Tag: ESG

  • Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Abaixo, os resultados de cada Startup:

    Já Entendi

    Município de aplicação: Nova Mutum – MT

    Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

    Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

    Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

    Lemobs

    Município de aplicação: Dourados – MS

    Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

    Público alvo: Escolas públicas.

    Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

    Connecting Food

    Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

    Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

    Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

    Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

    Why Waste

    Município de aplicação: Rio Verde – GO

    Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

    Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

    Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

    Eats For You

    Município de aplicação: Uberlândia – MG

    Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

    Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

    Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Sobre as Startups: 

    Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

    Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

    Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

    Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

    Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

  • Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Abaixo, os resultados de cada Startup:

    Já Entendi

    Município de aplicação: Nova Mutum – MT

    Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

    Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

    Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

    Lemobs

    Município de aplicação: Dourados – MS

    Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

    Público alvo: Escolas públicas.

    Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

    Connecting Food

    Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

    Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

    Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

    Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

    Why Waste

    Município de aplicação: Rio Verde – GO

    Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

    Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

    Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

    Eats For You

    Município de aplicação: Uberlândia – MG

    Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

    Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

    Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Sobre as Startups: 

    Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

    Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

    Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

    Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

    Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

  • Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha

    Inovação Aberta e Impacto Positivo – Entrevista com Anna de Souza Aranha

    Em entrevista para o Rio2C, maior evento de tecnologia, criatividade e inovação da América Latina, a sócia e diretora do Quintessa, Anna de Souza Aranha, falou sobre como as empresas estão se aproximando das startups de impacto e como explorar os formatos de relacionamento – aceleração, implementação de pilotos, etc.

    A entrevista também trouxe cases do Quintessa e abordagens sobre os tipos de desafio nas empresas que as startups podem endereçar, como ESG e sustentabilidade, agenda de novos negócios e inovação, responsabilidade social, filantropia e investimento.

    Por fim, Anna trouxe dicas para empreendedores e para empresas neste processo de relacionamento.

    Assista na íntegra:

  • O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa

    No Quintessa, acreditamos que a inovação é o caminho para alcançar soluções escaláveis para os desafios de sustentabilidade e ESG das grandes empresas – e que aplicar a lente do impacto positivo para os processos de inovação pode ser um grande diferencial.

    Por isso, convidamos lideranças da Braskem, BRF e Ambev para contarem como estão integrando as agendas de inovação e impacto positivo e implementando o ESG na prática.

    Braskem
    O Braskem Labs, programa de aceleração de startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou plástico, já está na sua sétima edição, gerando negócios integrados à estratégia de desenvolvimento sustentável para todas as áreas da Braskem.

    Instituto BRF
    Idealizado e executado em parceria com o Quintessa, o programa Ecco Comunidades acelerou e está implementando soluções de startups para a redução da perda e desperdício de alimentos nos territórios onde a BRF está presente.

    Ambev
    Aceleradora 100+ tem como foco encontrar startups com soluções para os principais desafios sustentáveis da Ambev e implementar pilotos na companhia, acelerando o alcance das metas de sustentabilidade.

    Para saber mais sobre os cases e entender se o Quintessa faz sentido para a sua empresa, acesse aqui!

  • Como famílias empresárias podem atuar com negócios de impacto

    Como famílias empresárias podem atuar com negócios de impacto

    E por que seu engajamento pode ser fundamental para o avanço do setor

    Os family offices, estruturas que administram o patrimônio de famílias empresárias e pessoas físicas de alta renda, já se aproximaram do ecossistema de empreendedorismo e das startups e são hoje uma alternativa para empreendedores que buscam investimento de venture capital. 

    Agora, começam a se aproximar também do ecossistema de impacto. O report da INEO de 2020 mostrou que as famílias empresárias têm se mostrado cada vez mais engajadas nas temáticas de filantropia, ESG e investimentos de impacto, impulsionadas pelas movimentações do mercado e pela visão das novas gerações que assumem a gestão.

    47% das famílias entrevistadas pretendem alocar entre 1 e 10% de seu portfólio em investimentos de impacto, e 12% pretende alocar de 11 a 50%. Além disso, 26% aumentou seu envolvimento com filantropia na pandemia.

    Por outro lado, a pesquisa aponta também os desafios em transformar esse engajamento em prática e investimento de fato: mais de 70% das famílias não conhecem o impacto social e ambiental dos ativos que investem, olhando apenas o retorno financeiro, e 35% dos entrevistados ainda não começaram a estudar o tema.

    O cenário é típico de transição: há intenção de avanço na atuação da temática, mas ainda é o momento de compreender como isso pode acontecer na prática. O lado bom disso é que, não havendo um único caminho correto possível, há diversas maneiras de se engajar e promover esse avanço.

    Enxergamos como essencial o engajamento desse ator dentro do ecossistema de impacto. Nos últimos anos, vimos o engajamento de empresas e governo nele, mas sabemos que estes segmentos tendem a ser direcionados por metas de curto prazo. As famílias empresárias, com maior autonomia sobre a alocação de seu patrimônio e o olhar para o legado positivo que as gerações geram, podem trazer um capital estruturante e de longo prazo para compor o setor.

    Além disso, essas famílias costumam poder aportar não apenas recursos, mas apoios não financeiros de alto valor, como conhecimento de negócios (para mentorias) e conexões qualificadas com o mercado, entre outros.

    Como então as famílias empresárias podem incrementar e aprimorar sua participação no ecossistema de impacto? 

