negócios de impacto – Paula Leite https://homolog.quintessa.org.br My WordPress Blog Mon, 04 Mar 2024 21:38:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 Demoday Potências do Programa Nossa Parte pela Educação iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa https://homolog.quintessa.org.br/2024/03/04/demoday-potencias-do-programa-nossa-parte-pela-educacao-iniciativa-do-instituto-brf/ https://homolog.quintessa.org.br/2024/03/04/demoday-potencias-do-programa-nossa-parte-pela-educacao-iniciativa-do-instituto-brf/#respond Mon, 04 Mar 2024 21:38:18 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2252 O Demo Day – Potências, realizado no dia 08 de fevereiro em São Paulo reuniu oito startups que foram aceleradas ao longo de 2023 e início de 2024 pelo projeto Nossa Parte pela Educação, iniciativa do Instituto BRF em parceria com o Quintessa, que tem como objetivo enfrentar os desafios relativos à educação básica, para jovens e adultos nas comunidades por meio de soluções inovadoras que promovam a recuperação socioeconômica em mundo pós-pandêmico.

Com a abertura da diretora executiva do Instituto BRF, Raquel Ogando, o encontro contou com apresentações e mesas de discussões sobre temas relacionados à educação e filantropia. Participaram também do evento Gabriel Gandara, gerente de New Ventures e Inovação da BRF, Carine Jesus, gerente de Controladoria da Fundação Matia Cecília Souto Vidigal, e Greta Salvi, diretora nacional da Latimpacto.

Os representantes das oito startups selecionadas pelo programa abordaram os problemas identificados e  apresentaram suas soluções inovadoras, como por exemplo: empregabilidade para pessoas neuro divergentes, estresse em sala de aula; dificuldades em se concentrar durante os estudos; e resoluções em problemas matemáticos. 

As startups são: Afroimpacto, Mindkids, Obará Edutech, Repeduca, Stardust Zone, Tecnolokid, Trilha Edu, e Zeka Educação. Essas soluções foram aceleradas e emergem como potências, prontas para impactar positivamente o cenário educacional. Com o apoio de mentores especializados da BRF e do Quintessa, elas não apenas desenvolveram suas soluções, mas também consolidaram seus propósitos e cresceram exponencialmente no último ano.

O programa Nossa Parte pela Educação integra a frente “Educação para o Futuro”, do Instituto BRF em Parceria com o Quintessa e representa o compromisso do Instituto em enfrentar os desafios educacionais de nossa sociedade.

Acesse o link e saiba mais sobre o programa Nossa Parte Pela Educação

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Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono https://homolog.quintessa.org.br/2023/10/20/programa-desafios-floresta-clima-finaliza-a-edicao-carbono-com-demoday-no-cubo-itau/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/10/20/programa-desafios-floresta-clima-finaliza-a-edicao-carbono-com-demoday-no-cubo-itau/#respond Fri, 20 Oct 2023 14:39:50 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2176 Inovação, sustentabilidade e a busca contínua por soluções que contribuem com um futuro mais verde movem o Fundo Vale. Prova disso, foi o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono, realizado em parceria com o Quintessa, que selecionou e acelerou cinco negócios e iniciativas que atuam com soluções inovadoras no ecossistema de carbono.  

Após seis meses de imersão, o demoday (realizado no dia 29 de setembro, no Cubo Itaú, em São Paulo) marcou o encerramento do programa, com networkings estratéticos e pitches empolgantes sobre como a aceleração contribuiu para cada startup selecionada, mostrando os principais resultados alcançados pelos empreendedores. 

Além disso, foi apresentada a prévia do Mapeamento de Negócios de Carbono, desenvolvido pelo Fundo Vale em parceria com o Pipe Social, compartilhando insights sobre a evolução desse mercado no Brasil, bem como conceitos e resultados. O objetivo foi mapear as informações sobre o ecossistema, explorando a maturidade dos negócios do setor. 

“O ecossistema de crédito de carbono é muito novo no Brasil, por isso as soluções ainda precisam de apoio para ter maturidade suficiente para atender à larga escala que o mercado necessita. Vimos também, a partir do programa, que a academia tem muita tecnologia com potencial para gerar inovação nesse mercado, como a Quanticum e a Inspectral, que são spin-offs acadêmicas, nos mostraram. Chegamos, agora, ao fim do programa, com diversas conexões de valor geradas entre os empreendedores e os atores do ecossistema por meio do programa, reforçando ainda mais a estratégia do Fundo Vale de atuar em coalizões!”  Lucas Folgado – Consultor de Inovação do Fundo Vale

Em paralelo, também foi abordada, durante o evento, a atuação em Inovação Aberta do Fundo Vale na agenda de carbono de impacto e florestal, no intuito de fomentar as conexões de valor entre os atores dos ecossistemas de inovação, financeiro e florestal. 

Sobre o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono 

O programa teve como objetivo impulsionar soluções de impacto socioambiental positivo que fortaleçam uma economia sustentável, justa, inclusiva e carbono zero. Assim, em um primeiro momento, o Quintesa conduziu o processo de seleção, em que houve 239 inscrições. A partir daí, entrevistamos 20 iniciativas, 11 participaram do pitch day (última etapa da seleção) e 5 foram selecionadas. 
 
Buscamos negócios/iniciativas que tinham soluções ou interesse em adaptar soluções para os seguintes desafios: 

INDIRETO DIRETO 
Refere-se às soluções que atuem ao longo da cadeia agroflorestal, indiretamente impactando o carbono Refere-se às soluções que tragam benefícios de forma direta ao mercado de carbono, desde a originação, nas diversas etapas do ciclo de desenvolvimento e monitoramento de um projeto. 
Fornecimento de insumos para sistemas agroflorestais Monitoramento de projetos de créditos de carbono 
Formação técnica para atores da cadeia do carbono Gestão de projetos de crédito de carbono 
Comercialização de produtos agroflorestais Financiamento de projetos de crédito de carbono 
Garantia da posse e do uso da terra Acesso ao mercado de carbono 
 Redução de risco de projetos de crédito de carbono 

Dentro dessa linha, em abril, iniciamos a aceleração dos negócios com atividades de validação do modelo de negócio e/ou da solução desenvolvida pelo negócio/iniciativa. As cinco empresas selecionadas contaram com mentorias, treinamentos/palestras/workshops e ferramentas para ajudar no desenvolvimento do negócio.  
 
Em setembro, no demoday, foi o momento de conclusão, celebração e conexão do programa com os participantes, parceiros estratégicos e realizadores dessa edição. 

Para Fabiana Goulart, sócia e líder de projetos no Quintessa, os gargalos para a geração e comercialização de carbono agroflorestal no Brasil são diversos, e existem poucas soluções maduras para resolver esses desafios em escala. “Foi um grande privilégio acompanhar o desenvolvimento das empresas selecionadas pelo programa Desafios Floresta & Clima, iniciativa desenhada para apoiar os negócios a diagnosticar seus principais gargalos de gestão, priorizar e resolver os problemas mais urgentes e aproveitar de rede de parceiros do programa para testar e validar soluções”, enfatiza.  
 
“Ver as startups saindo com uma gestão mais robusta e com boas perspectivas comerciais de soluções prototipadas no programa é o nosso grande motivo de celebração.” Fabiana Goulart 

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Os resultados são inspiradores! Conheça a história das startups participantes que estão fazendo a diferença no combate às mudanças climáticas: 

UGM | Umgrauemeio 

Startup inovadora dentro do mercado de monitoramento de incêndios. O software Pantera possui diversos módulos, compondo uma solução completa que atua desde a prevenção de incêndios até a identificação, gestão e análise dos impactos gerados. Desde 2016, atua com bastante presença em áreas produtivas do agronegócio, e o programa possibilitou melhor entendimento e adaptação do sistema para o mercado de carbono e de proteção ambiental – resultando no início de quatro trials que monitoram mais de 1 MM de hectares. Além disso, a aceleração teve atuação importante na estruturação de temáticas de gestão – como financeiro e precificação – da empresa, resultando em robustez gerencial e maior confiança para possíveis investidores. Por fim, ao longo do programa, a Umgrauemeio foi a vencedora do desafio de startups no Brazil Climate Summit, em Nova York. 
 
Quanticum 

A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e para a eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, desde o planejamento do cultivo até a colheita. Em segundo lugar, tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono e, assim, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. A aceleração promoveu a introdução da Quanticum no setor agroflorestal, sendo premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais.  
 
