Nos últimos três anos – o Quintessa opera e coordena o 100+ Labs, programa de inovação aberta da Ambev – que tem como objetivo desenvolver e implementar soluções socioambientais de startups de impacto nas temáticas de: Agricultura Sustentável; Amazônia; Diversidade e Inclusão; Ecossistema Empreendedor; Embalagem Circular; Gestão de Água; Mudanças Climáticas e Responsabilidade Socioambiental na Cadeia de Suprimentos.
Durante esse período, o programa implementou cerca de 24 pilotos, facilitou mais de 70 conexões entre negócios e parceiros em cada edição, mobilizou e acompanhou o envolvimento de cerca de 9 parceiros por edição, além de gerar resultados significativos para a operação da Ambev.
Um exemplo é a startup TRC Sustentável, que participou da edição 2021/2022 do programa e oferece soluções de gestão inteligente de água por meio de inteligência artificial nos pontos de venda e centros de distribuição da Ambev. Durante o piloto, foi possível economizar 1,5 milhão de litros de água, representando uma redução média de 40% e gerando cerca de R$ 70 mil em economia em apenas 4 meses.
Para conhecer outros cases do Programa, acesse:
A edição de 2023:
O encerramento da 5ª edição do programa aconteceu na última segunda-feira (25) no Cubo em São Paulo – a edição contou com mais de 240 startups inscritas, 22 startups selecionadas e 7 pilotos implementados no programa ao longo de 05 meses.
O programa acontece num momento em que o investimento de grandes empresas atuando em inovação aberta cresce no Brasil. Segundo o Ranking TOP Open Corps 2023, o investimento total foi de R$ 6,4 bilhões, considerando o período de julho de 2022 a junho de 2023 – a Ambev lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo como empresa que mais se relaciona com o ecossistema de startups.
“Um dos principais objetivos da companhia é crescer de forma compartilhada e promover a inclusão produtiva de todo o nosso ecossistema. São enormes os desafios ambientais que enfrentamos todos os dias e essa união nos garante olharmos para o melhor horizonte e colocarmos em prática iniciativas reais, que fazem a diferença para o meio ambiente e para a sociedade como um todo”, comenta Lisa Lieberbaum, Head de Sustentabilidade da Ambev.
Durante o Demoday, as sete startups da edição 2023/2024 que implementaram os seus pilotos na operação da Ambev puderam apresentar os principais avanços e resultados gerados:
Objetivo do piloto:
Ceres Seeding: Validação comparativa do plantio utilizando drones para restauração e monitoramento de recuperação de florestas.
Resultado:
A utilização de drones para operações de plantio demonstrou ser um método com resultados satisfatórios quando comparados com os métodos tradicionais (muvuca). O projeto foi implementado em duas áreas com 1 hectare cada. Enquanto o plantio convencional requer a presença de cinco operadores, o plantio remoto via drones só necessita de dois operadores. Além disso, o plantio automatizado por drones alcança um rendimento operacional total em apenas quatro horas, contrastando com as seis horas necessárias no método tradicional. Essa diferença resulta em uma economia significativa de tempo de trabalho por hectare, equivalente a uma economia de 20%, ou aproximadamente R$ 4.555,00 por hectare, quando se opta pelo plantio via drones. Esses resultados podem ser ainda mais promissores em projetos de maior escala.
Açaí Maps: Software de gestão agrícola da cadeia produtiva de Açaí e Guaraná na Amazônia.
Resultado:
Após a implementação do piloto em 28 propriedades, os últimos resultados indicam que a plataforma pode gerar um potencial aumento da produtividade e qualidade do Guaraná pela otimização do uso de insumos e recursos.
Plure: Processo seletivo de 35 mulheres negras nas vagas de operação fabril e representante de vendas.
Resultado:
O processo seletivo do projeto piloto atraiu 513 inscrições, dessas 343 foram aprovadas de acordo com os pré-requisitos definidos e receberam o acesso à plataforma de aprendizagem da Plure para se preparar para o processo seletivo. A plataforma, primeira de preparação para processos seletivos para mulheres, gerou um banco de 60 candidatas entregues que estão participando de processos seletivos da Ambev e algumas já foram incluídas no mercado de trabalho em outras empresas. Além disso, também foram entregues à Ambev 97 candidatas extras dentro do perfil de mulheres não-negras para preenchimento de outras vagas.
