Tag: ESG

  • Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG

    Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG

    Grandes e médias empresas estão cada vez mais buscando se conectar à agenda de impacto positivo. Seja mitigando o impacto negativo gerado, gerando impacto positivo a partir de sua operação e iniciativas, seja integrando à sua atividade principal a partir de um novo portfólio de produtos e serviços. Dentro dos caminhos possíveis, estão os instrumentos financeiros, como títulos de dívida atrelados a metas sociais e ambientais.

    Esses títulos podem ajudar as empresas a avançarem nas temáticas ambientais, sociais e de governança, atraindo recursos para viabilizar a implementação de ações para que atinjam suas metas.

    São muitas as modalidades de títulos, a exemplo dos green bonds, social bonds, sustainable bonds e dos sustainability-linked bonds. Falarei neste texto sobre este último.

    Segundo  relatório da Moody´s, o mercado de Sustainability Linked Bonds (SLBs) saiu de US$ 9 bi em 2020 para US$ 90 bi no ano passado. Neste ano, o montante pode chegar a US$ 200 bilhões. Os números mostram que ele está crescendo com velocidade.

    Na gravação de um dos episódios do Ponto de Ebulição, podcast do Quintessa, conversei com a Luiza de Vasconcelos, head de Negócios ESG no Itaú BBA, e com Marcio Lino, na época, diretor de ESG da Tim, que juntos emitiram uma das maiores operações brasileiras de títulos do tipo Sustainability Linked Bonds (SLBs). Compartilho aqui alguns dos aprendizados e dicas sobre o tema.

    Os  SLBs têm como característica, além do foco no atingimento de metas ESG, a flexibilidade na utilização dos recursos e taxa de juros relativa ao atingimento das metas.

    Por meio desses recursos é possível vincular as empresas a um incentivo positivo ou uma lógica de punição. No primeiro caso, quanto melhor o desempenho da organização em relação à meta, menor a taxa de juros que ela paga. No segundo, quanto pior o desempenho, mais caro ela pagará na taxa de juros. Porém, não necessariamente uma empresa pagará uma taxa de juros menor via SLBs do que pagaria via outros títulos financeiros, pois o valor da taxa varia de acordo com outros fatores macroeconômicos e de característica de risco da empresa. Ou seja, a motivação em emitir um SLB não deve ser meramente baseada em um benefício financeiro. Outros potenciais benefícios podem ser enxergados. O reforço ao posicionamento da empresa, da sua narrativa e do explícito comprometimento com as metas são alguns exemplos.

    A  emissão de um SLB começa com um bom embasamento estratégico e uma etapa consistente de planejamento e formulação de metas. Elas devem ser materiais, relevantes e ambiciosas, representando uma melhora significativa dos indicadores-chave de desempenho. Não pode ser algo que seria facilmente atingido com o que a empresa já faz atualmente. 

    A TIM, por exemplo, trabalhou durante cerca de quatro anos até a emissão da dívida, em uma jornada que contemplou a publicação de metas públicas de sustentabilidade e o acompanhamento por meio de relatórios globais, como GRI.

    Além disso, será necessária a determinação das características da emissão (como o tempo de cumprimento das metas) e a contínua elaboração de relatórios para acompanhamento da performance e cumprimento das metas.   

    Outro elemento importante é a governança. Os tomadores de decisão – como conselho, presidente, CFOs e outras instâncias – devem estar alinhados e engajados com as metas.  Ter  todos engajados é essencial para que não se emita o título contando apenas com uma área interessada mobilizada. Existe um risco financeiro atrelado ao seu não atingimento e estas costumam ser desafiadoras, no sentido de demandar soluções sistêmicas, com atuação de diversas áreas de forma integrada.

    Como quase toda tendência, há de se cuidar das boas práticas para não acabar com a potencial oportunidade antes mesmo que ela tenha se concretizado. Assim, o desejo é que o mercado avance na agenda com responsabilidade, prezando pela consistência de sua estratégia ESG e vendo o instrumento financeiro como um aliado da sua jornada por uma transformação real.

    Este texto foi publicado originalmente na coluna da Co-CEO do Quintessa, Anna de Souza Aranha, na Folha de São Paulo.

  • Como o Grupo Fleury está avançando nas metas ESG com inovação aberta

    Como o Grupo Fleury está avançando nas metas ESG com inovação aberta

    A inovação aberta está cada vez mais presente na área da saúde,seja para eficiência de processos ou para a geração de impacto positivo

    Em 2021, o Grupo Fleury emitiu títulos de dívidas atrelados às suas metas de sustentabilidade no valor de mais de R$1 bilhão, os chamados sustainability-linked bonds. O valor está atrelado a metas sociais e ambientais da empresa: ampliar o acesso à saúde para as classes C, D e E, atingindo 1 milhão de clientes dessas classes na sua plataforma digital até 2026 e reduzir a quantidade de resíduos biológicos em 20,5% até 2025. Foi a primeira vez que uma empresa emitiu títulos com metas sociais no Brasil.

    Uma das formas que a companhia encontrou para avançar na adoção de práticas e cumprimento dessas metas foi a inovação aberta, conectando-se com startups de impacto social e ambiental, em parceria com o Quintessa. Juntos desenvolvemos o Programa Impacta Grupo Fleury, com o objetivo de potencializar startups com soluções inovadoras para alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

    A iniciativa partiu de uma escuta e exploração com executivos do Grupo acerca de sua estratégia ESG e objetivos com o programa, resultando em duas vertentes:

    • Acelera: programa de aceleração com o objetibo de potencializar startups em estágio inicial que possuam soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury;
    • Soluciona: programa para implementar pilotos de soluções de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.

    As duas iniciativas se complementam, de forma que a empresa testa soluções para suas metas de curto prazo com negócios que já estão em fase de implementação, ao mesmo tempo em que investe em startups iniciais para que amadureçam e possam se tornar parceiras de negócio no futuro.

    Na prática

    Na iniciativa ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio inicial foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses (a lista de startups está no final do texto). As 10 startups selecionadas receberam suporte personalizado de gestores do Quintessa para identificação de desafios prioritários e desenvolvimento do seu negócio, além de acesso a uma rede de mentores da aceleradora e do Grupo Fleury e a possibilidade de fazer negócios com a companhia. O objetivo da aceleração é auxiliar as startups a avançarem nas suas jornadas de validação e ida ao mercado de seus produtos ou modelos de negócio.

    Como resultados, destacamos:

    • Média de 9,6 na nota dos empreendedores para a pergunta “quanto você indicaria o programa para outros empreendedores?”
    • 96% de média de atingimento das metas das startups no programa;
    • 35 conexões realizadas entre startups e outras empresas, sendo 17 com possíveis clientes; 
    • 50% das startups aceleradas fizeram vendas ou uma parceria crucial para o próximo passo (potenciais investidores, parcerias comerciais e operacionais)
    • 40% dos acelerados estão em negociação de POC com o Grupo Fleury.

    Na iniciativa ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical, que amplia a atuação do Grupo Fleury por meio de unidades móveis de saúde (vans e caminhões adaptados); e para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown, que integra e otimiza o gerenciamento da cadeia de resíduos nas áreas de facilities e sustentabilidade.

    Os empreendedores implementaram os pilotos com as áreas internas para testar as soluções em relação às metas ESG e foram acompanhados por quatro meses pelo time do Quintessa para avaliar a eficácia dos projetos. Com a Vertown, foi possível reduzir em 67% o tempo gasto na gestão de resíduos, destinar mais de 100 toneladas e reaproveitar mais de 15 toneladas de resíduos. Agora, o piloto está em negociação para rollout.

