Categoria: Textos

  • Dia da Consciência Negra | Empreendedorismo Negro

    Dia da Consciência Negra | Empreendedorismo Negro

    Hoje é o Dia da Consciência Negra e paramos para refletir sobre a expressiva desigualdade racial ainda presente, que obriga a população negra a buscar diferentes meios de subsistência através do empreendedorismo. Porém, esses empreendedores encontram muitas barreiras como dificuldade de acesso a crédito, a maquinário, a tecnologia.

    Para mudar essa realidade, é preciso pensar em políticas públicas, educação financeira, quebra de vieses e diversas outras intervenções. Devemos também compartilhar conhecimentos e garantir que trajetórias inspiradoras de empreendedorismo negro possam ser seguidas por outros. Confira alguns dados e depoimentos de empreendedores acelerados pelo Quintessa.

    Jorge Júnior – Trampay

    “Empreender e exercer um papel de liderança sendo negro tem suas peculiaridades. Cansei de ver situações que fomos tratados com indiferença, eu e meu sócio, como se estivéssemos pedindo um favor quando não era. Já cheguei a fazer calls preferindo que a câmera ficasse fechada para que o outro não deslegitimasse a seriedade do que eu estava tratando.

    Em uma ligação com um possível investidor, famoso até, fomos tratados de uma forma que eu cheguei até achar que erro era comigo. Quando terminamos, meu sócio me disse: ‘isso nunca aconteceria se tivéssemos um perfil padrão’.

    Não temos um perfil padrão e isso não nos desqualifica, pelo contrário, qualifica. Negócio é negócio, não é favor. Situações como essa podem ainda acontecer, mas não precisamos nos diminuir para caber na forma de quem tem olhos, mas não vê.”

    Tamila dos Santos – Afroimpacto

    Eu sou a Tamila dos Santos, tenho 30 anos, sou de Salvador, formada em assistência social e gestão de inovação social. Venho trabalhando com diversidade há mais ou menos 10 anos e sempre gostei muito de me envolver com questões sociais de maneira geral. Já trabalhei na secretaria de políticas para igualdade racial, em diversos projetos de igualdade, então trabalhar com raça é algo que me toca muito. Tudo isso está muito relacionado a minha origem, venho de uma comunidade simples, minha família veio de um bairro periférico de Salvador e nesse processo nenhum deles teve acesso ao ensino superior. Na verdade, na minha família como um todo dá pra contar na mão aqueles que tiveram acesso ao ensino superior e eu fui a primeira a acessar o ensino superior público. Então a gente tinha esse contexto de falta de acesso, com recortes de raça e socioeconômicos que fez com que eu me envolvesse mais com questões raciais. Entrei na faculdade já com essa perspectiva de ter um viés mais político, que ao longo da graduação só fez crescer, e fez com que eu agisse em prol das questões raciais voltadas para raça e diversidade.

    Eu comecei a trabalhar com empreendedorismo depois da pós graduação em inovação social, trabalhei em uma startup social e também em uma aceleradora de startups. Foi a partir desse momento que eu me aproximei um pouco mais desse cenário de empreendedorismo, antes não conhecia nada. Virei líder de eventos e comecei a trabalhar com eventos de empreendedorismo, propiciando espaço para outros empreendedores se desenvolverem. Com o tempo eu virei líder de educação empreendedora, trabalhando com conteúdo no tema e criando trilhas educacionais para empreendedores, sai e comecei a prestar consultoria para projetos sociais, principalmente de base periférica. Foi quando comecei a ouvir das pessoas que eu atendia que elas não se sentiam representadas por consultores não negros, então tinham várias questões (a pessoa falava coisas que as faziam se sentir depreciadas ou porque as pessoas falavam coisas que as faziam sentir subalternas…) então eu ouvia muitos feedbacks nesse sentido, de pessoas que tinham deixado de empreender ou que tinham saído do projeto por conta dessas sensações incomodas. Isso fez com que eu percebesse que talvez fosse importante eu abrir uma empresa de consultoria especifica para empreendedores negros. Foi quando eu montei uma empresa, uma base, já tinha pensado em vários tipos de negócios e consegui passar na incubação do Pense Grande da Aliança Empreendedora e financiado pela Fundação Telefônica Vivo. Lá passamos por um processo de incubação das nossas ideias e recebíamos um capital semente, foi ai que nasceu a Afroimpacto. A partir do Pense Grande eu comecei a testar modelos de MVP e colocar a cara na rua, projetar a Afroimpacto pro mundo e no começo foi bem difícil, já tinha inclusive a perspectiva de ser um trabalho totalmente remoto (muito antes da pandemia). Então foi difícil porque era um empreendimento com pouco recurso, de uma mulher negra, que trabalhava com educação e principalmente porque era um empreendimento que trazia uma proposta nova, eu esbarrei em várias dificuldades nesse sentido, principalmente de pessoas que não acreditavam no potencial do meu negócio.

    Com o tempo eu aprendi um pouco mais sobre como as coisas se desenvolviam, eu testei modelos de negócio, cheguei em um modelo B2B, que conta principalmente com treinamentos corporativos – hoje eu faço muitos, tanto para empresas quanto para os projetos das empresas, diretamente para os beneficiários. Isso fez com que a minha empresa fosse alcançando outros patamares, fosse conseguindo galgar outros espaços. Para mim uma das maiores dificuldades desse processo foi o descrédito, eu percebo muito o quanto se descredibiliza meu trabalho por diversas questões, por trabalhar com questões raciais, por ser uma mulher a frente de um negócio, por ser uma mulher negra a frente de um negócio que fala de educação. Então eu já passei por situações muito incômodas, principalmente em relação a precificação, de não pagarem o valor que eu acredito que o meu trabalho vale no mercado, inclusive hoje isso é algo que ainda acontece. Já passei por situações de empregadores me pedirem uma demanda e quando começo a trabalhar ser outra, pessoas perguntando se deviam de fato pagar pelo meu trabalho ou porque não faço o meu trabalho totalmente de graça. Enfim, existem diversas questões que fazem com que esse cotidiano empreendedor seja difícil! Ao mesmo tempos que no plano pessoal também é complicado né, é difícil fazer com que as pessoas do seu eixo familiar entendam que você não trabalha de carteira assinada, que tem a sua própria empresa, que tem as suas próprias metas, isso porque elas vem de outra realidade, de outro momento. E existe também uma coisa de adaptar a realidade da sua casa a esse trabalho. Todos esses foram desafios muito sérios e muito conflitantes na minha trajetória.

