicações das empresas. 

    A startup criou a Afroempreendedores, uma solução tecnológica para banco de dados que permite que os usuários façam filtros e acompanhem as propostas e possiblita a criação de um ambiente que fomenta a troca entre os empreendores negros e negras de forma gratuita. 

    Durante o piloto, a plataforma identificou 254 negócios liderados ou fundados por afroempreendedores. Desses, 202 foram aprovados e 52 já estão em análise de curadoria para criação de processos mais robustos, possibilitando acesso, inclusão racial, inclusão de gênero e no fortalecimento de empreendedores para que faturem mais, beneficiando suas famílias e gerando empregos. Conheça a plataforma

    IQX

    A IQX é uma empresa de base tecnológica que gera impacto socioambiental positivo através do desenvolvimento de aditivos que ressignificam o plástico, viabilizando a reciclagem de embalagens multimateriais, e agregam valor através da inserção de funcionalidades, tais como, proteção antiestática, antiviral e bactericida. 

    Durante a Aceleração a startup endereçou o seu desafio para desenvolver uma embalagem circular de filme shrink, também denominado bobina plástica termoencolhível – atualmente apenas 2% desse tipo de embalagem são recicláveis na Ambev. 

    A solução proposta foi a possibilidade de reutilizar a resina pós-consumo nos filmes shrink por meio de processos químicos, mostrando a importância de aditivar uma resina que geralmente durante o processo industrial perde suas principais propriedades e acaba virando cerda para vassoura, para que ela possa ser utilizada novamente e virar um composto importante na lógica da economia circular.  

    GrowPack

    A startup GrowPack participou da edição de 2020 da Aceleradora 100+, mas também esteve no evento para contar as evoluções do piloto, que hoje se tornou uma grande parceria entre a startup e a Ambev. 

    A startup tem uma tecnologia para produzir embalagens biodegradáveis feitas de resíduos agrícolas, como palha de milho. A Ambev não só investiu na startup no após a participação na Aceleradora100+, como se tornou cliente, escalando a solução nos produtos da marca Colorado.

    GrowPack
    Startup vencedora e próximos passos: 

    As startups foram avaliadas por uma banca composta por Augusto Correia, secretário executivo da PPA (Plataforma parceiros pela Amazônia), Anna Aranha, diretora do Quintessa, Carla Crippa, vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Carolina Garcia, diretora Global do Programa 100+, Daniel Serra, gerente de Investimentos e Impacto da Mov Investimentos, Fabio Kestembaum, sócio fundador da Positive Ventures, Jean Jereissati, CEO da Ambev, Priscila Claro, professora do Insper, Renata Weken, diretora de Meio Ambiente da Ambev, Rodrigo Maldonaldo, gerente geral da Pepsi&Co e Rodrigo Figueiredo vice-presidente de Sustentabilidade da Ambev. 

    Na foto – Nariane Bernardo – COO & co-founder da Inspectral e Alisson Fernando Coelho do Carmo – CEO & co-founder da Inspectral

    A startup vencedora do Brasil e da América do Sul foi a Inspectral, recebendo um prêmio de R$100 mil e a participação no Programa Global 100+ Accelerator e até USD 100.000 para implementação do piloto. De forma excepcional, duas startups ganharam em segundo lugar o valor de R$30.000,00 para impulsionar seus negócios. As escolhidas foram: Água Camelo e Afroimpacto. 

     

     

  • O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    No Quintessa, acreditamos que a inovação é o caminho para alcançar soluções escaláveis para os desafios de sustentabilidade e ESG das grandes empresas – e que aplicar a lente do impacto positivo para os processos de inovação pode ser um grande diferencial.

    Por isso, convidamos lideranças da Braskem, BRF e Ambev para contarem como estão integrando as agendas de inovação e impacto positivo e implementando o ESG na prática.

    Braskem
    O Braskem Labs, programa de aceleração de startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou plástico, já está na sua sétima edição, gerando negócios integrados à estratégia de desenvolvimento sustentável para todas as áreas da Braskem.

    Instituto BRF
    Idealizado e executado em parceria com o Quintessa, o programa Ecco Comunidades acelerou e está implementando soluções de startups para a redução da perda e desperdício de alimentos nos territórios onde a BRF está presente.

    Ambev
    Aceleradora 100+ tem como foco encontrar startups com soluções para os principais desafios sustentáveis da Ambev e implementar pilotos na companhia, acelerando o alcance das metas de sustentabilidade.

    Para saber mais sobre os cases e entender se o Quintessa faz sentido para a sua empresa, acesse aqui!

  • Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Startups de todo o Brasil podem se inscrever para participarem da iniciativa

    Secretarias municipais de educação, participantes do Programa Impulsionar, iniciaram as publicações de editais públicos para a contratação de soluções que atuam com redução e prevenção de defasagens de aprendizagem em Português e Matemática entre os estudantes do 6º ao 9º anos do ensino público. As secretarias de  Bonito (PE), Cabrobó (PE), Domingos Mourão (PI), Guaramiranga (CE), Igarassu (PE), Santa Maria (RS) e Volta Redonda (RJ) estão sendo apoiadas pelo Programa ImpulsiONar, que tem como financiadores Fundação Lemann, Imaginable Futures, BID Lab, e como parceiros técnicos Quintessa e Instituto Reúna. 

    O programa conecta redes de educação, organizações de apoio e edtechs, e tem como objetivo promover a equidade e qualidade de aprendizagem entre os estudantes do ensino público, por meio do desenvolvimento, implementação e multiplicação de soluções pedagógicas e digitais. 

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos, e 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática (Todos Pela Educação, 2019). Esse cenário é reflexo de um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro: a defasagem de aprendizagem, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF (2020), estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    É diante desse cenário que surge o Programa ImpulsiONar, que apoiará as secretarias participantes na seleção de até sete edtechs com soluções que contribuam com a prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática; uma edtech para cada secretaria municipal de educação da iniciativa.

    Para superar esse desafio, as Secretarias buscam soluções tecnológicas de apoio aos professores e estudantes. Recursos que podem auxiliar no desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa e Matemática, apoiar na elaboração de instrumentos avaliativos e análises de dados e plataformas de gestão que permitam o acompanhamento do desempenho dos estudantes.

    Durante 9 meses, as startups receberão suporte especializado de uma consultoria jurídica para apoiá-las em processos de compra pública, apoio de uma consultoria de mensuração de resultados para comprovação da eficácia da solução, e a partir de  R$100 mil para implementação da solução nas escolas do Programa, com acompanhamento semanal do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil. As edtechs se envolverão em comunidades de prática com educadores, estudantes e outros profissionais do setor, para tornar o seu produto mais aderente para contratação pelo setor público;  e participarão de uma aceleração com o Quintessa, com diagnóstico individual de seu negócio para identificação dos seus desafios prioritários, suporte individual de um gestor do Quintessa e mentorias personalizadas em pautas de gestão, além ainda de acesso a especialistas em educação e suporte para aprimorar o modelo B2G do seu negócio.

    O programa, além de proporcionar que soluções inovadoras sejam relevantes em apoiar secretarias de educação e suas escolas na prevenção e redução de defasagens, marca uma inovação para o setor público. Os gestores públicos se ampararam em modalidades jurídicas que permitem um processo de teste de soluções a partir do Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182, de 1º de junho de 2021) e modelo de chamadas públicas como o PitchGov, ampliando o diálogo entre os setores. Foi a primeira vez que a modalidade do Marco Legal das Startups foi utilizada por órgãos da administração direta, o que promete ser um “divisor de águas” para possibilitar a contratação dessas soluções e de implementação de inovações para a melhoria dos serviços públicos.

