Categoria: Textos

  • Fórum Econômico Mundial: os principais destaques da agenda socioambiental em Davos

    Fórum Econômico Mundial: os principais destaques da agenda socioambiental em Davos

    Entre os dias 16 a 20 de janeiro aconteceu mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Após dois anos de interrupção pela pandemia, o evento, que reúne líderes políticos, empresariais e da sociedade civil, voltou à agenda mundial.

    O tema escolhido para 2023 foi a “Cooperação em um Mundo Fragmentado”, com o objetivo de buscar soluções e parcerias público-privadas para os desafios mais urgentes de um mundo globalizado que enfrenta uma guerra, polarizações políticas, ameaças à democracia, consequências econômicas da Covid-19 e emergência climática.

    Os principais temas abordados foram a preocupação com uma recessão global, a guerra da Ucrânia – principalmente sobre seus impactos na crise energética e a inflação. Dentre os temas dos painéis, vimos a pauta da atração/retenção de talentos e o significado do trabalho em meio a uma onda de layoffs (demissões em massa, em português) e do crescimento do “quiet quitting“. Conversas sobre desinformação e democracia, a situação das mulheres no Irã, poluição plástica, descarbonização e greenwashing, entre muitos outros que estão disponíveis para assistir online.

    Houve também muito interesse pelo Brasil e o retorno do nosso país ao protagonismo da agenda ambiental. Reunimos aqui os principais destaques de Davos no que diz respeito ao país e à pauta socioambiental.

    1. Uma recessão mundial é esperada: como fica o ESG?

    Dois terços das lideranças entrevistadas pelo Fórum Econômico Mundial (63%) esperam uma recessão global em 2023 – destes 18% consideram extremamente provável que ela aconteça. Segundo o WEF (sigla para World Economic Forum, em inglês), este número cresceu significativamente desde a última pesquisa, feita em setembro de 2022. Os impactos da guerra na Ucrânia na economia ainda representam um risco, principalmente na Europa. Apesar disso, a percepção sobre o painel final foi de otimismo sobre uma retomada econômica.

    E como garantir que o ESG não é deixado de lado em tempos difíceis? Essa pergunta tem aparecido bastante e, em um dos painéis em que foi feita, foi respondida de forma que concordamos bastante aqui no Quintessa: essa questão não é um conflito e não deve ser vista como um trade-off. Já foi comprovado que companhias com propósito têm melhor retorno, e gerar impacto não significa sacrificar lucro. Os problemas continuam e vão precisar de esforços para serem endereçados, portanto, principalmente para aquelas empresas que têm o impacto intrínseco na estratégia e enxergam a oportunidade de negócio, os tempos difíceis estimulam a criatividade, as parcerias e a inovação. 

    1. O papel das empresas em um mundo fragmentado

    Em 2023, ao menos 630 CEOs estiveram em Davos – ou, uma em cada quatro pessoas no Fórum, um ambiente extremamente importante para ser debatida a pauta ESG e o papel das empresas na transformação socioambiental. Neste assunto, destacamos o painel “Profit and Purpose“, que assistimos de forma online e contou com a participação da LEGO, Deloitte, GHR Foundation e Henry Schein, sobre o S do ESG.

    Um assunto unânime foi o já mencionado acima, que não deve existir trade-off entre lucro e impacto. “Este virou um tema polarizado, como se cuidar dos stakeholders ou dos shareholders fossem dilemas opostos, mas a verdade é que no longo prazo, fazer investimentos em ESG é um caminho para dar retorno aos acionistas”, comentou o CEO da Deloitte. “Os investidores querem retorno e os consumidores querem empresas que atendam suas necessidades e que sejam honestas, e a melhor forma de provar sua honestidade é fazer bem para a sociedade”, finalizou o CEO da Henry Schein.

    Foi discutido também sobre a representatividade da liderança e o dilema entre se posicionar ou não em temas importantes, que é o que mais tem tomado tempo de CEOs, segundo um dos painelistas. Em uma “guerra de talentos”, as pessoas querem trabalhar em lugares alinhados aos seus valores, e o que a liderança representa tem muito peso. Ainda, acredita-se que em um mundo fragmentado, as empresas têm o papel de serem pontes, e precisam fazer parte das conversas. Porém, isso não significa que devemos esperar que as empresas se tornem árbitros de tudo o que acontece.

    Existe um receio por parte das empresas, pois as temáticas importantes têm sido colocadas de um lado ou de outro do espectro político. O debate foi bem rico, no entanto, a conclusão foi que as empresas e a liderança devem sempre explicitar seus valores, pois muitas questões são éticas e baseadas em valores, e não em política, como crimes de ódio, racismo, entre outros, e não podemos nos calar diante deles. 

    Inovação aberta em foco: em outro painel, foi lançado o Catalyst 2030 Business Commitment, um selo que vai reconhecer as grandes empresas que trabalham em parceria com negócios de impacto social.

    1. O interesse pelo Brasil: democracia, economia e meio ambiente

    O Brasil não só esteve presente como despertou grande interesse do mundo todo em Davos. O governo federal foi representado pela ministra Marina Silva e o ministro Fernando Haddad, passando o recado de que economia e sustentabilidade devem andar juntas no novo governo.

    Em um evento com o tema fragmentação, o interesse global estava muito voltado aos ataques à democracia do dia 8 de janeiro, e o Brasil buscou passar o recado de que a democracia está sólida. Para Marina Silva, “a estabilidade democrática passa pela capacidade de darmos respostas para os graves problemas sociais, ambientais e econômicos e para novas perspectivas para o Brasil”.

    Haddad mencionou também que é preciso engajar CEOs em uma agenda civilizatória, e que está disposto a convencer as corporações a assumir determinados compromissos sociais e ambientais públicos e com consequências práticas. “Como consumidores, temos capacidade de pressionar. “Como podemos compactuar com empresas que não se manifestam claramente a favor da democracia?”, pontuou ao ser questionado sobre o tema.

    Em um tom propositivo, a participação dos dois líderes conseguiu criar grande expectativa mundial sobre o retorno do protagonismo brasileiro no cenário internacional, sobretudo na questão ambiental. 

    1. Dados para o investimento na Amazônia

    A Amazônia foi tema exclusivo de um dos painéis, com a participação do pesquisador Carlos Nobre, do governador do Pará, Helder Barbalho, e representantes de outros países que abrigam o território amazônico falaram sobre a economia da floresta em pé.

    O Instituto Igarapé lançou em Davos o painel de dados Amazônia in Loco, que, segundo a presidente Ilona Szabó, tem como objetivo “preencher lacunas críticas de informações em nível local e acelerar o investimento responsável na região”. Ele fornece uma compreensão aprofundada da dinâmica ambiental, social, econômica e demográfica nos 772 municípios que compõem a Amazônia Legal Brasileira, apresentando mapas e gráficos interativos que abordam temas como áreas protegidas, hotspots de biodiversidade, produtividade econômica, desafios socioambientais e tecnologias sustentáveis recomendadas.

