O Quintessa, aceleradora de impacto, e a Pipe Social, plataforma de fomento a programas de impacto socioambiental, lançam a Base de Impacto, o maior banco de startups de impacto do país, que conta com mais de 5 mil negócios mapeados. O objetivo é aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores e ampliar a sua conexão com o mercado, facilitando a curadoria para que empresas, investidores, institutos, fundações e outros atores trabalhem junto com startups para desenvolver soluções para nossos grandes desafios socioambientais e sua agenda ESG.
O tema adquiriu grande relevância especialmente nos últimos dois anos no país, e cada vez mais o que era considerado um nicho tornou-se transversal no mercado. Dessa forma, as duas organizações que são referência no setor uniram esforços para fomentar negócios de impacto socioambiental positivo. “Faz muito sentido respondermos com ainda mais robustez à demanda por geração de inteligência de mercado a partir de dados com qualidade e ainda mais eficácia nas conexões realizadas entre agentes como grandes empresas, investidores e governos de um lado e empreendedores que oferecem soluções do outro”, afirma Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa.
A Pipe Social é referência em tecnologia e análise de dados do setor, responsável pelas três edições do Mapa de Negócios de Impacto, maior pesquisa nacional deste mercado. O Quintessa é reconhecido por desenvolver programas de aceleração e de inovação aberta focados em impacto positivo, oferecendo diversas oportunidades para o desenvolvimento dos negócios e conexão com grandes empresas.
As oportunidades vão desde conexões comerciais para fazer negócios com grandes corporações até programas de aceleração, mentorias, eventos, premiações, acesso a conteúdos – incluindo a ampliação da visibilidade por meio da exposição na vitrine para buscas públicas. As empresas continuarão com suas operações independentes, executando os serviços já anteriormente ofertados.
Além disso, os empreendedores cadastrados na plataforma poderão receber convites exclusivos: mais de 60% das últimas seleções realizadas pelo Quintessa para seus parceiros (empresas, investidores, institutos) foram feitas por meio de convites diretos para os empreendedores mapeados em sua base (com mais de 4 mil negócios), sem a abertura de chamadas públicas. Assim, o cadastro garante acesso a essas oportunidades.
“Ao longo dos nossos 13 anos de atuação, o Quintessa passou a desempenhar o papel de orquestrador e conector dentro do mercado, unindo empreendedores, grandes empresas e outros atores para gerarem impacto positivo de forma integrada. O lançamento da Base de Impacto amplifica esse movimento, trazendo tecnologia e a inteligência de dados para potencializar e facilitar a experiência desses públicos”, diz Anna.
Juntas, as duas organizações já conectaram startups com parceiros como Ambev, Facebook (Meta), Grupo Fleury, Natura, Fundo Vale, BID Lab, Itaú BBA, Braskem, Fundação Boticário, Instituto BRF, Fundação Lemann, Grupo NotreDame, Oi Futuro, banco BV, Globo, Vedacit, Fundação Tide Setubal, Instituto Arapyaú, CPFL, Beneficiência Portuguesa.
Para Mariana Fonseca, co-fundadora da Pipe.Social, a Base de Impacto é uma oportunidade para otimizar esforços, quantificar e qualificar melhor o ecossistema. “A união da base consolidada da Pipe, que superou 5 mil cadastros no último ano, com o nome bastante conhecido do Quintessa no mercado e a diversidade de programas que ele oferece é uma chance de amplificar e otimizar oportunidades para quem interessa: os empreendedores na ponta”, afirma.
Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) avaliou as iniciativas de relacionamento entre grandes empresas e startups na América Latina e revelou que a principal dificuldade apontada pelas empresas para trabalhar com startups é identificar negócios que podem gerar valor para a corporação. Em seguida, aparecem a mudança de cultura e mentalidade para trabalhar com startups e em terceiro, o desafio de atrair empreendedores de qualidade.
O primeiro desafio acontece por falta de uma estratégia bem definida sobre o porquê se relacionar com as startups e para quais desafios a empresa está buscando soluções. Já as outras dificuldades apontadas, como atração de empreendedores qualificados, confiança nos empreendedores e encontrar ideias viáveis, podem ser solucionadas com um processo de seleção bem feito.
Aqui no Quintessa buscamos direcionar a empresa para que a iniciativa de inovação aberta seja efetiva e assim possamos identificar as startups que resolvam os desafios propostos. Sendo assim, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais.
Dessa forma, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros, e qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.).
Neste texto, vamos explorar como funciona a nossa metodologia de busca e seleção de startups de impacto em programas de inovação aberta, que costuma durar três meses.
Definindo o recorte de startups:
A partir da estratégia definida, é preciso entender o recorte de startups que faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial (Saúde, Energia, Água, etc.), temático (empregabilidade, equidade de gênero, etc.) ou de soluções para seus desafios em ESG.
Curadoria e inscrições:
Crucial para garantir o sucesso da iniciativa, a etapa de curadoria é onde conseguimos identificar a qualidade dos participantes da iniciativa e a adequação frente às expectativas da empresa. Esta fase é composta pela busca e identificação das startups.
Este estágio exige um momento de preparação, definindo a estratégia de divulgação, os critérios de seleção, criação do regulamento e demais instrumentos de seleção (como formulário de inscrição), e até metas de quantidades de startups inscritas.
Este último aspecto depende do recorte de startups escolhido e da quantidade de empreendedores que a empresa deseja selecionar, já que alguns setores possuem muito mais soluções de startups do que outros. No Quintessa, possuímos uma base com mais de 4.5 mil startups mapeadas, o que nos possibilita realizar análises de setores, maturidade dos negócios, identificar gaps e ofertas de soluções.
No momento de atração das startups para participar do programa, decidimos entre duas estratégias: convites ativos e chamadas abertas.
A estratégia baseada em convites costuma garantir uma alta qualidade das startups, mas muitas vezes um volume menor de candidatos. Para embasar a qualidade, um dado: 70% a 95% das turmas formadas nos últimos programas que conduzimos, vieram de convites ativos para a nossa base. É importante dizer que apesar de convidarmos ativamente, os empreendedores passam pelas mesmas análises, entrevistas e processos junto ao Quintessa e a empresa parceira.
Complementar a ela, a estratégia de chamada aberta é baseada na divulgação da oportunidade para o mercado – em que criamos uma identidade, site, divulgamos em mídia, redes sociais e mobilizamos indicações de atores do ecossistema (como outras aceleradoras, incubadoras, investidores). Essa estratégia, apesar de mais longa, garante divulgação da marca e da iniciativa, além de oxigenar com novos candidatos e permitir que se faça um panorama mais amplo de caminhos possíveis.
