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  • Investimentos ESG e de Impacto: qual a diferença?

    Investimentos ESG e de Impacto: qual a diferença?

    ESG e investimentos de impacto têm ganhado espaço nos últimos anos e meses, mas apesar de terem um princípio em comum, é importante esclarecer que são conceitos distintos. 

    Os dois conceitos partem do mesmo princípio – de que não basta apenas gerar retorno financeiro, mas é preciso considerar o efeito gerado pelo investimento. Ambos estão dentro de uma camada mais ampla de investimentos responsáveis.

    Diferenciando os dois conceitos

    Os investimentos que levam em conta a análise dos fatores ESG têm um olhar mais focado no “como” a empresa opera, se tem práticas nos aspectos ambiental (E), social (S) e governança (G) que geram impacto positivo ou negativo. 

    Os investimentos de impacto tem foco no “por que” e “o que” a empresa faz, ou seja, se o seu core business (sua atividade principal) resolve desafios sociais e ambientais.

    Enquanto investimentos ESG têm uma abordagem para identificar riscos não-financeiros que podem afetar o valor do ativo, sendo parte de um processo de análise, os investimentos de impacto dizem sobre o tipo de investimento que o(a) gestor(a) está buscando e sua intencionalidade.

    Fazendo uma analogia simples: ao fazer um investimento ESG, eu posso aportar recursos em uma empresa que vende um iogurte comum, mas com práticas adequadas em termos  sociais, ambientais e de governança – por exemplo, com uma correta destinação dos resíduos da produção e uma justa remuneração dos produtores de sua cadeia produtiva. Ao fazer um investimento de impacto, seria preciso escolher, por exemplo, uma empresa que tem foco em mudar o cenário de subnutrição, com um iogurte reforçado com vitaminas e um preço acessível à população que enfrenta a subnutrição – tendo em seu core business o foco em resolver um desafio social e ambiental.

    Podemos dizer que o ESG é um “guarda-chuva” mais amplo.

    O investimento com foco em ESG, além do retorno financeiro, busca também, em primeira instância, mitigar riscos ambientais, sociais e de governança para proteger valor, ou ainda, adotar práticas positivas nestes três âmbitos, para aumentar seu valor. 

    Os investimentos de impacto possuem um foco distinto, pois têm a intenção e o foco em soluções para os desafios sociais e ambientais, por meio das atividades core das empresas investidas.

    investimento de impacto
    Fonte da imagem: Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto – https://aliancapeloimpacto.org.br/

    A expectativa de retorno sobre os investimentos de impacto varia bastante de acordo com o perfil dos investidores, e podem ser mais ou menos competitivas, como vemos nos três quadros da imagem acima. 

    Segundo o relatório ‘Investimento de Impacto na América Latina’, elaborado a cada dois anos pela Aspen Network of Development Entrepreneurs (Ande), dos 28 investidores respondentes, quase metade espera taxas alinhadas às de mercado, enquanto uma parcela menor aceita taxas um pouco inferiores. Os 11 investidores, que respondem por menos de US$ 100 milhões, fazem alocação com intenção de preservar capital. 

    Fonte da imagem: Aspen Network of Development Entrepreneurs (Ande) – Investimentos de Impacto na América Latina Tendências 2018 & 2019

    O que são os investimentos ESG

    Os investimentos ESG (ASG, em português) são aqueles que consideram os fatores ambientais, sociais e de governança na análise e no processo de tomada de decisão. Com uma análise mais ampla se comparada à dos investimentos tradicionais, é frequentemente utilizada como uma forma de se melhorar o desempenho financeiro.

    Segundo o CFA Institute, cada letra refere-se a:

    E – Ambiental (Environmental, em inglês) | Medida da conservação do mundo natural, que inclui os esforços relacionados às mudanças climáticas, emissões de gases de efeito estufa, poluição, biodiversidade, gestão de resíduos e efluentes, etc.

    S – Social | Medida da consideração das pessoas e sua relação com a empresa, como satisfação do consumidor, engajamento dos funcionários, diversidade, relação com comunidades, proteção de dados, relações de trabalho, etc.

    G – Governança | Medida dos padrões de gestão de uma empresa que tratam da composição do conselho de administração, estrutura dos comitês de auditoria e fiscal, processos para evitar corrupção, ouvidoria, etc.

    O termo foi cunhado em 2005, no Estudo chamado “Quem se importa vence.” realizado pelo Pacto Global.

    O ESG não é um produto ou classe de ativos, é um critério de análise e um novo olhar na decisão por um investimento.

    Existe a separação em investimentos que são “mitigadores de risco”, impactando a análise e diligência na decisão de investimento, e outros que são focados em “oportunidades positivas”, buscando proativamente o progresso dentro dos três pilares. 

    Cada vez mais há dados que mostram que os investimentos focados em oportunidades de progresso são mais rentáveis a longo prazo, por correlações, por exemplo, entre a busca da redução das emissões de carbono e a redução de custos com energia, entre uma maior diversidade entre o time e uma maior produtividade, retenção e engajamento deste time, e mesmo entre uma maior geração de valor e fidelização dos clientes.

    Cada vez mais vemos grandes empresas emitindo dívidas vinculadas a metas de descarbonização, com a identificação como ESG. São exemplos as captações da Sicredi e da Fazenda da Toca, e mesmo fundos que se identificam desta maneira, como o da Plural Asset. Ao mesmo tempo, é comum a discussão sobre a adequação ou não dessa identificação, como o caso da dívida emitida pela Via, o que convoca ao cuidado neste tipo de análise.

    O que são os investimentos de impacto

    Os investimentos de impacto são aqueles que têm a intencionalidade clara de gerar impacto social e/ou ambiental de forma mensurável, além do retorno financeiro (GIIN – Global Impact Investors Network). 

