Categoria: ESG e Sustentabilidade

  • O valor da Bioeconomia para uma Economia de Impacto

    O valor da Bioeconomia para uma Economia de Impacto

    A bioeconomia é assunto do dia no debate sobre sustentabilidade e mitigação das mudanças climáticas. O Brasil deu a largada na discussão para regulamentação da atividade: recentemente foi criada a Estratégia Nacional de Bioeconomia, iniciativa do governo federal para implementação de políticas públicas para o desenvolvimento do setor. No último G-20, realizado em nov/2024 no Rio de Janeiro, líderes globais reconheceram pela primeira vez a importância desse paradigma produtivo para o crescimento inclusivo e definiram os princípios norteadores do setor em um documento que já é considerado histórico.  

    Motivos não faltam para celebrar: atualmente, a bioeconomia é apontada como uma das soluções às crises climática e ambiental, e peça-chave para uma economia de baixo carbono. Estima-se que a atividade tenha potencial para chegar a 2050 movimentando US$30 trilhões em negócios em todo o planeta. Se considerado apenas o Brasil, a implementação de tecnologias ligadas à bioeconomia tem potencial para injetar US$592,6 bilhões em recursos para o setor até 2050, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bioinovação. O estudo aponta ainda que, em termos ambientais, o incremento da bioeconomia pode auxiliar na redução dos gases do efeito estufa em 28,9 milhões em 30 anos – o equivalente a 65% das emissões do país.  

    Para tangibilizar, as mudanças no uso da terra representam a maior parte das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. De acordo com dados mais recentes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), 38% das emissões líquidas brasileiras vêm do setor de Uso da Terra, Mudança de Uso da Terra e Florestas (LULUCF, na sigla em inglês). Por isso, políticas de preservação florestal são cruciais para que o país atinja suas metas climáticas, segundo dados da 6ª edição das Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil.  

    O avanço da fronteira agrícola é um dos fatores responsáveis pelos índices crescentes de desmatamento no país. Mais de 100 milhões de hectares de vegetação nativa localizadas em propriedades rurais em todo o país são passíveis de conversão para atividades antrópicas. O desmatamento contribui para a perda de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos, além de aumentar as emissões de gases de efeito estufa, agravando as mudanças climáticas.

    O aumento da população mundial e o risco das emergências climáticas impõem um desafio à agricultura: segundo dados da ONU, elevar a oferta de alimentos em 50% até 2050 aumentando a eficiência na utilização dos recursos naturais é o passo mais importante para atingir os objetivos ambientais e de produção alimentar, garantindo a conservação da vegetação nativa e a manutenção da biodiversidade.

    Investimentos em sistemas alimentares que promovam a inclusão social, a segurança alimentar e a redução das emissões de GEE são condições essenciais para uma transição verde no país. Projetos que promovam a restauração de ecossistemas e a conservação da floresta em pé, e mecanismos financeiros que fomentem a bioeconomia, o incremento da captura de carbono e o aumento da biodiversidade são fundamentais para o desenvolvimento socioambiental sustentável.

    Neste cenário, a bioeconomia é uma ferramenta estratégica para a construção de um modelo de produção pautado em recursos biológicos, gerando benefícios econômicos, ambientais e sociais para a sociedade. Ao promover o uso de recursos renováveis, a bioeconomia contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a preservação da biodiversidade. Na pauta social, a bioeconomia promove a inclusão das comunidades quilombolas e ameríndias na cadeia produtiva, alavancando a economia e a cultura locais. 

    A amplitude do conceito é proporcional aos desafios e oportunidades na construção de soluções para a promoção da biodiversidade. Em qualquer uma das áreas de aplicação, a bioeconomia requer investimentos em pesquisa e desenvolvimento, o fomento a soluções sistêmicas, a criação de políticas públicas capazes de regulamentar o mercado, viabilizando o crescimento econômico aliado à conservação da biodiversidade.  

    Se no setor público o Brasil se esforça para assumir a liderança da pauta com a construção dos dez princípios de alto nível sobre bioeconomia e a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, na iniciativa privada o desafio climático pode ser revertido em oportunidade de negócios com investimentos integrados em serviços e soluções que façam do capital natural um valioso ativo ambiental. 

    Com alto potencial  inovador, a bioeconomia pode  estimular a adoção de soluções de inovação advindas da ciência e da tecnologia, como biotecnologia, inteligência artificial e blockchain, movimentando a indústria e gerando novas oportunidades de emprego e negócios. Nesse sentido, as startups possuem uma oportunidade única de criar negócios disruptivos e de impacto positivo para a sociedade e para o meio ambiente. 

    O mercado mundial de green techs, startups com foco em soluções sustentáveis, pode chegar a US$74,64 bilhões até 2030, crescimento de sete vezes em uma década (Relatório da Allied Market).  O potencial de novos negócios é proporcional às reservas naturais contidas no território. Só na Amazônia, região de maior biodiversidade do mundo, estima-se que  a economia verde, ou de baixo carbono, dê um salto e amplie de forma exponencial a participação da região no Produto Interno Bruto, que hoje é de apenas 8%. 

    No entanto, a região Amazônica responde por 5% do mercado de startups do país, segundo o Mapa de Negócios de Impacto, estudo realizado pelo Quintessa e Pipe. Esse cenário evidencia o grande potencial ainda a ser explorado para consolidar a bioeconomia como pilar de uma economia verde e sustentável. E ainda há de se considerar o desafio de descentralizar a pauta para que não fique apenas entorno da Amazônia e se dê valor a tantos outros riquíssimos biomas brasileiros, como a Caatinga e o Cerrado.

    Portfólio para Bioeconomia

    A bioeconomia é um dos enfoques estratégicos do Quintessa, pelo qual atuamos através da seleção e aceleração de empreendimentos que trabalham na pauta, bem como do engajamento e fomento para que grandes empresas estimulem a demanda para o setor incorporando produtos da sociobiodiversidade em sua cadeia de suprimentos – atuando como offtakers. 

