Inovação aberta – Paula Leite https://homolog.quintessa.org.br My WordPress Blog Fri, 11 Apr 2025 23:40:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 Inteligência Artificial Generativa e novas formas de fazer negócio https://homolog.quintessa.org.br/2025/04/11/inteligencia-artificial-generativa-e-novas-formas-de-fazer-negocio/ https://homolog.quintessa.org.br/2025/04/11/inteligencia-artificial-generativa-e-novas-formas-de-fazer-negocio/#respond Fri, 11 Apr 2025 23:40:52 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2429

Inteligência Artificial Generativa: o que é e como ajuda meu negócio?

A inteligência artificial (IA) pode parecer um conceito futurista, mas a verdade é que ela já existe há décadas, o que testemunhamos recentemente foi a sua popularização. Nos últimos anos chatbots de atendimento ao cliente emergiram como uma nova ferramenta de customer experience que diminuiria o tempo para resolução de problemas, antes restritos aos tradicionais “FAQ”, em paralelo, ferramentas de correção ortográfica e tradução já eram corriqueiras em aplicativos de textos e mensagens. 

Recentemente, fomos testemunhas de um advento que atingiu outro patamar no que diz respeito ao uso de Inteligência Artificial, o marco da Inteligência Artificial Generativa (IA Gen): essa, ao invés de apenas obedecer comandos e fornecer respostas pré estabelecidas, é capaz também de gerar respostas inéditas a partir do cruzamento de grandes volumes de dados, entregando soluções personalizadas com uma infinidade de versões. A inteligência artificial, até então majoritariamente responsiva, passa a ocupar um papel propositivo ao oferecer, com uma agilidade nunca antes vista, soluções para questões complexas no dia a dia dos seres humanos – o avanço da computação em nuvem e o acesso a grandes volumes de dados impulsionaram essa evolução, permitindo o uso da IA como uma ferramenta estratégica. Um dos resultados? Escalabilidade como nunca antes vista, gerando mais eficiência e inovação.

Aliado a esse imenso, e ainda inexplorado novo universo entregue pelo avanço tecnológico, está o Machine Learning, ou, em tradução livre, Aprendizado de Máquina: que nada mais é do que a capacidade das ferramentas de IA evoluírem sua acuracidade conforme são utilizadas. 

Sendo assim, quanto mais dados forem consumidos pela IA Generativa (RLHF), mais “repertório” de respostas ela terá – e, quanto mais essa inteligência é alimentada com bons dados de uma determinada organização, melhores serão as soluções personalizadas criadas considerando o contexto desta empresa. 

A nível mercadológico, a IA Gen é capaz de automatizar processos, personalizar experiências e gerar insights valiosos. Para startups em especial, a IA não é apenas um diferencial – é um motor de crescimento. As ferramentas de machine learning ajudam a tomar decisões mais rápidas e precisas, enquanto modelos de linguagem natural (NLP) tornam a geração de conteúdo aos clientes mais fluida. Além disso, a possibilidade de se obter uma personalização massiva, entregando soluções customizadas para cada usuário com base no seu comportamento, gera força competitiva e torna produtos e serviços mais atrativos para seus clientes em potencial. 

Um olhar crítico e diverso:

As tecnologias geralmente se popularizam carregadas de entusiasmo, não poderia ser diferente com a Inteligência Artificial Generativa. Da mesma forma que o uso da internet e do computador doméstico, na década de 90, eletrizou a humanidade com a possibilidade de se conectar com o mundo, também trouxe desafios que permearam boa parte dos anos 2000 e 2010: falta de letramento digital para uso das novas máquinas, adequação a normas, sigilo de conteúdo e exclusão no mercado de trabalho, sobretudo das populações mais velhas e vulneráveis, que não acompanharam a velocidade dos gigabytes e viram algumas de suas habilidades ficarem obsoletas. 

É ilusório acreditar que essas novas inovações são acessadas de maneira justa  por todos os grupos sociais, seja a nível educacional, mercadológico ou profissionalizante. Antes de impulsionar soluções de IA Generativa no seu negócio é importante questionar: além da sua equipe interna, seus consumidores estão prontos para lidar com produtos e serviços que abarcam essa tecnologia? Como os modelos de linguagem podem atuar para criar apps, páginas e interfaces mais acessíveis para pessoas com baixa visão, por exemplo? Essa perspectiva é fundamental para que essa inteligência seja mola propulsora de mudanças que promovam a inclusão, e não a construção de novas barreiras. 

Ao mesmo tempo, sob um olhar macro, também é importante que empreendedores redobrem seu cuidado com gestão, manipulação e proteção de dados – diminuindo os riscos regulatórios. Garantir que os dados armazenados pela sua empresa respeitem leis como a mais recente LGPD, e outras legislações nacionais e internacionais. 

Cases de Sucesso: organizações que já fazem isso:

Quando olhamos para tecnologia aliada a negócios de impacto socioambiental, estamos falando de um poder multiplicador de soluções comprometidos em transformar o país. Isto é, maior número de beneficiários sem perder humanidade, análises preditivas direcionando esforços para onde realmente fazem a diferença, inteligência de dados e mensuração de impacto encaminham para que os resultados sejam não apenas escaláveis, mas também custo-efetivos para a economia, sociedade e o meio ambiente.

Algumas startups brasileiras já estão surfando nessa onda com maestria e foram aceleradas pelo Quintessa na escala de suas soluções:

A Árvore aposta na IA para recomendar livros personalizados para cada aluno, promovendo uma educação mais envolvente e eficaz, ajudando escolas públicas a melhorar o engajamento dos estudantes na leitura.

“A Árvore utiliza inteligência artificial para construir uma educação inovadora. Com apoio da IA, nossa plataforma simplifica o trabalho dos educadores através de uma tutoria lúdica e personalizada oferecida aos estudantes no Criar. No Ler,  alunos realizam testes de fluência leitora e recebem  recomendações de livros de forma inteligente, desenvolvendo o gosto pela leitura. E vem muito mais por aí! A Árvore lidera esse movimento visando enriquecer e melhorar cada vez mais a experiência dos estudantes.” – João Leal, Founder da Árvore.

A Barkus, por exemplo, usa IA para personalizar a educação financeira, ajudando jovens e adultos das classes CDE a tomarem decisões mais inteligentes sobre dinheiro com recomendações personalizadas baseadas em seu perfil. Já a Handtalk, referência em acessibilidade, utiliza IA para traduzir conteúdos automaticamente para Língua de Sinais, tornando a comunicação mais inclusiva para milhões de pessoas surdas. 

No Quintessa acreditamos que tecnologia e impacto devem caminhar juntos. Com aIA Generativa cada vez mais acessível, tecnologia de ponta com propósito, conseguimos fortalecer negócios que realmente fazem a diferença e promovem mudanças estruturais na sociedade.