    O termo surgiu em 2010, no relatório do JP Morgan “Impact Investments: an emergent asset class”, que incluiu a lente dos impactos sociais e ambientais positivos além do retorno financeiro.

    Os investimentos de impacto são então os investimentos feitos em negócios e soluções empreendedoras com intencionalidade clara de resolver um desafio social ou ambiental, como a melhoria da educação, acesso à saúde, gestão de resíduos, fontes de energia renovável, entre outros, ao mesmo tempo que geram retorno financeiro – os chamados negócios de impacto. 

    Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), os quais estão por trás da Agenda 2030, são comumente usados como base para fundamentação sobre a relevância do desafio que se busca superar.

    No conceito sistematizado pela Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, negócios de impacto são “empreendimentos que endereçam problemas socioambientais por meio de sua atividade principal e atuam de acordo com a lógica de mercado, com um modelo de negócio que busca retorno financeiro” e possuem essas quatro características principais:

    – Intencionalidade de resolução de um problema social e/ou ambiental;

    – Solução de impacto é a atividade principal do negócio;

    – Busca de retorno financeiro, operando pela lógica de mercado;

    – Compromisso com monitoramento do impacto gerado.

    Pelo foco explícito na geração de impacto, muitas vezes os investidores se distanciam desses negócios por enxergá-los próximos ao terceiro setor e ações de filantropia. O que diferencia os negócios de impacto das ONGs é a busca de retorno financeiro e a geração de impacto atrelada à geração de receita pela venda de produtos e serviços, além da possibilidade de poderem distribuir dividendos, o que os torna capazes de oferecer retorno aos investidores com os mesmos parâmetros de mercado de startups tradicionais, por exemplo.

    Qual o cenário dos investimentos de impacto no Brasil?

    No final de 2019 os investimentos de impacto no Brasil somavam US$ 785 milhões, mais que o dobro de dois anos antes (US$ 343 milhões).

    O GUIA 2.5, realizado pelo Quintessa, já mapeou 19 iniciativas de investimento em negócios de impacto no ecossistema brasileiro. Além das iniciativas que trabalham com a modalidade de investimento de risco (Venture Capital), temos também iniciativas de empréstimos com foco em impacto.

    Fonte: guiadoisemeio.com.br

    As organizações de desenvolvimento dos negócios, como aceleradoras e incubadoras, têm papel fundamental para desenvolver e preparar os negócios para crescer e estarem maduros para receber os investimentos de risco, qualificando esse pipeline.

    Quem está investindo em ESG e impacto?

    As grandes gestoras de investimento têm liderado a “pressão” nas empresas por adequações e adoção de melhores práticas ambientais, sociais e de governança. Temos importantes declarações de Larry Fink, da BlackRock, ou da Goldman Sachs, que não fará o IPO de empresas sem a participação de mulheres no conselho. 

    Por outro lado, a participação da sociedade e a decisão “mais consciente” de onde alocar os seus recursos também está crescendo. Não é mais novidade a mudança na tomada de consciência das pessoas, especialmente as novas gerações, sobre as questões sociais e ambientais. Não só em busca de incentivar e consumir de empresas ‘responsáveis’, existe um crescente interesse em alinhar também seus investimentos a seus valores pessoais. 

    Em uma pesquisa de 2014, somente 47% das pessoas acima de 69 anos acreditavam que é possível obter retornos financeiros ao investir em negócios de impacto. Já para os millennials, esse número salta para 73% (US Trust Insights on Wealth and Worth, 2014).

    O mercado já tem se movimentado para atender esse público, como a notícia recente da Fama Investimentos, que reduziu a aplicação mínima no fundo de ESG para mil reais. Segundo a gestora, a tese dialoga com o público mais jovem, com menor poder aquisitivo, mas que tem buscado esse alinhamento. Outro exemplo é a frente de empréstimo coletivo da Sitawi, com tíquetes iniciais acessíveis.

    Temos observado o mesmo interesse por parte dos family offices. Existe cada vez mais o desejo de se alinhar e aplicar os valores da família nas suas decisões de investimento, deixando um legado mais consistente de seus recursos.

    Para trazer uma ordem de grandeza, segundo o JP Morgan, os investimentos ESG ultrapassaram US$ 45 trilhões em 2020 (90% na Europa e Estados Unidos), enquanto isso, o relatório de 2019 da GIIN estimou que o mercado de investimentos de impacto está em US$ 502 bilhões. Debates e visões do mercado também são animadoras e otimistas quanto ao potencial de rentabilidade dos investimentos ESG e de impacto.

    A tendência é de cada vez mais crescimento, visibilidade e capital para a solução dos nossos maiores desafios sociais e ambientais. Visto por muitos como a “nova moda”, nós acreditamos que ela não é passageira, e que no futuro próximo, o que é visto hoje como ‘investimento tradicional’ será visto como exceção.

    Assim, é importante que você esteja preparado(a) para identificar, analisar e investir nestes diferentes tipos de investimento, os quais vemos como complementares.


    Sugestões de leituras complementares:

  • Webinar | Inovação, ESG e Diversidade

    Webinar | Inovação, ESG e Diversidade

    No dia 25 de maio, Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, realizou uma palestra no Learning Village, hub de inovação e educação da HSM e SingularityU.

    A palestra abordou como a inovação aberta e o relacionamento com startups de impacto podem impulsionar a agenda ESG de grandes empresas, trazendo exemplos na temática de diversidade.

    Acesse aqui a gravação na íntegra.

  • Associação ou Empresa: qual formato jurídico utilizar para seu negócio de impacto?