    Já faz alguns anos que nos relacionamos com investidores ‘pessoa física’, famílias e family offices, principalmente com um olhar de investimento anjo nas startups de impacto. Recentemente, as possibilidades têm se expandido. 

    Por um bom tempo optamos por não olhar para o bolso da filantropia, pois nossa grande batalha era mostrar que negócios de impacto poderiam gerar retorno financeiro positivo. De fato, conseguimos consolidar isso, com vários negócios de impacto da nossa rede que estão sendo investidos e adquiridos por grandes fundos e empresas, como a Boomera e a Ambipar, Courri com a Americanas, entre outros cases. (Caso não conheça o conceito de negócios de impacto, conheça aqui).

    A questão é que se estes negócios não tivessem alcançado um estágio maduro como empresa, isso nunca teria acontecido e é no apoio a esses negócios que o capital filantrópico faz muito sentido e pode ser um ponto de partida para a atuação das famílias. Um capital filantrópico paciente e estruturante para viabilizar o desenvolvimento dos negócios de impacto, mais aderente ao risco e precedente ao bolso de venture capital (VC).

    Vale ressaltar que a grande maioria das famílias sempre atuou com impacto na linha da filantropia, realizando ações e doações pontuais ou até recorrentes para diversas organizações do terceiro setor. O que queremos apresentar é a inovação como uma lente para a filantropia, com o objetivo de ampliar o impacto dessa doação de forma mais perene, sustentável e com potencial de multiplicação, por meio dos negócios de impacto. 

    Nosso entendimento é que uma atuação não substitui a outra e são complementares. Dentro do espectro do capital, há os diversos “tons de cinza” a serem preenchidos, desde a filantropia mais tradicional, o venture philanthropy, o investimento anjo, o investimento de VC para estágios iniciais, o private equity, e assim em diante. Para cada tipo de capital, há um escopo específico de negócios de impacto e projetos que se adequa, sendo a atuação com esses diversos bolsos uma estratégia de diversificação de portfólio e abrangência de atuação das famílias.

    Um case muito interessante a ser estudado é de Puerto Asis Investiments, na Argentina. Tendo os 17 ODS como base (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, formulados pela ONU em 2015), são uma plataforma de investimentos com propósito que opera através de diferentes estratégias em um espectro contínuo de capital. 

    As variações dentro do espectro analisam aspectos como:

    • Retorno financeiro: retorno de mercado x “Impact first” x sem retorno financeiro
    • Nível de risco 
    • Foco de impacto: mitigação de impacto negativo x potencialização de externalidades positivas x contribuição para solução de desafios sociais e ambientais

    Entre a variação desses aspectos, as respostas variam entre:

    • Mandatos de investimento: private equity x venture capital x filantropia
    • Estágio das investidas: empresas maduras x startups x projetos
    • Estratégias: investimento responsável x investimento sustentável x investimento de impacto x venture philanthropy x investimento social x bens públicos 

    Neste texto que publicamos anteriormente você pode se aprofundar mais sobre os tipos de capital. Há ainda o viés de estruturações “blended”, que mesclam distintos tipos de capital em uma mesma operação, mas no qual não nos aprofundaremos aqui.

    Como isso acontece na prática?

    Aqui focaremos no conceito de Venture Philanthropy, que, de forma simplificada, pode oferecer capital filantrópico e apoio não financeiro para o negócio de impacto amadurecer a ponto de se tornar um investimento futuro. Falamos mais sobre esse conceito aqui, que pode ser aplicado tanto pelas famílias quanto por fundos de investimento.

    Replicando o conceito: “Venture Philanthropy trabalha para fortalecer as organizações sociais, fornecendo-lhes recursos financeiros e apoio não financeiro, a fim de aumentar seu impacto social. A metodologia é baseada na aplicação de princípios de capital de risco, incluindo investimento a longo prazo e apoio prático. As principais características incluem: Financiamento sob medida (escolhendo os instrumentos financeiros mais adequados a fim de apoiar a organização – grant, dívida, equity e instrumentos financeiros híbridos); Apoio organizacional (serviços de apoio com valor agregado a fim de fortalecer a resiliência organizacional e a sustentabilidade financeira); Medição e gerenciamento de impacto (medição e gestão do processo de criação de impacto social, a fim de maximizar e potencializar impacto)”. 

    Aqui no Quintessa já realizamos algumas iniciativas diferentes junto a investidores e famílias:
    • Family offices: Plataforma Negócios pelo Futuro

    Em 2020 executamos a iniciativa da Plataforma Negócios pelo Futuro com dois family offices, no objetivo de ampliar a oferta de soluções de negócios de impacto que pudessem contribuir com soluções no contexto de pandemia. A Provence Capital e a Península investiram, de seu bolso de filantropia, R$ 650 mil em três startups de impacto, sendo parte do valor destinado à contratação de seus serviços, para que pudessem ser oferecidos à população e gerassem impacto positivo aos beneficiários na ponta, e parte à aceleração e acompanhamento dos negócios pelo Quintessa. 