    Estudo recente publicado em setembro de 2024 pela Climate Policy Initiative aponta que, no Brasil, a bioeconomia recebeu mais de R$16,6 bilhões/ano em recursos financeiros no período de 2021 a 2023. Desse total, o setor privado foi a principal fonte de financiamento, com R$9,43 bilhões aportados por grandes corporações e pouco mais de R$2 bilhões provenientes de instituições financeiras – representando 69% do total de recursos disponíveis no país. O setor público contribuiu com R$3,32 bilhões, considerando investimentos do governo federal, dos governos estaduais e do BNDES.

    Acreditamos que a bioeconomia é um importante vetor da economia de impacto, com potencial para gerar um faturamento industrial adicional de US$284 bilhões até 2050, segundo projeções da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI). Para transformar esse potencial em realidade, articulamos programas,  recursos e parcerias estratégicas entre setor privado, startups e múltiplos atores. 

    Ao longo dos últimos 5 anos, construímos um robusto portfólio de projetos de aceleração que contribuem para a bioeconomia e a pauta de mudanças climáticas. Em 2022, apoiamos a construção da tese de atuação da Plataforma Parceiros da Amazônia (PPA) com a definição de teses temáticas, dentre elas a bioeconomia, e o mapeamento de iniciativas que apoiam organizações de impacto atuantes no bioma amazônico.  

    Pela terceira vez consecutiva,  desde 2022, somos os executores do programa  100+ Labs Brasil, uma iniciativa de inovação aberta com impacto da Ambev. Na edição 2023-2024, o programa foi correalizado pela PPA e USAID, com um foco especial na biodiversidade amazônica. Sete startups implementaram projetos-piloto com a Ambev, entre elas a Apoena, que utilizou aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota da empresa, em São Luís, no Maranhão, com redução de até 8% no consumo de combustível e, portanto, das emissões

    No mesmo período, fomos parceiros do Fundo Vale no Desafio Floresta e Clima, colaborando com as definições estratégicas de tema, e aceleração de cinco iniciativas com potencial para resolver desafios do ecossistema de carbono florestal na Amazônia. 

    E, em 2023, em parceria com PPA, WWF e WRI, executamos a Aceleradora de Negócios Florestais, em que aceleramos 20 negócios florestais da cadeia de restauração e agrofloresta na Mata Atlântica e selecionamos cinco soluções para mentoria e acompanhamento em campo. A proposta foi construir uma trilha de conhecimento e capacitação de ações de restauração para empreendedores do bioma.  

    Atualmente, atuamos em parceria com o BNDES na realização de um dos maiores programas para negócios de impacto do Brasil, o BNDES Garagem. De 2024 a 2028, a proposta é acelerar 400 negócios em múltiplas áreas do desenvolvimento socioambiental do país, entre elas economia verde e descarbonização – tema de 50% das soluções inscritas no primeiro ciclo do programa.  

    Frente ao tamanho do desafio e potencial da pauta, há espaço para que diversas soluções sejam desenvolvidas. Além do Quintessa, diversas outras iniciativas se dedicam há anos. Algumas delas você pode conhecer neste mapeamento de organizações que apoiam negócios de impacto na Amazônia, recorte correlato ao que tratamos neste artigo.  

    E sua organização, como está se preparando para trabalhar com este importante segmento da economia brasileira?. 

  • Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa

    Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa

    Nos últimos três anos – o Quintessa opera e coordena o 100+ Labs, programa de inovação aberta da Ambev – que tem como objetivo desenvolver e implementar soluções socioambientais de startups de impacto nas temáticas de: Agricultura Sustentável; Amazônia; Diversidade e Inclusão; Ecossistema Empreendedor; Embalagem Circular; Gestão de Água; Mudanças Climáticas e Responsabilidade Socioambiental na Cadeia de Suprimentos.

    Durante esse período, o programa implementou cerca de 24 pilotos, facilitou mais de 70 conexões entre negócios e parceiros em cada edição, mobilizou e acompanhou o envolvimento de cerca de 9 parceiros por edição, além de gerar resultados significativos para a operação da Ambev.

    Um exemplo é a startup TRC Sustentável, que participou da edição 2021/2022 do programa e oferece soluções de gestão inteligente de água por meio de inteligência artificial nos pontos de venda e centros de distribuição da Ambev. Durante o piloto, foi possível economizar 1,5 milhão de litros de água, representando uma redução média de 40% e gerando cerca de R$ 70 mil em economia em apenas 4 meses.

    Para conhecer outros cases do Programa, acesse:

    A edição de 2023:

    O encerramento da 5ª edição do programa aconteceu na última segunda-feira (25) no Cubo em São Paulo – a edição contou com mais de 240 startups inscritas, 22 startups selecionadas e 7 pilotos implementados no programa ao longo de 05 meses.

    O programa acontece num momento em que o investimento de grandes empresas atuando em inovação aberta cresce no Brasil. Segundo o Ranking TOP Open Corps 2023, o investimento total foi de R$ 6,4 bilhões, considerando o período de julho de 2022 a junho de 2023 – a Ambev lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo como empresa que mais se relaciona com o ecossistema de startups.

    “Um dos principais objetivos da companhia é crescer de forma compartilhada e promover a inclusão produtiva de todo o nosso ecossistema. São enormes os desafios ambientais que enfrentamos todos os dias e essa união nos garante olharmos para o melhor horizonte e colocarmos em prática iniciativas reais, que fazem a diferença para o meio ambiente e para a sociedade como um todo”, comenta Lisa Lieberbaum, Head de Sustentabilidade da Ambev.

    Durante o Demoday, as sete startups da edição 2023/2024 que implementaram os seus pilotos na operação da Ambev puderam apresentar os principais avanços e resultados gerados:

    Objetivo do piloto:

    Ceres Seeding: Validação comparativa do plantio utilizando drones para restauração e monitoramento de recuperação de florestas.