    E por fim, minha relação com o ativismo dentro do empreendedorismo vem muito desse lugar de se perder o medo de falar de raça e empreendedorismo, até porque a gente tem um número muito grande empreendedores negros, uma maioria negra que empreende. Esse empreendedorismo negro vem muitas vezes por necessidade, por não ter acesso a outras oportunidades e não necessariamente porque quer empreender. Então se fala muito sobre o empreendedorismo de maneira endeusada, como se fosse incrível e mágico, mas tem uma realidade de pessoas que tem experiências muito conflitantes, ansiosas e ruins ao empreender e a gente precisa falar sobre isso. A gente precisa tirar essa neutralidade do empreendedorismo porque nada é neutro e nada é meritocrático, meu ativismo dentro dessa perspectiva vem muito desse lugar, de ter a minha realidade e de entender que as realidades são diversas. Mas meu ativismo vem, principalmente, para fazer com que a imagem do empreendedor, empreendedora não seja mais uma imagem padrão, e sim uma imagem que tenha a minha cara e a cara de várias outras pessoas brasileiras.

    Alan Almeida – Parças

    “A {​​Parças}​​ nasceu em 2017 com a missão de dar um futuro digno para egressos do sistema penitenciário e moradores da periferia e ao mesmo tempo entregar talentos altamente qualificados para o mercado de tecnologia da informação. Ao longo dos anos passamos por uma série de provações. Em termos de impacto, foi necessário nos adaptar para criar um vínculo de confiança com os alunos, provar para eles que de fato a oportunidade que oferecemos é real e apoiá-los em questões emocionais e pessoais para garantir a formação. Em termos de negócios, enfrentamos barreiras de valorização e aceitação do mercado, gargalos de conhecimento sobre modelo de negócio e empreendedorismo e muita resiliência para continuar de pé depois de tanta luta.

    Mas as conquistas foram muito maiores.

    Apoiamos centenas de alunos em todas as regiões do país a conseguirem um emprego digno e transformarem a vida deles e de suas famílias. E isso tudo é possível porque temos um time de colaboradores e parceiros que estão profundamente comprometidos em transformar o sistema carcerário brasileiro e formar os melhores talentos para o mercado de TI!”

    Marcelo Arruda – Diversidade.io

    “Eu comecei a empreender depois de uma carreira corporativa, isso porque não encontrava local que eu pudesse me recolocar. Me deparei com um mercado fechado para mim. Com as rodadas de negócios e eventos de empreendedorismo que eu participava, percebi que quando uma empresa de pequeno porte fazia um vídeo ou apresentação sempre era um único negócio com empreendedor negro entre outros 30, 40 negócios. Aí, junto com um amigo criamos um movimento de afroempreendedorismo, que avançou para a plataforma Diversidade.IO. Hoje a Diversidade.IO utiliza a tecnologia para ajudar na geração de oportunidades para talentos, seja para empreendedores ou para candidatos a oportunidades de emprego. Com tecnologia de ponta a gente consegue gerar visibilidade e também atrair empresas que acreditam na inclusão e na diversidade, e a partir da nossa plataforma essas empresas encontram talentos.

    Estamos em um momento muito bacana, onde fazemos um piloto para a AmBev e também uma ação para o Carrefour, onde fomos investidos. Essas duas ações são focadas no afroempreendedorismo e vão ao encontro do nosso objetivo como empresa: Queremos que a maior base de empreendedores no Brasil, que são os negros, tenham oportunidades iguais e a mesma visibilidade perante empresas que podem contratar seus serviços, gerando para eles um ticket melhor. Uma pesquisa de 2015 mostra que um faturamento médio de um afroempreendedor era de R$ 1.370,00, enquanto o de um empreendedor branco era de R$ 2.700,00, essa é a nossa batalha. É criar oportunidades que melhorem o ticket, que dê visibilidade e que capacite os afroempreendedores, dessa forma eles podem continuar crescendo e alcançando os lugares que merecem.”

     

  • Câmara promove homenagem pelo Dia do Empreendedorismo Feminino

    Câmara promove homenagem pelo Dia do Empreendedorismo Feminino

    Nossa diretora Anna de Souza Aranha foi uma das homenageadas da sessão solene da Câmara de Deputados realizada hoje (19 de Novembro), em comemoração ao Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino.

    A homenagem recebida pela Anna é um reconhecimento pela contribuição do Quintessa, empreendido por ela e Gabriela Bonotti Carpinelli, para o ecossistema do empreendedorismo de impacto. Ela teve oportunidade de falar no plenário e destacou a situação da mulher empreendedora no nosso país. Confira!

    “Acredito que essa data é mais que um dia de homenagens, é importante para reforçarmos a importância do assunto. Cada vez mais as mulheres estão empreendendo, mas mesmo sendo maioria da população, apenas 5% tem acesso a capital de risco. Por isso, essa causa é mais que um dever moral de todos e uma questão de justiça social. Quanto mais investirmos no empreendedorismo feminino, mais estamos investindo no crescimento econômico do nosso país”.

  • Conheça os vencedores da Batalha de Pitch do Menos30Fest

    Rede Globo premia empreendedores de impacto com R$ 75 mil 

    O Quintessa é parceiro da Globo pelo segundo ano na Batalha de Pitch do Menos30Fest, festival de educação empreendedora e inovação. Realizamos a curadoria das startups que disputaram R$25 mil em cada dia do festival.

    Com mais de 4 mil startups ativas mapeadas na base Quintessa, pré-selecionamos 22 e, destas, nove foram eleitas para subir no palco do festival e participar da batalha ao vivo, que foi transmitida de forma online.