Geralmente fazemos uma combinação entre uma chamada aberta ao público e convites direcionados para os empreendedores já mapeados pelo Quintessa, e assim garantimos que os bons nomes que já conhecemos serão avisados da oportunidade. Mas alguns parceiros preferem seguir somente com os convites, especialmente quando o programa envolve a seleção de poucas startups (menos de 5, por exemplo).
Em ambos casos, nossa recomendação é que a empresa seja específica, transparente e assertiva ao explicar a proposta de valor do programa para os empreendedores. Não parta do princípio que os empreendedores vão querer se inscrever e participar apenas pela força da sua marca – ainda mais se seu foco for trabalhar com startups em estágios mais avançados. Programas de aceleração levam tempo, dedicação e empenho por parte dos empreendedores, e por isso deve ser uma relação de troca e ganha-ganha.
Vá além do termo “aceleração” e explique o formato do programa, se há apoio individual ou não, se há acesso aos executivos e as áreas da empresa, possibilidade de investimento, etc. É uma forma de você começar a relação demonstrando respeito pelos empreendedores – e entendendo que eles devem ter informações suficientes para decidirem se querem ou não participar e dedicar seu tempo.
A etapa de Seleção:
Após a etapa de busca dos candidatos, vem a seleção. Normalmente ela é baseada na filtragem a partir dos formulários de inscrição, entrevistas individuais e uma banca de seleção final, geralmente um Pitch Day.
Uma boa prática é refletir se essa será uma etapa conduzida exclusivamente pelo time que está liderando a iniciativa de inovação aberta ou se cabe abrir para participação e engajamento de mais colaboradores, para que possam ter contato com as startups candidatas e influenciarem o processo embasando os interesses de diferentes áreas.
Quais os critérios de seleção? Temos uma régua própria de análise de negócio e de impacto e somamos uma terceira régua, que é a adequação aos desafios do parceiro. Alguns critérios são a análise do perfil do(a) empreendedor(a) (aspectos como brilho nos olhos e abertura para rever premissas), potencial de impacto e relevância da solução, modelo de negócio, tamanho do mercado e potencial de crescimento; e outros dependem do formato e dos objetivos do programa, definidos junto ao parceiro, como o caso da maturidade da startup, o histórico da solução e a viabilidade de implementação.
Quantas startups selecionar? Essa resposta vem com uma série de “depende” – tendo que ser adequada ao tamanho, momento, entre outras características da empresa. Ainda assim, como reflexão: quando a empresa já está muito madura em relação ao que deseja de resultado, pode fazer sentido ela trazer uma abordagem de priorização e foco, trabalhando com apenas 1 a 3 startups, se relacionando na profundidade. Quando o(a) executivo(a) ainda não está seguro(a) de qual tipo de startup e solução pode fazer sentido, ou ainda está experimentando, vale a pena conhecer um grupo maior (6-12 startups) com soluções diversas, já que a possibilidade de gerar resultado é maior e menos arriscada.
Alguns cases do Quintessa:
Aceleradora 100+ Ambev
O recorte buscado pela Ambev é de startups setoriais e temáticas, que podem apoiar a empresa a alcançar suas metas de sustentabilidade (gestão da água, mudanças climáticas, embalagem circular, entre outras). A cada ano, são selecionadas até 20 startups para uma fase inicial de aprofundamento, por meio de chamadas abertas, e durante o programa acontece um segundo Pitch Day, em que nove das vinte soluções são implementadas na empresa. Neste caso, o programa é executado pela área de Sustentabilidade, mas os(as) executivos(as) das áreas da Ambev que receberão as soluções implementadas participam ativamente do processo para garantir a viabilidade do projeto, como a área de embalagens e de agro, por exemplo. Veja mais sobre como foi o programa de Inovação Aberta entre Quintessa e Ambev.
Braskem Labs
O Braskem Labs é o programa da Braskem que acelera startups com soluções sustentáveis na cadeia da química e do plástico. A busca por startups se divide entre negócios em estágio inicial (que são direcionadas para a iniciativa Ignition) e em estágio de tração e escala (para o programa Scale).
Dessa forma, o peso dos critérios de seleção é diferente para as duas iniciativas, e no momento do Pitch Day as soluções podem ser avaliadas separadamente – competindo com outras do mesmo nível. Ao todo, apresentamos 40 soluções na etapa final e 20 são selecionadas para os dois programas pela banca de executivos(as) presentes no evento. A estratégia se baseia em chamadas abertas, mas após 8 anos de programa, já acontece de muitos finalistas das edições anteriores serem convidados diretamente e até de participantes do programa Ignition se inscreverem para o Scale após alguns anos. Saiba mais sobre o Braskem Labs.
Grupo Fleury
O programa Impacta Grupo Fleury é dividido em duas iniciativas com objetivos distintos: ambas buscam soluções para a agenda ESG da empresa; o Soluciona, com o foco em implementar soluções já maduras na companhia, e o Acelera, com foco em acelerar soluções de startups de impacto dentro das temáticas ambientais, sociais e de governança. Para a primeira iniciativa, o Grupo Fleury buscava 3 soluções, e a estratégia adotada foi exclusivamente de convites direcionados às startups, que se inscreveram e passaram por um Pitch Day. Já para o Acelera, optamos junto à empresa por abrir uma chamada com ampla divulgação para o mercado, em busca de 10 selecionadas.
Aceleradora parceira
O processo de curadoria e seleção de startups é uma etapa essencial para que o programa de inovação aberta tenha resultados relevantes nas empresas, e contar com uma aceleradora parceira pode trazer muitas vantagens, especialmente quando falamos em conseguir conectar inovação com sustentabilidade. A falta de experiência pode fazer a agenda não avançar e cair em um ponto cego dos executivos em não conseguir enxergar uma integração entre os dois campos.
Uma aceleradora parceira pode trazer um pipeline de negócios mais robusto e já com uma curadoria, uma visão ampla de mercado para analisar o diferencial, potencial de inovação e de modelo de negócio das startups, além de metodologias de seleção já validadas com diversas startups ao longo da sua experiência. Vemos isso ao realizar a etapa de curadoria: não é apenas sobre ampliar a quantidade de startups candidatas, mas também sobre trazer eficiência e metodologia para selecionar aquelas que a empresa já conhece – sem depender de um(a) executivo(a) fazer isso sozinho(a), sem experiência na área ou sem tempo disponível para administrar mensagens diretas nas redes sociais.