Eccaplan (Carbon Fair) 

Marketplace de créditos de carbono que democratiza o acesso ao mercado para pequenos e médios projetos socioambientais. Por meio da plataforma, os projetos aumentam a liquidez de seus créditos e as empresas realizam a gestão de seu inventário de emissões e a compensação de suas emissões. A aceleração da Carbon Fair resultou no aprimorando de sua proposta de valor para compradores de créditos de carbono e na validação da viabilidade financeira e operacional para que pequenos e médios projetos socioambientais sejam remunerados pelos serviços ambientais que prestam. 
 
Inspectral 

Uma startup que tem sua origem na academia, trazendo uma solução de monitoramento ambiental remoto, inicialmente com foco na qualidade da água. Com o desenvolvimento da tecnologia, percebeu-se a necessidade do monitoramento remoto de outras verticais ambientais, como florestas e agricultura. A alta acurácia para as análises de qualidade da água, 93%, fez com que a Inspectral adaptasse seus algoritmos para a realização de análises florestais. Durante a aceleração, exploramos mercado de monitoramento remoto de florestas e construímos o ICP para melhor assertividade na ida ao mercado com esse novo produto.   

Sintrópica Capital Natural

Solução de ponta a ponta para pagamento por serviços ambientais. Seu principal produto é a estruturação, emissão e monitoramento de CPR-Verde. A Sintrópica desenhou 4 arranjos de PSA utilizando CPR-Verde: restauração, biodiversidade, conservação e saúde do solo. Durante a aceleração, exploramos os diferentes atores desse arranjo, como instituições financeiras, empresas de bioinsumos e de restauração florestal e atores de fomento ao ecossistema, para construirmos um produto que atendesse a todos os atores envolvidos. 

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Quintessa lança estudo sobre o ecossistema dos negócios de impacto no Brasil https://homolog.quintessa.org.br/2023/10/05/quintessa-lanca-estudo-sobre-o-ecossistema-dos-negocios-de-impacto-no-brasil/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/10/05/quintessa-lanca-estudo-sobre-o-ecossistema-dos-negocios-de-impacto-no-brasil/#respond Thu, 05 Oct 2023 19:57:08 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2162 O Quintessa – Aceleradora de Impacto referência no Brasil – acaba de lançar a 4ª edição do Guia 2.5, um estudo das iniciativas que desenvolvem e investem em negócios de impacto no Brasil. Em relação às edições anteriores, a nova versão do Guia registrou um aumento de 34% na quantidade de organizações mapeadas. 

Desde 2015, quando lançou a primeira edição, o Guia saltou de 11 organizações mapeadas para 58 em 2023. As iniciativas listadas também cresceram 106%, passando de 34 (2017) para 70 (2023). O material completo está disponível no site: Acesse agora

A escolha do nome Guia 2.5 faz alusão ao “setor 2.5”, termo que faz referência aos “negócios de impacto”, por reunirem características típicas do segundo setor (formado por empresas privadas, marcado pela sustentabilidade financeira e geração de lucro) e do terceiro setor (formado por organizações sem fins lucrativos, marcado pelo foco em gerar impacto socioambiental positivo). 

O Guia 2.5 traz um estudo feito com base em pesquisa realizada pelo Quintessa com representantes de cada uma das iniciativas mapeadas, e é apresentado em quatro capítulos:

  • Apoio oferecido pelas iniciativas; 
  • Caracterização das iniciativas e negócios apoiados; 
  • Caracterização das organizações;
  • Interesses das organizações.

Há grandes destaques em torno das análises realizadas.

1) Há um significativo crescimento quantitativo, com mais organizações e iniciativas.

  • Quando analisadas as linhas do tempo, marcando o ano em que as organizações foram criadas, o auge do surgimento de novas organizações foi de 2011 a 2020. 
  • Quando analisadas as iniciativas, marcando o ano em que foram fundadas ou que começaram a atuar com negócios de impacto, até 2018, haviam 44 iniciativas existentes. De 2019 até 2022, o número foi para 70. A quantidade de oferta de suporte para os empreendedores de negócios de impacto cresceu 63% nos últimos 4 anos. 

2) Há uma especialização das iniciativas oferecidas pelas organizações: diversas organizações oferecem mais de uma iniciativa, tangibilizando sua atuação por meio de programas com finalidades e diferenciais específicos.  

3) Há uma expressiva diversificação no suporte oferecido pelo ecossistema, com maior variedade nos tipos de apoio oferecidos, estágios de negócios contemplados e na distribuição do alcance geográfico das iniciativas pelo Brasil e exterior. 

  • O suporte via Recurso Filantrópico dobrou comparado à última edição (de 9 para 18). Este tipo de recurso é essencial na composição do espectro de capital que pode ser acessado pelos empreendedores, complementando os bolsos de empréstimos e aportes de venture capital, por exemplo, por ser um capital paciente e estruturante, adequado para contextos de alta inovação e risco. 
  • Mantém-se a caracterização da edição anterior de existirem mais iniciativas focadas nos estágios mais avançados de negócios, principalmente quando falamos do foco em Aporte Financeiro, onde o foco em mitigação de risco é maior. Contudo, é significativo o aumento de oportunidades para o estágio de ideação, o primeiro dentro da jornada empreendedora, um importante avanço para que as inovações demandadas pelo mercado possam ser supridas no médio prazo.
  • Apesar da distribuição das sedes das iniciativas não ser proporcional no Brasil, com concentração no Sudeste, cerca de 66% (46 de 70) das iniciativas dão apoio a negócios de todos estados do Brasil, sem restrição territorial. Assim, quando somado o foco regional de iniciativas, os estados com maior oferta de suporte são Pará, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul os mais mencionados.
  • Ao comparar a quantidade de iniciativas exclusivas para um ou mais estados da região com o número de organizações sediadas no local, a região Norte possui a maior proporção, com um grande número de organizações de fora da região que possuem iniciativas especializadas com foco em negócios localizados em estados do Norte. Nota-se que iniciativas com foco local priorizam apoiar negócios regionais em seus estágios iniciais.
  • Enquanto a maioria (75%) das iniciativas focadas em Aporte Financeiro seleciona com base em Setores-Alvo, a maioria das iniciativas focadas em Desenvolvimento não apresenta essa característica na seleção dos negócios de impacto (53%). Os setores mais mencionados são: Gestão de resíduos, Energia e biocombustíveis e Florestas e uso do solo. Outros setores possuem considerável menção, como Educação; Água e saneamento;  Empregabilidade, empreendedorismo e geração de renda; Serviços financeiros; Equidade e inclusão; e Saúde.

4) Há mudanças nas características das organizações que realizam as iniciativas, com fontes de receita advindas de organizações privadas (empresas, institutos e fundações) e menor foco em contrapartida dos empreendedores, bem como maior presença de iniciativas realizadas por grandes empresas. 

  • Organizações passaram a se sustentar menos a partir da cobrança dos empreendedores e mais a partir do subsídio de organizações privadas (empresas, institutos e fundações), revelando uma mudança no modelo de negócio das organizações do setor. A mudança também reflete o crescimento de grandes empresas como organizações realizadoras das iniciativas.
  • Cerca de 70% das organizações possuem mais de uma fonte de entrada financeira. 
  • Destaca-se como positiva a alta quantidade de iniciativas gratuitas (32, ou seja, 46%), de grande importância para os empreendedores, que costumam ter desafios de sustentabilidade financeira antes do ganho de robustez de seus negócios.

5) Diversidade ainda é uma questão em evolução, tanto como critério de seleção dos negócios, quanto da composição dos colaboradores nas iniciativas.

  • 29% das iniciativas não olham para o recorte de diversidade em relação ao perfil empreendedor em seus processos seletivos, o que é um significativo valor, dado que perfis de maiorias minorizadas apresentam maior dificuldade e enfrentam maiores barreiras no acesso a iniciativas de suporte e recursos financeiros.
  • No que se refere a presença de mulheres no time, a maioria das organizações (65,5%) são predominantemente femininas, possuindo mais que 50% de mulheres no time. Por outro lado, a maioria delas (48%) possuem menos de 24,99% da equipe formada por pessoas negras. Assim, as organizações possuem proporções baixas de representatividade em relação à população do Brasil, no que se refere à proporção de pessoas negras.

6) Aspectos de desenvolvimento do setor são importantes para as organizações, como disseminação do conceito e conteúdo, recurso financeiro (capital paciente e de fomento), fomento a redes e conexões, e advocacy.