Squair: Monitorar o consumo de energia de ar condicionados e câmaras frias nos CDDs de Mauá e Litoral
Resultado:
Os resultados do monitoramento realizado no centro da Ambev em Cubatão, São Paulo resultaram em uma economia mensal de R$2.688,13, acompanhada por uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 1,75 toneladas por ano. Em relação à implementação nos sistemas de ar-condicionado na Ambev, a economia mensal alcançada foi de R$459,00, com uma estimativa de redução de emissão de CO2 de 0,21 toneladas ao ano.
Ao longo de um ano, estima-se uma economia total de R$37.765,56, além de uma redução significativa de 1,96 toneladas de emissões de CO2 anualmente.
Esses resultados são possíveis graças à manutenção da temperatura ideal e segura das câmaras, garantida pela sincronização inteligente e eficiente dos compressores, que também otimizam o consumo de energia.
Gedanken: Criação de um padrão automatizado para a avaliação de fornecedores em métricas ESG
Resultado:
A plataforma possui um custo de 90% abaixo das plataformas internacionais e foi implementada em dois fornecedores; Ambev e Pepsico, que resultou um NPS de 100%, além de uma alta adesão com time dos fornecedores, batendo 63% de adesão com a Pepsico e 60% com a Ambev superando a estimativa de 50% de adesão, com um tempo de resposta de 20 dias após a comunicação.
Eat Typcal: Produção de proteína de micélio, um novo ingrediente para indústria de alimentos, a partir da levedura residual do processo de fermentação de cerveja.
Resultado:
Os resultados do piloto com a Ambev tiveram um aumento significativo de 64% na produção de biomassa fresca, redução de mais de 50% no custo de produção e uma melhora na composição nutricional usando o micélio, diminuindo 20% carboidratos e ganhando mais 6% de proteínas e 25% mais fibras. Mostrando que a Ambev pode desempenhar um papel central na aceleração da indústria de alimentos, ao mesmo tempo que contribui para economia circular com o upcycling alimentar de co-produtos.
Apoena: Uso de aditivo de coco babaçu para a redução de consumo de combustível em veículos da frota Ambev em São Luís(/MA).
Resultado:
Durante 2 meses de piloto no Maranhão (São Luis) foi utilizado o aditivo em 6 veículos da distribuição urbanos na da Ambev. Desses, foi identificado resultado positivo em 83% dos veículos.
Os resultados preliminares apresentam redução potencial de até 8% no consumo de combustível e 8% na redução das emissões, o que dentro do piloto representaria uma economia de aproximadamente R$6 Mil reais em combustível.
Além de gerar impacto social com a compra direta de 8 famílias, combater o trabalho infantil, praticar preço justo e a replicabilidade do projeto para outras regiões e estados.
Após avaliação da banca sobre as soluções apresentadas, os jurados enfatizaram que as sete startups se destacaram pela consistência, mensurabilidade e pelo alinhamento com os propósitos da empresa.
Além disso, durante o processo de premiação, a startup Apoena foi reconhecida em primeiro lugar, recebendo um prêmio de R$50.000,00, enquanto a Plure ficou em segundo lugar, com um prêmio de R$30.000,00. Essa iniciativa reforça o compromisso da Ambev em valorizar e investir em soluções sustentáveis e inovadoras.
“O Programa 100+ Labs é um exemplo de como a inovação aberta pode impulsionar a sustentabilidade corporativa. Trabalhar ao lado da Ambev, PPA e parceiros para identificar e apoiar startups de impacto que abordam desafios cruciais é uma oportunidade única de catalisar mudanças significativas. Estamos orgulhosos de liderar esse esforço em parceria com a Ambev e testemunhar os resultados tangíveis que surgem dessa colaboração”, declara Máercio Diogo, líder de projetos do Quintessa.
O 100+Labs é liderado pela Ambev e co-realizado pela USAID e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), em parceria com Pepsico Unilever, é executado pelo Quintessa, e ainda tem apoio do Valgroup e Ball, e conta com apoio institucional da Libra Brading e Un Global Compact Rede Brasil.