    Sobre a Batalha

    Cada empreendedor(a) teve quatro minutos para apresentar sua solução de impacto a uma banca, que fez perguntas e comentários ao vivo, e ao público, que decidiu o ganhador em votação online. João Ceridono e Anna Aranha, do Quintessa, participaram como comentaristas.

    Entre os dias 9 e 11 de novembro, três empreendedores levaram o prêmio de R$ 25 mil, totalizando R$ 75 mil ao final do evento. O dinheiro é de uso livre, as startups vencedoras vão poder alocar no que fizer mais sentido para o negócio dar certo. Além do prêmio, os negócios tiveram também toda a alavancagem no sentido de reconhecimento e visibilidade.

    Dia 1 – Tema: Revolução por meio da educação

    No primeiro dia, o vencedor foi Pettrus Nascimento, da Prol Educa startup pernambucana de inclusão por meio da educação. Oferecendo acesso à educação por meio de bolsas de estudos, ajuda famílias que sonham em matricular seus filhos nas melhores escolas particulares do bairro e não têm condições de pagar as mensalidades integrais.

    Os outros dois participantes foram a Signa, representada pela cofundadora Fabíola Borba, e a Carambola, defendida pelo fundador Gustavo Glasser. A primeira cria soluções de aprendizado para deficientes auditivos nas mais diversas áreas, enquanto a segunda desenvolve tecnologia para promover a inclusão de diversidade no mercado de trabalho de tecnologia.

    Assista aos pitchs do primeiro dia neste link – a partir de 01:36:00

    Dia 2 – Tema: Empregabilidade, diversidade e inclusão

    Na quarta-feira o vencedor foi a Trampay. A startup atua com pontos de apoio com água, banheiro e outros itens de necessidades básicas para o dia a dia dos motoboys durante o expediente, além de serviços como seguros, empréstimos e cartões para refeições.

    Também apresentaram seus negócios as empreendedoras Adélia Rodrigues, fundadora da Gastronomia Periférica, escola de gastronomia voltada para integração profissional de moradores da periferia, e Tamila dos Santos, fundadora da Afroimpacto, que trabalha no desenvolvimento empreendedor para pessoas negras.

    Assista aos pitchs do segundo dia neste link – a partir de 01:08:00

    Dia 3 – Tema: O futuro das cidades

    No último dia da batalha, a ganhadora do prêmio de R$ 25 mil foi Simony Cesar, da startup NINA!, uma tecnologia que pode ser integrada a qualquer aplicativo, como de serviços de transporte, para receber denúncias de assédio e violência. A proposta da startup é funcionar como um canal padrão de denúncias entre aplicativos, para, dessa forma, coletar dados, gerar inteligência e influenciar tomadas de decisão nas esferas públicas e privadas.

    Foram mais de 20 mil votos distribuídos entre os participantes, que foram também a Água Camelo, apresentada pelo fundador, Rodrigo Belli, que leva água tratada para uma pessoa por menos de 1 real por mês e a Revolusolar, de Juan Cuervo, que promove o desenvolvimento sustentável de comunidades de baixa renda através da energia solar.

    Assista aos pitchs do terceiro dia neste link – a partir de 00:19:45

    Nos vídeos você também pode assistir toda a programação do festival, que trouxe temas importantes e oficinas de empreendedorismo.

    Fotos: G1/Reprodução

  • Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Oito negócios que possuem soluções inovadoras para a redução da perda e desperdício de alimentos participarão do programa

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    Na última etapa da seleção, o Pitch Day, 13 empreendedores(as) apresentaram para integrantes do Instituto BRF, da BRF, OSCs (organizações da sociedade civil) e atores locais, as suas soluções para a redução da perda e desperdício de alimentos. Os candidatos eram startups em estágio operacional e com soluções prontas para implementação ou que fossem facilmente adaptadas.

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    A turma formada possui soluções para diversos elos da cadeia de alimentos: Já Entendi, ManejeBem e Sumá atuam com a capacitação de pequenos produtores da agricultura; Connecting Food e Whywaste propõem soluções para a redução do desperdício em comércios; Eats For You e Gastronomia Periférica promovem geração de renda a partir do aproveitamento de alimentos; e a Lemobs promove a gestão da alimentação escolar. 

    As oito startups selecionadas participarão de um programa de aceleração no qual, ao longo de 4 meses, participarão de workshops em grupo e receberão apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de executivos da BRF para atuar nos desafios estratégicos de cada negócio. Ao final dessa etapa, estarão elegíveis para serem selecionadas para a segunda fase do programa, durante a qual poderão implementar suas soluções nos territórios de atuação da BRF. 

    Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “a iniciativa mostra o potencial de colocarmos a inovação como lente para a geração de impacto positivo, reunindo diversos atores para lidar com esta temática complexa. Durante a seleção identificamos diversas startups de impacto com alto potencial e as oito selecionadas revelam a qualidade das soluções”.

    Conheça as oito startups: 

     

    Negócio Descrição Site Local da sede
    Connecting Food Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social. https://connectingfood.com/ SP
    Eats For You ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo. https://www.eatsforyou.com.br/ SP
    Gastronomia Periférica Negócio social que visa transformação por meio do desenvolvimento técnico e humano. Tem a missão de alimentar pessoas de comida e conhecimento, na mesma proporção. https://gastronomiaperiferica.com.br/ SP
    Já Entendi Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade. www.jaentendi.com.br PR
    Lemobs Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar. https://lemobs.com.br/ RJ
    ManejeBem Geram inteligência para o desenvolvimento de comunidades rurais familiares. Ajudam a estruturar a cadeia produtiva agrícola, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão no campo e da geração de produtos rentáveis com responsabilidade social, por meio da coleta de dados sócio-agroambientais. http://www.manejebem.com.br/ SC
    Sumá Estruturam cadeias e qualificam agricultores e cooperativas para o fornecimento de alimentos por meio de contratos de compra programada e entrega fracionada em seus territórios de atuação. appsuma.com.br SC
    Whywaste Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento. https://www.whywaste.com.br RJ

     

  • Aceleração de negócios de impacto na Amazônia: contexto e oportunidades

    Aceleração de negócios de impacto na Amazônia: contexto e oportunidades

    A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa acabam de lançar a Tese de Aceleração da PPA, estudo que foi realizado em parceria nos últimos meses. A publicação fez um mapeamento das iniciativas de apoio a negócios socioambientais e apontou novas possibilidades de aceleração. 