    “A cada dia vemos novos exemplos de como a tecnologia é uma grande aliada da educação, em especial para ajudar a reverter o quadro de defasagem de aprendizagem dos estudantes brasileiros. Estamos animadas com essa grande etapa do Programa impulsiONar pela colaboração entre startups, secretarias de educação e educadores para enfrentar, juntos, o desafio da defasagem”, diz Lucas Rocha, gerente de inovação da Fundação Lemann.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “O programa é uma grande oportunidade para edtechs. Ele foca na dor de entrar, implementar e escalar soluções educacionais dentro do setor público. Elas terão suporte financeiro e especializado em aceleração, educação, compras públicas e mensuração de resultados. Isso tudo de forma integrada com o suporte pedagógico que os professores e educadores das secretarias já estarão recebendo. As edtechs são essenciais por trazerem suas soluções já desenvolvidas e que podem ser escaladas para apoiar os professores na mudança do cenário da educação pública.”

    As inscrições poderão ser feitas por startups de todo Brasil, por meio do site https://programaimpulsionar.com.br. É necessário verificar o prazo de inscrição no edital de cada Secretaria.

    Para seguir com a inscrição, é importante que as startups já estejam em estágio operacional e que possuam uma solução pronta para implementação. Mais detalhes sobre os editais, tipos de soluções procuradas, critérios de seleção e funcionamento do programa estão disponíveis no site.

    Serviço:
    Inscrições: a partir de 22 de novembro. O prazo de inscrição deve ser verificado no edital de cada Secretaria
    Como: Via internet, pelo https://programaimpulsionar.com.br
    Abrangência: Startups de todo o Brasil
    Seleção: Dezembro a Março
    Implementação das soluções: A partir de março

    Sobre a Fundação Lemann
    A Fundação Lemann acredita que um Brasil feito por todos e para todos é um Brasil que acredita no seu maior potencial: gente. Isso só acontece com educação de qualidade e com o apoio a pessoas que querem resolver os grandes desafios sociais do país. Nós realizamos projetos ao lado de professores, gestores escolares, secretarias de educação e governos por uma aprendizagem de qualidade. Também apoiamos centenas de talentos, lideranças e organizações que trabalham pela transformação social. Tudo para ajudar a construir um país mais justo, inclusivo e avançado. Saiba mais em: fundacaolemann.org.br. Siga-nos nas redes: Twitter, Instagram, Facebook e LinkedIn

    Sobre a Imaginable Futures
    A Imaginable Futures é uma empresa global de investimento filantrópico que acredita no poder do aprendizado para desbloquear o potencial humano e, nesse sentido, se propõe a fornecer a cada educando a oportunidade e as ferramentas necessárias para imaginar e concretizar um futuro melhor. Ao adotar uma abordagem de sistemas para resolver desafios complexos de educação, a Imaginable Futures trabalha em parceria com vários setores da sociedade para impulsionar a trajetória de estudantes de todas as idades.

    Com o sólido compromisso de estabelecer alianças locais e cocriar com aqueles a quem servimos, a Imaginable Futures capacita educandos, famílias e comunidades para se tornarem agentes de mudança do futuro. A Imaginable Futures, que tem administração global e operações locais no Brasil, Quênia e Estados Unidos, investiu US $200 milhões em mais de 125 parceiros na África, América Latina e América do Norte, bem como na Índia, com nossa organização irmã Omidyar Network India. A Imaginable Futures é um empreendimento do Grupo Omidyar. Visite imaginablefutures.com e siga-nos em @imaginablefut

    Sobre o BID Lab
    O BID Lab é o laboratório de inovação do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a principal fonte de desenvolvimento, financiamento e know-how para melhorar a vida na América Latina e no Caribe. O objetivo do BID Lab é impulsionar a inovação para a inclusão na região, mobilizando financiamento, conhecimento e conexões para co-criar soluções capazes de transformar a vida de populações vulneráveis afetadas por fatores econômicos, sociais ou ambientais. Desde 1993, o Laboratório do BID aprovou mais de US$ 2 bilhões em projetos implantados em 26 países da América Latina e Caribe. 

    Sobre o Quintessa
    O Quintessa é um ecossistema de soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais do país. Desde 2009, trabalha pela integração estratégica entre impacto positivo e resultado financeiro, atuando junto a empreendedores de negócios de impacto, grandes empresas, investidores, institutos e fundações para promover as agendas de inovação, impacto positivo e ESG. O Quintessa já identificou e mapeou mais de 5 mil startups e impulsionou mais de 250 startups de impacto de destaque em áreas como educação, saúde, meio ambiente, cidades sustentáveis e inclusão.

    www.quintessa.org.br

    Sobre o Instituto Reúna
    O Instituto Reúna é uma organização sem fins lucrativos criada para garantir a qualidade e consistência na educação básica. Partindo do desafio de implementar a Base Nacional Comum Curricular, o Reúna desenvolve, junto de uma rede ampla de parceiros, serviços técnico-pedagógicos em quatro frentes de atuação: formação, material didático, currículo e avaliação. Cada uma dessas iniciativas apoia o sistema educacional a garantir a aprendizagem de qualidade a que todos os alunos brasileiros têm direito.

  • Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Startups de todo o Brasil podem se inscrever para participarem da iniciativa

    Secretarias municipais de educação, participantes do Programa Impulsionar, iniciaram as publicações de editais públicos para a contratação de soluções que atuam com redução e prevenção de defasagens de aprendizagem em Português e Matemática entre os estudantes do 6º ao 9º anos do ensino público. As secretarias de  Bonito (PE), Cabrobó (PE), Domingos Mourão (PI), Guaramiranga (CE), Igarassu (PE), Santa Maria (RS) e Volta Redonda (RJ) estão sendo apoiadas pelo Programa ImpulsiONar, que tem como financiadores Fundação Lemann, Imaginable Futures, BID Lab, e como parceiros técnicos Quintessa e Instituto Reúna. 

    O programa conecta redes de educação, organizações de apoio e edtechs, e tem como objetivo promover a equidade e qualidade de aprendizagem entre os estudantes do ensino público, por meio do desenvolvimento, implementação e multiplicação de soluções pedagógicas e digitais. 

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos, e 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática (Todos Pela Educação, 2019). Esse cenário é reflexo de um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro: a defasagem de aprendizagem, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF (2020), estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    É diante desse cenário que surge o Programa ImpulsiONar, que apoiará as secretarias participantes na seleção de até sete edtechs com soluções que contribuam com a prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática; uma edtech para cada secretaria municipal de educação da iniciativa.

    Para superar esse desafio, as Secretarias buscam soluções tecnológicas de apoio aos professores e estudantes. Recursos que podem auxiliar no desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa e Matemática, apoiar na elaboração de instrumentos avaliativos e análises de dados e plataformas de gestão que permitam o acompanhamento do desempenho dos estudantes.

    Durante 9 meses, as startups receberão suporte especializado de uma consultoria jurídica para apoiá-las em processos de compra pública, apoio de uma consultoria de mensuração de resultados para comprovação da eficácia da solução, e a partir de  R$100 mil para implementação da solução nas escolas do Programa, com acompanhamento semanal do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil. As edtechs se envolverão em comunidades de prática com educadores, estudantes e outros profissionais do setor, para tornar o seu produto mais aderente para contratação pelo setor público;  e participarão de uma aceleração com o Quintessa, com diagnóstico individual de seu negócio para identificação dos seus desafios prioritários, suporte individual de um gestor do Quintessa e mentorias personalizadas em pautas de gestão, além ainda de acesso a especialistas em educação e suporte para aprimorar o modelo B2G do seu negócio.

    O programa, além de proporcionar que soluções inovadoras sejam relevantes em apoiar secretarias de educação e suas escolas na prevenção e redução de defasagens, marca uma inovação para o setor público. Os gestores públicos se ampararam em modalidades jurídicas que permitem um processo de teste de soluções a partir do Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182, de 1º de junho de 2021) e modelo de chamadas públicas como o PitchGov, ampliando o diálogo entre os setores. Foi a primeira vez que a modalidade do Marco Legal das Startups foi utilizada por órgãos da administração direta, o que promete ser um “divisor de águas” para possibilitar a contratação dessas soluções e de implementação de inovações para a melhoria dos serviços públicos.