    Resultado:
    A utilização de drones para operações de plantio demonstrou ser um método com resultados satisfatórios quando comparados com os métodos tradicionais (muvuca). O projeto foi implementado em duas áreas com 1 hectare cada. Enquanto o plantio convencional requer a presença de cinco operadores, o plantio remoto via drones só necessita de dois operadores. Além disso, o plantio automatizado por drones alcança um rendimento operacional total em apenas quatro horas, contrastando com as seis horas necessárias no método tradicional. Essa diferença resulta em uma economia significativa de tempo de trabalho por hectare, equivalente a uma economia de 20%, ou aproximadamente R$ 4.555,00 por hectare, quando se opta pelo plantio via drones. Esses resultados podem ser ainda mais promissores em projetos de maior escala.

    Açaí Maps: Software de gestão agrícola da cadeia produtiva de Açaí e Guaraná na Amazônia.

    Resultado:
    Após a implementação do piloto em 28 propriedades, os últimos resultados indicam que a plataforma pode gerar um potencial aumento da produtividade e qualidade do Guaraná pela otimização do uso de insumos e recursos.

    Plure: Processo seletivo de 35 mulheres negras nas vagas de operação fabril e representante de vendas.

    Resultado:
    O processo seletivo do projeto piloto atraiu 513 inscrições, dessas 343 foram aprovadas de acordo com os pré-requisitos definidos e receberam o acesso à plataforma de aprendizagem da Plure para se preparar para o processo seletivo. A plataforma, primeira de preparação para processos seletivos para mulheres, gerou um banco de 60 candidatas entregues que estão participando de processos seletivos da Ambev e algumas já foram incluídas no mercado de trabalho em outras empresas. Além disso, também foram entregues à Ambev 97 candidatas extras dentro do perfil de mulheres não-negras para preenchimento de outras vagas.

    Squair: Monitorar o consumo de energia de ar condicionados e câmaras frias nos CDDs de Mauá e Litoral

    Resultado:
    Os resultados do monitoramento realizado no centro da Ambev em Cubatão, São Paulo resultaram em uma economia mensal de R$2.688,13, acompanhada por uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 1,75 toneladas por ano. Em relação à implementação nos sistemas de ar-condicionado na Ambev, a economia mensal alcançada foi de R$459,00, com uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 0,21 toneladas ao ano.
    Ao longo de um ano, estima-se uma economia total de R$37.765,56, além de uma redução significativa de 1,96 toneladas de emissões de CO2 anualmente.
    Esses resultados são possíveis graças à manutenção da temperatura ideal e segura das câmaras, garantida pela sincronização inteligente e eficiente dos compressores, que também otimizam o consumo de energia.

    Gedanken: Criação de um padrão automatizado para a avaliação de fornecedores em métricas ESG

    Resultado:
    A plataforma possui um custo de 90% abaixo das plataformas internacionais e foi implementada em dois fornecedores; Ambev e Pepsico, que resultou um NPS de 100%, além de uma alta adesão com time dos fornecedores, batendo 63% de adesão com a Pepsico e 60% com a Ambev superando a estimativa de 50% de adesão, com um tempo de resposta de 20 dias após a comunicação.

    Eat Typcal: Produção de proteína de micélio, um novo ingrediente para indústria de alimentos, a partir da levedura residual do processo de fermentação de cerveja.

    Resultado:
    Os resultados do piloto com a Ambev tiveram um aumento significativo de 64% na produção de biomassa fresca, redução de mais de 50% no custo de produção e uma melhora na composição nutricional usando o micélio, diminuindo 20% carboidratos e ganhando mais 6% de proteínas e 25% mais fibras. Mostrando que a Ambev pode desempenhar um papel central na aceleração da indústria de alimentos, ao mesmo tempo que contribui para economia circular com o upcycling alimentar de co-produtos.

    Apoena: Uso de aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota Ambev em São Luís(/MA).

    Resultado:
    Durante 2 meses de piloto no Maranhão (São Luis) foi utilizado o aditivo em 6 veículos da distribuição urbanos na da Ambev. Desses, foi identificado resultado positivo em 83% dos veículos.
    Os resultados preliminares apresentam redução potencial de até 8% no consumo de combustível e 8% na redução das emissões, o que dentro do piloto representaria uma economia de aproximadamente R$6 Mil reais em combustível.
    Além de gerar impacto social com a compra direta de 8 famílias, combater o trabalho infantil, praticar preço justo e a replicabilidade do projeto para outras regiões e estados.

    Após avaliação da banca sobre as soluções apresentadas, os jurados enfatizaram que as sete startups se destacaram pela consistência, mensurabilidade e pelo alinhamento com os propósitos da empresa.

    Além disso, durante o processo de premiação, a startup Apoena foi reconhecida em primeiro lugar, recebendo um prêmio de R$50.000,00, enquanto a Plure ficou em segundo lugar, com um prêmio de R$30.000,00. Essa iniciativa reforça o compromisso da Ambev em valorizar e investir em soluções sustentáveis e inovadoras.

    “O Programa 100+ Labs é um exemplo de como a inovação aberta pode impulsionar a sustentabilidade corporativa. Trabalhar ao lado da Ambev, PPA e parceiros para identificar e apoiar startups de impacto que abordam desafios cruciais é uma oportunidade única de catalisar mudanças significativas. Estamos orgulhosos de liderar esse esforço em parceria com a Ambev e testemunhar os resultados tangíveis que surgem dessa colaboração”, declara Máercio Diogo, líder de projetos do Quintessa.

    O 100+Labs é liderado pela Ambev e co-realizado pela USAID e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), em parceria com Pepsico Unilever, é executado pelo Quintessa, e ainda tem apoio do Valgroup e Ball, e conta com apoio institucional da Libra Brading e Un Global Compact Rede Brasil.

  • Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Após 8 meses de imersão o demoday marcou o encerramento da terceira edição do programa Irani Labs com foco em temáticas ESG, realizado em parceria com o Quintessa. 