    Para encontrar e selecionar os negócios, o programa abriu uma chamada aberta para inscrições e utilizou a base de dados do Quintessa, com mais de cinco mil negócios de impacto mapeados, e o time de Seleção da aceleradora, que realiza entrevistas e um Pitch Day com uma banca escolhida pelo Grupo Fleury.

    “O pitch aberto foi uma excelente experiência, pois nos possibilitou uma visão bastante favorável e positiva dos participantes. Além do contato com soluções diferenciadas, geramos experiência e aprendizado organizacional, junto ao ecossistema de inovação, que também é um dos objetivos do programa” – Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury. 

    O programa é um exemplo prático de relação ganha-ganha entre startups e corporações. Os empreendedores recebem suporte técnico para seu desenvolvimento, implementam suas soluções, geram impacto positivo e têm a possibilidade de crescer junto a grandes parceiros. O Grupo Fleury encontra novas soluções para alcançar suas metas ESG e trazer inovação e novos negócios para a companhia. E, ainda, a sociedade também ganha, com a ampliação do acesso à saúde para as classes C, D e E.

    A metodologia do Quintessa para a criação de programas como o Impacta está descrita no ‘Guia para Inovar com Impacto’.

    Quer conhecer outros cases como este e entender se uma iniciativa de inovação aberta faz sentido para a sua empresa? Acesse esta página.

  • Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia

    Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia

    Dezstartups acabam de ser selecionadas para o programa de aceleração ‘Impacta’, promovido pelo Grupo Fleury. O programa visa potencializar startups com soluções inovadoras para aprimorar o ecossistema de saúde e alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

    A iniciativa contempla duas etapas: Soluciona e Acelera. Na fase ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical; Para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown. Ambas estão participando do projeto desde julho. 

    Na fase ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio de validação e ida a mercado foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses. O objetivo nesta fase é amadurecer as soluções existentes no ecossistema, que podem se tornar potenciais parceiras do grupo. A partir de novembro, as 10 startups selecionadas receberão acesso à rede de mentores do Grupo Fleury e do Quintessa, bem como suporte personalizado de gestores para desenvolvimento do seu negócio.

    “Responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa são temas extremamente importantes para o Grupo Fleury. O programa faz parte da nossa iniciativa de inovação aberta em ESG, já que o Grupo busca se unir a empresas que podem ajudar a impulsionar o ecossistema de saúde nacional. O objetivo é, além de buscar melhorias internas para as metas ESG estabelecidas, contribuir para o desenvolvimento e crescimento de empreendedores sociais”, ressalta Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.

    Com mais de 25 projetos de inovação aberta realizados em 2022, Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, comenta: “O Acelera é um ótimo exemplo de iniciativa que integra inovação e sustentabilidade, e que maximiza a agregação de valor para as partes envolvidas. Ficamos muito satisfeitos com a estreia do programa: superamos em 84% a meta de inscritos para a Iniciativa Acelera do Programa Impacta Grupo Fleury. Esse fato confirma a tese de que existe demanda do mercado de startups para programas que fomentem o desenvolvimento de negócios em estágio inicial. ”

    Conheça as 10 startups selecionadas:

    Hi! Healthcare IntelligencePlataforma de Health Analytics para gestão de desperdícios de tratamentos de alto custo de sistemas de saúde
    Sou PaguPlataforma de psicologia feminista, exclusiva para mulheres, que democratiza a saúde mental.
    Lacrei SaúdePlataforma de Saúde segura e inclusiva para a comunidade LGBTQIAPN+.
    GestarPlataforma online que conecta o ecossistema de profissionais da saúde e cuidados materno infantil a famílias tentantes, gestantes e com filhos na 1ª infância.
    Mulheres no ComandoHR Tech que tem o objetivo de ajudar as empresas a alcançar a equidade de gênero.
    Ziel BiosciencesÉ uma empresa liderada por mulheres com foco em pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções para medicina personalizada, oncologia e saúde da mulher.”
    Tato Fisioterapia InteligenteHealth tech especializada em realizar gestão de cuidado e telerreabilitação de pessoas com dor e condições musculoesqueléticas crônicas para empresas e operadoras de saúde
    Hefesto MedtechOrtopedia 4.0: fabricação de órteses impressas em 3D, personalizadas, ajustáveis e feitas com polímeros recicláveis que substituem o gesso ortopédico e outros tipos de imobilização.
    MedstreamEdTech que capacita e valoriza os médicos, melhorando o atendimento à população.
    Carbon Free BrasilClimatech que ajuda empresas a darem o primeiro passo na jornada ESG através da gestão e compensação das emissões de carbono.

    Sobre o Programa Impacta Grupo Fleury

    O Programa Impacta Grupo Fleury visa aprimorar internamente as diretrizes ESG da companhia e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, sendo dividido em duas vertentes: o Acelera, que tem o objetivo de potencializar startups em estágios iniciais com soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury; e o Soluciona, cujo objetivo é a implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.

  • O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar

    O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar

    Desde 2009 o Quintessa acelera negócios de impacto, porque acreditamos que é possível obter lucro e impacto positivo e que é obrigação do setor privado se responsabilizar pela construção de um futuro socioambientalmente justo e equilibrado.

    Nessa trajetória, entendemos que, se os negócios (de impacto ou tradicionais) não se unirem de forma muito estratégica ao setor público, levaremos outra década ou mais sem avanços significativos. 

    Não é novidade que o governo seja parte principal da solução e, por isso, é visto como um indutor de escala e impacto para o negócio das startups. Na temática da educação, por exemplo, fica nítido o potencial de multiplicação quando a solução da startup é aplicada no governo, dado que mais de 80% dos alunos no Brasil estão na escola pública. 

    Mas, para os empreendedores, a complexidade da relação e o desafio da venda para o setor público são grandes barreiras para que a parceria de fato aconteça.

    É nesse contexto que a Fundação Lemann se uniu ao Quintessa, Imaginable Futures, BID Lab e Instituto Reúna para co-criar o programa Impulsionar, iniciativa que promove a inovação para a resolução de desafios da Educação pública. 

    O problema: 

    O problema que escolhemos para solucionar juntos é o da defasagem da aprendizagem de estudantes em idade escolar, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares, uma vez que é um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro.

    Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos. Ainda, dados do Todos Pela Educação (2019) apontam que 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática. 

    Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF, estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

    Como os dados acima apontam, a crise do sistema educacional brasileiro vem se acentuando, especialmente nos últimos dois anos. A partir desse desafio, entendemos que precisávamos de abordagens profundas, sistêmicas e co-criadas, não impostas. 

    Sobre o programa: 

    O primeiro passo foi reunir parceiros para o programa: a Fundação Lemann, organização referência em educação pública no Brasil, tem o papel de financiadora do programa, ao lado do BID Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento que apoia iniciativas inovadoras na América Latina e Caribe, e da Imaginable Futures, fundo filantrópico de investimento em educação. O Quintessa é o parceiro implementador e articulador do programa, com mais de 12 anos de experiência em aceleração de negócios de impacto e programas de inovação aberta, e o Instituto Reúna soma sua expertise na implementação do modelo pedagógico do programa junto aos professores.

    Após escutarmos mais de 30 pessoas, entre representantes das organizações e especialistas, demos à luz ao ImpulsiONar: um programa que apoia secretarias e escolas municipais no desenvolvimento de estratégias de prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática de estudantes do 6º ao 9º ano de escolas públicas.