    “A cada dia vemos novos exemplos de como a tecnologia é uma grande aliada da educação, em especial para ajudar a reverter o quadro de defasagem de aprendizagem dos estudantes brasileiros. Estamos animadas com essa grande etapa do Programa impulsiONar pela colaboração entre startups, secretarias de educação e educadores para enfrentar, juntos, o desafio da defasagem”, diz Lucas Rocha, gerente de inovação da Fundação Lemann.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “O programa é uma grande oportunidade para edtechs. Ele foca na dor de entrar, implementar e escalar soluções educacionais dentro do setor público. Elas terão suporte financeiro e especializado em aceleração, educação, compras públicas e mensuração de resultados. Isso tudo de forma integrada com o suporte pedagógico que os professores e educadores das secretarias já estarão recebendo. As edtechs são essenciais por trazerem suas soluções já desenvolvidas e que podem ser escaladas para apoiar os professores na mudança do cenário da educação pública.”

    As inscrições poderão ser feitas por startups de todo Brasil, por meio do site https://programaimpulsionar.com.br. É necessário verificar o prazo de inscrição no edital de cada Secretaria.

    Para seguir com a inscrição, é importante que as startups já estejam em estágio operacional e que possuam uma solução pronta para implementação. Mais detalhes sobre os editais, tipos de soluções procuradas, critérios de seleção e funcionamento do programa estão disponíveis no site.

    Serviço:
    Inscrições: a partir de 22 de novembro. O prazo de inscrição deve ser verificado no edital de cada Secretaria
    Como: Via internet, pelo https://programaimpulsionar.com.br
    Abrangência: Startups de todo o Brasil
    Seleção: Dezembro a Março
    Implementação das soluções: A partir de março

    Sobre a Fundação Lemann
    A Fundação Lemann acredita que um Brasil feito por todos e para todos é um Brasil que acredita no seu maior potencial: gente. Isso só acontece com educação de qualidade e com o apoio a pessoas que querem resolver os grandes desafios sociais do país. Nós realizamos projetos ao lado de professores, gestores escolares, secretarias de educação e governos por uma aprendizagem de qualidade. Também apoiamos centenas de talentos, lideranças e organizações que trabalham pela transformação social. Tudo para ajudar a construir um país mais justo, inclusivo e avançado. Saiba mais em: fundacaolemann.org.br. Siga-nos nas redes: Twitter, Instagram, Facebook e LinkedIn

    Sobre a Imaginable Futures
    A Imaginable Futures é uma empresa global de investimento filantrópico que acredita no poder do aprendizado para desbloquear o potencial humano e, nesse sentido, se propõe a fornecer a cada educando a oportunidade e as ferramentas necessárias para imaginar e concretizar um futuro melhor. Ao adotar uma abordagem de sistemas para resolver desafios complexos de educação, a Imaginable Futures trabalha em parceria com vários setores da sociedade para impulsionar a trajetória de estudantes de todas as idades.

    Com o sólido compromisso de estabelecer alianças locais e cocriar com aqueles a quem servimos, a Imaginable Futures capacita educandos, famílias e comunidades para se tornarem agentes de mudança do futuro. A Imaginable Futures, que tem administração global e operações locais no Brasil, Quênia e Estados Unidos, investiu US $200 milhões em mais de 125 parceiros na África, América Latina e América do Norte, bem como na Índia, com nossa organização irmã Omidyar Network India. A Imaginable Futures é um empreendimento do Grupo Omidyar. Visite imaginablefutures.com e siga-nos em @imaginablefut

    Sobre o BID Lab
    O BID Lab é o laboratório de inovação do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a principal fonte de desenvolvimento, financiamento e know-how para melhorar a vida na América Latina e no Caribe. O objetivo do BID Lab é impulsionar a inovação para a inclusão na região, mobilizando financiamento, conhecimento e conexões para co-criar soluções capazes de transformar a vida de populações vulneráveis afetadas por fatores econômicos, sociais ou ambientais. Desde 1993, o Laboratório do BID aprovou mais de US$ 2 bilhões em projetos implantados em 26 países da América Latina e Caribe. 

    Sobre o Quintessa
    O Quintessa é um ecossistema de soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais do país. Desde 2009, trabalha pela integração estratégica entre impacto positivo e resultado financeiro, atuando junto a empreendedores de negócios de impacto, grandes empresas, investidores, institutos e fundações para promover as agendas de inovação, impacto positivo e ESG. O Quintessa já identificou e mapeou mais de 5 mil startups e impulsionou mais de 250 startups de impacto de destaque em áreas como educação, saúde, meio ambiente, cidades sustentáveis e inclusão.

    www.quintessa.org.br

    Sobre o Instituto Reúna
    O Instituto Reúna é uma organização sem fins lucrativos criada para garantir a qualidade e consistência na educação básica. Partindo do desafio de implementar a Base Nacional Comum Curricular, o Reúna desenvolve, junto de uma rede ampla de parceiros, serviços técnico-pedagógicos em quatro frentes de atuação: formação, material didático, currículo e avaliação. Cada uma dessas iniciativas apoia o sistema educacional a garantir a aprendizagem de qualidade a que todos os alunos brasileiros têm direito.

  • Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Oito negócios que possuem soluções inovadoras para a redução da perda e desperdício de alimentos participarão do programa

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    Na última etapa da seleção, o Pitch Day, 13 empreendedores(as) apresentaram para integrantes do Instituto BRF, da BRF, OSCs (organizações da sociedade civil) e atores locais, as suas soluções para a redução da perda e desperdício de alimentos. Os candidatos eram startups em estágio operacional e com soluções prontas para implementação ou que fossem facilmente adaptadas.

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    A turma formada possui soluções para diversos elos da cadeia de alimentos: Já Entendi, ManejeBem e Sumá atuam com a capacitação de pequenos produtores da agricultura; Connecting Food e Whywaste propõem soluções para a redução do desperdício em comércios; Eats For You e Gastronomia Periférica promovem geração de renda a partir do aproveitamento de alimentos; e a Lemobs promove a gestão da alimentação escolar. 

    As oito startups selecionadas participarão de um programa de aceleração no qual, ao longo de 4 meses, participarão de workshops em grupo e receberão apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de executivos da BRF para atuar nos desafios estratégicos de cada negócio. Ao final dessa etapa, estarão elegíveis para serem selecionadas para a segunda fase do programa, durante a qual poderão implementar suas soluções nos territórios de atuação da BRF. 

    Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “a iniciativa mostra o potencial de colocarmos a inovação como lente para a geração de impacto positivo, reunindo diversos atores para lidar com esta temática complexa. Durante a seleção identificamos diversas startups de impacto com alto potencial e as oito selecionadas revelam a qualidade das soluções”.