    A Tese de Aceleração dá um direcionamento efetivo para a agenda de negócios socioambientais da Amazônia, criando as condições para que vários programas de aceleração sejam concebidos, lançados e implementados, em conjunto com organizações implementadoras e financiadoras. 

    ‘Contribuir para a conservação e regeneração da biodiversidade na Amazônia’ é o objetivo principal da tese. Por isso, de forma colaborativa e em conjunto com especialistas, buscou-se identificar setores e/ou atividades econômicas que funcionam como temas-chave para a prospecção de negócios de impacto socioambiental que respondem a esse objetivo. Foram elencados 4 temas:

    A proposição dos temas levou em consideração dois aspectos:
    1. Oportunidades de uso econômico que promovam o uso sustentável da floresta (mantém a floresta em pé)
    2. Existência de áreas já alteradas e/ou degradadas (desmatadas), que tem potencial e necessidade de regeneração.
    Também foram considerados tendências e negócios de impacto socioambiental emergentes no contexto amazônico.

    Sobre os temas

    Bioeconomia: Refere-se a negócios que contribuem para a “manutenção da floresta em pé”, via alternativas econômicas, a partir de insumos da biodiversidade da Amazônia. São atividades econômicas que envolvam a produção de bens e serviços a partir de material biológico como recurso primário.

    Restauração/Regeneração Florestal: Contempla negócios de fomento à recuperação de áreas alteradas, degradadas ou antropizadas (habitats modificados), que tem potencial – e necessidade – de regeneração. São atividades econômicas que envolvem intervenções, produtivas ou não, que focam na regeneração de solo fértil, no aumento da biodiversidade e no incremento do fluxo de serviços ecossistêmicos (como a regulação da erosão, a melhoria no ciclo da água e a fixação de carbono).

    Carbono/Clima: Refere-se a negócios que contribuem para a redução de emissões de gases do efeito estufa e mitigação de mudanças climáticas, além dos itens acima de Bioeconomia e Sistemas Regenerativos e de Restauração Florestal, que também contribuem nesse sentido. Contempla atividades relacionadas à energia (renovável, eficiente e acessível) e ao tratamento de efluentes (sistemas autônomos e descentralizados de saneamento e água limpa).

    Cadeias de Fornecimento Sustentáveis: Contempla negócios que mitiguem impactos negativos, promovam a eficiência das cadeias de valor da região e enderecem os desafios característicos da Amazônia, como a questão logística. Também contempla soluções relacionadas a acesso a crédito financeiro, bem como negócios voltados para os princípios da economia circular.

    Negócios de impacto no contexto amazônico

    É importante dizer que, levando em consideração o contexto amazônico, foi pertinente fazer ajustes no conceito de ‘negócios de impacto’ e, de certa forma, ampliá-lo para que se adeque a realidade local e abarque o amplo espectro de tipos de organizações. Os negócios de impacto foram categorizados em três principais aspectos:

    Essa distinção é relevante não somente para representar e abarcar a diversidade de negócios existentes na região, como para direcionar o apoio a essas organizações, no sentido de entender que cada tipo de negócio tem desafios característicos diferentes, de naturezas e profundidade particulares, de forma que os programas de fomento para o seu desenvolvimento devem ser moldados de acordo com os tipos de negócio que serão apoiados.

    A partir disso, estão sendo propostos 4 eixos de aceleração: (1) para negócios em estágios iniciais, (2) em estágios maduros, (3) ligados a restauração/regeneração florestal e (4) empreendidos por populações locais e comunitários.

    Foi feita uma tipificação e um mapeamento de iniciativas que já existem para desenvolvimento e fortalecimento dos negócios na região. As propostas de programas de aceleração foram pensadas para abarcar, então, os diversos tipos de negócios – e de ser complementar ao que existe na região, e não em sobreposição.

    A tese traz também uma contextualização dos aspectos ambientais, socioeconômicos e territoriais da Amazônia. A floresta Amazônica precisa de novas soluções econômicas para conter as pressões de desmatamento e melhorar a qualidade de vida das mais de 25 milhões de pessoas na região, e o fomento ao empreendedorismo e negócios de impacto socioambiental é uma alternativa. 

    ACESSE A TESE COMPLETA AQUI

    Além da tese, a PPA está lançando também a campanha Caminhos para a Amazônia, com um mês todo de conteúdos, lives, podcasts e outros, com o objetivo de fortalecer o ecossistema amazônico de negócios de impacto.

    Para apresentar a tese, participamos do Festival Path Amazônia 2021 – que você pode assistir a gravação gratuitamente se cadastrando neste link – e também realizamos um evento de lançamento, que pode ser assistido abaixo:

  • Empresas e startups mostram que sustentabilidade é um bom negócio

    Empresas e startups mostram que sustentabilidade é um bom negócio

    Parcerias entre startups de impacto e grandes empresas mostram na prática como integrar sustentabilidade e resultados para o negócio

    Por mais que os temas de impacto socioambiental positivo e ESG estejam ganhando relevância e começando a ser vistos amplamente entre os executivos, percebemos que para muitos ainda é difícil tangibilizar a visão de que ações de impacto positivo e sustentabilidade não devem ser enxergadas como custo e podem ser fonte de novos negócios.

    Na última semana, a Reserva anunciou uma parceria com a Equal, um negócio de impacto especializado em roupas adaptadas para pessoas com deficiência. A Reserva lançou uma linha de roupas adaptadas para esse público, que inclui, por exemplo, ímãs no lugar de botões e zíper na lateral das calças.