Conte com o Quintessa para ser parceiro na criação de uma iniciativa de inovação aberta e/ou realizar uma curadoria de startups para sua empresa se relacionar. Entre em contato!
Ao falarmos em saneamento básico, precisamos entender que a água tem impacto em diversos assuntos essenciais para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta e a sua distribuição e qualidade estão diretamente relacionadas à qualidade de vida das pessoas – e à nossa existência. Cuidar da qualidade e do processo de distribuição de água para a população é um dos desafios endereçados pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O ODS número 6 estabelece que os líderes mundiais se comprometam em garantir a disponibilidade e a gestão sustentável de água e saneamento para toda a população.
Apesar de ser um recurso vital, muitos desafios impedem que a maioria das pessoas, um grande número representado por pessoas em situação de vulnerabilidade social, tenham acesso a água potável e esgoto tratado. Segundo um relatório lançado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em 2021, cerca de 100 milhões de brasileiros não dispunham de rede de coleta de esgoto e 35 milhões não tinham acesso à água tratada. O levantamento mostra que somente 31,78% das pessoas nos 20 piores municípios são abastecidas com coleta de esgoto, enquanto nos 20 melhores o percentual chega a 95,52%.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada dólar investido em água e saneamento, são economizados 4,3 dólares em custos de saúde. No mundo 2,5 bilhões de pessoas ainda sofrem com a falta de acesso a serviços de saneamento básico.
O Brasil é um país gigantesco e muitas cidades foram construídas sem planejamento urbano. O último diagnóstico divulgado pelo SNIS em dezembro de 2021, referente ao ano de 2020 mostra que, apesar de 93,4% da população urbana ser atendida por rede de abastecimento de água, as perdas desse recurso na distribuição são enormes, chegando a quase 40,1%.
Quando o assunto é esgoto, a situação é ainda pior. Uma parcela de apenas 59,2% da população urbana é atendida pela rede de esgotos, ou seja, muitos brasileiros ainda não são beneficiados por esse serviço. Esses dados confirmam como a distribuição e o tratamento da água são um problema complexo que depende de vários atores para que as mudanças sejam significativas.
Mas, quais caminhos são eficientes para que mais pessoas tenham acesso a água de qualidade e tratamento de esgoto?
Inovação como caminho impulsionador
Conversando com empresas que atuam no setor, entendemos como a inovação aberta alinhada à tecnologia e outras medidas, como o Marco Legal do Saneamento Básico, trouxeram importantes avanços para o setor.
Para Ewerton Pereira Garcia, diretor da Tigre Água e Efluentes (TAE), a inovação tem sido um fator determinante para que a transformação aconteça em um setor conservador como o de Saneamento. Ele nos contou sua visão: “Se olharmos pelo ponto de vista técnico/econômico, uma obra de infraestrutura para distribuição de água é cara e lenta. Só por meio da inovação tecnológica vamos conseguir acelerar o processo e reduzir custos de distribuição, e é nesse momento que vamos tirar mais mais de 100 milhões de pessoas do estado de calamidade sanitária”.
Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, noUm Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite.
Ao falarmos em saneamento básico, precisamos entender que a água tem impacto em diversos assuntos essenciais para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta e a sua distribuição e qualidade estão diretamente relacionadas à qualidade de vida das pessoas – e à nossa existência. Cuidar da qualidade e do processo de distribuição de água para a população é um dos desafios endereçados pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O ODS número 6 estabelece que os líderes mundiais se comprometam em garantir a disponibilidade e a gestão sustentável de água e saneamento para toda a população.
Apesar de ser um recurso vital, muitos desafios impedem que a maioria das pessoas, um grande número representado por pessoas em situação de vulnerabilidade social, tenham acesso a água potável e esgoto tratado. Segundo um relatório lançado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em 2021, cerca de 100 milhões de brasileiros não dispunham de rede de coleta de esgoto e 35 milhões não tinham acesso à água tratada. O levantamento mostra que somente 31,78% das pessoas nos 20 piores municípios são abastecidas com coleta de esgoto, enquanto nos 20 melhores o percentual chega a 95,52%.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada dólar investido em água e saneamento, são economizados 4,3 dólares em custos de saúde. No mundo 2,5 bilhões de pessoas ainda sofrem com a falta de acesso a serviços de saneamento básico.
O Brasil é um país gigantesco e muitas cidades foram construídas sem planejamento urbano. O último diagnóstico divulgado pelo SNIS em dezembro de 2021, referente ao ano de 2020 mostra que, apesar de 93,4% da população urbana ser atendida por rede de abastecimento de água, as perdas desse recurso na distribuição são enormes, chegando a quase 40,1%.
Quando o assunto é esgoto, a situação é ainda pior. Uma parcela de apenas 59,2% da população urbana é atendida pela rede de esgotos, ou seja, muitos brasileiros ainda não são beneficiados por esse serviço. Esses dados confirmam como a distribuição e o tratamento da água são um problema complexo que depende de vários atores para que as mudanças sejam significativas.
Mas, quais caminhos são eficientes para que mais pessoas tenham acesso a água de qualidade e tratamento de esgoto?
Inovação como caminho impulsionador
Conversando com empresas que atuam no setor, entendemos como a inovação aberta alinhada à tecnologia e outras medidas, como o Marco Legal do Saneamento Básico, trouxeram importantes avanços para o setor.
Para Ewerton Pereira Garcia, diretor da Tigre Água e Efluentes (TAE), a inovação tem sido um fator determinante para que a transformação aconteça em um setor conservador como o de Saneamento. Ele nos contou sua visão: “Se olharmos pelo ponto de vista técnico/econômico, uma obra de infraestrutura para distribuição de água é cara e lenta. Só por meio da inovação tecnológica vamos conseguir acelerar o processo e reduzir custos de distribuição, e é nesse momento que vamos tirar mais mais de 100 milhões de pessoas do estado de calamidade sanitária”.
Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, noUm Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite.
A Braskem acaba de anunciar as 20 startups selecionadas para a oitava edição do programa de inovação aberta Braskem Labs, nas modalidades Ignition e Scale. As características comuns entre os negócios que serão acelerados são o seu comprometimento com a sustentabilidade e o propósito de gerar impacto positivo à sociedade a partir da química e do plástico – critério já solidificado no DNA do programa, mas que na edição de 2022 traz a participação de duas startups chilenas e o foco em soluções direcionadas ao desafio de mudanças climáticas.