    Associação ou Empresa: qual formato jurídico utilizar para seu negócio de impacto?

    Quando falamos de negócios de impacto, uma dúvida que surge desde o início é sobre o formato jurídico mais indicado para esse tipo de atuação. Hoje no Brasil não existe a figura jurídica voltada exclusivamente para os negócios de impacto, por isso alguns preferem seguir por um modelo sem fins lucrativos e outros negócios se formalizam nos modelos de empresa com fins de lucro.

    Em dezembro de 2017 foi criada a Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto (ENIMPACTO), uma articulação de órgãos e entidades da administração pública federal, do setor privado e da sociedade civil com o objetivo de promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de investimentos e negócios de impacto e de ter favorecido a criação de ações de governos estaduais e municipais focadas neste tipo de negócio. Mencionamos ela aqui pois foi um relevante marco do governo reconhecendo a figura dos negócios de impacto, mas hoje isso ainda não se reflete na criação desta figura jurídica*, apesar de essa ser uma discussão aberta.

    O que é mais importante nesse debate é que o fator que define os negócios de impacto está muito menos relacionado ao seu formato legal, mas sim ao fato de sua atividade principal estar diretamente relacionada à geração de impacto social ou ambiental positivo (conheça essa caracterização mais completa nesse infográfico). 

    Por isso, aqui vamos trazer aspectos sobre os diferentes formatos que costumam ser utilizados e quais as vantagens de cada um, para apoiar os empreendedores de impacto na escolha de um modelo de formalização jurídica.

    Decidindo entre Associação e Empresa

    Associação

    • Visão geral

    Associação é uma figura jurídica sem fins lucrativos formada pelo interesse de um grupo de pessoas (associados) com uma finalidade comum, e sendo um negócio de impacto, especificamente o de gerar transformações sociais ou ambientais positivas (fora do contexto de negócios de impacto, também costuma ser utilizada para finalidades religiosas, culturais, recreativas e de outras finalidades).

    Uma Associação pode vender produtos e serviços e emitir nota fiscal, pagando impostos, e também pode receber doações, pagando o imposto do ITCMD (em São Paulo é de 4% a partir de R$ 69.025.000 – acesse aqui para outros Estados). O valor dos impostos para a emissão de Nota Fiscal depende do enquadramento tributário de cada um, mas, apenas como exemplo, no Quintessa essa taxa é de 12,6% (sendo 5% de ISS e 7,6% de Cofins).

    As Associações podem se beneficiar de imunidade ou isenção tributária (IR e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), conforme o caso, desde que “coloquem seus serviços à disposição de toda a coletividade, em caráter complementar às atividades do Estado e sem fins lucrativos (no caso da imunidade); ou prestem seus serviços a determinado grupo de pessoas a que se destinem, também sem intuito lucrativo (no caso da isenção fiscal)”, segundo a Lei 9.532/97.

    • Para quem vale a pena esse formato?

    A principal diferença que queremos destacar neste texto entre uma Associação e uma Empresa é que a Associação sem fins lucrativos não pode distribuir o resultado financeiro positivo da sua operação (lucros) aos seus associados. Todo seu excedente (superávit, resultado financeiro positivo da operação) tem que ser reinvestido na sua manutenção e operação.

    É justamente por isso que a Associação não precisa pagar o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, sendo esse o principal benefício desse modelo.

    Dessa forma, esse não é o formato adequado se você deseja captar recursos de investidores ou fundos de investimentos que tem como objetivo uma participação societária e retorno financeiro, pois não será possível distribuir o lucro e remunerar eles. Qualquer captação de recursos precisaria ser via dívida comum, com repagamento, ou à título gratuito (doação, patrocínio, etc).

    Por outro lado, se você pretende captar recursos de doação para o seu negócio, o formato de Associação pode facilitar. Alguns editais de doação, principalmente de grants internacionais, têm como pré-requisito que o beneficiado tenha uma figura jurídica sem fins lucrativos. Além disso, há leis de incentivo fiscal para que doadores e patrocinadores destinem recursos para as OSCs e existem estados que isentam o ITCMD de doações para OSCs a depender da sua área de atuação.

    Como falamos anteriormente, o formato de Associação não se restringe às doações, e pode prestar serviços normalmente.

    Uma dúvida que surge é se as associações podem pagar bônus aos funcionários. O que não pode ser feito é a distribuição de lucros, como já mencionamos, mas a gratificação dos colaboradores pode ser feita pelos empregadores em conformidade com a CLT (art. 457).

    • Outras coisas que você deve saber

    Os termos “Instituto” e “ONG” são comumente usados para se referir à associações, mas não são figuras jurídicas, são apenas expressões. Já a Fundação é uma outra figura jurídica, que se caracteriza por um grande aporte de capital ou bens no início (patrimônio destacado), mas não vamos explorar nesse texto por não ser uma figura usualmente utilizada pelos negócios de impacto.

    As associações podem ter titulações do Poder Público que as qualificam, como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), OS (Organização Social) ou Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS. Esses títulos podem garantir algumas facilidades no relacionamento com o governo possíveis benefícios e incentivos fiscais.

    Muitas pessoas têm dúvidas sobre a remuneração dos dirigentes de uma Associação, pois até 2015 estes não podiam ser remunerados, mas com a lei nº 13.151, foi permitida a remuneração de dirigentes de associações sem fins lucrativos de modo amplo (antes era autorizado somente para OSCIPs e OS), com limitações ao valor máximo que pode ser aplicado.

