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  • Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    No final de 2019, os investimentos de impacto no Brasil somavam US$785 milhões, mais que o dobro de dois anos antes (US$ 343 milhões). Com a ascensão do ESG e o olhar dos investidores para o retorno além apenas do financeiro, a tendência é que ainda mais investimento de impacto seja direcionado para o setor. 

    Em contraponto, o 3º Mapa de Negócios de Impacto Social+Ambiental, realizado pela Pipe Labo em 2021, mostrou que 69% dos negócios mapeados faturavam menos de R$100 mil por ano ou ainda não faturavam.

    Outro estudo, também realizado pela Pipe, o Scoring de Impacto, identificou que um dos principais desafios para os investidores de impacto é a falta de oportunidade de investimentos com bons históricos de desempenho (track record). Existe um gap no ecossistema, com falta de pipeline qualificado para investimento e de negócios maduros.

    O apoio aos negócios de impacto em estágio de maturidade inicial é essencial para que as startups e o setor possam se desenvolver e amadurecer. Para isso, precisamos pensar em instrumentos adequados para esses negócios e para quem os apoia.

    Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de 2 anos, o que corresponde a 10% de sobrevivência. 

    Investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    O conceito de Venture Philanthropy como modalidade de atuação filantrópica: 

    O modelo de Venture Philanthropy é um tipo de investimento que tem o impacto como prioridade, mas que tem uma metodologia e estratégia mais clara do que a filantropia tradicional, se apropriando da lógica do Venture Capital.  

    Em um contexto onde famílias empresárias têm se mostrado cada vez mais engajadas nas temáticas de filantropia (segundo um report da INEO de 2020) investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    Famílias e pessoas físicas: Jornada de Venture Philanthropy | Programa Quintessa 

    Criado em 2021 para pessoas físicas e famílias empresárias, em forma de uma jornada de 8 a 15 meses, o programa de Venture Philantropy do Quintessa abrange três objetivos: 

    1. Gerar impacto positivo (seja pela atividade-fim dos negócios, seja por promover o desenvolvimento dos empreendedores e do ecossistema);
    2. Aprendizado prático e vivencial no campo;
    3. Pipeline qualificado para potencial investimento posterior.

    Os participantes foram: Instituto Helda Gerdau e Associados do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). O ICE atuou como um parceiro estratégico da iniciativa.

    Além de apoiar financeiramente o desenvolvimento de negócios de impacto por meio de uma aceleração do Quintessa para os negócios, incluímos momentos de capacitação, mentoria, conexões de valor e networking. Uma das vantagens desse formato é promover

    também a troca entre as famílias e os investidores, que compartilham seus aprendizados e reflexões sobre a atuação na temática.

    Como funciona o programa na prática: 

    • 14 meses de duração
    • Participação no Pitch Day e Banca de Seleção dos negócios a serem apoiados 
    • Workshop de introdução na temática de Negócios de Impacto
    • Palestras bimestrais com especialistas do ecossistema de impacto
    • Relacionamento mensal: reuniões com empreendedores para contribuir com seu desenvolvimento por meio de mentorias (individuais ou coletivas) e/ou conexões
    • Aceleração: dedicação semanal do time Quintessa para estruturar a gestão e impulsionar o crescimento, de forma personalizada para cada negócio
    • Relatórios bimestrais com o desenvolvimento dos negócios
    • Continuidade: apoio na decisão de investimento posterior nos negócios

    Os negócios acelerados foram Trampay, Parças e Barkus.

    Case Barkus: 

    A Barkus é uma edtech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos por meio da tecnologia, expandindo horizontes, ajudando a mudar realidades e a diminuir desigualdades. 

    A principal solução é a Iara, um bot de educação financeira que, de forma individualizada, compartilha informações sobre os mais diversos temas do mundo financeiro por meio de trilhas de aprendizagem via WhatsApp.

    A edtech fez parte do programa de Venture Philanthropy durante 14 meses, e nesse período, participou de um programa de aceleração individual do Quintessa, com suporte mão na massa e estratégico semanal e personalizado de gestores e mentores especialistas. 