Na estratégia da Braskem de expandir o programa, o Chile foi escolhido pela importância de seu ecossistema de inovação na América Latina. “Quando o objetivo é gerar inovação para tornar a cadeia do plástico mais sustentável, queremos ultrapassar as fronteiras”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.
Nesse ano, as atividades serão realizadas em formato híbrido, sendo majoritariamente remoto e com três encontros presenciais. Além disso, contarão, mais uma vez, com a participação de co-sponsors parceiros da Braskem. O programa é estruturado em duas frentes: 10 projetos que irão participar do Braskem Labs Ignition, focado em startups ainda em fase de validação e refinamento de modelo de negócio; e 10 do Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. A iniciativa conta com a parceria do Quintessa, aceleradora de impacto que está presente em todas as etapas, desde a seleção dos participantes até a apresentação no Demoday, evento que acontece ao final de cada uma das edições.
O Braskem Labs terá início em 13 de junho, em um evento de kick-off, e terá duração aproximada de 5 meses, contando com mais de 15 encontros em grupo e mais de 15 horas de apoio individual. Essas dinâmicas envolvem capacitação e aplicação de ferramentas em uma metodologia própria customizada para cada programa, apoio personalizado por meio de acompanhamento individual e mentoria de executivos da Braskem e co-sponsors, além do acesso e conexão à diversa rede do Quintessa, da Braskem e dos parceiros estratégicos.
Já no quarto ano em parceria na realização dos programas, Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, conta: “A cada ano nos direcionamos a partir do foco das áreas e metas de sustentabilidade, para garantir que as startups selecionadas, além de gerarem impacto positivo, também tenham potencial de sinergia de negócio com a Braskem. Neste ano, 30% das soluções selecionadas para a aceleração do Labs são voltadas para mudanças climáticas, 25% para economia circular e 15% para biotecnologia. Além disso, outros setores são foco, como embalagem, química sustentável, agronegócio e infraestrutura e construção civil”.
“Entendemos que o caminho de mudança em termos da imagem do plástico passa também por esse processo de inovação e colaboração. As conexões geradas pelo Braskem Labs impactam positivamente na sociedade e meio ambiente. Como as ações não terminam no Labs, as conexões dão continuidade ao impacto positivo. Em nossa visão, não existe inovação sem sustentabilidade, e por isso o Braskem Labs conecta pessoas que buscam um objetivo comum: transformar o mundo num lugar mais sustentável”, explica Karla Censi.
Desde 2015, quando foi criado, mais de 110 startups foram aceleradas pelas duas modalidades do Labs (Scale e Ignition) e cerca de 30% fizeram alguma parceria de negócio com a companhia ou algum dos co-sponsors. No ano passado, 45% das soluções aceleradas pelo Braskem Labs foram voltadas para economia circular e mais 15 parcerias estão em negociação.
O modelo de atuação do Braskem Labs é inteiramente equity free, ou seja, as empresas apoiadoras não se tornam sócias das startups ao final, o que reforça o posicionamento do programa em prol do ecossistema e dos empreendedores.
Confira as empresas selecionadas para participar do Braskem Labs 2022:
Braskem Labs Ignition
Startup
Descrição
Bioreset
Utilização de resíduos industriais e agrícolas para desenvolver polímero totalmente orgânico.
P-Last
Transformação de plásticos de uso único em plásticos biodegradáveis a partir de uma bactéria do cerrado.
Reactor Model
Software de formulação de composições, que faz o uso de Inteligência Artificial e modelos avançados.
Astana Química
Solução natural para limpeza de máquinas industriais.
Luft Shoes
Fabricação de calçados infantis com materiais e embalagens recicladas e/ou recicláveis.
Água Camelo
Mochila plástica capaz de filtrar instantaneamente a água de qualquer local para ser consumida por pessoas com pouco acesso a água potável.
Nauco
Solução para limpeza de plásticos nos rios por meio de uma tecnologia de cortina de nanobolhas.
Jasmmin
Projetos para desenvolvimento de materiais de construção com base em rejeitos e resíduos.
Forest Watch
Acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.
Recicli
Sistema DeCARB de captura de CO2 em fábricas, com recuperação pura do gás.
Braskem Labs Scale
Startup
Descrição
GreenAnt
Auxilia os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica- desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias.
Doroth
Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agro através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo de sua fazenda.
TRC Sustentável
Desenvolve e comercializa projetos e serviços que reduzem significativamente os gastos com água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.
KrilltechNanotecnologia Agro
Desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas.
Aterra
Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.
Destine Já
Plataforma web de gestão ambiental que integra logística reversa, economia circular, mix de soluções ambientais, digitalização e rastreabilidade da destinação de resíduos em nuvem e indicadores ESG.
Telite
Produz telhas com base em plástico reciclado e possui um programa de logística reversa no qual os usuários recebem dinheiro pelo fornecimento de embalagens recicladas.
Insecta Shoes
Utiliza materiais reciclados na produção de produtos veganos e sustentáveis e viabilização do fim de ciclo para os clientes.
Linus
Desenvolve sandálias de PVC ecológico expandido, levando sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas.
Solubag
Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.
A Braskem acaba de anunciar as 20 startups selecionadas para a oitava edição do programa de inovação aberta Braskem Labs, nas modalidades Ignition e Scale. As características comuns entre os negócios que serão acelerados são o seu comprometimento com a sustentabilidade e o propósito de gerar impacto positivo à sociedade a partir da química e do plástico – critério já solidificado no DNA do programa, mas que na edição de 2022 traz a participação de duas startups chilenas e o foco em soluções direcionadas ao desafio de mudanças climáticas.
Na estratégia da Braskem de expandir o programa, o Chile foi escolhido pela importância de seu ecossistema de inovação na América Latina. “Quando o objetivo é gerar inovação para tornar a cadeia do plástico mais sustentável, queremos ultrapassar as fronteiras”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.
Nesse ano, as atividades serão realizadas em formato híbrido, sendo majoritariamente remoto e com três encontros presenciais. Além disso, contarão, mais uma vez, com a participação de co-sponsors parceiros da Braskem. O programa é estruturado em duas frentes: 10 projetos que irão participar do Braskem Labs Ignition, focado em startups ainda em fase de validação e refinamento de modelo de negócio; e 10 do Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. A iniciativa conta com a parceria do Quintessa, aceleradora de impacto que está presente em todas as etapas, desde a seleção dos participantes até a apresentação no Demoday, evento que acontece ao final de cada uma das edições.