    O painel busca consolidar o controle territorial em áreas com foco de crimes ambientais, fazendo com que o setor privado possa abordar os riscos relacionados à temática ESG e aprofundar sua compreensão e envolvimento com as comunidades locais na Amazônia.

    1. Filantropia pelo clima

    Amy Goldman, CEO da GHR Foundation, falou em  um dos painéis que o capital filantrópico pode ser aplicado de forma criativa, pode ter risco, visão de longo prazo, ser visionário e inovador, assunto que temos trabalhado ativamente aqui no Quintessa.

    No geral, o foco dado durante o Fórum foi sobre como a filantropia pode acelerar e escalar a ação climática, especialmente em parcerias com o setor público e o privado. O Fórum Econômico Mundial lançou uma iniciativa global de doação chamada GAEA (Giving to Amplify Earth Action) que busca mobilizar parcerias públicas, privadas e filantrópicas (PPPPs) para ajudar a liberar os US$ 3 trilhões necessários para financiar soluções climáticas por ano. 

    O empreendedor da rede Quintessa, Rodrigo Pipponzi, a frente da Editora MOL, esteve presente em Davos e pontuou em seu LinkedIn sobre este tema: “assisti a um painel sobre a evolução da filantropia da Ásia – saí muito impressionado com a forma como o continente encara o tema, estimulando que a filantropia sempre caminhe de mãos dadas com governo e empresas e que sempre tenha suas estratégias desenhadas para escala, independentemente do tamanho que comecem (como referência, vale conhecer a Rohini Nilekani Philanthropies, que me encheu de inspiração e bons insights)”.

    1. Empreendedorismo brasileiro presente na Suíça

    Todos os anos, a Schwab Foundation premia empreendedores sociais com soluções inovadoras, e este ano um dos 16 vencedores foi o empreendedor Tasso Azevedo, da MapBiomas, que como o nome sugere, se dedica a mapear a cobertura e o uso do solo dos biomas brasileiros, para apoiar e desenvolver a gestão sustentável e a conservação dos recursos naturais. 

    Empreendedores da rede Quintessa também estiveram presentes, como o Guilherme Brammer da Boomera, Rodrigo Pipponzi da Editora Mol, Rodrigo Oliveira da Green Mining e o time da Digital Innovation One.

    O Fórum Econômico Mundial em Davos tem menos participação da sociedade civil e do sul global que outros eventos internacionais, como a COP, por exemplo, e com isso, se mostra um evento menos diverso. Não dá para negar sua importância na troca entre lideranças dos setores público e privado e influência nos assuntos da economia global, portanto é válido reconhecer positivamente os esforços para que os assuntos de ESG e meio ambiente estejam em grande parte das sessões. Por outro lado, há uma cobrança muito grande para essa “elite econômica” que participa da conferência sobre suas reais intenções e práticas ao fim da semana de eventos.

    O secretário geral da ONU, António Guterres, e a ativista Greta Thunberg deixaram seus posicionamentos. Guterres falou sobre greenwashing e cobrou a todos os líderes corporativos que apresentem “planos de transição para o net zero confiáveis ​​e transparentes” antes do final de 2023. Já Greta, afirma que o Fórum falha em não dar lugar para as pessoas afetadas pela crise climática nos debates e reúne pessoas que não colocam essa emergência como prioridade.

    O site do Fórum Econômico Mundial disponibiliza todas as sessões gravadas (muitas com tradução para Português) e resumos em texto – em inglês.

  • Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia

    Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia

    Dezstartups acabam de ser selecionadas para o programa de aceleração ‘Impacta’, promovido pelo Grupo Fleury. O programa visa potencializar startups com soluções inovadoras para aprimorar o ecossistema de saúde e alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

    A iniciativa contempla duas etapas: Soluciona e Acelera. Na fase ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical; Para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown. Ambas estão participando do projeto desde julho. 

    Na fase ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio de validação e ida a mercado foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses. O objetivo nesta fase é amadurecer as soluções existentes no ecossistema, que podem se tornar potenciais parceiras do grupo. A partir de novembro, as 10 startups selecionadas receberão acesso à rede de mentores do Grupo Fleury e do Quintessa, bem como suporte personalizado de gestores para desenvolvimento do seu negócio.

    “Responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa são temas extremamente importantes para o Grupo Fleury. O programa faz parte da nossa iniciativa de inovação aberta em ESG, já que o Grupo busca se unir a empresas que podem ajudar a impulsionar o ecossistema de saúde nacional. O objetivo é, além de buscar melhorias internas para as metas ESG estabelecidas, contribuir para o desenvolvimento e crescimento de empreendedores sociais”, ressalta Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.

    Com mais de 25 projetos de inovação aberta realizados em 2022, Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, comenta: “O Acelera é um ótimo exemplo de iniciativa que integra inovação e sustentabilidade, e que maximiza a agregação de valor para as partes envolvidas. Ficamos muito satisfeitos com a estreia do programa: superamos em 84% a meta de inscritos para a Iniciativa Acelera do Programa Impacta Grupo Fleury. Esse fato confirma a tese de que existe demanda do mercado de startups para programas que fomentem o desenvolvimento de negócios em estágio inicial. ”

    Conheça as 10 startups selecionadas:

    Hi! Healthcare IntelligencePlataforma de Health Analytics para gestão de desperdícios de tratamentos de alto custo de sistemas de saúde
    Sou PaguPlataforma de psicologia feminista, exclusiva para mulheres, que democratiza a saúde mental.
    Lacrei SaúdePlataforma de Saúde segura e inclusiva para a comunidade LGBTQIAPN+.
    GestarPlataforma online que conecta o ecossistema de profissionais da saúde e cuidados materno infantil a famílias tentantes, gestantes e com filhos na 1ª infância.
    Mulheres no ComandoHR Tech que tem o objetivo de ajudar as empresas a alcançar a equidade de gênero.
    Ziel BiosciencesÉ uma empresa liderada por mulheres com foco em pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções para medicina personalizada, oncologia e saúde da mulher.”
    Tato Fisioterapia InteligenteHealth tech especializada em realizar gestão de cuidado e telerreabilitação de pessoas com dor e condições musculoesqueléticas crônicas para empresas e operadoras de saúde
    Hefesto MedtechOrtopedia 4.0: fabricação de órteses impressas em 3D, personalizadas, ajustáveis e feitas com polímeros recicláveis que substituem o gesso ortopédico e outros tipos de imobilização.
    MedstreamEdTech que capacita e valoriza os médicos, melhorando o atendimento à população.
    Carbon Free BrasilClimatech que ajuda empresas a darem o primeiro passo na jornada ESG através da gestão e compensação das emissões de carbono.

