Categoria: Textos

  • Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Começa hoje em Dubai, nos Emirados Árabes, a COP28. A cúpula reúne representantes de governos, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas de mais de 190 países. 

    Este ano, a pauta da emergência climática alcançou a sociedade civil como nunca antes. O que anteriormente era uma discussão restrita a técnicos, cientistas, ambientalistas e outros atores que alertam sobre o aumento da temperatura do planeta desde 1990, quando o IPCC divulgou seu primeiro Relatório de Avaliação, agora tornou-se um tema amplamente discutido. Hoje, 33 anos depois, a temperatura média global em 2022 ficou 1,15ºC acima da era pré-industrial, segundo o último relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Os eventos climáticos extremos deste ano, ocorrendo em diversos países, evidenciam que os impactos da emergência climática já fazem parte do cotidiano. Agora, parte do desafio consiste em promover ações efetivas, onde governos, grandes indústrias emissoras de gases de efeito estufa e atores da sociedade civil possam, em ação conjunta, criar soluções para que as populações consigam atravessar e adaptar-se aos eventos extremos.

    Expectativas da COP28:

    A COP 28 ocorre em um contexto de grande complexidade. Os conflitos persistentes no leste europeu e no Oriente Médio exercem pressão significativa sobre a disponibilidade e o custo da energia, especialmente nos países do norte global, que optam por incentivar a produção de energia baseada em combustíveis fósseis.

    De acordo com a Reclaim Finance, mesmo os grandes bancos signatários da Aliança Financeira pelo Net-zero de Glasgow, estabelecida na COP 26, continuam investindo mais de U$1 trilhão em 102 empresas produtoras de combustíveis fósseis, contrariando os objetivos de redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O Brasil:

    No contexto brasileiro, onde as maiores emissões de gases de efeito estufa provêm do setor de Agricultura, Floresta e outros Usos do Solo (AFOLU), a atenção está voltada para a Amazônia e para o contínuo avanço do desmatamento.

    Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), os anos de 2020 e 2021 apresentaram os maiores índices de desmatamento desde 2012, com 8.096 km² e 10.362 km² de floresta destruída, respectivamente.

    Neste cenário desafiador, a COP28 representa um momento significativo para avaliarmos os progressos na redução das emissões de gases de efeito estufa desde o Acordo de Paris na COP 21, em 2015. Uma das pautas centrais do evento em Dubai este ano é o papel crucial dos sistemas alimentares e da agricultura no combate à emergência climática.

    O que se espera da COP28 são ações efetivas. Durante a COP27, muitas nações expuseram seus planos de ação, mas muita coisa ainda ficou no papel.

    O IPCC estima que, se a temperatura média global subir 1,5°C até o final deste século, os custos para lidarmos com os efeitos e adaptação aos eventos climáticos extremos podem chegar a US$ 54 trilhões (ou US$ 69 trilhões, se as temperaturas subirem 2°C).

    A questão econômica ainda se mostra um forte motivo para que os países, empresas e sociedades unam mais forças, tecnologias e financiamentos para enfrentar a crise climática global e sem precedentes.

    À medida que os representantes de mais de 190 países se reúnem em Dubai, a esperança é que a COP28 não apenas gere discussões valiosas, mas também impulsione ações concretas que possam efetivamente abordar os desafios urgentes impostos pela emergência climática.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traça retrato do empreendedorismo de impacto no Brasil

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traça retrato do empreendedorismo de impacto no Brasil

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Quintessa lança estudo sobre o ecossistema dos negócios de impacto no Brasil

    Quintessa lança estudo sobre o ecossistema dos negócios de impacto no Brasil

    O Quintessa – Aceleradora de Impacto referência no Brasil – acaba de lançar a 4ª edição do Guia 2.5, um estudo das iniciativas que desenvolvem e investem em negócios de impacto no Brasil. Em relação às edições anteriores, a nova versão do Guia registrou um aumento de 34% na quantidade de organizações mapeadas. 

    Desde 2015, quando lançou a primeira edição, o Guia saltou de 11 organizações mapeadas para 58 em 2023. As iniciativas listadas também cresceram 106%, passando de 34 (2017) para 70 (2023). O material completo está disponível no site: Acesse agora

    A escolha do nome Guia 2.5 faz alusão ao “setor 2.5”, termo que faz referência aos “negócios de impacto”, por reunirem características típicas do segundo setor (formado por empresas privadas, marcado pela sustentabilidade financeira e geração de lucro) e do terceiro setor (formado por organizações sem fins lucrativos, marcado pelo foco em gerar impacto socioambiental positivo). 

    O Guia 2.5 traz um estudo feito com base em pesquisa realizada pelo Quintessa com representantes de cada uma das iniciativas mapeadas, e é apresentado em quatro capítulos:

    • Apoio oferecido pelas iniciativas; 
    • Caracterização das iniciativas e negócios apoiados; 
    • Caracterização das organizações;
    • Interesses das organizações.

    Há grandes destaques em torno das análises realizadas.

    1) Há um significativo crescimento quantitativo, com mais organizações e iniciativas.

    • Quando analisadas as linhas do tempo, marcando o ano em que as organizações foram criadas, o auge do surgimento de novas organizações foi de 2011 a 2020. 
    • Quando analisadas as iniciativas, marcando o ano em que foram fundadas ou que começaram a atuar com negócios de impacto, até 2018, haviam 44 iniciativas existentes. De 2019 até 2022, o número foi para 70. A quantidade de oferta de suporte para os empreendedores de negócios de impacto cresceu 63% nos últimos 4 anos. 