]]>Com a abertura da diretora executiva do Instituto BRF, Raquel Ogando, o encontro contou com apresentações e mesas de discussões sobre temas relacionados à educação e filantropia. Participaram também do evento Gabriel Gandara, gerente de New Ventures e Inovação da BRF, Carine Jesus, gerente de Controladoria da Fundação Matia Cecília Souto Vidigal, e Greta Salvi, diretora nacional da Latimpacto.
Os representantes das oito startups selecionadas pelo programa abordaram os problemas identificados e apresentaram suas soluções inovadoras, como por exemplo: empregabilidade para pessoas neuro divergentes, estresse em sala de aula; dificuldades em se concentrar durante os estudos; e resoluções em problemas matemáticos.
As startups são: Afroimpacto, Mindkids, Obará Edutech, Repeduca, Stardust Zone, Tecnolokid, Trilha Edu, e Zeka Educação. Essas soluções foram aceleradas e emergem como potências, prontas para impactar positivamente o cenário educacional. Com o apoio de mentores especializados da BRF e do Quintessa, elas não apenas desenvolveram suas soluções, mas também consolidaram seus propósitos e cresceram exponencialmente no último ano.
O programa Nossa Parte pela Educação integra a frente “Educação para o Futuro”, do Instituto BRF em Parceria com o Quintessa e representa o compromisso do Instituto em enfrentar os desafios educacionais de nossa sociedade.
Acesse o link e saiba mais sobre o programa Nossa Parte Pela Educação








No dia 5 de setembro, quando celebramos o Dia da Amazônia, é essencial refletirmos sobre as ações que estão sendo implementadas para preservar e proteger o ecossistema da floresta que é essencial para a vida no planeta terra.
Nos últimos anos, à medida que empresas, governos e diversos atores multisetoriais estão olhando para a pauta de desenvolvimento sustentável – a Amazônia ganhou e ganha cada vez mais notoriedade nos espaços de discussão.
Atualmente, existem inúmeros projetos, ações, investimentos e iniciativas que têm buscado, de forma colaborativa, preservar a biodiversidade existente na região e promover ações efetivas que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região.
Neste contexto, vamos usar neste texto o exemplo do programa 100+ Labs Brasil, uma colaboração entre a Ambev, PPA, USAID, executada pelo Quintessa em parceria com PepsiCo e Unilever, e com o apoio da Ball e Valgroup, além do suporte institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global na edição 2023, que tem com objetivo impulsionar a implementação de pilotos de soluções que geram impactos socioambientais positivos e que apoiem as organizações a alcançarem suas metas de sustentabilidade por meio de nove eixos temáticos: agricultura sustentável, embalagem circular, mudanças climáticas, gestão de água, ecossistema empreendedor, amazônia, diversidade e inclusão, consumo consciente e responsabilidade ambiental.
Recorte Amazônia:
Nas últimas duas edições, o programa atraiu mais de 100 negócios inscritos no eixo Amazônia. As iniciativas que vão desde o turismo sustentável e inclusão produtiva de populações locais e tradicionais da Amazônia, refletem a biodiversidade presente na região. Os negócios são em sua maioria empreendidos por mulheres e possuem sede na região Norte.
Na edição de 2022 do 100+ Labs Brasil, um dos casos de sucesso foi com a Urucuna, negócio de inovação da sociobio economia que resulta em produtos de bem-estar e serviços da natureza.
O projeto do piloto não apenas reflete a essência do programa, mas também ilustra como a colaboração e a inovação podem se unir para criar soluções sustentáveis na Amazônia. A startup utilizou metodologia de co-criação em parceria com os habitantes de Maués visando não apenas desenvolver um produto autêntico, mas também agregar valor às tradições locais e à biodiversidade região.
O resultado foi a criação de um protótipo de vela de massagem, cuidadosamente formulado com ingredientes da sociobiodiversidade de Maués. Esta vela foi embalada com materiais artesanais feitos a partir do cipó ingá pelas habilidosas artesãs da Associação de Artesãos Unidos para Vencer (AAUV). Além disso, o projeto da Urucuna não se limitou à criação de produtos, também empreendeu um mapeamento abrangente do potencial bioeconômico da região.