O Braskem Labs terá início em 13 de junho, em um evento de kick-off, e terá duração aproximada de 5 meses, contando com mais de 15 encontros em grupo e mais de 15 horas de apoio individual. Essas dinâmicas envolvem capacitação e aplicação de ferramentas em uma metodologia própria customizada para cada programa, apoio personalizado por meio de acompanhamento individual e mentoria de executivos da Braskem e co-sponsors, além do acesso e conexão à diversa rede do Quintessa, da Braskem e dos parceiros estratégicos.
Já no quarto ano em parceria na realização dos programas, Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, conta: “A cada ano nos direcionamos a partir do foco das áreas e metas de sustentabilidade, para garantir que as startups selecionadas, além de gerarem impacto positivo, também tenham potencial de sinergia de negócio com a Braskem. Neste ano, 30% das soluções selecionadas para a aceleração do Labs são voltadas para mudanças climáticas, 25% para economia circular e 15% para biotecnologia. Além disso, outros setores são foco, como embalagem, química sustentável, agronegócio e infraestrutura e construção civil”.
“Entendemos que o caminho de mudança em termos da imagem do plástico passa também por esse processo de inovação e colaboração. As conexões geradas pelo Braskem Labs impactam positivamente na sociedade e meio ambiente. Como as ações não terminam no Labs, as conexões dão continuidade ao impacto positivo. Em nossa visão, não existe inovação sem sustentabilidade, e por isso o Braskem Labs conecta pessoas que buscam um objetivo comum: transformar o mundo num lugar mais sustentável”, explica Karla Censi.
Desde 2015, quando foi criado, mais de 110 startups foram aceleradas pelas duas modalidades do Labs (Scale e Ignition) e cerca de 30% fizeram alguma parceria de negócio com a companhia ou algum dos co-sponsors. No ano passado, 45% das soluções aceleradas pelo Braskem Labs foram voltadas para economia circular e mais 15 parcerias estão em negociação.
O modelo de atuação do Braskem Labs é inteiramente equity free, ou seja, as empresas apoiadoras não se tornam sócias das startups ao final, o que reforça o posicionamento do programa em prol do ecossistema e dos empreendedores.
Confira as empresas selecionadas para participar do Braskem Labs 2022:
Braskem Labs Ignition
Startup
Descrição
Bioreset
Utilização de resíduos industriais e agrícolas para desenvolver polímero totalmente orgânico.
P-Last
Transformação de plásticos de uso único em plásticos biodegradáveis a partir de uma bactéria do cerrado.
Reactor Model
Software de formulação de composições, que faz o uso de Inteligência Artificial e modelos avançados.
Astana Química
Solução natural para limpeza de máquinas industriais.
Luft Shoes
Fabricação de calçados infantis com materiais e embalagens recicladas e/ou recicláveis.
Água Camelo
Mochila plástica capaz de filtrar instantaneamente a água de qualquer local para ser consumida por pessoas com pouco acesso a água potável.
Nauco
Solução para limpeza de plásticos nos rios por meio de uma tecnologia de cortina de nanobolhas.
Jasmmin
Projetos para desenvolvimento de materiais de construção com base em rejeitos e resíduos.
Forest Watch
Acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.
Recicli
Sistema DeCARB de captura de CO2 em fábricas, com recuperação pura do gás.
Braskem Labs Scale
Startup
Descrição
GreenAnt
Auxilia os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica- desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias.
Doroth
Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agro através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo de sua fazenda.
TRC Sustentável
Desenvolve e comercializa projetos e serviços que reduzem significativamente os gastos com água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.
KrilltechNanotecnologia Agro
Desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas.
Aterra
Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.
Destine Já
Plataforma web de gestão ambiental que integra logística reversa, economia circular, mix de soluções ambientais, digitalização e rastreabilidade da destinação de resíduos em nuvem e indicadores ESG.
Telite
Produz telhas com base em plástico reciclado e possui um programa de logística reversa no qual os usuários recebem dinheiro pelo fornecimento de embalagens recicladas.
Insecta Shoes
Utiliza materiais reciclados na produção de produtos veganos e sustentáveis e viabilização do fim de ciclo para os clientes.
Linus
Desenvolve sandálias de PVC ecológico expandido, levando sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas.
Solubag
Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.
Os ecossistemas naturais sustentam toda a vida na Terra – quanto mais saudáveis eles forem, mais saudável será o planeta. Segundo as Nações Unidas, em recente documento lançado, os próximos 10 anos serão cruciais para a restauração dos nossos ecossistemas – medida que apoia o enfrentamento à mudança do clima e a preservação de um milhão de espécies em risco de extinção.
Os desafios ambientais estão relacionados com a nossa forma de viver e estar no mundo, e as soluções exigem esforços e ações conjuntas de governos, empresas, órgãos internacionais, ONGs e indivíduos.
A atuação das empresas na pauta ambiental deve ser planejada, com o suporte de especialistas, a partir de seus objetivos relacionados à sustentabilidade e das externalidades da sua operação. Na Semana do Meio Ambiente, apresentamos algumas temáticas que empresas podem apoiar frente aos diferentes desafios da pauta ambiental e como a inovação integrada à sustentabilidade pode impulsionar essa agenda.
Conscientização e mudança de comportamento:
A primeira temática que costumamos falar é a da conscientização: tão importante quanto as próximas que vamos abordar durante esse texto, estar consciente da importância de preservar o meio onde vivemos é essencial – precisamos entender que o “meio” e o “ambiente” são parte de um mesmo ecossistema e que vivem – ou deveriam viver – de forma harmoniosa.
Para além da conscientização, é preciso estimular a ação. Um exemplo de startup de impacto que pode se conectar com as empresas nesse sentido, estimulando o engajamento em torno de práticas ambientais, é a So+ma. Ao mesmo tempo em que trabalha a gestão de resíduos, promove a mudança comportamental, ao incentivar que os cidadãos entreguem seus resíduos nos pontos de coleta e ganhem pontos de fidelidade – que podem ser trocados por cursos, descontos, serviços e outras recompensas.
Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite.
O Quintessa nasceu em 2009 a partir da crença que empresas podem e devem ser parte da solução dos nossos desafios sociais e ambientais centrais. Nossa atuação começou estruturando a gestão, impulsionando o crescimento e captando investimento para negócios de impacto. Crescemos junto com o ecossistema de startups no Brasil e ajudamos a impulsionar o crescimento de negócios focados em impacto positivo, ao lado de outras aceleradoras, incubadoras e fundos.