    De forma muito sucinta o programa tem as startups de educação como recurso educacional, conectando estas soluções diretamente às escolas públicas, a partir de um modelo pedagógico e do apoio de organizações educacionais que oferecem serviços de implementação, formação de professores e recursos educacionais digitais, considerando a metodologia do ensino híbrido/remoto. 

    Etapas:

    Etapa 1: Seleção das organizações implementadores e dos municípios

    A primeira fase do programa foi a busca de organizações de apoio: instituições que com expertise em implementação de programas educacionais e que realizam formação de professores em redes de ensino municipais. Essas organizações convidaram redes de ensino com as quais já possuíam uma parceria ou um forte desejo de firmar uma parceria para um processo de seleção conjunta.

    Três organizações foram escolhidas, CENPEC, Sincroniza Educação e Associação Nova Escola, para integrar o programa com as Secretarias de Educação de sete municípios brasileiros (cinco no Nordeste, um no Sudeste e um no Sul): Guaramiranga- CE, Cabrobó – PE, Bonito- PE,  Igarassu – PE, Domingos Mourão – PI, Volta Redonda – RJ e Santa Maria – RS.

    Realizamos um diagnóstico em cada uma das redes de ensino e entendemos quais eram os principais desafios de cada município, que seriam endereçados pelas soluções tecnológicas, e tivemos a participação ativa dos gestores municipais. 

    Etapa 2: Seleção das edtechs

    Com os desafios das redes identificados, foram lançados editais para receber inscrições das edtechs – startups educacionais. Porém, diferente de um programa de inovação aberta com o setor privado, em que o Quintessa e lideranças das empresas parceiras deliberam sobre as selecionadas a partir de critérios pré-estabelecidos, neste caso cada município lançou um edital público para contratação de startups.

    Ao final desta etapa, as soluções selecionadas foram: Jovens Gênios, TriEduc, Portabilis, Aprimora e Mobimark.

    Etapa 3 – Implementação:

    As soluções pedagógicas e digitais das edtechs serão implementadas nas escolas e acompanhadas em comunidades de prática para seu aperfeiçoamento contínuo, com apoio financeiro de R$100 mil. Também será realizado o monitoramento periódico dos resultados do programa.

    Ao mesmo tempo, as startups estão passando por um processo de aceleração com suporte técnico e mentorias do Quintessa.

    Etapa 4: Escala

    A partir de janeiro de 2023, os resultados do programa serão sistematizados e a oportunidade de expansão e multiplicação do seu alcance será avaliada, na intenção de suportar o ganho de escala das edtechs dentro das secretarias municipais de educação. Para essa etapa, contamos com a parceria da Oppen Social, organização especializada em mensuração de impacto.

    Aceleração: 

    Entre março e dezembro de 2022, as edtechs participam de uma aceleração direcionada para o aprimoramento de suas soluções a partir dos feedbacks dos educadores e estudantes, visando a adequação às suas necessidades, bem como de suas práticas de gestão, olhando para aspectos de negócio e modelo B2G. 

    As edtechs contam com apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de especialistas de educação e compras públicas, para atuar nos desafios estratégicos específicos de cada uma, complementado por momentos de capacitação e aprendizado em grupo.

    Principais aprendizados: complexidade de execução e articulação do projeto: 

    O primeiro e mais relevante aprendizado que tivemos foi sobre o desenho do projeto. Qualquer iniciativa ESG deve apostar na co-criação da iniciativa junto aos stakeholders da ação, ou ao menos validar as hipóteses com todos os envolvidos, antes de desenhar uma solução pronta. 

    Ouvindo necessidades de professores, por exemplo, entendemos que não bastava implementar a tecnologia da startup sem preparar os professores da rede pública para recebê-la. Com os gestores públicos, entendemos que a relação de contratação entre governo e startup é mais complexa do que parece. 

    Para lidar com estas questões, agregamos parceiros especialistas, o que foi fundamental para a assertividade do programa.

    Igualmente importante foi prever momentos de troca de experiências e checagens, para avaliar se as estratégias desenhadas estavam funcionando. Na metade do projeto, tivemos ao menos dois momentos cruciais de mudança de rota ou de alguma premissa chave.

    Outro aprendizado é entender de largada que problemas complexos precisam de tempo. Ou seja, uma ação de curto prazo pode não fazer sentido caso sua empresa queira contribuir para a resolução de algum problema complexo de fato.

    No nosso caso, o programa foi desenhado para ser executado em dois anos e meio, levando em consideração todas as etapas do projeto, incluindo o tempo de estruturação e sistematização. 

    Por fim, uma das principais razões da complexidade é entender que ela impacta diferentes grupos de pessoas, com diferentes realidades e envolvimentos distintos com o desafio, e foi justamente isto que fez o ImpulsiONar ter um time de parceiros tão vasto.

    Neste momento a estrutura de governança trabalha em conjunto para endereçar as seguintes ações: 

    • Apoiar a implementação das estratégias de prevenção e redução das lacunas de aprendizagem junto a 7 redes
    • Acelerar as edtechs e organizações  para que desenvolvam produtos pedagógicos e digitais para prevenir e reduzir lacunas de aprendizagem
    • Refinar o Modelo Pedagógico

    No médio prazo: 

    • Organizações com produtos pedagógicos de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
    • Edtechs com produtos digitais de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
    • Planejar o ganho de escala do produtos do programa
    • Publicar avaliação de resultados do programa

    Atuação do Quintessa:

    Além do acompanhamento individual de um gestor Quintessa durante a aceleração das edtechs, a coordenação e a governança do programa também estão sob nossa responsabilidade. Fazer todos os parceiros remarem na mesma direção, cada um em sua zona de competência, é realmente um desafio, mas este esforço tem sido fundamental para o sucesso do programa. 

    Hoje, o programa conta com as organizações implementadoras, as edtechs, redes de ensino e consultorias especializadas em educação, inovação em compras públicas e mensuração de resultados. A estrutura de governança do programa se dá dessa forma: 

    A união entre o parceiro público – que entra com o alcance, escala e conhecimento dos desafios reais do dia a dia – e o privado – que agrega  velocidade de ação, novas soluções, tecnologias e arranjos de governança – vem se mostrando poderosa.

    O programa impulsionar é um exemplo de como as empresas que querem de fato fazer uma contribuição relevante e consistente precisam encarar o governo como aliado e parceiro fundamental em suas ações, sejam elas de sustentabilidade/ESG ou de investimento social privado. E de que o trabalho colaborativo pode ser um facilitador para criação de outros programas como o impulsiONar para os demais desafios sociais e ambientais  além da educação. 

    Precisamos encarar os desafios complexos de frente para sair dessa espiral histórica de problemas não-resolvidos ou sem avanços significativos. 

  • Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    Como a Filantropia de Risco pode apoiar negócios de impacto em desenvolvimento | Case Quintessa e Barkus

    No final de 2019, os investimentos de impacto no Brasil somavam US$785 milhões, mais que o dobro de dois anos antes (US$ 343 milhões). Com a ascensão do ESG e o olhar dos investidores para o retorno além apenas do financeiro, a tendência é que ainda mais investimento de impacto seja direcionado para o setor. 

    Em contraponto, o 3º Mapa de Negócios de Impacto Social+Ambiental, realizado pela Pipe Labo em 2021, mostrou que 69% dos negócios mapeados faturavam menos de R$100 mil por ano ou ainda não faturavam.