  • As iniciativas apresentam como demanda recursos financeiros (para manter e expandir a iniciativa, bem como para oferecer auxílio financeiro para os empreendedores beneficiados), carecendo de acesso a capital paciente e estruturante para viabilizar o desenvolvimento do pipeline de negócios maduros. Assim, aparece em grande quantidade desafios relacionados ao modelo de negócio e sustentabilidade financeira das iniciativas.

Além do estudo, o Guia 2.5 oferece uma plataforma digital e interativa para os empreendedores, com teste para facilitar a busca por iniciativas e detalhamento aprofundado acerca de cada uma, e conhecer de forma mais ampla atores do setor. Uma sessão destinada à Amazônia traz um mapeamento detalhado das organizações que atuam no desenvolvimento da região. O levantamento é baseado na publicação ‘Caminhos para a Amazônia’, resultado da colaboração entre a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa. 

A nova edição do Guia 2.5 foi co-realizada com a Pipe Social, plataforma com a visão de mapear e fomentar o pipeline de negócios de impacto socioambiental no Brasil, na parceria com a Base de Impacto. Foi patrocinado pelo Cubo Itaú, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A edição também tem o patrocínio da “Coalizão pelo Impacto”, iniciativa que atua no fortalecimento do ecossistema de apoio aos negócios de impacto em seis cidades brasileiras e que mapeou organizações de apoio em Belém/PA, Fortaleza/CE, Brasília/DF, Paranaguá/PR, Porto Alegre/RS e Campinas/SP. 

“O Guia 2.5 é uma ferramenta completa para ajudar a trazer mais eficiência ao ecossistema, garantindo que empreendedores de negócios de impacto acessem e escolham as iniciativas mais adequadas para receberem suporte e investimento. Essa 4ª edição mostra o aumento, diversificação e qualificação  das iniciativas, bem como uma maior entrada de grandes empresas, institutos e fundações na agenda de negócios de impacto”, destaca Anna de Souza Aranha, co-CEO do Anna de Souza Aranha.


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Startup brasileira acelerada pelo Quintessa é premiada pelo setor florestal por desenvolver tecnologia inovadora para análise de solos https://homolog.quintessa.org.br/2023/08/10/startup-brasileira-acelerada-pelo-quintessa-e-premiada-pelo-setor-florestal-por-desenvolver-tecnologia-inovadora-para-analise-de-solos/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/08/10/startup-brasileira-acelerada-pelo-quintessa-e-premiada-pelo-setor-florestal-por-desenvolver-tecnologia-inovadora-para-analise-de-solos/#respond Thu, 10 Aug 2023 17:48:56 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=2089

A Quanticum, uma empresa de base tecnológica fundada por especialistas em Agronomia e Ciência Agrárias, comemora o sucesso de sua inovadora tecnologia de análise de solos no setor florestal. Com seu primeiro projetos no setor florestal no final de 2022, e há menos de 4 meses intensificando sua operação no setor, a empresa foi premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais, em reconhecimento ao seu trabalho na promoção de produtividade, eficiência de custos e mensuração de carbono no solo e serviços ecossistêmicos.

A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, permitindo que produtores e agricultores tomem decisões mais embasadas com base no verdadeiro potencial natural do solo em todas as etapas do processo de produção, desde o planejamento do cultivo até a colheita .

Além disso, a tecnologia da Quanticum tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono presente no solo e, com base nesses dados baseados em evidências científicas, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. Essa abordagem é especialmente relevante em um contexto em que a questão da sustentabilidade e mitigação da emergência climática assume um papel central na agenda mundial, além da necessidade de tropicalização de metodologias baseadas em evidências concretas para a realidade brasileira. Produtores florestais, empresas e apoiadores das soluções da natureza agora têm a possibilidade de alcançar a neutralidade de carbono (net zero) em suas florestas plantadas e áreas de preservação ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável. 

O projeto ganhou robustez e relevância na agenda florestal ao iniciar sua jornada nos programas de aceleração de Fundo Vale e de pilotos pela Irani. Ambos os programas são realizados em parceria com o Quintessa, aceleradora de impacto pioneira em programas de inovação aberta no Brasil.

“O Quintessa tem sido uma peça fundamental para o desenvolvimento da Quanticum em sua jornada rumo ao setor florestal. A participação do Quintessa, e o pioneirismo de Fundo Vale e Irani, tem sido um fator decisivo para a incorporação da tecnologia de análise de solos da Quanticum no setor florestal, abrindo portas para oportunidades e parcerias significativas”, afirma Diego Siqueira, CEO da Quanticum. 

“O objetivo da aceleração com a Quanticum era expandir a atuação da empresa para outros mercados, especialmente o agroflorestal. A empresa já se destacava no setor agrícola e, após uma série de escutas de mercado, conexões com potenciais clientes e mentorias, iniciou testes com organizações relevantes do setor florestal”, afirma Gabriel Costa, gestor de Projetos no Quintessa, 

Um dos destaques da abordagem inovadora da Quanticum é a geração de mais de 30 parâmetros do potencial agronômico e vulnerabilidades ambientais do solo por meio de suas análises. Esses dados são cruciais para orientar a tomada de decisões eficazes em todas as fases da produção agrícola, proporcionando aos produtores informações valiosas para maximizar seus rendimentos e operações de maneira sustentável.

A consolidação da Quanticum no setor agrícola, especialmente em culturas de café, cana-de-açúcar e grãos, é resultado de sua dedicação à excelência tecnológica e ao compromisso em fornecer soluções inovadoras para as necessidades do mercado, especialmente promover a inclusão tecnológica dos produtores e produtoras de forma humanizada.

A Quanticum não apenas demonstra sua capacidade de inovação no setor florestal, mas também comercializa os direitos de uso de sua tecnologia para outras empresas, cooperativas e laboratórios, reforçando seu compromisso em contribuir com o desenvolvimento sustentável e produtivo da agricultura, do meio ambiente e transformações com base no conhecimento.

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Grupo Fleury seleciona dez startups com potencial para alavancar as ações ESG da companhia https://homolog.quintessa.org.br/2023/01/09/grupo-fleury-seleciona-dez-startups-com-potencial-para-alavancar-as-acoes-esg-da-companhia/ https://homolog.quintessa.org.br/2023/01/09/grupo-fleury-seleciona-dez-startups-com-potencial-para-alavancar-as-acoes-esg-da-companhia/#respond Mon, 09 Jan 2023 13:26:39 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=1999 Dezstartups acabam de ser selecionadas para o programa de aceleração ‘Impacta’, promovido pelo Grupo Fleury. O programa visa potencializar startups com soluções inovadoras para aprimorar o ecossistema de saúde e alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.

A iniciativa contempla duas etapas: Soluciona e Acelera. Na fase ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical; Para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown. Ambas estão participando do projeto desde julho. 

Na fase ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio de validação e ida a mercado foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses. O objetivo nesta fase é amadurecer as soluções existentes no ecossistema, que podem se tornar potenciais parceiras do grupo. A partir de novembro, as 10 startups selecionadas receberão acesso à rede de mentores do Grupo Fleury e do Quintessa, bem como suporte personalizado de gestores para desenvolvimento do seu negócio.

“Responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa são temas extremamente importantes para o Grupo Fleury. O programa faz parte da nossa iniciativa de inovação aberta em ESG, já que o Grupo busca se unir a empresas que podem ajudar a impulsionar o ecossistema de saúde nacional. O objetivo é, além de buscar melhorias internas para as metas ESG estabelecidas, contribuir para o desenvolvimento e crescimento de empreendedores sociais”, ressalta Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.

Com mais de 25 projetos de inovação aberta realizados em 2022, Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, comenta: “O Acelera é um ótimo exemplo de iniciativa que integra inovação e sustentabilidade, e que maximiza a agregação de valor para as partes envolvidas. Ficamos muito satisfeitos com a estreia do programa: superamos em 84% a meta de inscritos para a Iniciativa Acelera do Programa Impacta Grupo Fleury. Esse fato confirma a tese de que existe demanda do mercado de startups para programas que fomentem o desenvolvimento de negócios em estágio inicial. ”

Conheça as 10 startups selecionadas:

Hi! Healthcare IntelligencePlataforma de Health Analytics para gestão de desperdícios de tratamentos de alto custo de sistemas de saúde
Sou PaguPlataforma de psicologia feminista, exclusiva para mulheres, que democratiza a saúde mental.
Lacrei SaúdePlataforma de Saúde segura e inclusiva para a comunidade LGBTQIAPN+.
GestarPlataforma online que conecta o ecossistema de profissionais da saúde e cuidados materno infantil a famílias tentantes, gestantes e com filhos na 1ª infância.
Mulheres no ComandoHR Tech que tem o objetivo de ajudar as empresas a alcançar a equidade de gênero.
Ziel BiosciencesÉ uma empresa liderada por mulheres com foco em pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções para medicina personalizada, oncologia e saúde da mulher.”
Tato Fisioterapia InteligenteHealth tech especializada em realizar gestão de cuidado e telerreabilitação de pessoas com dor e condições musculoesqueléticas crônicas para empresas e operadoras de saúde
Hefesto MedtechOrtopedia 4.0: fabricação de órteses impressas em 3D, personalizadas, ajustáveis e feitas com polímeros recicláveis que substituem o gesso ortopédico e outros tipos de imobilização.
MedstreamEdTech que capacita e valoriza os médicos, melhorando o atendimento à população.
Carbon Free BrasilClimatech que ajuda empresas a darem o primeiro passo na jornada ESG através da gestão e compensação das emissões de carbono.