Sempre tivemos como premissa a assertividade e relevância dos nossos programas, ou seja, personalizamos as iniciativas de acordo com os desafios de cada empreendedor(a) ou empresa para que a nossa atuação de fato gere valor, resultado estratégico e crescimento para os parceiros.
Em nossos programas individuais (executados diretamente com os empreendedores sem a participação de empresas), já aceleramos mais de 110 startups, e com isso, ao longo de 13 anos pudemos desenvolver e consolidar uma metodologia própria de apoio às startups que comprovadamente é capaz de acelerar o crescimento.
Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de dois anos, o que corresponde a somente 10% de taxa de sobrevivência.
As startups aceleradas pelo Quintessa têm uma taxa de sobrevivência de 93% e já receberam mais de R$ 90 milhões de empresas, institutos e fundações por meio de M&As (Merger and Acquisitions), investimentos e programas de inovação aberta.
A partir de 2017, nossa atuação se estendeu para o apoio à jornada de grandes empresas, institutos e fundações nas agendas de ESG, sustentabilidade, inovação e impacto positivo. Construímos programas de inovação aberta focados em conectar essas grandes organizações a startups de impacto, em formatos como aceleração, implementação de pilotos e aquisição ou investimento (Corporate Venture Capital).
Tendo no nosso DNA a personalização e profundidade, levamos este olhar também para as empresas, entendendo que cada uma tem suas particularidades e objetivos estratégicos. Temos como visão criar programas que realmente sejam estratégicos para as empresas, e não algo ‘a mais’ – apenas para surfar a onda da inovação aberta e ESG – e para isso é preciso ter este olhar apurado e próximo às empresas.
“A proposta que o Quintessa fez na forma de conduzir o programa, a metodologia que utilizam para selecionar e avaliar os critérios, a experiência que o time tem para nos ajudar a escolher as melhores startups são grandes destaques da nossa parceria. O time do Quintessa também é muito aberto para ir pensando e encontrando aprendizados ao longo do caminho e adaptando o programa para gerar ainda mais impacto, entendendo as nossas dores e o valor que a startup e a empresa podem oferecer uma para a outra.” Rodrigo Figueiredo, VP de Sustentabilidade na Ambev.
Nossa metodologia
Para startups
Como mencionamos acima, os principais aspectos da nossa metodologia são a personalização e a mão-na-massa, para que a aceleração seja realmente significativa na trajetória do negócio. Não só apontamos os caminhos, nós atuamos como parte do time da startup, realizando as entregas juntos e nos adaptando ao cenário de rápidas mudanças do negócio.
Antes de iniciarmos os programas, temos um rigoroso processo seletivo das startups para garantir que o impacto gerado é relevante, que o modelo de negócio faz sentido e que a solução proposta pelo negócio é aderente ao mercado e tem potencial de crescimento.
Nos programas individuais com empreendedores, realizamos um diagnóstico aprofundado com cada negócio, que analisa aspectos financeiros, de processos, marketing e vendas, gente e gestão e societário, abarcando praticamente todos os temas de gestão de uma startup. Com isso, identificamos os principais desafios que serão endereçados e definimos as entregas prioritárias; então alocamos um(a) gestor(a) do time Quintessa com dedicação semanal e um(a) mentor(a) sênior da nossa rede quinzenalmente – além de uma rede de 60 mentores que podem ser acessados ao longo do programa.
“O programa mudou completamente a nossa trajetória. Crescemos cerca de seis vezes no período, devido ao olhar do Quintessa em analisar todos os gaps e criar processos, rituais e materiais que eram necessários para nosso crescimento. Além disso, a mentoria que recebemos do mentor Quintessa foi fundamental. Trouxeram foco estratégico para entendermos qual produto iríamos vender e para quais mercados, nos auxiliaram a criar um funil de vendas, analisar canais, metas, materiais comerciais e processos de precificação, tudo isso para garantir que íamos escalar.” Michael Kapps, fundador da Vitalk
Para empresas
Nos programas com empresas, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. Assim, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros.
Em seguida, entendemos qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.) e com qual recorte de startups faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial, temático, ou de soluções para seus desafios em ESG, para então definir o formato do programa e realizar a curadoria e busca de startups.
Depois da curadoria, executamos o programa por completo, que pode ser uma aceleração, implementação de pilotos, investimento e CVC, ou outro formato. Em um programa de aceleração em grupo, por exemplo, com 20 startups participantes, além de toda a interface da empresa e dos(as) executivos(as) com as startups, realizamos workshops com temas comuns a todos os negócios, mas não abrimos mão de um acompanhamento individual mais profundo para endereçar os desafios prioritários de cada startup, implementando o mesmo diagnóstico citado acima e alocação de gestores dedicados.
Dentro dos programas com empresas já trabalhamos com mais de 140 startups de impacto, somando mais de 250 aceleradas no nosso portfólio.
Construção de um programa em parceria: Ecco Comunidades
Em 2021, construímos o Ecco Comunidades, um programa co-criado do zero entre o Quintessa e o Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF. A iniciativa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial nos territórios onde a BRF atua.
Após entendermos juntos os aspectos da temática do desperdício de alimentos e como o Instituto já atua na causa, nos aprofundamos na relação atual entre a empresa e os territórios. Para trazer perenidade e escalabilidade para essa atuação, criamos uma iniciativa que partiu da aceleração de negócios de impacto, e após este relacionamento prévio, selecionou parte das soluções para serem implementadas nos territórios de cinco municípios: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).
A implementação contou com a participação de OSCs (Organizações da Sociedade Civil) locais das comunidades, selecionadas em parceria com o Prosas, e que trouxeram legitimidade para a ação.
Braskem Labs
Alguns programas já chegam ‘prontos’, como por exemplo o Braskem Labs, que chegou ao Quintessa já na quinta edição. Em 2022, estamos realizando a oitava, sendo a nossa quarta edição em parceria. Mesmo com a estratégia definida, realizamos ajustes e melhorias na estrutura do programa para endereçar melhor os desafios da Braskem e das startups – como a criação de dois programas dentro do Braskem Labs: o Scale, focado em startups mais maduras, e o Ignition, focado em apoiar startups em estágios iniciais, que demandam conhecimentos, assuntos e metodologias distintas.
No Braskem Labs, 30% das startups já fizeram negócios com diferentes áreas da Braskem após o programa, e em 2021 a nota dada pelos empreendedores para o programa foi 10.
