Categoria: Inovação aberta

  • Quintessa mapeia 192 startups para resolver questão energética no Brasil

    Quintessa mapeia 192 startups para resolver questão energética no Brasil

    O Brasil enfrenta a sua pior crise hídrica dos últimos 91 anos. O cenário se deve muito em decorrência das mudanças climáticas, que se intensifica pelos números recordes de desmatamento e queimadas e queima de combustíveis fósseis, além, é claro, da falta de chuva, deixando reservatórios das hidrelétricas vazios. Somado isso ao aumento da demanda de energia na retomada econômica do país, e mundial, estamos cada vez mais próximos de viver novamente apagões energéticos.

    Pensando neste cenário, o Quintessa realizou um estudo que traz 194 startups brasileiras que podem ajudar a resolver a questão energética do país.

    Aceleradora de impacto pioneira no Brasil, o Quintessa já impulsionou o crescimento de mais de 250 startups de impacto e mapeou mais de 4,5 mil, sendo que 190 destas têm grande potencial em atuar em três frentes urgentes e necessárias: uso de fontes renováveis, eficiência energética, monitoramento e gerenciamento de energia.

    Grande parte das startups mapeadas têm capacidade de auxiliar a indústria privada e setores públicos na melhor utilização de recursos energéticos, na oferta de energias renováveis, além de ajudar a entender possíveis e melhores cenários. 

    São 100 startups com foco em energia solar, o que demonstra a força e crescente demanda por essa fonte e pela necessidade de diversificação da matriz brasileira, ainda muito dependente da fonte hidrelétrica, como mostra o levantamento da ANEEL/ABISOLAR, de 2021:

    Além de ser uma fonte limpa, a energia solar também gera impacto social, sendo geradora dos chamados ‘empregos verdes’ e se apresentando como uma alternativa em termos de acesso e viabilidade para quem ainda não a têm, e também para a grande parte dos brasileiros que está sendo impactada com o aumento da conta de luz. É o caso da Revolusolar, que instala placas fotovoltaicas em comunidades cariocas, e a  Litro de Luz, que está levando energia para muitas comunidades remotas no Brasil e já faz parcerias com diferentes empresas.

    Já no campo da energia eólica, que representa quase 10% da matriz brasileira, foi encontrada somente uma startup, mas alguns negócios que oferecem assinatura de energia limpa incluem a eólica entre as fontes possíveis.

    20% das startups estão focadas em eficiência energética, ou seja, em otimizar a geração de energia utilizando menos recursos naturais ou custos. Alguns exemplos são soluções que se acoplam a chuveiros para aquecer a água gastando menos energia, ou como a Energia das Coisas, que monitora todos os equipamentos eletrônicos e propõe planos para economia de energia. Neste mesmo sentido, há 21 (11%) especializadas em gerenciamento de energia para empresas ou indústrias, que conseguem entender as necessidades e apresentar as melhores soluções em energia limpa.

    Outro exemplo é a startup Lemon Energia, que desenvolveu um sistema que conecta PMEs e geradoras de energia eólica, solar ou de biogás. Desta forma, é possível que comércios e donos de estabelecimentos contratem eletricidade diretamente de um fornecedor, assim permitindo negociar preços mais baixos e ainda sabendo que consumirá energia de uma fonte limpa.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, explica a importância de a indústria olhar para Startups que possam contribuir com problemas que possam resolver muitos dos problemas energéticos do país. “Milhares de pessoas estão envolvidas em projetos que buscam soluções para muitos problemas da sociedade e do meio ambiente e com a eficiência energética não é diferente, essas 192 startups podem oferecer oportunidades de melhora em gargalos de sustentabilidade que grandes empresas possuem, sendo potenciais parceiras de negócios e fornecedoras para aquelas que, na linha de atuação ESG [ambiental, social e governança], fizeram compromissos em redução de emissão de gases que afetam as mudanças climáticas – além de auxiliarem na redução de custos a médio prazo”, diz Aranha.

    O estudo do Quintessa também demonstra que há Startups com este intuito espalhadas pelo Brasil, mas, a maioria está no Sudeste, especificamente em São Paulo (40%), seguido de Minas Gerais (15%) e Rio de Janeiro (10%). Esse padrão é comum para qualquer segmento, dado que a região concentra a maior base de startups e empresas do país, além de concentrar a maior parte da produção de energia. Vale o destaque para Minas Gerais, que concentra 20% da produção de energia solar do Brasil, e por isso conta com mais da metade das startups do estado neste segmento (15 no total).

    Ainda neste viés de estudos, a Agência Internacional de Energia produziu relatório em outubro de 2020 afirmando que os investimentos em projetos energéticos descarbonizados devem triplicar em dez anos para (alcançar) a neutralidade de carbono em 2050, ou seja, o tema não poderia estar mais próximo da COP 26.

    “Mais do que aumentar a capacidade produtiva e resolver os problemas de energia de suas companhias, os empresários precisam entender a importância disso tudo perante a sociedade. Buscar alternativas aos combustíveis fósseis e hidrelétrico não é uma opção, é uma obrigação de todos”, afirma a diretora do Quintessa.

  • Reflexões sobre a agenda ESG nas grandes empresas

    Reflexões sobre a agenda ESG nas grandes empresas

    Em 2021, conversamos com mais de 150 grandes empresas e pudemos entender como a agenda ESG está evoluindo dentro delas

    Nos últimos anos, e especialmente em 2021, aqui no Quintessa, temos nos dedicado a trabalhar junto a grandes empresas, institutos, fundações, e investidores. Trabalhamos com esses atores nas agendas de inovação, empreendedorismo e impacto positivo, apoiando seu relacionamento com startups de impacto. Todas as semanas, nós conversamos com novas empresas, o que nos dá uma visão muito privilegiada para acompanhar o que está acontecendo no mercado em relação a ESG e inovação para sustentabilidade.

    Entendemos junto às lideranças empresariais quais são os temas que estão guiando suas atuações, formas com que têm trabalhado e nível de maturidade de estruturação e cultura voltada para sustentabilidade corporativa. Nesse sentido, somos uma espécie de espectador ativo do crescimento de um mercado que, se tudo der certo (e estaremos trabalhando para isso), irá mudar os contornos do capitalismo como conhecemos hoje.

    Em 2021, foram mais de 150 conversas com empresas que, em sua maior parte, têm grande porte em termos de faturamento, muitas delas listadas na bolsa. Os setores foram variados, indo da indústria a serviços, e de segmentos diferentes. Deste lugar que ocupamos, surgem muitas reflexões sobre o setor, e queremos compartilhar algumas que achamos mais valiosas sobre o que vimos no ano que passou.

    Momento

    Em meados de 2020, a temática ESG emergiu como pauta prioritária dentro das empresas. Aquelas que já priorizavam isso anteriormente se beneficiaram, tendo agilidade em reportar resultados e iniciativas e amortecendo a demanda por novos projetos dentro de áreas de sustentabilidade que já estavam organizadas, com orçamento e cultura empresarial desenvolvida. Para estas, o desafio não foi de criar, mas de avançar. Avançar principalmente em dois sentidos: conectando mais a sustentabilidade ao negócio, de forma integrada à estratégia da empresa em si, e conectando mais a sustentabilidade à área financeira, seja na emissão de títulos e dívidas, seja na integração com áreas de fusões e aquisições e Corporate Venture Capital.

    Essas empresas foram exceção.