Sobre o Programa Impacta Grupo Fleury

O Programa Impacta Grupo Fleury visa aprimorar internamente as diretrizes ESG da companhia e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, sendo dividido em duas vertentes: o Acelera, que tem o objetivo de potencializar startups em estágios iniciais com soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury; e o Soluciona, cujo objetivo é a implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.

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O potencial de impacto em escala ao unir inovação ao setor público | Case Programa Impulsionar https://homolog.quintessa.org.br/2022/11/29/o-potencial-de-impacto-em-escala-ao-unir-inovacao-ao-setor-publico-case-programa-impulsionar/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/11/29/o-potencial-de-impacto-em-escala-ao-unir-inovacao-ao-setor-publico-case-programa-impulsionar/#respond Tue, 29 Nov 2022 14:39:22 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=1959 Desde 2009 o Quintessa acelera negócios de impacto, porque acreditamos que é possível obter lucro e impacto positivo e que é obrigação do setor privado se responsabilizar pela construção de um futuro socioambientalmente justo e equilibrado.

Nessa trajetória, entendemos que, se os negócios (de impacto ou tradicionais) não se unirem de forma muito estratégica ao setor público, levaremos outra década ou mais sem avanços significativos. 

Não é novidade que o governo seja parte principal da solução e, por isso, é visto como um indutor de escala e impacto para o negócio das startups. Na temática da educação, por exemplo, fica nítido o potencial de multiplicação quando a solução da startup é aplicada no governo, dado que mais de 80% dos alunos no Brasil estão na escola pública. 

Mas, para os empreendedores, a complexidade da relação e o desafio da venda para o setor público são grandes barreiras para que a parceria de fato aconteça.

É nesse contexto que a Fundação Lemann se uniu ao Quintessa, Imaginable Futures, BID Lab e Instituto Reúna para co-criar o programa Impulsionar, iniciativa que promove a inovação para a resolução de desafios da Educação pública. 

O problema: 

O problema que escolhemos para solucionar juntos é o da defasagem da aprendizagem de estudantes em idade escolar, ou seja, o acúmulo de habilidades não desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas por um estudante ao longo de seus anos escolares, uma vez que é um dos principais desafios enfrentados pelo sistema educacional brasileiro.

Segundo o UNICEF (2020), 97,3% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentam a escola, mas não aprendem: a cada 100 crianças, só metade sabe ler aos 8 ou 9 anos. Ainda, dados do Todos Pela Educação (2019) apontam que 7 em cada 10 estudantes concluem o Ensino Médio com níveis insuficientes em português e matemática. 

Se defasagem já era um problema crítico, com a pandemia, se acentuou ainda mais, sobretudo para públicos mais vulneráveis: segundo o UNICEF, estima-se que 5,1 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à Educação em 2020, e os impactos da pandemia levaram a quedas de 19% na aprendizagem de Matemática e 13% de Língua Portuguesa, em São Paulo (Seduc-SP, 2020).

Como os dados acima apontam, a crise do sistema educacional brasileiro vem se acentuando, especialmente nos últimos dois anos. A partir desse desafio, entendemos que precisávamos de abordagens profundas, sistêmicas e co-criadas, não impostas. 

Sobre o programa: 

O primeiro passo foi reunir parceiros para o programa: a Fundação Lemann, organização referência em educação pública no Brasil, tem o papel de financiadora do programa, ao lado do BID Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento que apoia iniciativas inovadoras na América Latina e Caribe, e da Imaginable Futures, fundo filantrópico de investimento em educação. O Quintessa é o parceiro implementador e articulador do programa, com mais de 12 anos de experiência em aceleração de negócios de impacto e programas de inovação aberta, e o Instituto Reúna soma sua expertise na implementação do modelo pedagógico do programa junto aos professores.

Após escutarmos mais de 30 pessoas, entre representantes das organizações e especialistas, demos à luz ao ImpulsiONar: um programa que apoia secretarias e escolas municipais no desenvolvimento de estratégias de prevenção e redução de defasagens em Língua Portuguesa e Matemática de estudantes do 6º ao 9º ano de escolas públicas.

De forma muito sucinta o programa tem as startups de educação como recurso educacional, conectando estas soluções diretamente às escolas públicas, a partir de um modelo pedagógico e do apoio de organizações educacionais que oferecem serviços de implementação, formação de professores e recursos educacionais digitais, considerando a metodologia do ensino híbrido/remoto. 

Etapas:

Etapa 1: Seleção das organizações implementadores e dos municípios

A primeira fase do programa foi a busca de organizações de apoio: instituições que com expertise em implementação de programas educacionais e que realizam formação de professores em redes de ensino municipais. Essas organizações convidaram redes de ensino com as quais já possuíam uma parceria ou um forte desejo de firmar uma parceria para um processo de seleção conjunta.

Três organizações foram escolhidas, CENPEC, Sincroniza Educação e Associação Nova Escola, para integrar o programa com as Secretarias de Educação de sete municípios brasileiros (cinco no Nordeste, um no Sudeste e um no Sul): Guaramiranga- CE, Cabrobó – PE, Bonito- PE,  Igarassu – PE, Domingos Mourão – PI, Volta Redonda – RJ e Santa Maria – RS.

Realizamos um diagnóstico em cada uma das redes de ensino e entendemos quais eram os principais desafios de cada município, que seriam endereçados pelas soluções tecnológicas, e tivemos a participação ativa dos gestores municipais. 

Etapa 2: Seleção das edtechs

Com os desafios das redes identificados, foram lançados editais para receber inscrições das edtechs – startups educacionais. Porém, diferente de um programa de inovação aberta com o setor privado, em que o Quintessa e lideranças das empresas parceiras deliberam sobre as selecionadas a partir de critérios pré-estabelecidos, neste caso cada município lançou um edital público para contratação de startups.

Ao final desta etapa, as soluções selecionadas foram: Jovens Gênios, TriEduc, Portabilis, Aprimora e Mobimark.

Etapa 3 – Implementação:

As soluções pedagógicas e digitais das edtechs serão implementadas nas escolas e acompanhadas em comunidades de prática para seu aperfeiçoamento contínuo, com apoio financeiro de R$100 mil. Também será realizado o monitoramento periódico dos resultados do programa.

Ao mesmo tempo, as startups estão passando por um processo de aceleração com suporte técnico e mentorias do Quintessa.

Etapa 4: Escala

A partir de janeiro de 2023, os resultados do programa serão sistematizados e a oportunidade de expansão e multiplicação do seu alcance será avaliada, na intenção de suportar o ganho de escala das edtechs dentro das secretarias municipais de educação. Para essa etapa, contamos com a parceria da Oppen Social, organização especializada em mensuração de impacto.

Aceleração: 

Entre março e dezembro de 2022, as edtechs participam de uma aceleração direcionada para o aprimoramento de suas soluções a partir dos feedbacks dos educadores e estudantes, visando a adequação às suas necessidades, bem como de suas práticas de gestão, olhando para aspectos de negócio e modelo B2G. 

As edtechs contam com apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de especialistas de educação e compras públicas, para atuar nos desafios estratégicos específicos de cada uma, complementado por momentos de capacitação e aprendizado em grupo.

Principais aprendizados: complexidade de execução e articulação do projeto: 

O primeiro e mais relevante aprendizado que tivemos foi sobre o desenho do projeto. Qualquer iniciativa ESG deve apostar na co-criação da iniciativa junto aos stakeholders da ação, ou ao menos validar as hipóteses com todos os envolvidos, antes de desenhar uma solução pronta. 

Ouvindo necessidades de professores, por exemplo, entendemos que não bastava implementar a tecnologia da startup sem preparar os professores da rede pública para recebê-la. Com os gestores públicos, entendemos que a relação de contratação entre governo e startup é mais complexa do que parece. 