    O cenário pré-aceleração era de consolidação do primeiro produto digital, de estruturação do crescimento, além de desenvolver novos produtos que permitissem a Barkus expandir sua atuação para inclusão financeira. 

    Após a aceleração, os grandes marcos foram: 

    1. Implementação de sistema de gestão estratégia (OKR) e indicadores chaves (KPIs) para monitorar a saudabilidade e evolução da empresa; 
    2. Implementação de remuneração variável para reforçar a cultura e retenção de talentos chaves;
    3. Contratação de lideranças e construção de time de tecnologia;
    4. Viabilização dos testes necessários para novas features e futuros produtos com o time da Acordo Certo, outra startup acelerada pelo Quintessa que atua na negociação de dívidas online incluindo contrato com a empresa 99 para implementação com base de 100 mil usuários.

    Alguns números pós-aceleração: 

    Após a aceleração, a Barkus passou de 5 para 16 pessoas no time e saltou de 35 mil para 100 mil pessoas impactadas. Além disso, 10 novas features foram adicionadas ao produto da Barkus e o faturamento da empresa seguiu crescendo.

    Para Bia Santos, CEO e cofundadora da Barkus Educacional, “ O Quintessa foi como um irmão mais velho, que pegou em nossas mãos em um dos momentos mais desafiadores do negócio e nos ajudou a chegar mais longe. Sou muito grata por participar desse programa e ter, em nossa casa, uma gestora tão dedicada em nos ajudar, com muita mão na massa, em todos os desafios”, afirma a empreendedora.

    Ela comenta também que a aceleração foi importante para ter uma visão estratégica e dedicar esforços ao que realmente importa. “Conseguimos desenvolver bastante nosso produto e modelo de negócio, contratamos mais 12 pessoas, estruturamos melhores processos e, agora, estamos focando no desenvolvimento comercial da Barkus. Todas as frentes foram necessárias para que conseguíssemos chegar mais longe”, completa.

    Quer saber mais como o Venture Philanthropy está aproximando famílias empresárias e investidores com o ecossistema de impacto e conhecer outros cases do Quintessa? 

    Faça download da Publicação Venture Philanthropy e Negócios de Impacto: o papel das famílias empresárias

  • Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Abaixo, os resultados de cada Startup:

    Já Entendi

    Município de aplicação: Nova Mutum – MT

    Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

    Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

    Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

    Lemobs

    Município de aplicação: Dourados – MS

    Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

    Público alvo: Escolas públicas.

    Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

    Connecting Food

    Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

    Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

    Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

    Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

    Why Waste

    Município de aplicação: Rio Verde – GO

    Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

    Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

    Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

    Eats For You

    Município de aplicação: Uberlândia – MG

    Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

    Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

    Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Sobre as Startups: 

    Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

    Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

    Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

    Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

    Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

  • Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Abaixo, os resultados de cada Startup:

    Já Entendi

    Município de aplicação: Nova Mutum – MT

    Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

    Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

    Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

    Lemobs

    Município de aplicação: Dourados – MS

    Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

    Público alvo: Escolas públicas.

    Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

    Connecting Food

    Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

    Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

    Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

    Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

    Why Waste

    Município de aplicação: Rio Verde – GO

    Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

    Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

    Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

    Eats For You

    Município de aplicação: Uberlândia – MG

    Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

    Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

    Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Sobre as Startups: 

    Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

    Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

    Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

    Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

    Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

  • Fundação Tide Setubal e Quintessa implementam programa de Desenvolvimento Territorial

    Fundação Tide Setubal e Quintessa implementam programa de Desenvolvimento Territorial

    A Fundação Tide Setubal, em parceria com o Quintessa, selecionou três startups de impacto que irão implementar soluções para desenvolver o território do Jardim Lapenna, bairro da Zona Leste de São Paulo. O objetivo da parceria é trazer inovação para solucionar as grandes demandas da região:  educação, emprego e renda, segurança alimentar e inclusão digital. 