    Às startups apresentaram os projetos pilotos de suas soluções junto à Irani, executados a partir das provas de conceito (POCs), o programa contou com mais 70 startups inscritas, 12 negócios selecionados e 7 vencedoras.

    O programa acredita que esforços conjuntos alavancam bons resultados em prol do impacto socioambiental positivo, além de gerar valor estratégico para outras companhias. Por isso, pela primeira vez, o Irani Labs contou com a participação da BASF, iFood e Mercado Livre como parceiros institucionais da edição.

    Fabiano Alves Oliveira, diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, afirma que as sete startups se destacaram pelas soluções, produtos e serviços com elevado impacto na sociedade, de forma ampla, consistente e mensurável, de forma muito alinhada com os propósitos da companhia. 

    “O Irani Labs, programa de inovação aberta para conexão com startups, busca o desenvolvimento de soluções sustentáveis. A cada edição, fortalecemos nosso compromisso de construir relações de valor por meio do compartilhamento de conhecimento”, ressalta o executivo.

    Para Fabiano Oliveira, a parceria entre Irani e Quintessa reflete a crença da companhia na essência da inovação aberta, onde o princípio ganha-ganha entre empresa e startup prevalece. 

    “Enquanto as startups podem comprovar a eficácia das suas soluções de impacto por meio da implementação dos pilotos, com perspectiva de faturarem e consolidarem uma parceria estratégica com a Irani, a empresa garante a entrega de resultados que estão alinhados com sua estratégia ESG”, acrescenta Anna de Souza Aranha, co-CEO da Quintessa.

    Os 7 negócios selecionados para a fase 2 apoiam a Irani a atingir três compromissos em ESG além de inovar com embalagens sustentáveis;

    Embalagens sustentáveis: Os projetos desenvolvem novos produtos, materiais e barreiras.

    • Nathural Chemical: desenvolve impermeabilizantes recicláveis, biodegradáveis e compostáveis para embalagens.
    • Magma (grenshield): desenvolve papel barreira repolpável, dentre outros produtos

    Mudanças climáticas: O projeto de descarbonização, aumenta em 20% o saldo positivo entre emissões e remoções dos Gases de Efeito Estufa (GGE).

    • Quanticum: mapeia potencial agronômico e ambiental com base em nanopartículas naturais da terra. 
    • Bioflore: Desenvolve plataformas digitais para gestão e monitoramento das ações de conservação e restauração florestal.

    Resíduos: Prevê zerar o envio de resíduos, não perigosos, para aterro.

    • Nanobot: Oferece um equipamento gerador de nanobolhas que infunde gases na água para melhorar o sistema de tratamento.
    • Tamoios Tecnologia: desenvolve embalagens com biocompósitos de celulose.

    Diversidade & Comunidade do entorno: Impacta 40% de mulheres no quadro funcional e 50% de mulheres em cargos de liderança.

    • Se Candidate Mulher!: Insere mulheres no mercado de trabalho por meio do engajamento na candidatura e no preparo das aplicantes e ações afirmativas junto às empresas.

    Esta terceira edição do programa Irani Labs com foco em ESG gerou  resultados expressivos para a Irani;

    01. Como toda sua área nativa foi mapeada com tecnologias inovadoras, entregando mais confiabilidade nos dados de estoque de carbono estimado inicialmente em + 8 milhões de tC totais (abaixo e acima do solo);

    02. O lodo da Irani foi utilizado no desenvolvimento de um novo produto para substituição do plástico no seu viveiro. 4 mil tubetes biodegradáveis produzidos e com ótimos resultados. Potencial de uso de 120 ton de lodo e retirada de 120 ton de plástico da operação anual com a escala, somada a redução de custos operacionais;

    03. Efluente de Indaiatuba tratado por 8 dias com tecnologia de nanobolhas de Ozônio reduzindo os parâmetros de VOCs de 70% a 100%. Esses resultados abrem novas oportunidades de uso do resíduo;

    04. Duas novas barreiras de papel testadas e aprovadas nos primeiros parâmetros, possibilitando análise da entrada da Irani em novos mercados (papel stretch, copos ou canudos de papel).

    O programa Irani Labs ESG trouxe não apenas soluções inovadoras para a Irani, como também apoiou no desenvolvimento das startups selecionadas, com workshops de construção de piloto abordando boas práticas e ferramentas, encontros com sponsors, além de um Intensive Learning de capacitação em gestão com temáticas votadas pelos empreendedores: priorização de mercado, diferencial competitivo e ida a mercado.

  • 54ª Edição do Fórum Econômico Mundial 2024: Reconstrução da Confiança

    54ª Edição do Fórum Econômico Mundial 2024: Reconstrução da Confiança

    O Fórum Econômico Mundial, é um evento anual que ocorre desde 1971, é o palco onde políticos e representantes de empresas detalham suas ações para contribuir com o futuro global. Este ano o fórum está em sua 54ª edição e foi realizado entre os dias 15 a 19 de janeiro em Davos, Suíça.

    O tema escolhido desta edição foi a “Reconstrução da Confiança”, com cerca de 200 palestras e apresentações de relatórios e opiniões críticas sobre o futuro das nações, líderes mundiais e executivos empresariais abordaram questões críticas para o futuro global, com destaque para três principais temas: Preocupações Climáticas, Impactos das Mudanças Climáticas na Saúde Mundial e o Futuro da Inteligência Artificial.

    Reunimos aqui as três principais temáticas das discussões em Davos:

    01. Preocupações Climáticas

    Assim como nas edições anteriores, a crise climática dominou a maior parte dos painéis e das conversas do fórum em Davos. pós os acontecimentos de seus efeitos mais evidentes em 2023, essas preocupações aumentaram acendendo um sinal vermelho para os líderes mundiais e executivos que entenderam que a colaboração entre governos, empresas e comunidades é fundamental para uma criar uma solução mais sistêmica e colaborativa para os efeitos da emergência climática.