“A curadoria que nos é trazida por meio do Quintessa faz com que a gente tenha um olhar mais apurado e refinado sobre os mais de 300 inscritos. Eles entendem nosso problema, nosso desafio e trazem soluções.” Karla Censi, Gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem
O apoio e os diferenciais da metodologia podem ser cruciais para o êxito da iniciativa de inovação aberta, e a experiência adquirida ao trabalharmos com diferentes empresas e startups, compartilhando os aprendizados dos programas, faz com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.
Parceria genuína e confiança
A nota média em 2021 de quanto os nossos parceiros indicariam o serviço do Quintessa é de 9.7, e entendemos que além da metodologia em si, nosso grande diferencial está na aplicação e execução dela na prática. Prezamos pelo equilíbrio entre o olhar humano e o profissional, trazendo um espaço de confiança para reflexões e aprendizados em conjunto.
Quer construir um programa de Inovação Aberta em parceria e contribuir com soluções empreendedoras e inovadoras para os desafios sociais e ambientais centrais da sociedade? Entre em contato com a nossa equipe.
O título do texto vem de uma pergunta recorrente que ouvimos em reuniões com lideranças empresariais. De início, nossa resposta é: sim. Não só é possível, como em muitos casos, recomendado.
O termo inovação aberta surgiu através de uma pesquisa do americano Henry Chesbrough. O autor afirma que o ambiente de negócios possui uma abundância de conhecimento que precisa ser distribuído e aproveitado. Logo, o ambiente interno e externo estão interconectados, visando facilitar o fluxo de conhecimento. A empresa pode, ao mesmo tempo, oferecer suas inovações para outras organizações e utilizar recursos externos para inovar, em um processo de colaboração com universidades, laboratórios, outras empresas e startups, por exemplo.
Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum que empresas tenham programas de inovação aberta, se conectando com soluções de startups. Grande parte dos programas ainda são focados apenas em eficiência e melhorias internas, como adoção de novas tecnologias na operação, atendimento ao cliente e agilidade de processos – muito na linha de transformação digital e eficiência operacional.
Quando apresentamos a ideia de criarmos uma iniciativa de inovação aberta focada na geração de impacto socioambiental positivo, muitas vezes as empresas questionam o fato por já possuírem internamente um outro programa de inovação aberta.
O que vemos é que a inovação aberta é um meio, um caminho, de se avançar nas agendas estratégicas, resolver problemas, trazer inovação para a empresa. Ou seja, deve ser vista uma abordagem transversal para as agendas de negócio.
Assim, o que vamos mostrar neste texto é a possibilidade de coexistirem mais de um programa na empresa, com objetivos distintos e até com parceiros externos diferentes e executados por áreas diferentes.
Os programas de inovação aberta podem ter diferentes formatos, temáticas e objetivos, ilustrados na matriz abaixo e a combinação dos três elementos pode gerar diversas possibilidades.
Startups de impacto vs ‘tradicionais’
Uma das possibilidades de coexistência de iniciativas é ter dois programas que se relacionam com startups, cada um com um objetivo distinto, bem como temáticas distintas. Para ilustrar, trazemos o caso da CPFL Energia.
A CPFL possui o programa CPFL Inova, realizado pela área de inovação da empresa. O objetivo do programa é formar parcerias comerciais com startups que oferecem soluções em áreas internas como eficiência operacional, relacionamento com cliente, transformação digital e smart cities. A iniciativa tem bastante foco em identificar negócios que utilizam tecnologias como blockchain, internet das coisas, realidade aumentada, robotização, inteligência artificial, machine learning e big data.
Em 2020, a CPFL lançou em parceria com o Quintessa, o programa de inovação aberta chamado CPFL na Comunidade. O objetivo foi encontrar startups de impacto com soluções para serem implementadas nas comunidades em que a companhia atua. O programa foi criado junto com a área de eficiência energética, com foco explícito nesta temática e junto a esse público.
A questão, no novo programa, foi promover eficiência energética e relacionamento com os clientes de baixa renda da empresa de uma forma inovadora e escalável. Selecionamos startups com soluções em educação financeira (com instruções sobre a conta de energia e dicas de economia), empoderamento feminino (capacitação de mulheres em elétrica, para posterior geração de renda) e economia circular (capacitação para upcycling dos uniformes de eletricistas).
A coexistência do novo programa com o CPFL Inova foi não só possível como benéfica, trazendo a base de inscritos em programas anteriores para identificar startups com possíveis sinergias no novo programa, como também o conhecimento prévio da equipe do Inova sobre avaliação, seleção e relacionamento com startups na empresa. É muito comum, ao entrarmos em empresas junto às áreas de sustentabilidade e/ou responsabilidade social, trazermos a área de inovação como parceira durante a execução do programa, principalmente durante a etapa de seleção das startups.
Startups e demais atores
Na Braskem também existe a coexistência de iniciativas de inovação aberta, mas neste caso, o Braskem Labs se relaciona com startups de impacto, enquanto outras se relacionam com universidades, outras empresas e sociedade civil.
O Braskem Labs se relaciona diretamente com o propósito da empresa, que é utilizar a inovação para alcançar o desenvolvimento sustentável, melhorando a vida das pessoas e desenvolvendo soluções sustentáveis a partir da química e do plástico.
Ao mesmo tempo, existe um outro programa na companhia. Por mais que o Braskem Labs busque, em uma das categorias, soluções para embalagens mais sustentáveis, a Braskem também busca inovações na temática de embalagens por meio do ‘Desafio Design’ (além de muito investimento em P&D internamente).
O desafio tem formato de Hackathon, e reúne profissionais de Design para criarem, em três dias, soluções em embalagens inovadoras e mais sustentáveis para clientes da Braskem, como a Suvinil e O Boticário.
Diferentes temáticas de impacto na empresa
A Ambev também possui diferentes formatos de inovação aberta para as temáticas estratégicas da empresa. Na área de Sustentabilidade, a Aceleradora 100+ é totalmente conectada às metas de 2025 da Ambev: mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor.
O programa, realizado com o Quintessa, busca startups de impacto para implementarem pilotos de suas soluções que podem ajudar a companhia a alcançar suas metas estratégicas.
Porém, na área de inovação aberta do site da Ambev, outros desafios são lançados para todos que quiserem contribuir. Recentemente a empresa promoveu, por exemplo, um concurso de ideias para ajudar a Ambev a disseminar a temática do consumo consciente de álcool, remunerando e mentorando os vencedores para colocarem a ideia em prática. Uma temática que também é um compromisso importante de geração de impacto positivo da empresa..