    Parte significativa do mercado não tinha a agenda de sustentabilidade como prioridade, ainda que já pudesse tê-la formalmente em sua estrutura, e começou a se movimentar para abarcar isso na estratégia. O começo foi muito puxado por anúncios e compromissos, muitos deles voltados para a redução e neutralização de emissões relacionadas às mudanças climáticas.

    Entendemos que os compromissos fazem parte do caminho, mas desde que anunciados junto com um plano de como a empresa pretende alcançá-los, ou podemos cair em um mero greenwashing. E vale explicitar que grandes empresas não mudam da noite para o dia, e, em alguns casos, precisamos de mais tempo para poder dizer o que é ou não greenwashing, no sentido de enxergar a consistência no tempo.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com João Ceridono.

    LEIA O TEXTO COMPLETO NO UM SÓ PLANETA 

  • Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Startups de todo o Brasil podem se inscrever para participarem da iniciativa

    Secretarias municipais de educação, participantes do Programa Impulsionar, iniciaram as publicações de editais públicos para a contratação de soluções que atuam com redução e prevenção de defasagens de aprendizagem em Português e Matemática entre os estudantes do 6º ao 9º anos do ensino público. As secretarias de  Bonito (PE), Cabrobó (PE), Domingos Mourão (PI), Guaramiranga (CE), Igarassu (PE), Santa Maria (RS) e Volta Redonda (RJ) estão sendo apoiadas pelo Programa ImpulsiONar, que tem como financiadores Fundação Lemann, Imaginable Futures, BID Lab, e como parceiros técnicos Quintessa e Instituto Reúna. 

    O programa conecta redes de educação, organizações de apoio e edtechs, e tem como objetivo promover a equidade e qualidade de aprendizagem entre os estudantes do ensino público, por meio do desenvolvimento, implementação e multiplicação de soluções pedagógicas e digitais. 

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos, e 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática (Todos Pela Educação, 2019). Esse cenário é reflexo de um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro: a defasagem de aprendizagem, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF (2020), estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    É diante desse cenário que surge o Programa ImpulsiONar, que apoiará as secretarias participantes na seleção de até sete edtechs com soluções que contribuam com a prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática; uma edtech para cada secretaria municipal de educação da iniciativa.

    Para superar esse desafio, as Secretarias buscam soluções tecnológicas de apoio aos professores e estudantes. Recursos que podem auxiliar no desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa e Matemática, apoiar na elaboração de instrumentos avaliativos e análises de dados e plataformas de gestão que permitam o acompanhamento do desempenho dos estudantes.

    Durante 9 meses, as startups receberão suporte especializado de uma consultoria jurídica para apoiá-las em processos de compra pública, apoio de uma consultoria de mensuração de resultados para comprovação da eficácia da solução, e a partir de  R$100 mil para implementação da solução nas escolas do Programa, com acompanhamento semanal do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil. As edtechs se envolverão em comunidades de prática com educadores, estudantes e outros profissionais do setor, para tornar o seu produto mais aderente para contratação pelo setor público;  e participarão de uma aceleração com o Quintessa, com diagnóstico individual de seu negócio para identificação dos seus desafios prioritários, suporte individual de um gestor do Quintessa e mentorias personalizadas em pautas de gestão, além ainda de acesso a especialistas em educação e suporte para aprimorar o modelo B2G do seu negócio.

    O programa, além de proporcionar que soluções inovadoras sejam relevantes em apoiar secretarias de educação e suas escolas na prevenção e redução de defasagens, marca uma inovação para o setor público. Os gestores públicos se ampararam em modalidades jurídicas que permitem um processo de teste de soluções a partir do Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182, de 1º de junho de 2021) e modelo de chamadas públicas como o PitchGov, ampliando o diálogo entre os setores. Foi a primeira vez que a modalidade do Marco Legal das Startups foi utilizada por órgãos da administração direta, o que promete ser um “divisor de águas” para possibilitar a contratação dessas soluções e de implementação de inovações para a melhoria dos serviços públicos.

    “A cada dia vemos novos exemplos de como a tecnologia é uma grande aliada da educação, em especial para ajudar a reverter o quadro de defasagem de aprendizagem dos estudantes brasileiros. Estamos animadas com essa grande etapa do Programa impulsiONar pela colaboração entre startups, secretarias de educação e educadores para enfrentar, juntos, o desafio da defasagem”, diz Lucas Rocha, gerente de inovação da Fundação Lemann.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “O programa é uma grande oportunidade para edtechs. Ele foca na dor de entrar, implementar e escalar soluções educacionais dentro do setor público. Elas terão suporte financeiro e especializado em aceleração, educação, compras públicas e mensuração de resultados. Isso tudo de forma integrada com o suporte pedagógico que os professores e educadores das secretarias já estarão recebendo. As edtechs são essenciais por trazerem suas soluções já desenvolvidas e que podem ser escaladas para apoiar os professores na mudança do cenário da educação pública.”

    As inscrições poderão ser feitas por startups de todo Brasil, por meio do site https://programaimpulsionar.com.br. É necessário verificar o prazo de inscrição no edital de cada Secretaria.

    Para seguir com a inscrição, é importante que as startups já estejam em estágio operacional e que possuam uma solução pronta para implementação. Mais detalhes sobre os editais, tipos de soluções procuradas, critérios de seleção e funcionamento do programa estão disponíveis no site.

    Serviço:
    Inscrições: a partir de 22 de novembro. O prazo de inscrição deve ser verificado no edital de cada Secretaria
    Como: Via internet, pelo https://programaimpulsionar.com.br
    Abrangência: Startups de todo o Brasil
    Seleção: Dezembro a Março
    Implementação das soluções: A partir de março

    Sobre a Fundação Lemann
    A Fundação Lemann acredita que um Brasil feito por todos e para todos é um Brasil que acredita no seu maior potencial: gente. Isso só acontece com educação de qualidade e com o apoio a pessoas que querem resolver os grandes desafios sociais do país. Nós realizamos projetos ao lado de professores, gestores escolares, secretarias de educação e governos por uma aprendizagem de qualidade. Também apoiamos centenas de talentos, lideranças e organizações que trabalham pela transformação social. Tudo para ajudar a construir um país mais justo, inclusivo e avançado. Saiba mais em: fundacaolemann.org.br. Siga-nos nas redes: Twitter, Instagram, Facebook e LinkedIn

    Sobre a Imaginable Futures
    A Imaginable Futures é uma empresa global de investimento filantrópico que acredita no poder do aprendizado para desbloquear o potencial humano e, nesse sentido, se propõe a fornecer a cada educando a oportunidade e as ferramentas necessárias para imaginar e concretizar um futuro melhor. Ao adotar uma abordagem de sistemas para resolver desafios complexos de educação, a Imaginable Futures trabalha em parceria com vários setores da sociedade para impulsionar a trajetória de estudantes de todas as idades.

    Com o sólido compromisso de estabelecer alianças locais e cocriar com aqueles a quem servimos, a Imaginable Futures capacita educandos, famílias e comunidades para se tornarem agentes de mudança do futuro. A Imaginable Futures, que tem administração global e operações locais no Brasil, Quênia e Estados Unidos, investiu US $200 milhões em mais de 125 parceiros na África, América Latina e América do Norte, bem como na Índia, com nossa organização irmã Omidyar Network India. A Imaginable Futures é um empreendimento do Grupo Omidyar. Visite imaginablefutures.com e siga-nos em @imaginablefut

    Sobre o BID Lab
    O BID Lab é o laboratório de inovação do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a principal fonte de desenvolvimento, financiamento e know-how para melhorar a vida na América Latina e no Caribe. O objetivo do BID Lab é impulsionar a inovação para a inclusão na região, mobilizando financiamento, conhecimento e conexões para co-criar soluções capazes de transformar a vida de populações vulneráveis afetadas por fatores econômicos, sociais ou ambientais. Desde 1993, o Laboratório do BID aprovou mais de US$ 2 bilhões em projetos implantados em 26 países da América Latina e Caribe. 