    Outro estudo, também realizado pela Pipe, o Scoring de Impacto, identificou que um dos principais desafios para os investidores de impacto é a falta de oportunidade de investimentos com bons históricos de desempenho (track record). Existe um gap no ecossistema, com falta de pipeline qualificado para investimento e de negócios maduros.

    O apoio aos negócios de impacto em estágio de maturidade inicial é essencial para que as startups e o setor possam se desenvolver e amadurecer. Para isso, precisamos pensar em instrumentos adequados para esses negócios e para quem os apoia.

    Segundo dados recentes da empresa de consultoria PwC Brasil, nove de dez startups brasileiras não sobrevivem mais de 2 anos, o que corresponde a 10% de sobrevivência. 

    Investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    O conceito de Venture Philanthropy como modalidade de atuação filantrópica: 

    O modelo de Venture Philanthropy é um tipo de investimento que tem o impacto como prioridade, mas que tem uma metodologia e estratégia mais clara do que a filantropia tradicional, se apropriando da lógica do Venture Capital.  

    Em um contexto onde famílias empresárias têm se mostrado cada vez mais engajadas nas temáticas de filantropia (segundo um report da INEO de 2020) investir na aceleração dos negócios para alcançarem estágios mais maduros, se torna fundamental para o desenvolvimento do ecossistema, permitindo que os negócios cresçam e de fato gerem o impacto que desejam, atraindo clientes, investidores e parcerias com grandes empresas. Além disso, acelerar os negócios de impacto é uma forma de conhecer os empreendedores antes de investir e mitigar riscos em um possível cenário de sociedade. 

    Famílias e pessoas físicas: Jornada de Venture Philanthropy | Programa Quintessa 

    Criado em 2021 para pessoas físicas e famílias empresárias, em forma de uma jornada de 8 a 15 meses, o programa de Venture Philantropy do Quintessa abrange três objetivos: 

    1. Gerar impacto positivo (seja pela atividade-fim dos negócios, seja por promover o desenvolvimento dos empreendedores e do ecossistema);
    2. Aprendizado prático e vivencial no campo;
    3. Pipeline qualificado para potencial investimento posterior.

    Os participantes foram: Instituto Helda Gerdau e Associados do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). O ICE atuou como um parceiro estratégico da iniciativa.

    Além de apoiar financeiramente o desenvolvimento de negócios de impacto por meio de uma aceleração do Quintessa para os negócios, incluímos momentos de capacitação, mentoria, conexões de valor e networking. Uma das vantagens desse formato é promover

    também a troca entre as famílias e os investidores, que compartilham seus aprendizados e reflexões sobre a atuação na temática.

    Como funciona o programa na prática: 

    • 14 meses de duração
    • Participação no Pitch Day e Banca de Seleção dos negócios a serem apoiados 
    • Workshop de introdução na temática de Negócios de Impacto
    • Palestras bimestrais com especialistas do ecossistema de impacto
    • Relacionamento mensal: reuniões com empreendedores para contribuir com seu desenvolvimento por meio de mentorias (individuais ou coletivas) e/ou conexões
    • Aceleração: dedicação semanal do time Quintessa para estruturar a gestão e impulsionar o crescimento, de forma personalizada para cada negócio
    • Relatórios bimestrais com o desenvolvimento dos negócios
    • Continuidade: apoio na decisão de investimento posterior nos negócios

    Os negócios acelerados foram Trampay, Parças e Barkus.

    Case Barkus: 

    A Barkus é uma edtech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos por meio da tecnologia, expandindo horizontes, ajudando a mudar realidades e a diminuir desigualdades. 

    A principal solução é a Iara, um bot de educação financeira que, de forma individualizada, compartilha informações sobre os mais diversos temas do mundo financeiro por meio de trilhas de aprendizagem via WhatsApp.

    A edtech fez parte do programa de Venture Philanthropy durante 14 meses, e nesse período, participou de um programa de aceleração individual do Quintessa, com suporte mão na massa e estratégico semanal e personalizado de gestores e mentores especialistas. 

    O cenário pré-aceleração era de consolidação do primeiro produto digital, de estruturação do crescimento, além de desenvolver novos produtos que permitissem a Barkus expandir sua atuação para inclusão financeira. 

    Após a aceleração, os grandes marcos foram: 

    1. Implementação de sistema de gestão estratégia (OKR) e indicadores chaves (KPIs) para monitorar a saudabilidade e evolução da empresa; 
    2. Implementação de remuneração variável para reforçar a cultura e retenção de talentos chaves;
    3. Contratação de lideranças e construção de time de tecnologia;
    4. Viabilização dos testes necessários para novas features e futuros produtos com o time da Acordo Certo, outra startup acelerada pelo Quintessa que atua na negociação de dívidas online incluindo contrato com a empresa 99 para implementação com base de 100 mil usuários.

    Alguns números pós-aceleração: 

    Após a aceleração, a Barkus passou de 5 para 16 pessoas no time e saltou de 35 mil para 100 mil pessoas impactadas. Além disso, 10 novas features foram adicionadas ao produto da Barkus e o faturamento da empresa seguiu crescendo.

    Para Bia Santos, CEO e cofundadora da Barkus Educacional, “ O Quintessa foi como um irmão mais velho, que pegou em nossas mãos em um dos momentos mais desafiadores do negócio e nos ajudou a chegar mais longe. Sou muito grata por participar desse programa e ter, em nossa casa, uma gestora tão dedicada em nos ajudar, com muita mão na massa, em todos os desafios”, afirma a empreendedora.

    Ela comenta também que a aceleração foi importante para ter uma visão estratégica e dedicar esforços ao que realmente importa. “Conseguimos desenvolver bastante nosso produto e modelo de negócio, contratamos mais 12 pessoas, estruturamos melhores processos e, agora, estamos focando no desenvolvimento comercial da Barkus. Todas as frentes foram necessárias para que conseguíssemos chegar mais longe”, completa.

    Quer saber mais como o Venture Philanthropy está aproximando famílias empresárias e investidores com o ecossistema de impacto e conhecer outros cases do Quintessa? 

    Faça download da Publicação Venture Philanthropy e Negócios de Impacto: o papel das famílias empresárias

  • Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem

    Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem

    Aconteceu no último dia 09 de novembro o Demo Day, evento que apresentou 20 startups aceleradas pelo programa de inovação aberta Braskem Labs em 2022. Os participantes foram avaliados por uma banca composta por executivos da Braskem e por uma plateia de convidados, como brand owners e investidores, gerando oportunidades para atrair novos clientes e investimentos.

    “Temos muito orgulho de concluir mais uma edição do Braskem Labs e de ter colaborado para impulsionar projetos com relevante impacto ambiental e social. Seguimos com nosso objetivo de investir na inovação aliada à sustentabilidade, com um programa que seja benéfico para o ecossistema e os empreendedores, sempre visando tornar o nosso mundo um lugar mais sustentável”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.

    Braskem Labs 2022

    Ao todo, 188 empreendedores de todo Brasil se inscreveram para o Braskem Labs 2022, sendo 30% deles desenvolvedores de soluções para mitigação das mudanças climáticas. Do total de inscritos, foram 20 selecionados, sendo 10 classificados para participar do Braskem Labs Ignition – focado em startups em fase de validação e refinamento de modelo de negócio – e 10 para o Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. Um diferencial da edição deste ano é que duas participantes são do Chile.