Para lidar com estas questões, agregamos parceiros especialistas, o que foi fundamental para a assertividade do programa.

Igualmente importante foi prever momentos de troca de experiências e checagens, para avaliar se as estratégias desenhadas estavam funcionando. Na metade do projeto, tivemos ao menos dois momentos cruciais de mudança de rota ou de alguma premissa chave.

Outro aprendizado é entender de largada que problemas complexos precisam de tempo. Ou seja, uma ação de curto prazo pode não fazer sentido caso sua empresa queira contribuir para a resolução de algum problema complexo de fato.

No nosso caso, o programa foi desenhado para ser executado em dois anos e meio, levando em consideração todas as etapas do projeto, incluindo o tempo de estruturação e sistematização. 

Por fim, uma das principais razões da complexidade é entender que ela impacta diferentes grupos de pessoas, com diferentes realidades e envolvimentos distintos com o desafio, e foi justamente isto que fez o ImpulsiONar ter um time de parceiros tão vasto.

Neste momento a estrutura de governança trabalha em conjunto para endereçar as seguintes ações: 

  • Apoiar a implementação das estratégias de prevenção e redução das lacunas de aprendizagem junto a 7 redes
  • Acelerar as edtechs e organizações  para que desenvolvam produtos pedagógicos e digitais para prevenir e reduzir lacunas de aprendizagem
  • Refinar o Modelo Pedagógico

No médio prazo: 

  • Organizações com produtos pedagógicos de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
  • Edtechs com produtos digitais de prevenção e redução de lacunas de aprendizagem testados e validados
  • Planejar o ganho de escala do produtos do programa
  • Publicar avaliação de resultados do programa

Atuação do Quintessa:

Além do acompanhamento individual de um gestor Quintessa durante a aceleração das edtechs, a coordenação e a governança do programa também estão sob nossa responsabilidade. Fazer todos os parceiros remarem na mesma direção, cada um em sua zona de competência, é realmente um desafio, mas este esforço tem sido fundamental para o sucesso do programa. 

Hoje, o programa conta com as organizações implementadoras, as edtechs, redes de ensino e consultorias especializadas em educação, inovação em compras públicas e mensuração de resultados. A estrutura de governança do programa se dá dessa forma: 

A união entre o parceiro público – que entra com o alcance, escala e conhecimento dos desafios reais do dia a dia – e o privado – que agrega  velocidade de ação, novas soluções, tecnologias e arranjos de governança – vem se mostrando poderosa.

O programa impulsionar é um exemplo de como as empresas que querem de fato fazer uma contribuição relevante e consistente precisam encarar o governo como aliado e parceiro fundamental em suas ações, sejam elas de sustentabilidade/ESG ou de investimento social privado. E de que o trabalho colaborativo pode ser um facilitador para criação de outros programas como o impulsiONar para os demais desafios sociais e ambientais  além da educação. 

Precisamos encarar os desafios complexos de frente para sair dessa espiral histórica de problemas não-resolvidos ou sem avanços significativos. 

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https://homolog.quintessa.org.br/2022/11/29/o-potencial-de-impacto-em-escala-ao-unir-inovacao-ao-setor-publico-case-programa-impulsionar/feed/ 0
Conheça 20 startups de impacto aceleradas pelo BraskemLabs | Programa de Inovação Aberta da Braskem https://homolog.quintessa.org.br/2022/11/11/conheca-20-startups-de-impacto-aceleradas-pelo-braskemlabs-programa-de-inovacao-aberta-da-braskem/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/11/11/conheca-20-startups-de-impacto-aceleradas-pelo-braskemlabs-programa-de-inovacao-aberta-da-braskem/#respond Fri, 11 Nov 2022 17:25:00 +0000 https://blog.quintessa.org.br/?p=1954 Aconteceu no último dia 09 de novembro o Demo Day, evento que apresentou 20 startups aceleradas pelo programa de inovação aberta Braskem Labs em 2022. Os participantes foram avaliados por uma banca composta por executivos da Braskem e por uma plateia de convidados, como brand owners e investidores, gerando oportunidades para atrair novos clientes e investimentos.

“Temos muito orgulho de concluir mais uma edição do Braskem Labs e de ter colaborado para impulsionar projetos com relevante impacto ambiental e social. Seguimos com nosso objetivo de investir na inovação aliada à sustentabilidade, com um programa que seja benéfico para o ecossistema e os empreendedores, sempre visando tornar o nosso mundo um lugar mais sustentável”, afirma Karla Censi, gerente de soluções sustentáveis na Braskem e responsável pelo Braskem Labs.

Braskem Labs 2022

Ao todo, 188 empreendedores de todo Brasil se inscreveram para o Braskem Labs 2022, sendo 30% deles desenvolvedores de soluções para mitigação das mudanças climáticas. Do total de inscritos, foram 20 selecionados, sendo 10 classificados para participar do Braskem Labs Ignition – focado em startups em fase de validação e refinamento de modelo de negócio – e 10 para o Braskem Labs Scale, que oferece suporte para negócios em fase de tração ou escala, impulsionando seu crescimento. Um diferencial da edição deste ano é que duas participantes são do Chile.

No decorrer do programa foram geradas 145 conexões startups na categoria Scale e 225 conexões na Ignition. Mais de 30 parcerias estão em andamento, inclusive com cooperações entre as startups aceleradas, como a Insecta Shoes e a Luft Shoes que juntas lançaram uma coleção. Foram realizados encontros presenciais e online, com wokshops e agendas totalizando mais de 30 horas de treinamento focados em conhecimento essencial para crescimento e aceleração desses negócios.

Para gestão das startups durante o programa, os empreendedores receberam incentivo em Diversidade e Inclusão. Por meio da parceria com o co-sponsor Diversidade.io, foi oferecido treinamento e acesso a ferramentas para contratação que estimulem a diversidade, como a plataforma Afroempreendedores.

Por conta de sua atuação em projetos que estimulam a inovação, como o Braskem Labs, a Braskem foi reconhecida em outubro deste ano como uma das líderes no desenvolvimento de inovações junto a startups no ranking Top 100 Open Corps 2022, além de também estar entre as 5 primeiras na categoria Manufatura e Indústria Química. Essa premiação é realizada pela 100 Open Startups, plataforma pioneira e líder em open innovation na América Latina.

Confira as startups aceleradas pelo Braskem Labs em 2022:

Braskem Labs Ignition

Bioreset

A BIORESET é startup de biotecnologia que desenvolve um material de composição 100% orgânica substituto ao plástico comum, produzido por fermentação microbiológica e totalmente aderente aos processos aplicados pela indústria plástica, com preço competitivo às resinas convencionais, e tendo como diferencial ser totalmente seguro para o meio ambiente.

P-Last

Possui um processo biotecnológico original capaz de degradar plásticos de qualquer origem com produção simultânea de bioplásticos biodegradáveis por meio de bactérias isoladas de solos do Cerrado.

Reactor Model

Plataforma de pesquisa e desenvolvimento da Indústria 4.0 para o setor de tintas e resinas. Softwares de formulação ágil, com aplicação de inteligência artificial e modelos técnicos avançados, e retenção do conhecimento produzido.

Astana Química

A Astana Química é uma startup que tem como objetivo atuar na fabricação de produtos de limpeza industrial utilizando componentes naturais, como o d-Limoneno (extraído da casca da laranja) e o Terpinoleno de Terebintina (extraído do pinheiro). Os produtos desenvolvidos com os Bio Solventes são desengraxantes, descarbonizantes, surfactantes para descontaminação de solo, entre outros.

Luft Shoes

Marca de calçados infantis com insumos reciclados e/ou recicláveis que se preocupa com a sustentabilidade em todas as etapas de produção e consumo. Na venda de cada par de LUFT, retiram 1kg de lixo do mar.

Água Camelo

A Água Camelo é uma startup de impacto socioambiental que promove o acesso à água tratada, garantindo segurança para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A empresa permite o acesso a água tratada através do Kit Camelo, que é composto por uma mochila que suporta até 15L de água e um filtro portátil acoplado que elimina até 99,99% de todas as bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água.

Nauco

Empresa chilena que possui tecnologia para eliminar plásticos e microplásticos dos rios por meio da geração de microbolhas que fazem com que esses resíduos flutuem e sejam extraídos, desviando seu curso do mar.

Jasmmin

A Jasmmin é uma startup de tecnologia que atua no desenvolvimento de novos produtos e materiais de construção através da reutilização de resíduos e rejeitos da indústria. A solução gera um impacto ambiental por permitir que sejam utilizados blocos sustentáveis na construção civil, diminuindo a utilização de cimento Portland e agregados.