    Sobre o Quintessa
    O Quintessa é um ecossistema de soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais do país. Desde 2009, trabalha pela integração estratégica entre impacto positivo e resultado financeiro, atuando junto a empreendedores de negócios de impacto, grandes empresas, investidores, institutos e fundações para promover as agendas de inovação, impacto positivo e ESG. O Quintessa já identificou e mapeou mais de 5 mil startups e impulsionou mais de 250 startups de impacto de destaque em áreas como educação, saúde, meio ambiente, cidades sustentáveis e inclusão.

    www.quintessa.org.br

    Sobre o Instituto Reúna
    O Instituto Reúna é uma organização sem fins lucrativos criada para garantir a qualidade e consistência na educação básica. Partindo do desafio de implementar a Base Nacional Comum Curricular, o Reúna desenvolve, junto de uma rede ampla de parceiros, serviços técnico-pedagógicos em quatro frentes de atuação: formação, material didático, currículo e avaliação. Cada uma dessas iniciativas apoia o sistema educacional a garantir a aprendizagem de qualidade a que todos os alunos brasileiros têm direito.

  • Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Programa Impulsionar: Secretarias municipais de educação buscam soluções inovadoras para prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática

    Startups de todo o Brasil podem se inscrever para participarem da iniciativa

    Secretarias municipais de educação, participantes do Programa Impulsionar, iniciaram as publicações de editais públicos para a contratação de soluções que atuam com redução e prevenção de defasagens de aprendizagem em Português e Matemática entre os estudantes do 6º ao 9º anos do ensino público. As secretarias de  Bonito (PE), Cabrobó (PE), Domingos Mourão (PI), Guaramiranga (CE), Igarassu (PE), Santa Maria (RS) e Volta Redonda (RJ) estão sendo apoiadas pelo Programa ImpulsiONar, que tem como financiadores Fundação Lemann, Imaginable Futures, BID Lab, e como parceiros técnicos Quintessa e Instituto Reúna. 

    O programa conecta redes de educação, organizações de apoio e edtechs, e tem como objetivo promover a equidade e qualidade de aprendizagem entre os estudantes do ensino público, por meio do desenvolvimento, implementação e multiplicação de soluções pedagógicas e digitais. 

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos, e 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática (Todos Pela Educação, 2019). Esse cenário é reflexo de um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro: a defasagem de aprendizagem, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF (2020), estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    É diante desse cenário que surge o Programa ImpulsiONar, que apoiará as secretarias participantes na seleção de até sete edtechs com soluções que contribuam com a prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática; uma edtech para cada secretaria municipal de educação da iniciativa.

    Para superar esse desafio, as Secretarias buscam soluções tecnológicas de apoio aos professores e estudantes. Recursos que podem auxiliar no desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa e Matemática, apoiar na elaboração de instrumentos avaliativos e análises de dados e plataformas de gestão que permitam o acompanhamento do desempenho dos estudantes.

    Durante 9 meses, as startups receberão suporte especializado de uma consultoria jurídica para apoiá-las em processos de compra pública, apoio de uma consultoria de mensuração de resultados para comprovação da eficácia da solução, e a partir de  R$100 mil para implementação da solução nas escolas do Programa, com acompanhamento semanal do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil. As edtechs se envolverão em comunidades de prática com educadores, estudantes e outros profissionais do setor, para tornar o seu produto mais aderente para contratação pelo setor público;  e participarão de uma aceleração com o Quintessa, com diagnóstico individual de seu negócio para identificação dos seus desafios prioritários, suporte individual de um gestor do Quintessa e mentorias personalizadas em pautas de gestão, além ainda de acesso a especialistas em educação e suporte para aprimorar o modelo B2G do seu negócio.

    O programa, além de proporcionar que soluções inovadoras sejam relevantes em apoiar secretarias de educação e suas escolas na prevenção e redução de defasagens, marca uma inovação para o setor público. Os gestores públicos se ampararam em modalidades jurídicas que permitem um processo de teste de soluções a partir do Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182, de 1º de junho de 2021) e modelo de chamadas públicas como o PitchGov, ampliando o diálogo entre os setores. Foi a primeira vez que a modalidade do Marco Legal das Startups foi utilizada por órgãos da administração direta, o que promete ser um “divisor de águas” para possibilitar a contratação dessas soluções e de implementação de inovações para a melhoria dos serviços públicos.

    “A cada dia vemos novos exemplos de como a tecnologia é uma grande aliada da educação, em especial para ajudar a reverter o quadro de defasagem de aprendizagem dos estudantes brasileiros. Estamos animadas com essa grande etapa do Programa impulsiONar pela colaboração entre startups, secretarias de educação e educadores para enfrentar, juntos, o desafio da defasagem”, diz Lucas Rocha, gerente de inovação da Fundação Lemann.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “O programa é uma grande oportunidade para edtechs. Ele foca na dor de entrar, implementar e escalar soluções educacionais dentro do setor público. Elas terão suporte financeiro e especializado em aceleração, educação, compras públicas e mensuração de resultados. Isso tudo de forma integrada com o suporte pedagógico que os professores e educadores das secretarias já estarão recebendo. As edtechs são essenciais por trazerem suas soluções já desenvolvidas e que podem ser escaladas para apoiar os professores na mudança do cenário da educação pública.”

    As inscrições poderão ser feitas por startups de todo Brasil, por meio do site https://programaimpulsionar.com.br. É necessário verificar o prazo de inscrição no edital de cada Secretaria.

    Para seguir com a inscrição, é importante que as startups já estejam em estágio operacional e que possuam uma solução pronta para implementação. Mais detalhes sobre os editais, tipos de soluções procuradas, critérios de seleção e funcionamento do programa estão disponíveis no site.

    Serviço:
    Inscrições: a partir de 22 de novembro. O prazo de inscrição deve ser verificado no edital de cada Secretaria
    Como: Via internet, pelo https://programaimpulsionar.com.br
    Abrangência: Startups de todo o Brasil
    Seleção: Dezembro a Março
    Implementação das soluções: A partir de março

    Sobre a Fundação Lemann
    A Fundação Lemann acredita que um Brasil feito por todos e para todos é um Brasil que acredita no seu maior potencial: gente. Isso só acontece com educação de qualidade e com o apoio a pessoas que querem resolver os grandes desafios sociais do país. Nós realizamos projetos ao lado de professores, gestores escolares, secretarias de educação e governos por uma aprendizagem de qualidade. Também apoiamos centenas de talentos, lideranças e organizações que trabalham pela transformação social. Tudo para ajudar a construir um país mais justo, inclusivo e avançado. Saiba mais em: fundacaolemann.org.br. Siga-nos nas redes: Twitter, Instagram, Facebook e LinkedIn

    Sobre a Imaginable Futures
    A Imaginable Futures é uma empresa global de investimento filantrópico que acredita no poder do aprendizado para desbloquear o potencial humano e, nesse sentido, se propõe a fornecer a cada educando a oportunidade e as ferramentas necessárias para imaginar e concretizar um futuro melhor. Ao adotar uma abordagem de sistemas para resolver desafios complexos de educação, a Imaginable Futures trabalha em parceria com vários setores da sociedade para impulsionar a trajetória de estudantes de todas as idades.