    Em uma associação não existe a figura de um(a) “dono(a)”, que no caso das empresas são os sócios. Os associados não são donos e é justamente por isso que a Associação não pode distribuir os excedentes (lucros) ou vender as suas “participações”, pois o lucro pertence à associação e não aos associados. Sendo assim, quando uma Associação fecha, os bens pertencentes a ela costumam ser transferidos a outra Associação de finalidade similar e não apropriados pelos associados (há apenas a possibilidade de devolução de bens que os associados tenham destinado para a abertura da associação, prevista no Código Civil, mas não aprofundaremos aqui).

    Empresa

    • Visão geral

    As empresas são figura jurídicas com finalidade de lucro, que podem ser: Limitada (LTDA), Sociedade Anônima (SA), EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), EPP (Empresa de Pequeno Porte), entre outras. Nesse texto vamos falar de uma empresa de sociedade limitada – Ltda.

    • Para quem vale a pena esse formato?

    Diferente das associações, as empresas podem distribuir dividendos (lucro) entre os sócios e receber investimentos de novos sócios. Isso te permite atrair capital de investidores que buscam retorno financeiro. 

    Além disso, pode facilitar atrair e reter talentos, pois traz uma perspectiva e incentivo aos colaboradores de se tornarem sócios (e terem ganhos financeiros com isso), bem como permite a distribuição de bônus (remuneração variável) de acordo com o desempenho individual de cada um de uma forma mais flexível.

    Por outro lado, se o seu negócio tem perspectiva de captar recursos via doações e editais, pode haver restrições. Esse é um assunto que vem sendo muito debatido no ecossistema de negócios de impacto. Os negócios de impacto formalizados como empresas e com fins de lucro podem sim receber doações, pagando o ITCMD da mesma forma que associações. Porém, o debate se dá pelo lado dos doadores, pois boa parte das organizações doadoras não permite a transferência de recursos para modelos com fins lucrativos em seus estatutos sociais.

    Sendo assim, uma estrutura formalizada como empresa pode restringir as possibilidades de receber doação, caso este seja um caminho importante para o seu negócio.

    • Outras coisas que você deve saber

    As empresas podem ter três modelos tributários: o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Nesse texto falamos do Simples Nacional, que é o modelo mais utilizado pelos negócios do nosso portfólio. 

    O Simples Nacional tem tabelas de impostos que dependem do seu tipo de atividade e sua faixa de faturamento, que podem variar de 4% a 33% (enquanto na Associação falamos do exemplo de 12,6%). Ele incide sobre o faturamento (é pago referente ao valor das notas fiscais que você emitiu naquele período) e reúne os impostos: ISS, CSLL, IRPJ, Cofins e PIS/Pasep.

    Porém, empresas optantes pelo Simples Nacional não pagam o INSS Patronal, enquanto as Associações pagam esse imposto, que é de 20% de toda a folha salarial, além de 1% de PIS. Então nesse aspecto, se o seu modelo de negócio exige que tenha um time grande ou um time sênior de pessoas “caras”, essa conta pode ser bem alta no modelo de Associação!

    Outros formatos possíveis: Cooperativa ou Modelo Híbrido

    Cooperativa

    A Cooperativa também é uma figura jurídica sem fins lucrativos, mas é o modelo que menos encontramos nos negócios que passam pelo Quintessa. 

    A Cooperativa deve ter diretrizes previstas em lei para o modelo de governança, em que os dirigentes devem ser eleitos e têm mandato de até 4 anos. Na nossa visão, esse modelo de governança pode implicar em uma dificuldade para profissionalização do time de lideranças da cooperativa no longo prazo. Fazendo um comparativo, a liderança uma Associação, por exemplo, tem a figura dos executivos e do conselho. O conselho é determinado no estatuto social e deve ter uma rotatividade de pessoas, mas a profissionalização é assegurada na figura dos executivos.

    Ainda assim, o cooperativismo envolve uma filosofia muito maior do que o aspecto de governança que estamos mencionando aqui e, se é a figura que melhor reflete o tipo de organização que você deseja empreender, com certeza vale a pena ler mais e se aprofundar.

    Modelo Híbrido

    Este não é um modelo jurídico, mas encontramos quando uma organização ou iniciativa tem os dois CNPJs, comumente, um de associação e outro de empresa. Isso acontece quando um negócio de impacto tem atividades com características muito distintas, algumas para as quais faz mais sentido captar doação e outras para as quais faz mais sentido captar um investimento com foco em retorno financeiro, por exemplo.

    Nestes casos, o que é considerado uma prática essencial é ter uma separação muito clara entre quais são as atividades exercidas por uma estrutura e quais são os serviços prestados pela outra estrutura. Se não existe essa distinção clara, essa prática pode ser vista como um desvio de finalidade e confusão patrimonial que são causas para a desconsideração da personalidade jurídica.

    Outra boa prática é ter muita clareza de governança e transparência sobre como as duas estruturas se relacionam. Um exemplo que vemos acontecer é a Empresa destinar uma parte do seu lucro como doação para a Associação. Outro exemplo é existir a figura de um contrato de compartilhamento de custos, em que uma estrutura reembolsa a outra por custos que tenha utilizado da outra, como gastos com time e aluguel.

    O que considerar para decidir

    Como no Brasil não existe o modelo jurídico de um negócio de impacto, estes podem se encaixar em diferentes formatos, como os citados acima. 

    Há mais de 10 anos, quando o Quintessa estava começando, a maior parte dos negócios que apoiávamos tinha o formato de Associação, geralmente por um olhar de um contador externo que associava o fato de geração de impacto positivo ao formato de Associação no momento de formalizar. Hoje a grande maioria do nosso portfólio é formada por negócios com formato de Empresa e há  alguns poucos casos de modelos híbridos. 

    Nossa recomendação é não começar pensando qual formato seu negócio deve ter, mas sim tendo clareza de: quais são os seus objetivos, qual modelo de negócio deseja ter, qual tipo de estrutura de time deseja montar e qual tipo de capital externo deseja trazer.