    2) Há uma especialização das iniciativas oferecidas pelas organizações: diversas organizações oferecem mais de uma iniciativa, tangibilizando sua atuação por meio de programas com finalidades e diferenciais específicos.  

    3) Há uma expressiva diversificação no suporte oferecido pelo ecossistema, com maior variedade nos tipos de apoio oferecidos, estágios de negócios contemplados e na distribuição do alcance geográfico das iniciativas pelo Brasil e exterior. 

    • O suporte via Recurso Filantrópico dobrou comparado à última edição (de 9 para 18). Este tipo de recurso é essencial na composição do espectro de capital que pode ser acessado pelos empreendedores, complementando os bolsos de empréstimos e aportes de venture capital, por exemplo, por ser um capital paciente e estruturante, adequado para contextos de alta inovação e risco. 
    • Mantém-se a caracterização da edição anterior de existirem mais iniciativas focadas nos estágios mais avançados de negócios, principalmente quando falamos do foco em Aporte Financeiro, onde o foco em mitigação de risco é maior. Contudo, é significativo o aumento de oportunidades para o estágio de ideação, o primeiro dentro da jornada empreendedora, um importante avanço para que as inovações demandadas pelo mercado possam ser supridas no médio prazo.
    • Apesar da distribuição das sedes das iniciativas não ser proporcional no Brasil, com concentração no Sudeste, cerca de 66% (46 de 70) das iniciativas dão apoio a negócios de todos estados do Brasil, sem restrição territorial. Assim, quando somado o foco regional de iniciativas, os estados com maior oferta de suporte são Pará, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul os mais mencionados.
    • Ao comparar a quantidade de iniciativas exclusivas para um ou mais estados da região com o número de organizações sediadas no local, a região Norte possui a maior proporção, com um grande número de organizações de fora da região que possuem iniciativas especializadas com foco em negócios localizados em estados do Norte. Nota-se que iniciativas com foco local priorizam apoiar negócios regionais em seus estágios iniciais.
    • Enquanto a maioria (75%) das iniciativas focadas em Aporte Financeiro seleciona com base em Setores-Alvo, a maioria das iniciativas focadas em Desenvolvimento não apresenta essa característica na seleção dos negócios de impacto (53%). Os setores mais mencionados são: Gestão de resíduos, Energia e biocombustíveis e Florestas e uso do solo. Outros setores possuem considerável menção, como Educação; Água e saneamento;  Empregabilidade, empreendedorismo e geração de renda; Serviços financeiros; Equidade e inclusão; e Saúde.

    4) Há mudanças nas características das organizações que realizam as iniciativas, com fontes de receita advindas de organizações privadas (empresas, institutos e fundações) e menor foco em contrapartida dos empreendedores, bem como maior presença de iniciativas realizadas por grandes empresas. 

    • Organizações passaram a se sustentar menos a partir da cobrança dos empreendedores e mais a partir do subsídio de organizações privadas (empresas, institutos e fundações), revelando uma mudança no modelo de negócio das organizações do setor. A mudança também reflete o crescimento de grandes empresas como organizações realizadoras das iniciativas.
    • Cerca de 70% das organizações possuem mais de uma fonte de entrada financeira. 
    • Destaca-se como positiva a alta quantidade de iniciativas gratuitas (32, ou seja, 46%), de grande importância para os empreendedores, que costumam ter desafios de sustentabilidade financeira antes do ganho de robustez de seus negócios.

    5) Diversidade ainda é uma questão em evolução, tanto como critério de seleção dos negócios, quanto da composição dos colaboradores nas iniciativas.

    • 29% das iniciativas não olham para o recorte de diversidade em relação ao perfil empreendedor em seus processos seletivos, o que é um significativo valor, dado que perfis de maiorias minorizadas apresentam maior dificuldade e enfrentam maiores barreiras no acesso a iniciativas de suporte e recursos financeiros.
    • No que se refere a presença de mulheres no time, a maioria das organizações (65,5%) são predominantemente femininas, possuindo mais que 50% de mulheres no time. Por outro lado, a maioria delas (48%) possuem menos de 24,99% da equipe formada por pessoas negras. Assim, as organizações possuem proporções baixas de representatividade em relação à população do Brasil, no que se refere à proporção de pessoas negras.

    6) Aspectos de desenvolvimento do setor são importantes para as organizações, como disseminação do conceito e conteúdo, recurso financeiro (capital paciente e de fomento), fomento a redes e conexões, e advocacy.

    • As iniciativas apresentam como demanda recursos financeiros (para manter e expandir a iniciativa, bem como para oferecer auxílio financeiro para os empreendedores beneficiados), carecendo de acesso a capital paciente e estruturante para viabilizar o desenvolvimento do pipeline de negócios maduros. Assim, aparece em grande quantidade desafios relacionados ao modelo de negócio e sustentabilidade financeira das iniciativas.

    Além do estudo, o Guia 2.5 oferece uma plataforma digital e interativa para os empreendedores, com teste para facilitar a busca por iniciativas e detalhamento aprofundado acerca de cada uma, e conhecer de forma mais ampla atores do setor. Uma sessão destinada à Amazônia traz um mapeamento detalhado das organizações que atuam no desenvolvimento da região. O levantamento é baseado na publicação ‘Caminhos para a Amazônia’, resultado da colaboração entre a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa. 