    Em alguns discursos, líderes admitiram que os esforços para lidar com os efeitos das mudanças climáticas têm sido insuficientes. A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que é preciso compromissos mais ambiciosos no clima, e enfatizou a importância de se cumprir as promessas nessa frente.

    Um estudo apresentado realizado  pelo banco UBS alertou que anos de negligência deixaram uma lacuna de investimentos na biodiversidade e nas soluções ligadas à natureza. Além de ressaltar que o capital privado é essencial para fechar esse gap, que chega a US$700 bilhões por ano.

    Já o relatório de Riscos Globais 2024 lançado pelo Fórum destacou que 5 dos 10 principais riscos nos próximos 10 anos são referentes às questões ambientais: eventos climáticos extremos, mudança crítica nos sistemas terrestres, perda de biodiversidade e colapso do ecossistema, escassez de recursos naturais e poluição.

    Os líderes sentiram uma urgência imperativa em relação à necessidade de concretizar ações. Além disso, debateram estratégias para desenvolver uma abordagem sistêmica de longo prazo, visando atingir os objetivos de um mundo neutro em carbono e benéfico para a natureza até o ano de 2050.

    “Não podemos continuar a basear os futuros modelos de negócios no esgotamento da natureza e dos recursos” disse Jesper Brodin, Diretor Executivo, Grupo Ingka (IKEA). As empresas que não se adaptarem ficarão no esquecimento, acredita ele.

    02. Um olhar para os impactos das mudanças climáticas na saúde Mundial

    A incapacidade de agir em relação às alterações climáticas não tem implicações apenas para o planeta. Por esse motivo as discussões sobre as mudanças climáticas no fórum não se concentram apenas na natureza e na economia global, mas também nas consequências que estão diretamente ligadas na saúde humana e no sistema de saúde global, causados pelo aumento das temperaturas do planeta.

    “A crise climática é uma crise de saúde”, disse Vanessa Kerry, Cofundador e CEO, Seed Global Health.

    O relatório “Quantificando o Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde Humana”, lançado pelo fórum  sobre o impacto das mudanças climáticas investiga seis categorias principais de eventos climáticos que impulsionam impactos negativos na saúde: inundações, secas, ondas de calor, tempestades tropicais, incêndios florestais e aumento do nível do mar. Essas mudanças podem causar cerca de 14,5 milhões de mortes e gerar perdas econômicas globais de US$12,5 trilhões até 2050. 

    Uma inquietação adicional ressaltada é que as mudanças climáticas intensificam a desigualdade global em saúde, impactando de forma desproporcional segmentos mais vulneráveis da população, tais como mulheres, jovens, idosos, indivíduos de baixa renda e comunidades de difícil acesso. Esta disparidade é particularmente acentuada nas regiões da África e do Sul da Ásia.

    03. Futuro da Inteligência Artificial


    Os gigantes da tecnologia como Google, Meta e Microsoft e executivos como o fundador do Chat GPT, OpenAI, compareceram aos painéis oficiais e as inúmeras reuniões informais com políticos e líderes empresariais, com debates sobre impacto no da tecnologia no mercado de trabalho, segurança nas eleições, além de ressaltar a necessidade de regulamentação das tecnologias para proteger os usuários.

    O mercado de trabalho emergiu como um dos tópicos centrais durante as discussões no fórum. Os economistas enfatizaram a ascensão da inteligência artificial generativa, prevendo-a como uma tecnologia potencialmente “comercialmente disruptiva” com impactos no cenário ocupacional. No entanto, destacaram que essa evolução tecnológica não apenas transformará o mercado de trabalho, mas também acarretará benefícios significativos para as economias. Entre esses benefícios, antecipam-se o aumento da eficiência na produção e a promoção da inovação nos próximos anos.

    Sam Altman, CEO da OpenAI, destacou em seu discurso a importância de envolver todas as pessoas no desenvolvimento da inteligência artificial. Ele ressaltou que, apesar do avanço dessa ferramenta, ela não substituirá a necessidade fundamental do entendimento mútuo entre os seres humanos. Altman enfatizou a ideia de que a IA deve ser uma extensão das capacidades humanas, promovendo colaboração e complementaridade, em vez de suplantar o papel humano no processo de compreensão e tomada de decisões.

    O Brasil em Davos

    O Brasil foi amplamente mencionado durante o evento como protagonista na agenda ambiental. As poucas autoridades que representaram o país em Davos concentraram seus discursos nas pautas de sustentabilidade. Apesar da participação de mais de 2,8 mil pessoas ao longo da semana, observou-se uma presença relativamente limitada de empreendedores brasileiros no evento.

    Ana Sarkovas, co-fundadora da Ecoa Capital e participante de Davos, enfatizou a existência de uma vasta oportunidade para conectar empreendedores brasileiros com capital institucional, tanto filantrópico quanto de investidores. “Vejo o Brasil com uma grande participação como solução”, ressaltou.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, representou o Brasil nesta edição do fórum. Em seus discursos, defendeu uma transição energética mais ágil no país, destacou a importância do desenvolvimento sustentável na Amazônia e reforçou a necessidade de investimentos para a adaptação do Brasil às mudanças climáticas, especialmente no regime de águas e rios da região amazônica.

    Sobre a transição para energias renováveis, Marina Silva afirmou: “Temos uma decisão corajosa de colocar na agenda a transição para o fim do uso de combustíveis fósseis. Isso significa acelerar as energias renováveis, triplicando os investimentos de forma robusta.”

    Ana Sarkovas complementou, enfatizando que as novas tecnologias serão fundamentais para essa transição, seja no sistema alimentar ou na transição energética, representando oportunidades significativas de investimento.

    Sarkovas observou que, apesar da presença limitada de empreendedores brasileiros, houve uma forte representação de startups europeias apresentando soluções tecnológicas para desafios climáticos e preservação da natureza –

    A ministra Silva mencionou a promessa do presidente Lula de zerar o desmatamento até 2030 e o compromisso de não explorar petróleo na Amazônia. Ela também ressaltou que a presidência do Brasil no G20 até novembro de 2024 oferecerá oportunidades para avanços significativos sobre o tema ambiental.