Oficinas e espaços para a troca de conhecimentos foram oferecidos, abordando tópicos que variaram desde inovação e desenvolvimento de produtos, criatividade e precificação. O projeto da Urucuna se tornou um exemplo de como é possível unir tradição, inovação e sustentabilidade, enriquecendo tanto a comunidade local quanto o cenário global da conservação da Amazônia.
Em um esforço conjunto, o programa e seus parceiros estão moldando um futuro com soluções sustentáveis para a Amazônia. E enquanto as edições do programa avançam e as soluções amadurecem, a esperança é que estejamos no caminho certo para garantir que a Amazônia continue a prosperar por muitos anos.
Quer saber mais sobre outros projetos que participam do 100+Labs e conhecer os aprendizados e resultados de um programa referência em inovação aberta para sustentabilidade no Brasil. Faça download do case completo: https://conteudos.quintessa.org.br/case-aceleradora-ambev
]]>Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição.
Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração.
“Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev.
Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.
Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.
“Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.
“Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular, preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.
Entre os negócios selecionados estão:
Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável
ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável
Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável
PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável
Açaí MAPS – Categoria Amazônia
Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia
Braziliando – Categoria Amazônia
Deveras Amazônia – Categoria Amazônia
DINAM – Categoria Amazônia
Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia
HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão
PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão
Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão
Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor
BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular
Mush – Categoria Embalagem Circular
Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular
Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água
NeoWater – Categoria Gestão de Água
Octa – Categoria Mudanças Climáticas
SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas
Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos
Sobre o Programa 100+ Labs Brasil
A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.
Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros.
De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS.
Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+ teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.
]]>A iniciativa contempla duas etapas: Soluciona e Acelera. Na fase ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical; Para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown. Ambas estão participando do projeto desde julho.
Na fase ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio de validação e ida a mercado foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses. O objetivo nesta fase é amadurecer as soluções existentes no ecossistema, que podem se tornar potenciais parceiras do grupo. A partir de novembro, as 10 startups selecionadas receberão acesso à rede de mentores do Grupo Fleury e do Quintessa, bem como suporte personalizado de gestores para desenvolvimento do seu negócio.
“Responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa são temas extremamente importantes para o Grupo Fleury. O programa faz parte da nossa iniciativa de inovação aberta em ESG, já que o Grupo busca se unir a empresas que podem ajudar a impulsionar o ecossistema de saúde nacional. O objetivo é, além de buscar melhorias internas para as metas ESG estabelecidas, contribuir para o desenvolvimento e crescimento de empreendedores sociais”, ressalta Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.
Com mais de 25 projetos de inovação aberta realizados em 2022, Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, comenta: “O Acelera é um ótimo exemplo de iniciativa que integra inovação e sustentabilidade, e que maximiza a agregação de valor para as partes envolvidas. Ficamos muito satisfeitos com a estreia do programa: superamos em 84% a meta de inscritos para a Iniciativa Acelera do Programa Impacta Grupo Fleury. Esse fato confirma a tese de que existe demanda do mercado de startups para programas que fomentem o desenvolvimento de negócios em estágio inicial. ”
Conheça as 10 startups selecionadas:
| Hi! Healthcare Intelligence | Plataforma de Health Analytics para gestão de desperdícios de tratamentos de alto custo de sistemas de saúde |
| Sou Pagu | Plataforma de psicologia feminista, exclusiva para mulheres, que democratiza a saúde mental. |
| Lacrei Saúde | Plataforma de Saúde segura e inclusiva para a comunidade LGBTQIAPN+. |
| Gestar | Plataforma online que conecta o ecossistema de profissionais da saúde e cuidados materno infantil a famílias tentantes, gestantes e com filhos na 1ª infância. |
| Mulheres no Comando | HR Tech que tem o objetivo de ajudar as empresas a alcançar a equidade de gênero. |
| Ziel Biosciences | É uma empresa liderada por mulheres com foco em pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções para medicina personalizada, oncologia e saúde da mulher.” |
| Tato Fisioterapia Inteligente | Health tech especializada em realizar gestão de cuidado e telerreabilitação de pessoas com dor e condições musculoesqueléticas crônicas para empresas e operadoras de saúde |
| Hefesto Medtech | Ortopedia 4.0: fabricação de órteses impressas em 3D, personalizadas, ajustáveis e feitas com polímeros recicláveis que substituem o gesso ortopédico e outros tipos de imobilização. |
| Medstream | EdTech que capacita e valoriza os médicos, melhorando o atendimento à população. |
| Carbon Free Brasil | Climatech que ajuda empresas a darem o primeiro passo na jornada ESG através da gestão e compensação das emissões de carbono. |
Sobre o Programa Impacta Grupo Fleury
O Programa Impacta Grupo Fleury visa aprimorar internamente as diretrizes ESG da companhia e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, sendo dividido em duas vertentes: o Acelera, que tem o objetivo de potencializar startups em estágios iniciais com soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury; e o Soluciona, cujo objetivo é a implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.