    Sobre o Programa Impacta Grupo Fleury

    O Programa Impacta Grupo Fleury visa aprimorar internamente as diretrizes ESG da companhia e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, sendo dividido em duas vertentes: o Acelera, que tem o objetivo de potencializar startups em estágios iniciais com soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury; e o Soluciona, cujo objetivo é a implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.

  • Quintessa oferece programa gratuito para incentivar a atuação de jovens negros em organizações de impacto positivo

    Quintessa oferece programa gratuito para incentivar a atuação de jovens negros em organizações de impacto positivo

    O Quintessa, aceleradora de impacto positivo referência no Brasil, em parceria com o Choice, maior movimento de jovens empreendedores de impacto do país, e apoio da Comunidade Trabalhar com Impacto, acabam de lançar o Pulsa+.  O programa, gratuito, busca promover a equidade racial no ecossistema de impacto positivo, ESG e sustentabilidade. O objetivo é oferecer conteúdos, oportunidades e uma rede de contatos para apoiar jovens negros a trabalharem em organizações e empresas que estão mudando a forma de fazer negócios, facilitando seu acesso a esse segmento de mercado. 

    Para isso, o Pulsa+ oferecerá uma formação gratuita para 50 jovens negros de 18 a 29 anos em todo o Brasil que tenham interesse em atuar no setor. Interessados devem se inscrever no site até o dia 29 de janeiro de 2023.

    A capacitação tem duração de três meses e é necessário estar cursando a partir do 5º semestre da graduação ou ter até quatro anos da conclusão da formação no ensino superior, além de ter disponibilidade para participar das aulas online ao vivo. Os participantes do Pulsa+ também contarão com uma bolsa de estudos de até R$ 900 reais destinada aos que cumprirem o mínimo de presença e entrega de atividades. 

    O programa busca apresentar os principais atores e oportunidades para atuar com impacto positivo, abordando temas como: liderança e autoconhecimento, Agenda 2030 e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), empreendedorismo social, terceiro setor, ESG e sustentabilidade corporativa, setor público e investimentos de impacto, além de preparação de currículo e entrevistas. Os instrutores do programa Pulsa+ são profissionais negros especialistas e atuantes no mercado, como Augusto Júnior, Bia Santos, Jéssica Silva Rios, Rosane Santos e outros.

    Ao final, os participantes terão a oportunidade de conversar com recrutadores de diversas organizações de impacto para se candidatarem às vagas disponíveis.

    O programa é uma iniciativa filantrópica do Quintessa, viabilizado por recursos de doação da organização. “Temos trabalhado para ampliar a  diversidade racial dentro do time do Quintessa e sabemos que é possível fazer mais. O Pulsa+ foi criado por mentores e gestores do time, pensando em gerar impacto para além das nossas portas, impulsionando a atração de talentos negros para todo o ecossistema de impacto”, explica Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa.

    “Os jovens são a parcela da população mais afetada pelo desemprego e 73% do total de desempregados no Brasil são pessoas negras. Queremos contribuir para mudar esse cenário e esperamos que esta seja a primeira de muitas edições do Pulsa+. Além disso, sabemos que o segmento de mercado no qual atuamos, com as temáticas de impacto, ESG e sustentabilidade, carece de diversidade racial entre as pessoas que atuam nele – e queremos ajudar a mudar isso”, completa.

  • O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar

    O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar

    Desde 2009 o Quintessa acelera negócios de impacto, porque acreditamos que é possível obter lucro e impacto positivo e que é obrigação do setor privado se responsabilizar pela construção de um futuro socioambientalmente justo e equilibrado.

    Nessa trajetória, entendemos que, se os negócios (de impacto ou tradicionais) não se unirem de forma muito estratégica ao setor público, levaremos outra década ou mais sem avanços significativos. 

    Não é novidade que o governo seja parte principal da solução e, por isso, é visto como um indutor de escala e impacto para o negócio das startups. Na temática da educação, por exemplo, fica nítido o potencial de multiplicação quando a solução da startup é aplicada no governo, dado que mais de 80% dos alunos no Brasil estão na escola pública. 

    Mas, para os empreendedores, a complexidade da relação e o desafio da venda para o setor público são grandes barreiras para que a parceria de fato aconteça.

    É nesse contexto que a Fundação Lemann se uniu ao Quintessa, Imaginable Futures, BID Lab e Instituto Reúna para co-criar o programa Impulsionar, iniciativa que promove a inovação para a resolução de desafios da Educação pública. 

    O problema: 

    O problema que escolhemos para solucionar juntos é o da defasagem da aprendizagem de estudantes em idade escolar, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares, uma vez que é um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro.

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos. Ainda, dados do Todos Pela Educação (2019) apontam que 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF, estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    Como os dados acima apontam, a crise do sistema educacional brasileiro vem se acentuando, especialmente nos últimos dois anos. A partir desse desafio, entendemos que precisávamos de abordagens profundas, sistêmicas e co-criadas, não impostas. 

    Sobre o programa: 

    O primeiro passo foi reunir parceiros para o programa: a Fundação Lemann, organização referência em educação pública no Brasil, tem o papel de financiadora do programa, ao lado do BID Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento que apoia iniciativas inovadoras na América Latina e Caribe, e da Imaginable Futures, fundo filantrópico de investimento em educação. O Quintessa é o parceiro implementador e articulador do programa, com mais de 12 anos de experiência em aceleração de negócios de impacto e programas de inovação aberta, e o Instituto Reúna soma sua expertise na implementação do modelo pedagógico do programa junto aos professores.

    Após escutarmos mais de 30 pessoas, entre representantes das organizações e especialistas, demos à luz ao ImpulsiONar: um programa que apoia secretarias e escolas municipais no desenvolvimento de estratégias de prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática de estudantes do 6º ao 9º ano de escolas públicas.

    De forma muito sucinta o programa tem as startups de educação como recurso educacional, conectando estas soluções diretamente às escolas públicas, a partir de um modelo pedagógico e do apoio de organizações educacionais que oferecem serviços de implementação, formação de professores e recursos educacionais digitais, considerando a metodologia do ensino híbrido/remoto. 

    Etapas:

    Etapa 1: Seleção das organizações implementadores e dos municípios

    A primeira fase do programa foi a busca de organizações de apoio: instituições que com expertise em implementação de programas educacionais e que realizam formação de professores em redes de ensino municipais. Essas organizações convidaram redes de ensino com as quais já possuíam uma parceria ou um forte desejo de firmar uma parceria para um processo de seleção conjunta.

    Três organizações foram escolhidas, CENPEC, Sincroniza Educação e Associação Nova Escola, para integrar o programa com as Secretarias de Educação de sete municípios brasileiros (cinco no Nordeste, um no Sudeste e um no Sul): Guaramiranga- CE, Cabrobó – PE, Bonito- PE,  Igarassu – PE, Domingos Mourão – PI, Volta Redonda – RJ e Santa Maria – RS.