    Um dos negócios foi a Parças Developers School, que forma e emprega egressos do sistema prisional na área de tecnologia. Além de receberem um capital filantrópico para oferecer o curso a mais alunos (e inclusive usaram parte do dinheiro para comprar cestas básicas a estes jovens), receberam uma aceleração de 8 meses do nosso time para estruturar a gestão e o modelo de negócio, o que permitiu que ao fim do processo, o Nubank investisse na startup. Desde então o impacto só vem aumentando e mostra como o capital filantrópico não só apoiou os beneficiários como viabilizou a aceleração do negócio, que, já mais maduro, pôde acessar o recurso de investimento e ganhar escala, multiplicando o impacto gerado de forma perene.

    • Pessoas físicas: Sponsorship Quintessa

    Em 2018 criamos o Sponsorship Quintessa, programa em que investidores financiaram uma aceleração do Quintessa para algumas startups de impacto. O objetivo foi a geração de pipeline, impulsionando o crescimento do negócio e preparando-os para um investimento ao final da aceleração – além do que já mencionamos sobre conhecer melhor os empreendedores para mitigar riscos na futura sociedade, o que fez muita diferença ao final do processo. 

    • Famílias e pessoas físicas: Jornada de Venture Philanthropy

    Este programa foi criado em 2021 para pessoas físicas e famílias empresárias, em forma de uma jornada de 8 a 15 meses abrangendo três objetivos: gerar impacto positivo (seja pela atividade fim dos negócios, seja por promover o desenvolvimento do ecossistema), gerar aprendizado prático e vivencial em investimento de impacto, e gerar pipeline qualificado para potencial investimento posterior.

    Os participantes são o Instituto Helda Gerdau e Associados do ICE.

    Além de apoiar financeiramente o desenvolvimento de startups de impacto positivo por meio de uma aceleração do Quintessa para os negócios, incluímos momentos de capacitação, mentoria, conexões de valor e networking. Uma das vantagens nesse formato é promover também a troca entre as famílias e os investidores, que compartilham seus aprendizados e reflexões sobre a atuação na temática.

    Seguindo o formato que realizamos na Jornada, entendemos que pessoas físicas de alta renda (investidores) e famílias empresárias/family offices podem atuar com negócios de impacto em três principais objetivos:
    • Desenvolvimento do ecossistema de impacto

    Quando falamos dos negócios de impacto, segundo o levantamento do Mapa de Negócios de Impacto do Brasil, 70% deles não tem faturamento ou faturam menos de 100 mil ao ano, estando a maior parte deles em estágio inicial. 

    Além disso, quando lançamos o GUIA 2.5, ficou nítida também a necessidade de apoio por parte das aceleradoras, que sozinhas na responsabilidade financeira de promover o apoio aos empreendedores, não conseguem fomentar o desenvolvimento de todo o ecossistema. 

    Com cada vez mais capital de risco chegando no ecossistema, focado em investimento de impacto, o pipeline de negócios qualificados não tem aumentado na mesma proporção para poderem receber esses aportes, havendo um gap de capital não alocado por falta de pipeline de negócios maduros que possam receber ele. É necessário então um capital mais paciente que possa apoiar no desenvolvimento dos negócios até atingirem um nível de maturidade para receber investimentos.

    Sendo assim, a doação por parte das famílias para apoiar o desenvolvimento do ecossistema de impacto tem um poder de multiplicação muito forte: ao apoiar um negócio de impacto no início, ao ele entregar seus produtos/serviços e crescer, ele impacta positivamente milhares de pessoas. Assim, o impacto se dá não apenas pelo desenvolvimento do ecossistema, mas também pela geração de impacto positivo na ponta, aos beneficiários.

    • Aprendizado prático

    Apoiar os empreendedores de impacto é uma forma de experimentar e vivenciar o ecossistema de impacto na ponta. Consumir conteúdo, participar de eventos e palestras é importante, mas atuar diretamente no dia a dia empreendedor, entender seus desafios e conhecer seus beneficiários é uma forma de aprender e refletir sobre quais são as reais necessidades de apoio e como cada um deseja participar do ecossistema para potencializar essa geração de impacto. Há diversos “tons de cinza” dentro do setor 2.5 e aprender na prática sobre a diferença entre cada negócio, de estágios diferentes, é a melhor forma para se preparar para gerir bem seus vários tipos de capital.

    • Formar pipeline de investimento

    O terceiro objetivo é formar um pipeline qualificado de startups de impacto e poder ‘trocar de bolso’, investindo por meio de capital de risco. Além disso, é uma oportunidade de se relacionar com os fundadores, entender sinergias e alinhamento de valores para uma futura sociedade. É com o bolso da filantropia que viabiliza a aceleração dessas startups e a imersão nesse relacionamento que se pode encontrar bons potenciais investimentos antes que eles cheguem ao mainstream do mercado de investimentos e mitigar o risco de uma decisão de alocação baseada apenas em reuniões e apresentações. Assim, pode-se ver não como uma “doação a fundo perdido”, mas como um investimento paciente e de longo prazo que garante uma futura boa alocação do bolso de VC.

    Por fim, é importante dizer que esse tipo de recurso é mais adequado para apoiar o ecossistema e os negócios em estágio inicial, mas já são muitas as startups de impacto madura em rodadas mais avançadas de investimento de risco.

    O grande papel do bolso do venture philanthropy pode ser poder priorizar o tipo de ajuda que aquele negócio precisa, injetar capital adequado e apoio não-financeiro, para poder destravar outros tipos de investimento.