    O Jardim Lapenna é um bairro localizado entre a estação São Miguel Paulista e o antigo leito do Rio Tietê. Sua localização atrativa (próxima à uma estação de Trem Metropolitano) fez com que o Lapenna passasse por um intenso e rápido processo de crescimento populacional: passou de pouco mais de 5 mil habitantes em 2000 (Censo, IBGE) para cerca de 12 mil habitantes em 2017 de acordo com a estimativa da Unidade Básica de Saúde local. 

    A Fundação Tide Setubal atua desde 2006 no Jardim Lapenna para a construção de um modelo de desenvolvimento humano, econômico e urbano do território. Para avançar nesta frente de trabalho e possibilitar um crescimento mais justo e sustentável na região, a organização se uniu ao Quintessa com objetivo de viabilizar ações sistêmicas de melhoria de territórios periféricos, visando reduzir desigualdades e promover desenvolvimento. O Jardim Lapenna é uma periferia potente e com diversas demandas de desenvolvimento sustentável que podem ser transformadas por meio do trabalho junto a negócios de impacto. 

    As soluções serão implementadas de duas maneiras: via oferta direta das soluções para os moradores do bairro, ou via inauguração de franquias ou unidades locais, gerando a possibilidade de escala e continuidade na região e servindo como referência para inspirar outros projetos de desenvolvimento territorial. O programa acontece de forma participativa com as lideranças locais, que atuaram na seleção dos negócios e também irão apoiar na implementação.

    Para Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa, “o programa é uma possibilidade de trazer as abordagens inovadoras dos negócios de impacto para solucionar problemas sociais ‘antigos’, que são complexos e sua superação demanda esforço conjunto de diferentes setores e atores.”

    Conheça as soluções que serão implementadas: 

    Como forma de apoiar e promover a segurança alimentar da região, a startup SuperOpa irá alocar um contêiner no Jardim Lapenna, onde consumidores locais vão poder aprender a fazer compras online por um aplicativo e receber os pedidos sem ter que pagar o preço do frete. Com isso, eles poderão acessar produtos de melhor qualidade com altos descontos por estarem próximos ao vencimento, com a certificação e garantia da SuperOpa. 

    Para democratizar o acesso à internet e promover a inclusão digital, a solução proposta pela startup Wifi-fi foi a de criar zonas de Wi-Fi Livre dentro da comunidade. Cada zona tem a cobertura de 120m de circunferência e podem estar interligadas, criando assim uma grande zona de conectividade.

    E para viabilizar a execução de ações que contribuam com educação, emprego e renda, a escola de inglês 4YOU2, que está presente há mais de 10 anos nas periferias do Brasil com ensino acessível, irá abrir uma franquia na região, gerida por um(a) morador(a) local, possibilitando o acesso ao ensino do idioma, com um espaço para receber até 690 alunos.   A solução da 4YOU2 mostra como as startups de impacto trazem um potencial de perenidade e sustentabilidade para o investimento da Fundação, já que a solução da escola terá autonomia e continuidade na região após o programa. 

    Além dos ganhos para a região, o programa apoia as startups de impacto em sua expansão geográfica e ampliação do impacto, com apoio financeiro de até R$120 mil da Fundação Tide Setubal e apoio técnico do Quintessa durante toda a etapa de planejamento e implementação da solução  – que ocorre entre os meses de maio a setembro deste ano. 

    “As soluções são inovadoras na forma de abordar os desafios e modelar o negócio por trás delas, combinando o uso de tecnologia e ações presenciais, como o contêiner da SuperOpa e a franquia da 4YOU2. Além disso, mostram a importância de valorizar o poder de compra da população, trazendo formas acessíveis de consumo de produtos e serviços”, afirma Anna. 

    O programa reforça que a conexão entre startups de impacto e institutos/fundações pode ser uma grande aliada na resolução de desafios sociais e ambientais, promoção de desenvolvimento de territórios vulnerabilizados e ampliação da sua atuação de forma escalável e perene.

  • Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha

    Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha

    Em entrevista para o Rio2C, maior evento de tecnologia, criatividade e inovação da América Latina, a sócia e diretora do Quintessa, Anna de Souza Aranha, falou sobre como as empresas estão se aproximando das startups de impacto e como explorar os formatos de relacionamento – aceleração, implementação de pilotos, etc.