    No decorrer do programa foram geradas 145 conexões startups na categoria Scale e 225 conexões na Ignition. Mais de 30 parcerias estão em andamento, inclusive com cooperações entre as startups aceleradas, como a Insecta Shoes e a Luft Shoes que juntas lançaram uma coleção. Foram realizados encontros presenciais e online, com wokshops e agendas totalizando mais de 30 horas de treinamento focados em conhecimento essencial para crescimento e aceleração desses negócios.

    Para gestão das startups durante o programa, os empreendedores receberam incentivo em Diversidade e Inclusão. Por meio da parceria com o co-sponsor Diversidade.io, foi oferecido treinamento e acesso a ferramentas para contratação que estimulem a diversidade, como a plataforma Afroempreendedores.

    Por conta de sua atuação em projetos que estimulam a inovação, como o Braskem Labs, a Braskem foi reconhecida em outubro deste ano como uma das líderes no desenvolvimento de inovações junto a startups no ranking Top 100 Open Corps 2022, além de também estar entre as 5 primeiras na categoria Manufatura e Indústria Química. Essa premiação é realizada pela 100 Open Startups, plataforma pioneira e líder em open innovation na América Latina.

    Confira as startups aceleradas pelo Braskem Labs em 2022:

    Braskem Labs Ignition

    Bioreset

    A BIORESET é startup de biotecnologia que desenvolve um material de composição 100% orgânica substituto ao plástico comum, produzido por fermentação microbiológica e totalmente aderente aos processos aplicados pela indústria plástica, com preço competitivo às resinas convencionais, e tendo como diferencial ser totalmente seguro para o meio ambiente.

    P-Last

    Possui um processo biotecnológico original capaz de degradar plásticos de qualquer origem com produção simultânea de bioplásticos biodegradáveis por meio de bactérias isoladas de solos do Cerrado.

    Reactor Model

    Plataforma de pesquisa e desenvolvimento da Indústria 4.0 para o setor de tintas e resinas. Softwares de formulação ágil, com aplicação de inteligência artificial e modelos técnicos avançados, e retenção do conhecimento produzido.

    Astana Química

    A Astana Química é uma startup que tem como objetivo atuar na fabricação de produtos de limpeza industrial utilizando componentes naturais, como o d-Limoneno (extraído da casca da laranja) e o Terpinoleno de Terebintina (extraído do pinheiro). Os produtos desenvolvidos com os Bio Solventes são desengraxantes, descarbonizantes, surfactantes para descontaminação de solo, entre outros.

    Luft Shoes

    Marca de calçados infantis com insumos reciclados e/ou recicláveis que se preocupa com a sustentabilidade em todas as etapas de produção e consumo. Na venda de cada par de LUFT, retiram 1kg de lixo do mar.

    Água Camelo

    A Água Camelo é uma startup de impacto socioambiental que promove o acesso à água tratada, garantindo segurança para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A empresa permite o acesso a água tratada através do Kit Camelo, que é composto por uma mochila que suporta até 15L de água e um filtro portátil acoplado que elimina até 99,99% de todas as bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água.

    Nauco

    Empresa chilena que possui tecnologia para eliminar plásticos e microplásticos dos rios por meio da geração de microbolhas que fazem com que esses resíduos flutuem e sejam extraídos, desviando seu curso do mar.

    Jasmmin

    A Jasmmin é uma startup de tecnologia que atua no desenvolvimento de novos produtos e materiais de construção através da reutilização de resíduos e rejeitos da indústria. A solução gera um impacto ambiental por permitir que sejam utilizados blocos sustentáveis na construção civil, diminuindo a utilização de cimento Portland e agregados.

    Forest Watch

    A Anubz tem 2 produtos principais: Um sistema de rastreamento de ativos das empresas e a Forest Watch que faz rastreabilidade e inventário de plantios florestais, agroflorestais e de florestas urbanas. É realizado acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.

    Recicli – DeCarb

    A RECICLI é uma startup que atua em segmentos de inovação e sustentabilidade. Desde a reciclagem de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) até a pesquisa e desenvolvimento em energia limpa, e sequestro de gases de efeito estufa. Como spin off da RECICLI surgiu a DECARB, que atua com sistema de captura de CO2, com recuperação pura do gás, gerando novos insumos para indústria.

    Braskem Labs Scale

    GreenAnt

    A GreenAnt é uma plataforma para ajudar os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica, desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias. O software atua na gestão de energia com algoritmos de machine learning e otimização para apoiar a operação contratual e física de clientes comerciais e industriais.

    Doroth

    Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agronegócio através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo do cultivo.

    TRC Sustentável

    A TRC Sustentável Tecnologia em Redução de Custos é uma startup especializada no desenvolvimento e na comercialização de projetos e serviços exclusivos que reduzem significativamente os gastos com a conta de água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.

    Krilltech Nanotecnologia Agro

    A Krilltech Nanotecnologia Agro desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas. A Arbolina, seu produto patenteado feito em parceria com a UNB e Embrapa, consiste em uma nanoestrutura orgânica de 3 nanômetros de diâmetro, cuja superfície é recheada de grupos funcionais que se ligam ao mecanismo celular da planta aumentando a absorção de nutrientes. Funcionam como um booster fisiológico para plantas, atóxico e biodegradável, que faz com que o processo de fotossíntese seja mais eficiente para as plantas, e as proteja de processos de estresse hídrico.

    Aterra

    Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.

    Destine Já

    A Destine Já oferece uma plataforma digital de logística reversa para pequenas e médias empresas com mix de serviços de gestão de resíduos, atendendo às condicionantes ambientais dos clientes que possuem licença ambiental. Atuam até a última milha da destinação, com rastreabilidade e gestão de indicadores na plataforma.

    Telite

    A Telite produz telhas com plástico reciclado (PEAD / PE / PP). Através de seu modelo de logística reversa, faz a coleta de empresas e pessoas físicas pelo aplicativo e paga os usuários direto na conta bancária dessa forma, que compram matéria prima a um preço muito menor que o mercado, e a telha se torna muito competitiva. Os resíduos não aproveitados são vendidos.

    Insecta Shoes

    Insecta Shoes produz sapatos veganos, ecológicos e feitos à mão, produzidos a partir de roupas vintage e tecidos de garrafas pet recicladas. A palavra-chave é reaproveitamento: aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo. Através de um processo artesanal, transformam roupas antigas e reciclam materiais em oxfords, slippers, sandálias e botas veganas.

    Linus

    A Linus é um DNVB (digital native vertical brands) que leva sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas por meio de sandálias de PVC ecológico expandido material 100% reciclável, vegano e com 70% de fontes renováveis. Além do material reciclável, a empresa é 100% carbono negativo, através da compra de crédito de carbono compensando o dobro da sua emissão.

    Solubag

    A Solubag desenvolveu uma tecnologia, na qual são fabricados filmes flexíveis e rígidos para substituir plástico de uso único, como sacola de supermercado, embalagens, etc, e quando entram em contato com a água, dissolvem-se sem deixar resíduos tóxicos ou poluentes no ambiente. Essa tecnologia é feita de mesmo material utilizado na fabricação de invólucros de cápsulas para medicamentos. Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.

  • Mapeamento Caminhos para o Impacto Positivo | Quintessa e ICE

    Mapeamento Caminhos para o Impacto Positivo | Quintessa e ICE

    Publicação lista 9 caminhos para as empresas seguirem e 44 organizações aptas a oferecer expertise para apoiá-las

    De um lado, empresas buscam quem tenha expertise para ajudá-las em iniciativas ligadas aos seus desafios ESG. De outro, consultorias, redes e organizações oferecem esse conhecimento. Porém, nem sempre umas e outras se encontram facilmente. O Quintessa, aceleradora de impacto positivo que é referência em ESG, e o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), agora se unem para amarrar as duas pontas dessa equação: juntas, criaram o mapeamento “Caminhos para o Impacto Positivo”.