    Uma família empresária ou um family office tem suas metas e compromissos em garantir a segurança e continuidade daquele patrimônio, mas cada vez mais surge também a preocupação com o tipo de legado que gostaria de deixar para as próximas gerações. Nesse sentido, acreditamos que ao aplicar a lente de inovação nas ações de filantropia, ela pode ser uma grande aliada do investimento de risco em negócios de impacto, gerando benefícios para as pessoas e o planeta desde o início da jornada.

    O Quintessa apoia famílias, investidores, institutos e empresas a começarem ou aprimorarem a agenda de inovação com impacto positivo. Se este conteúdo fez sentido para você e gostaria de entender melhor como podemos apoiar sua família ou organização nesta agenda,  deixe uma mensagem e entraremos em contato.


    Para se aprofundar:

  • Reflexões sobre a agenda ESG nas grandes empresas

    Reflexões sobre a agenda ESG nas grandes empresas

    Em 2021, conversamos com mais de 150 grandes empresas e pudemos entender como a agenda ESG está evoluindo dentro delas

    Nos últimos anos, e especialmente em 2021, aqui no Quintessa, temos nos dedicado a trabalhar junto a grandes empresas, institutos, fundações, e investidores. Trabalhamos com esses atores nas agendas de inovação, empreendedorismo e impacto positivo, apoiando seu relacionamento com startups de impacto. Todas as semanas, nós conversamos com novas empresas, o que nos dá uma visão muito privilegiada para acompanhar o que está acontecendo no mercado em relação a ESG e inovação para sustentabilidade.

    Entendemos junto às lideranças empresariais quais são os temas que estão guiando suas atuações, formas com que têm trabalhado e nível de maturidade de estruturação e cultura voltada para sustentabilidade corporativa. Nesse sentido, somos uma espécie de espectador ativo do crescimento de um mercado que, se tudo der certo (e estaremos trabalhando para isso), irá mudar os contornos do capitalismo como conhecemos hoje.

    Em 2021, foram mais de 150 conversas com empresas que, em sua maior parte, têm grande porte em termos de faturamento, muitas delas listadas na bolsa. Os setores foram variados, indo da indústria a serviços, e de segmentos diferentes. Deste lugar que ocupamos, surgem muitas reflexões sobre o setor, e queremos compartilhar algumas que achamos mais valiosas sobre o que vimos no ano que passou.

    Momento

    Em meados de 2020, a temática ESG emergiu como pauta prioritária dentro das empresas. Aquelas que já priorizavam isso anteriormente se beneficiaram, tendo agilidade em reportar resultados e iniciativas e amortecendo a demanda por novos projetos dentro de áreas de sustentabilidade que já estavam organizadas, com orçamento e cultura empresarial desenvolvida. Para estas, o desafio não foi de criar, mas de avançar. Avançar principalmente em dois sentidos: conectando mais a sustentabilidade ao negócio, de forma integrada à estratégia da empresa em si, e conectando mais a sustentabilidade à área financeira, seja na emissão de títulos e dívidas, seja na integração com áreas de fusões e aquisições e Corporate Venture Capital.

    Essas empresas foram exceção.

    Parte significativa do mercado não tinha a agenda de sustentabilidade como prioridade, ainda que já pudesse tê-la formalmente em sua estrutura, e começou a se movimentar para abarcar isso na estratégia. O começo foi muito puxado por anúncios e compromissos, muitos deles voltados para a redução e neutralização de emissões relacionadas às mudanças climáticas.

    Entendemos que os compromissos fazem parte do caminho, mas desde que anunciados junto com um plano de como a empresa pretende alcançá-los, ou podemos cair em um mero greenwashing. E vale explicitar que grandes empresas não mudam da noite para o dia, e, em alguns casos, precisamos de mais tempo para poder dizer o que é ou não greenwashing, no sentido de enxergar a consistência no tempo.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com João Ceridono.

    LEIA O TEXTO COMPLETO NO UM SÓ PLANETA 

  • Conteúdos sobre inovação, impacto positivo e ESG para ler ainda em 2021

    Conteúdos sobre inovação, impacto positivo e ESG para ler ainda em 2021

    No início de 2021 começamos a produzir conteúdos para apoiar grandes empresas, institutos, fundações e investidores nas suas jornadas em direção a uma nova forma de fazer negócios, mais inclusiva, sustentável e que gera impacto positivo.

    Nos dedicamos para entregar a cada 15 dias um conteúdo feito com muito cuidado pela nossa equipe de gestores, que vivenciam diariamente a construção e implementação dos programas de inovação aberta do Quintessa, bem como os desafios, dúvidas e questionamentos de lideranças de grandes empresas e organizações sobre a temática de impacto positivo. Além disso, entregamos mensalmente uma newsletter com as principais novidades sobre ESG, inovação aberta e impacto positivo – você pode assinar aqui.

    Reunimos neste texto os conteúdos que publicamos separados em temáticas, para apoiar pessoas gestoras de sustentabilidade, inovação, novos negócios, responsabilidade social e outras áreas neste momento de planejamento e virada de ano, orientando a leitura de todo o conteúdo de forma organizada.

    Contexto: Entendendo a união entre inovação e impacto positivo

    Para introduzir o assunto, falamos sobre os motivos pelos quais as empresas devem mudar, seja pelo medo, pela oportunidade ou pela necessidade.