    A entrevista também trouxe cases do Quintessa e abordagens sobre os tipos de desafio nas empresas que as startups podem endereçar, como ESG e sustentabilidade, agenda de novos negócios e inovação, responsabilidade social, filantropia e investimento.

    Por fim, Anna trouxe dicas para empreendedores e para empresas neste processo de relacionamento.

    Assista na íntegra:

  • O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    No Quintessa, acreditamos que a inovação é o caminho para alcançar soluções escaláveis para os desafios de sustentabilidade e ESG das grandes empresas – e que aplicar a lente do impacto positivo para os processos de inovação pode ser um grande diferencial.

    Por isso, convidamos lideranças da Braskem, BRF e Ambev para contarem como estão integrando as agendas de inovação e impacto positivo e implementando o ESG na prática.

    Braskem
    O Braskem Labs, programa de aceleração de startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou plástico, já está na sua sétima edição, gerando negócios integrados à estratégia de desenvolvimento sustentável para todas as áreas da Braskem.

    Instituto BRF
    Idealizado e executado em parceria com o Quintessa, o programa Ecco Comunidades acelerou e está implementando soluções de startups para a redução da perda e desperdício de alimentos nos territórios onde a BRF está presente.

    Ambev
    Aceleradora 100+ tem como foco encontrar startups com soluções para os principais desafios sustentáveis da Ambev e implementar pilotos na companhia, acelerando o alcance das metas de sustentabilidade.

    Para saber mais sobre os cases e entender se o Quintessa faz sentido para a sua empresa, acesse aqui!

  • Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Oito negócios que possuem soluções inovadoras para a redução da perda e desperdício de alimentos participarão do programa

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    Na última etapa da seleção, o Pitch Day, 13 empreendedores(as) apresentaram para integrantes do Instituto BRF, da BRF, OSCs (organizações da sociedade civil) e atores locais, as suas soluções para a redução da perda e desperdício de alimentos. Os candidatos eram startups em estágio operacional e com soluções prontas para implementação ou que fossem facilmente adaptadas.

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    A turma formada possui soluções para diversos elos da cadeia de alimentos: Já Entendi, ManejeBem e Sumá atuam com a capacitação de pequenos produtores da agricultura; Connecting Food e Whywaste propõem soluções para a redução do desperdício em comércios; Eats For You e Gastronomia Periférica promovem geração de renda a partir do aproveitamento de alimentos; e a Lemobs promove a gestão da alimentação escolar. 

    As oito startups selecionadas participarão de um programa de aceleração no qual, ao longo de 4 meses, participarão de workshops em grupo e receberão apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de executivos da BRF para atuar nos desafios estratégicos de cada negócio. Ao final dessa etapa, estarão elegíveis para serem selecionadas para a segunda fase do programa, durante a qual poderão implementar suas soluções nos territórios de atuação da BRF. 

    Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “a iniciativa mostra o potencial de colocarmos a inovação como lente para a geração de impacto positivo, reunindo diversos atores para lidar com esta temática complexa. Durante a seleção identificamos diversas startups de impacto com alto potencial e as oito selecionadas revelam a qualidade das soluções”.

    Conheça as oito startups: 

     

    Negócio Descrição Site Local da sede
    Connecting Food Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social. https://connectingfood.com/ SP
    Eats For You ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo. https://www.eatsforyou.com.br/ SP
    Gastronomia Periférica Negócio social que visa transformação por meio do desenvolvimento técnico e humano. Tem a missão de alimentar pessoas de comida e conhecimento, na mesma proporção. https://gastronomiaperiferica.com.br/ SP
    Já Entendi Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade. www.jaentendi.com.br PR
    Lemobs Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar. https://lemobs.com.br/ RJ
    ManejeBem Geram inteligência para o desenvolvimento de comunidades rurais familiares. Ajudam a estruturar a cadeia produtiva agrícola, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão no campo e da geração de produtos rentáveis com responsabilidade social, por meio da coleta de dados sócio-agroambientais. http://www.manejebem.com.br/ SC
    Sumá Estruturam cadeias e qualificam agricultores e cooperativas para o fornecimento de alimentos por meio de contratos de compra programada e entrega fracionada em seus territórios de atuação. appsuma.com.br SC
    Whywaste Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento. https://www.whywaste.com.br RJ