    Além da iniciativa promover a inclusão, trazendo liberdade e autonomia para as pessoas com deficiência, a Reserva também amplia o seu mercado, pois milhões de novas pessoas agora irão consumir seus produtos. No Brasil, 45 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, o que representa quase 25% de toda a população. Há outros exemplos nesta linha, como a Freeda, que aceleramos este ano e traz peças para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como idosos com Alzheimer.

    O mesmo vale para o Magazine Luiza e a Azul, que ao contratarem a Hand Talk, startup de impacto com uma tecnologia que traduz o português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), passaram a ter um site acessível para as mais de 10 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva no Brasil.

    Muitas vezes, o que chamamos de minorias são na realidade maiorias minorizadas. Trata-se de um amplo mercado, com milhões de potenciais clientes que hoje são mal atendidos pelo mercado.

    É o caso quando pensamos em mulheres, pessoas pretas, pessoas de baixa renda. Passar a enxergar esses grupos como potenciais clientes e criar soluções relevantes para eles pode revelar novos mercados ainda não ocupados.

    No Quintessa, temos vivenciado há 12 anos a integração estratégica entre impacto e resultado financeiro e acreditamos que a conexão com as startups de impacto é um caminho rápido e eficaz para criar iniciativas com esse objetivo. A boa notícia é que as empresas já começaram a apostar nas parcerias com startups e não faltam exemplos, como os citados acima, para inspirar demais empresas a fazerem o mesmo.

    Enxergamos quatro principais objetivos para as empresas se conectarem a startups de impacto: integrar impacto positivo à agenda de inovação e novos negócios; trazer as startups para implementar práticas ESG e alcançar metas de sustentabilidade; apoiar startups de impacto nas ações de filantropia, e realizar investimentos, fusões e aquisições.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Mariana Valle.

  • Quintessa, aceleradora de impacto referência na área, apresenta novo posicionamento, frentes de atuação e marca

    Quintessa, aceleradora de impacto referência na área, apresenta novo posicionamento, frentes de atuação e marca

    Com mais de 250 negócios impulsionados, empresa se torna ecossistema de soluções para desafios sociais e ambientais relevantes no país 

    O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira no Brasil, apresenta essa semana seu novo posicionamento. O lançamento consolida suas frentes de atuação, marcadas pela maturidade e profundidade adquiridas em seus doze anos de experiência, justamente neste momento em que o tema ESG é cada vez mais reconhecido como relevante. Quando surgiu, o termo “negócios de impacto” nem existia no Brasil – e o Quintessa participou ativamente da definição do assunto, bem como se tornou referência na área.

    O Quintessa já impulsionou o crescimento de mais de 250 negócios de impacto e mapeou mais de 5 mil startups, sendo hoje referência na temática de inovação com impacto positivo. A empresa reforça seu propósito em fazer com que os desafios sociais e ambientais do país possam ser superados por meio de uma nova forma de fazer negócios.

    Com a bagagem adquirida ao trabalhar com grandes parceiros como Braskem, Ambev, Fundação Lemann e Instituto BRF, além de startups e empreendedores que hoje são cases emblemáticos do setor, como Boomera, Hand Talk, 4YOU2, Courri, Escola do Mecânico e Vitalk, e a parceria de mais de 60 mentores renomados, incluindo o fundador Leo Figueiredo, o Quintessa deixa de se posicionar apenas como ‘aceleradora de negócios de impacto’ e passa a ser uma ‘aceleradora de impacto’. A mudança, que à primeira vista pode parecer sutil, não é. 

    Ela marca a evolução do modelo para ser um ecossistema de soluções para os desafios sociais e ambientais centrais e o principal parceiro de startups, grandes empresas, institutos, fundações e investidores que estão comprometidos em transformar o país por meio de iniciativas inovadoras e empreendedoras. Além de abranger os públicos com os quais trabalha, a evolução revela o foco na solução dos desafios relevantes, passando a aceleração a ser vista como uma das soluções possíveis – complementar aos programas de CVC, implementação de pilotos, cocriação de soluções e outros formatos que têm executado.

    “Com o boom do termo ESG nos últimos meses, há o risco do olhar para as práticas empresariais sob a lente do impacto positivo, que deve ser genuíno e profundo, se tornar superficial e meramente midiático, impulsionado apenas por uma leitura de oportunidade de mercado”, afirma Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa. “Quando nós começamos, há 12 anos, éramos até vistos como um grupo de lunáticos, falando em unir lucro e impacto positivo, repensar o papel das empresas e ter uma atuação humana e consciente. Vivenciamos o nascimento do setor de negócios de impacto, bem como dos movimentos de aceleração, inovação aberta, venture capital, ESG etc, sempre muito atentos e críticos para garantir nosso protagonismo com uma atuação consistente. Nossos primeiros anos foram dedicados a consolidar cases concretos, que comprovassem que este era um caminho possível, o que realizamos por meio de nossos programas de aceleração próprios. Nos últimos cinco anos, passamos a apoiar parceiros e grandes empresas a inovarem com impacto. Agora, consolidamos nossas expertises e visão sistêmica sobre o setor nos apresentando como um ecossistema de soluções”.

    Gabriela Bonotti, diretora do Quintessa, complementa: “Mais do que consolidar nosso pioneirismo e experiência, sentimos a necessidade de reforçar a nossa essência e nosso compromisso inalienável com o impacto positivo. Nos apresentamos como o principal parceiro para apoiar as empresas e organizações comprometidas, para valer, com impacto positivo e uma nova forma de fazer negócios, atuando na sua jornada de transição e evolução nessa direção.”

    Ecossistema de soluções

    As três frentes de atuação do Quintessa (Empresas, Negócios de Impacto e Parcerias), acontecem de forma integrada, unindo pessoas, soluções e organizações. 

    Negócios de impacto: Programas para empreendedores em diferentes estágios de maturidade (Validação, Ida a Mercado, Tração e Escala) focados em estruturar a gestão, impulsionar o crescimento e captar investimento para negócios de impacto.

    Empresas: Iniciativas para empresas comprometidas com uma nova forma de fazer negócios, apoiando sua jornada de transição e crescimento nessa direção. Conectam empresas e startups de impacto e desenvolvem soluções por meio da inovação aberta, indo da concepção estratégica da iniciativa, à curadoria das startups e execução dos programas.