    Realizamos um diagnóstico em cada uma das redes de ensino e entendemos quais eram os principais desafios de cada município, que seriam endereçados pelas soluções tecnológicas, e tivemos a participação ativa dos gestores municipais. 

    Etapa 2: Seleção das edtechs

    Com os desafios das redes identificados, foram lançados editais para receber inscrições das edtechs – startups educacionais. Porém, diferente de um programa de inovação aberta com o setor privado, em que o Quintessa e lideranças das empresas parceiras deliberam sobre as selecionadas a partir de critérios pré-estabelecidos, neste caso cada município lançou um edital público para contratação de startups.

    Ao final desta etapa, as soluções selecionadas foram: Jovens Gênios, TriEduc, Portabilis, Aprimora e Mobimark.

    Etapa 3 – Implementação:

    As soluções pedagógicas e digitais das edtechs serão implementadas nas escolas e acompanhadas em comunidades de prática para seu aperfeiçoamento contínuo, com apoio financeiro de R$100 mil. Também será realizado o monitoramento periódico dos resultados do programa.

    Ao mesmo tempo, as startups estão passando por um processo de aceleração com suporte técnico e mentorias do Quintessa.

    Etapa 4: Escala

    A partir de janeiro de 2023, os resultados do programa serão sistematizados e a oportunidade de expansão e multiplicação do seu alcance será avaliada, na intenção de suportar o ganho de escala das edtechs dentro das secretarias municipais de educação. Para essa etapa, contamos com a parceria da Oppen Social, organização especializada em mensuração de impacto.

    Aceleração: 

    Entre março e dezembro de 2022, as edtechs participam de uma aceleração direcionada para o aprimoramento de suas soluções a partir dos feedbacks dos educadores e estudantes, visando a adequação às suas necessidades, bem como de suas práticas de gestão, olhando para aspectos de negócio e modelo B2G. 

    As edtechs contam com apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de especialistas de educação e compras públicas, para atuar nos desafios estratégicos específicos de cada uma, complementado por momentos de capacitação e aprendizado em grupo.

    Principais aprendizados: complexidade de execução e articulação do projeto: 

    O primeiro e mais relevante aprendizado que tivemos foi sobre o desenho do projeto. Qualquer iniciativa ESG deve apostar na co-criação da iniciativa junto aos stakeholders da ação, ou ao menos validar as hipóteses com todos os envolvidos, antes de desenhar uma solução pronta. 

    Ouvindo necessidades de professores, por exemplo, entendemos que não bastava implementar a tecnologia da startup sem preparar os professores da rede pública para recebê-la. Com os gestores públicos, entendemos que a relação de contratação entre governo e startup é mais complexa do que parece. 

    Para lidar com estas questões, agregamos parceiros especialistas, o que foi fundamental para a assertividade do programa.

    Igualmente importante foi prever momentos de troca de experiências e checagens, para avaliar se as estratégias desenhadas estavam funcionando. Na metade do projeto, tivemos ao menos dois momentos cruciais de mudança de rota ou de alguma premissa chave.

    Outro aprendizado é entender de largada que problemas complexos precisam de tempo. Ou seja, uma ação de curto prazo pode não fazer sentido caso sua empresa queira contribuir para a resolução de algum problema complexo de fato.

    No nosso caso, o programa foi desenhado para ser executado em dois anos e meio, levando em consideração todas as etapas do projeto, incluindo o tempo de estruturação e sistematização. 

    Por fim, uma das principais razões da complexidade é entender que ela impacta diferentes grupos de pessoas, com diferentes realidades e envolvimentos distintos com o desafio, e foi justamente isto que fez o ImpulsiONar ter um time de parceiros tão vasto.

    Neste momento a estrutura de governança trabalha em conjunto para endereçar as seguintes ações: 

    • Apoiar a implementação das estratégias de prevenção e redução das lacunas de aprendizagem junto a 7 redes
    • Acelerar as edtechs e organizações  para que desenvolvam produtos pedagógicos e digitais para prevenir e reduzir lacunas de aprendizagem
    • Refinar o Modelo Pedagógico

    No médio prazo: 

    • Organizações com produtos pedagógicos de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
    • Edtechs com produtos digitais de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
    • Planejar o ganho de escala do produtos do programa
    • Publicar avaliação de resultados do programa

    Atuação do Quintessa:

    Além do acompanhamento individual de um gestor Quintessa durante a aceleração das edtechs, a coordenação e a governança do programa também estão sob nossa responsabilidade. Fazer todos os parceiros remarem na mesma direção, cada um em sua zona de competência, é realmente um desafio, mas este esforço tem sido fundamental para o sucesso do programa. 

    Hoje, o programa conta com as organizações implementadoras, as edtechs, redes de ensino e consultorias especializadas em educação, inovação em compras públicas e mensuração de resultados. A estrutura de governança do programa se dá dessa forma: 

    A união entre o parceiro público – que entra com o alcance, escala e conhecimento dos desafios reais do dia a dia – e o privado – que agrega  velocidade de ação, novas soluções, tecnologias e arranjos de governança – vem se mostrando poderosa.

    O programa impulsionar é um exemplo de como as empresas que querem de fato fazer uma contribuição relevante e consistente precisam encarar o governo como aliado e parceiro fundamental em suas ações, sejam elas de sustentabilidade/ESG ou de investimento social privado. E de que o trabalho colaborativo pode ser um facilitador para criação de outros programas como o impulsiONar para os demais desafios sociais e ambientais  além da educação. 

    Precisamos encarar os desafios complexos de frente para sair dessa espiral histórica de problemas não-resolvidos ou sem avanços significativos. 

  • Quintessa é reconhecida como aceleradora que mais conecta empresas e startups de impacto no Brasil

    Quintessa é reconhecida como aceleradora que mais conecta empresas e startups de impacto no Brasil

    Reconhecimento se deu com participação no Ranking TOP 100 Open Startups, que elenca agentes que mais promovem inovação aberta no país 

    São Paulo, 9 de novembro de 2022 – O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira e referência no trabalho junto a grandes empresas, conquistou ontem uma posição no Ranking TOP 25 Ecossistema, premiação dos agentes do ecossistema de startups que mais promovem inovação aberta no Brasil. 

    O ranking foi organizado pela plataforma 100 Open Startups, que também elenca as startups e grandes empresas do país que mais estabelecem conexões – em forma de programas de aceleração, contratação de serviços, investimento ou aquisição.

    As startups e corporações premiadas reconhecem os agentes que mais contribuíram em suas trajetórias, formando a categoria TOP 25 Ecossistema. Neste ranking, o Quintessa é a única aceleradora que trabalha exclusivamente com inovação aliada ao impacto positivo e à sustentabilidade.