     

  • Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    O que podemos aprender com a {Parças} e a inclusão de jovens egressos do sistema carcerário nas grandes empresas

    14 de abril de 2020 foi o dia em que ouvimos uma das histórias que mais nos chamou atenção nos últimos anos aqui no Quintessa. O protagonista dessa história conduziu a narrativa com tanta humildade que dava a impressão de que era só mais uma, como tantas outras. Mas sentimos que ali havia elementos que se diferenciavam, que o compromisso com a missão do negócio era genuína e persistente — e, de fato, estávamos diante de um dos empreendedores que mais nos surpreenderia nos meses seguintes.

    Tudo começava com um incômodo pessoal. Depois de alguns anos frequentando a Fundação Casa, antiga FEBEM, em visitas a um familiar que estava vivendo o regime de privação de liberdade, ouvindo as vozes daqueles meninos e enxergando ali um terreno fértil para o desenvolvimento de novos talentos, Alan Almeida, no auge dos seus 20 e poucos anos, junto à sua esposa Carla Cristina, fundou a {Parças} Developers School.

    Nascia ali não só uma escola de programadores, mas também dois empreendedores que, contra todas as adversidades que a periferia os impunha, provaram (e vêm provando) que a vontade de reescrever a história da população carcerária, que, no Brasil, é a terceira maior do mundo, ficando atrás apenas da China e dos EUA, é muito maior que qualquer obstáculo que a vida já lhes apresentou.

    A {Parças} seleciona pessoas do sistema prisional e de áreas urbanas de baixa renda em situação de extrema vulnerabilidade social e qualifica e conecta estas pessoas com oportunidades de trabalho na área de tecnologia, quebrando, assim, o ciclo de reincidência e dando uma nova perspectiva para esses jovens.

    O modelo da {Parças} Developers School é baseado no modelo de sucesso compartilhado, mesclando educação com inclusão no mercado de trabalho. Estamos falando de um modelo onde a {Parças} só ganha se o aluno ganhar, criando esse estímulo positivo para que se desenvolva jovens com uma capacitação de alta qualidade que garanta a entrada deles no mercado de trabalho. Na prática: o aluno passa por uma capacitação de 4 a 12 meses se tornando apto a trabalhar na área de tecnologia de uma empresa. A contratante, por sua vez, pode remunerar a {Parças} de três formas diferentes: por contratação pontual, por pacotes de contratação (quando, por exemplo, quer contratar um grupo de 10 desenvolvedores) ou financiando a capacitação de uma turma de alunos (o que eles chamam de Bootcamps).

    Hoje, a {Parças} capacita pessoas em situação carcerária (no Complexo do Brás – Fundação Casa e no presídio feminino do Carandiru) e jovens em situação de extrema vulnerabilidade. Durante o auge da pandemia, a {Parças} arrecadou 46 computadores e 69 cestas básicas para distribuir para os jovens que estavam, aos poucos, se desengajando nos estudos em decorrência da fome. Se quiser ouvir mais, você pode assistir a live que gravamos com ele.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Thaís Fontoura.

  • Gestão de resíduos: um panorama sobre negócios de impacto que endereçam esse desafio

    Gestão de resíduos: um panorama sobre negócios de impacto que endereçam esse desafio

    Análises e aprendizados sobre o pipeline de startups que atuam na temática

    3º Mapa de Negócios de Impacto lançado este ano pela Pipe Social contou com um estudo especial sobre negócios da área ambiental. Ao todo, foram 536 negócios mapeados alinhados à agenda ambiental, com atuação nos setores da agropecuária, florestas e uso do solo, indústria, logística e mobilidade, energia e biocombustíveis, água e saneamento e gestão de resíduos.