]]>Sempre tivemos como premissa a assertividade e relevância dos nossos programas, ou seja, personalizamos as iniciativas de acordo com os desafios de cada empreendedor(a) ou empresa para que a nossa atuação de fato gere valor, resultado estratégico e crescimento para os parceiros.
Em nossos programas individuais (executados diretamente com os empreendedores sem a participação de empresas), já aceleramos mais de 110 startups, e com isso, ao longo de 13 anos pudemos desenvolver e consolidar uma metodologia própria de apoio às startups que comprovadamente é capaz de acelerar o crescimento.
Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de dois anos, o que corresponde a somente 10% de taxa de sobrevivência.
As startups aceleradas pelo Quintessa têm uma taxa de sobrevivência de 93% e já receberam mais de R$ 90 milhões de empresas, institutos e fundações por meio de M&As (Merger and Acquisitions), investimentos e programas de inovação aberta.
A partir de 2017, nossa atuação se estendeu para o apoio à jornada de grandes empresas, institutos e fundações nas agendas de ESG, sustentabilidade, inovação e impacto positivo. Construímos programas de inovação aberta focados em conectar essas grandes organizações a startups de impacto, em formatos como aceleração, implementação de pilotos e aquisição ou investimento (Corporate Venture Capital).
Tendo no nosso DNA a personalização e profundidade, levamos este olhar também para as empresas, entendendo que cada uma tem suas particularidades e objetivos estratégicos. Temos como visão criar programas que realmente sejam estratégicos para as empresas, e não algo ‘a mais’ – apenas para surfar a onda da inovação aberta e ESG – e para isso é preciso ter este olhar apurado e próximo às empresas.
“A proposta que o Quintessa fez na forma de conduzir o programa, a metodologia que utilizam para selecionar e avaliar os critérios, a experiência que o time tem para nos ajudar a escolher as melhores startups são grandes destaques da nossa parceria. O time do Quintessa também é muito aberto para ir pensando e encontrando aprendizados ao longo do caminho e adaptando o programa para gerar ainda mais impacto, entendendo as nossas dores e o valor que a startup e a empresa podem oferecer uma para a outra.” Rodrigo Figueiredo, VP de Sustentabilidade na Ambev.
Nossa metodologia
Como mencionamos acima, os principais aspectos da nossa metodologia são a personalização e a mão-na-massa, para que a aceleração seja realmente significativa na trajetória do negócio. Não só apontamos os caminhos, nós atuamos como parte do time da startup, realizando as entregas juntos e nos adaptando ao cenário de rápidas mudanças do negócio.
Antes de iniciarmos os programas, temos um rigoroso processo seletivo das startups para garantir que o impacto gerado é relevante, que o modelo de negócio faz sentido e que a solução proposta pelo negócio é aderente ao mercado e tem potencial de crescimento.
Nos programas individuais com empreendedores, realizamos um diagnóstico aprofundado com cada negócio, que analisa aspectos financeiros, de processos, marketing e vendas, gente e gestão e societário, abarcando praticamente todos os temas de gestão de uma startup. Com isso, identificamos os principais desafios que serão endereçados e definimos as entregas prioritárias; então alocamos um(a) gestor(a) do time Quintessa com dedicação semanal e um(a) mentor(a) sênior da nossa rede quinzenalmente – além de uma rede de 60 mentores que podem ser acessados ao longo do programa.