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Tecnologia, Sustentabilidade e Inovação: O Impacto do Programa 100+Labs da Ambev em parceria com o Quintessa https://homolog.quintessa.org.br/2024/04/05/tecnologia-sustentabilidade-e-inovacao-o-impacto-do-programa-100lab-da-ambev-em-parceria-com-o-quintessa/ https://homolog.quintessa.org.br/2024/04/05/tecnologia-sustentabilidade-e-inovacao-o-impacto-do-programa-100lab-da-ambev-em-parceria-com-o-quintessa/#respond Fri, 05 Apr 2024 21:41:19 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2282

Nos últimos três anos – o Quintessa opera e coordena o 100+ Labs, programa de inovação aberta da Ambev – que tem como objetivo desenvolver e implementar soluções socioambientais de startups de impacto nas temáticas de: Agricultura Sustentável; Amazônia; Diversidade e Inclusão; Ecossistema Empreendedor; Embalagem Circular; Gestão de Água; Mudanças Climáticas e Responsabilidade Socioambiental na Cadeia de Suprimentos.

Durante esse período, o programa implementou cerca de 24 pilotos, facilitou mais de 70 conexões entre negócios e parceiros em cada edição, mobilizou e acompanhou o envolvimento de cerca de 9 parceiros por edição, além de gerar resultados significativos para a operação da Ambev.

Um exemplo é a startup TRC Sustentável, que participou da edição 2021/2022 do programa e oferece soluções de gestão inteligente de água por meio de inteligência artificial nos pontos de venda e centros de distribuição da Ambev. Durante o piloto, foi possível economizar 1,5 milhão de litros de água, representando uma redução média de 40% e gerando cerca de R$ 70 mil em economia em apenas 4 meses.

Para conhecer outros cases do Programa, acesse:

A edição de 2023:

O encerramento da 5ª edição do programa aconteceu na última segunda-feira (25) no Cubo em São Paulo – a edição contou com mais de 240 startups inscritas, 22 startups selecionadas e 7 pilotos implementados no programa ao longo de 05 meses.

O programa acontece num momento em que o investimento de grandes empresas atuando em inovação aberta cresce no Brasil. Segundo o Ranking TOP Open Corps 2023, o investimento total foi de R$ 6,4 bilhões, considerando o período de julho de 2022 a junho de 2023 – a Ambev lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo como empresa que mais se relaciona com o ecossistema de startups.

“Um dos principais objetivos da companhia é crescer de forma compartilhada e promover a inclusão produtiva de todo o nosso ecossistema. São enormes os desafios ambientais que enfrentamos todos os dias e essa união nos garante olharmos para o melhor horizonte e colocarmos em prática iniciativas reais, que fazem a diferença para o meio ambiente e para a sociedade como um todo”, comenta Lisa Lieberbaum, Head de Sustentabilidade da Ambev.

Durante o Demoday, as sete startups da edição 2023/2024 que implementaram os seus pilotos na operação da Ambev puderam apresentar os principais avanços e resultados gerados:

Objetivo do piloto:

Ceres Seeding: Validação comparativa do plantio utilizando drones para restauração e monitoramento de recuperação de florestas.

Resultado:
A utilização de drones para operações de plantio demonstrou ser um método com resultados satisfatórios quando comparados com os métodos tradicionais (muvuca). O projeto foi implementado em duas áreas com 1 hectare cada. Enquanto o plantio convencional requer a presença de cinco operadores, o plantio remoto via drones só necessita de dois operadores. Além disso, o plantio automatizado por drones alcança um rendimento operacional total em apenas quatro horas, contrastando com as seis horas necessárias no método tradicional. Essa diferença resulta em uma economia significativa de tempo de trabalho por hectare, equivalente a uma economia de 20%, ou aproximadamente R$ 4.555,00 por hectare, quando se opta pelo plantio via drones. Esses resultados podem ser ainda mais promissores em projetos de maior escala.

Açaí Maps: Software de gestão agrícola da cadeia produtiva de Açaí e Guaraná na Amazônia.

Resultado:
Após a implementação do piloto em 28 propriedades, os últimos resultados indicam que a plataforma pode gerar um potencial aumento da produtividade e qualidade do Guaraná pela otimização do uso de insumos e recursos.

Plure: Processo seletivo de 35 mulheres negras nas vagas de operação fabril e representante de vendas.

Resultado:
O processo seletivo do projeto piloto atraiu 513 inscrições, dessas 343 foram aprovadas de acordo com os pré-requisitos definidos e receberam o acesso à plataforma de aprendizagem da Plure para se preparar para o processo seletivo. A plataforma, primeira de preparação para processos seletivos para mulheres, gerou um banco de 60 candidatas entregues que estão participando de processos seletivos da Ambev e algumas já foram incluídas no mercado de trabalho em outras empresas. Além disso, também foram entregues à Ambev 97 candidatas extras dentro do perfil de mulheres não-negras para preenchimento de outras vagas.

Squair: Monitorar o consumo de energia de ar condicionados e câmaras frias nos CDDs de Mauá e Litoral

Resultado:
Os resultados do monitoramento realizado no centro da Ambev em Cubatão, São Paulo resultaram em uma economia mensal de R$2.688,13, acompanhada por uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 1,75 toneladas por ano. Em relação à implementação nos sistemas de ar-condicionado na Ambev, a economia mensal alcançada foi de R$459,00, com uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 0,21 toneladas ao ano.
Ao longo de um ano, estima-se uma economia total de R$37.765,56, além de uma redução significativa de 1,96 toneladas de emissões de CO2 anualmente.
Esses resultados são possíveis graças à manutenção da temperatura ideal e segura das câmaras, garantida pela sincronização inteligente e eficiente dos compressores, que também otimizam o consumo de energia.

Gedanken: Criação de um padrão automatizado para a avaliação de fornecedores em métricas ESG

Resultado:
A plataforma possui um custo de 90% abaixo das plataformas internacionais e foi implementada em dois fornecedores; Ambev e Pepsico, que resultou um NPS de 100%, além de uma alta adesão com time dos fornecedores, batendo 63% de adesão com a Pepsico e 60% com a Ambev superando a estimativa de 50% de adesão, com um tempo de resposta de 20 dias após a comunicação.

Eat Typcal: Produção de proteína de micélio, um novo ingrediente para indústria de alimentos, a partir da levedura residual do processo de fermentação de cerveja.

Resultado:
Os resultados do piloto com a Ambev tiveram um aumento significativo de 64% na produção de biomassa fresca, redução de mais de 50% no custo de produção e uma melhora na composição nutricional usando o micélio, diminuindo 20% carboidratos e ganhando mais 6% de proteínas e 25% mais fibras. Mostrando que a Ambev pode desempenhar um papel central na aceleração da indústria de alimentos, ao mesmo tempo que contribui para economia circular com o upcycling alimentar de co-produtos.

Apoena: Uso de aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota Ambev em São Luís(/MA).