    Com o sólido compromisso de estabelecer alianças locais e cocriar com aqueles a quem servimos, a Imaginable Futures capacita educandos, famílias e comunidades para se tornarem agentes de mudança do futuro. A Imaginable Futures, que tem administração global e operações locais no Brasil, Quênia e Estados Unidos, investiu US $200 milhões em mais de 125 parceiros na África, América Latina e América do Norte, bem como na Índia, com nossa organização irmã Omidyar Network India. A Imaginable Futures é um empreendimento do Grupo Omidyar. Visite imaginablefutures.com e siga-nos em @imaginablefut

    Sobre o BID Lab
    O BID Lab é o laboratório de inovação do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a principal fonte de desenvolvimento, financiamento e know-how para melhorar a vida na América Latina e no Caribe. O objetivo do BID Lab é impulsionar a inovação para a inclusão na região, mobilizando financiamento, conhecimento e conexões para co-criar soluções capazes de transformar a vida de populações vulneráveis afetadas por fatores econômicos, sociais ou ambientais. Desde 1993, o Laboratório do BID aprovou mais de US$ 2 bilhões em projetos implantados em 26 países da América Latina e Caribe. 

    Sobre o Quintessa
    O Quintessa é um ecossistema de soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais do país. Desde 2009, trabalha pela integração estratégica entre impacto positivo e resultado financeiro, atuando junto a empreendedores de negócios de impacto, grandes empresas, investidores, institutos e fundações para promover as agendas de inovação, impacto positivo e ESG. O Quintessa já identificou e mapeou mais de 5 mil startups e impulsionou mais de 250 startups de impacto de destaque em áreas como educação, saúde, meio ambiente, cidades sustentáveis e inclusão.

    www.quintessa.org.br

    Sobre o Instituto Reúna
    O Instituto Reúna é uma organização sem fins lucrativos criada para garantir a qualidade e consistência na educação básica. Partindo do desafio de implementar a Base Nacional Comum Curricular, o Reúna desenvolve, junto de uma rede ampla de parceiros, serviços técnico-pedagógicos em quatro frentes de atuação: formação, material didático, currículo e avaliação. Cada uma dessas iniciativas apoia o sistema educacional a garantir a aprendizagem de qualidade a que todos os alunos brasileiros têm direito.

  • Fusões com negócios de impacto revelam maturidade das startups e avanço de novos negócios integrados à ESG

    Fusões com negócios de impacto revelam maturidade das startups e avanço de novos negócios integrados à ESG

    No primeiro semestre deste ano, o ecossistema brasileiro de startups realizou 134 M&As (fusões e aquisições), e os investimentos de empresas nas startups têm crescido. Companhias como o Magalu, que adquiriu 22 startups nos últimos 18 meses, mostram como o investimento ou a compra desse tipo de empresa é uma estratégia cada vez mais presente para acelerar a inovação nas grandes corporações, seja para oferta de novos produtos e serviços, aumento de eficiência e celeridade na solução de desafios ou para entrada em novos mercados, entre outros motivos.

    Com a relevância crescente do tema ESG, os investimentos, fusões e aquisições movimentaram o campo das startups de impacto positivo. 

    Além disso, a movimentação também é impulsionada pela ampliação da prática de inovação aberta e pelo fato das startups estarem integradas à agenda de novos negócios das corporações, complementando e trazendo inovação para seu portfólio de produtos e serviços. 

    Vimos recentemente a startup Eduqo ser 100% adquirida pela Arco Educação por R$ 30 milhões, após quadruplicar de tamanho na pandemia com seu sistema digital de gestão de aprendizagem personalizada. A Arco já havia adquirido em 2020 a startup de impacto Nave à Vela, que leva a cultura maker e o currículo de inovação e desenvolvimento de competências socioemocionais para as escolas, mas não teve o valor divulgado. 

    As duas startups foram aceleradas pelo Quintessa, aceleradora pioneira no ecossistema de impacto. O Quintessa também revelou outros casos, como o da Boomera, que é referência em gestão de resíduos e economia circular, e que teve 50% adquiridos pela Ambipar em junho deste ano. A Ambipar não abriu o valor investido, mas noticiou grande sinergia com o trabalho de transformação dos resíduos plásticos pós-consumo em matéria-prima e com a rede de mais de 500 cooperativas de catadores e 8 mil cooperados da startup.

    Ainda no segmento de economia circular, temos o caso da GrowPack, que desenvolveu uma tecnologia para embalagens biodegradáveis feitas a partir de resíduos agrícolas, e que recebeu aporte da Ambev como capital semente e compromisso de comprar seus produtos em grande quantidade, trazendo tração comercial e escala na esteira das metas de sustentabilidade da gigante de bebidas.

    No meio financeiro, não só as fintechs estão nos holofotes. O Nubank anunciou um aporte na {Parças}, startup que ensina programação para ex-detentos e pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social com o objetivo de inclusão no mercado de trabalho. Parte dos compromissos com diversidade do banco digital, a expectativa da startup é de que em 15 anos todas as penitenciárias brasileiras sejam uma célula de transformação e qualificação profissional.

    No mundo das healthtechs, a Notre Dame anunciou um investimento de R$ 10 milhões na NeuralMed, startup que oferece soluções para otimizar o tempo de atendimento e a assertividade das decisões médicas por meio de Inteligência Artificial. Temos ainda o caso da Techbalance, startup que desenvolve soluções para a prevenção, cuidado e acompanhamento de risco de quedas e lesões, que recebeu R$ 2 milhões da Shift, empresa especializada em tecnologia para medicina diagnóstica e preventiva. 

    É certo que os investimentos e aquisições envolvendo startups de impacto tiveram um boom no último ano, “Mas, já havia um movimento acontecendo por conta da ampliação da prática da inovação aberta e pelo amadurecimento da visão das empresas para a sustentabilidade e para novos negócios mais inovadores e conectados ao futuro”_, aponta Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa. “Em 2018, a E-moving, startup de aluguel de bicicletas elétricas, recebeu aporte da Movida, trazendo para o portfólio da empresa de aluguéis de carros uma solução sustentável, e em 2019, a Courri, que é pioneira na logística urbana com bicicletas, foi adquirida pelo grupo B2W (Lojas Americanas), trazendo uma solução mais eficiente e limpa para sua operação, por exemplo”.

    Esse movimento mostra que as startups estão atingindo um bom nível de maturidade, explica Anna. “Para receber investimento, elas precisam estar preparadas para um processo de diligência e avaliação. O que temos visto não são casos isolados, e sim um movimento relevante do mercado, que está reconhecendo a parceria com as startups de impacto como uma grande oportunidade de negócio”, afirma.

    O Quintessa já mapeou mais de 4 mil startups de impacto no Brasil e tem se mostrado um celeiro dos grandes cases do setor no Brasil. Das startups mencionadas nos casos recentes de M&As e investimentos, apenas a GrowPack não faz parte do portfólio da aceleradora, já a Ambev, investidora da startup, é parceira do Quintessa no programa de aceleração corporativa.