“O programa mudou completamente a nossa trajetória. Crescemos cerca de seis vezes no período, devido ao olhar do Quintessa em analisar todos os gaps e criar processos, rituais e materiais que eram necessários para nosso crescimento. Além disso, a mentoria que recebemos do mentor Quintessa foi fundamental. Trouxeram foco estratégico para entendermos qual produto iríamos vender e para quais mercados, nos auxiliaram a criar um funil de vendas, analisar canais, metas, materiais comerciais e processos de precificação, tudo isso para garantir que íamos escalar.” Michael Kapps, fundador da Vitalk
Nos programas com empresas, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. Assim, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros.
Em seguida, entendemos qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.) e com qual recorte de startups faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial, temático, ou de soluções para seus desafios em ESG, para então definir o formato do programa e realizar a curadoria e busca de startups.
_Acesse o nosso Guia para Inovar com Impacto e conheça a metodologia completa.
Depois da curadoria, executamos o programa por completo, que pode ser uma aceleração, implementação de pilotos, investimento e CVC, ou outro formato. Em um programa de aceleração em grupo, por exemplo, com 20 startups participantes, além de toda a interface da empresa e dos(as) executivos(as) com as startups, realizamos workshops com temas comuns a todos os negócios, mas não abrimos mão de um acompanhamento individual mais profundo para endereçar os desafios prioritários de cada startup, implementando o mesmo diagnóstico citado acima e alocação de gestores dedicados.
Dentro dos programas com empresas já trabalhamos com mais de 140 startups de impacto, somando mais de 250 aceleradas no nosso portfólio.
Construção de um programa em parceria: Ecco Comunidades
Em 2021, construímos o Ecco Comunidades, um programa co-criado do zero entre o Quintessa e o Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF. A iniciativa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial nos territórios onde a BRF atua.
Após entendermos juntos os aspectos da temática do desperdício de alimentos e como o Instituto já atua na causa, nos aprofundamos na relação atual entre a empresa e os territórios. Para trazer perenidade e escalabilidade para essa atuação, criamos uma iniciativa que partiu da aceleração de negócios de impacto, e após este relacionamento prévio, selecionou parte das soluções para serem implementadas nos territórios de cinco municípios: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).
A implementação contou com a participação de OSCs (Organizações da Sociedade Civil) locais das comunidades, selecionadas em parceria com o Prosas, e que trouxeram legitimidade para a ação.
Braskem Labs
Alguns programas já chegam ‘prontos’, como por exemplo o Braskem Labs, que chegou ao Quintessa já na quinta edição. Em 2022, estamos realizando a oitava, sendo a nossa quarta edição em parceria. Mesmo com a estratégia definida, realizamos ajustes e melhorias na estrutura do programa para endereçar melhor os desafios da Braskem e das startups – como a criação de dois programas dentro do Braskem Labs: o Scale, focado em startups mais maduras, e o Ignition, focado em apoiar startups em estágios iniciais, que demandam conhecimentos, assuntos e metodologias distintas.
No Braskem Labs, 30% das startups já fizeram negócios com diferentes áreas da Braskem após o programa, e em 2021 a nota dada pelos empreendedores para o programa foi 10.
“A curadoria que nos é trazida por meio do Quintessa faz com que a gente tenha um olhar mais apurado e refinado sobre os mais de 300 inscritos. Eles entendem nosso problema, nosso desafio e trazem soluções.” Karla Censi, Gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem
_Leia mais sobre o Case Braskem Labs
O apoio e os diferenciais da metodologia podem ser cruciais para o êxito da iniciativa de inovação aberta, e a experiência adquirida ao trabalharmos com diferentes empresas e startups, compartilhando os aprendizados dos programas, faz com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.
Parceria genuína e confiança
A nota média em 2021 de quanto os nossos parceiros indicariam o serviço do Quintessa é de 9.7, e entendemos que além da metodologia em si, nosso grande diferencial está na aplicação e execução dela na prática. Prezamos pelo equilíbrio entre o olhar humano e o profissional, trazendo um espaço de confiança para reflexões e aprendizados em conjunto.
Quer construir um programa de Inovação Aberta em parceria e contribuir com soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais da sociedade? Entre em contato com a nossa equipe.
]]>Nossa resposta é que não. As iniciativas de inovação aberta fazem parte da jornada da empresa em direção a geração de impacto positivo e também do processo de amadurecimento da cultura da empresa. Mas é importante ressaltar que realizar uma iniciativa de conexão com startups de impacto não deve ser o primeiro passo da empresa nessa jornada, mas sim deve ser parte da estratégia maior, que precisa estar bem definida antes de começar a buscar soluções no mercado. É sobre isso que abordaremos neste texto.