    A partir disso você irá entender qual formato jurídico é o mais adequado para o que você deseja ser.

    Por exemplo, se você quer poder distribuir lucro como forma de se remunerar, de atrair talentos no time que queiram ser sócios e atrair investidores, faz mais sentido abrir uma empresa. Mas se o seu caminho é ter mais facilidade para captar doação via editais, por exemplo, e não pretende distribuir dividendos ou pagar bônus, pode fazer mais sentido pensar em um modelo de Associação.

    Existem ainda outras normas que podem impactar nesta tomada de decisão. Por exemplo, se o seu negócio pretende trabalhar com voluntariado, a Lei do Voluntariado permite que apenas o poder público e organizações sem fins lucrativos possam ter voluntários para as suas atividades (este caso foi abordado no livro que recomendamos abaixo). Outra hipótese é uma associação que tenha finalidade de incidir em políticas públicas e quer poder realizar litigância estratégica no Judiciário. Para apresentar uma contribuição no STF, por exemplo, é importante o modelo de Associação.

    É importante também mencionar que existem as figuras do Estatuto Social (no caso das Associações) e o Contrato Social (no caso das Empresas), muitas vezes acompanhado por um Acordo de Acionistas/Quotistas. Aqui abordamos o que está na legislação, mas cada organização pode personalizar e especificar suas regras nestes documentos, até restringir que sua associação receba doação ou que sua empresa distribua os dividendos. Muitos empreendedores não se aprofundam no assunto e delegam essa tarefa aos seus contadores, mas nossa indicação é que você leia, entenda, reflita e crie termos que fazem sentido para a governança da sua estrutura.

    Essa é uma dúvida muito recorrente entre os empreendedores de negócios de impacto e esperamos que este texto tenha te ajudado a esclarecer os motivos de optar por um modelo ou outro. 

    *O anteprojeto de lei que cria a qualificação jurídica das sociedades de benefício foi aprovado para seguir na tramitação formal interna no Governo Federal na reunião do Comitê da ENIMPACTO que foi realizada em Brasília, no dia 29.01.2020. De lá para cá, avanços têm ocorrido nesta tramitação.


    Leituras Complementares:


    Esse texto teve a contribuição dos advogados Aline Gonçalves e Pedro Ferreira.

    Aline Gonçalves de Souza, advogada no escritório SBSA  – Szazi, Bechara, Storto, Reicher e Figueiredo Lopes Advogados. Doutoranda em Administração Pública e Governo pela EAESP-FGV, pesquisadora na FGV Direito SP no tema das Organizações da Sociedade Civil. Autora de livro e artigos sobre modelos híbridos e negócios de impacto.

    Pedro Ferreira é advogado e sócio do escritório Derraik Menezes, atuando na área empresarial consultiva, assessorando clientes em transações nacionais e internacionais. Possui experiência na área de Inovação, Startups e HighTech Companies, Venture Capital / Private Equity, Fusões e Aquisições, Corporate Venture, Impact Investing e Negócios Sociais, Societário e Contratos Empresariais, Fund Formation e Family Offices. 

  • Quem ganha quando você ganha?

    Quem ganha quando você ganha?

    Como o modelo dos negócios de impacto promove avanços sociais e ambientais

    Quando falamos sobre o tema, podemos abordá-lo de diferentes formas. O “COMO” vamos explorar em outro momento, bem como o conceito do propósito de uma organização. Convido aqui a olharmos para o “PARA QUÊ” e “O QUÊ” de cada empresa, aprofundando sob um determinado prisma: o conceito de negócios de impacto.

    Negócios de impacto são, segundo a Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, que têm a intenção clara de endereçar um problema socioambiental por meio de sua atividade principal (seja seu produto/serviço e/ou sua forma de operação).

    Fala-se em Setor 2.5, uma referência ao que seria uma união entre características do segundo setor, de empresas privadas e marcado pelo foco em retorno financeiro, e do terceiro setor, de organizações sem fins lucrativos e marcado pelo foco em geração de impacto socioambiental.

    Juridicamente, os negócios de impacto não existem sob uma figura própria, podendo assumir diferentes formatos legais, como de empresa, associação, fundação, ou cooperativa.

    Algumas características dos negócios de impacto apresentadas pelo Quintessa, a partir de inspiração no documento da Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, são:

    • A intencionalidade de resolução de um problema social e/ou ambiental
    • A geração de impacto socioambiental e a sustentabilidade financeira devem estar presentes na atividade principal da organização. 
    • O compromisso com o monitoramento do impacto socioambiental que gera na sociedade
    • A busca de retorno financeiro, operando pela lógica de mercado

    Quando o empreendedor de um negócio de impacto ganha, a sociedade ganha com ele.

    Exemplos de negócios de impacto podem ser encontrados em variadas áreas de atuação, como em soluções para melhoria do acesso à saúde, moradia, alimentação, serviços financeiros, justiça e educação de qualidade; criação de oportunidades de emprego e geração de renda; inclusão de pessoas na sociedade independente de cor, raça, gênero, deficiência, nacionalidade, opção sexual, religião, origem econômica; preservação do patrimônio ambiental e cultural; cidades inteligentes e soluções para a mobilidade urbana; garantia de liberdade política, empoderamento e engajamento dos cidadãos; promoção de um governo mais democrático, eficiente e transparente, entre outros.

    Compartilho aqui alguns casos.

    A 4you2 é uma escola que oferece o ensino de inglês de qualidade e acessível a pessoas das classes CDE. Com unidades em regiões periféricas de São Paulo, sua mensalidade chega a ser quatro vezes mais barata que seus concorrentes.