Resultado:
Durante 2 meses de piloto no Maranhão (São Luis) foi utilizado o aditivo em 6 veículos da distribuição urbanos na da Ambev. Desses, foi identificado resultado positivo em 83% dos veículos.
Os resultados preliminares apresentam redução potencial de até 8% no consumo de combustível e 8% na redução das emissões, o que dentro do piloto representaria uma economia de aproximadamente R$6 Mil reais em combustível.
Além de gerar impacto social com a compra direta de 8 famílias, combater o trabalho infantil, praticar preço justo e a replicabilidade do projeto para outras regiões e estados.

Após avaliação da banca sobre as soluções apresentadas, os jurados enfatizaram que as sete startups se destacaram pela consistência, mensurabilidade e pelo alinhamento com os propósitos da empresa.

Além disso, durante o processo de premiação, a startup Apoena foi reconhecida em primeiro lugar, recebendo um prêmio de R$50.000,00, enquanto a Plure ficou em segundo lugar, com um prêmio de R$30.000,00. Essa iniciativa reforça o compromisso da Ambev em valorizar e investir em soluções sustentáveis e inovadoras.

“O Programa 100+ Labs é um exemplo de como a inovação aberta pode impulsionar a sustentabilidade corporativa. Trabalhar ao lado da Ambev, PPA e parceiros para identificar e apoiar startups de impacto que abordam desafios cruciais é uma oportunidade única de catalisar mudanças significativas. Estamos orgulhosos de liderar esse esforço em parceria com a Ambev e testemunhar os resultados tangíveis que surgem dessa colaboração”, declara Máercio Diogo, líder de projetos do Quintessa.

O 100+Labs é liderado pela Ambev e co-realizado pela USAID e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), em parceria com Pepsico Unilever, é executado pelo Quintessa, e ainda tem apoio do Valgroup e Ball, e conta com apoio institucional da Libra Brading e Un Global Compact Rede Brasil.

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Demoday Potências do Programa Nossa Parte pela Educação iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa https://homolog.quintessa.org.br/2024/03/04/demoday-potencias-do-programa-nossa-parte-pela-educacao-iniciativa-do-instituto-brf/ https://homolog.quintessa.org.br/2024/03/04/demoday-potencias-do-programa-nossa-parte-pela-educacao-iniciativa-do-instituto-brf/#respond Mon, 04 Mar 2024 21:38:18 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2252 O Demo Day – Potências, realizado no dia 08 de fevereiro em São Paulo reuniu oito startups que foram aceleradas ao longo de 2023 e início de 2024 pelo projeto Nossa Parte pela Educação, iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa, que tem como objetivo enfrentar os desafios relativos à educação básica, para jovens e adultos nas comunidades por meio de soluções inovadoras que promovam a recuperação socioeconômica em mundo pós-pandêmico.

Com a abertura da diretora executiva do Instituto BRF, Raquel Ogando, o encontro contou com apresentações e mesas de discussões sobre temas relacionados à educação e filantropia. Participaram também do evento Gabriel Gandara, gerente de New Ventures e Inovação da BRF, Carine Jesus, gerente de Controladoria da Fundação Matia Cecília Souto Vidigal, e Greta Salvi, diretora nacional da Latimpacto.

Os representantes das oito startups selecionadas pelo programa abordaram os problemas identificados e  apresentaram suas soluções inovadoras, como por exemplo: empregabilidade para pessoas neuro divergentes, estresse em sala de aula; dificuldades em se concentrar durante os estudos; e resoluções em problemas matemáticos. 

As startups são: Afroimpacto, Mindkids, Obará Edutech, Repeduca, Stardust Zone, Tecnolokid, Trilha Edu, e Zeka Educação. Essas soluções foram aceleradas e emergem como potências, prontas para impactar positivamente o cenário educacional. Com o apoio de mentores especializados da BRF e do Quintessa, elas não apenas desenvolveram suas soluções, mas também consolidaram seus propósitos e cresceram exponencialmente no último ano.

O programa Nossa Parte pela Educação integra a frente “Educação para o Futuro”, do Instituto BRF em Parceria com o Quintessa e representa o compromisso do Instituto em enfrentar os desafios educacionais de nossa sociedade.

Acesse o link e saiba mais sobre o programa Nossa Parte Pela Educação

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100+ Labs Brasil: Colaboração e Inovação Sustentável na Amazônia https://homolog.quintessa.org.br/2023/09/06/100-labs-brasil-colaboracao-e-inovacao-sustentavel-na-amazonia/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/09/06/100-labs-brasil-colaboracao-e-inovacao-sustentavel-na-amazonia/#respond Wed, 06 Sep 2023 12:11:54 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2145

No dia 5 de setembro, quando celebramos o Dia da Amazônia, é essencial refletirmos sobre as ações que estão sendo implementadas para preservar e proteger o ecossistema da floresta que é essencial para a vida no planeta terra. 

Nos últimos anos, à medida que empresas, governos e diversos atores multisetoriais estão olhando para a pauta de desenvolvimento sustentável – a Amazônia ganhou e ganha cada vez mais notoriedade nos espaços de discussão. 

Atualmente, existem inúmeros projetos, ações, investimentos e iniciativas que têm buscado, de forma colaborativa, preservar a biodiversidade existente na região e promover ações efetivas que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região. 

Neste contexto, vamos usar neste texto o exemplo do programa 100+ Labs Brasil, uma colaboração entre a Ambev, PPA, USAID, executada pelo Quintessa em parceria com PepsiCo e Unilever, e com o apoio da Ball e Valgroup, além do suporte institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global na edição 2023, que tem com objetivo impulsionar a implementação de pilotos de soluções que geram impactos socioambientais positivos e que apoiem as organizações a alcançarem suas metas de sustentabilidade por meio de nove eixos temáticos: agricultura sustentável, embalagem circular, mudanças climáticas, gestão de água, ecossistema empreendedor, amazônia, diversidade e inclusão, consumo consciente e responsabilidade ambiental. 

Recorte Amazônia: 

Nas últimas duas edições, o programa atraiu mais de 100 negócios inscritos no eixo Amazônia. As iniciativas que vão desde o turismo sustentável e inclusão produtiva de populações locais e tradicionais da Amazônia, refletem a biodiversidade presente na região. Os negócios são em sua maioria empreendidos por mulheres e possuem sede na região Norte. 

Na edição de 2022 do 100+ Labs Brasil, um dos casos de sucesso foi com a Urucuna, negócio de inovação da sociobio economia que resulta em produtos de bem-estar e serviços da natureza. 

O projeto do piloto não apenas reflete a essência do programa, mas também ilustra como a colaboração e a inovação podem se unir para criar soluções sustentáveis na Amazônia. A startup utilizou metodologia de co-criação em parceria com os habitantes de Maués visando não apenas desenvolver um produto autêntico, mas também agregar valor às tradições locais e à biodiversidade região. 