    Conheça as oito startups: 

     

    Negócio Descrição Site Local da sede
    Connecting Food Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social. https://connectingfood.com/ SP
    Eats For You ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo. https://www.eatsforyou.com.br/ SP
    Gastronomia Periférica Negócio social que visa transformação por meio do desenvolvimento técnico e humano. Tem a missão de alimentar pessoas de comida e conhecimento, na mesma proporção. https://gastronomiaperiferica.com.br/ SP
    Já Entendi Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade. www.jaentendi.com.br PR
    Lemobs Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar. https://lemobs.com.br/ RJ
    ManejeBem Geram inteligência para o desenvolvimento de comunidades rurais familiares. Ajudam a estruturar a cadeia produtiva agrícola, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão no campo e da geração de produtos rentáveis com responsabilidade social, por meio da coleta de dados sócio-agroambientais. http://www.manejebem.com.br/ SC
    Sumá Estruturam cadeias e qualificam agricultores e cooperativas para o fornecimento de alimentos por meio de contratos de compra programada e entrega fracionada em seus territórios de atuação. appsuma.com.br SC
    Whywaste Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento. https://www.whywaste.com.br RJ

     

  • Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    O que podemos aprender com a {Parças} e a inclusão de jovens egressos do sistema carcerário nas grandes empresas

    14 de abril de 2020 foi o dia em que ouvimos uma das histórias que mais nos chamou atenção nos últimos anos aqui no Quintessa. O protagonista dessa história conduziu a narrativa com tanta humildade que dava a impressão de que era só mais uma, como tantas outras. Mas sentimos que ali havia elementos que se diferenciavam, que o compromisso com a missão do negócio era genuína e persistente — e, de fato, estávamos diante de um dos empreendedores que mais nos surpreenderia nos meses seguintes.

    Tudo começava com um incômodo pessoal. Depois de alguns anos frequentando a Fundação Casa, antiga FEBEM, em visitas a um familiar que estava vivendo o regime de privação de liberdade, ouvindo as vozes daqueles meninos e enxergando ali um terreno fértil para o desenvolvimento de novos talentos, Alan Almeida, no auge dos seus 20 e poucos anos, junto à sua esposa Carla Cristina, fundou a {Parças} Developers School.

    Nascia ali não só uma escola de programadores, mas também dois empreendedores que, contra todas as adversidades que a periferia os impunha, provaram (e vêm provando) que a vontade de reescrever a história da população carcerária, que, no Brasil, é a terceira maior do mundo, ficando atrás apenas da China e dos EUA, é muito maior que qualquer obstáculo que a vida já lhes apresentou.

    A {Parças} seleciona pessoas do sistema prisional e de áreas urbanas de baixa renda em situação de extrema vulnerabilidade social e qualifica e conecta estas pessoas com oportunidades de trabalho na área de tecnologia, quebrando, assim, o ciclo de reincidência e dando uma nova perspectiva para esses jovens.

    O modelo da {Parças} Developers School é baseado no modelo de sucesso compartilhado, mesclando educação com inclusão no mercado de trabalho. Estamos falando de um modelo onde a {Parças} só ganha se o aluno ganhar, criando esse estímulo positivo para que se desenvolva jovens com uma capacitação de alta qualidade que garanta a entrada deles no mercado de trabalho. Na prática: o aluno passa por uma capacitação de 4 a 12 meses se tornando apto a trabalhar na área de tecnologia de uma empresa. A contratante, por sua vez, pode remunerar a {Parças} de três formas diferentes: por contratação pontual, por pacotes de contratação (quando, por exemplo, quer contratar um grupo de 10 desenvolvedores) ou financiando a capacitação de uma turma de alunos (o que eles chamam de Bootcamps).

    Hoje, a {Parças} capacita pessoas em situação carcerária (no Complexo do Brás – Fundação Casa e no presídio feminino do Carandiru) e jovens em situação de extrema vulnerabilidade. Durante o auge da pandemia, a {Parças} arrecadou 46 computadores e 69 cestas básicas para distribuir para os jovens que estavam, aos poucos, se desengajando nos estudos em decorrência da fome. Se quiser ouvir mais, você pode assistir a live que gravamos com ele.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Thaís Fontoura.

  • Planejamento Estratégico para impulsionar o crescimento – o que aprendemos com o case da Acordo Certo

    Costumamos dizer que um dos inúmeros desafios de empreender é saber equilibrar as ações de curto prazo e a visão de longo prazo. Por conta da urgência das tarefas, no dia a dia é comum que os empreendedores priorizem os resultados de curto prazo, e por isso ter um planejamento estratégico é tão importante.

    Este é um tema central no Quintessa em todos os programas de Aceleração que realizamos com negócios de impacto, e temos uma categoria aqui no blog com diversos conteúdos sobre Planejamento Estratégico.

    Este texto reúne as principais falas do Webinar “Planejamento Estratégico para Impulsionar o Crescimento – O que aprendemos com o case da Acordo Certo”, que você também pode assistir na íntegra abaixo:

    Participaram deste webinar: Eduardo Gouveia, mentor do Quintessa, investidor e conselheiro de startups, Fabiana Goulart, gestora do Quintessa e Dilson Sá, fundador e CEO da Acordo Certo. A fintech que desenvolveu uma tecnologia proprietária para melhorar a recuperação de crédito de consumidores inadimplentes chegou, em 2020, a 1 milhão de dívidas negociadas, triplicou o seu time e foi adquirida pela Boa Vista, uma das maiores empresas de recuperação de crédito. 


    Um bom planejamento estratégico tem 2 principais objetivos: é uma forma da empresa conseguir pensar no longo prazo e entender o que é prioridade; e é também uma forma de garantir esse alinhamento com todo o time, de que todos estejam seguindo na mesma direção.

    Nos programas de aceleração do Quintessa, primeiro fazemos um diagnóstico para entender como a empresa está organizada nas suas frentes de gestão: analisamos o financeiro, gestão de pessoas, máquina de vendas, etc.

    Quando entramos na Acordo Certo, nos deparamos com uma startup com um potencial gigantesco, que estava crescendo em um ritmo expressivo. De um mês para o outro o número de lideranças tinha dobrado, e muitas responsabilidades  e mudanças estavam acontecendo.

    Sabemos que uma premissa de sucesso para qualquer startup é atrair talentos-chave, e a Acordo Certo estava fazendo isso com muita facilidade. No entanto, contratar gente boa significa contratar gente com opinião própria, e nesse contexto de rápido crescimento, ficou muito nítida a necessidade de trazer mais robustez para o planejamento estratégico, garantindo que todos estavam caminhando para um mesmo norte. 

    Fizemos uma revisão de propósito, e utilizamos o OKR para delimitar quais seriam os objetivos para o próximo ciclo que nos aproximariam dessa visão.

    A maioria dos empreendedores têm a impressão que planejamento estratégico é coisa de empresa grande. Afinal, essa impressão é correta? Empresas em estágio inicial não necessitam de um bom planejamento? O que muda para empresas em estágio inicial? 

    Eduardo Gouveia: Planejamento estratégico é sobre definir rumos e caminhos e alinhar todo mundo. Independente do tamanho e porte da empresa, você precisa ter norte, visão, missão e fazer todo mundo apontar para o mesmo lugar. Conforme a empresa vai crescendo, isso fica mais difícil e este “norte” vai se fragmentando.

    Existem diferentes formas de fazer, e o principal benefício é olhar o longo prazo e direcionar todos para o mesmo caminho. Isso não significa que é uma rota fixa, é um apontamento e um olhar para onde você deve ir, e é normal que mude ao longo do tempo conforme o crescimento, e você vai fazendo revisões. Não importa o tamanho da empresa.

    Já fiz planos em grandes empresas que deram errado. Além disso, muitas empresas grandes contratam uma consultoria que entrega um book de 150 páginas e fica guardado, nunca mais se olha. Isso não é fazer um planejamento estratégico.

    Ter uma visão de longo prazo e entregar resultados no curto prazo é um desafio enorme. Mas o mais importante não é chegar, é ter a jornada definida e caminhar por ela. Importa que você olhe, entenda, alinhe com toda a liderança, comece a contratar pessoas com skills corretos, com base no que foi definido e realmente juntar todo mundo para caminhar nessa visão.

    Um ponto importante do planejamento é que dá um reforço na cultura. Fazer junto com as pessoas, definindo símbolos e processos para seguir em frente. Hoje participo de boards de empresas grandes e sou investidor anjo em 8 startups, e a função da revisão estratégica é importante nas duas esferas, de 20 a 6000 pessoas. A essência que é o importante.