    Ele se propõe a indicar caminhos possíveis de geração de impacto positivo para as empresas por meio de seus produtos, serviços e/ou operações, bem como elencar atores que as auxiliem nessa empreitada. A partir de diferentes possibilidades de atuação, a publicação lista organizações que estão aptas a oferecer suporte e expertise para cada tipo de iniciativa.

    Neste primeiro momento, foram relacionadas 44 organizações que atuam em diferentes caminhos e que já possuem experiência e resultados concretos de implementação. O mapa inclui a ficha técnica de cada organização, o que oferece em cada caminho de atuação, cases de sucesso e contato.

    “Temos visto que muitas vezes os executivos e executivas não sabem por onde começar a gerar impacto positivo ou quais organizações podem apoiá-los nessa jornada. A ideia de criar o material veio justamente para ajudá-los a identificar quais são os caminhos potenciais, em seus distintos níveis de maturidade, e encontrar organizações que ofereçam suporte. Com isso, podemos acelerar o processo de desenvolvimento do mercado, trazendo repertório, transparência de informações e eficiência nas conexões”, aponta Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa.

    No total, o mapeamento determina nove caminhos principais que as empresas podem trilhar, os quais englobam e categorizam diversos serviços. Os caminhos são complementares e podem ser seguidos de forma concomitante. As 44 organizações cadastradas estão categorizadas de acordo com as suas especialidades, sendo possível que uma mesma organização esteja habilitada para prestar serviços em caminhos diferentes – 64% delas sinalizou que oferece serviços em mais de um caminho, o que revela sua atuação abrangente.

    Os nove caminhos definidos no mapa para a geração de impacto positivo são:

    • acesso a capital;
    • atuação em rede;
    • comunicação e engajamento;
    • desenvolvimento humano e de cultura organizacional;
    • estratégia de iniciativas e práticas;
    • implementação de iniciativas e práticas;
    • inclusão de impacto positivo na atividade principal;
    • inovação aberta com negócios de impacto;
    • mensuração, reporte e certificação.

    Dois desses caminhos se destacam como especialidade de quase metade das organizações mapeadas: estratégias de iniciativas e práticas (21 organizações) e desenvolvimento humano e de cultura organizacional (20 organizações).

    A análise dos perfis das 44 integrantes do mapeamento mostra ainda que 82% delas possui menos de 49 colaboradores; apenas 23% possui menos de 5 anos de existência; e a grande maioria (86%) trabalha com foco em impacto positivo desde a sua fundação, indicando que elas foram criadas justamente com essa finalidade.

    Uma das contribuições das organizações do mapa foi sinalizar as dificuldades que passam ao lidar com as corporações nesse processo.

    Assim, os principais desafios apontados pelas organizações ao atuarem com as empresas foram: engajamento da alta liderança na agenda, bem como a falta de entendimento dos(as) executivos(as) sobre a integração estratégica entre impacto positivo e geração de resultado financeiro – não enxergando a geração de impacto como um custo. Além disso, foi mencionado o desafio cultural, no sentido dos(as) executivos(as) estarem preparados para uma outra forma de fazer negócios.

    Outro desafio destacado foi a burocracia no processo de contratação pelas empresas. Como a maioria das organizações listadas é de pequeno porte, há uma dificuldade em passar pelos processos de Suprimentos e um alto esforço e tempo dedicados no desenho de propostas adequadas às exigências das empresas.

    Seleção criteriosa

    Para constar no mapeamento, essas organizações precisaram cumprir a uma série de critérios, tais como oferecer um serviço focado em impacto positivo dentro de algum dos nove caminhos há pelo menos três anos, bem como terem ao menos três cases de sucesso.

    A partir de indicações de parceiros e especialistas e pesquisas, foram convidadas 80 organizações para fazer parte da publicação. Desse total, 44 cumpriram todos os requisitos para pertencer ao mapeamento. A expectativa é que, a partir desta primeira edição, novas organizações se identifiquem como aptas para integrar o mapa e se inscrevam para uma próxima edição, que já está prevista, mas ainda sem data de lançamento.”

    A elaboração do mapeamento “Caminhos para o Impacto Positivo” contou com a parceria estratégica da Climate Ventures, IBGC, Pares e Sistema B. A divulgação do material aos públicos de interesse tem o apoio do GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Instituto Ethos, Pacto Global e CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável e Capitalismo Consciente.

    “Precisamos de mais exemplos concretos de empresas que avançaram na institucionalização da agenda de impacto socioambiental positivo – seja nas suas atividades de inovação aberta, na formação de seus conselhos ou na própria revisão de seus produtos e serviços. Cada exemplo concreto é indutor para que outras empresas também se mobilizem. Esperamos que esse guia traga argumentos e insumos de base para movimentações, parcerias e projetos inovadores”, afirma Diogo Quitério, coordenador do ICE.

    Entre os especialistas consultados para a identificação de temas, caminhos e organizações a serem mapeadas, estão Aron Belinky, Gustavo Luz, Juliana Vilhena, Luis Fernando Guggenberger, Márcia Soares, Maria Eugênia Buosi, Rachel Sampaio, Ricardo Voltolini, Ricardo Young, Tarcila Ursini e Tatiana Assali.

    Conheça e faça download do material.

  • Quintessa lança podcast sobre desafios e aprendizados da pauta ESG nas empresas

    O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira e referência no trabalho junto a grandes empresas, lança hoje o podcast Ponto de Ebulição, um espaço de reflexão e aprendizado sobre os principais desafios da pauta de inovação sustentável.

    Quem conduz as conversas é Anna de Souza Aranha, sócia e diretora do Quintessa. Em tom descontraído e franco, ela recebe lideranças e especialistas que vão apontar, a partir das suas experiências, caminhos propositivos para as empresas trilharem em suas jornadas de impacto positivo. A primeira temporada do Ponto de Ebulição prevê oito episódios, transmitidos semanalmente, às quartas-feiras, a partir de 28 de setembro, em áudio e vídeo, por plataformas como YouTube e Spotify, entre outras. 

    Em cada episódio, Anna entrevistará dois convidados com vivência prática no tema. A pauta gira em torno dos principais dilemas presentes no dia a dia dos profissionais de sustentabilidade das grandes empresas. No podcast, os entrevistados foram convidados a uma conversa “sem crachá”, podendo tocar em pontos que normalmente envolvem “tabus”. 

    “Nossa visão é que, para avançarmos nessa temática, precisamos trazer maior repertório de boas práticas e referências de como lidar com esses dilemas”, afirma Anna de Souza Aranha. “Muitas vezes os profissionais das áreas socioambientais ficam reféns dos desafios por se tratar de assuntos na fronteira da inovação. Dessa maneira, queremos apoiá-los nas tomadas de decisão para destravar as ações.”

    No episódio de estreia Anna de Souza Aranha, conversou com Carolina Pecorari, executiva de sustentabilidade e ESG na Ultragaz e Aron Belinky, consultor especialista em sustentabilidade, sobre como as práticas de impacto e ESG adotadas por empresas podem ou não dar retorno financeiro.