O resultado  foi a criação de um protótipo de vela de massagem, cuidadosamente formulado com ingredientes da sociobiodiversidade de Maués. Esta vela foi embalada com materiais artesanais feitos a partir do cipó ingá pelas habilidosas artesãs da Associação de Artesãos Unidos para Vencer (AAUV). Além disso, o projeto da Urucuna não se limitou à criação de produtos, também empreendeu um mapeamento abrangente do potencial bioeconômico da região. 

Oficinas e espaços para a troca de conhecimentos foram oferecidos, abordando tópicos que variaram desde inovação e desenvolvimento de produtos, criatividade e precificação. O projeto da Urucuna se tornou um exemplo de como é possível unir tradição, inovação e sustentabilidade, enriquecendo tanto a comunidade local quanto o cenário global da conservação da Amazônia.

Em um esforço conjunto, o programa e seus parceiros estão moldando um futuro com soluções sustentáveis para a Amazônia. E enquanto as edições do programa avançam e as soluções amadurecem, a esperança é que estejamos no caminho certo para garantir que a Amazônia continue a prosperar por muitos anos.

Quer saber mais sobre outros projetos que participam do 100+Labs e conhecer os aprendizados e resultados de um programa referência em inovação aberta para sustentabilidade no Brasil. Faça download do case completo: https://conteudos.quintessa.org.br/case-aceleradora-ambev

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Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo https://homolog.quintessa.org.br/2023/08/29/ambev-seleciona-22-novos-negocios-para-impulsionar-solucoes-de-impacto-positivo/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/08/29/ambev-seleciona-22-novos-negocios-para-impulsionar-solucoes-de-impacto-positivo/#respond Tue, 29 Aug 2023 13:49:15 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2094

Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição. 

Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração. 

“Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev. 

Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.

Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua  internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.

“Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.

“Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular,  preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.

Entre os negócios selecionados estão: 

Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável

ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável

Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável

PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável

Açaí MAPS – Categoria Amazônia

Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia

Braziliando – Categoria Amazônia

Deveras Amazônia  – Categoria Amazônia

DINAM – Categoria Amazônia

Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia

HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão

PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão

Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão

Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor

BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular

Mush –  Categoria Embalagem Circular

Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular

Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água

NeoWater – Categoria Gestão de Água

Octa –  Categoria Mudanças Climáticas

SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas

Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos

Sobre o Programa 100+ Labs Brasil 

A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.

Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros. 

De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS. 

Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+  teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.

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Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia https://homolog.quintessa.org.br/2023/01/09/grupo-fleury-seleciona-dez-startups-com-potencial-para-alavancar-as-acoes-esg-da-companhia/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/01/09/grupo-fleury-seleciona-dez-startups-com-potencial-para-alavancar-as-acoes-esg-da-companhia/#respond Mon, 09 Jan 2023 13:26:39 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=1999 Dezstartups acabam de ser selecionadas para o programa de aceleração ‘Impacta’, promovido pelo Grupo Fleury. O programa visa potencializar startups com soluções inovadoras para aprimorar o ecossistema de saúde e alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

A iniciativa contempla duas etapas: Soluciona e Acelera. Na fase ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical; Para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown. Ambas estão participando do projeto desde julho. 

Na fase ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio de validação e ida a mercado foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses. O objetivo nesta fase é amadurecer as soluções existentes no ecossistema, que podem se tornar potenciais parceiras do grupo. A partir de novembro, as 10 startups selecionadas receberão acesso à rede de mentores do Grupo Fleury e do Quintessa, bem como suporte personalizado de gestores para desenvolvimento do seu negócio.

“Responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa são temas extremamente importantes para o Grupo Fleury. O programa faz parte da nossa iniciativa de inovação aberta em ESG, já que o Grupo busca se unir a empresas que podem ajudar a impulsionar o ecossistema de saúde nacional. O objetivo é, além de buscar melhorias internas para as metas ESG estabelecidas, contribuir para o desenvolvimento e crescimento de empreendedores sociais”, ressalta Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.

Com mais de 25 projetos de inovação aberta realizados em 2022, Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, comenta: “O Acelera é um ótimo exemplo de iniciativa que integra inovação e sustentabilidade, e que maximiza a agregação de valor para as partes envolvidas. Ficamos muito satisfeitos com a estreia do programa: superamos em 84% a meta de inscritos para a Iniciativa Acelera do Programa Impacta Grupo Fleury. Esse fato confirma a tese de que existe demanda do mercado de startups para programas que fomentem o desenvolvimento de negócios em estágio inicial. ”

Conheça as 10 startups selecionadas:

Hi! Healthcare IntelligencePlataforma de Health Analytics para gestão de desperdícios de tratamentos de alto custo de sistemas de saúde
Sou PaguPlataforma de psicologia feminista, exclusiva para mulheres, que democratiza a saúde mental.
Lacrei SaúdePlataforma de Saúde segura e inclusiva para a comunidade LGBTQIAPN+.
GestarPlataforma online que conecta o ecossistema de profissionais da saúde e cuidados materno infantil a famílias tentantes, gestantes e com filhos na 1ª infância.
Mulheres no ComandoHR Tech que tem o objetivo de ajudar as empresas a alcançar a equidade de gênero.
Ziel BiosciencesÉ uma empresa liderada por mulheres com foco em pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções para medicina personalizada, oncologia e saúde da mulher.”
Tato Fisioterapia InteligenteHealth tech especializada em realizar gestão de cuidado e telerreabilitação de pessoas com dor e condições musculoesqueléticas crônicas para empresas e operadoras de saúde
Hefesto MedtechOrtopedia 4.0: fabricação de órteses impressas em 3D, personalizadas, ajustáveis e feitas com polímeros recicláveis que substituem o gesso ortopédico e outros tipos de imobilização.
MedstreamEdTech que capacita e valoriza os médicos, melhorando o atendimento à população.
Carbon Free BrasilClimatech que ajuda empresas a darem o primeiro passo na jornada ESG através da gestão e compensação das emissões de carbono.

Sobre o Programa Impacta Grupo Fleury

O Programa Impacta Grupo Fleury visa aprimorar internamente as diretrizes ESG da companhia e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, sendo dividido em duas vertentes: o Acelera, que tem o objetivo de potencializar startups em estágios iniciais com soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury; e o Soluciona, cujo objetivo é a implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.

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https://homolog.quintessa.org.br/2023/01/09/grupo-fleury-seleciona-dez-startups-com-potencial-para-alavancar-as-acoes-esg-da-companhia/feed/ 0
Pioneirismo Quintessa: Como transformamos nossa metodologia de aceleração de startups em programas que ajudam empresas com metas ESG https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/01/pioneirismo-quintessa-como-transformamos-nossa-metodologia-de-aceleracao-de-startups-em-programas-que-ajudam-empresas-com-metas-esg/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/01/pioneirismo-quintessa-como-transformamos-nossa-metodologia-de-aceleracao-de-startups-em-programas-que-ajudam-empresas-com-metas-esg/#respond Wed, 01 Jun 2022 07:50:22 +0000 http://blog.quintessa.org.br/dev/?p=1648 O Quintessa nasceu em 2009 a partir da crença que empresas podem e devem ser parte da solução dos nossos desafios sociais e ambientais centrais. Nossa atuação começou estruturando a gestão, impulsionando o crescimento e captando investimento para negócios de impacto. Crescemos junto com o ecossistema de startups no Brasil e ajudamos a impulsionar o crescimento  de negócios focados em  impacto positivo, ao lado de outras aceleradoras, incubadoras e fundos.