    A nova edição do Guia 2.5 foi co-realizada com a Pipe Social, plataforma com a visão de mapear e fomentar o pipeline de negócios de impacto socioambiental no Brasil, na parceria com a Base de Impacto. Foi patrocinado pelo Cubo Itaú, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A edição também tem o patrocínio da “Coalizão pelo Impacto”, iniciativa que atua no fortalecimento do ecossistema de apoio aos negócios de impacto em seis cidades brasileiras e que mapeou organizações de apoio em Belém/PA, Fortaleza/CE, Brasília/DF, Paranaguá/PR, Porto Alegre/RS e Campinas/SP. 

    “O Guia 2.5 é uma ferramenta completa para ajudar a trazer mais eficiência ao ecossistema, garantindo que empreendedores de negócios de impacto acessem e escolham as iniciativas mais adequadas para receberem suporte e investimento. Essa 4ª edição mostra o aumento, diversificação e qualificação  das iniciativas, bem como uma maior entrada de grandes empresas, institutos e fundações na agenda de negócios de impacto”, destaca Anna de Souza Aranha, co-CEO do Anna de Souza Aranha.


  • Quintessa lança a 2ª Temporada do podcast Ponto de Ebulição

    Quintessa lança a 2ª Temporada do podcast Ponto de Ebulição

    Durante a primeira temporada, o podcast discutiu dilemas, desafios e boas práticas no campo da sustentabilidade nas grandes empresas. Agora, busca ampliar o repertório de soluções, aprendizados e insights práticos no âmbito da filantropia. Nesta segunda temporada o Quintessa explora a temática; “Potencializando impacto através da filantropia estratégica; Como institutos e fundações podem unir forças com negócios de impacto para impulsionar mudanças significativas.”

    O podcast mantém o seu formato descontraído e envolvente, sendo um espaço para aprender e refletir a partir da experiência de quem atua e tem prática nos assuntos. Conduzido por Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, que recebe lideranças e especialistas que vão apontar, a partir das suas experiências, caminhos propositivos para as empresas trilharem em suas jornadas de impacto positivo.

    A segunda temporada do Ponto de Ebulição prevê seis episódios, transmitidos semanalmente, às quartas-feiras, em áudio e vídeo, por plataformas como YouTube e Spotify.


    Roteiros: Paula Cayoni, com participação da Anna Aranha
    Edição e gravação: Wen Produtora

  • Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG

    Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG

    Grandes e médias empresas estão cada vez mais buscando se conectar à agenda de impacto positivo. Seja mitigando o impacto negativo gerado, gerando impacto positivo a partir de sua operação e iniciativas, seja integrando à sua atividade principal a partir de um novo portfólio de produtos e serviços. Dentro dos caminhos possíveis, estão os instrumentos financeiros, como títulos de dívida atrelados a metas sociais e ambientais.

    Esses títulos podem ajudar as empresas a avançarem nas temáticas ambientais, sociais e de governança, atraindo recursos para viabilizar a implementação de ações para que atinjam suas metas.

    São muitas as modalidades de títulos, a exemplo dos green bonds, social bonds, sustainable bonds e dos sustainability-linked bonds. Falarei neste texto sobre este último.

    Segundo  relatório da Moody´s, o mercado de Sustainability Linked Bonds (SLBs) saiu de US$ 9 bi em 2020 para US$ 90 bi no ano passado. Neste ano, o montante pode chegar a US$ 200 bilhões. Os números mostram que ele está crescendo com velocidade.

    Na gravação de um dos episódios do Ponto de Ebulição, podcast do Quintessa, conversei com a Luiza de Vasconcelos, head de Negócios ESG no Itaú BBA, e com Marcio Lino, na época, diretor de ESG da Tim, que juntos emitiram uma das maiores operações brasileiras de títulos do tipo Sustainability Linked Bonds (SLBs). Compartilho aqui alguns dos aprendizados e dicas sobre o tema.

    Os  SLBs têm como característica, além do foco no atingimento de metas ESG, a flexibilidade na utilização dos recursos e taxa de juros relativa ao atingimento das metas.

    Por meio desses recursos é possível vincular as empresas a um incentivo positivo ou uma lógica de punição. No primeiro caso, quanto melhor o desempenho da organização em relação à meta, menor a taxa de juros que ela paga. No segundo, quanto pior o desempenho, mais caro ela pagará na taxa de juros. Porém, não necessariamente uma empresa pagará uma taxa de juros menor via SLBs do que pagaria via outros títulos financeiros, pois o valor da taxa varia de acordo com outros fatores macroeconômicos e de característica de risco da empresa. Ou seja, a motivação em emitir um SLB não deve ser meramente baseada em um benefício financeiro. Outros potenciais benefícios podem ser enxergados. O reforço ao posicionamento da empresa, da sua narrativa e do explícito comprometimento com as metas são alguns exemplos.

    A  emissão de um SLB começa com um bom embasamento estratégico e uma etapa consistente de planejamento e formulação de metas. Elas devem ser materiais, relevantes e ambiciosas, representando uma melhora significativa dos indicadores-chave de desempenho. Não pode ser algo que seria facilmente atingido com o que a empresa já faz atualmente. 

    A TIM, por exemplo, trabalhou durante cerca de quatro anos até a emissão da dívida, em uma jornada que contemplou a publicação de metas públicas de sustentabilidade e o acompanhamento por meio de relatórios globais, como GRI.

    Além disso, será necessária a determinação das características da emissão (como o tempo de cumprimento das metas) e a contínua elaboração de relatórios para acompanhamento da performance e cumprimento das metas.   