    Os temas dos episódios passam por geração de impacto versus retorno financeiro, formulação de metas ESG, engajamento da liderança, inovação aberta, emissão de dívidas atreladas à metas ESG e greenwashing. Assim, focam tanto em aspectos introdutórios para quem está no início da jornada, bem como discussões técnicas e profundas para quem já tem alguns anos de atuação.

    A lista de convidados inclui nomes como Ricardo Young, presidente do conselho do Instituto Ethos; Luiza Vasconcellos, head de Negócios ESG do Itaú BBA; Tarcila Ursini, especialista em sustentabilidade; o pesquisador e consultor Aron Belinky; Maria Eugênia Buosi, cofundadora da Resultante Consultoria Estratégica; Gustavo Fuga, CEO e fundador do negócio de impacto 4YOU2; e Lisa Lieberbaum, gerente de sustentabilidade da Ambev, entre outros.

    Você pode acompanhar o podcast do Quintessa no Spotify e também a versão com vídeo no Youtube do Quintessa.

    Ouça no Spotify
  • Como encontrar startups que geram valor para sua empresa

    Como encontrar startups que geram valor para sua empresa

    Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) avaliou as iniciativas de relacionamento entre grandes empresas e startups na América Latina e revelou que a principal dificuldade apontada pelas empresas para trabalhar com startups é identificar negócios que podem gerar valor para a corporação. Em seguida, aparecem a mudança de cultura e mentalidade para trabalhar com startups e em terceiro, o desafio de atrair empreendedores de qualidade. 

    Fonte: Estudo BID

    O primeiro desafio acontece por falta de uma estratégia bem definida sobre o porquê se relacionar com as startups e para quais desafios a empresa está buscando soluções. Já as outras dificuldades apontadas, como atração de empreendedores qualificados, confiança nos empreendedores e encontrar ideias viáveis, podem ser solucionadas com um processo de seleção bem feito.

    Aqui no Quintessa buscamos direcionar a empresa para que a iniciativa de inovação aberta seja efetiva e assim possamos identificar as startups que resolvam os desafios propostos.  Sendo assim, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. 

    Dessa forma, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros, e qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.).

    Neste texto, vamos explorar como funciona a nossa metodologia de busca e seleção de startups de impacto em programas de inovação aberta, que costuma durar três meses.

    Definindo o recorte de startups:

    A partir da estratégia definida, é preciso entender o recorte de startups que faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial (Saúde, Energia, Água, etc.), temático (empregabilidade, equidade de gênero, etc.) ou de soluções para seus desafios em ESG.

    Curadoria e inscrições: 

    Crucial para garantir o sucesso da iniciativa, a etapa de curadoria é onde conseguimos identificar a qualidade dos participantes da iniciativa e a adequação frente às expectativas da empresa. Esta fase  é composta pela busca e identificação das startups. 

    Este estágio exige um momento de preparação, definindo a estratégia de divulgação, os critérios de seleção, criação do regulamento e demais instrumentos de seleção (como formulário de inscrição), e até metas de quantidades de startups inscritas. 

    Este último aspecto depende do recorte de startups escolhido e da quantidade de empreendedores que a empresa deseja selecionar, já que alguns setores possuem muito mais soluções de startups do que outros. No Quintessa, possuímos uma base com mais de 4.5 mil startups mapeadas, o que nos possibilita realizar análises de setores, maturidade dos negócios, identificar gaps e ofertas de soluções.

    No momento de atração das startups para participar do programa, decidimos entre duas estratégias: convites ativos e chamadas abertas.

    A estratégia baseada em convites costuma garantir uma alta qualidade das startups, mas muitas vezes um volume menor de candidatos. Para embasar a qualidade, um dado: 70% a 95% das turmas formadas nos últimos programas que conduzimos, vieram de convites ativos para a nossa base. É importante dizer que apesar de convidarmos ativamente, os empreendedores passam pelas mesmas análises, entrevistas e processos junto ao Quintessa e a empresa parceira.

    Complementar a ela, a estratégia de chamada aberta é baseada na divulgação da oportunidade para o mercado – em que criamos uma identidade, site, divulgamos em mídia, redes sociais e mobilizamos indicações de atores do ecossistema (como outras aceleradoras, incubadoras, investidores). Essa estratégia, apesar de mais longa, garante divulgação da marca e da iniciativa, além de oxigenar com novos candidatos e permitir que se faça um panorama mais amplo de caminhos possíveis.

    Geralmente fazemos uma combinação entre uma chamada aberta ao público e convites direcionados para os empreendedores já mapeados pelo Quintessa, e assim garantimos que os bons nomes que já conhecemos serão avisados da oportunidade. Mas alguns parceiros preferem seguir somente com os convites, especialmente quando o programa envolve a seleção de poucas startups (menos de 5, por exemplo).

    Em ambos casos, nossa recomendação é que a empresa seja específica, transparente e assertiva ao explicar a proposta de valor do programa para os empreendedores. Não parta do princípio que os empreendedores vão querer se inscrever e participar apenas pela força da sua marca – ainda mais se seu foco for trabalhar com startups em estágios mais avançados. Programas de aceleração levam tempo, dedicação e empenho por parte dos empreendedores, e por isso deve ser uma relação de troca e ganha-ganha.

    Vá além do termo “aceleração” e explique o formato do programa, se há apoio individual ou não, se há acesso aos executivos e as áreas da empresa, possibilidade de investimento, etc. É uma forma de você começar a relação demonstrando respeito pelos empreendedores – e entendendo que eles devem ter informações suficientes para decidirem se querem ou não participar e dedicar seu tempo.

    A etapa de Seleção: 

    Após a etapa de busca dos candidatos, vem a seleção. Normalmente ela é baseada na filtragem a partir dos formulários de inscrição, entrevistas individuais e uma banca de seleção final, geralmente um Pitch Day. 

    Uma boa prática é refletir se essa será uma etapa conduzida exclusivamente pelo time que está liderando a iniciativa de inovação aberta ou se cabe abrir para participação e engajamento de mais colaboradores, para que possam ter contato com as startups candidatas e influenciarem o processo embasando os interesses de diferentes áreas. 

    Quais os critérios de seleção? Temos uma régua própria de análise de negócio e de impacto e somamos uma terceira régua, que é a adequação aos desafios do parceiro. Alguns critérios são a análise do perfil do(a) empreendedor(a) (aspectos como brilho nos olhos e abertura para rever premissas), potencial de impacto e relevância da solução, modelo de negócio, tamanho do mercado e potencial de crescimento; e outros dependem do formato e dos objetivos do programa, definidos junto ao parceiro, como o caso da maturidade da startup, o histórico da solução e a viabilidade de implementação. 

    Quantas startups selecionar? Essa resposta vem com uma série de “depende” – tendo que ser adequada ao tamanho, momento, entre outras características da empresa. Ainda assim, como reflexão: quando a empresa já está muito madura em relação ao que deseja de resultado, pode fazer sentido ela trazer uma abordagem de priorização e foco, trabalhando com apenas 1 a 3 startups, se relacionando na profundidade. Quando o(a) executivo(a) ainda não está seguro(a) de qual tipo de startup e solução pode fazer sentido, ou ainda está experimentando, vale a pena conhecer um grupo maior (6-12 startups) com soluções diversas, já que a possibilidade de gerar resultado é maior e menos arriscada.