Sempre tivemos como premissa a assertividade e relevância dos nossos programas, ou seja, personalizamos as iniciativas de acordo com os desafios de cada empreendedor(a) ou empresa para que a nossa atuação de fato gere valor, resultado estratégico e crescimento para os parceiros.

Em nossos programas individuais (executados diretamente com os empreendedores sem a participação de empresas), já aceleramos mais de 110 startups, e com isso, ao longo de 13 anos pudemos desenvolver e consolidar uma metodologia própria de apoio às startups que comprovadamente é capaz de acelerar o crescimento. 

Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de dois anos, o que corresponde a somente 10% de taxa de sobrevivência. 

As startups aceleradas pelo Quintessa têm uma taxa de sobrevivência de 93% e já receberam mais de R$ 90 milhões de empresas, institutos e fundações por meio de M&As (Merger and Acquisitions), investimentos e programas de inovação aberta.

A partir de 2017, nossa atuação se estendeu para o apoio à jornada de grandes empresas, institutos e fundações nas agendas de ESG, sustentabilidade, inovação e impacto positivo. Construímos programas de inovação aberta focados em conectar essas grandes organizações a startups de impacto, em formatos como aceleração, implementação de pilotos e aquisição ou investimento (Corporate Venture Capital).

Tendo no nosso DNA a personalização e profundidade, levamos este olhar também para as empresas, entendendo que cada uma tem suas particularidades e objetivos estratégicos. Temos como visão criar programas que realmente sejam estratégicos para as empresas, e não algo ‘a mais’ – apenas para surfar a onda da inovação aberta e ESG – e para isso é preciso ter este olhar apurado e próximo às empresas. 

“A proposta que o Quintessa fez na forma de conduzir o programa, a metodologia que utilizam para selecionar e avaliar os critérios, a experiência que o time tem para nos ajudar a escolher as melhores startups são grandes destaques da nossa parceria. O time do Quintessa também é muito aberto para ir pensando e encontrando aprendizados ao longo do caminho e adaptando o programa para gerar ainda mais impacto, entendendo as nossas dores e o valor que a startup e a empresa podem oferecer uma para a outra.” Rodrigo Figueiredo, VP de Sustentabilidade na Ambev. 

Nossa metodologia

  • Para startups

Como mencionamos acima, os principais aspectos da nossa metodologia são a personalização e a mão-na-massa, para que a aceleração seja realmente significativa na trajetória do negócio. Não só apontamos os caminhos, nós atuamos como parte do time da startup, realizando as entregas juntos e nos adaptando ao cenário de rápidas mudanças do negócio.

Antes de iniciarmos os programas, temos um rigoroso processo seletivo das startups para garantir que o impacto gerado é relevante, que o modelo de negócio faz sentido e que a solução proposta pelo negócio é aderente ao mercado e tem potencial de crescimento.

Nos programas individuais com empreendedores, realizamos um diagnóstico aprofundado com cada negócio, que analisa aspectos financeiros, de processos, marketing e vendas, gente e gestão e societário, abarcando praticamente todos os temas de gestão de uma startup. Com isso, identificamos os principais desafios que serão endereçados e definimos as entregas prioritárias; então alocamos um(a) gestor(a) do time Quintessa com dedicação semanal e um(a) mentor(a) sênior da nossa rede quinzenalmente – além de uma rede de 60 mentores que podem ser acessados ao longo do programa. 

“O programa mudou completamente a nossa trajetória. Crescemos cerca de seis vezes no período, devido ao olhar do Quintessa em analisar todos os gaps e criar processos, rituais e materiais que eram necessários para nosso crescimento. Além disso, a mentoria que recebemos do mentor Quintessa foi fundamental. Trouxeram foco estratégico para entendermos qual produto iríamos vender e para quais mercados, nos auxiliaram a criar um funil de vendas, analisar canais, metas, materiais comerciais e processos de precificação, tudo isso para garantir que íamos escalar.” Michael Kapps, fundador da Vitalk

  • Para empresas

Nos programas com empresas, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. Assim, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros.

Em seguida, entendemos qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.) e com qual recorte de startups faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial, temático, ou de soluções para seus desafios em ESG, para então definir o formato do programa e realizar a curadoria e busca de startups. 

_Acesse o nosso Guia para Inovar com Impacto e conheça a metodologia completa. 

Depois da curadoria, executamos o programa por completo, que pode ser uma aceleração, implementação de pilotos, investimento e CVC, ou outro formato. Em um programa de aceleração em grupo, por exemplo, com 20 startups participantes, além de toda a interface da empresa e dos(as) executivos(as) com as startups, realizamos workshops com temas comuns a todos os negócios, mas não abrimos mão de um acompanhamento individual mais profundo para endereçar os desafios prioritários de cada startup, implementando o mesmo diagnóstico citado acima e alocação de gestores dedicados. 

Dentro dos programas com empresas já trabalhamos com mais de 140 startups de impacto, somando mais de 250 aceleradas no nosso portfólio.

Construção de um programa em parceria: Ecco Comunidades

Em 2021, construímos o Ecco Comunidades, um programa co-criado do zero entre o Quintessa e o Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF. A iniciativa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial nos territórios onde a BRF atua. 

Após entendermos juntos os aspectos da temática do desperdício de alimentos e como o Instituto já atua na causa, nos aprofundamos na relação atual entre a empresa e os territórios. Para trazer perenidade e escalabilidade para essa atuação, criamos uma iniciativa que partiu da aceleração de negócios de impacto, e após este relacionamento prévio, selecionou parte das soluções para serem implementadas nos territórios de cinco municípios: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

A implementação contou com a participação de OSCs (Organizações da Sociedade Civil) locais das comunidades, selecionadas em parceria com o Prosas, e que trouxeram legitimidade para a ação.

Braskem Labs

Alguns programas já chegam ‘prontos’, como por exemplo o Braskem Labs, que chegou ao Quintessa já na quinta edição. Em 2022, estamos realizando a oitava, sendo  a nossa quarta edição em parceria. Mesmo com a estratégia definida, realizamos ajustes e melhorias na estrutura do programa para endereçar melhor os desafios da Braskem e das startups –  como a criação de dois programas dentro do Braskem Labs: o Scale, focado em startups mais maduras, e o Ignition, focado em apoiar startups em estágios iniciais, que demandam conhecimentos, assuntos e metodologias distintas.