    Para Anna, há diversos caminhos para se implementar de forma unificada as agendas de inovação e sustentabilidade, e o histórico já mostra que a conexão com startups de impacto por meio de inovação aberta, programas de aceleração, contratação de suas soluções, investimentos e aquisições têm trazido grandes resultados, promovendo inovação, novos negócios e acelerando as metas e compromissos em ESG das empresas. 

    “Com o avanço das agendas de inovação, novos negócios e ESG dentro das grandes empresas, a tendência é que os M&As de impacto também cresçam. Por isso, é importante preparar os empreendedores dos negócios de impacto para isso, como temos feito nos últimos anos, e facilitar e qualificar sua conexão com as grandes companhias que vem trabalhando na transformação para a nova realidade que desejamos construir”, conclui a executiva.

  • Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Oito negócios que possuem soluções inovadoras para a redução da perda e desperdício de alimentos participarão do programa

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    Na última etapa da seleção, o Pitch Day, 13 empreendedores(as) apresentaram para integrantes do Instituto BRF, da BRF, OSCs (organizações da sociedade civil) e atores locais, as suas soluções para a redução da perda e desperdício de alimentos. Os candidatos eram startups em estágio operacional e com soluções prontas para implementação ou que fossem facilmente adaptadas.

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    A turma formada possui soluções para diversos elos da cadeia de alimentos: Já Entendi, ManejeBem e Sumá atuam com a capacitação de pequenos produtores da agricultura; Connecting Food e Whywaste propõem soluções para a redução do desperdício em comércios; Eats For You e Gastronomia Periférica promovem geração de renda a partir do aproveitamento de alimentos; e a Lemobs promove a gestão da alimentação escolar. 

    As oito startups selecionadas participarão de um programa de aceleração no qual, ao longo de 4 meses, participarão de workshops em grupo e receberão apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de executivos da BRF para atuar nos desafios estratégicos de cada negócio. Ao final dessa etapa, estarão elegíveis para serem selecionadas para a segunda fase do programa, durante a qual poderão implementar suas soluções nos territórios de atuação da BRF. 

    Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “a iniciativa mostra o potencial de colocarmos a inovação como lente para a geração de impacto positivo, reunindo diversos atores para lidar com esta temática complexa. Durante a seleção identificamos diversas startups de impacto com alto potencial e as oito selecionadas revelam a qualidade das soluções”.

    Conheça as oito startups: 

     

    Negócio Descrição Site Local da sede
    Connecting Food Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social. https://connectingfood.com/ SP
    Eats For You ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo. https://www.eatsforyou.com.br/ SP
    Gastronomia Periférica Negócio social que visa transformação por meio do desenvolvimento técnico e humano. Tem a missão de alimentar pessoas de comida e conhecimento, na mesma proporção. https://gastronomiaperiferica.com.br/ SP
    Já Entendi Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade. www.jaentendi.com.br PR
    Lemobs Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar. https://lemobs.com.br/ RJ
    ManejeBem Geram inteligência para o desenvolvimento de comunidades rurais familiares. Ajudam a estruturar a cadeia produtiva agrícola, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão no campo e da geração de produtos rentáveis com responsabilidade social, por meio da coleta de dados sócio-agroambientais. http://www.manejebem.com.br/ SC
    Sumá Estruturam cadeias e qualificam agricultores e cooperativas para o fornecimento de alimentos por meio de contratos de compra programada e entrega fracionada em seus territórios de atuação. appsuma.com.br SC
    Whywaste Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento. https://www.whywaste.com.br RJ

     

  • Empresas e startups mostram que sustentabilidade é um bom negócio

    Empresas e startups mostram que sustentabilidade é um bom negócio

    Parcerias entre startups de impacto e grandes empresas mostram na prática como integrar sustentabilidade e resultados para o negócio

    Por mais que os temas de impacto socioambiental positivo e ESG estejam ganhando relevância e começando a ser vistos amplamente entre os executivos, percebemos que para muitos ainda é difícil tangibilizar a visão de que ações de impacto positivo e sustentabilidade não devem ser enxergadas como custo e podem ser fonte de novos negócios.

    Na última semana, a Reserva anunciou uma parceria com a Equal, um negócio de impacto especializado em roupas adaptadas para pessoas com deficiência. A Reserva lançou uma linha de roupas adaptadas para esse público, que inclui, por exemplo, ímãs no lugar de botões e zíper na lateral das calças.

    Além da iniciativa promover a inclusão, trazendo liberdade e autonomia para as pessoas com deficiência, a Reserva também amplia o seu mercado, pois milhões de novas pessoas agora irão consumir seus produtos. No Brasil, 45 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, o que representa quase 25% de toda a população. Há outros exemplos nesta linha, como a Freeda, que aceleramos este ano e traz peças para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como idosos com Alzheimer.

    O mesmo vale para o Magazine Luiza e a Azul, que ao contratarem a Hand Talk, startup de impacto com uma tecnologia que traduz o português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), passaram a ter um site acessível para as mais de 10 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva no Brasil.

    Muitas vezes, o que chamamos de minorias são na realidade maiorias minorizadas. Trata-se de um amplo mercado, com milhões de potenciais clientes que hoje são mal atendidos pelo mercado.

    É o caso quando pensamos em mulheres, pessoas pretas, pessoas de baixa renda. Passar a enxergar esses grupos como potenciais clientes e criar soluções relevantes para eles pode revelar novos mercados ainda não ocupados.

    No Quintessa, temos vivenciado há 12 anos a integração estratégica entre impacto e resultado financeiro e acreditamos que a conexão com as startups de impacto é um caminho rápido e eficaz para criar iniciativas com esse objetivo. A boa notícia é que as empresas já começaram a apostar nas parcerias com startups e não faltam exemplos, como os citados acima, para inspirar demais empresas a fazerem o mesmo.

    Enxergamos quatro principais objetivos para as empresas se conectarem a startups de impacto: integrar impacto positivo à agenda de inovação e novos negócios; trazer as startups para implementar práticas ESG e alcançar metas de sustentabilidade; apoiar startups de impacto nas ações de filantropia, e realizar investimentos, fusões e aquisições.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Mariana Valle.

  • Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Ao criar uma iniciativa de inovação aberta, algumas empresas preferem realizá-la com um time interno, enquanto outras contam com o apoio de especialistas – aceleradoras e incubadoras – para realizar o programa.

    A escolha entre internalizar a iniciativa ou realizar em parceria depende de diferentes aspectos, e cada um dos caminhos tem suas vantagens e pontos de atenção, especialmente quando adicionamos a lente da sustentabilidade e impacto positivo integrada à inovação, um tema ainda novo para muitas organizações.

    Acreditamos que é mais vantajoso trazer uma aceleradora parceira na maioria dos casos, e neste texto vamos explorar nossa visão sobre essa decisão.

    Uma iniciativa de inovação aberta tem várias etapas

    Antes de entender como e com quem realizar a iniciativa, precisamos enxergar o projeto em algumas etapas. Na metodologia do Quintessa, detalhada no Guia para Inovar com Impacto, realizamos um passo a passo de aprofundamento e definição de estratégia antes de implementar qualquer iniciativa.

    Com essa visão do todo, entendemos que algumas etapas podem ser realizadas internamente, enquanto outras são mais efetivas se realizadas com externos. A contratação de um parceiro pode depender do grau de maturidade da empresa em relação ao tema de inovação e de impacto positivo.