Antes de tudo, é preciso entender que trazer soluções de startups para a empresa não deve ser visto como o ‘objetivo final’ ou a linha de chegada. Se motivar pelo reconhecimento do mercado em ser vista como uma empresa inovadora e ter pressa para realizar o programa pode levar a decisões equivocadas e poucos resultados.
Além disso, é preciso pensar no que as startups vão ganhar na relação com você. Ter um programa “só por ter” provavelmente vai te levar a um lugar em que poucas startups de qualidade vão se engajar, e sem startups de qualidade, o programa não tem valor e provavelmente será descontinuado.
Você precisa ter clareza das motivações para fazer o programa de inovação com impacto, e isso precisa ter lastro estratégico na empresa.
O ponto de partida para conceber um programa de inovação aberta sempre deve ser a estratégia da empresa: o que está buscando fazer, que metas quer alcançar ou quais são os direcionamentos de novos produtos/mercados que a empresa quer entrar. Entendemos que a iniciativa de inovação aberta não é “algo a mais”, mas sim uma nova forma de alcançar aquilo que já é prioridade da empresa.
Portanto, é importante que a empresa já tenha definido suas metas de impacto social/ambiental e prazos de atingimento, e tenha clareza de quais são os principais desafios da empresa, tanto nos aspectos de negócio, quanto nos aspectos sociais e ambientais que se deseja trabalhar. Só assim é possível encontrar soluções de startups no mercado que gerem valor para a empresa.
Antes de definir o tipo de solução que precisa ser encontrada, vale a empresa ter clareza de quais tecnologias e soluções já foram testadas (e os aprendizados sobre o que deu certo e errado) e quais soluções já estão sendo desenvolvidas internamente por P&D.
Algumas perguntas que costumamos fazer antes de criar uma iniciativa são:
A empresa não precisa ter todas essas respostas, mas quanto mais informações, dados e análises a empresa tiver, mais consistente será a estratégia e mais assertiva será a busca de soluções para inovação aberta.
Um olhar externo, com conhecimento específico em inovação e sustentabilidade, pode ser de grande valia nessa etapa, para apoiar a empresa a buscar as informações necessárias. Aqui no Quintessa apoiamos as empresas nesta etapa, e a valorizamos bastante, pois nos ajuda muito na execução do programa depois, já iniciando a parceria bem alinhados sobre a estratégia da empresa e objetivo daquela iniciativa.
Além disso, é importante que neste alinhamento estratégico todas as áreas da empresa estejam bem contempladas, para depois, durante o programa, conseguir um engajamento das áreas para se envolverem e testarem as soluções.
As iniciativas de inovação aberta têm a ver com essa nova forma de pensar, e a partir dela as práticas e programas vão evoluindo e sendo refinados. Um exemplo é o Braskem Labs, que em 2022 inicia sua oitava edição – e o quarto ano realizado pelo Quintessa. Desde que o programa surgiu, mudaram-se formatos, metodologias, benefícios para os empreendedores, áreas e pessoas envolvidas, mas o programa só cresceu e se fortaleceu por conta do alinhamento estratégico muito bem amarrado desde o início, em fomentar e se conectar com soluções inovadoras e sustentáveis na cadeia da química e do plástico.
É comum vermos as lideranças presas em uma questão de primeiro precisar mostrar resultado para conseguir orçamento para o programa, mas para colher resultado é preciso agir e isso requer investimento. Portanto, uma boa prática é ter um orçamento mínimo planejado para implementar iniciativas de experimentação com as startups e gerar dados que provem o valor desse relacionamento.
Conseguir aliados internos também pode fazer toda a diferença. Tradicionalmente, áreas de CVC têm interesse que as áreas de inovação das empresas se desenvolvam. Outro caminho que tem sido frutífero, especialmente em temas ligados à sustentabilidade, é o de engajar áreas financeiras e criar Sustainability Linked Bonds, que depois vão demandar que se invista em inovação para atingi-los.
A depender do tipo de programa desenhado – aceleração, pilotos ou outro – o preparo exigido tem algumas variações, mas a estratégia é sempre uma premissa.