    Análise Geral:

    Em linhas gerais, as discussões do fórum apontam para um reconhecimento coletivo da necessidade de abordar desafios globais de maneira colaborativa e sustentável. Destaca-se a importância da inclusão e da busca por soluções inovadoras para impulsionar o crescimento econômico e enfrentar questões cruciais, como as emergências climáticas, em escala mundial. No entanto, o impacto efetivo dessas discussões dependerá da implementação concreta de políticas e iniciativas resultantes, envolvendo governos, empresas e a sociedade civil.

    O site do Fórum Econômico Mundial disponibiliza todas as sessões gravadas e resumos em texto, porém, estão disponíveis apenas em inglês.

  • Conexão ESG – Agenda ESG e a integração com os negócios de impacto

    Conexão ESG – Agenda ESG e a integração com os negócios de impacto

    O estudo “CONEXÃO ESG –  Agenda ESG e a Integração com os Negócios de Impacto” é uma leitura entre a oferta dos negócios de impacto e a demanda das grandes empresas.

    Sua tese é de que negócios de impacto podem ser aliados estratégicos para impulsionar a agenda ESG de grandes empresas, ofertando soluções, expertise e rede de relacionamento para que atinjam suas metas.  

    O levantamento revela as oportunidades e os gaps do ecossistema, estimulando e trazendo eficiência para que grandes empresas e negócios de impacto aprofundem e ampliem suas relações como clientes-fornecedores e parceiros de negócios, de forma a gerar mais impacto positivo e mitigar impactos negativos.

    ​O estudo nasce a partir da quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que acompanha a evolução do pipeline de negócios de impacto positivo, realizado pelo Quintessa e pela Pipe Social, via Base de Impacto. 


    O que você vai encontrar


    01 | Visão das grandes empresas

    • ​Evolução da agenda ESG e dos setores da economia
    • Temáticas de atuação e demanda
    • Maturidade da agenda de inovação e sustentabilidade
    • Inovação aberta


    02 | Visão dos negócios de Impacto

    • Setores da agenda ESG
    • ​Desafios e Soluções
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  • Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Começa hoje em Dubai, nos Emirados Árabes, a COP28. A cúpula reúne representantes de governos, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas de mais de 190 países. 

    Este ano, a pauta da emergência climática alcançou a sociedade civil como nunca antes. O que anteriormente era uma discussão restrita a técnicos, cientistas, ambientalistas e outros atores que alertam sobre o aumento da temperatura do planeta desde 1990, quando o IPCC divulgou seu primeiro Relatório de Avaliação, agora tornou-se um tema amplamente discutido. Hoje, 33 anos depois, a temperatura média global em 2022 ficou 1,15ºC acima da era pré-industrial, segundo o último relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Os eventos climáticos extremos deste ano, ocorrendo em diversos países, evidenciam que os impactos da emergência climática já fazem parte do cotidiano. Agora, parte do desafio consiste em promover ações efetivas, onde governos, grandes indústrias emissoras de gases de efeito estufa e atores da sociedade civil possam, em ação conjunta, criar soluções para que as populações consigam atravessar e adaptar-se aos eventos extremos.

    Expectativas da COP28:

    A COP 28 ocorre em um contexto de grande complexidade. Os conflitos persistentes no leste europeu e no Oriente Médio exercem pressão significativa sobre a disponibilidade e o custo da energia, especialmente nos países do norte global, que optam por incentivar a produção de energia baseada em combustíveis fósseis.

    De acordo com a Reclaim Finance, mesmo os grandes bancos signatários da Aliança Financeira pelo Net-zero de Glasgow, estabelecida na COP 26, continuam investindo mais de U$1 trilhão em 102 empresas produtoras de combustíveis fósseis, contrariando os objetivos de redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O Brasil:

    No contexto brasileiro, onde as maiores emissões de gases de efeito estufa provêm do setor de Agricultura, Floresta e outros Usos do Solo (AFOLU), a atenção está voltada para a Amazônia e para o contínuo avanço do desmatamento.

    Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), os anos de 2020 e 2021 apresentaram os maiores índices de desmatamento desde 2012, com 8.096 km² e 10.362 km² de floresta destruída, respectivamente.

    Neste cenário desafiador, a COP28 representa um momento significativo para avaliarmos os progressos na redução das emissões de gases de efeito estufa desde o Acordo de Paris na COP 21, em 2015. Uma das pautas centrais do evento em Dubai este ano é o papel crucial dos sistemas alimentares e da agricultura no combate à emergência climática.

    O que se espera da COP28 são ações efetivas. Durante a COP27, muitas nações expuseram seus planos de ação, mas muita coisa ainda ficou no papel.

    O IPCC estima que, se a temperatura média global subir 1,5°C até o final deste século, os custos para lidarmos com os efeitos e adaptação aos eventos climáticos extremos podem chegar a US$ 54 trilhões (ou US$ 69 trilhões, se as temperaturas subirem 2°C).

    A questão econômica ainda se mostra um forte motivo para que os países, empresas e sociedades unam mais forças, tecnologias e financiamentos para enfrentar a crise climática global e sem precedentes.

    À medida que os representantes de mais de 190 países se reúnem em Dubai, a esperança é que a COP28 não apenas gere discussões valiosas, mas também impulsione ações concretas que possam efetivamente abordar os desafios urgentes impostos pela emergência climática.

  • 100+ Labs Brasil: Colaboração e Inovação Sustentável na Amazônia

    100+ Labs Brasil: Colaboração e Inovação Sustentável na Amazônia

    No dia 5 de setembro, quando celebramos o Dia da Amazônia, é essencial refletirmos sobre as ações que estão sendo implementadas para preservar e proteger o ecossistema da floresta que é essencial para a vida no planeta terra. 