    Para falar sobre as diferentes formas de unir inovação e impacto positivo, fizemos uma tríade de conteúdos que aborda diferentes lentes:

    Para a área de inovação e novos negócios – Como empresas podem unir a geração de impacto positivo à estratégia de inovação e novos negócios

    Para a área de sustentabilidade – A inovação aberta como aliada das metas de sustentabilidade e práticas ESG das grandes empresas

    Para responsabilidade social e filantropia – Venture Philanthropy | Filantropia e startups de impacto: uma relação com muito potencial

    Outros conteúdos explicam alguns conceitos importantes, como a diferença entre Investimentos ESG e de Impacto, o termo Innovability e a Economia Donut, que propõe um novo modelo econômico e uma transformação das empresas em 5 estágios.

    Para refletir

    No texto de estreia na coluna da Capital Reset, falamos sobre como as práticas ESG exigem uma nova forma de pensar, e não um checklist a ser cumprido pelas empresas, reconhecendo as incoerências no caminho: ESG: Mais que a linha de chegada, é sobre a forma de caminhar | Reset

    E na estreia do portal Um Só Planeta, trouxemos inspiração e reflexão no texto ‘Ouse dar potência à humanidade que existe em você’, que chegou a ser o mais lido da plataforma na época.

    No texto Quem paga a conta do desenvolvimento de um pipeline de negócios de impacto maduro?, escrevemos sobre os instrumentos e tipos de capital que podem ser utilizados para desenvolver as startups de impacto. 

    E para refletir sobre o ‘S’ do ESG, trouxemos alguns questionamentos no texto ‘O que está faltando e por onde devemos avançar para trabalhar o S do ESG?’.

    Conexão entre empresas e startups

    Temos enfatizado como a conexão com as startups pode ser um caminho rápido e eficaz para empresas, institutos e fundações endereçarem seus objetivos de impacto positivo de forma inovadora, além de gerar valor para os negócios. Não faltaram exemplos práticos ao longo do ano, que trouxemos em todas as edições da newsletter.

    Neste texto trouxemos várias iniciativas entre empresas e startups que estão mostrando que a sustentabilidade não deve ser vista como custo mas como fonte de novos negócios.

    Para o Um Só Planeta escrevemos sobre como startups estão ajudando empresas em desafios ambientais, como um panorama das startups que resolvem a gestão de resíduos e também das que ajudam empresas a reduzir as emissões.

    Publicamos o case do Braskem Labs, que na sua sétima edição mostra resultados reais de um programa de inovação aberta com foco em desenvolvimento sustentável.

    Conteúdos práticos

    Por onde começar a pensar uma iniciativa de inovação e impacto? Como engajar a liderança? Como escolher o tipo de programa de inovação aberta?

    Para apoiar as lideranças de inovação e sustentabilidade, produzimos conteúdos práticos a partir das nossas experiências e de quem está na ponta.

    Publicamos um material inédito com um passo a passo da nossa metodologia para implementar programas de inovação aberta que geram valor para a empresa e impacto positivo. São mais de 50 páginas no Guia para Inovar com Impacto.

    Entrevistamos três super especialistas na série Diálogos Quintessa, que trouxeram suas experiências na prática.

    Ricardo Young, presidente do conselho do Instituto Ethos 

    Luis Guggenberger, Gerente Executivo de Sustentabilidade e Inovação da Vedacit

    Carolina Pecorari, Diretora de Sustentabilidade e ESG da Ambev

    E mais: 

    Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?

    Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Criando uma cultura de inovação e impacto positivo

    ESG na Prática – Pitch Day

    Realizamos três eventos na Plataforma Negócios pelo Futuro. A segunda edição, que chamamos de ESG na Prática, teve apoio da Braskem e da Vedacit e apresentou, em eventos abertos, pitchs de startups com soluções inovadoras para empresas adotarem práticas ESG. Os temas foram Logística Reversa, Diversidade e Capacitação e Desenvolvimento Territorial e de Fornecedores. Os eventos ficaram gravados na íntegra no site.

    Novo posicionamento Quintessa

    Neste ano nós apresentamos uma nova marca e posicionamento. O objetivo foi consolidar o Quintessa como um ecossistema de soluções inovadoras para nossos desafios sociais e ambientais centrais, com iniciativas para startups, empresas, institutos, fundações, investidores e demais organizações.

    Entenda mais nesta matéria da Reset e conheça nosso manifesto no site.

    Amazônia

    Para finalizar, acabamos de publicar também em parceria com a PPA, uma tese de aceleração de negócios socioambientais na Amazônia! Você pode conhecer um resumo neste texto e depois baixar a tese completa.

    Esperamos que esses textos possam apoiar você e seu time a se aprofundarem na temática de inovação com impacto positivo e pensar estratégias para implementar essa visão na prática. Continuaremos publicando quinzenalmente às quintas-feiras aqui no blog, na Reset e no Um Só Planeta e contamos com as suas sugestões e feedbacks. Cadastre-se aqui para receber a nossa newsletter mensal e nos acompanhe nas redes sociais (Linkedin e Instagram) para não perder nenhum conteúdo.

    E por fim, se você está buscando suporte para implementar uma estratégia de impacto positivo no próximo ano, estamos à disposição para te apoiar. É só escrever para [email protected] ou deixar sua mensagem no site.