Forest Watch

A Anubz tem 2 produtos principais: Um sistema de rastreamento de ativos das empresas e a Forest Watch que faz rastreabilidade e inventário de plantios florestais, agroflorestais e de florestas urbanas. É realizado acompanhamento por solo e por satélite de ações de reflorestamento, realizando coleta de dados no campo e transformação em dados ESG seguros.

Recicli – DeCarb

A RECICLI é uma startup que atua em segmentos de inovação e sustentabilidade. Desde a reciclagem de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) até a pesquisa e desenvolvimento em energia limpa, e sequestro de gases de efeito estufa. Como spin off da RECICLI surgiu a DECARB, que atua com sistema de captura de CO2, com recuperação pura do gás, gerando novos insumos para indústria.

Braskem Labs Scale

GreenAnt

A GreenAnt é uma plataforma para ajudar os tomadores de decisão a ter visibilidade e insights para gestão inteligente de energia elétrica, desde contratos no mercado livre a detecção de anomalias. O software atua na gestão de energia com algoritmos de machine learning e otimização para apoiar a operação contratual e física de clientes comerciais e industriais.

Doroth

Monitora e quantifica microrganismos de interesse do agronegócio através de ferramentas de biotecnologia para que o agricultor seja mais preciso no manejo do cultivo.

TRC Sustentável

A TRC Sustentável Tecnologia em Redução de Custos é uma startup especializada no desenvolvimento e na comercialização de projetos e serviços exclusivos que reduzem significativamente os gastos com a conta de água. Entre eles, o Projeto de Gestão da Água (PGA) que consiste na aplicação de dispositivos que evitam desperdícios e geram economia no bolso do cliente.

Krilltech Nanotecnologia Agro

A Krilltech Nanotecnologia Agro desenvolve soluções baseadas em nanotecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e resistência das culturas agrícolas. A Arbolina, seu produto patenteado feito em parceria com a UNB e Embrapa, consiste em uma nanoestrutura orgânica de 3 nanômetros de diâmetro, cuja superfície é recheada de grupos funcionais que se ligam ao mecanismo celular da planta aumentando a absorção de nutrientes. Funcionam como um booster fisiológico para plantas, atóxico e biodegradável, que faz com que o processo de fotossíntese seja mais eficiente para as plantas, e as proteja de processos de estresse hídrico.

Aterra

Cria redes de negócios inovadores circulares para a gestão e destinação dos resíduos, favorecendo a sustentabilidade e a geração de benefícios econômicos.

Destine Já

A Destine Já oferece uma plataforma digital de logística reversa para pequenas e médias empresas com mix de serviços de gestão de resíduos, atendendo às condicionantes ambientais dos clientes que possuem licença ambiental. Atuam até a última milha da destinação, com rastreabilidade e gestão de indicadores na plataforma.

Telite

A Telite produz telhas com plástico reciclado (PEAD / PE / PP). Através de seu modelo de logística reversa, faz a coleta de empresas e pessoas físicas pelo aplicativo e paga os usuários direto na conta bancária dessa forma, que compram matéria prima a um preço muito menor que o mercado, e a telha se torna muito competitiva. Os resíduos não aproveitados são vendidos.

Insecta Shoes

Insecta Shoes produz sapatos veganos, ecológicos e feitos à mão, produzidos a partir de roupas vintage e tecidos de garrafas pet recicladas. A palavra-chave é reaproveitamento: aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo. Através de um processo artesanal, transformam roupas antigas e reciclam materiais em oxfords, slippers, sandálias e botas veganas.

Linus

A Linus é um DNVB (digital native vertical brands) que leva sustentabilidade de uma forma prática e acessível ao dia a dia das pessoas por meio de sandálias de PVC ecológico expandido material 100% reciclável, vegano e com 70% de fontes renováveis. Além do material reciclável, a empresa é 100% carbono negativo, através da compra de crédito de carbono compensando o dobro da sua emissão.

Solubag

A Solubag desenvolveu uma tecnologia, na qual são fabricados filmes flexíveis e rígidos para substituir plástico de uso único, como sacola de supermercado, embalagens, etc, e quando entram em contato com a água, dissolvem-se sem deixar resíduos tóxicos ou poluentes no ambiente. Essa tecnologia é feita de mesmo material utilizado na fabricação de invólucros de cápsulas para medicamentos. Desenvolve embalagens plásticas solúveis e biodegradáveis, que não contém plástico ou micro plástico.

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https://homolog.quintessa.org.br/2022/11/11/conheca-20-startups-de-impacto-aceleradas-pelo-braskemlabs-programa-de-inovacao-aberta-da-braskem/feed/ 0
Mapeamento Caminhos para o Impacto Positivo | Quintessa e ICE https://homolog.quintessa.org.br/2022/10/04/quintessa-e-ice-lancam-mapeamento-para-apoiar-empresas-a-gerarem-mais-impacto-positivo/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/10/04/quintessa-e-ice-lancam-mapeamento-para-apoiar-empresas-a-gerarem-mais-impacto-positivo/#respond Tue, 04 Oct 2022 21:52:15 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1906 Publicação lista 9 caminhos para as empresas seguirem e 44 organizações aptas a oferecer expertise para apoiá-las

De um lado, empresas buscam quem tenha expertise para ajudá-las em iniciativas ligadas aos seus desafios ESG. De outro, consultorias, redes e organizações oferecem esse conhecimento. Porém, nem sempre umas e outras se encontram facilmente. O Quintessa, aceleradora de impacto positivo que é referência em ESG, e o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), agora se unem para amarrar as duas pontas dessa equação: juntas, criaram o mapeamento “Caminhos para o Impacto Positivo”.

Ele se propõe a indicar caminhos possíveis de geração de impacto positivo para as empresas por meio de seus produtos, serviços e/ou operações, bem como elencar atores que as auxiliem nessa empreitada. A partir de diferentes possibilidades de atuação, a publicação lista organizações que estão aptas a oferecer suporte e expertise para cada tipo de iniciativa.

Neste primeiro momento, foram relacionadas 44 organizações que atuam em diferentes caminhos e que já possuem experiência e resultados concretos de implementação. O mapa inclui a ficha técnica de cada organização, o que oferece em cada caminho de atuação, cases de sucesso e contato.

“Temos visto que muitas vezes os executivos e executivas não sabem por onde começar a gerar impacto positivo ou quais organizações podem apoiá-los nessa jornada. A ideia de criar o material veio justamente para ajudá-los a identificar quais são os caminhos potenciais, em seus distintos níveis de maturidade, e encontrar organizações que ofereçam suporte. Com isso, podemos acelerar o processo de desenvolvimento do mercado, trazendo repertório, transparência de informações e eficiência nas conexões”, aponta Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa.

No total, o mapeamento determina nove caminhos principais que as empresas podem trilhar, os quais englobam e categorizam diversos serviços. Os caminhos são complementares e podem ser seguidos de forma concomitante. As 44 organizações cadastradas estão categorizadas de acordo com as suas especialidades, sendo possível que uma mesma organização esteja habilitada para prestar serviços em caminhos diferentes – 64% delas sinalizou que oferece serviços em mais de um caminho, o que revela sua atuação abrangente.

Os nove caminhos definidos no mapa para a geração de impacto positivo são:

  • acesso a capital;
  • atuação em rede;
  • comunicação e engajamento;
  • desenvolvimento humano e de cultura organizacional;
  • estratégia de iniciativas e práticas;
  • implementação de iniciativas e práticas;
  • inclusão de impacto positivo na atividade principal;
  • inovação aberta com negócios de impacto;
  • mensuração, reporte e certificação.

Dois desses caminhos se destacam como especialidade de quase metade das organizações mapeadas: estratégias de iniciativas e práticas (21 organizações) e desenvolvimento humano e de cultura organizacional (20 organizações).

A análise dos perfis das 44 integrantes do mapeamento mostra ainda que 82% delas possui menos de 49 colaboradores; apenas 23% possui menos de 5 anos de existência; e a grande maioria (86%) trabalha com foco em impacto positivo desde a sua fundação, indicando que elas foram criadas justamente com essa finalidade.

Uma das contribuições das organizações do mapa foi sinalizar as dificuldades que passam ao lidar com as corporações nesse processo.