    Além disso, seus professores são estrangeiros que moram em casas de família nas comunidades, promovendo um intercâmbio cultural com os alunos. Com o aprendizado do inglês, os alunos conquistam o acesso a diversos conteúdos educacionais e oportunidades de trabalho. Quando a 4y2 ganha com as mensalidades, mais pessoas da base da pirâmide ganham tendo acesso a um ensino de línguas de qualidade.

    A Hand Talk desenvolveu uma tecnologia que traduz o português para a Libras (Língua Brasileira de Sinais). Há cerca de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil e aproximadamente 70% delas apresentam dificuldade na compreensão do português (imagine morar no seu país, mas não entender boa parte do que está escrito nos meios de comunicação?).

    Além de um aplicativo gratuito, eles oferecem serviços como o tradutor de sites, tradutor de vídeos, QRCode e totens para espaços públicos. Quando a Hand Talk ganha com os serviços prestados, mais pessoas com deficiência auditiva ganham tendo acesso a conteúdos antes incompreensíveis.

    O Instituto Muda promove a educação ambiental entre moradores e funcionários de condomínios, além de coletar resíduos recicláveis e doar o material para cooperativas de catadores, gerando renda para estes grupos. Sua receita advém da mensalidade que os condomínios pagam, tendo a destinação correta de seu lixo.

    Hoje o lixo é um grande desafio das cidades, principalmente de São Paulo. Quando o Instituto Muda ganha com as mensalidades, mais pessoas ganham com as melhorias ambientais advindas do correto tratamento dos resíduos.

    Assim, fica aqui a reflexão: no seu negócio, quem ganha quando você ganha?

    Anna de Souza Aranha
    Publicado originalmente em Pequenas Empresas & Grandes Negócios

  • Conheça negócios de impacto com soluções para os grandes desafios ambientais

    Conheça negócios de impacto com soluções para os grandes desafios ambientais

    startups meio ambiente

    Nesse momento difícil e atípico que estamos vivendo com o isolamento e a pandemia muitos desafios que sempre estiveram presentes ficaram ainda mais explícitos e em pauta, e um deles foi o impacto da atividade humana no planeta.

    Os desafios ambientais estão relacionados com toda a nossa forma de viver e estar no mundo, e as soluções exigem esforços e ações conjuntas de governos, empresas, órgãos internacionais, ONGs e indivíduos.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente, apresentamos negócios da rede Quintessa que promovem soluções inovadoras para os diferentes desafios da pauta ambiental. Conheça!

    Gestão de resíduos e reciclagem

    O Brasil gera aproximadamente 79 milhões de toneladas de resíduos por ano. 8% desse resíduo ainda não é coletado, e 40% é destinado de forma incorreta (Abrelpe).

    Nesse tema, a Recicleiros atua assessorando prefeituras na implementação da coleta seletiva, e também implementa programas de logística reversa para empresas no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Já o Instituto Muda implementa a coleta em condomínios residenciais, empresas e colégios, cuidando de todo o processo, desde a conscientização dos moradores até a destinação do resíduo. 

    A Gaia Negócios Sociais também está nesta frente, promovendo a PNRS e tendo em vista a inclusão sócio produtiva do catador de material reciclável, que são responsáveis por quase 90% do lixo reciclado no Brasil.

    No campo da reciclagem, a Boomera é referência na transformação de resíduos, inclusive aqueles considerados difíceis, por meio de uma metodologia que envolve cooperativas de catadores, estudos laboratoriais, desenvolvimento e fabricação de novos produtos. Outro negócio inovador é a Eco Panplas, que desenvolveu uma tecnologia sustentável para reciclagem embalagens de óleo lubrificante, que têm alto potencial de contaminação da água.  E

    Mobilidade mais sustentável

    O transporte é o principal emissor de CO² no Brasil, representando 48% do total (SEEG). Uma startup que oferece alternativa de transporte mais sustentável é a E-Moving, com um programa de assinatura de bikes elétricas para pessoas físicas ou empresas que oferecem o benefício aos seus colaboradores. No setor de logística, a Courri inova ao utilizar as bikes como meio de transporte para entregas last-mile nas cidades.

    Educação e comportamento

    A conscientização e educação ambiental têm papel fundamental na preservação do meio ambiente. No âmbito escolar, a Reconectta é um negócio de impacto que leva valores e cultura da sustentabilidade aos alunos por meio de experiências educacionais. 

    Para estimular a criação de novos hábitos, a So+ma desenvolveu um programa de fidelidade em que os bons comportamentos geram pontos para serem trocados por cursos, serviços e outras recompensas. Com foco na população de baixa renda, o primeiro comportamento estimulado é a reciclagem, e faz com que a entrega de materiais recicláveis converta em pontos aos usuários.

    Além da ação no pós-consumo, é importante repensar também o impacto dos produtos que consumimos. A Nossa Nova é um dos negócios que promove o consumo consciente. O marketplace reúne marcas atentas ao ciclo de vida de seus produtos e com um propósito socioambiental bem definido, além de promover projetos de conscientização em grandes empresas.

    Alternativas ao plástico descartável

    720 milhões de copos plásticos descartáveis são consumidos por dia no Brasil, correspondendo a 1.500 toneladas de resíduos plásticos produzidos diariamente (ONU e Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos – ABRELPE)

    A Meu Copo Eco propõe a mudança de mentalidade relacionada aos descartáveis, e fornecendo alternativas (produtos e serviços) para a substituição de copos descartáveis por copos reutilizáveis (duráveis), seja em eventos,empresas, escritórios ou escolas – ou em qualquer ambiente que tiver descartáveis. 

    A Já Fui Mandioca oferece uma alternativa ao plástico descartável, produzindo copos e recipientes biodegradáveis feitos com fécula de mandioca.