    Dilson, antes da Acordo Certo, você já havia participado da criação de diversos outros empreendimentos. O que mudou, para você como empreendedor, ter um tempo dedicado para falar sobre estratégia e visão de futuro da empresa? 

    Dilson: Aqui na Acordo Certo desde o início montamos uma tese para o negócio e tínhamos uma estratégia muito bem definida na cabeça. A diferença do que a gente tinha lá no começo para o que foi feito com o Quintessa, foi em relação ao tamanho.

    Antes era muito mais fácil comunicar o que a gente queria fazer, estávamos em 8/10 pessoas. Então o poder de decisão estava muito na minha mão e dos meus sócios, sem outros líderes tomando decisões. Quando você traz pessoas boas, traz essas pessoas para tomarem boas decisões, mas pode ser que estejam desalinhadas com a estratégia definida. 

    Estratégia também é saber falar não. Muitas oportunidades aparecem, e é onde acontecem os trade offs que você vai buscar no curto prazo e acaba perdendo a visão do longo prazo. Tivemos a experiência de saber falar os nãos, mas naquela época era muito mais fácil de fazer isso. 

    A gente se preocupou desde o começo em já criar o conceito de missão, visão e valores para criar nossa cultura desde pequenos, e começamos a execução. Tínhamos uma estratégia mas longe do formato que é agora. Depois que a empresa cresceu, a forma de comunicar e engajar todo mundo mudou de figura. Esse foi o caminho que seguimos e tivemos a sorte de ter o Quintessa nesse caminho para entender a forma de colocar no papel e comunicar para a empresa inteira.

    Gouveia: Eu gosto do termo revisão estratégica, e não planejamento, porque muda e você vai revisando ela rapidamente. É um exercício de alocação de recursos: se eu tenho um recurso limitado, uma série de projetos e caminhos, preciso analisar onde colocar e não colocar dinheiro. A revisão estratégica tem que vir junto com a alocação de recursos. Tem que ter muita sabedoria em saber o que não vai fazer e ser fiel a isso. 

    A Acordo Certo já possuia missão, visão e valores todos definidos, mas o Gouveia investiu tempo para convencer o Dilson do quão importante seria revisitar. Por que isso?

    Gouveia: Para realinhar todo mundo. A Acordo Certo é uma empresa linda, sou apaixonado pelo propósito da empresa, que é restaurar a auto estima e o poder de compra de uma pessoa, estando sempre do lado do mais fraco em uma negociação de dívida. Ela tem um propósito muito forte como essência. Isso é algo que precisava ser preservado com o crescimento da empresa.

    Não foi complicado convencer o Dilson, ele rapidamente entendeu que era importante. Não foi um processo estrutural, pois já estava muito bem montado desde o nascedouro da Acordo Certo. A essência, o propósito e o porquê da companhia vêm da origem. A intenção foi: vamos parar e revisitar tudo isso pra ver se daqui pra frente continuamos com o que foi construído até agora. 

    Não necessariamente o que te leva até onde você está é o que vai te levar para onde você quer ir agora. 

    Tem uma função super importante que é alinhamento e comunicação. Quando a empresa vai crescendo, vai se fragmentando e trazendo pessoas com experiências diferentes. Então a revisão é uma forma de unir todo mundo. A principal consequência do trabalho foi juntar as pessoas e dizer: daqui a gente parte de novo. 

    Daqui a pouco teremos que sentar novamente, a empresa está crescendo mais e pode ter que se reconfigurar novamente pelo movimento de mercado [a Acordo Certo foi adquirida pela Boa Vista]. Então precisaremos refletir: “a essência é essa e os valores são esses, tudo o que definimos 2 anos atrás está valendo ainda para onde queremos chegar?” Junta todo mundo, envolve, comunica, engaja e segue.

    Os empreendedores entenderam claramente a importância de parar e revisar. O Quintessa teve um papel essencial de organizar, aglutinar, com uma metodologia e a Fabiana como gestora coordenando o trabalho, e foi um trabalho feito a várias mãos. Eu reputo como um dos grandes trabalhos que fiz de planejamento estratégico. Um momento muito mágico foi a divulgação, ao ver o senso de pertencimento e orgulho do time inteiro. 

    Dilson: O que foi muito bacana na revisão é que quando você traz todo mundo pra reconstruir, você traz o senso de pertencimento: estamos construindo juntos. É diferente de criar alguma coisa e comunicar, mas sim a liderança participar e sentir que está construindo.  Isso muda o jogo e as pessoas se engajam muito mais, inclusive a forma com que a liderança passa para o time é diferente. 

    Leia mais: Case Quintessa | Como a Acordo Certo criou um forte norte estratégico

    Como foi compartilhar com o time, que tipo de sensação isso causou nas pessoas? E como isso reverberou no negócio?

    Dilson: Já tínhamos desenhado os principais objetivos e o Gouveia trouxe a ideia de transformar isso em símbolos. O time de marketing pensou nesses símbolos e preparou uma experiência, entregando uma caixa na casa de todas as pessoas, para abrir somente no momento do lançamento, gerando certo suspense, chamamos de Unboxing do Futuro. Compramos um voucher no iFood para cada um dos colaboradores comprar uma cerveja e celebrar. Um dos símbolos para cada KR do OKR. Foi demais ver a reação das pessoas olhando os símbolos, que são coisas que vão usar no dia a dia: camisa, carteira, adesivos, para poder amarrar a estratégia com o dia a dia a partir da divulgação. Reverberou muito bem, todo mundo ficou super engajado.

    Ao final tínhamos de uma forma lúdica e leve toda a cultura, o plano, a revisão estratégica e OKRs definidos. 

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    Como manter esse planejamento estratégico vivo? Quais são os ritos importantes para manter o planejamento estratégico vivo e o chapéu de longo prazo ali presente no dia a dia?

    Dilson: Tem que ter muita disciplina, que tem que vir da liderança.

    Olhando para o processo, depois de criar toda a estratégia, tínhamos que criar os mecanismos para acompanhar o que estava acontecendo e a liderança conseguir cascatear para o time. O modelo que o Quintessa criou para dividir as metas em dois semestres foi muito bom. Estamos nessa fase agora de acompanhamento, temos uma bússola com todas as metas bem definidas, bem amarradas com os objetivos principais. Ao longo do caminho vamos pilotando com o que talvez tenha que tirar porque faltou recurso.

    Estamos com um roadmap super bem definido e a liderança está alinhada. Mesmo com tudo isso temos uma série de desafios, porque saímos de 30 para 100 pessoas no meio da pandemia, com todo mundo trabalhando 100% remoto. Imaginem a dificuldade de comunicar e manter o engajamento… Não sei o que seria da gente se não tivéssemos feito isso. Dá bastante trabalho, o segredo é ser disciplinado e acompanhar o que foi desenhado.

    Gouveia, a partir da sua visão como investidor-anjo, como um bom planejamento estratégico dialoga com a segurança na hora de alocar o recurso?

    Gouveia: Quando a startup já tem um plano definido é muito mais fácil, porque você já consegue ter uma conversa mais estratégica, de longo prazo. Geralmente não se tem.

    É fundamental olhar para o time e saber se eles têm brilho no olho e vontade de empreender. Isso é muito perceptível. Tem que ter muita vontade para empreender, trabalhar muito e ser muito dedicado. Quando você tem um time com vontade, uma boa dor para resolver, um bom propósito e execução bem feita, junto com um norte estratégico, começo a olhar com muito carinho esse negócio.

    Com um planejamento montado e uma direção certa, ajuda muito a ter uma discussão de negócio.

    Perguntas finais:

    • Houve alguma estratégia definida para atrair os talentos certos para a Acordo Certo?