    Outro elemento importante é a governança. Os tomadores de decisão – como conselho, presidente, CFOs e outras instâncias – devem estar alinhados e engajados com as metas.  Ter  todos engajados é essencial para que não se emita o título contando apenas com uma área interessada mobilizada. Existe um risco financeiro atrelado ao seu não atingimento e estas costumam ser desafiadoras, no sentido de demandar soluções sistêmicas, com atuação de diversas áreas de forma integrada.

    Como quase toda tendência, há de se cuidar das boas práticas para não acabar com a potencial oportunidade antes mesmo que ela tenha se concretizado. Assim, o desejo é que o mercado avance na agenda com responsabilidade, prezando pela consistência de sua estratégia ESG e vendo o instrumento financeiro como um aliado da sua jornada por uma transformação real.

    Este texto foi publicado originalmente na coluna da Co-CEO do Quintessa, Anna de Souza Aranha, na Folha de São Paulo.

  • Em um cenário de recessão econômica em 2023, como fica o ESG?

    Em um cenário de recessão econômica em 2023, como fica o ESG?

    Chegamos ao final do primeiro trimestre de 2023, ano que começou com notícias pouco animadoras relacionadas à economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um relatório, ainda no final de 2022, afirmando para o G20 que as perspectivas para o futuro da economia global “são sombrias”.

    Os desafios globais relacionados ao cenário de recessão, como a invasão russa, na Ucrânia afetam todos os setores da economia no mundo. E não deixam também de afetar o funcionamento e operação de grandes empresas e corporações, que entendem esse contexto e tendem a agir com mais cautela com seus orçamentos.

    Temos visto nos últimos anos que a agenda ESG ganhou força surfando em uma onda impulsionada pela pandemia.

    Na época, empresas precisaram, de uma maneira ou de outra, olhar para os aspectos sociais e ambientais relacionados à sua atividade principal e, de certa forma, tentaram também diminuir os impactos negativos externos gerados pela operação.

    Mas então como podemos garantir que o ESG não seja deixado de lado em tempos difíceis e mostrar que a pauta realmente criou raízes firmes que aguentam passar por uma recessão?

    É claro que, em um cenário de crise, um dos primeiros planos de ação é tentar reduzir os custos para que a empresa continue operando sem grandes prejuízos. Por isso, acredito que podemos ver diferentes cenários neste contexto.

    Historicamente, ações relacionadas a impacto positivo, sustentabilidade e ESG foram comumente vistas apenas como custo, mas, com a atenção dada ao tema nos últimos anos, quero acreditar que isso tenha mudado.

    E é exatamente diante de cenários como este que poderemos observar durante o ano se as empresas continuam com orçamentos destinados às ações de impacto ou se veremos esses orçamentos sendo cortados por conta da recessão, demonstrando, dessa forma, que o mercado não entendeu a potencialidade de encarar pautas ESG de forma estratégica.

    Já foi comprovado que companhias com propósito têm melhor retorno e que gerar impacto não significa sacrificar lucro —e é assim que muitas empresas vêm pensando e se comportando em relação ao mercado.

    Um exemplo é quando emitem dívidas financeiras relacionadas a metas sociais e ambientais, estratégia que têm se mostrado tendência no mercado internacional e também ganhou robustez no Brasil ano passado.

    Esse comprometimento financeiro e de médio ou longo prazo demonstra que as empresas firmaram compromissos de maneira séria com a pauta ESG, perpetuando a cultura de que é necessário ter um olhar estratégico e de longo prazo para as ações que se propuseram a fazer.

    Vivemos em um mundo com restrições de recursos naturais e risco climático que, ano após ano, tem se agravado. E, justamente por isso, mobilizado a agenda de lideranças globais, pressão de consumidores, além de novas regulamentações.

    Grandes empresas que lançam novos produtos, projetos e iniciativas precisam estar alinhadas a esse novo contexto, sob risco de retaliação do mercado e má performance financeira dos seus lançamentos e atuações.

    Esse olhar de impacto transversal à atividade da empresa e fortemente conectado à estratégia deveria ser o novo modus operandi, independente de recessão econômica. Até porque é justamente esse olhar que pode trazer inovações que farão com que a empresa saia até mais fortalecida deste período.

    Em um cenário de recessão, os problemas continuam e até se acentuam, ou seja, vão precisar de esforços para serem endereçados.

    Dessa forma, principalmente para aquelas empresas que têm o impacto intrínseco na estratégia e enxergam a oportunidade de negócio, os tempos difíceis estimulam criatividade, parcerias e inovação.

    Por isso, acredito que 2023 será o ano em que saberemos se a pauta entrou de fato de maneira estratégica nas discussões das lideranças. Ou se é apenas uma onda onde foi possível surfar nos últimos dois anos.

    Este texto foi publicado originalmente na coluna da Co-CEO do Quintessa, Gabriela Bonotti, na Folha de São Paulo.

  • Quintessa oferece programa gratuito para apoiar mulheres empreendedoras na captação de investimento

    Quintessa oferece programa gratuito para apoiar mulheres empreendedoras na captação de investimento

    Convexa Lab irá selecionar 8 empreendedoras para uma jornada de formação além de conectá-las com fundos de investimento

    São Paulo, 18 de abril de 2022 – O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira no Brasil, lança hoje (18) o Convexa Lab, programa que irá preparar mulheres empreendedoras para o processo de captação de investimento. O objetivo é apoiar as empreendedoras no desenvolvimento de habilidades técnicas e subjetivas e trabalhar em rede, fomentando o ecossistema de venture capital a encarar as barreiras de gênero.