    Parcerias: Iniciativas que trazem abordagens inovadoras para a geração de impacto positivo. Criam soluções para institutos, fundações, family offices, investidores e demais organizações do ecossistema se relacionarem com startups e suas soluções de impacto.

    As frentes de atuação são reflexo de uma escuta atenta às demandas do mercado e de uma postura propositiva: “Começamos executando nosso próprio programa, entendemos que as empresas precisavam de suporte para qualificar seus programas de inovação aberta, depois entendemos que havia um gap também na concepção estratégica destes programas… Nossas frentes de atuação têm origem na intensa escuta do mercado e na visão crítica que trazemos propondo soluções relevantes para mudar o jogo. Criamos programas focados em startups de impacto de variados estágios e com distintos focos – do viés de investimento ao de venture philanthropy, do viés de desenvolvimento de ecossistema ao focado em resultados em novos negócios. Ao ouvir empreendedores, empresas, investidores e entender profundamente seu olhar, conseguimos garantir consistência na proposta de valor das nossas iniciativas”, diz Anna.

    Além de consolidar a atuação mais abrangente, o ano também foi marcado pelo crescimento do Quintessa, tendo aumentado a quantidade de novos parceiros clientes e dobrado a quantidade de pessoas no time, de 12 para 27.

    O Quintessa tem diversas metodologias proprietárias, características por serem baseadas em profundidade e personalizadas para garantir a assertividade para cada parceiro e startup. Outro aspecto de destaque é sua equipe de gestores e mentores, que possuem vasta experiência, além de uma rede qualificada de investidores e potenciais clientes para conectar a todos.

    “Ainda assim, além do ‘o que’ entregamos, o que mais ouvimos de diferencial é sobre o ‘como’ entregamos, a nossa forma de atuar: profunda, intensa, baseada em parcerias verdadeiras, humana e acolhedora, questionadora e propositiva, com soluções de ponta a ponta, comprometida com resultados relevantes, indo do estratégico ao operacional”, complementa Anna.

    “Nosso intuito é liderar as pautas de desenvolvimento social e ambiental, fazendo a integração entre lucro e impacto. Queremos estimular pessoas e negócios a potencializar iniciativas de impacto positivo e agir em prol da realidade que queremos construir. O que mais gostamos é apostar naqueles que empreendem para transformar a realidade do país de forma genuína”, afirma Gabriela.

    Nova marca

    Para enfatizar a transformação, apresenta novo logo, relembrando a origem do nome Quintessa – o quinto elemento,  a “quintessência”, depois da terra, do ar, do fogo e da água. 

    Desenvolvida pela MiLLHOUSE MKT, de Luiz Tastaldi, o que eram três cores mescladas na logo, agora são cinco cores sólidas, que expressam um universo em si: terra, água, fogo, ar e o quinto elemento, a quintessência. Uma palavra que simboliza aquilo que é invisível, mas que traz sentido e conecta todos. Aquilo que cada vez mais tem mais valor. O significado é buscar ir além do conhecimento técnico e do que é explícito – e ter atenção ao invisível e às relações intangíveis que estão por trás e dão vida aos negócios.

     

  • O Quintessa mudou, evoluiu, cresceu

    O Quintessa mudou, evoluiu, cresceu

    O Quintessa mudou, mas não foi uma mudança de agora.

    Ele começou a mudar quando cada um do time, dos mentores, dos empreendedores, dos parceiros chegou aqui e somou seu repertório: seus sonhos, valores, experiências e conhecimentos. Ele mudou e continuará sempre em constante evolução.

    O Quintessa é composto pela somatória das pessoas que fazem parte dele e da sua história. Pelas nossas escolhas, pelo que nos recusamos a compactuar, pelo que nos propomos a fazer.

    O Quintessa mudou, evoluiu, cresceu. E foram as pessoas que protagonizaram e viabilizaram esse crescimento.

    Há 12 anos parecíamos um grupo de lunáticos falando sobre unir ‘negócios’ e ‘impacto positivo’, repensar o papel das empresas e ter uma atuação humana e consciente. Agora, a realidade mudou.

    Vivemos, resilientes, a atenção com o planeta se tornar uma pauta urgente. O sustentável ser reconhecido como um caminho sem volta, e o social ser a luta de muitos. O que antes era um desejo de alguns, se tornou uma necessidade de todos.

    E quando muitos se movimentam, as transformações ousam e engrandecem. Agora, podemos nos repensar e realizar muito mais.

    Hoje compartilhamos a evolução do Quintessa, de um novo posicionamento e frentes de atuação.

    Mais do que consolidar nosso pioneirismo, maturidade e experiência, sentimos a necessidade de explicitar a nossa essência, reforçar a nossa origem, celebrar nosso grande pacto e o compromisso inalienável com o impacto positivo – e expressar isso na nossa marca.

    Celebramos a evolução de programas de aceleração para sermos agora um ecossistema de soluções. Marcamos a evolução do que foi um instituto de alguns para ser agora uma empresa de todos.

    O que eram três cores mescladas em nossa logo, agora são cinco cores sólidas, que expressam um universo em si: terra, água, fogo, ar e o quinto elemento, a quintessência. Uma palavra que simboliza aquilo que é invisível, mas que traz sentido e conecta todos. Aquilo que cada vez mais tem mais valor. Nos recorda a ir além do conhecimento técnico e do que é explícito – e ter atenção ao invisível e às relações intangíveis que estão por trás e dão vida aos negócios.

    As diferentes frentes de atuação do Quintessa acontecem de forma conectada, unindo pessoas, formando parcerias e gerando impacto positivo. Somos um ecossistema que pulsa na mesma direção, impulsionados pelas nossas convicções.

    O Quintessa “é” através de cada um de nós. Juntos, somos Quintessa.