    Dilson: Sim. Isso é uma das coisas com a qual me preocupei desde o princípio. Eu trabalhei bastante em banco e ambiente corporativo, nunca havia sido CEO. Eu participava da operação mas não tomava decisões. Quando assumi a Acordo Certo, estava acostumado com uma cultura competitiva, um ambiente ruim, e queria que aqui fosse diferente. Que as pessoas acordem de manhã felizes por estarem em um ambiente incrível, colaborativo e por um propósito. Então comecei a criar essa cultura. Depois, nos preocupamos em dar um pouco de conforto, ter um escritório bacana, com cara de startup, temos videogame, cervejeiras, coisas que ajudam a atrair os talentos.

    Mas o ponto principal e o mais importante na minha opinião, foi ter criado o nosso processo de atração de talentos. Criamos através de uma dinâmica o arquétipo ideal que queremos ter aqui dentro: quem é o profissional que queremos, independente dos hard skills e do conhecimento técnico, mas o que ele pode trazer como pessoa pra dentro da empresa. 

    O processo começa no hunting, as pessoas que nos ajudam a buscar os profissionais já olham pra esse arquétipo. O gestor faz uma avaliação técnica e trazemos pessoas de outra área para uma entrevista final e entender se o candidato está no arquétipo, e também se a Acordo Certo é o lugar para ele estar, abrindo para perguntas. Com isso conseguimos ser assertivos, nosso turnover é baixo e temos tido sucesso. 

    Leia mais: Como identificar os talentos-chave que diferenciam o seu negócio

    • Qual foi o tempo de dedicação do CEO para o planejamento estratégico?

    Não sei quantificar em horas mas foi bem intenso. O processo inicial levou 2 meses, foram várias reuniões e depois da construção muitas reuniões para poder colocar a disciplina em prática. No total foram cerca de 5 meses e tive que me dedicar bastante.

    • Quais as dicas para quem for fazer o planejamento estratégico ou OKR pela primeira vez?

    Gouveia: Eu acho que ter a decisão de fazer, olhar e sentar já é uma grande decisão. Ter uma metodologia é fundamental para não se perder no processo. 

    A atuação do(a) CEO também é fundamental. É uma coisa que mexe com a empresa inteira e tem que ser, de cima para baixo. A participação massiva do grupo também é fundamental para ter o senso de pertencimento: aquele trabalho é nosso, não foi alguém que fez e trouxe. 

    Eu resumiria em ter uma metodologia, com envolvimento das pessoas, comunicação aberta e com atenção genuína para o processo. O Dilson teve isso como prioridade na agenda dele.

    • Quais os indicadores fizeram mais sentido no início da jornada da Acordo Certo?

    No começo foi importante pegar poucos indicadores e deixar isso como uma gestão a vista, pra todo mundo ver o que está acontecendo. Medimos 5, sendo eles a receita e os indicadores do nosso funil de conversão – quantas pessoas estamos atraindo para o site, nº de cadastros, acordos fechados e pagamentos feitos. Criamos um dashboard e deixamos em tempo real nas TVs da empresa, o time ficou engajado com a evolução. 

    • Como é feita a gestão do planejamento: qual a frequência de reuniões e quais participantes?

    Tenho reuniões semanais com a liderança – 9 líderes – em que abordo quinzenalmente o tema dos KPIs que temos que atingir de forma individual. Mensalmente temos uma reunião relacionada aos KRs, envolvendo todas as lideranças responsáveis por aqueles resultados.

    • Em algum momento do planejamento estratégico a atuação das áreas teve que ser revista?

    Dilson: Não a atuação em si, mas como elas interagem. Com o crescimento da empresa e o home-office, acabamos criando silos, em que cada área olha somente para o seu quadrado. Foi importante criar times multidisciplinares para atuarem juntos em projetos e acabar com o conceito de áreas.

    Gouveia: A empresa vai crescendo e as estruturas hierárquicas vão acontecendo. As culturas locais de cada área vão surgindo e é importante o papel da liderança nesse processo, que é juntar todos com rituais e fazer equipes multi áreas com metas compartilhadas, direcionando todos para o mesmo lugar. É preciso garantir que a cultura seja preservada. O(a) CEO deveria mudar de título para: presidente da cultura, em que o papel deveria ser 90% cuidar da visão, do longo prazo, propósito e pessoas. 

    • Como a empresa se articula num ambiente de recessão econômica? Como o OKR se aplica nesse caso?

    Dilson: Nós temos as métricas de OKR que são básicas, por exemplo este ano a meta de conversão despencou (dos acordos feitos, quantos foram pagos). O OKR é fundamental para sabermos o que está acontecendo no cenário, ele nos mostra isso e a partir daí precisamos começar a traçar outras estratégias.

    O OKR dá uma meta, mas também dá flexibilidade e autonomia para os times irem corrigindo as rotas. Se o caminho tradicional não está gerando essa conversão esperada, podemos explorar outros caminhos. Ele garante que todo mundo que tem responsabilidade sobre aquele objetivo está reunido e com responsabilidade para revisar, conversar e propor outras maneiras de chegar naquelas metas definidas. 

  • Case  Braskem  Labs | Aprendizados e Resultados

    Case Braskem Labs | Aprendizados e Resultados

    O Braskem Labs é um case de sucesso que tangibiliza a visão de que é possível unir inovação aberta e novos negócios com sustentabilidade e impacto positivo. O programa de inovação aberta da Braskem está na sua sétima edição e faz parte da estratégia de Desenvolvimento Sustentável da empresa, se relacionando e fazendo negócios com startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou do plástico.

    O Quintessa é parceiro da Braskem desde 2019 na realização do programa. Neste material, compartilhamos a estrutura, os aprendizados e os resultados que fazem do Braskem Labs uma das referências em iniciativas de inovação aberta e impacto positivo. Faça download do material abaixo.

  • Case Quintessa | Como a Acordo Certo criou um forte norte estratégico

    Case Quintessa | Como a Acordo Certo criou um forte norte estratégico

    Como uma start-up, a Acordo Certo era um case que dependia apenas de tempo para ser revelado: combinando tecnologia de ponta com foco genuíno no consumidor inadimplente, a fintech estruturou um serviço capaz de revolucionar o mercado de recuperação de crédito. Dessa forma, crescer rápido foi uma consequência inevitável.

    Apenas no primeiro semestre de 2020, foram mais de 1 milhão de dívidas negociadas.  Assim como os negócios, a equipe também escalou: desde o início da pandemia, o número de Acorders – carinhoso apelido para quem faz parte do time da fintech –  triplicou.

    Diante deste contexto, a Acordo Certo enfrentou um dilema clássico, característico do momento de rampagem: como garantir que todos estavam caminhando em direção a um mesmo sonho?

    Neste texto, vou compartilhar como o Quintessa, representado por mim e pelo mentor Eduardo Gouveia, apoiou a fintech Acordo Certo no desenho de uma estratégia que garantiu que a empresa inteira caminhasse para o mesmo norte.

    1. Propósito, o ponto de partida

    Escalar uma startup só é possível fazendo as contratações certas. Por sua vez, contratar profissionais bons significa contratar pessoas que têm opinião própria. Sem alinhamento adequado, opiniões distintas se tornam rumos diferentes, o que pode ser desastroso para uma empresa em fase de crescimento exponencial. Por isso, o objetivo número um do planejamento estratégico foi garantir o alinhamento de todos com o propósito da empresa.

    Leia mais sobre Gestão de Pessoas

    Começamos este trabalho com todas as lideranças, revisitando a missão da Acordo Certo. O intuito da dinâmica não foi apagar o conceito que já existia e começar um novo do zero. Na prática, a dinâmica resultou em poucos refinamentos do propósito original. Mas foi justamente no debate de pequenos detalhes que foi possível solidificar qual era o grande sonho buscado. Foram horas de discussões para chegar em uma única frase que refletia o alinhamento de opiniões de todos presentes naquela dinâmica. Este foi o verdadeiro resultado.

    Missão Acordo Certo
    “Empoderar o consumidor, recuperando seu bem estar financeiro.”