Assim, os principais desafios apontados pelas organizações ao atuarem com as empresas foram: engajamento da alta liderança na agenda, bem como a falta de entendimento dos(as) executivos(as) sobre a integração estratégica entre impacto positivo e geração de resultado financeiro – não enxergando a geração de impacto como um custo. Além disso, foi mencionado o desafio cultural, no sentido dos(as) executivos(as) estarem preparados para uma outra forma de fazer negócios.

Outro desafio destacado foi a burocracia no processo de contratação pelas empresas. Como a maioria das organizações listadas é de pequeno porte, há uma dificuldade em passar pelos processos de Suprimentos e um alto esforço e tempo dedicados no desenho de propostas adequadas às exigências das empresas.

Seleção criteriosa

Para constar no mapeamento, essas organizações precisaram cumprir a uma série de critérios, tais como oferecer um serviço focado em impacto positivo dentro de algum dos nove caminhos há pelo menos três anos, bem como terem ao menos três cases de sucesso.

A partir de indicações de parceiros e especialistas e pesquisas, foram convidadas 80 organizações para fazer parte da publicação. Desse total, 44 cumpriram todos os requisitos para pertencer ao mapeamento. A expectativa é que, a partir desta primeira edição, novas organizações se identifiquem como aptas para integrar o mapa e se inscrevam para uma próxima edição, que já está prevista, mas ainda sem data de lançamento.”

A elaboração do mapeamento “Caminhos para o Impacto Positivo” contou com a parceria estratégica da Climate Ventures, IBGC, Pares e Sistema B. A divulgação do material aos públicos de interesse tem o apoio do GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Instituto Ethos, Pacto Global e CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável e Capitalismo Consciente.

“Precisamos de mais exemplos concretos de empresas que avançaram na institucionalização da agenda de impacto socioambiental positivo – seja nas suas atividades de inovação aberta, na formação de seus conselhos ou na própria revisão de seus produtos e serviços. Cada exemplo concreto é indutor para que outras empresas também se mobilizem. Esperamos que esse guia traga argumentos e insumos de base para movimentações, parcerias e projetos inovadores”, afirma Diogo Quitério, coordenador do ICE.

Entre os especialistas consultados para a identificação de temas, caminhos e organizações a serem mapeadas, estão Aron Belinky, Gustavo Luz, Juliana Vilhena, Luis Fernando Guggenberger, Márcia Soares, Maria Eugênia Buosi, Rachel Sampaio, Ricardo Voltolini, Ricardo Young, Tarcila Ursini e Tatiana Assali.

Conheça e faça download do material.

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Quintessa e Pipe Social lançam a maior base de negócios de impacto do Brasil https://homolog.quintessa.org.br/2022/09/15/quintessa-e-pipe-social-lancam-a-maior-base-de-negocios-de-impacto-do-brasil/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/09/15/quintessa-e-pipe-social-lancam-a-maior-base-de-negocios-de-impacto-do-brasil/#respond Thu, 15 Sep 2022 13:10:24 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1879 O Quintessa, aceleradora de impacto, e a Pipe Social, plataforma de fomento a programas de impacto socioambiental, lançam a Base de Impacto, o maior banco de startups de impacto do país, que conta com mais de 5 mil negócios mapeados. O objetivo é aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores e ampliar a sua conexão com o mercado, facilitando a curadoria para que empresas, investidores, institutos, fundações e outros atores trabalhem junto com startups para desenvolver soluções para nossos grandes desafios socioambientais e sua agenda ESG.

O tema adquiriu grande relevância especialmente nos últimos dois anos no país, e cada vez  mais o que era considerado um nicho tornou-se transversal no mercado.  Dessa forma, as duas organizações que são referência no setor uniram esforços para fomentar negócios de impacto socioambiental positivo. “Faz muito sentido respondermos com ainda mais robustez à demanda por geração de inteligência de mercado a partir de dados com qualidade e ainda mais eficácia nas conexões realizadas entre agentes como grandes empresas, investidores e governos de um lado e empreendedores que oferecem soluções do outro”, afirma Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa.

A Pipe Social é referência em tecnologia e análise de dados do setor, responsável pelas  três edições do Mapa de Negócios de Impacto, maior pesquisa nacional deste mercado. O Quintessa é reconhecido por desenvolver programas de aceleração e de inovação aberta focados em impacto positivo, oferecendo diversas oportunidades para o desenvolvimento dos negócios e conexão com grandes empresas.

As oportunidades vão desde conexões comerciais para fazer negócios com grandes corporações até programas de aceleração, mentorias, eventos, premiações, acesso a conteúdos – incluindo a ampliação da visibilidade por meio da exposição na vitrine para buscas públicas. As empresas continuarão com suas operações independentes, executando os serviços já anteriormente ofertados.

Além disso, os empreendedores cadastrados na plataforma poderão receber convites exclusivos: mais de 60% das últimas seleções realizadas pelo Quintessa para seus parceiros (empresas, investidores, institutos) foram feitas por meio de convites diretos para os empreendedores mapeados em sua base (com mais de 4 mil negócios), sem a abertura de chamadas públicas. Assim, o cadastro garante acesso a essas oportunidades.

“Ao longo dos nossos 13 anos de atuação, o Quintessa passou a desempenhar o papel de orquestrador e conector dentro do mercado, unindo empreendedores, grandes empresas e outros atores para gerarem impacto positivo de forma integrada. O lançamento da Base de Impacto amplifica esse movimento, trazendo tecnologia e a inteligência de dados para potencializar e facilitar a experiência desses públicos”, diz Anna.

Juntas, as duas organizações já conectaram startups com parceiros como Ambev, Facebook (Meta), Grupo Fleury, Natura, Fundo Vale, BID Lab, Itaú BBA, Braskem, Fundação Boticário, Instituto BRF, Fundação Lemann, Grupo NotreDame, Oi Futuro, banco BV, Globo, Vedacit, Fundação Tide Setubal, Instituto Arapyaú, CPFL, Beneficiência Portuguesa.

Para Mariana Fonseca, co-fundadora da Pipe.Social,  a Base de Impacto é uma oportunidade para otimizar esforços, quantificar e qualificar melhor o ecossistema. “A união da base consolidada da Pipe, que  superou  5 mil cadastros no último ano, com o nome bastante conhecido do Quintessa no mercado e a diversidade de programas que ele oferece é uma chance de amplificar e otimizar oportunidades para quem interessa: os empreendedores na ponta”,  afirma.

Para fazer parte da Base de Impacto, os empreendedores devem realizar o cadastro do seu negócio no site!

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Como encontrar startups que geram valor para sua empresa https://homolog.quintessa.org.br/2022/08/16/como-encontrar-startups-que-geram-valor-para-sua-empresa/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/08/16/como-encontrar-startups-que-geram-valor-para-sua-empresa/#respond Tue, 16 Aug 2022 17:45:36 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1871 Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) avaliou as iniciativas de relacionamento entre grandes empresas e startups na América Latina e revelou que a principal dificuldade apontada pelas empresas para trabalhar com startups é identificar negócios que podem gerar valor para a corporação. Em seguida, aparecem a mudança de cultura e mentalidade para trabalhar com startups e em terceiro, o desafio de atrair empreendedores de qualidade. 

Fonte: Estudo BID

O primeiro desafio acontece por falta de uma estratégia bem definida sobre o porquê se relacionar com as startups e para quais desafios a empresa está buscando soluções. Já as outras dificuldades apontadas, como atração de empreendedores qualificados, confiança nos empreendedores e encontrar ideias viáveis, podem ser solucionadas com um processo de seleção bem feito.

Aqui no Quintessa buscamos direcionar a empresa para que a iniciativa de inovação aberta seja efetiva e assim possamos identificar as startups que resolvam os desafios propostos.  Sendo assim, nosso ponto de partida para conceber uma nova iniciativa é sempre entender a estratégia da empresa, a partir da escuta de executivos(as) de diferentes áreas e análises de materiais. 

Dessa forma, garantimos que a iniciativa esteja alinhada às prioridades da empresa, e também que tenhamos mais propriedade para buscar startups que realmente irão gerar negócios e resultados. Avaliamos aspectos como o foco da empresa, metas e desafios a longo prazo, novos mercados que desejam entrar, estratégia de sustentabilidade, causas que já apoia, entre outros, e qual público a iniciativa deseja beneficiar (público interno, comunidades do entorno, clientes, fornecedores, etc.).

Neste texto, vamos explorar como funciona a nossa metodologia de busca e seleção de startups de impacto em programas de inovação aberta, que costuma durar três meses.

Definindo o recorte de startups:

A partir da estratégia definida, é preciso entender o recorte de startups que faz sentido a empresa se relacionar, que pode ser setorial (Saúde, Energia, Água, etc.), temático (empregabilidade, equidade de gênero, etc.) ou de soluções para seus desafios em ESG.