    Para isso, serão selecionadas 8 mulheres com negócios de alto potencial que estão captando a primeira rodada com investidores profissionais (fundos de Venture Capital ou Private Equity). Outros critérios exigem que as empreendedoras tenham dedicação integral ao negócio, sejam sócias majoritárias da startup e ainda não tenham captado com fundos de investimento.

    Durante os 4 meses do programa, as empreendedoras terão acompanhamento individual de gestoras do Quintessa e de um(a) empreendedor(a) que já captou investimento, além de acesso a uma rede de mentores para apoiar em desafios específicos e de visibilidade e conexão com potenciais investidores.

    Segundo o Female Founders Report, startups fundadas somente por mulheres receberam apenas 0,04% do total de investimento aportado em 2020 no Brasil. No mundo, o total é de 2,2% (Pitchbook & All Raise: All In Report, 2019). 

    “Pesquisas mostram que o retorno ao investir em startups lideradas por mulheres chega a ser superior do que as lideradas por homens. Ainda assim, elas receberam nos últimos anos apenas 2% do volume de aportes de venture capital. São muitas as barreiras de gênero no processo de captação de investimento, seja na trajetória das empreendedoras, seja no viés de análise de quem investe”, comenta Anna de Souza Aranha, co-CEO do Quintessa.

    “A partir da nossa metodologia própria, aplicada nos últimos 14 anos, desenvolvemos uma jornada focada em apoiar as empreendedoras no processo de captação e no fomento do tema no ecossistema de startups, convidando os fundos de investimento a enxergarem as excelentes oportunidades de negócio que existem entre as startups lideradas por mulheres no Brasil”, completa.

    A jornada utiliza a metodologia do Quintessa, que já apoiou mais de 400 startups, e traz conteúdos como a tese da captação, tamanho da rodada, business plan (plano de negócio), valuation (valoração de empresa), identificação de investidores alvo, preparação para o pitch, até os pontos jurídicos e financeiros da negociação. Além disso, serão trabalhados aspectos subjetivos de como driblar vieses, como aumentar a autoconfiança e segurança e a realização de encontros para potencializar o networking.

    O programa é uma iniciativa filantrópica do Quintessa, viabilizado por recursos de doação da organização. As inscrições estão abertas até o dia 5 de maio e o edital está disponível no site do programa: convexalab.com.br

  • Nove startups de impacto implementam pilotos para as metas de sustentabilidade da Ambev e parceiros

    Nove startups de impacto implementam pilotos para as metas de sustentabilidade da Ambev e parceiros

    Na última terça-feira (21/03), nove startups de impacto participaram do DemoDay da Aceleradora 100+, evento da Ambev que teve como objetivo apresentar os pilotos das startups aceleradas na edição de 2022 do programa. 

    O programa Aceleradora 100+ surgiu em 2018, alinhado à iniciativa global da Ambev e aos seus compromissos de sustentabilidade para 2025. A partir disso, foram mais de 60 startups aceleradas e R$15 milhões investidos nos negócios parceiros. Em 2021, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e Quintessa se uniram a essa jornada e, agora, PepsiCo, Valgroup, Ball Corporation e Machado Meyer chegaram para integrar a quarta edição e ampliar a escalabilidade dos projetos apresentados.

    As startups implementam as soluções de impacto por um período e mensuram os resultados gerados. A implementação pode ser de uma solução pronta, mas também é possível adaptar uma solução existente e até cocriar algo novo entre executivos(as) e empreendedores (as). O foco do programa é garantir o êxito dessa implementação, corrigir a rota, se necessário, e orientar as duas partes a partir de boas práticas.

    No evento, que aconteceu em São Paulo e também foi transmitido pelo Youtube (assista aqui), apresentou às nove startups do programa brasileiro apresentaram os resultados dos pilotos realizados com a cervejaria. 

    1. MEIShop

    O MEiShop é um portal completo para o Microempreendedor Individual (MEI). A plataforma oferece soluções facilitadoras para as burocracias da categoria MEI, jornadas estratégicas de educação, saúde, lazer, finanças. 

    Sobre o piloto:

    O piloto visou fornecer solução integrada (informações, conteúdos e infraestrutura tecnológica) para a empresa parceira e para o empreendedor, para fomentar interesse dos PDVs pela categoria MEI e pela formalização como Pessoa Jurídica, de forma a garantir aderência ao CNPJ e, consequentemente, benefícios à Ambev. Durante o piloto foi possível impactar mais de 40.000 empreendedores que acessaram informações sobre MEI. 

    1. Barkus

    A Barkus é uma edtech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos, expandindo horizontes, ajudando a mudar realidades e diminuindo desigualdades. Uma das crenças da startup é de que aprender a lidar com o dinheiro é fundamental para que a população tenha mais liberdade de escolha e segurança financeira.

    Sobre o piloto:

    O piloto implementado pela startups teve como objetivo apoiar o desenvolvimento de pontos de venda (PDVs) da Ambev ao desmistificar conceitos de educação financeira, entregando ferramentas úteis e práticas para o dia a dia e passando conhecimentos básicos de educação financeira (organização, crédito e investimentos) através do Whatsapp. Durante o piloto a startup desenvolveu trilhas de educação financeira específicas para os desafios dos PDVs da Ambev, ao final cerca de 191 pontos de venda foram impactados. 

    1. O2eco 

    A 02eco é uma startup focada em trazer novas tecnologias para o meio ambiente. A tecnologia é baseada em hidrocarbonetos e oligoelementos, produto focado em despoluição de águas por método sem utilização de bactérias exóticas ou química, somente através da bioestimulação.