Leia mais: Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?
Ao fazer um programa de aceleração, por exemplo, precisamos de um direcional estratégico que contemple principalmente quais são os desafios da empresa para buscarmos soluções no mercado.
A aceleração é um espaço para conhecer diferentes iniciativas que podem gerar negócios para diferentes áreas da empresa. Porém, tem um peso menor na necessidade de se fazer negócios concretos com as startups, e por isso pode ser um bom caminho para quem ainda está começando e quer avaliar as opções que existem no mercado, sem necessariamente precisar se comprometer. Também é um ambiente melhor para desenvolver a equipe da empresa em mentorias e competências de inovação e empreendedorismo.
Já um programa de implementação de pilotos exige não só um orçamento para contratar de fato as soluções das startups, mas uma definição muito mais específica do tipo de desafio que está buscando a solução, pois ela já será implementada diretamente.
Além disso, o engajamento das áreas que irão receber as soluções também é fundamental, bem como uma estrutura mínima capaz de receber a solução. Por exemplo, se os processos burocráticos de suprimentos e contratação estiverem pouco adaptados para receber startups, pode fazer sentido começar por um programa de aceleração criando um espaço de ambientação para os executivos, tangibilizando como trabalhar com uma startup, e depois fazer os pilotos.
Muitas vezes nos perguntam se a empresa precisa ter uma cultura consolidada de inovação ou sustentabilidade para o êxito do programa. A mudança cultural é importante, mas a cultura está sempre em construção, e não ‘pronta’, então realizar iniciativas de inovação e impacto positivo também se torna um meio de apoiar e amadurecer a cultura.
Os programas de inovação aberta são excelentes espaços de aproximação dos colaboradores e lideranças com a inovação e sustentabilidade na prática, interagindo com empreendedores das startups e conhecendo novas formas de pensar e operar no dia-a-dia. Falamos mais sobre isso neste texto.
Quanto mais a empresa estiver aberta a se relacionar com inovações externas, maior fluidez terá o programa. Isso não é algo que acontece da noite para o dia, e muitas áreas vão precisar ver resultados concretos antes de se abrirem – também por isso a importância do programa estar bem amarrado com a estratégia da empresa.
Ainda, a iniciativa ajuda a empresa a aprender a trabalhar junto a startups, no sentido de processos internos. Por exemplo, pode ser necessário adaptar as políticas do Jurídico (acostumado a exigir exclusividade e direito de propriedade intelectual) e de Suprimentos (acostumado a espremer preço, exigir longos prazos para pagamento, exigir documentos que a pequena empresa não possui), que podem mais prejudicar a startup do que ajudá-la a crescer. Essas adaptações de processos também são meios de apoiar a mudança de cultura e forma de trabalho.
Para concluir, é válido dizer que se a empresa já possui um programa de inovação aberta com startups ‘tradicionais’, para desafios não relacionados à impacto positivo e sustentabilidade, não necessariamente está pronta para um programa com esse recorte. Pode ser que a questão cultural já esteja mais avançada, mas como falamos no início, o mais importante são as definições estratégicas no que tange a sustentabilidade, ESG e impacto positivo para buscar soluções assertivas.
A inovação aberta é um caminho que naturalmente apresentará desafios e desconfortos, e que ao mesmo tempo tem um potencial enorme para impulsionar a empresa em direção ao seu futuro. Costumamos dizer que não há uma iniciativa “certa” ou “errada”. Mas há iniciativas consistentes e inconsistentes, assertivas ou não assertivas – tanto do lado da empresa, como do lado da proposta de valor oferecida para os empreendedores, por isso é tão importante saber o porquê a iniciativa existe, passando pelos aspectos mencionados aqui no texto, e começar o quanto antes para evoluir no caminho.
Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui!
Para entender melhor como o Quintessa pode te ajudar na criação de uma iniciativa de inovação aberta com impacto positivo, entre em contato conosco: [email protected]
]]>A entrevista também trouxe cases do Quintessa e abordagens sobre os tipos de desafio nas empresas que as startups podem endereçar, como ESG e sustentabilidade, agenda de novos negócios e inovação, responsabilidade social, filantropia e investimento.
Por fim, Anna trouxe dicas para empreendedores e para empresas neste processo de relacionamento.
Assista na íntegra:
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