Curadoria e inscrições: 

Crucial para garantir o sucesso da iniciativa, a etapa de curadoria é onde conseguimos identificar a qualidade dos participantes da iniciativa e a adequação frente às expectativas da empresa. Esta fase  é composta pela busca e identificação das startups. 

Este estágio exige um momento de preparação, definindo a estratégia de divulgação, os critérios de seleção, criação do regulamento e demais instrumentos de seleção (como formulário de inscrição), e até metas de quantidades de startups inscritas. 

Este último aspecto depende do recorte de startups escolhido e da quantidade de empreendedores que a empresa deseja selecionar, já que alguns setores possuem muito mais soluções de startups do que outros. No Quintessa, possuímos uma base com mais de 4.5 mil startups mapeadas, o que nos possibilita realizar análises de setores, maturidade dos negócios, identificar gaps e ofertas de soluções.

No momento de atração das startups para participar do programa, decidimos entre duas estratégias: convites ativos e chamadas abertas.

A estratégia baseada em convites costuma garantir uma alta qualidade das startups, mas muitas vezes um volume menor de candidatos. Para embasar a qualidade, um dado: 70% a 95% das turmas formadas nos últimos programas que conduzimos, vieram de convites ativos para a nossa base. É importante dizer que apesar de convidarmos ativamente, os empreendedores passam pelas mesmas análises, entrevistas e processos junto ao Quintessa e a empresa parceira.

Complementar a ela, a estratégia de chamada aberta é baseada na divulgação da oportunidade para o mercado – em que criamos uma identidade, site, divulgamos em mídia, redes sociais e mobilizamos indicações de atores do ecossistema (como outras aceleradoras, incubadoras, investidores). Essa estratégia, apesar de mais longa, garante divulgação da marca e da iniciativa, além de oxigenar com novos candidatos e permitir que se faça um panorama mais amplo de caminhos possíveis.

Geralmente fazemos uma combinação entre uma chamada aberta ao público e convites direcionados para os empreendedores já mapeados pelo Quintessa, e assim garantimos que os bons nomes que já conhecemos serão avisados da oportunidade. Mas alguns parceiros preferem seguir somente com os convites, especialmente quando o programa envolve a seleção de poucas startups (menos de 5, por exemplo).

Em ambos casos, nossa recomendação é que a empresa seja específica, transparente e assertiva ao explicar a proposta de valor do programa para os empreendedores. Não parta do princípio que os empreendedores vão querer se inscrever e participar apenas pela força da sua marca – ainda mais se seu foco for trabalhar com startups em estágios mais avançados. Programas de aceleração levam tempo, dedicação e empenho por parte dos empreendedores, e por isso deve ser uma relação de troca e ganha-ganha.

Vá além do termo “aceleração” e explique o formato do programa, se há apoio individual ou não, se há acesso aos executivos e as áreas da empresa, possibilidade de investimento, etc. É uma forma de você começar a relação demonstrando respeito pelos empreendedores – e entendendo que eles devem ter informações suficientes para decidirem se querem ou não participar e dedicar seu tempo.

A etapa de Seleção: 

Após a etapa de busca dos candidatos, vem a seleção. Normalmente ela é baseada na filtragem a partir dos formulários de inscrição, entrevistas individuais e uma banca de seleção final, geralmente um Pitch Day. 

Uma boa prática é refletir se essa será uma etapa conduzida exclusivamente pelo time que está liderando a iniciativa de inovação aberta ou se cabe abrir para participação e engajamento de mais colaboradores, para que possam ter contato com as startups candidatas e influenciarem o processo embasando os interesses de diferentes áreas. 

Quais os critérios de seleção? Temos uma régua própria de análise de negócio e de impacto e somamos uma terceira régua, que é a adequação aos desafios do parceiro. Alguns critérios são a análise do perfil do(a) empreendedor(a) (aspectos como brilho nos olhos e abertura para rever premissas), potencial de impacto e relevância da solução, modelo de negócio, tamanho do mercado e potencial de crescimento; e outros dependem do formato e dos objetivos do programa, definidos junto ao parceiro, como o caso da maturidade da startup, o histórico da solução e a viabilidade de implementação. 

Quantas startups selecionar? Essa resposta vem com uma série de “depende” – tendo que ser adequada ao tamanho, momento, entre outras características da empresa. Ainda assim, como reflexão: quando a empresa já está muito madura em relação ao que deseja de resultado, pode fazer sentido ela trazer uma abordagem de priorização e foco, trabalhando com apenas 1 a 3 startups, se relacionando na profundidade. Quando o(a) executivo(a) ainda não está seguro(a) de qual tipo de startup e solução pode fazer sentido, ou ainda está experimentando, vale a pena conhecer um grupo maior (6-12 startups) com soluções diversas, já que a possibilidade de gerar resultado é maior e menos arriscada.

Alguns cases do Quintessa:

Aceleradora 100+ Ambev

O recorte buscado pela Ambev é de startups setoriais e temáticas, que podem apoiar a empresa a alcançar suas metas de sustentabilidade (gestão da água, mudanças climáticas, embalagem circular, entre outras). A cada ano, são selecionadas até 20 startups para uma fase inicial de aprofundamento, por meio de chamadas abertas, e durante o programa acontece um segundo Pitch Day, em que nove das vinte soluções são implementadas na empresa. Neste caso, o programa é executado pela área de Sustentabilidade, mas os(as) executivos(as) das áreas da Ambev que receberão as soluções implementadas participam ativamente do processo para garantir a viabilidade do projeto, como a área de embalagens e de agro, por exemplo. Veja mais sobre como foi o programa de Inovação Aberta entre Quintessa e Ambev.

Braskem Labs

O Braskem Labs é o programa da Braskem que acelera startups com soluções sustentáveis na cadeia da química e do plástico. A busca por startups se divide entre negócios em estágio inicial (que são direcionadas para a iniciativa Ignition) e em estágio de tração e escala (para o programa Scale).

Dessa forma, o peso dos critérios de seleção é diferente para as duas iniciativas, e no momento do Pitch Day as soluções podem ser avaliadas separadamente – competindo com outras do mesmo nível. Ao todo, apresentamos 40 soluções na etapa final e 20 são selecionadas para os dois programas pela banca de executivos(as) presentes no evento. A estratégia se baseia em chamadas abertas, mas após 8 anos de programa, já acontece de muitos finalistas das edições anteriores serem convidados diretamente e até de participantes do programa Ignition se inscreverem para o Scale após alguns anos. Saiba mais sobre o Braskem Labs.

Grupo Fleury

programa Impacta Grupo Fleury é dividido em duas iniciativas com objetivos distintos: ambas buscam soluções para a agenda ESG da empresa; o Soluciona, com o foco em implementar soluções já maduras na companhia, e o Acelera, com foco em acelerar soluções de startups de impacto dentro das temáticas ambientais, sociais e de governança. Para a primeira iniciativa, o Grupo Fleury buscava 3 soluções, e a estratégia adotada foi exclusivamente de convites direcionados às startups, que se inscreveram e passaram por um Pitch Day. Já para o Acelera, optamos junto à empresa por abrir uma chamada com ampla divulgação para o mercado, em busca de 10 selecionadas.

Aceleradora parceira

O processo de curadoria e seleção de startups é uma etapa essencial para que o programa de inovação aberta tenha resultados relevantes nas empresas, e contar com uma aceleradora parceira pode trazer muitas vantagens, especialmente quando falamos em conseguir conectar inovação com sustentabilidade. A falta de experiência pode fazer a agenda não avançar e cair em um ponto cego dos executivos em não conseguir enxergar uma integração entre os dois campos. 

Uma aceleradora parceira pode trazer um pipeline de negócios mais robusto e já com uma curadoria, uma visão ampla de mercado para analisar o diferencial, potencial de inovação e de modelo de negócio das startups, além de metodologias de seleção já validadas com diversas startups ao longo da sua experiência. Vemos isso ao realizar a etapa de curadoria: não é apenas sobre ampliar a quantidade de startups candidatas, mas também sobre trazer eficiência e metodologia para selecionar aquelas que a empresa já conhece – sem depender de um(a) executivo(a) fazer isso sozinho(a), sem experiência na área ou sem tempo disponível para administrar mensagens diretas nas redes sociais.

Conte com o Quintessa para ser parceiro na criação de uma iniciativa de inovação aberta e/ou realizar uma curadoria de startups para sua empresa se relacionar. Entre em contato!

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