    Alguns cases do Quintessa:

    Aceleradora 100+ Ambev

    O recorte buscado pela Ambev é de startups setoriais e temáticas, que podem apoiar a empresa a alcançar suas metas de sustentabilidade (gestão da água, mudanças climáticas, embalagem circular, entre outras). A cada ano, são selecionadas até 20 startups para uma fase inicial de aprofundamento, por meio de chamadas abertas, e durante o programa acontece um segundo Pitch Day, em que nove das vinte soluções são implementadas na empresa. Neste caso, o programa é executado pela área de Sustentabilidade, mas os(as) executivos(as) das áreas da Ambev que receberão as soluções implementadas participam ativamente do processo para garantir a viabilidade do projeto, como a área de embalagens e de agro, por exemplo. Veja mais sobre como foi o programa de Inovação Aberta entre Quintessa e Ambev.

    Braskem Labs

    O Braskem Labs é o programa da Braskem que acelera startups com soluções sustentáveis na cadeia da química e do plástico. A busca por startups se divide entre negócios em estágio inicial (que são direcionadas para a iniciativa Ignition) e em estágio de tração e escala (para o programa Scale).

    Dessa forma, o peso dos critérios de seleção é diferente para as duas iniciativas, e no momento do Pitch Day as soluções podem ser avaliadas separadamente – competindo com outras do mesmo nível. Ao todo, apresentamos 40 soluções na etapa final e 20 são selecionadas para os dois programas pela banca de executivos(as) presentes no evento. A estratégia se baseia em chamadas abertas, mas após 8 anos de programa, já acontece de muitos finalistas das edições anteriores serem convidados diretamente e até de participantes do programa Ignition se inscreverem para o Scale após alguns anos. Saiba mais sobre o Braskem Labs.

    Grupo Fleury

    programa Impacta Grupo Fleury é dividido em duas iniciativas com objetivos distintos: ambas buscam soluções para a agenda ESG da empresa; o Soluciona, com o foco em implementar soluções já maduras na companhia, e o Acelera, com foco em acelerar soluções de startups de impacto dentro das temáticas ambientais, sociais e de governança. Para a primeira iniciativa, o Grupo Fleury buscava 3 soluções, e a estratégia adotada foi exclusivamente de convites direcionados às startups, que se inscreveram e passaram por um Pitch Day. Já para o Acelera, optamos junto à empresa por abrir uma chamada com ampla divulgação para o mercado, em busca de 10 selecionadas.

    Aceleradora parceira

    O processo de curadoria e seleção de startups é uma etapa essencial para que o programa de inovação aberta tenha resultados relevantes nas empresas, e contar com uma aceleradora parceira pode trazer muitas vantagens, especialmente quando falamos em conseguir conectar inovação com sustentabilidade. A falta de experiência pode fazer a agenda não avançar e cair em um ponto cego dos executivos em não conseguir enxergar uma integração entre os dois campos. 

    Uma aceleradora parceira pode trazer um pipeline de negócios mais robusto e já com uma curadoria, uma visão ampla de mercado para analisar o diferencial, potencial de inovação e de modelo de negócio das startups, além de metodologias de seleção já validadas com diversas startups ao longo da sua experiência. Vemos isso ao realizar a etapa de curadoria: não é apenas sobre ampliar a quantidade de startups candidatas, mas também sobre trazer eficiência e metodologia para selecionar aquelas que a empresa já conhece – sem depender de um(a) executivo(a) fazer isso sozinho(a), sem experiência na área ou sem tempo disponível para administrar mensagens diretas nas redes sociais.

    Conte com o Quintessa para ser parceiro na criação de uma iniciativa de inovação aberta e/ou realizar uma curadoria de startups para sua empresa se relacionar. Entre em contato!

  • Grupo Fleury anuncia startups que farão parte do programa Impacta para potencializar as ações de ESG da companhia

    Grupo Fleury anuncia startups que farão parte do programa Impacta para potencializar as ações de ESG da companhia

    Clinical Bank, Fleximedical e Vertown foram selecionadas para implantarem seus projetos pilotos e beneficiar áreas sociais e ambientais da empresa 

    Sustentabilidade e inovação sempre foram pautas importantes para o Grupo Fleury e, com o avanço da companhia e a necessidade de expandir os serviços prestados ao alavancar os efeitos positivos sobre a sociedade atual, três startups foram selecionadas para potencializar as metas ESG (em português, Meio Ambiente, Social e Governança) da empresa, por meio do programa Impacta, que tem como primeira fase o Soluciona, voltado à implantação de pilotos por startups de relevância. Em parceria com o Quintessa, aceleradora de impacto, foi possível eleger a Clinical Bank, a Fleximedical e a Vertown para participarem do projeto. 

    Além de buscar aprimoramento interno para as diretrizes ESG e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, o projeto se baseia em duas vertentes: implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures – e aceleração de startups em estágio de validação e ida a mercado com soluções para as metas ESG de longo prazo. 

    Cada uma das selecionadas atuará em uma frente do Grupo Fleury, beneficiando áreas específicas da empresa e contribuindo para o ecossistema de saúde. Dessa forma, a Clinical Bank passa a oferecer crédito para serviços médicos aos pacientes do Saúde iD. A Fleximedical amplia a atuação do Projeto Acesso por meio de unidades móveis de saúde (vans e caminhões adaptados). E a Vertown integra e otimiza o gerenciamento da cadeia de resíduos nas áreas de facilities e sustentabilidade. 

    “O programa é focado em oportunidades relacionadas aos objetivos ESG do Grupo Fleury, com atenção ao impacto socioambiental significativo, um dos requisitos da iniciativa. Por isso, estamos trabalhando com soluções de financiamento e crédito em saúde, acesso a comunidades mais distantes e redução de desperdícios, de modo alinhado às metas de debêntures – acesso à saúde para classes C, D e E e redução de resíduos biológicos. Essas propostas são boas para a companhia e para a sociedade”, explica Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.  

    Para esse primeiro pitch, o Grupo Fleury utilizou a base de dados do Quintessa, com mais de quatro mil negócios de impacto mapeados, e 47 startups que se adequavam aos propósitos da empresa se inscreveram na iniciativa. Destas, 21 foram entrevistadas e 9 participaram da final de seleção, apresentando seu pitch para as pessoas executivas do Grupo Fleury, etapa que apontou Clinical Bank, Fleximedical e Vertown para implantarem seus pilotos. 

    “O programa é um exemplo prático de relação ganha-ganha entre startups e corporações. Os empreendedores recebem suporte técnico para seu desenvolvimento, implementam suas soluções, geram impacto positivo e têm a possibilidade de crescer junto a grandes parceiros. O Grupo Fleury encontra novas soluções para alcançar suas metas ESG e trazer inovação e novos negócios para a companhia. E, ainda, a sociedade também ganha, com a ampliação do acesso à saúde para as classes C, D e E”, comenta Anna Aranha, sócia-diretora do Quintessa. 

    “O pitch aberto foi uma excelente experiência, pois nos possibilitou uma visão bastante favorável e positiva dos participantes. Além do contato com soluções diferenciadas, geramos experiência e aprendizado organizacional, junto ao ecossistema de inovação, que também é um dos objetivos do programa”, ressalta Périgo.  

    A partir de agora, os empreendedores começam a planejar e implantar os pilotos com as áreas internas para testar as soluções em relação às metas ESG e serão acompanhados por quatro meses para avaliar a eficácia dos projetos. A próxima fase do Impacta se chama ‘Acelera’ e irá atuar com startups em desenvolvimento para metas de longo prazo. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 800 mil no Programa Impacta e as empresas terão a chance de se tornarem parceiros futuros do Grupo Fleury.