    Por exemplo, para aquelas que já estão mais avançadas nessa jornada e têm a inovação integrada à cultura da empresa, pode fazer sentido internalizar a etapa inicial, em que são mapeados os desafios da empresa a serem endereçados por meio da inovação aberta. Essa é uma entrega que envolve um bom conhecimento sobre a empresa e capacidade de navegar e dialogar com diferentes áreas. Vale destacar que ao optar por internalizar, é preciso garantir que uma pessoa estará dedicada nesta agenda.

    Ao ter uma pessoa dedicada, essa etapa acaba sendo um fluxo contínuo, em que a pessoa/área dedicada recebe demandas de outras áreas e capta desafios constantemente.

    Curadoria de startups e visão de mercado

    Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) avaliou as iniciativas de relacionamento entre grandes empresas e startups na América Latina e revelou que entre as principais dificuldades apontadas pelas empresas para trabalhar com startups estão: identificar negócios que podem gerar valor para a corporação e atrair empreendedores qualificados.

    Uma aceleradora parceira pode solucionar essas dificuldades ao trazer um pipeline de negócios mais robusto e já com uma curadoria, uma visão ampla de mercado para analisar o diferencial, potencial de inovação e de modelo de negócio das startups, além de metodologias de seleção já validadas com diversas startups ao longo da sua experiência. O sucesso da iniciativa não está na quantidade de startups inscritas, mas na qualidade dos negócios e aderência aos desafios da empresa.

    No Quintessa, temos uma base de mais de 4 mil startups de impacto mapeadas, o que agrega muito valor na seleção. Não só abrimos a chamada aberta para inscrições, como convidamos ativamente os empreendedores que já mapeamos para se inscreverem, a partir dos critérios da iniciativa. De 70% a 95% das startups participantes das turmas que formamos nos últimos programas se inscreveram após o nosso convite ativo. Ter uma aceleradora referência e com presença forte no mercado de startups pode fazer a diferença e trazer credibilidade para o programa.

    Ao realizar a etapa de curadoria, vemos que além de trazer uma boa quantidade de inscrições qualificadas, conseguimos trazer eficiência e metodologia para a seleção, sem que a empresa dependa de uma pessoa com pouco tempo disponível para administrar dúvidas e mensagens dos candidatos em redes sociais e e-mails ou desenvolver um método de avaliação.

    Ainda assim, colaboradores que estão dentro da empresa têm uma visão sobre as prioridades e uma melhor articulação entre as áreas. Por isso, mesmo contratando uma aceleradora, é estratégico ter uma pessoa dedicada na seleção, que possa trazer essa visão do todo e um olhar técnico e estratégico ao avaliar as soluções das startups. Em geral, nos programas que realizamos há uma pessoa dedicada parcialmente ao programa, cuidando de outras iniciativas ao mesmo tempo. 

    Diferentes formatos de programas exigem conhecimentos distintos

    No último texto, falamos sobre as diferenças entre os programas de inovação aberta. A execução de cada um deles também demanda expertises diferentes. Por isso, para empresas mais maduras em relação a processos de inovação e no relacionamento com startups, pode fazer sentido internalizar a realização de POCs e implementação de pilotos.

    Já nos programas de aceleração, independente da maturidade da empresa, faz mais sentido contar com um parceiro. A aceleração demanda expertise sobre metodologias de empreendedorismo e gestão alinhadas ao contexto das startups.

    Ainda assim, estar maduro no relacionamento com scale-ups (startups mais avançadas) não significa que terá facilidade em dialogar com startups em estágio de validação (mais iniciais), pois são outras demandas, desafios e formas de agregar valor, e neste caso contar com uma aceleradora pode valer a pena. 

    Integrar inovação e impacto positivo

    Quando falamos em iniciativas que conectam inovação e sustentabilidade/impacto positivo, pode fazer sentido trabalhar com uma aceleradora especializada nesse universo. A falta de experiência pode fazer a agenda não avançar e cair em um ponto cego dos executivos em não conseguir enxergar uma integração entre os dois campos. 

    Já vimos alguns programas darem errado ao igualar “impacto” com os demais critérios de seleção, mas sem detalhar seu significado e sem ter um parceiro especialista na área. Dessa forma, é difícil para a empresa encontrar bons candidatos que resolvam problemas reais de impacto socioambiental. Além de que, avaliar impacto não é algo trivial, por isso é importante ter um parceiro com essa experiência.

    A aceleradora tem o papel de mediação

    Mais um motivo para ter um parceiro externo, que é pouco percebido, é o papel de ‘mediação’ que uma aceleradora pode oferecer. Quando as empresas fazem o processo com time interno, vemos uma certa confusão de papéis: em um dia a empresa está cobrando resultados e propostas como potencial parceiro ou cliente, no outro está apoiando a startup, e por vezes isso pode levar a conflitos de interesses. 

    Ao contar com uma aceleradora externa, a empresa se mantém na cadeira que precisa estar – de potencial parceiro/cliente da startup. A aceleradora faz o papel de mediar essas conexões e de apoiar os empreendedores com a mão-na-massa no dia a dia, inclusive para poderem se preparar com o diálogo com as empresas. Mesmo com a aceleradora, os executivos da empresa se mantêm ainda muito próximos neste apoio e troca de experiências, como falamos neste texto sobre cultura e sobre os motivos para realizar uma iniciativa de inovação aberta.

    Em resumo, os motivos para decidir entre internalizar ou contar com um parceiro podem ser baseados em conhecimento técnico, metodologias para seleção e relacionamento com startups, repertório e experiência com programas similares para lidar com os desafios de implementação, rede de relacionamento já estabelecida com startups, reputação e credibilidade de marca para atrair empreendedores qualificados, tipo de programa que será implementado, maturidade no assunto e cultura da empresa, entre outros.

    Acreditamos que o apoio de uma aceleradora pode ser crucial para o êxito da iniciativa. Falando pela nossa experiência como Quintessa, começamos a apoiar essa relação depois de anos de desenvolvimento de metodologias próprias de aceleração para empreendedores, de preparação para investimento, de mediação do estabelecimento de novas parcerias. Isso nos levou a desenvolver uma metodologia de ponta para o relacionamento de qualidade com as startups, levando aos melhores resultados para os parceiros e startups mais satisfeitas com os programas.

    Sendo uma aceleradora especializada em impacto socioambiental, garantimos a seriedade da pauta, com um know-how estruturado e genuíno no tema ESG e com a maior base de startups de impacto do mercado brasileiro.

    Além disso, ao trabalharmos com diferentes empresas, compartilhamos os aprendizados dos programas, fazendo com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.

    Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui!

    Para entender melhor como o Quintessa pode ser parceiro da sua iniciativa de inovação aberta com impacto positivo, entre em contato conosco: [email protected]

  • Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?

    Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?

    O termo inovação aberta foi criado em 2003 por Henry Chesbrough, professor e diretor executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley. O conceito diz sobre uma forma de inovação das empresas a partir da interação de ideias, pensamentos, processos, soluções, tecnologias e pesquisas externas e internas. A empresa pode, ao mesmo tempo, oferecer suas inovações para outras organizações e utilizar recursos externos para inovar, em um processo de colaboração com universidades, laboratórios, outras empresas e startups, por exemplo.

    Se a empresa depender apenas do desenvolvimento de soluções internamente, ela pode tardar demais em promover as melhorias que deveria. 