    Seus números justificam a premiação. Desde 2009, o Quintessa já acelerou mais de 250 startups de impacto. Nos últimos quatro anos, o foco tem sido o da inovação aberta com grandes empresas, institutos e fundações, em um processo de apoiá-los na jornada de transição em direção à geração de impacto positivo.

    Parcerias premiadas

    As corporações que estabelecem parcerias com o Quintessa também têm sido reconhecidas em seus esforços. Prova disso é que uma dessas parceiras, a Ambev, foi a primeira colocada no ranking que a 100 Open Startups dedica às grandes companhias que buscam apoio para avançar em inovação.

    Junto com o Quintessa e a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), a Ambev promove a Aceleradora100+, programa que busca soluções inovadoras para as suas principais metas de sustentabilidade.

    Entre outras grandes empresas parceiras do Quintessa, estão a Braskem, em um projeto de aceleração de startups; a BRF, por meio do Instituto BRF, para a implementação de projetos-piloto de combate ao desperdício de alimentos; e Grupo Fleury, Meta, Itaú BBA, Grupo NotreDame Intermédica e Fundação Lemann.

    A edição deste ano do levantamento Top 100 Startups evidencia o avanço de parcerias entre grandes corporações e startups para o desenvolvimento de projetos de inovação. Em 2022, a plataforma constatou um crescimento de 30% no número de relacionamentos declarados entre grandes empresas e empresas de tecnologia: foram cerca de 4.500 contratações, ante 3.424 em 2021.

  • Quintessa é reconhecida como aceleradora que mais conecta empresas e startups de impacto no Brasil

    Quintessa é reconhecida como aceleradora que mais conecta empresas e startups de impacto no Brasil

    Reconhecimento se deu com participação no Ranking TOP 100 Open Startups, que elenca agentes que mais promovem inovação aberta no país 

    São Paulo, 9 de novembro de 2022 – O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira e referência no trabalho junto a grandes empresas, conquistou ontem uma posição no Ranking TOP 25 Ecossistema, premiação dos agentes do ecossistema de startups que mais promovem inovação aberta no Brasil. 

    O ranking foi organizado pela plataforma 100 Open Startups, que também elenca as startups e grandes empresas do país que mais estabelecem conexões – em forma de programas de aceleração, contratação de serviços, investimento ou aquisição.

    As startups e corporações premiadas reconhecem os agentes que mais contribuíram em suas trajetórias, formando a categoria TOP 25 Ecossistema. Neste ranking, o Quintessa é a única aceleradora que trabalha exclusivamente com inovação aliada ao impacto positivo e à sustentabilidade.

    Seus números justificam a premiação. Desde 2009, o Quintessa já acelerou mais de 250 startups de impacto. Nos últimos quatro anos, o foco tem sido o da inovação aberta com grandes empresas, institutos e fundações, em um processo de apoiá-los na jornada de transição em direção à geração de impacto positivo.

    Parcerias premiadas

    As corporações que estabelecem parcerias com o Quintessa também têm sido reconhecidas em seus esforços. Prova disso é que uma dessas parceiras, a Ambev, foi a primeira colocada no ranking que a 100 Open Startups dedica às grandes companhias que buscam apoio para avançar em inovação.

    Junto com o Quintessa e a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), a Ambev promove a Aceleradora100+, programa que busca soluções inovadoras para as suas principais metas de sustentabilidade.

    Entre outras grandes empresas parceiras do Quintessa, estão a Braskem, em um projeto de aceleração de startups; a BRF, por meio do Instituto BRF, para a implementação de projetos-piloto de combate ao desperdício de alimentos; e Grupo Fleury, Meta, Itaú BBA, Grupo NotreDame Intermédica e Fundação Lemann.

    A edição deste ano do levantamento Top 100 Startups evidencia o avanço de parcerias entre grandes corporações e startups para o desenvolvimento de projetos de inovação. Em 2022, a plataforma constatou um crescimento de 30% no número de relacionamentos declarados entre grandes empresas e empresas de tecnologia: foram cerca de 4.500 contratações, ante 3.424 em 2021.

  • Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    No final de 2019, os investimentos de impacto no Brasil somavam US$785 milhões, mais que o dobro de dois anos antes (US$ 343 milhões). Com a ascensão do ESG e o olhar dos investidores para o retorno além apenas do financeiro, a tendência é que ainda mais investimento de impacto seja direcionado para o setor. 

    Em contraponto, o 3º Mapa de Negócios de Impacto Social+Ambiental, realizado pela Pipe Labo em 2021, mostrou que 69% dos negócios mapeados faturavam menos de R$100 mil por ano ou ainda não faturavam.

    Outro estudo, também realizado pela Pipe, o Scoring de Impacto, identificou que um dos principais desafios para os investidores de impacto é a falta de oportunidade de investimentos com bons históricos de desempenho (track record). Existe um gap no ecossistema, com falta de pipeline qualificado para investimento e de negócios maduros.

    O apoio aos negócios de impacto em estágio de maturidade inicial é essencial para que as startups e o setor possam se desenvolver e amadurecer. Para isso, precisamos pensar em instrumentos adequados para esses negócios e para quem os apoia.

    Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de 2 anos, o que corresponde a 10% de sobrevivência. 

    Investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    O conceito de Venture Philanthropy como modalidade de atuação filantrópica: 

    O modelo de Venture Philanthropy é um tipo de investimento que tem o impacto como prioridade, mas que tem uma metodologia e estratégia mais clara do que a filantropia tradicional, se apropriando da lógica do Venture Capital.  

    Em um contexto onde famílias empresárias têm se mostrado cada vez mais engajadas nas temáticas de filantropia (segundo um report da INEO de 2020) investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    Famílias e pessoas físicas: Jornada de Venture Philanthropy | Programa Quintessa 

    Criado em 2021 para pessoas físicas e famílias empresárias, em forma de uma jornada de 8 a 15 meses, o programa de Venture Philantropy do Quintessa abrange três objetivos: 

    1. Gerar impacto positivo (seja pela atividade-fim dos negócios, seja por promover o desenvolvimento dos empreendedores e do ecossistema);
    2. Aprendizado prático e vivencial no campo;
    3. Pipeline qualificado para potencial investimento posterior.

    Os participantes foram: Instituto Helda Gerdau e Associados do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). O ICE atuou como um parceiro estratégico da iniciativa.

    Além de apoiar financeiramente o desenvolvimento de negócios de impacto por meio de uma aceleração do Quintessa para os negócios, incluímos momentos de capacitação, mentoria, conexões de valor e networking. Uma das vantagens desse formato é promover

    também a troca entre as famílias e os investidores, que compartilham seus aprendizados e reflexões sobre a atuação na temática.