    Agricultura mais sustentável

    Agricultura e meio ambiente são temas indissociáveis. As práticas agrícolas podem ter seu impacto na natureza se feitas de forma inadequada. A Muda Meu Mundo é um negócio de impacto que se propõe a capacitar pequenos agricultores com práticas sustentáveis de produção e oferece uma remuneração justa, ao fazer a ponte direta com o varejo, o que também contribui para a redução do desperdício. 

    Você sabia que um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada? A Fruta Imperfeita é outro negócio com solução para este desafio. O modelo é de assinatura de caixas de frutas e verduras ‘imperfeitas’, que estão boas para consumo mas seriam descartadas por não estarem no padrão estético exigido pelo varejo. Outra solução é a Fazu, uma rede de fazendas urbanas hidropônicas para plantação de hortaliças direto no local de consumo, como restaurantes. 

    O mau uso de defensivos agrícolas também é responsável por consequências diretas no meio ambiente, como a contaminação do solo, água e alimentos. Além disso a identificação tardia de pragas e doenças pode levar a um uso excessivo de defensivos e perda na produção. A Cromai é uma das startups com soluções tecnológicas para o campo, atuando na identificação precisa de pragas e deficiências na plantação, diminuindo a perda de produção e promovendo o uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

    Reflorestamento

    O reflorestamento em grande escala é uma das ações que pode ajudar a reduzir o impacto das mudanças climáticas. A PlantVerd é um dos negócios que trabalha para recuperar áreas degradadas e já soma mais de 2 milhões de mudas plantadas. Complementar a esse trabalho, o Nucleário é uma startup que desenvolveu um dispositivo plástico que envolve as mudas e aumenta a eficiência das restaurações em larga escala, reduzindo a manutenção do pós-plantio.

    Energia

    Por fim, no campo da energia renovável, trazemos a Emap Solar como referência em instalação e projetos de energia solar e energia fotovoltaica em todo o Brasil, e a Infra Solar, que desenvolve estações de carregamento de veículos elétricos com uso da energia solar.

  • Conheça ações de startups de impacto que podem te ajudar durante a crise do coronavírus

    Conheça ações de startups de impacto que podem te ajudar durante a crise do coronavírus

    startups e coronavirus

    Neste momento de atenção e cuidado, acreditamos que a ação do governo, dos profissionais da saúde e as ações coletivas da população são essenciais, mas iniciativas empreendedoras também estão demonstrando papel importante para minimizar o impacto dessa crise. 

    Nossa crença é que as empresas podem e devem ser parte da solução dos nossos desafios sociais e ambientais centrais. 

    Conheça as ações promovidas pelos negócios de impacto da rede do Quintessa e de startups do ecossistema brasileiro para ajudar neste momento.

    Saúde

    TNH Health

    Assistente virtual dentro da plataforma Vitalk, que tira dúvidas comuns sobre o COVID-19, checa sintomas para dar orientações ao vivo e dá apoio emocional. No aplicativo Vitalk, além de todo o conteúdo para cuidar da saúde mental foram adicionados conteúdos focados em isolamento social e os impactos do COVID-19 na saúde emocional.
    Saiba mais

    Tamboro

    Em parceria com a Arte Despertar, a Tamboro desenvolveu a Sou Saúde: Solução on-line e gratuita para o desenvolvimento socioemocional dos profissionais da saúde, visando contribuir para que possam lidar com as situações a que estão expostos diariamente. Os profissionais poderão acessar uma trilha desenvolvida especialmente para eles, trocar experiências e ouvir podcasts que vão de encontro aos seus anseios presentes.
    Saiba mais

    Senior Concierge

    Em parceria com o Mão na Roda, a Senior Concierge lançou o projeto Escuta Solidária, uma plataforma de apoio psicológico aos profissionais de saúde que estão na linha de frente lidando com COVID 19 e para os idosos, oferecido por psicólogos voluntários.
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    Universaúde

    Telessaúde aberto para tirar dúvidas sobre o COVID-19. A ferramenta está a disposição 24 horas todos os dias via Chat online no site. Uma outra ação será a realização de 40 Lives de 18/03 a 12/05 através do canal no Youtube, das 20h57 às 21h30, abordando 7 temas da área da Saúde para gestores e profissionais de saúde.
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    Caren.App

    Teste gratuito de auto-avaliação para os sintomas do COVID-19.
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    Fleximedical

    Desenvolvimento de unidades móveis e portáveis  (containers, carretas, ônibus, vans) para suprir a falta de leitos de internação, leitos de isolamento,  UTI e exames que fazem parte do protocolo de tratamento do Coronavírus, como tomografia.
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    Telavita

    A plataforma oferece atendimento de psicoterapia online com profissionais qualificados para cuidar da saúde mental e emocional ao público geral e a empresas interessadas em oferecer esse benefício aos seus colaboradores.
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    Dandelin

    Disponibiliza um filtro no app para encontrar médicos aptos a atender casos de COVID-19, e oferece consultas gratuitas para pessoas no grupo de risco. Além disso estão distribuindo gratuitamente álcool em gel, máscaras, luvas e cartilhas de como se comportar para ajudar a conter a contaminação. São 3.000 horários disponíveis exclusivamente para casos de COVID-19.
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    Dr. Sintomas

    Autoavaliação gratuita baseada nos protocolos da OMS para o COVID-19. Também pode ser utilizada como triagem digital por governos e empresas privadas.
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    Labi Exames

    Até o fim de março, testes gratuitos para identificar o COVID19 nos pacientes acima de 80 anos. Quem estiver apresentando os sintomas do Coronavírus, pode preencher um questionário e anexar o pedido médico para agendar o serviço de coleta em casa do Labi sem custos. Os exames são restritos à área de cobertura e limitados à capacidade de atendimento.
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    VidaClass