    Sobre o piloto:

    Implementar a tecnologia de bioestimulação da O2eco-TWC™ no córrego Vargem do Tropeiro para verificar potenciais melhorias das condições de qualidade da água após descarte de efluente tratado. Os resultados alcançados durante a implementação do piloto em 800 metros lineares no tratamento do córrego, foi possível alcançar a: 

    • Redução de 7,3% de Demanda bioquímica de oxigênio (DB0) é o parâmetro utilizado para a medida do consumo de oxigênio na água. Representa a quantidade de oxigênio do meio que é consumido pelos peixes e outros organismos aeróbicos e que gasta de oxidação de matéria orgânica presente na água
    • Redução de 20% de turbidez 
    • Redução de 24,5% no teor de nitrogênio 
    • Redução de 25,7% de Demanda química de Oxigênio (DQO)} ou carência química de Oxigénio, é um parâmetro que mede a quantidade de matéria orgânica, através do oxigênio dissolvido, suscetível de ser oxidada por meios químicos que existam em uma amostra líquida
    1. ATMOS 

    A ATMOS empresa de tecnologia que atua no mercado de energia, com foco em gestão e controle de energia, utilizando dispositivos inteligentes que garantem a redução de até 20% do consumo de energia de micro e pequenas empresas.

    Sobre o piloto:

    Durante o piloto a startup verificou a possibilidade de otimizar o uso de energia em estabelecimentos comerciais relacionados a Ambev gerando redução de custo e diminuição de desperdício. Os equipamentos foram instalados em 11 PDVs e os resultados obtidos foram: 

    • 4 PDVs com readequação de quadros de energia e instalação dos equipamentos;
    • Uma das câmaras frias de congelados chegou a ter 38,64% de redução de consumo;
    • Em média, a redução foi de 7,73% em bares com câmaras de congelados. 
    1. iWRc

    A iWRC é uma plataforma colaborativa digital que constrói um ecossistema circular autossustentável entre consumidores, catadores, cooperativas de reciclagem e parceiros de marca.

    Sobre o piloto:

    A startup realizou a criação de uma infraestrutura de logística e agregação de shrink para atender à The Ink/ValGroup envolvendo cooperativas treinadas e que tenha sustentabilidade financeira, de modo que o custo por kg seja  menor do que a coleta individualizada nas cooperativas. Ao final do piloto foi possível obter resultados quanto a reciclabilidade dos materiais: 

    • 71,7% de redução dos custos logísticos
    • 837,2 Kg de shrink coletados;
    • Produção inédita de shrink Ambev  com 15% de material reciclado do pós-consumo.
    1. Biotecland

    A Biotecland é uma startup em agro-biotecnologia especializada em microalgas para agricultura sustentável com o objetivo de combater o problema da baixa eficiência na adubação, da desertificação do solo e pragas e doenças na produção.

    Sobre o piloto:

    O piloto foi realizado em parceria com o departamento agrícola da Ambev com o objetivo de usar as microalgas no plantio de Cevada, o piloto focou no controle do Fusarium que é a principal praga na produção da Cevada. Após os testes de laboratório, foi observada a ação das microalgas impedindo o desenvolvimento do Fusarium e esse resultado permitiu o planejamento para manejo biológico na safra de Cevada 2023.

    • Inibição de 52% no desenvolvimento de Fusarium em teste de laboratório, a principal praga no plantio de Cevada;
    • Planejamento de continuidade da parceria visando um manejo biológico na Safra de 2023 visando sanidade da produção, aumento da produtividade e qualidade da semente;
    • Potencial de redução de insumos químicos aplicados na produção da Cevada.
    1. Agtrace

    A Agtrace é uma startup com solução Blockchain para rastrear todas as etapas da cadeia de valor alimentar e tem como foco o atendimento a agricultores, cooperativas, processadores de alimentos e varejistas com objetivo de ajudá-los a aumentar a eficiência de suas operações, reduzir riscos e aumentar a transparência.

    Sobre o piloto:

    O piloto teve como objetivo aumentar a rastreabilidade dos fornecedores indiretos na cadeia do Guaraná, capturando informações relevantes de dentro da porteira, passando pelos agregadores (cooperativas e associações) até a indústria. Os resultados obtidos durante a pilotagem foram: 

    • 100% da cadeia do piloto mapeada trazendo digitalização para suprimentos e novas informações sobre o território;
    • Customização total da plataforma para garantir usabilidade de diversos perfis de atores no dia a dia;
    • 100% de taxa de utilização do sistema ao longo do projeto piloto. 
    1. AMZ Projects 

    A AMZ é uma produtora de experiências de turismo de base comunitária especializada em criar e realizar roteiros de eventos de experiência e eventos na Amazônia em parceria com comunidades tradicionais ribeirinhas, indígenas e quilombolas.

    Sobre o piloto:

    O piloto teve como objetivo descobrir se capacitar pessoas locais para o trabalho com turismo local, culinária e criação de novas rotas turísticas aumentaria o nível de empregabilidade do grupo treinado pela AMZ Projects. Os resultados foram: 

    • Desenvolvimento de metodologia de capacitação aderente e replicável para algumas regiões da Amazônia Legal;
    • 24 pessoas capacitadas e conectada com oportunidade no mercado local;
    • 11 parceiros integrados para a realização do projeto.
    1. Urucuna 

    A Urucuna é um negócio de Bem-Estar para Casa que tem como objetivo agregar valor aos produtos da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais, valorizando e respeitando o modo de vida e o conhecimento tradicional com possibilidade de escala sem perder o impacto socioambiental positivo.