    Um planejamento estratégico bem construído estabelece um caminho para chegar no propósito da empresa. Para iniciar a tangibilização deste caminho, também dedicamos esforços para refinar a nova visão: específica e mensurável, capaz de ser nosso guia na caminhada dos próximos meses. 

    Visão Acordo Certo
    “Ser a marca preferida pelos consumidores, realizando 100k acordos por dia até 2021.”

    Fizemos questão de indicar na visão a North Star Metric ou, na tradução para o português, Métrica Estrela Guia. Este conceito é amplamente usado em start-ups, onde elege-se a métrica que condensa o valor que mais impacta os clientes, que, no caso da Acordo Certo, era o número de acordos realizados por dia.

    Estabelecer uma visão atrelada a uma métrica permite um entendimento comum sobre o desenvolvimento da trajetória. Assim, a métrica se torna um poderoso elemento para conduzir a startup a um crescimento de longo prazo centrado no valor.

    2. Do sonho à prática

    A visão é um ótimo instrumento para gerar clareza sobre o próximo marco buscado. No entanto, ela acaba sendo limitada para gerar direcionamento para a startup no curto prazo. Com missão e visão refinadas, trabalhamos em conjunto com as lideranças para entender quais seriam os objetivos buscados ainda no ano de 2020. Para auxiliar neste processo, utilizamos a metodologia de OKR.

    Foram 4 objetivos elencados que, se completados em 2020, aproximariam a fintech de suas visão de 2021. A dinâmica foi realizada com as lideranças que, juntas, pensaram não apenas nos objetivos buscados mas também em como suas respectivas áreas se envolveriam no alcance dos resultados propostos.

    3. Marco Zero

    A excelência da execução da estratégia está diretamente relacionada ao grau de engajamento das pessoas com o seu planejamento. Por isso, foi essencial criar um marco zero do planejamento: um momento de divulgação do plano, onde iríamos garantir o envolvimento de todos os Acorders nesta jornada.

    A pandemia impôs um desafio inédito para este marco zero: sem o convívio diário no mesmo espaço, como lançar uma iniciativa cujo principal resultado buscado seria o envolvimento genuíno de todos? 

    A equipe de Marketing da Acordo Certo criou uma verdadeira experiência, onde colaboradores receberam um kit para ser aberto apenas após a apresentação. Todas as lideranças se envolveram na apresentação da nova missão, visão e dos objetivos. Ao final, o box revelava itens que explicavam a essência de cada uma das metas buscadas do ano. 

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    Foto feita pela Acordo Certo

    4. Governança

    Por fim, de nada adianta rever os direcionamentos estratégicos se este planejamento se perder no dia a dia tático-operacional. Para garantir que o norte buscado estivesse vivo nas discussões e decisões operacionais da fintech, estruturamos ferramentas e ritos que permitissem que as evoluções fossem aferidas e os resultados discutidos:

    • Ferramentas: dashboards e reports de acompanhamento mensal e trimestral, que mostram de maneira clara o quanto a startup evoluiu em cada um dos objetivos propostos.
    • Ritos: reuniões, de cadência mensal, trimestral e anual, para garantir que todos os responsáveis por fazer um objetivo acontecer contassem com um espaço protegido para discutir a evolução obtida e corrigir possíveis rotas.

    Mesmo com os desafios impostos pelo pandemia e pelo rápido crescimento da equipe, a Acordo Certo concluiu o ciclo de 2020 com o recorde histórico de número de acordos realizados por dia. Mais do que isso, finalizou 2020 com um time engajado, disposto e alinhado com o sonho da empresa. Na visão do Quintessa, este é o verdadeiro resultado de um bom planejamento estratégico: consolidar a visão de um legado na qual todos possam participar da sua construção.

    “De fato a Acordo Certo não tinha um planejamento formal. Em uma start-up no ritmo de crescimento exponencial, as coisas vão acontecendo rapidamente e quando você vê tem muita gente na operação. Se não colocarmos um norte muito bem definido e divulgado aos colaboradores as coisas podem se complicar rapidamente. O apoio da Quintessa veio na hora certa e foi fundamental para conseguirmos traçar, formalizar e divulgar a estratégia. Fabi e Gouveia foram brilhantes na condução de todas as dinâmicas que fizemos e o resultado não poderia ter sido melhor. Temos muita sorte de ter a Quintessa ao nosso lado. Obrigado Fabi e Gouveia, vocês são fora da curva.”
    Dilson Sá, CEO da Acordo Certo

  • Case Quintessa | Como a TechBalance aprendeu com os clientes para validar o negócio

    Case Quintessa | Como a TechBalance aprendeu com os clientes para validar o negócio

    Os conceitos que definem o modo de operar das startups, como “errar rápido”, “rodar de forma enxuta”, “manter foco”, etc. já são amplamente utilizados e difundidos, inclusive no ambiente de grandes corporações. Se por um lado essa lógica já está na visão dos empreendedores que começam um negócio, o que é ótimo, um desafio que encontramos ao apoiar aos negócios é ajudá-los a aplicar esses conceitos corretamente. 

    Percebemos que, como são metodologias estabelecidas pelo mercado, são muitas vezes aplicadas “por protocolo”, não gerando o crescimento e aprendizado necessários. Como exemplo, vemos muitos empreendedores com a preocupação de rodar um MVP, mas não são todos os que sabem porque precisam fazê-lo e quais resultados e aprendizados precisam ser gerados.

    Nesse texto vamos contar a trajetória de um negócio de impacto em saúde acelerado pelo Quintessa, a Techbalance, que tem muito a ensinar sobre o desenvolvimento de produto e ajuste de modelo de negócio. 

    Contexto do negócio

    A TechBalance nasceu para resolver um grande problema, embora pouco falado, que são as quedas de pessoas com mais de 60 anos. O impacto de quedas é imenso, tanto na vida e na saúde da pessoa idosa, que normalmente tem complicações, quanto nos custos gerados para o sistema de saúde com internações e tratamentos.

    A queda pode ser evitada com o tratamento preventivo correto, mas as opções atuais para executar esse tipo de tratamento são caras e trabalhosas. Nesse contexto, a empreendedora Fabiana Almeida, que atuou por muitos anos como fisioterapeuta atendendo muitos casos de queda entre idosos, entendeu que assim como desenvolvemos todo um sistema para acompanhar cardíacos, diabéticos e outras doenças crônicas, o mesmo precisava ser feito com quedas. Nesse contexto, surgiu a TechBalance.

    A Techbalance é uma tecnologia que avalia o paciente por meio de testes motores e posturas usando o celular no centro da massa corporal e oferece um dashboard contendo o score de risco de queda e fragilidade

    Aprender rápido e desenvolver o negócio junto ao mercado

    A TechBalance sabia que para desenvolver o negócio precisava validar as suas hipóteses, errar rápido e operar de forma enxuta. O desenvolvimento de MVPs (sigla em inglês para Produto Mínimo Viável) carrega esse objetivo de gerar aprendizado rápido e inteligente, e que na nossa visão, é a essência que deve ser garantida em todas as ações do dia a dia.

    De fato, gerar esse aprendizado e garantir evolução constante nem sempre é tão simples. Na prática vemos que o que mais acontece é que tem-se parte da informação. O mais importante é conseguir perceber se o caminho escolhido tem gerado bons resultados ou não. Se não, temos que conseguir mudar o rumo.

    Duas grandes perguntas podem direcionar melhor esse caminho: 

    1. O que temos que aprender? Qual é o principal ponto que se ganharmos maturidade eleva nosso negócio de patamar?
    2. Qual a melhor maneira de aprender sobre esse aspecto junto ao mercado/potenciais clientes?

    Com a Techbalance, o processo aconteceu dessa forma:

    1º Passo: Esse problema é relevante para o mercado? Antes de desenvolver uma solução, é preciso validar que o problema é relevante!