  • Fusões com negócios de impacto revelam maturidade das startups e avanço de novos negócios integrados à ESG

    Fusões com negócios de impacto revelam maturidade das startups e avanço de novos negócios integrados à ESG

    No primeiro semestre deste ano, o ecossistema brasileiro de startups realizou 134 M&As (fusões e aquisições), e os investimentos de empresas nas startups têm crescido. Companhias como o Magalu, que adquiriu 22 startups nos últimos 18 meses, mostram como o investimento ou a compra desse tipo de empresa é uma estratégia cada vez mais presente para acelerar a inovação nas grandes corporações, seja para oferta de novos produtos e serviços, aumento de eficiência e celeridade na solução de desafios ou para entrada em novos mercados, entre outros motivos.

    Com a relevância crescente do tema ESG, os investimentos, fusões e aquisições movimentaram o campo das startups de impacto positivo. 

    Além disso, a movimentação também é impulsionada pela ampliação da prática de inovação aberta e pelo fato das startups estarem integradas à agenda de novos negócios das corporações, complementando e trazendo inovação para seu portfólio de produtos e serviços. 

    Vimos recentemente a startup Eduqo ser 100% adquirida pela Arco Educação por R$ 30 milhões, após quadruplicar de tamanho na pandemia com seu sistema digital de gestão de aprendizagem personalizada. A Arco já havia adquirido em 2020 a startup de impacto Nave à Vela, que leva a cultura maker e o currículo de inovação e desenvolvimento de competências socioemocionais para as escolas, mas não teve o valor divulgado. 

    As duas startups foram aceleradas pelo Quintessa, aceleradora pioneira no ecossistema de impacto. O Quintessa também revelou outros casos, como o da Boomera, que é referência em gestão de resíduos e economia circular, e que teve 50% adquiridos pela Ambipar em junho deste ano. A Ambipar não abriu o valor investido, mas noticiou grande sinergia com o trabalho de transformação dos resíduos plásticos pós-consumo em matéria-prima e com a rede de mais de 500 cooperativas de catadores e 8 mil cooperados da startup.

    Ainda no segmento de economia circular, temos o caso da GrowPack, que desenvolveu uma tecnologia para embalagens biodegradáveis feitas a partir de resíduos agrícolas, e que recebeu aporte da Ambev como capital semente e compromisso de comprar seus produtos em grande quantidade, trazendo tração comercial e escala na esteira das metas de sustentabilidade da gigante de bebidas.

    No meio financeiro, não só as fintechs estão nos holofotes. O Nubank anunciou um aporte na {Parças}, startup que ensina programação para ex-detentos e pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social com o objetivo de inclusão no mercado de trabalho. Parte dos compromissos com diversidade do banco digital, a expectativa da startup é de que em 15 anos todas as penitenciárias brasileiras sejam uma célula de transformação e qualificação profissional.

    No mundo das healthtechs, a Notre Dame anunciou um investimento de R$ 10 milhões na NeuralMed, startup que oferece soluções para otimizar o tempo de atendimento e a assertividade das decisões médicas por meio de Inteligência Artificial. Temos ainda o caso da Techbalance, startup que desenvolve soluções para a prevenção, cuidado e acompanhamento de risco de quedas e lesões, que recebeu R$ 2 milhões da Shift, empresa especializada em tecnologia para medicina diagnóstica e preventiva. 

    É certo que os investimentos e aquisições envolvendo startups de impacto tiveram um boom no último ano, “Mas, já havia um movimento acontecendo por conta da ampliação da prática da inovação aberta e pelo amadurecimento da visão das empresas para a sustentabilidade e para novos negócios mais inovadores e conectados ao futuro”_, aponta Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa. “Em 2018, a E-moving, startup de aluguel de bicicletas elétricas, recebeu aporte da Movida, trazendo para o portfólio da empresa de aluguéis de carros uma solução sustentável, e em 2019, a Courri, que é pioneira na logística urbana com bicicletas, foi adquirida pelo grupo B2W (Lojas Americanas), trazendo uma solução mais eficiente e limpa para sua operação, por exemplo”.

    Esse movimento mostra que as startups estão atingindo um bom nível de maturidade, explica Anna. “Para receber investimento, elas precisam estar preparadas para um processo de diligência e avaliação. O que temos visto não são casos isolados, e sim um movimento relevante do mercado, que está reconhecendo a parceria com as startups de impacto como uma grande oportunidade de negócio”, afirma.

    O Quintessa já mapeou mais de 4 mil startups de impacto no Brasil e tem se mostrado um celeiro dos grandes cases do setor no Brasil. Das startups mencionadas nos casos recentes de M&As e investimentos, apenas a GrowPack não faz parte do portfólio da aceleradora, já a Ambev, investidora da startup, é parceira do Quintessa no programa de aceleração corporativa.

    Para Anna, há diversos caminhos para se implementar de forma unificada as agendas de inovação e sustentabilidade, e o histórico já mostra que a conexão com startups de impacto por meio de inovação aberta, programas de aceleração, contratação de suas soluções, investimentos e aquisições têm trazido grandes resultados, promovendo inovação, novos negócios e acelerando as metas e compromissos em ESG das empresas. 

    “Com o avanço das agendas de inovação, novos negócios e ESG dentro das grandes empresas, a tendência é que os M&As de impacto também cresçam. Por isso, é importante preparar os empreendedores dos negócios de impacto para isso, como temos feito nos últimos anos, e facilitar e qualificar sua conexão com as grandes companhias que vem trabalhando na transformação para a nova realidade que desejamos construir”, conclui a executiva.

  • Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

    Ao criar uma iniciativa de inovação aberta, algumas empresas preferem realizá-la com um time interno, enquanto outras contam com o apoio de especialistas – aceleradoras e incubadoras – para realizar o programa.

    A escolha entre internalizar a iniciativa ou realizar em parceria depende de diferentes aspectos, e cada um dos caminhos tem suas vantagens e pontos de atenção, especialmente quando adicionamos a lente da sustentabilidade e impacto positivo integrada à inovação, um tema ainda novo para muitas organizações.

    Acreditamos que é mais vantajoso trazer uma aceleradora parceira na maioria dos casos, e neste texto vamos explorar nossa visão sobre essa decisão.

    Uma iniciativa de inovação aberta tem várias etapas

    Antes de entender como e com quem realizar a iniciativa, precisamos enxergar o projeto em algumas etapas. Na metodologia do Quintessa, detalhada no Guia para Inovar com Impacto, realizamos um passo a passo de aprofundamento e definição de estratégia antes de implementar qualquer iniciativa.

    Com essa visão do todo, entendemos que algumas etapas podem ser realizadas internamente, enquanto outras são mais efetivas se realizadas com externos. A contratação de um parceiro pode depender do grau de maturidade da empresa em relação ao tema de inovação e de impacto positivo.

    Por exemplo, para aquelas que já estão mais avançadas nessa jornada e têm a inovação integrada à cultura da empresa, pode fazer sentido internalizar a etapa inicial, em que são mapeados os desafios da empresa a serem endereçados por meio da inovação aberta. Essa é uma entrega que envolve um bom conhecimento sobre a empresa e capacidade de navegar e dialogar com diferentes áreas. Vale destacar que ao optar por internalizar, é preciso garantir que uma pessoa estará dedicada nesta agenda.

    Ao ter uma pessoa dedicada, essa etapa acaba sendo um fluxo contínuo, em que a pessoa/área dedicada recebe demandas de outras áreas e capta desafios constantemente.

    Curadoria de startups e visão de mercado

    Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) avaliou as iniciativas de relacionamento entre grandes empresas e startups na América Latina e revelou que entre as principais dificuldades apontadas pelas empresas para trabalhar com startups estão: identificar negócios que podem gerar valor para a corporação e atrair empreendedores qualificados.

    Uma aceleradora parceira pode solucionar essas dificuldades ao trazer um pipeline de negócios mais robusto e já com uma curadoria, uma visão ampla de mercado para analisar o diferencial, potencial de inovação e de modelo de negócio das startups, além de metodologias de seleção já validadas com diversas startups ao longo da sua experiência. O sucesso da iniciativa não está na quantidade de startups inscritas, mas na qualidade dos negócios e aderência aos desafios da empresa.

    No Quintessa, temos uma base de mais de 4 mil startups de impacto mapeadas, o que agrega muito valor na seleção. Não só abrimos a chamada aberta para inscrições, como convidamos ativamente os empreendedores que já mapeamos para se inscreverem, a partir dos critérios da iniciativa. De 70% a 95% das startups participantes das turmas que formamos nos últimos programas se inscreveram após o nosso convite ativo. Ter uma aceleradora referência e com presença forte no mercado de startups pode fazer a diferença e trazer credibilidade para o programa.

    Ao realizar a etapa de curadoria, vemos que além de trazer uma boa quantidade de inscrições qualificadas, conseguimos trazer eficiência e metodologia para a seleção, sem que a empresa dependa de uma pessoa com pouco tempo disponível para administrar dúvidas e mensagens dos candidatos em redes sociais e e-mails ou desenvolver um método de avaliação.

    Ainda assim, colaboradores que estão dentro da empresa têm uma visão sobre as prioridades e uma melhor articulação entre as áreas. Por isso, mesmo contratando uma aceleradora, é estratégico ter uma pessoa dedicada na seleção, que possa trazer essa visão do todo e um olhar técnico e estratégico ao avaliar as soluções das startups. Em geral, nos programas que realizamos há uma pessoa dedicada parcialmente ao programa, cuidando de outras iniciativas ao mesmo tempo. 

    Diferentes formatos de programas exigem conhecimentos distintos

    No último texto, falamos sobre as diferenças entre os programas de inovação aberta. A execução de cada um deles também demanda expertises diferentes. Por isso, para empresas mais maduras em relação a processos de inovação e no relacionamento com startups, pode fazer sentido internalizar a realização de POCs e implementação de pilotos.

    Já nos programas de aceleração, independente da maturidade da empresa, faz mais sentido contar com um parceiro. A aceleração demanda expertise sobre metodologias de empreendedorismo e gestão alinhadas ao contexto das startups.

    Ainda assim, estar maduro no relacionamento com scale-ups (startups mais avançadas) não significa que terá facilidade em dialogar com startups em estágio de validação (mais iniciais), pois são outras demandas, desafios e formas de agregar valor, e neste caso contar com uma aceleradora pode valer a pena. 

    Integrar inovação e impacto positivo

    Quando falamos em iniciativas que conectam inovação e sustentabilidade/impacto positivo, pode fazer sentido trabalhar com uma aceleradora especializada nesse universo. A falta de experiência pode fazer a agenda não avançar e cair em um ponto cego dos executivos em não conseguir enxergar uma integração entre os dois campos. 