    Sobre o piloto:

    O piloto teve como objetivo co-criar uma vela artesanal e um curso online e/ou e-book que valorizassem a cultura e os saberes tradicionais e atuais alinhado com a geração de renda para artesãos, mulheres e parteiras de Maués, além de empoderamento e conscientização da maternidade e paternidade de forma preventiva, humanizada e ancestral. Os resultados obtidos durante o piloto foram: 

    • Criação de metodologia para co-criação de produtos em territórios similares de forma replicável; 
    • Protótipo de Vela “Essência de Maués” com a participação de 10 representantes de grupos culturais locais da comunidade no desenvolvimento da embalagem; 
    • Testagem do uso fitocosmético do guaraná ou pau rosa; 
    • E-book sobre “Inovação e criatividade -desenvolvimento de Aromas de Ambientes Naturais com insumos da sociobiodiversidade”. 

    Faça download do material sobre a Aceleradora 100+ e saiba mais sobre o programa de inovação aberta entre Ambev e Quintessa.

  • Dia Mundial da Água | Conheça 06 startups com soluções de acesso, monitoramento e tratamento de água

    Dia Mundial da Água | Conheça 06 startups com soluções de acesso, monitoramento e tratamento de água

    O Dia Mundial da Água é comemorado anualmente em 22 de março, essa data é destinada à reflexão e discussão sobre a importância da preservação da água para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta. A data foi cunhada em 1993 e desde então a Organização das Nações Unidas (ONU) propõe um tema de conscientização a cada ano. 

    Para 2023, o tema escolhido  foi  “Acelerando Mudanças: seja a mudança que você deseja ver no mundo”. O objetivo é convidar a todos a discutir formas de acelerar mudanças para solucionar a crise global da água e saneamento.

    Neste contexto, separamos uma lista de 06 startups aceleradas pelo Quintessa nos últimos anos que nasceram com objetivo de propor soluções de acesso, monitoramento e tratamento de água. 

    1. Água Camelo

    A Água Camelo junta a inovação ao design para combater a desigualdade social e promover o acesso à água tratada, hoje inacessível para 35 milhões de pessoas no Brasil – principalmente em regiões do semiárido, florestas e centros urbanos.  

    A solução é o Kit Camelo, composto por uma mochila que suporta até 15L de água imprópria por vez, um filtro portátil acoplado a ela que elimina até 99,99% de todas bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água, um suporte de parede para pendurar a mochila na residência e um manual de uso do produto para o beneficiado final.

    1. SDW

    Através de projetos ESG com as organizações parceiras, a startups trabalha para mudar a vida das pessoas que vivem nas zonas rurais do mundo. O processo se dá em quatro grandes etapas: Diagnóstico: marco zero, onde são coletados indicadores de saúde, saneamento e educação das comunidades; Capacitação: educação ambiental e técnica, voltada para uma educação com foco no saneamento; Implantação: produtos são postos em operação com suporte ativo das famílias; Monitoramento: relatório com indicadores socioambientais comparados com os do diagnóstico.

    1. O2Eco 

    A startup oferece uma tecnologia composta de hidrocarbonetos inertes em água que contém nanominerais essenciais para os seres vivos. É um potente bioestimulador dos organismos benéficos que agem no processo de regeneração natural, onde o próprio Meio elimina a poluição das águas em rios, lagos, lagoas e outros corpos hídricos.

    O método de despoluição natural das águas se faz através da proliferação de bactérias benéficas que consomem materiais orgânicos e inorgânicos.

    Com o tratamento da água pela imersão da tecnologia O2eco, que contém uma alta carga de oligoelementos e nanominerais, há um aumento exponencial na proliferação destas bactérias benéficas, acelerando a despoluição do meio a ser tratado. 

    1. Lia Marinha

    A LiaMarinha atua no desenvolvimento de alternativas mais ecológicas e sustentáveis para a gestão da água nos setores da mineração, saneamento e da agroindústria.

    O trabalho  interorganizacional traz maior agilidade para testar hipóteses por meio da pesquisa aplicada. As alternativas tecnológicas são testadas  em desafios reais, por meio de provas de conceito (PoC), com a finalidade de obter indicadores para validar as hipóteses e levantar parâmetros do processo para aumentar a escala da alternativa tecnológica.

    1. Inspectral

    A Inspectral resolve o problema do método tradicional de monitoramento da qualidade da água, que envolve o difícil deslocamento até a margem do rio, com equipamentos pesados, sensores, o que muitas vezes aumenta o custo logístico do monitoramento. 

    Pensando nos problemas gerados para monitorar a qualidade em um país continental como o Brasil, que tem a maior rede hidrográfica do mundo, a startup desenvolveu uma tecnologia para que esse monitoramento ocorra de forma remota por meio de imagens de satélite e drones, a solução também pode ser aplicada para monitorar outras atividades como de agricultura e em florestas.  

    1. TRC Sustentável

    A TRC Sustentável desenvolve tecnologias sustentáveis para reduzir os custos com a água, em um modelo de negócio que envolve Produto + Serviço + Tecnologia voltados para conduzir projetos na gestão da água. 

    Durante a implementação de um piloto a startups validou a solução para reduzir o consumo de água nos centros de distribuição e pontos de uma empresa parceira do Quintessa. Os pontos escolhidos para implementação foram: CDD em Joinville e São Cristóvão (RJ) e um bar, pizzaria e um restaurante no Rio de Janeiro. O projeto foi instalado e a startup começou a mapear cada ML de água gasto nos locais e também realizou treinamentos com os colaboradores sobre o uso consciente da água.  