    Como funciona o programa na prática: 

    • 14 meses de duração
    • Participação no Pitch Day e Banca de Seleção dos negócios a serem apoiados 
    • Workshop de introdução na temática de Negócios de Impacto
    • Palestras bimestrais com especialistas do ecossistema de impacto
    • Relacionamento mensal: reuniões com empreendedores para contribuir com seu desenvolvimento por meio de mentorias (individuais ou coletivas) e/ou conexões
    • Aceleração: dedicação semanal do time Quintessa para estruturar a gestão e impulsionar o crescimento, de forma personalizada para cada negócio
    • Relatórios bimestrais com o desenvolvimento dos negócios
    • Continuidade: apoio na decisão de investimento posterior nos negócios

    Os negócios acelerados foram Trampay, Parças e Barkus.

    Case Barkus: 

    A Barkus é uma edtech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos por meio da tecnologia, expandindo horizontes, ajudando a mudar realidades e a diminuir desigualdades. 

    A principal solução é a Iara, um bot de educação financeira que, de forma individualizada, compartilha informações sobre os mais diversos temas do mundo financeiro por meio de trilhas de aprendizagem via WhatsApp.

    A edtech fez parte do programa de Venture Philanthropy durante 14 meses, e nesse período, participou de um programa de aceleração individual do Quintessa, com suporte mão na massa e estratégico semanal e personalizado de gestores e mentores especialistas. 

    O cenário pré-aceleração era de consolidação do primeiro produto digital, de estruturação do crescimento, além de desenvolver novos produtos que permitissem a Barkus expandir sua atuação para inclusão financeira. 

    Após a aceleração, os grandes marcos foram: 

    1. Implementação de sistema de gestão estratégia (OKR) e indicadores chaves (KPIs) para monitorar a saudabilidade e evolução da empresa; 
    2. Implementação de remuneração variável para reforçar a cultura e retenção de talentos chaves;
    3. Contratação de lideranças e construção de time de tecnologia;
    4. Viabilização dos testes necessários para novas features e futuros produtos com o time da Acordo Certo, outra startup acelerada pelo Quintessa que atua na negociação de dívidas online incluindo contrato com a empresa 99 para implementação com base de 100 mil usuários.

    Alguns números pós-aceleração: 

    Após a aceleração, a Barkus passou de 5 para 16 pessoas no time e saltou de 35 mil para 100 mil pessoas impactadas. Além disso, 10 novas features foram adicionadas ao produto da Barkus e o faturamento da empresa seguiu crescendo.

    Para Bia Santos, CEO e cofundadora da Barkus Educacional, “ O Quintessa foi como um irmão mais velho, que pegou em nossas mãos em um dos momentos mais desafiadores do negócio e nos ajudou a chegar mais longe. Sou muito grata por participar desse programa e ter, em nossa casa, uma gestora tão dedicada em nos ajudar, com muita mão na massa, em todos os desafios”, afirma a empreendedora.

    Ela comenta também que a aceleração foi importante para ter uma visão estratégica e dedicar esforços ao que realmente importa. “Conseguimos desenvolver bastante nosso produto e modelo de negócio, contratamos mais 12 pessoas, estruturamos melhores processos e, agora, estamos focando no desenvolvimento comercial da Barkus. Todas as frentes foram necessárias para que conseguíssemos chegar mais longe”, completa.

    Quer saber mais como o Venture Philanthropy está aproximando famílias empresárias e investidores com o ecossistema de impacto e conhecer outros cases do Quintessa? 

    Faça download da Publicação Venture Philanthropy e Negócios de Impacto: o papel das famílias empresárias

  • Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem

    Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem

    Aconteceu no último dia 09 de novembro o Demo Day, evento que apresentou 20 startups aceleradas pelo programa de inovação aberta Braskem Labs em 2022. Os participantes foram avaliados por uma banca composta por executivos da Braskem e por uma plateia de convidados, como brand owners e investidores, gerando oportunidades para atrair novos clientes e investimentos.

    “Temos muito orgulho de concluir mais uma edição do Braskem Labs e de ter colaborado para impulsionar projetos com relevante impacto ambiental e social. Seguimos com nosso objetivo de investir na inovação aliada à sustentabilidade, com um programa que seja benéfico para o ecossistema e os empreendedores, sempre visando tornar o nosso mundo um lugar mais sustentável”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.

    Braskem Labs 2022

    Ao todo, 188 empreendedores de todo Brasil se inscreveram para o Braskem Labs 2022, sendo 30% deles desenvolvedores de soluções para mitigação das mudanças climáticas. Do total de inscritos, foram 20 selecionados, sendo 10 classificados para participar do Braskem Labs Ignition – focado em startups em fase de validação e refinamento de modelo de negócio – e 10 para o Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. Um diferencial da edição deste ano é que duas participantes são do Chile.

    No decorrer do programa foram geradas 145 conexões startups na categoria Scale e 225 conexões na Ignition. Mais de 30 parcerias estão em andamento, inclusive com cooperações entre as startups aceleradas, como a Insecta Shoes e a Luft Shoes que juntas lançaram uma coleção. Foram realizados encontros presenciais e online, com wokshops e agendas totalizando mais de 30 horas de treinamento focados em conhecimento essencial para crescimento e aceleração desses negócios.

    Para gestão das startups durante o programa, os empreendedores receberam incentivo em Diversidade e Inclusão. Por meio da parceria com o co-sponsor Diversidade.io, foi oferecido treinamento e acesso a ferramentas para contratação que estimulem a diversidade, como a plataforma Afroempreendedores.

    Por conta de sua atuação em projetos que estimulam a inovação, como o Braskem Labs, a Braskem foi reconhecida em outubro deste ano como uma das líderes no desenvolvimento de inovações junto a startups no ranking Top 100 Open Corps 2022, além de também estar entre as 5 primeiras na categoria Manufatura e Indústria Química. Essa premiação é realizada pela 100 Open Startups, plataforma pioneira e líder em open innovation na América Latina.

    Confira as startups aceleradas pelo Braskem Labs em 2022:

    Braskem Labs Ignition

    Bioreset

    A BIORESET é startup de biotecnologia que desenvolve um material de composição 100% orgânica substituto ao plástico comum, produzido por fermentação microbiológica e totalmente aderente aos processos aplicados pela indústria plástica, com preço competitivo às resinas convencionais, e tendo como diferencial ser totalmente seguro para o meio ambiente.

    P-Last

    Possui um processo biotecnológico original capaz de degradar plásticos de qualquer origem com produção simultânea de bioplásticos biodegradáveis por meio de bactérias isoladas de solos do Cerrado.

    Reactor Model

    Plataforma de pesquisa e desenvolvimento da Indústria 4.0 para o setor de tintas e resinas. Softwares de formulação ágil, com aplicação de inteligência artificial e modelos técnicos avançados, e retenção do conhecimento produzido.