    Manifesto Quintessa: Sobre dar potência a vidas e negócios de corpo e alma

    Se há algo com o que não queremos mais compactuar, é fingir que está tudo bem. Escolhemos encarar aquilo que nos deixa inconformados e colocar no centro o que realmente importa: as pessoas e o planeta. Escolhemos o compromisso com o impacto positivo.

    Acreditamos que só vale a pena se for genuíno e verdadeiro. Entramos para valer, de coração, com profundidade e intensidade.

    O que nos nutre são as nossas relações e elas formam vínculos tão fortes que podem mudar o mundo e criar uma realidade generosa e digna para todos.

    Corações e mentes em harmonia, arte e ciência de mãos dadas, pessoas em constante evolução. Somos um ecossistema que pulsa na mesma direção.

    Temos a coragem das nossas convicções para ousar contrariar o que parece impossível. Empreendemos porque o que desejamos ver ainda não existe.

    É o ímpeto empreendedor e a humanidade que existe em cada um de nós que nos dão força para criar uma nova forma de fazer negócios.

    Um jeito Quintessa de ser, ver, se relacionar e agir.

    O Quintessa existe para dar potência a vidas e negócios de corpo e alma.

  • Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    O que podemos aprender com a {Parças} e a inclusão de jovens egressos do sistema carcerário nas grandes empresas

    14 de abril de 2020 foi o dia em que ouvimos uma das histórias que mais nos chamou atenção nos últimos anos aqui no Quintessa. O protagonista dessa história conduziu a narrativa com tanta humildade que dava a impressão de que era só mais uma, como tantas outras. Mas sentimos que ali havia elementos que se diferenciavam, que o compromisso com a missão do negócio era genuína e persistente — e, de fato, estávamos diante de um dos empreendedores que mais nos surpreenderia nos meses seguintes.

    Tudo começava com um incômodo pessoal. Depois de alguns anos frequentando a Fundação Casa, antiga FEBEM, em visitas a um familiar que estava vivendo o regime de privação de liberdade, ouvindo as vozes daqueles meninos e enxergando ali um terreno fértil para o desenvolvimento de novos talentos, Alan Almeida, no auge dos seus 20 e poucos anos, junto à sua esposa Carla Cristina, fundou a {Parças} Developers School.

    Nascia ali não só uma escola de programadores, mas também dois empreendedores que, contra todas as adversidades que a periferia os impunha, provaram (e vêm provando) que a vontade de reescrever a história da população carcerária, que, no Brasil, é a terceira maior do mundo, ficando atrás apenas da China e dos EUA, é muito maior que qualquer obstáculo que a vida já lhes apresentou.

    A {Parças} seleciona pessoas do sistema prisional e de áreas urbanas de baixa renda em situação de extrema vulnerabilidade social e qualifica e conecta estas pessoas com oportunidades de trabalho na área de tecnologia, quebrando, assim, o ciclo de reincidência e dando uma nova perspectiva para esses jovens.

    O modelo da {Parças} Developers School é baseado no modelo de sucesso compartilhado, mesclando educação com inclusão no mercado de trabalho. Estamos falando de um modelo onde a {Parças} só ganha se o aluno ganhar, criando esse estímulo positivo para que se desenvolva jovens com uma capacitação de alta qualidade que garanta a entrada deles no mercado de trabalho. Na prática: o aluno passa por uma capacitação de 4 a 12 meses se tornando apto a trabalhar na área de tecnologia de uma empresa. A contratante, por sua vez, pode remunerar a {Parças} de três formas diferentes: por contratação pontual, por pacotes de contratação (quando, por exemplo, quer contratar um grupo de 10 desenvolvedores) ou financiando a capacitação de uma turma de alunos (o que eles chamam de Bootcamps).

    Hoje, a {Parças} capacita pessoas em situação carcerária (no Complexo do Brás – Fundação Casa e no presídio feminino do Carandiru) e jovens em situação de extrema vulnerabilidade. Durante o auge da pandemia, a {Parças} arrecadou 46 computadores e 69 cestas básicas para distribuir para os jovens que estavam, aos poucos, se desengajando nos estudos em decorrência da fome. Se quiser ouvir mais, você pode assistir a live que gravamos com ele.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Thaís Fontoura.

  • Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Ao criar uma iniciativa de inovação aberta, algumas empresas preferem realizá-la com um time interno, enquanto outras contam com o apoio de especialistas – aceleradoras e incubadoras – para realizar o programa.

    A escolha entre internalizar a iniciativa ou realizar em parceria depende de diferentes aspectos, e cada um dos caminhos tem suas vantagens e pontos de atenção, especialmente quando adicionamos a lente da sustentabilidade e impacto positivo integrada à inovação, um tema ainda novo para muitas organizações.

    Acreditamos que é mais vantajoso trazer uma aceleradora parceira na maioria dos casos, e neste texto vamos explorar nossa visão sobre essa decisão.

    Uma iniciativa de inovação aberta tem várias etapas

    Antes de entender como e com quem realizar a iniciativa, precisamos enxergar o projeto em algumas etapas. Na metodologia do Quintessa, detalhada no Guia para Inovar com Impacto, realizamos um passo a passo de aprofundamento e definição de estratégia antes de implementar qualquer iniciativa.

    Com essa visão do todo, entendemos que algumas etapas podem ser realizadas internamente, enquanto outras são mais efetivas se realizadas com externos. A contratação de um parceiro pode depender do grau de maturidade da empresa em relação ao tema de inovação e de impacto positivo.

    Por exemplo, para aquelas que já estão mais avançadas nessa jornada e têm a inovação integrada à cultura da empresa, pode fazer sentido internalizar a etapa inicial, em que são mapeados os desafios da empresa a serem endereçados por meio da inovação aberta. Essa é uma entrega que envolve um bom conhecimento sobre a empresa e capacidade de navegar e dialogar com diferentes áreas. Vale destacar que ao optar por internalizar, é preciso garantir que uma pessoa estará dedicada nesta agenda.

    Ao ter uma pessoa dedicada, essa etapa acaba sendo um fluxo contínuo, em que a pessoa/área dedicada recebe demandas de outras áreas e capta desafios constantemente.