    Nos últimos anos, à medida que empresas, governos e diversos atores multisetoriais estão olhando para a pauta de desenvolvimento sustentável – a Amazônia ganhou e ganha cada vez mais notoriedade nos espaços de discussão. 

    Atualmente, existem inúmeros projetos, ações, investimentos e iniciativas que têm buscado, de forma colaborativa, preservar a biodiversidade existente na região e promover ações efetivas que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região. 

    Neste contexto, vamos usar neste texto o exemplo do programa 100+ Labs Brasil, uma colaboração entre a Ambev, PPA, USAID, executada pelo Quintessa em parceria com PepsiCo e Unilever, e com o apoio da Ball e Valgroup, além do suporte institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global na edição 2023, que tem com objetivo impulsionar a implementação de pilotos de soluções que geram impactos socioambientais positivos e que apoiem as organizações a alcançarem suas metas de sustentabilidade por meio de nove eixos temáticos: agricultura sustentável, embalagem circular, mudanças climáticas, gestão de água, ecossistema empreendedor, amazônia, diversidade e inclusão, consumo consciente e responsabilidade ambiental. 

    Recorte Amazônia: 

    Nas últimas duas edições, o programa atraiu mais de 100 negócios inscritos no eixo Amazônia. As iniciativas que vão desde o turismo sustentável e inclusão produtiva de populações locais e tradicionais da Amazônia, refletem a biodiversidade presente na região. Os negócios são em sua maioria empreendidos por mulheres e possuem sede na região Norte. 

    Na edição de 2022 do 100+ Labs Brasil, um dos casos de sucesso foi com a Urucuna, negócio de inovação da sociobio economia que resulta em produtos de bem-estar e serviços da natureza. 

    O projeto do piloto não apenas reflete a essência do programa, mas também ilustra como a colaboração e a inovação podem se unir para criar soluções sustentáveis na Amazônia. A startup utilizou metodologia de co-criação em parceria com os habitantes de Maués visando não apenas desenvolver um produto autêntico, mas também agregar valor às tradições locais e à biodiversidade região. 

    O resultado  foi a criação de um protótipo de vela de massagem, cuidadosamente formulado com ingredientes da sociobiodiversidade de Maués. Esta vela foi embalada com materiais artesanais feitos a partir do cipó ingá pelas habilidosas artesãs da Associação de Artesãos Unidos para Vencer (AAUV). Além disso, o projeto da Urucuna não se limitou à criação de produtos, também empreendeu um mapeamento abrangente do potencial bioeconômico da região. 

    Oficinas e espaços para a troca de conhecimentos foram oferecidos, abordando tópicos que variaram desde inovação e desenvolvimento de produtos, criatividade e precificação. O projeto da Urucuna se tornou um exemplo de como é possível unir tradição, inovação e sustentabilidade, enriquecendo tanto a comunidade local quanto o cenário global da conservação da Amazônia.

    Em um esforço conjunto, o programa e seus parceiros estão moldando um futuro com soluções sustentáveis para a Amazônia. E enquanto as edições do programa avançam e as soluções amadurecem, a esperança é que estejamos no caminho certo para garantir que a Amazônia continue a prosperar por muitos anos.

    Quer saber mais sobre outros projetos que participam do 100+Labs e conhecer os aprendizados e resultados de um programa referência em inovação aberta para sustentabilidade no Brasil. Faça download do case completo: https://conteudos.quintessa.org.br/case-aceleradora-ambev

  • Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo

    Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição. 

    Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração. 

    “Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev. 

    Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.

    Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua  internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.

    “Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.

    “Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular,  preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.

    Entre os negócios selecionados estão: 

    Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável

    ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável

    Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável

    PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável

    Açaí MAPS – Categoria Amazônia

    Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia

    Braziliando – Categoria Amazônia

    Deveras Amazônia  – Categoria Amazônia

    DINAM – Categoria Amazônia

    Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia

    HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão

    PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão

    Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão

    Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor

    BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular

    Mush –  Categoria Embalagem Circular

    Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular

    Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água

    NeoWater – Categoria Gestão de Água

    Octa –  Categoria Mudanças Climáticas

    SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas

    Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos

    Sobre o Programa 100+ Labs Brasil 

    A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.

    Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros. 

    De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS. 

    Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+  teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.

  • Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG

    Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG

    Grandes e médias empresas estão cada vez mais buscando se conectar à agenda de impacto positivo. Seja mitigando o impacto negativo gerado, gerando impacto positivo a partir de sua operação e iniciativas, seja integrando à sua atividade principal a partir de um novo portfólio de produtos e serviços. Dentro dos caminhos possíveis, estão os instrumentos financeiros, como títulos de dívida atrelados a metas sociais e ambientais.

    Esses títulos podem ajudar as empresas a avançarem nas temáticas ambientais, sociais e de governança, atraindo recursos para viabilizar a implementação de ações para que atinjam suas metas.

    São muitas as modalidades de títulos, a exemplo dos green bonds, social bonds, sustainable bonds e dos sustainability-linked bonds. Falarei neste texto sobre este último.

    Segundo  relatório da Moody´s, o mercado de Sustainability Linked Bonds (SLBs) saiu de US$ 9 bi em 2020 para US$ 90 bi no ano passado. Neste ano, o montante pode chegar a US$ 200 bilhões. Os números mostram que ele está crescendo com velocidade.

    Na gravação de um dos episódios do Ponto de Ebulição, podcast do Quintessa, conversei com a Luiza de Vasconcelos, head de Negócios ESG no Itaú BBA, e com Marcio Lino, na época, diretor de ESG da Tim, que juntos emitiram uma das maiores operações brasileiras de títulos do tipo Sustainability Linked Bonds (SLBs). Compartilho aqui alguns dos aprendizados e dicas sobre o tema.

    Os  SLBs têm como característica, além do foco no atingimento de metas ESG, a flexibilidade na utilização dos recursos e taxa de juros relativa ao atingimento das metas.