Tipos de programas complementares
É possível ainda, ter iniciativas focadas no mesmo objetivo ou temática, mas com formatos diferentes, como aceleração de startups e implementação de pilotos. O programa Ecco Comunidades, realizado pelo Quintessa em parceria com o Instituto BRF, teve duas etapas muito complementares: a aceleração de 8 startups, e depois, a escolha de 5, entre elas, para implementarem pilotos nos territórios de atuação da empresa. Falamos mais sobre formatos de programas neste texto.
Explore as possibilidades
Olhar para as temáticas estratégicas, os possíveis formatos de atuação e o objetivo da iniciativa é um bom indicativo de como começar. Várias combinações são possíveis, tendo uma única iniciativa que centraliza diversas temáticas, por exemplo, ou tendo uma iniciativa liderada por cada área estratégica da empresa, por exemplo. É como fazer uma análise combinatória das três colunas da matriz que ilustramos acima.
Temos visto a prática de criar uma temática de ‘impacto’ dentro de um programa mais abrangente, sem muitos detalhamentos. Vale o cuidado para não se tornar somente mais uma categoria, sem estar alinhada aos objetivos estratégicos da empresa, ao não se especificar do que se trata: Impacto com foco em eficiência energética da operação? Impacto com foco no benefício do território onde tem sede da fábrica? E tantos outros focos possíveis.
Por isso, criar um programa de inovação aberta com foco específico em impacto positivo pode ser uma das formas de garantir o cumprimento das metas estratégicas, como o exemplo da Aceleradora 100+ da Ambev, que citamos acima.
Para finalizar, retomamos uma fala muito presente aqui no blog do Quintessa: que um programa de inovação aberta – seja com startups de impacto ou não – deve partir sempre de uma visão bem aprofundada sobre os objetivos estratégicos da empresa e da área que irá realizar a iniciativa.
No Quintessa, nosso foco é conectar startups de impacto para quatro principais objetivos das empresas:
Trazer inovação e novos negócios; Melhoria de desempenho em ESG e sustentabilidade; Responsabilidade social e filantropia corporativa; Gerar pipeline qualificado para investimento e CVC.
Para entender como a atuação do Quintessa pode ser complementar a outra iniciativa de inovação aberta da sua empresa, entre em contato conosco para uma primeira conversa.
A Fundação Tide Setubal, em parceria com o Quintessa, selecionou três startups de impacto que irão implementar soluções para desenvolver o território do Jardim Lapenna, bairro da Zona Leste de São Paulo. O objetivo da parceria é trazer inovação para solucionar as grandes demandas da região: educação, emprego e renda, segurança alimentar e inclusão digital.
O Jardim Lapenna é um bairro localizado entre a estação São Miguel Paulista e o antigo leito do Rio Tietê. Sua localização atrativa (próxima à uma estação de Trem Metropolitano) fez com que o Lapenna passasse por um intenso e rápido processo de crescimento populacional: passou de pouco mais de 5 mil habitantes em 2000 (Censo, IBGE) para cerca de 12 mil habitantes em 2017 de acordo com a estimativa da Unidade Básica de Saúde local.
A Fundação Tide Setubal atua desde 2006 no Jardim Lapenna para a construção de um modelo de desenvolvimento humano, econômico e urbano do território. Para avançar nesta frente de trabalho e possibilitar um crescimento mais justo e sustentável na região, a organização se uniu ao Quintessa com objetivo de viabilizar ações sistêmicas de melhoria de territórios periféricos, visando reduzir desigualdades e promover desenvolvimento. O Jardim Lapenna é uma periferia potente e com diversas demandas de desenvolvimento sustentável que podem ser transformadas por meio do trabalho junto a negócios de impacto.
As soluções serão implementadas de duas maneiras: via oferta direta das soluções para os moradores do bairro, ou via inauguração de franquias ou unidades locais, gerando a possibilidade de escala e continuidade na região e servindo como referência para inspirar outros projetos de desenvolvimento territorial. O programa acontece de forma participativa com as lideranças locais, que atuaram na seleção dos negócios e também irão apoiar na implementação.
Para Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, “o programa é uma possibilidade de trazer as abordagens inovadoras dos negócios de impacto para solucionar problemas sociais ‘antigos’, que são complexos e sua superação demanda esforço conjunto de diferentes setores e atores.”
Conheça as soluções que serão implementadas:
Como forma de apoiar e promover a segurança alimentar da região, a startup SuperOpa irá alocar um contêiner no Jardim Lapenna, onde consumidores locais vão poder aprender a fazer compras online por um aplicativo e receber os pedidos sem ter que pagar o preço do frete. Com isso, eles poderão acessar produtos de melhor qualidade com altos descontos por estarem próximos ao vencimento, com a certificação e garantia da SuperOpa.
Para democratizar o acesso à internet e promover a inclusão digital, a solução proposta pela startup Wifi-fi foi a de criar zonas de Wi-Fi Livre dentro da comunidade. Cada zona tem a cobertura de 120m de circunferência e podem estar interligadas, criando assim uma grande zona de conectividade.
E para viabilizar a execução de ações que contribuam com educação, emprego e renda, a escola de inglês 4YOU2, que está presente há mais de 10 anos nas periferias do Brasil com ensino acessível, irá abrir uma franquia na região, gerida por um(a) morador(a) local, possibilitando o acesso ao ensino do idioma, com um espaço para receber até 690 alunos. A solução da 4YOU2 mostra como as startups de impacto trazem um potencial de perenidade e sustentabilidade para o investimento da Fundação, já que a solução da escola terá autonomia e continuidade na região após o programa.
Além dos ganhos para a região, o programa apoia as startups de impacto em sua expansão geográfica e ampliação do impacto, com apoio financeiro de até R$120 mil da Fundação Tide Setubal e apoio técnico do Quintessa durante toda a etapa de planejamento e implementação da solução – que ocorre entre os meses de maio a setembro deste ano.
“As soluções são inovadoras na forma de abordar os desafios e modelar o negócio por trás delas, combinando o uso de tecnologia e ações presenciais, como o contêiner da SuperOpa e a franquia da 4YOU2. Além disso, mostram a importância de valorizar o poder de compra da população, trazendo formas acessíveis de consumo de produtos e serviços”, afirma Anna.
O programa reforça que a conexão entre startups de impacto e institutos/fundações pode ser uma grande aliada na resolução de desafios sociais e ambientais, promoção de desenvolvimento de territórios vulnerabilizados e ampliação da sua atuação de forma escalável e perene.