    No Quintessa, temos reforçado nossa visão de que a conexão com startups de impacto é um caminho rápido e eficaz para as empresas solucionarem seus desafios, trazerem inovação, novos negócios e cumprirem seus compromissos em ESG. 

    As startups somam à expertise que a empresa possui internamente. 

    Quando consideramos as startups em estágio mais avançado, de tração e escala, estamos falando de empreendedores e equipes que há anos estão estudando um desafio, elaborando e refinando suas soluções, lidando com o público final, tendo experiência no assunto. Trabalhar com esses negócios é uma forma da empresa encurtar sua curva de aprendizado, executar projetos e cumprir metas com mais agilidade e menor risco.

    Já as startups em estágio inicial trazem o potencial da empresa ser a vanguarda em determinadas inovações, direcionando a solução da startup para a realidade específica da empresa e criando diferencial competitivo perene.

    Diversas empresas já têm visto valor nessa interação e estão contratando soluções de startups para seus desafios internos. Porém, além de contratar pontualmente, vemos muito valor na criação de programas estruturados de inovação aberta, como programas de implementação de pilotos ou de aceleração. Neste texto vamos trazer as diferenças entre os dois tipos de programa e porque realizá-los pode gerar mais valor que apenas contratar os negócios.

    Sobre os programas de aceleração

    O programa de aceleração tem como principal foco qualificar as startups, contribuindo para que ganhem maturidade em gestão e cresçam. Além do relacionamento com soluções inovadoras das startups em si, este tipo de programa traz outros benefícios:

    Mitigação de risco: a aceleração permite que a empresa conheça e se relacione com a startup antes de contratá-la e implementar sua solução, entendendo melhor a sua solução e o perfil do(a) empreendedor(a). 

    O programa funciona também como um filtro para buscar as melhores soluções de startups, ou seja, ao invés de contratar uma startup que conheceu a partir de uma busca ampla, optar por uma startup que já passou por um filtro qualificado, que é o programa de aceleração.

    É uma forma de estruturar e qualificar o pipeline de startups, que depois poderão se relacionar com diferentes áreas da empresa. 

    Um exemplo disso é o Braskem Labs, programa de aceleração da Braskem. O programa existe há 7 anos, tendo o Quintessa como parceiro há 3 anos, e é uma das principais referências em inovação corporativa do Brasil. Das 74 startups aceleradas desde 2015, 32% fizeram testes ou projetos com a Braskem e 15% se tornaram clientes ou fornecedores da empresa.

    Considerando o cenário das startups de impacto no Brasil, que segundo a Pipe Labo, têm 79% das startups que faturaram até R$ 100 mil ano ou nunca faturaram, a mitigação de riscos faz ainda mais sentido. Muitas startups de impacto estão em estágio de maturidade inicial, validando suas soluções, e por isso, antes de contratar diretamente uma solução, um programa de aceleração com uma régua alta de seleção pode fazer sentido.

    Interação entre executivos e empreendedores: o programa de aceleração pode ser uma ferramenta de transformação cultural da empresa para trabalhar com inovação e impacto. Durante o programa, a interação e o relacionamento dos colaboradores, executivos e lideranças com os empreendedores permite vivenciarem a forma de trabalhar das startups na prática, criando um espaço de aprendizado. Além disso, antes de fazer uma contratação direta, o programa traz tempo para compreender o contexto, interesses e capacidades de ambos os lados, bem como para adaptarem ou co-desenvolverem uma solução em conjunto. É uma forma de capacitar os executivos e formá-los para trabalharem com inovação e impacto.

    O crescimento das startups pode beneficiar a empresa: a aceleração também faz muito sentido para desenvolver startups que beneficiam a empresa pelo simples fato de crescerem, por usarem suas soluções, sem necessariamente precisarem se tornar fornecedores ou desenvolver um produto em conjunto. Um exemplo é a Aceleradora de Comunidades do Facebook, que realizamos em 2020 – ao crescerem, as comunidades (que usam plataformas do Facebook como ponto focal) atraem mais usuários e mais engajamento para a plataforma.

    Contribuição para o ecossistema empreendedor brasileiro:  a maioria das startups no Brasil – de impacto ou não –  estão em estágios iniciais e precisam de suporte para ganharem tração e escala. Dessa forma, por meio dos programas de aceleração, a empresa também contribui para a robustez das startups e consequente melhora nos serviços/produtos a serem contratados, construindo um caminho para garantir que tenha parceiros de negócios saudáveis e capazes de crescer e ganhar escala juntos.

    Além de todos os benefícios para a empresa e a startup, é importante destacar que um programa de inovação aberta aliado a soluções de impacto social e ambiental gera também benefícios para a sociedade como um todo.

    Posicionamento: o programa de aceleração pode ser visto também como uma estratégia de posicionamento da marca junto ao ecossistema empreendedor, atraindo as startups que deseja para seu portfólio de programas. Com muitos programas de inovação corporativa surgindo, a maioria deles focados em fazer negócios, um programa de aceleração voltado a desenvolver a startup e ter relacionamento de longo prazo pode ser percebido como um diferencial. 

    No geral, os programas de aceleração podem ser em grupos ou personalizados, e focados em startups em estágio de maturidade inicial ou avançado. Nos programas em grupo do Quintessa, por exemplo, geralmente formamos uma turma por temática e estágio de negócio, para garantir que a trilha de aprendizagem tenha fit com os negócios. Mesclamos workshops em grupo e acompanhamento individual durante um período de 4 a 5 meses, garantindo foco nos desafios chave de cada negócio e a efetividade da aceleração.

    Sobre programas para implementar pilotos de soluções 

    Os programas para implementar pilotos das soluções de startups são uma boa alternativa para trazer resultados no curto prazo. A startup implementa a solução de impacto por um período e mensura o resultado gerado.

    A implementação pode ser de uma solução pronta, ou também é possível adaptar uma solução existente e até co-criar algo novo entre executivos e empreendedores. O foco do programa é garantir o êxito dessa implementação, corrigir a rota se necessário e orientar as duas partes a partir de boas práticas.

    Assim como o programa de aceleração, a implementação de pilotos também pode ser um espaço de aprendizagem para os executivos e colaboradores. Eles podem ter diferentes papéis: Sponsors (potenciais clientes, com interesse em contratar a solução), Mentores (estando mais no papel de apoiar o desenvolvimento dos empreendedores) ou Intraempreendedores (sendo eles os protagonistas do processo de criação e os empreendedores tendo o papel de especialistas de apoio).

    No entanto, como a solução está sendo contratada, o espaço de aprendizagem tem alguns limites e premissas.

    Para optar por este caminho, a empresa deve ter um orçamento para contratar de fato a solução e uma estrutura mínima capaz de internalizar e receber a solução da startup. Se a empresa ainda está em um estágio de cultura pouco adaptado ao mindset de inovação, os processos burocráticos de suprimentos e contratação podem estar pouco adaptados para receber uma startup. Nesses casos pode fazer mais sentido começar por um programa de aceleração, criando um espaço de ambientação para os executivos, tangibilizando como trabalhar com uma startup, e depois fazer os pilotos.

    O programa Ecco Comunidades, que lançamos em parceria com o Instituto BRF, tem esse formato misto: serão 8 startups aceleradas, e destas, algumas serão selecionadas para implementar pilotos das soluções. Ao mesmo tempo que desenvolve as startups, o Instituto BRF ganha um tempo para conhecer e se relacionar, escolhendo aquelas com maior aderência ao desafio proposto.