No Braskem Labs, 30% das startups já fizeram negócios com diferentes áreas da Braskem após o programa, e em 2021 a nota dada pelos empreendedores para o programa foi 10. 

“A curadoria que nos é trazida por meio do Quintessa faz com que a gente tenha um olhar mais apurado e refinado sobre os mais de 300 inscritos. Eles entendem nosso problema, nosso desafio e trazem soluções.” Karla Censi, Gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem

_Leia mais sobre o Case Braskem Labs

O apoio e os diferenciais da metodologia podem ser cruciais para o êxito da iniciativa de inovação aberta, e a experiência adquirida ao trabalharmos com diferentes empresas e startups, compartilhando os aprendizados dos programas, faz com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.

Parceria genuína e confiança

A nota média em 2021 de quanto os nossos parceiros indicariam o serviço do Quintessa é de 9.7, e entendemos que além da metodologia em si, nosso grande diferencial está na aplicação e execução dela na prática. Prezamos pelo equilíbrio entre o olhar humano e o profissional, trazendo um espaço de confiança para reflexões e aprendizados em conjunto.

Quer construir um programa de Inovação Aberta em parceria e contribuir com soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais da sociedade? Entre em contato com a nossa equipe. 

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https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/01/pioneirismo-quintessa-como-transformamos-nossa-metodologia-de-aceleracao-de-startups-em-programas-que-ajudam-empresas-com-metas-esg/feed/ 0
É possível ter mais de um programa de inovação aberta ao mesmo tempo? https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/01/e-possivel-ter-mais-de-um-programa-de-inovacao-aberta-ao-mesmo-tempo/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/01/e-possivel-ter-mais-de-um-programa-de-inovacao-aberta-ao-mesmo-tempo/#respond Wed, 01 Jun 2022 07:48:53 +0000 http://blog.quintessa.org.br/dev/?p=1644

O título do texto vem de uma pergunta recorrente que ouvimos em reuniões com lideranças empresariais. De início, nossa resposta é: sim. Não só é possível, como em muitos casos, recomendado. 

O termo inovação aberta surgiu através de uma pesquisa do americano Henry Chesbrough. O autor afirma que o ambiente de negócios possui uma abundância de conhecimento que precisa ser distribuído e aproveitado. Logo, o ambiente interno e externo estão interconectados, visando facilitar o fluxo de conhecimento. A empresa pode, ao mesmo tempo, oferecer suas inovações para outras organizações e utilizar recursos externos para inovar, em um processo de colaboração com universidades, laboratórios, outras empresas e startups, por exemplo.

Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum que empresas tenham programas de inovação aberta, se conectando com soluções de startups. Grande parte dos programas ainda são focados apenas em eficiência e melhorias internas, como adoção de novas tecnologias na operação, atendimento ao cliente e agilidade de processos – muito na linha de transformação digital e eficiência operacional. 

Quando apresentamos a ideia de criarmos uma iniciativa de inovação aberta focada na geração de impacto socioambiental positivo, muitas vezes as empresas questionam o fato  por já possuírem internamente um outro programa de inovação aberta. 

O que vemos é que a inovação aberta é um meio, um caminho, de se avançar nas agendas estratégicas, resolver problemas, trazer inovação para a empresa. Ou seja, deve ser vista uma abordagem transversal para as agendas de negócio. 

Assim, o que vamos mostrar neste texto é a possibilidade de coexistirem mais de um programa na empresa, com objetivos distintos e até com parceiros externos diferentes e executados por áreas diferentes.

Os programas de inovação aberta podem ter diferentes formatos, temáticas e objetivos, ilustrados na matriz abaixo e a combinação dos três elementos pode gerar diversas possibilidades.

Startups de impacto vs ‘tradicionais’

Uma das possibilidades de coexistência de iniciativas é ter dois programas que se relacionam com startups, cada um com um objetivo distinto, bem como temáticas distintas. Para ilustrar, trazemos o caso da CPFL Energia.

A CPFL possui o programa CPFL Inova, realizado pela área de inovação da empresa. O objetivo do programa é formar parcerias comerciais com startups que oferecem soluções em áreas internas como eficiência operacional, relacionamento com cliente, transformação digital e smart cities. A iniciativa tem bastante foco em identificar negócios que utilizam tecnologias como blockchain, internet das coisas, realidade aumentada, robotização, inteligência artificial, machine learning e big data.

Em 2020, a CPFL lançou em parceria com o Quintessa, o programa de inovação aberta chamado CPFL na Comunidade. O objetivo foi encontrar startups de impacto com soluções para serem implementadas nas comunidades em que a companhia atua. O programa foi criado junto com a área de eficiência energética, com foco explícito nesta temática e junto a esse público.  

A questão, no novo programa, foi promover eficiência energética e relacionamento com os clientes de baixa renda da empresa de uma forma inovadora e escalável. Selecionamos startups com soluções em educação financeira (com instruções sobre a conta de energia e dicas de economia), empoderamento feminino (capacitação de mulheres em elétrica, para posterior geração de renda) e economia circular (capacitação para upcycling dos uniformes de eletricistas).

A coexistência do novo programa com o CPFL Inova foi não só possível como benéfica, trazendo a base de inscritos em programas anteriores para identificar startups com possíveis sinergias no novo programa, como também o conhecimento prévio da equipe do Inova sobre avaliação, seleção e relacionamento com startups na empresa. É muito comum, ao entrarmos em empresas junto às áreas de sustentabilidade e/ou responsabilidade social, trazermos a área de inovação como parceira durante a execução do programa, principalmente durante a etapa de seleção das startups.

Startups e demais atores

Na Braskem também existe a coexistência de iniciativas de inovação aberta, mas neste caso, o Braskem Labs se relaciona com startups de impacto, enquanto outras se relacionam com universidades, outras empresas e sociedade civil.

O Braskem Labs se relaciona diretamente com o propósito da empresa, que é utilizar a inovação para alcançar o desenvolvimento sustentável, melhorando a vida das pessoas e desenvolvendo soluções sustentáveis a partir da química e do plástico.

Ao mesmo tempo, existe um outro programa na companhia. Por mais que o Braskem Labs busque, em uma das categorias, soluções para embalagens mais sustentáveis, a Braskem também busca inovações na temática de embalagens por meio do ‘Desafio Design’ (além de muito investimento em P&D internamente).

O desafio tem formato de Hackathon, e reúne profissionais de Design para criarem, em três dias, soluções em embalagens inovadoras e mais sustentáveis para clientes da Braskem, como a Suvinil e O Boticário. 

Diferentes temáticas de impacto na empresa

A Ambev também possui diferentes formatos de inovação aberta para as temáticas estratégicas da empresa. Na área de Sustentabilidade, a Aceleradora 100+ é totalmente conectada às metas de 2025 da Ambev: mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor.

O programa, realizado com o Quintessa, busca startups de impacto para implementarem pilotos de suas soluções que podem ajudar a companhia a alcançar suas metas estratégicas.