    Já vimos alguns programas darem errado ao igualar “impacto” com os demais critérios de seleção, mas sem detalhar seu significado e sem ter um parceiro especialista na área. Dessa forma, é difícil para a empresa encontrar bons candidatos que resolvam problemas reais de impacto socioambiental. Além de que, avaliar impacto não é algo trivial, por isso é importante ter um parceiro com essa experiência.

    A aceleradora tem o papel de mediação

    Mais um motivo para ter um parceiro externo, que é pouco percebido, é o papel de ‘mediação’ que uma aceleradora pode oferecer. Quando as empresas fazem o processo com time interno, vemos uma certa confusão de papéis: em um dia a empresa está cobrando resultados e propostas como potencial parceiro ou cliente, no outro está apoiando a startup, e por vezes isso pode levar a conflitos de interesses. 

    Ao contar com uma aceleradora externa, a empresa se mantém na cadeira que precisa estar – de potencial parceiro/cliente da startup. A aceleradora faz o papel de mediar essas conexões e de apoiar os empreendedores com a mão-na-massa no dia a dia, inclusive para poderem se preparar com o diálogo com as empresas. Mesmo com a aceleradora, os executivos da empresa se mantêm ainda muito próximos neste apoio e troca de experiências, como falamos neste texto sobre cultura e sobre os motivos para realizar uma iniciativa de inovação aberta.

    Em resumo, os motivos para decidir entre internalizar ou contar com um parceiro podem ser baseados em conhecimento técnico, metodologias para seleção e relacionamento com startups, repertório e experiência com programas similares para lidar com os desafios de implementação, rede de relacionamento já estabelecida com startups, reputação e credibilidade de marca para atrair empreendedores qualificados, tipo de programa que será implementado, maturidade no assunto e cultura da empresa, entre outros.

    Acreditamos que o apoio de uma aceleradora pode ser crucial para o êxito da iniciativa. Falando pela nossa experiência como Quintessa, começamos a apoiar essa relação depois de anos de desenvolvimento de metodologias próprias de aceleração para empreendedores, de preparação para investimento, de mediação do estabelecimento de novas parcerias. Isso nos levou a desenvolver uma metodologia de ponta para o relacionamento de qualidade com as startups, levando aos melhores resultados para os parceiros e startups mais satisfeitas com os programas.

    Sendo uma aceleradora especializada em impacto socioambiental, garantimos a seriedade da pauta, com um know-how estruturado e genuíno no tema ESG e com a maior base de startups de impacto do mercado brasileiro.

    Além disso, ao trabalharmos com diferentes empresas, compartilhamos os aprendizados dos programas, fazendo com que a curva de aprendizado do ecossistema como um todo acelere.

    Este tema faz parte do Guia para Inovar com Impacto, publicação inédita do Quintessa que apresenta um passo a passo para criar programas de inovação aberta que gerem valor para o negócio e impacto socioambiental positivo. Acesse o Guia completo aqui!

    Para entender melhor como o Quintessa pode ser parceiro da sua iniciativa de inovação aberta com impacto positivo, entre em contato conosco: [email protected]

  • O que está faltando e por onde devemos avançar para trabalhar o S do ESG?

    O que está faltando e por onde devemos avançar para trabalhar o S do ESG?

    Além de tirá-lo da sombra do aspecto E, as empresas e fundos precisam debater o S sob os ângulos que mais importam para a melhoria da nossa sociedade

    Para introduzir o assunto, vale começarmos com dados que orientam o nosso olhar sobre o S do ESG:

    A imagem abaixo mostra a pirâmide de renda da população (antes da pandemia):

     — Foto: FGV Social a partir de microdados da PNADC e da PNAD/Covid

    — Foto: FGV Social a partir de microdados da PNADC e da PNAD/Covid

    Esses dados retratam um pouco do triste quadro social do Brasil, marcado por profundas desigualdades.

    É claro que esse é um problema que, para ser resolvido, precisa de ações em diversas frentes, e por parte de vários atores: governo, empresas, fundos, ONGs, sindicatos, sociedade civil.

    Entre empresas e fundos de investimentos, que são os espaços por onde o Quintessa mais circula no dia-a-dia, vemos, felizmente, um crescimento constante da importância da pauta ESG. No entanto, enquanto o aspecto Environment (Ambiental) é contemplado por inúmeros compromissos de net-zero e similares, as ações e metas para o aspecto Social, em grande parte, ficam em dois campos: (i) aumentar a diversidade no quadro de funcionários e (ii) ações de responsabilidade social.

    Em relação ao ponto (i), que tem sido o mais amplamente trabalhado, temos profundo respeito por essa pauta, mas nos parece que ela não é suficientemente capaz de dar uma resposta efetiva em um prazo razoável para os indicadores urgentes que trouxemos no início do texto.

    Em relação ao ponto (ii), apesar dessas ações serem essenciais para milhões de pessoas impactadas, elas não fazem com que as empresas gerem desenvolvimento social no seu core (atividade principal).

    Em suma: na nossa opinião, se as empresas e fundos querem tratar o S com a seriedade que merece, e que precisamos como sociedade, o foco de ação tem que amadurecer.

    Onde deveria, então, estar o foco das empresas e dos fundos ESG?

    Vamos trazer algumas perguntas que podem parecer óbvias, mas que são complexas de serem trabalhadas, e que acreditamos serem importantes para levar à construção de um S mais maduro e integrado com o crescimento das empresas.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com João Ceridono.