    O Ecco Comunidades e o CPFL na Comunidade são dois programas de implementação de pilotos que co-criamos com o Instituto BRF e a CPFL Energia, respectivamente. A abordagem de ambos é o desenvolvimento territorial e o relacionamento com as comunidades em que as empresas atuam: foram contratadas soluções de startups de impacto para resolver desafios destes locais, como educação financeira e eficiência energética – no caso da CPFL, e redução da perda e desperdício de alimentos – no caso do Instituto BRF.

    Para algumas pessoas, pode parecer desnecessário criar um programa somente para implementar as soluções, visto que poderiam apenas contratar a solução como fornecedora. O que vemos é que, em muitos casos, essa relação direta pode não dar certo, principalmente se a empresa está iniciando no tema de inovação e/ou impacto positivo.

    A empresa precisa aprender as boas práticas do mercado e aprender a trabalhar junto a startups – adaptando até as políticas do Jurídico (acostumado a exigir exclusividade e direito de propriedade intelectual) e de Suprimentos (acostumado a espremer preço, exigir longos prazos para pagamento, exigir documentos que a pequena empresa não possui), que podem mais prejudicar a startup do que ajudá-la a crescer. Dessa forma, o programa de inovação aberta estruturado também pode ser mais eficiente em gerar este tipo de ganho de escala operacional para a companhia, tendo diferentes departamentos alinhados e preparados para essas contratações.

    Além disso, a própria postura dos executivos ao se relacionarem com a startup, se estes não estiverem alinhados à um mindset de inovação, pode ser prejudicial para o êxito da implementação, com opiniões, interferências e exigências desalinhadas ao objetivo em comum. Ter um programa estruturado facilita a criação de rituais de acompanhamento das soluções e accountability dos resultados, criando um ambiente propício para essa relação. Além disso, ao fazer o programa com uma aceleradora externa, a empresa acaba tendo um mediador especialista para que cada stakeholder possa exercer seu papel sem interferências.

    Por fim, iniciativas de inovação aberta também podem ser focadas apenas em conhecer as startups de impacto em um primeiro momento. Pitch days, sessões pontuais de mentoria e speed dating podem fazer sentido quando a empresa está iniciando no tema e deseja conhecer, interagir, se oxigenar, sem ter um compromisso relevante de proposta de valor às startups.

    Ou ainda, as iniciativas podem ser focadas em investimento e aquisição de startups, com o papel de qualificar a negociação, trazendo orientações e boas práticas para o plano de negócio, projeção financeira, valuation, e outros instrumentos que apoiam a negociação. 

    Nestes casos, realizar também um programa de aceleração pode ter papel importante para qualificar as startups para o investimento e também poder conhecê-las e se relacionar com os empreendedores antes de um aporte. As iniciativas de aquisição e investimento em startups são um outro universo que merecem um texto à parte.

    Concluindo, os programas de inovação aberta podem ter diferentes formatos, a depender do objetivo da empresa em se relacionar com as startups, e também podem ser complementares, sendo realizados ao mesmo tempo ou em sequência. Queremos que cada vez mais empresas enxerguem nas startups de impacto as soluções para muitos desafios internos, e por meio de iniciativas estruturadas de inovação aberta, propomos qualificar e explorar o máximo de valor dessa relação.

    Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui.

  • ESG na prática: startups oferecem soluções para promover diversidade nas empresas

    ESG na prática: startups oferecem soluções para promover diversidade nas empresas

    A ascensão da temática ESG, sigla que representa as práticas ambientais, sociais e de governança empresariais, tem acelerado o compromisso das empresas em trazer mais diversidade aos seus quadros de colaboradores. Porém, além de estabelecer planos e compromissos públicos, é preciso tirá-los do papel, e para isso as startups de impacto podem ser grandes aliadas.

    O Quintessa, aceleradora de impacto fundada em 2009, possui uma base de mais de 4 mil startups de impacto e identificou mais de 100 que atuam para promover inclusão e diversidade no mercado de trabalho.   

    As startups mapeadas trazem soluções com diferentes abordagens, tanto na vertical em que atuam (diversidade racial, de gênero, LGBTQIA+, etária, entre outras), quanto na abordagem de soluções que trazem (recrutamento e seleção, práticas internas, educação e conscientização, consultorias estratégicas, entre outras).

    Para o mercado de tecnologia, por exemplo, que tem alta demanda por profissionais desenvolvedores, as empresas podem contar com soluções como a Toti, que forma pessoas refugiadas como programadoras e conecta com vagas de emprego, ou a {Parças}, que tem um modelo semelhante atuando com pessoas egressas do sistema prisional. Há ainda a Specialisterne e a Laboratoria, que ensinam programação para pessoas autistas e mulheres, respectivamente.

    Não faltam exemplos de startups: TransEmpregos e Camaleao.co têm foco em empregabilidade de pessoas LGBTQIA+, Maturi e Labora atuam com a temática da inclusão etária, apoiando a contratação de pessoas com mais de 50 anos, e a Comunidade Empodera e EmpregueAfro são voltadas para a inclusão de pessoas negras nas empresas.

    No processo de recrutamento e seleção, a Jobecam é um exemplo de tecnologia que transforma a entrevista em uma chamada de vídeo às cegas, diminuindo os vieses e preconceitos do recrutador, e tem aumentado em até 68% a diversidade na contratação.

    Além de trazer pessoas diversas para o time, é papel das empresas trabalhar a inclusão e ambientação desses colaboradores, além de educação coletiva sobre a temática de diversidade. Para isso, existem soluções como a Diáspora Black, que oferece palestras, experiências culturais, cursos e dinâmicas sobre os valores afro-brasileiros e a cultura negra, e a Filhos no Currículo, que apoia as empresas na promoção de uma cultura que valorize as famílias e de um ambiente de confiança para profissionais com filhos.

    Com o objetivo de apresentar soluções inovadoras de startups de impacto para a promoção da diversidade nas empresas, o Quintessa realiza no dia 29 de julho, às 14 horas, o segundo Pitch Day da Plataforma Negócios pelo Futuro – ESG na Prática. No evento, seis startups apresentarão suas soluções para desafios de diversidade e capacitação, as quais foram selecionadas e serão avaliadas por uma banca formada pela Vedacit e Braskem, apoiadoras da edição.

    “A agenda de diversidade tem muito a avançar em todas as organizações, incluindo as grandes empresas. O desafio é complexo e requer conscientização, reflexão, mudanças em políticas internas e também adoção de novas práticas. Neste sentido, as startups de impacto, que já têm soluções prontas para serem implementadas, são um caminho eficaz para as empresas trazerem os seus objetivos para a prática. Com o evento, buscamos ampliar o repertório de executivos(as) no tema e apresentar estas soluções”, diz Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa.

    O evento é o segundo de três encontros da Plataforma Negócios pelo Futuro – ESG na Prática, iniciativa do Quintessa que conecta soluções de startups de impacto e grandes empresas, para que, por meio de parcerias e contratação das soluções, impulsionem a adoção de práticas ESG nas suas operações. A iniciativa é realizada em parceria com a Alvarez & Marsal e tem apoio da Vedacit e da Braskem.

    O evento é gratuito e aberto ao público.
    As inscrições podem ser feitas neste link

    Resumo
    Evento online
    2º Pitch Day Negócios pelo Futuro – Edição ESG na Prática – Tema: Diversidade e capacitação
    29 de julho – 14h
    Inscrição gratuita
    Link