Porém, na área de inovação aberta do site da Ambev, outros desafios são lançados para todos que quiserem contribuir. Recentemente a empresa promoveu, por exemplo, um concurso de ideias para ajudar a Ambev a disseminar a temática do consumo consciente de álcool, remunerando e mentorando os vencedores para colocarem a ideia em prática. Uma temática que também é um compromisso importante de geração de impacto positivo da empresa..

Tipos de programas complementares

É possível ainda, ter iniciativas focadas no mesmo objetivo ou temática, mas com formatos diferentes, como aceleração de startups e implementação de pilotos. O programa Ecco Comunidades, realizado pelo Quintessa em parceria com o Instituto BRF, teve duas etapas muito complementares: a aceleração de 8 startups, e depois, a escolha de 5, entre elas, para implementarem pilotos nos territórios de atuação da empresa. Falamos mais sobre formatos de programas neste texto.

Explore as possibilidades

Olhar para as temáticas estratégicas, os possíveis formatos de atuação e o objetivo da iniciativa é um bom indicativo de como começar. Várias combinações são possíveis, tendo uma única iniciativa que centraliza diversas temáticas, por exemplo, ou tendo uma iniciativa liderada por cada área estratégica da empresa, por exemplo. É como fazer uma análise combinatória das três colunas da matriz que ilustramos acima.

 Temos visto a prática de criar uma temática de ‘impacto’ dentro de um programa mais abrangente, sem muitos detalhamentos. Vale o cuidado para não se tornar somente mais uma categoria, sem estar alinhada aos objetivos estratégicos da empresa, ao não se especificar do que se trata: Impacto com foco em eficiência energética da operação? Impacto com foco no benefício do território onde tem sede da fábrica? E tantos outros focos possíveis. 

 Por isso, criar um programa de inovação aberta com foco específico em impacto positivo pode ser uma das formas de garantir o cumprimento das metas estratégicas, como o exemplo da Aceleradora 100+ da Ambev, que citamos acima. 

 Para finalizar, retomamos uma fala muito presente aqui no blog do Quintessa: que um programa de inovação aberta – seja com startups de impacto ou não – deve partir sempre de uma visão bem aprofundada sobre os objetivos estratégicos da empresa e da área que irá realizar a iniciativa.

No Quintessa, nosso foco é conectar startups de impacto para quatro principais objetivos das empresas: 

Trazer inovação e novos negócios;
Melhoria de desempenho em ESG e sustentabilidade;
Responsabilidade social e filantropia corporativa;
Gerar pipeline qualificado para investimento e CVC.

Para entender como a atuação do Quintessa pode ser complementar a outra iniciativa de inovação aberta da sua empresa, entre em contato conosco para uma primeira conversa.

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https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/01/e-possivel-ter-mais-de-um-programa-de-inovacao-aberta-ao-mesmo-tempo/feed/ 0
Qual o momento ideal para realizar uma iniciativa de inovação aberta? https://homolog.quintessa.org.br/2022/03/11/momento-ideal-inovacao-aberta/ Fri, 11 Mar 2022 14:47:33 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1027 Para quem acompanha o nosso trabalho aqui no Quintessa, já sabe que trazemos a inovação aberta como caminho para as empresas desenvolverem novos negócios, cortarem custos e se diferenciarem no mercado, bem como gerarem impacto social e ambiental positivo. Se conectar com startups de impacto faz sentido para todo tipo de empresa e também para institutos e fundações – mas será que todas estão no momento certo de realizar este tipo de iniciativa? Ou melhor, existe um momento ideal para começar a executar a inovação aberta com impacto? A empresa precisa estar ‘pronta’?

Nossa resposta é que não. As iniciativas de inovação aberta fazem parte da jornada da empresa em direção a geração de impacto positivo e também do processo de amadurecimento da cultura da empresa. Mas é importante ressaltar que realizar uma iniciativa de conexão com startups de impacto não deve ser o primeiro passo da empresa nessa jornada, mas sim deve ser parte da estratégia maior, que precisa estar bem definida antes de começar a buscar soluções no mercado. É sobre isso que abordaremos neste texto.

Não é uma linha de chegada

Antes de tudo, é preciso entender que trazer soluções de startups para a empresa não deve ser visto como o ‘objetivo final’ ou a linha de chegada. Se motivar pelo reconhecimento do mercado em ser vista como uma empresa inovadora e ter pressa para realizar o programa pode levar a decisões equivocadas e poucos resultados.

Além disso, é preciso pensar no que as startups vão ganhar na relação com você. Ter um programa “só por ter” provavelmente vai te levar a um lugar em que poucas startups de qualidade vão se engajar, e sem startups de qualidade, o programa não tem valor e provavelmente será descontinuado.

Você precisa ter clareza das motivações para fazer o programa de inovação com impacto, e isso precisa ter lastro estratégico na empresa. 

Definir a estratégia da empresa

O ponto de partida para conceber um programa de inovação aberta sempre deve ser a estratégia da empresa: o que está buscando fazer, que metas quer alcançar ou quais são os direcionamentos de novos produtos/mercados que a empresa quer entrar. Entendemos que a iniciativa de inovação aberta não é “algo a mais”, mas sim uma nova forma de alcançar aquilo que já é prioridade da empresa.

Portanto, é importante que a empresa já tenha definido suas metas de impacto social/ambiental e prazos de atingimento, e tenha clareza de quais são os principais desafios da empresa, tanto nos aspectos de negócio, quanto nos aspectos sociais e ambientais que se deseja trabalhar. Só assim é possível encontrar soluções de startups no mercado que gerem valor para a empresa.

Antes de definir o tipo de solução que precisa ser encontrada, vale a empresa ter clareza de quais tecnologias e soluções já foram testadas (e os aprendizados sobre o que deu certo e errado) e quais soluções já estão sendo desenvolvidas internamente por P&D.

Algumas perguntas que costumamos fazer antes de criar uma iniciativa são:

  • Qual o foco da empresa: propósito, missão e valores?
  • Quais são os direcionamentos de negócio para o longo prazo: metas, desafios e oportunidades que enxergam, como novos mercados que desejam entrar e evoluções do modelo de negócio?
  • Qual a estratégia de sustentabilidade da empresa: matriz de materialidade, ODS que orientam a estratégia, se já respondeu assessments como o do Sistema B, etc.?
  • Qual a estratégia de responsabilidade social e filantropia corporativa – se existe instituto ou fundação empresarial?
  • Quais são as causas nas quais a marca se posiciona?
  • Quais são os desafios operacionais da empresa e os desejos de melhoria?
  • A empresa já possui outras iniciativas de inovação aberta, intraempreendedorismo, voluntariado, etc.?

A empresa não precisa ter todas essas respostas, mas quanto mais informações, dados e análises a empresa tiver, mais consistente será a estratégia e mais assertiva será a busca de soluções para inovação aberta. 