    O que precisa existir no meu produto para ser relevante para o problema do cliente?

    O setor da saúde traz desafios específicos para inovar dado a necessidade de comprovações clínicas para novas tecnologias e riscos proveniente de falhas, que são premissas para o processo de inovação. 

    Para validar o problema e entender como resolvê-lo, a TechBalance se aproximou desde o início de importantes empresas do setor. Dada a dinâmica do problema, também teriam que desenvolver uma tecnologia e serviço que endereçam necessidades do usuário (paciente) e cliente (atores de saúde como hospitais e operadoras). 

    A melhor maneira de materializar a operação foi desenvolver um projeto de piloto clínico junto a uma grande operadora de saúde: foi possível validar o valor da tecnologia para operação do cliente e  alcançar validação clínica para poder operar. Esse valor para o cliente seria a economia gerada ao identificar previamente os principais pacientes com risco de queda, que, caso ocorra, gera custos muito altos.

    2º passo: Qual mercado vai atacar? Você precisa priorizar e focar em um segmento de cliente

    Vemos empreendedores falando que “meu produto pode ser usado por N tipo de pessoas, é difícil focar no início” e que normalmente nos leva para discussões intermináveis sobre análise de mercado e foco.

    Uma vez que iniciamos conversas com potenciais clientes com o objetivo de entender qual cliente tem mais motivos para buscar uma nova solução e, em quais desses, posso/quero gerar valor seria mais relevante, ficou claro que nossa prioridade deveria ser operadoras de saúde com rede internalizada por serem as principais interessadas em mitigar o possível custo com internação e complicações provenientes de quedas. 

    Além disso, a maior parte das principais empresas desse segmento já possuem alguma iniciativa nessa linha, o que nos demonstrou maior interesse e comprometimento em resolver o problema. 

    3º passo: Meu produto apresenta diferenciais na prática? Você precisa estar muito próximo do seu cliente e descobrir se está gerando valor no mercado.

    O piloto só virou contrato quando a Fabiana ficou acompanhando resultados de uso, melhoria de pacientes, validando protocolos e o que está sendo entregue, em contato constante com diretores de áreas médicas, operações, financeiras e comercial de uma das principais operadoras de saúde. Dá trabalho, mas compreender na profundidade o que precisa ser feito para seu produto gerar valor na prática é o seu primeiro grande objetivo. Com isso, foi desenvolvido o kit da TechBalance, que passa ser utilizado pelas equipes de seus clientes junto a toda tecnologia mobile e dashboard de gestão.

     O processo trouxe aprendizados incríveis para o produto, onde descobrimos que:

    • Para valer a pena para o cliente no dia a dia, o produto da TechBalance tinha que oferecer uma testagem mais rápida dos pacientes (mesmo já sendo muito mais rápido e preciso do que outras opções correntes). 
    • A relação com o paciente e sua conscientização da importância do tratamento era um aspecto crucial para o problema do cliente. 

    Esse último aspecto também apareceu de forma recorrente em outras conversas com possíveis clientes, o que fez com que desenvolvêssemos um braço de relação e educação do usuário como parte do serviço. 

    Somente “vivendo dentro do cliente” foi possível para a TechBalance entender quais pontos mais importam para um cliente como aquele, o que trouxe a última alteração no modelo de negócio. 

    4º Como definir meu modelo de negócio? O que seu modelo de negócio incentiva? O modelo de negócio também agrega valor para seu cliente!

    Mesmo com evoluções em sua trajetória, para ser relevante no mercado ainda eram necessários alguns ajustes no modelo. 

    O primeiro modelo comercial foi: 

    • O cliente recebia seus kits e teria apoio de técnicos da TechBalance para treinamento e dúvidas no dia a dia. Por isso, seria cobrada uma mensalidade base + valor fixo por cada exame realizado. 

    Nas conversas com o novo cliente, outro grande ator do setor da saúde, esse modelo fez muito sentido pois, em tese, permite uma adoção rápida, sem grandes atritos financeiros iniciais e poucas mudanças no protocolo de atendimento. 

    Na prática, entendemos que por aplicar um modelo de cobrança por exame, naturalmente a equipe da operadora de saúde passou a utilizar o sistema só quando entendiam necessário, para gerar menos custos.

    O problema disso é que o que queríamos era o oposto, já que de forma objetiva a equipe não tem como avaliar corretamente o nível de risco de queda e a tecnologia vem justamente para apoiar nessa questão. Entendemos que era preciso alterar o modelo de cobrança para gerar valor para o cliente.  

    Migramos para modelo de planos de assinatura, estabelecendo faixas de preço que permitem um certo número de exames. Por exemplo: até 100 exames/mês, um preço X; entre 100 e 500 exames/mês, um preço Y. 

    O mais interessante e uma dica para o processo é que o contato com outros empreendedores também permite acelerar esse contato próximo. Utilizamos da rede de empreendedores do Quintessa para ter essa visão prática de como era atuar com incentivos parecidos nos mesmos clientes que estávamos atuando. 

    “Estar em contato, ouvindo o cliente e garantindo a aderência dele ao serviço, traz muitos insights práticos dos pontos falhos do produto ou do modelo. Na prática o que temos visto é que, quando a aderência ainda não está redonda, na verdade, está faltando alguma coisa. Ainda estamos determinando o limite entre melhoria e customização, que são coisas diferentes, mas somos os maiores interessados em atender: o cliente se sente acolhido e a relação se estreita em confiança”

    Fabiana Almeida, Techbalance

    Definir modelo de negócio não é preencher um canvas. Definir e validar seu modelo de negócio é ter a comprovação que o conjunto de suas atividades gera valor para seu cliente, impacto e retorno financeiro.

    A partir da experiência com seus clientes e com o mercado, a TechBalance se ajustou para ter uma assinatura fixa por uso do serviço e cresce seu modelo a partir da operação do seu cliente. 

    Funciona assim: A operadora implementa o serviço da TechBalance na unidade X pagando uma mensalidade. Nessa unidade, poderá utilizar todos os recursos possíveis para melhorar sua operação e, por tabela, TechBalance possui mais dados de uso melhorando sua tecnologia. Uma vez que a primeira operação demonstra resultados positivos, o serviço pode ser implementado em outras unidades aumentado o valor total do contrato.

     Sendo assim, com o novo modelo de negócio a TechBalance incentiva que o cliente:

    – use seu produto da melhor maneira;

    – tenha dados para continuar melhorando sua tecnologia

    Ao passo que o resultado financeiro do cliente melhora, justifica-se expansão em sua operação e também amplia-se a receita da TechBalance.

    A importância da experiência do cliente

    Já sabemos que o principal motivo de falência de startups (CBInsights) é por não atender uma real necessidade de mercado, o que traz mais relevância ao processo de validação do problema, do produto e do modelo de negócio. Isto posto, também queremos chamar atenção para a riqueza que esse processo gera. 

    Nenhuma das melhorias e conclusões que tivemos com a TechBalance seria possível se tivéssemos ficado analisando e discutindo entre time, especialistas de mercado, investidores e mentores. Todas essas pessoas contribuíram muito melhor com o processo porque tínhamos resultados a partir da relação com o clientes reais.

    Muitas vezes ficamos nesse local sem perceber, talvez por ser mais confortável. O ponto é: aprender com o mercado é o melhor que você pode fazer para seu negócio. Por isso, volte àquelas perguntas iniciais que colocamos: o que você precisa aprender sobre o seu negócio e como pode fazer isso junto ao mercado?

    Leia mais sobre esse tema no nosso blog e conheça o programa de Validação do Quintessa, que já apoiou mais de 30 negócios de impacto na ida ao mercado. 


    Sugestões de Leitura:

    YCombinator | A Minimum Viable Product Is Not a Product, It’s a Process: Building Product, Experimentation, MVP (em inglês)