    Por meio desses recursos é possível vincular as empresas a um incentivo positivo ou uma lógica de punição. No primeiro caso, quanto melhor o desempenho da organização em relação à meta, menor a taxa de juros que ela paga. No segundo, quanto pior o desempenho, mais caro ela pagará na taxa de juros. Porém, não necessariamente uma empresa pagará uma taxa de juros menor via SLBs do que pagaria via outros títulos financeiros, pois o valor da taxa varia de acordo com outros fatores macroeconômicos e de característica de risco da empresa. Ou seja, a motivação em emitir um SLB não deve ser meramente baseada em um benefício financeiro. Outros potenciais benefícios podem ser enxergados. O reforço ao posicionamento da empresa, da sua narrativa e do explícito comprometimento com as metas são alguns exemplos.

    A  emissão de um SLB começa com um bom embasamento estratégico e uma etapa consistente de planejamento e formulação de metas. Elas devem ser materiais, relevantes e ambiciosas, representando uma melhora significativa dos indicadores-chave de desempenho. Não pode ser algo que seria facilmente atingido com o que a empresa já faz atualmente. 

    A TIM, por exemplo, trabalhou durante cerca de quatro anos até a emissão da dívida, em uma jornada que contemplou a publicação de metas públicas de sustentabilidade e o acompanhamento por meio de relatórios globais, como GRI.

    Além disso, será necessária a determinação das características da emissão (como o tempo de cumprimento das metas) e a contínua elaboração de relatórios para acompanhamento da performance e cumprimento das metas.   

    Outro elemento importante é a governança. Os tomadores de decisão – como conselho, presidente, CFOs e outras instâncias – devem estar alinhados e engajados com as metas.  Ter  todos engajados é essencial para que não se emita o título contando apenas com uma área interessada mobilizada. Existe um risco financeiro atrelado ao seu não atingimento e estas costumam ser desafiadoras, no sentido de demandar soluções sistêmicas, com atuação de diversas áreas de forma integrada.

    Como quase toda tendência, há de se cuidar das boas práticas para não acabar com a potencial oportunidade antes mesmo que ela tenha se concretizado. Assim, o desejo é que o mercado avance na agenda com responsabilidade, prezando pela consistência de sua estratégia ESG e vendo o instrumento financeiro como um aliado da sua jornada por uma transformação real.

    Este texto foi publicado originalmente na coluna da Co-CEO do Quintessa, Anna de Souza Aranha, na Folha de São Paulo.

  • Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia

    Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia

    Dezstartups acabam de ser selecionadas para o programa de aceleração ‘Impacta’, promovido pelo Grupo Fleury. O programa visa potencializar startups com soluções inovadoras para aprimorar o ecossistema de saúde e alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

    A iniciativa contempla duas etapas: Soluciona e Acelera. Na fase ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical; Para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown. Ambas estão participando do projeto desde julho. 

    Na fase ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio de validação e ida a mercado foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses. O objetivo nesta fase é amadurecer as soluções existentes no ecossistema, que podem se tornar potenciais parceiras do grupo. A partir de novembro, as 10 startups selecionadas receberão acesso à rede de mentores do Grupo Fleury e do Quintessa, bem como suporte personalizado de gestores para desenvolvimento do seu negócio.

    “Responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa são temas extremamente importantes para o Grupo Fleury. O programa faz parte da nossa iniciativa de inovação aberta em ESG, já que o Grupo busca se unir a empresas que podem ajudar a impulsionar o ecossistema de saúde nacional. O objetivo é, além de buscar melhorias internas para as metas ESG estabelecidas, contribuir para o desenvolvimento e crescimento de empreendedores sociais”, ressalta Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.

    Com mais de 25 projetos de inovação aberta realizados em 2022, Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, comenta: “O Acelera é um ótimo exemplo de iniciativa que integra inovação e sustentabilidade, e que maximiza a agregação de valor para as partes envolvidas. Ficamos muito satisfeitos com a estreia do programa: superamos em 84% a meta de inscritos para a Iniciativa Acelera do Programa Impacta Grupo Fleury. Esse fato confirma a tese de que existe demanda do mercado de startups para programas que fomentem o desenvolvimento de negócios em estágio inicial. ”

    Conheça as 10 startups selecionadas:

    Hi! Healthcare IntelligencePlataforma de Health Analytics para gestão de desperdícios de tratamentos de alto custo de sistemas de saúde
    Sou PaguPlataforma de psicologia feminista, exclusiva para mulheres, que democratiza a saúde mental.
    Lacrei SaúdePlataforma de Saúde segura e inclusiva para a comunidade LGBTQIAPN+.
    GestarPlataforma online que conecta o ecossistema de profissionais da saúde e cuidados materno infantil a famílias tentantes, gestantes e com filhos na 1ª infância.
    Mulheres no ComandoHR Tech que tem o objetivo de ajudar as empresas a alcançar a equidade de gênero.
    Ziel BiosciencesÉ uma empresa liderada por mulheres com foco em pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções para medicina personalizada, oncologia e saúde da mulher.”
    Tato Fisioterapia InteligenteHealth tech especializada em realizar gestão de cuidado e telerreabilitação de pessoas com dor e condições musculoesqueléticas crônicas para empresas e operadoras de saúde
    Hefesto MedtechOrtopedia 4.0: fabricação de órteses impressas em 3D, personalizadas, ajustáveis e feitas com polímeros recicláveis que substituem o gesso ortopédico e outros tipos de imobilização.
    MedstreamEdTech que capacita e valoriza os médicos, melhorando o atendimento à população.
    Carbon Free BrasilClimatech que ajuda empresas a darem o primeiro passo na jornada ESG através da gestão e compensação das emissões de carbono.

    Sobre o Programa Impacta Grupo Fleury

    O Programa Impacta Grupo Fleury visa aprimorar internamente as diretrizes ESG da companhia e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, sendo dividido em duas vertentes: o Acelera, que tem o objetivo de potencializar startups em estágios iniciais com soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury; e o Soluciona, cujo objetivo é a implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.