    Ao final do processo, que teve duração de 03 meses, o impacto foi de 1.5 milhão de litros de água economizados, gerando uma média de 42% de economia de água, com ganho financeiro de R$69 mil. Se o resultado for projetado para os próximos 12 meses o impacto é de 6 milhões de litros de água economizados, o que representa um ganho de R$276 mil ao ano. 

  • Inovação aberta e impacto no setor da saúde | Cases Quintessa

    Inovação aberta e impacto no setor da saúde | Cases Quintessa

    Grandes empresas do segmento buscam parcerias com healthtechs para ampliar serviços com base na inovação

    A pandemia da covid-19 trouxe muitos desafios para a área da saúde, impondo projetos de inovação por parte das empresas, como a necessidade de realizar consultas à distância, por exemplo. As novas demandas abriram oportunidades para as companhias do setor investirem em soluções de ponta para seus negócios.

    Em um cenário em que o número de healthtechs cresceu 16,1% no país entre 2019 e 2022, segundo levantamento realizado pela PwC, muitas startups de impacto positivo encontraram oportunidades de negócio, contribuindo para que corporações da saúde ampliassem serviços e fidelizassem clientes com base na inovação. 

    Reunimos aqui alguns programas de inovação aberta realizados pelo Quintessa na área da Saúde, gerando impacto positivo e novos negócios para as empresas parceiras.

    1 – CVC e implementação de pilotos em Inteligência Artificial

    O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) iniciou sua atuação em CVC ao realizar aporte minoritário na NeuralMed, startup que utiliza inteligência artificial para auxiliar as tomadas de decisão do sistema de saúde. A IA passou a ser uma importante ferramenta para auxiliar nas tomadas de decisão no sistema da saúde. Seu uso no diagnóstico de exames, por exemplo, tem aumentado a precisão de análise e acelerado o processo. O Quintessa implementou sua metodologia para desenvolver 4 projetos-piloto de soluções de IA da startup NeuralMed em parceria com o Grupo NotreDame, que havia acabado de investir na startup. Os pilotos tiveram como objetivo mapear sinergias e desenvolver caminhos de implementação da solução da NeuralMed dentro do ecossistema do grupo, engajando as áreas da empresa e validando a aplicação da tecnologia da startup para diferentes desafios internos, como remuneração médica, triagem de exames radiológicos, triagem com mamografia e análise de dados de pacientes diabéticos. 

    2 – Inclusão e diversidade no atendimento: aceleração focada

    O sistema da saúde precisa estar cada vez mais preparado para lidar com as particularidades de cada paciente, o que envolve também o suporte adequado aos seus familiares no atendimento. A Beneficência Portuguesa contou com o apoio do Quintessa para o desenvolvimento e amadurecimento da BeEqual, startup que utiliza tecnologias digitais para ofertar serviços de apoio a pais e cuidadores de crianças com desafios cognitivos, comportamentais e sociais, com o objetivo de validar um possível investimento na startup após o programa. O projeto viabiliza essas facilidades para segmentos sociais de menor poder aquisitivo, explorando um novo mercado para a organização, ao mesmo tempo em que gera impacto positivo.

    3 – Apoio na estratégia de inovação aberta

    O Quintessa ajudou a Viveo na formulação da sua atuação em inovação aberta, refinando a estratégia da área, sua atuação e objetivos, além do desenho da parceria entre a empresa e a startup NoHarm, que usa a Inteligência Artificial para a automatização da triagem farmacêutica, de forma a encontrar um formato de relacionamento que gerasse valor para ambas as partes.

    4 – Cumprimento de metas ESG atreladas a títulos financeiros

    Grandes empresas têm apostado na emissão de títulos de dívida atrelados a projetos ou metas sociais e ambientais como instrumentos para avançar na temática ESG. O Grupo Fleury emitiu R$ 1 bilhão em dívidas atreladas a suas metas ESG em 2021 e, em parceria com o Quintessa, criou dois programas para encontrar startups com soluções para estes desafios, em temas como a democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão. O projeto inclui programas de aceleração de 10 startups em estágio inicial, para fomentar e desenvolver o ecossistema e a implementação de três pilotos de startups mais maduras.

    5 – Aquisição de startup de impacto

    Um dos grandes tópicos atuais da saúde pública é o relacionado a saúde mental. Empresas prospectam alternativas de programas de suporte a funcionários nessa temática. A Gympass, unicórnio brasileiro que oferece serviços de bem-estar para corporações, adquiriu a startup de saúde mental Vitalk, acelerada pelo Quintessa, para atuar no fornecimento de apoio psicológico a profissionais. 

    A Vitalk passou pelos programas do Quintessa em diferentes momentos, desde o início, com menos de 10 colaboradores, quando apoiamos na validação do negócio, até o momento de captação de investimento, quando desenhamos a estratégia da rodada e apoiamos no relacionamento e negociação com os fundos. Este exemplo mostra a importância de investir na aceleração e desenvolvimento dos negócios de impacto para que escalem e se tornem boas oportunidades de negócio para o mercado.

    Empresas que têm os ODS no seu core business, como é o caso das empresas de saúde, possuem alto potencial em se conectar com startups de impacto para trazerem inovação e novos negócios para suas operações. São diferentes formas de praticar a inovação aberta, que dependem muito da estratégia e objetivos de cada empresa nessa relação, seja encontrar parceiros de negócio, desenvolver soluções para o setor, implementar pilotos, investir ou adquirir startups. 

    Conte com o Quintessa para desenhar a sua estratégia de inovação aberta com impacto positivo. Fale com o nosso time!