    Astana Química

    A Astana Química é uma startup que tem como objetivo atuar na fabricação de produtos de limpeza industrial utilizando componentes naturais, como o d-Limoneno (extraído da casca da laranja) e o Terpinoleno de Terebintina (extraído do pinheiro). Os produtos desenvolvidos com os Bio Solventes são desengraxantes, descarbonizantes, surfactantes para descontaminação de solo, entre outros.

    Luft Shoes

    Marca de calçados infantis com insumos reciclados e/ou recicláveis que se preocupa com a sustentabilidade em todas as etapas de produção e consumo. Na venda de cada par de LUFT, retiram 1kg de lixo do mar.

    Água Camelo

    A Água Camelo é uma startup de impacto socioambiental que promove o acesso à água tratada, garantindo segurança para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A empresa permite o acesso a água tratada através do Kit Camelo, que é composto por uma mochila que suporta até 15L de água e um filtro portátil acoplado que elimina até 99,99% de todas as bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água.

    Nauco

    Empresa chilena que possui tecnologia para eliminar plásticos e microplásticos dos rios por meio da geração de microbolhas que fazem com que esses resíduos flutuem e sejam extraídos, desviando seu curso do mar.

    Jasmmin

    A Jasmmin é uma startup de tecnologia que atua no desenvolvimento de novos produtos e materiais de construção através da reutilização de resíduos e rejeitos da indústria. A solução gera um impacto ambiental por permitir que sejam utilizados blocos sustentáveis na construção civil, diminuindo a utilização de cimento Portland e agregados.

    Forest Watch

    A Anubz tem 2 produtos principais: Um sistema de rastreamento de ativos das empresas e a Forest Watch que faz rastreabilidade e inventário de plantios florestais, agroflorestais e de florestas urbanas. É realizado acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.

    Recicli – DeCarb

    A RECICLI é uma startup que atua em segmentos de inovação e sustentabilidade. Desde a reciclagem de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) até a pesquisa e desenvolvimento em energia limpa, e sequestro de gases de efeito estufa. Como spin off da RECICLI surgiu a DECARB, que atua com sistema de captura de CO2, com recuperação pura do gás, gerando novos insumos para indústria.

    Braskem Labs Scale

    GreenAnt

    A GreenAnt é uma plataforma para ajudar os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica, desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias. O software atua na gestão de energia com algoritmos de machine learning e otimização para apoiar a operação contratual e física de clientes comerciais e industriais.

    Doroth

    Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agronegócio através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo do cultivo.

    TRC Sustentável

    A TRC Sustentável Tecnologia em Redução de Custos é uma startup especializada no desenvolvimento e na comercialização de projetos e serviços exclusivos que reduzem significativamente os gastos com a conta de água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.

    Krilltech Nanotecnologia Agro

    A Krilltech Nanotecnologia Agro desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas. A Arbolina, seu produto patenteado feito em parceria com a UNB e Embrapa, consiste em uma nanoestrutura orgânica de 3 nanômetros de diâmetro, cuja superfície é recheada de grupos funcionais que se ligam ao mecanismo celular da planta aumentando a absorção de nutrientes. Funcionam como um booster fisiológico para plantas, atóxico e biodegradável, que faz com que o processo de fotossíntese seja mais eficiente para as plantas, e as proteja de processos de estresse hídrico.

    Aterra

    Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.

    Destine Já

    A Destine Já oferece uma plataforma digital de logística reversa para pequenas e médias empresas com mix de serviços de gestão de resíduos, atendendo às condicionantes ambientais dos clientes que possuem licença ambiental. Atuam até a última milha da destinação, com rastreabilidade e gestão de indicadores na plataforma.

    Telite

    A Telite produz telhas com plástico reciclado (PEAD / PE / PP). Através de seu modelo de logística reversa, faz a coleta de empresas e pessoas físicas pelo aplicativo e paga os usuários direto na conta bancária dessa forma, que compram matéria prima a um preço muito menor que o mercado, e a telha se torna muito competitiva. Os resíduos não aproveitados são vendidos.

    Insecta Shoes

    Insecta Shoes produz sapatos veganos, ecológicos e feitos à mão, produzidos a partir de roupas vintage e tecidos de garrafas pet recicladas. A palavra-chave é reaproveitamento: aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo. Através de um processo artesanal, transformam roupas antigas e reciclam materiais em oxfords, slippers, sandálias e botas veganas.

    Linus

    A Linus é um DNVB (digital native vertical brands) que leva sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas por meio de sandálias de PVC ecológico expandido material 100% reciclável, vegano e com 70% de fontes renováveis. Além do material reciclável, a empresa é 100% carbono negativo, através da compra de crédito de carbono compensando o dobro da sua emissão.

    Solubag

    A Solubag desenvolveu uma tecnologia, na qual são fabricados filmes flexíveis e rígidos para substituir plástico de uso único, como sacola de supermercado, embalagens, etc, e quando entram em contato com a água, dissolvem-se sem deixar resíduos tóxicos ou poluentes no ambiente. Essa tecnologia é feita de mesmo material utilizado na fabricação de invólucros de cápsulas para medicamentos. Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.

  • Mapeamento Caminhos para o Impacto Positivo | Quintessa e ICE

    Mapeamento Caminhos para o Impacto Positivo | Quintessa e ICE

    Publicação lista 9 caminhos para as empresas seguirem e 44 organizações aptas a oferecer expertise para apoiá-las

    De um lado, empresas buscam quem tenha expertise para ajudá-las em iniciativas ligadas aos seus desafios ESG. De outro, consultorias, redes e organizações oferecem esse conhecimento. Porém, nem sempre umas e outras se encontram facilmente. O Quintessa, aceleradora de impacto positivo que é referência em ESG, e o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), agora se unem para amarrar as duas pontas dessa equação: juntas, criaram o mapeamento “Caminhos para o Impacto Positivo”.

    Ele se propõe a indicar caminhos possíveis de geração de impacto positivo para as empresas por meio de seus produtos, serviços e/ou operações, bem como elencar atores que as auxiliem nessa empreitada. A partir de diferentes possibilidades de atuação, a publicação lista organizações que estão aptas a oferecer suporte e expertise para cada tipo de iniciativa.

    Neste primeiro momento, foram relacionadas 44 organizações que atuam em diferentes caminhos e que já possuem experiência e resultados concretos de implementação. O mapa inclui a ficha técnica de cada organização, o que oferece em cada caminho de atuação, cases de sucesso e contato.

    “Temos visto que muitas vezes os executivos e executivas não sabem por onde começar a gerar impacto positivo ou quais organizações podem apoiá-los nessa jornada. A ideia de criar o material veio justamente para ajudá-los a identificar quais são os caminhos potenciais, em seus distintos níveis de maturidade, e encontrar organizações que ofereçam suporte. Com isso, podemos acelerar o processo de desenvolvimento do mercado, trazendo repertório, transparência de informações e eficiência nas conexões”, aponta Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa.