    Consultas online por 30 dias para avaliar sintomas do coronavírus.
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    SaveLivez

    Desenvolvimento da Livia.bot, uma assistente virtual que ajuda nas dúvidas sobre o COVID-19 e também sobre os requisitos para a doação de sangue de forma online e gratuita.
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    Colab e Epitrack

    Criação da plataforma Brasil Sem Corona, com objetivo de diminuir a disseminação do vírus nas cidades, mapeando os casos de Covid-19 e as regiões com risco de surtos.
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    Oli

    Plataforma de planos e gestão de saúde que está disponibilizando seu checkup digital e plataforma de atendimento médico 24hrs sem custo pelo período de 15 dias.
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    Educação

    Nave À Vela

    Plataforma de atividades makers em casa para serem utilizadas gratuitamente por qualquer escola. São atividades mão na massa com objetivo de desenvolvimento de competências socioemocionais.
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    A Taba

    Maratona de histórias, rodas de leitura online e contações de histórias gratuitas para crianças, além de disponibilizar dicas de atividades e oferta de materiais gratuitos para as famílias.
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    Stoodi 

    Videoaulas de preparação para o vestibular disponíveis gratuitamente no aplicativo.  A ação tem duração inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada caso a suspensão das aulas em escolas do país permaneça por mais tempo.
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    Reconectta

    Conteúdo com inúmeras possibilidades de atividades e materiais de educação e sustentabilidade para pais, filhos e educadores no período que estão em casa.
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    Jornal Joca 

    1. Abertura de todos os conteúdos sobre coronavírus no site:
    • Edição 145 da versão impressa em PDF
    • Informações atualizadas
    • Matérias e reportagens
    • Podcasts para educadores e para jovens
    • Atividades para as escolas aplicarem à distância
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    Já Entendi

    Disponibiliza por 6 meses de forma gratuita o curso preparatório para o ENEM. Após fazer o cadastro, é necessário solicitar a liberação para [email protected]
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    ChatClass

    Plataforma de aprendizado de inglês via Whatsapp e aulas ao vivo disponíveis gratuitamente até 17 de Abril.
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    ForEducation Edtech

    Guia de boas práticas para aulas online, incluindo ferramentas e orientação pedagógica.
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    Alfa e Beto

    Disponibiliza de forma gratuita os cursos online para educadores e jogos pedagógicos para alfabetização, matemática e desenvolvimento da fluência de leitura para crianças.
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    Bem-estar

    Pé de Feijão

    Programa de assessoria remota para apoiar as pessoas a se organizarem no homeoffice para comer em casa. Planejamento alimentar online via lives, pílulas de conteúdo, apostilas e com um canal no WhatsApp para tirar dúvidas sobre alimentação.
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    Mais Vívida

    Está disponível de forma gratuita a operação da startup, que recruta jovens para apoiar idosos em diferentes atividades, como compras de remédios e suprimentos, auxílio tecnológico remoto e contato por videochamadas para combater o isolamento.
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    Informação

    Hand Talk

    Disponibiliza de forma gratuita para site de notícias o plugin para tradução de texto em Libras, para tornar a informação acessível para surdos.
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    Guia Para Todos Verem | Veever

    Plataforma que centraliza de forma acessível para cegos e pessoas com baixa visão diversas informações sobre o COVID-19. Idealizada pela equipe da startup Veever.
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    Serviços

    Nobis

    Plataforma que conecta clientes a prestadores de serviços em domicílio. Estão oferecendo canal de vendas gratuito a pequenos comerciantes e serviços especiais como comprador pessoal, gerando renda para autônomos, MEIs e pessoas desempregadas.
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    Conhece alguma iniciativa para incluir nesta lista? Comente ou envie para [email protected].

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    covid solucoes de startups

     


    Identificamos também outras listas similares a essa, e disponibilizamos abaixo:
    #StartupsVSCovid19 | Startups brasileiras contra o coronavírus
    Pandemia coronavírus: a hora das startups mostrarem sua força
    Gonew Community #StartupsVsCovid19

  • O que são negócios de impacto?

    O que são negócios de impacto?

    Os negócios de impacto possuem particularidades importantes que os diferem de um negócio comum. Este tipo de negócio nasce do desejo de protagonizar soluções para os grandes desafios sociais e ambientais – e também do desejo de oferecer essas soluções de uma forma escalável financeiramente sustentável, por meio da oferta de produtos e serviços, sem depender de doações.

    negócio de impacto

    Sabemos que muitas dúvidas surgem sobre o que se encaixa ou não no conceito de negócios de impacto, e por isso preparamos um infográfico para ajudar a responder, de forma simples, algumas das questões que envolvem o conceito de negócios de impacto. Acesse!

  • Podcast | Como escalar seu negócio de impacto

    Podcast | Como escalar seu negócio de impacto

    Participação de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no podcast KaleydosCast

    [su_youtube url=”https://www.youtube.com/watch?v=g1D48komHJA&”]

  • Podcast | Negócios de Impacto Socioambiental

    Podcast | Negócios de Impacto Socioambiental

    Papo Empreendedor é o podcast da Folha em parceria com o Braskem Labs. No quarto episódio, a diretora do Quintessa, Gabriela Bonotti, fala sobre negócios de impacto socioambiental

  • Podcast | Negócios de Impacto Socioambiental

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    Papo Empreendedor é o podcast da Folha em parceria com o Braskem Labs. No quarto episódio, a diretora do Quintessa, Gabriela Bonotti, fala sobre negócios de impacto socioambiental