Um olhar externo, com conhecimento específico em inovação e sustentabilidade, pode ser de grande valia nessa etapa, para apoiar a empresa a buscar as informações necessárias. Aqui no Quintessa apoiamos as empresas nesta etapa, e a valorizamos bastante, pois nos ajuda muito na execução do programa depois, já iniciando a parceria bem alinhados sobre a estratégia da empresa e objetivo daquela iniciativa. 

Além disso, é importante que neste alinhamento estratégico todas as áreas da empresa estejam bem contempladas, para depois, durante o programa, conseguir um engajamento das áreas para se envolverem e testarem as soluções.

As iniciativas de inovação aberta têm a ver com essa nova forma de pensar, e a partir dela as práticas e programas vão evoluindo e sendo refinados. Um exemplo é o Braskem Labs, que em 2022 inicia sua oitava edição – e o quarto ano realizado pelo Quintessa. Desde que o programa surgiu, mudaram-se  formatos, metodologias, benefícios para os empreendedores, áreas e pessoas envolvidas, mas o programa só cresceu e se fortaleceu por conta do alinhamento estratégico muito bem amarrado desde o início, em fomentar e se conectar com soluções inovadoras e sustentáveis na cadeia da química e do plástico. 

Orçamento para inovação aberta

É comum vermos as lideranças presas em uma questão de primeiro precisar mostrar resultado para conseguir orçamento para o programa, mas para colher resultado é preciso agir e isso requer investimento. Portanto, uma boa prática é ter um orçamento mínimo planejado para implementar iniciativas de experimentação com as startups e gerar dados que provem o valor desse relacionamento.

Conseguir aliados internos também pode fazer toda a diferença. Tradicionalmente, áreas de CVC têm interesse que as áreas de inovação das empresas se desenvolvam. Outro caminho que tem sido frutífero, especialmente em temas ligados à sustentabilidade, é o de engajar áreas financeiras e criar Sustainability Linked Bonds, que depois vão demandar que se invista em inovação para atingi-los.

Os tipos de programa exigem competências diferentes

A depender do tipo de programa desenhado – aceleração, pilotos ou outro – o preparo exigido tem algumas variações, mas a estratégia é sempre uma premissa.

Leia mais: Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?

Ao fazer um programa de aceleração, por exemplo, precisamos de um direcional estratégico que contemple principalmente quais são os desafios da empresa para buscarmos soluções no mercado. 

A aceleração é um espaço para conhecer diferentes iniciativas que podem gerar negócios para diferentes áreas da empresa. Porém, tem um peso menor na necessidade de se fazer negócios concretos com as startups, e por isso pode ser um bom caminho para quem ainda está começando e quer avaliar as opções que existem no mercado, sem necessariamente precisar se comprometer. Também é um ambiente melhor para desenvolver a equipe da empresa em mentorias e competências de inovação e empreendedorismo.

Já um programa de implementação de pilotos exige não só um orçamento para contratar de fato as soluções das startups, mas uma definição muito mais específica do tipo de desafio que está buscando a solução, pois ela já será implementada diretamente. 

Além disso, o engajamento das áreas que irão receber as soluções também é fundamental, bem como uma estrutura mínima capaz de receber a solução. Por exemplo, se os processos burocráticos de suprimentos e contratação estiverem pouco adaptados para receber startups, pode fazer sentido começar por um programa de aceleração criando um espaço de ambientação para os executivos, tangibilizando como trabalhar com uma startup, e depois fazer os pilotos.

Cultura da empresa

Muitas vezes nos perguntam se a empresa precisa ter uma cultura consolidada de inovação ou sustentabilidade para o êxito do programa. A mudança cultural é importante, mas a cultura está sempre em construção, e não ‘pronta’, então realizar iniciativas de inovação e impacto positivo também se torna um meio de apoiar e amadurecer a cultura.

Os programas de inovação aberta são excelentes espaços de aproximação dos colaboradores e lideranças com a inovação e sustentabilidade na prática, interagindo com empreendedores das startups e conhecendo novas formas de pensar e operar no dia-a-dia. Falamos mais sobre isso neste texto.

Quanto mais a empresa estiver aberta a se relacionar com inovações externas, maior fluidez terá o programa. Isso não é algo que acontece da noite para o dia, e muitas áreas vão precisar ver resultados concretos antes de se abrirem – também por isso a importância do programa estar bem amarrado com a estratégia da empresa. 

Ainda, a iniciativa ajuda a empresa a aprender a trabalhar junto a startups, no sentido de processos internos. Por exemplo, pode ser necessário adaptar as políticas do Jurídico (acostumado a exigir exclusividade e direito de propriedade intelectual) e de Suprimentos (acostumado a espremer preço, exigir longos prazos para pagamento, exigir documentos que a pequena empresa não possui), que podem mais prejudicar a startup do que ajudá-la a crescer. Essas adaptações de processos também são meios de apoiar a mudança de cultura e forma de trabalho.

É importante começar

Para concluir, é válido dizer que se a empresa já possui um programa de inovação aberta com startups ‘tradicionais’, para desafios não relacionados à impacto positivo e sustentabilidade, não necessariamente está pronta para um programa com esse recorte. Pode ser que a questão cultural já esteja mais avançada, mas como falamos no início, o mais importante são as definições estratégicas no que tange a sustentabilidade, ESG e impacto positivo para buscar soluções assertivas. 

A inovação aberta é um caminho que naturalmente apresentará desafios e desconfortos, e que ao mesmo tempo tem um potencial enorme para impulsionar a empresa em direção ao seu futuro. Costumamos dizer que não há uma iniciativa “certa” ou “errada”. Mas há iniciativas consistentes e inconsistentes, assertivas ou não assertivas – tanto do lado da empresa, como do lado da proposta de valor oferecida para os empreendedores, por isso é tão importante saber o porquê a iniciativa existe, passando pelos aspectos mencionados aqui no texto, e começar o quanto antes para evoluir no caminho.

Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui!

Para entender melhor como o Quintessa pode te ajudar na criação de uma iniciativa de inovação aberta com impacto positivo, entre em contato conosco: [email protected]

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Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha https://homolog.quintessa.org.br/2022/02/24/entrevista-com-anna-de-souza-aranha-rio2c/ Thu, 24 Feb 2022 13:38:17 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1020 Em entrevista para o Rio2C, maior evento de tecnologia, criatividade e inovação da América Latina, a sócia e diretora do Quintessa, Anna de Souza Aranha, falou sobre como as empresas estão se aproximando das startups de impacto e como explorar os formatos de relacionamento – aceleração, implementação de pilotos, etc.

A entrevista também trouxe cases do Quintessa e abordagens sobre os tipos de desafio nas empresas que as startups podem endereçar, como ESG e sustentabilidade, agenda de novos negócios e inovação, responsabilidade social, filantropia e investimento.

Por fim, Anna trouxe dicas para empreendedores e para empresas neste processo de relacionamento.

Assista na íntegra:

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