    No total, o mapeamento determina nove caminhos principais que as empresas podem trilhar, os quais englobam e categorizam diversos serviços. Os caminhos são complementares e podem ser seguidos de forma concomitante. As 44 organizações cadastradas estão categorizadas de acordo com as suas especialidades, sendo possível que uma mesma organização esteja habilitada para prestar serviços em caminhos diferentes – 64% delas sinalizou que oferece serviços em mais de um caminho, o que revela sua atuação abrangente.

    Os nove caminhos definidos no mapa para a geração de impacto positivo são:

    • acesso a capital;
    • atuação em rede;
    • comunicação e engajamento;
    • desenvolvimento humano e de cultura organizacional;
    • estratégia de iniciativas e práticas;
    • implementação de iniciativas e práticas;
    • inclusão de impacto positivo na atividade principal;
    • inovação aberta com negócios de impacto;
    • mensuração, reporte e certificação.

    Dois desses caminhos se destacam como especialidade de quase metade das organizações mapeadas: estratégias de iniciativas e práticas (21 organizações) e desenvolvimento humano e de cultura organizacional (20 organizações).

    A análise dos perfis das 44 integrantes do mapeamento mostra ainda que 82% delas possui menos de 49 colaboradores; apenas 23% possui menos de 5 anos de existência; e a grande maioria (86%) trabalha com foco em impacto positivo desde a sua fundação, indicando que elas foram criadas justamente com essa finalidade.

    Uma das contribuições das organizações do mapa foi sinalizar as dificuldades que passam ao lidar com as corporações nesse processo.

    Assim, os principais desafios apontados pelas organizações ao atuarem com as empresas foram: engajamento da alta liderança na agenda, bem como a falta de entendimento dos(as) executivos(as) sobre a integração estratégica entre impacto positivo e geração de resultado financeiro – não enxergando a geração de impacto como um custo. Além disso, foi mencionado o desafio cultural, no sentido dos(as) executivos(as) estarem preparados para uma outra forma de fazer negócios.

    Outro desafio destacado foi a burocracia no processo de contratação pelas empresas. Como a maioria das organizações listadas é de pequeno porte, há uma dificuldade em passar pelos processos de Suprimentos e um alto esforço e tempo dedicados no desenho de propostas adequadas às exigências das empresas.

    Seleção criteriosa

    Para constar no mapeamento, essas organizações precisaram cumprir a uma série de critérios, tais como oferecer um serviço focado em impacto positivo dentro de algum dos nove caminhos há pelo menos três anos, bem como terem ao menos três cases de sucesso.

    A partir de indicações de parceiros e especialistas e pesquisas, foram convidadas 80 organizações para fazer parte da publicação. Desse total, 44 cumpriram todos os requisitos para pertencer ao mapeamento. A expectativa é que, a partir desta primeira edição, novas organizações se identifiquem como aptas para integrar o mapa e se inscrevam para uma próxima edição, que já está prevista, mas ainda sem data de lançamento.”

    A elaboração do mapeamento “Caminhos para o Impacto Positivo” contou com a parceria estratégica da Climate Ventures, IBGC, Pares e Sistema B. A divulgação do material aos públicos de interesse tem o apoio do GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Instituto Ethos, Pacto Global e CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável e Capitalismo Consciente.

    “Precisamos de mais exemplos concretos de empresas que avançaram na institucionalização da agenda de impacto socioambiental positivo – seja nas suas atividades de inovação aberta, na formação de seus conselhos ou na própria revisão de seus produtos e serviços. Cada exemplo concreto é indutor para que outras empresas também se mobilizem. Esperamos que esse guia traga argumentos e insumos de base para movimentações, parcerias e projetos inovadores”, afirma Diogo Quitério, coordenador do ICE.

    Entre os especialistas consultados para a identificação de temas, caminhos e organizações a serem mapeadas, estão Aron Belinky, Gustavo Luz, Juliana Vilhena, Luis Fernando Guggenberger, Márcia Soares, Maria Eugênia Buosi, Rachel Sampaio, Ricardo Voltolini, Ricardo Young, Tarcila Ursini e Tatiana Assali.

    Conheça e faça download do material.

  • Quintessa lança podcast sobre desafios e aprendizados da pauta ESG nas empresas

    O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira e referência no trabalho junto a grandes empresas, lança hoje o podcast Ponto de Ebulição, um espaço de reflexão e aprendizado sobre os principais desafios da pauta de inovação sustentável.

    Quem conduz as conversas é Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa. Em tom descontraído e franco, ela recebe lideranças e especialistas que vão apontar, a partir das suas experiências, caminhos propositivos para as empresas trilharem em suas jornadas de impacto positivo. A primeira temporada do Ponto de Ebulição prevê oito episódios, transmitidos semanalmente, às quartas-feiras, a partir de 28 de setembro, em áudio e vídeo, por plataformas como YouTube e Spotify, entre outras. 

    Em cada episódio, Anna entrevistará dois convidados com vivência prática no tema. A pauta gira em torno dos principais dilemas presentes no dia a dia dos profissionais de sustentabilidade das grandes empresas. No podcast, os entrevistados foram convidados a uma conversa “sem crachá”, podendo tocar em pontos que normalmente envolvem “tabus”. 

    “Nossa visão é que, para avançarmos nessa temática, precisamos trazer maior repertório de boas práticas e referências de como lidar com esses dilemas”, afirma Anna de Souza Aranha. “Muitas vezes os profissionais das áreas socioambientais ficam reféns dos desafios por se tratar de assuntos na fronteira da inovação. Dessa maneira, queremos apoiá-los nas tomadas de decisão para destravar as ações.”

    No episódio de estreia Anna de Souza Aranha, conversou com Carolina Pecorari, executiva de sustentabilidade e ESG na Ultragaz e Aron Belinky, consultor especialista em sustentabilidade, sobre como as práticas de impacto e ESG adotadas por empresas podem ou não dar retorno financeiro.

    Os temas dos episódios passam por geração de impacto versus retorno financeiro, formulação de metas ESG, engajamento da liderança, inovação aberta, emissão de dívidas atreladas à metas ESG e greenwashing. Assim, focam tanto em aspectos introdutórios para quem está no início da jornada, bem como discussões técnicas e profundas para quem já tem alguns anos de atuação.

    A lista de convidados inclui nomes como Ricardo Young, presidente do conselho do Instituto Ethos; Luiza Vasconcellos, head de Negócios ESG do Itaú BBA; Tarcila Ursini, especialista em sustentabilidade; o pesquisador e consultor Aron Belinky; Maria Eugênia Buosi, cofundadora da Resultante Consultoria Estratégica; Gustavo Fuga, CEO e fundador do negócio de impacto 4YOU2; e Lisa Lieberbaum, gerente de sustentabilidade da Ambev, entre outros.

    Você pode acompanhar o podcast do Quintessa no Spotify e também a versão com vídeo no Youtube do Quintessa.

    Ouça no Spotify