    Curadoria de startups e visão de mercado

    Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) avaliou as iniciativas de relacionamento entre grandes empresas e startups na América Latina e revelou que entre as principais dificuldades apontadas pelas empresas para trabalhar com startups estão: identificar negócios que podem gerar valor para a corporação e atrair empreendedores qualificados.

    Uma aceleradora parceira pode solucionar essas dificuldades ao trazer um pipeline de negócios mais robusto e já com uma curadoria, uma visão ampla de mercado para analisar o diferencial, potencial de inovação e de modelo de negócio das startups, além de metodologias de seleção já validadas com diversas startups ao longo da sua experiência. O sucesso da iniciativa não está na quantidade de startups inscritas, mas na qualidade dos negócios e aderência aos desafios da empresa.

    No Quintessa, temos uma base de mais de 4 mil startups de impacto mapeadas, o que agrega muito valor na seleção. Não só abrimos a chamada aberta para inscrições, como convidamos ativamente os empreendedores que já mapeamos para se inscreverem, a partir dos critérios da iniciativa. De 70% a 95% das startups participantes das turmas que formamos nos últimos programas se inscreveram após o nosso convite ativo. Ter uma aceleradora referência e com presença forte no mercado de startups pode fazer a diferença e trazer credibilidade para o programa.

    Ao realizar a etapa de curadoria, vemos que além de trazer uma boa quantidade de inscrições qualificadas, conseguimos trazer eficiência e metodologia para a seleção, sem que a empresa dependa de uma pessoa com pouco tempo disponível para administrar dúvidas e mensagens dos candidatos em redes sociais e e-mails ou desenvolver um método de avaliação.

    Ainda assim, colaboradores que estão dentro da empresa têm uma visão sobre as prioridades e uma melhor articulação entre as áreas. Por isso, mesmo contratando uma aceleradora, é estratégico ter uma pessoa dedicada na seleção, que possa trazer essa visão do todo e um olhar técnico e estratégico ao avaliar as soluções das startups. Em geral, nos programas que realizamos há uma pessoa dedicada parcialmente ao programa, cuidando de outras iniciativas ao mesmo tempo. 

    Diferentes formatos de programas exigem conhecimentos distintos

    No último texto, falamos sobre as diferenças entre os programas de inovação aberta. A execução de cada um deles também demanda expertises diferentes. Por isso, para empresas mais maduras em relação a processos de inovação e no relacionamento com startups, pode fazer sentido internalizar a realização de POCs e implementação de pilotos.

    Já nos programas de aceleração, independente da maturidade da empresa, faz mais sentido contar com um parceiro. A aceleração demanda expertise sobre metodologias de empreendedorismo e gestão alinhadas ao contexto das startups.

    Ainda assim, estar maduro no relacionamento com scale-ups (startups mais avançadas) não significa que terá facilidade em dialogar com startups em estágio de validação (mais iniciais), pois são outras demandas, desafios e formas de agregar valor, e neste caso contar com uma aceleradora pode valer a pena. 

    Integrar inovação e impacto positivo

    Quando falamos em iniciativas que conectam inovação e sustentabilidade/impacto positivo, pode fazer sentido trabalhar com uma aceleradora especializada nesse universo. A falta de experiência pode fazer a agenda não avançar e cair em um ponto cego dos executivos em não conseguir enxergar uma integração entre os dois campos. 

    Já vimos alguns programas darem errado ao igualar “impacto” com os demais critérios de seleção, mas sem detalhar seu significado e sem ter um parceiro especialista na área. Dessa forma, é difícil para a empresa encontrar bons candidatos que resolvam problemas reais de impacto socioambiental. Além de que, avaliar impacto não é algo trivial, por isso é importante ter um parceiro com essa experiência.

    A aceleradora tem o papel de mediação

    Mais um motivo para ter um parceiro externo, que é pouco percebido, é o papel de ‘mediação’ que uma aceleradora pode oferecer. Quando as empresas fazem o processo com time interno, vemos uma certa confusão de papéis: em um dia a empresa está cobrando resultados e propostas como potencial parceiro ou cliente, no outro está apoiando a startup, e por vezes isso pode levar a conflitos de interesses. 

    Ao contar com uma aceleradora externa, a empresa se mantém na cadeira que precisa estar – de potencial parceiro/cliente da startup. A aceleradora faz o papel de mediar essas conexões e de apoiar os empreendedores com a mão-na-massa no dia a dia, inclusive para poderem se preparar com o diálogo com as empresas. Mesmo com a aceleradora, os executivos da empresa se mantêm ainda muito próximos neste apoio e troca de experiências, como falamos neste texto sobre cultura e sobre os motivos para realizar uma iniciativa de inovação aberta.

    Em resumo, os motivos para decidir entre internalizar ou contar com um parceiro podem ser baseados em conhecimento técnico, metodologias para seleção e relacionamento com startups, repertório e experiência com programas similares para lidar com os desafios de implementação, rede de relacionamento já estabelecida com startups, reputação e credibilidade de marca para atrair empreendedores qualificados, tipo de programa que será implementado, maturidade no assunto e cultura da empresa, entre outros.

    Acreditamos que o apoio de uma aceleradora pode ser crucial para o êxito da iniciativa. Falando pela nossa experiência como Quintessa, começamos a apoiar essa relação depois de anos de desenvolvimento de metodologias próprias de aceleração para empreendedores, de preparação para investimento, de mediação do estabelecimento de novas parcerias. Isso nos levou a desenvolver uma metodologia de ponta para o relacionamento de qualidade com as startups, levando aos melhores resultados para os parceiros e startups mais satisfeitas com os programas.

    Sendo uma aceleradora especializada em impacto socioambiental, garantimos a seriedade da pauta, com um know-how estruturado e genuíno no tema ESG e com a maior base de startups de impacto do mercado brasileiro.

    Além disso, ao trabalharmos com diferentes empresas, compartilhamos os aprendizados dos programas, fazendo com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.

    Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui!

    Para entender melhor como o Quintessa pode ser parceiro da sua iniciativa de inovação aberta com impacto positivo, entre em contato conosco: [email protected]