    Alguns dados merecem destaque sobre estas startups: 39% delas ainda não tiveram faturamento e 28% faturaram até R$100 mil em 2019. Em 45% delas, a necessidade por capital se mostra presente e dos que já receberam algum tipo de recurso, 68% acessaram um bolso filantrópico.

    Sob a perspectiva de impacto, 42% dos negócios mapeados estão voltados à gestão de resíduos, o que mostra que grande parte das greentechs estão de olho no “lixo” como negócio. E não é só no Mapa da Pipe Social que isso se comprova.

    Este é o 3º ano que o Quintessa é o parceiro do Braskem Labso programa de inovação aberta da Braskem que faz parte da estratégia de Desenvolvimento Sustentável da empresa – acelerando startups que geram impacto socioambiental positivo na cadeia do plástico e da química. Procuramos por negócios com foco em agronegócio, biotecnologia, construção e infra, economia circular, embalagens, mobilidade e química sustentável. O Labs conta com duas turmas: o Ignition, para negócios em estágio de validação do modelo de negócio, e o Scale, para negócios onde o desafio é estruturar a gestão e impulsionar o crescimento.

    Na edição deste ano recebemos aproximadamente 400 inscrições, sendo 25% dos negócios inscritos os de economia circular. Desses, menos da metade eram elegíveis para o programa do Scale, sendo direcionados para o Ignition, o que demonstra que, de fato, a maioria dos negócios desse setor está em estágio inicial de desenvolvimento.

    A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) instituída em 2010 abriu uma série de oportunidades para empreendedores desenharem modelos de negócio que auxiliassem os geradores a cuidarem da destinação correta dos resíduos.

    O que por um lado parece oportuno demais, por outro faz com que o mercado se torne bastante habitado por soluções similares, o que costumamos chamar de “oceano vermelho”. Buscar por diferencial competitivo nesses casos é a base para garantir um posicionamento sólido no mercado.

    É interessante notar nas inscrições do Braskem Labs a quantidade de negócios focados em coleta e destinação correta de resíduos pós consumo por meio de benefícios para o consumidor final. Geralmente se configuram em modelos de recompensa para quem leva o seu resíduo separado (pet, vidro, alumínio etc) por meio de pontos ou outros benefícios. So+ma e Molecoola são dois ótimos exemplos que passaram no Braskem Labs em 2019 e 2020, respectivamente. Como eles, vários outros vêm surgindo.

    Outro exemplo são as empresas de rastreabilidade da cadeia de resíduos, como a Plataforma Verde ou a Circular Brain. Aqui estamos falando de plataformas de logística reversa que permitem a integração de todos os players da cadeia, bem como monitoramento deles, promovendo um aumento da entrada de resíduos no ecossistema.

    Além deles, há diversas outras startups que já aceleramos e que trazem soluções para a logística reversa, relacionamento e melhoria das cooperativas, como BoomeraInstituto MudaRecicleirosGaia/ViraserGreenMiningBRPolenArco ResíduosSolos Biocicla.

    Com tantas soluções habitando esse mercado, a pergunta que fica é: como se diferenciar nesse mercado? Sabemos que ele está se desenvolvendo e que talvez essa resposta também esteja. Mas já dá para reconhecer algumas pistas. Destacamos aqui algumas delas.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Thaís Fontoura.

    LEIA O TEXTO COMPLETO NO UM SÓ PLANETA

  • Case  Braskem  Labs | Aprendizados e Resultados

    Case Braskem Labs | Aprendizados e Resultados

    O Braskem Labs é um case de sucesso que tangibiliza a visão de que é possível unir inovação aberta e novos negócios com sustentabilidade e impacto positivo. O programa de inovação aberta da Braskem está na sua sétima edição e faz parte da estratégia de Desenvolvimento Sustentável da empresa, se relacionando e fazendo negócios com startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou do plástico.

    O Quintessa é parceiro da Braskem desde 2019 na realização do programa. Neste material, compartilhamos a estrutura, os aprendizados e os resultados que fazem do Braskem Labs uma das referências em iniciativas de inovação aberta e impacto positivo. Faça download do material abaixo.