sustentabilidade – Paula Leite https://homolog.quintessa.org.br My WordPress Blog Wed, 03 Aug 2022 14:05:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 Grupo Fleury anuncia startups que farão parte do programa Impacta para potencializar as ações de ESG da companhia https://homolog.quintessa.org.br/2022/08/03/grupo-fleury-startups-programa-impacta-esg/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/08/03/grupo-fleury-startups-programa-impacta-esg/#respond Wed, 03 Aug 2022 14:05:38 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1848 Clinical Bank, Fleximedical e Vertown foram selecionadas para implantarem seus projetos pilotos e beneficiar áreas sociais e ambientais da empresa 

Sustentabilidade e inovação sempre foram pautas importantes para o Grupo Fleury e, com o avanço da companhia e a necessidade de expandir os serviços prestados ao alavancar os efeitos positivos sobre a sociedade atual, três startups foram selecionadas para potencializar as metas ESG (em português, Meio Ambiente, Social e Governança) da empresa, por meio do programa Impacta, que tem como primeira fase o Soluciona, voltado à implantação de pilotos por startups de relevância. Em parceria com o Quintessa, aceleradora de impacto, foi possível eleger a Clinical Bank, a Fleximedical e a Vertown para participarem do projeto. 

Além de buscar aprimoramento interno para as diretrizes ESG e contribuir para o desenvolvimento e crescimento de negócios de impacto, o projeto se baseia em duas vertentes: implementação de pilotos de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures – e aceleração de startups em estágio de validação e ida a mercado com soluções para as metas ESG de longo prazo. 

Cada uma das selecionadas atuará em uma frente do Grupo Fleury, beneficiando áreas específicas da empresa e contribuindo para o ecossistema de saúde. Dessa forma, a Clinical Bank passa a oferecer crédito para serviços médicos aos pacientes do Saúde iD. A Fleximedical amplia a atuação do Projeto Acesso por meio de unidades móveis de saúde (vans e caminhões adaptados). E a Vertown integra e otimiza o gerenciamento da cadeia de resíduos nas áreas de facilities e sustentabilidade. 

“O programa é focado em oportunidades relacionadas aos objetivos ESG do Grupo Fleury, com atenção ao impacto socioambiental significativo, um dos requisitos da iniciativa. Por isso, estamos trabalhando com soluções de financiamento e crédito em saúde, acesso a comunidades mais distantes e redução de desperdícios, de modo alinhado às metas de debêntures – acesso à saúde para classes C, D e E e redução de resíduos biológicos. Essas propostas são boas para a companhia e para a sociedade”, explica Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.  

Para esse primeiro pitch, o Grupo Fleury utilizou a base de dados do Quintessa, com mais de quatro mil negócios de impacto mapeados, e 47 startups que se adequavam aos propósitos da empresa se inscreveram na iniciativa. Destas, 21 foram entrevistadas e 9 participaram da final de seleção, apresentando seu pitch para as pessoas executivas do Grupo Fleury, etapa que apontou Clinical Bank, Fleximedical e Vertown para implantarem seus pilotos. 

“O programa é um exemplo prático de relação ganha-ganha entre startups e corporações. Os empreendedores recebem suporte técnico para seu desenvolvimento, implementam suas soluções, geram impacto positivo e têm a possibilidade de crescer junto a grandes parceiros. O Grupo Fleury encontra novas soluções para alcançar suas metas ESG e trazer inovação e novos negócios para a companhia. E, ainda, a sociedade também ganha, com a ampliação do acesso à saúde para as classes C, D e E”, comenta Anna Aranha, sócia-diretora do Quintessa. 

“O pitch aberto foi uma excelente experiência, pois nos possibilitou uma visão bastante favorável e positiva dos participantes. Além do contato com soluções diferenciadas, geramos experiência e aprendizado organizacional, junto ao ecossistema de inovação, que também é um dos objetivos do programa”, ressalta Périgo.  

A partir de agora, os empreendedores começam a planejar e implantar os pilotos com as áreas internas para testar as soluções em relação às metas ESG e serão acompanhados por quatro meses para avaliar a eficácia dos projetos. A próxima fase do Impacta se chama ‘Acelera’ e irá atuar com startups em desenvolvimento para metas de longo prazo. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 800 mil no Programa Impacta e as empresas terão a chance de se tornarem parceiros futuros do Grupo Fleury. 

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Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/22/ecco-comunidades-do-instituto-brf-foca-em-desenvolvimento-local-e-solucoes-para-enfrentar-o-desperdicio-de-alimentos/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/22/ecco-comunidades-do-instituto-brf-foca-em-desenvolvimento-local-e-solucoes-para-enfrentar-o-desperdicio-de-alimentos/#respond Wed, 22 Jun 2022 14:18:01 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1803 O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

Abaixo, os resultados de cada Startup:

Já Entendi

Município de aplicação: Nova Mutum – MT

Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

Lemobs

Município de aplicação: Dourados – MS

Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

Público alvo: Escolas públicas.

Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

Connecting Food

Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

Why Waste

Município de aplicação: Rio Verde – GO

Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

Eats For You

Município de aplicação: Uberlândia – MG

Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

Desafio: desperdício de alimentos

De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

“O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

Sobre as Startups: 

Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

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https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/22/ecco-comunidades-do-instituto-brf-foca-em-desenvolvimento-local-e-solucoes-para-enfrentar-o-desperdicio-de-alimentos/feed/ 0
Ecco Comunidades, do Instituto BRF, foca em desenvolvimento local e soluções para enfrentar o desperdício de alimentos https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/22/ecco-comunidades-do-instituto-brf-foca-em-desenvolvimento-local-e-solucoes-para-enfrentar-o-desperdicio-de-alimentos-2/ https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/22/ecco-comunidades-do-instituto-brf-foca-em-desenvolvimento-local-e-solucoes-para-enfrentar-o-desperdicio-de-alimentos-2/#respond Wed, 22 Jun 2022 14:18:01 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1803 O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anuncia os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

Abaixo, os resultados de cada Startup:

Já Entendi

Município de aplicação: Nova Mutum – MT

Objetivo do Piloto: Realizar a transposição de conteúdos acadêmicos e das 22 jornadas da plataforma Ecco Comunidades em videoaulas e infográficos utilizando uma linguagem adequada para a base da pirâmide social. As videoaulas ficarão disponíveis para compartilhamento público via whatsapp ou qualquer meio de comunicação e também estarão organizadas no formato de curso online em um aplicativo, com funções online e offline. Nesse aplicativo os cidadãos poderão obter certificado de conclusão dos cursos gratuitamente.

Público alvo: Consumidores no geral, feirantes, micro e pequenos(as) empreendedores(as), pequenos(as) produtores(as)

Resultado: O piloto tem 38 conteúdos gravados e mais de 100 receitas de utilização integral de alimentos. O aplicativo está disponível para download nas plataformas Google Play para Android e App Store para iOS.   

Lemobs

Município de aplicação: Dourados – MS

Objetivo do Piloto: Diminuir o desperdício de alimentos  e melhorar a qualidade das refeições nas escolas do município utilizando uma solução freemium (modelo parcialmente reduzido e gratuito do atual sistema) de gestão da alimentação escolar. Nutricionistas e diretoras terão acesso a ferramentas de automação de cardápios e geração de listas de alimentos com prioridade para produtos da agricultura familiar. A escola beneficiária da solução foi a Escola Municipal Indígena Tengatuí Marangatú.

Público alvo: Escolas públicas.

Resultados: Foram realizadas 8 capacitações voltadas para as cozinheiras da escola, com implementação de 48 cardápios no sistema e uma redução de mais de 65% no desperdício no prato das crianças dentro de 8 semanas de pesagem.

Connecting Food

Município de aplicação: Lucas do Rio Verde – MT

Objetivo do piloto: Implantar uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos, visando os seguintes objetivos: (1) articular e organizar uma rede local de redistribuição de alimentos; (2) promover o acesso de alimentos para OSCs, complementando as refeições oferecidas para populações em situação de vulnerabilidade social; (3) organizar um sistema de reporte de dados e promover potenciais melhorias para as políticas públicas locais de segurança alimentar e nutricional.

Público alvo: Varejistas, indústrias, produção agrícola e distribuidores.

Resultados: 13 organizações doadoras de alimentos, 7 OSCs receptoras dos alimentos doados, 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes. Para além disso, houve a reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.  

Why Waste

Município de aplicação: Rio Verde – GO

Objetivo do piloto: Implementar o sistema da Why Waste em redes de supermercados e varejo/atacado no geral com o objetivo de reduzir suas perdas com produtos vencidos e viabilizar a estruturação e redistribuição de alimentos próximos ao vencimento dos estabelecimentos para organizações sociais.

Público alvo: Supermercados, atacado, mercadinhos e varejo no geral.

Resultados: Implementação do sistema realizada em 2 supermercados locais. O impacto da ferramenta foi uma redução de mais de 80% do tempo dedicado dos funcionários nas checagens de vencimento, eficiência na gestão dos supermercados e identificação de oportunidades de liquidação e doação de produtos próximos a data de validade.

Eats For You

Município de aplicação: Uberlândia – MG

Desafio do piloto: A solução a ser implementada pela Eats For You é a ativação do B2Social, que tem como objetivo transformar produtos próximos a data de vencimento em refeições para população em situação de vulnerabilidade, gerando assim renda formal para as famílias que produzem as refeições (de  aproximadamente 1,5 salário).

Público alvo: Varejistas, indústrias (como doadores), população em vulnerabilidade (como base empreendedora e para recebimento das doações).

Resultados: Doação de 9.000 refeições, 360 kg provenientes de doações e mais de 1 tonelada adquirida no atacado com priorização de insumos próximos ao vencimento. Foram gerados mais de R$34.200 mil de renda formal para os cozinheiros envolvidos no período de 3 meses (equivalente R$5.700 por família).

Desafio: desperdício de alimentos

De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

“O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

Sobre as Startups: 

Connecting Food (SP): Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social.

Eats For You (SP): ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo.

Já Entendi (PR): Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade.

Lemobs (RJ): Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar.

Whywaste (RJ): Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento.

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https://homolog.quintessa.org.br/2022/06/22/ecco-comunidades-do-instituto-brf-foca-em-desenvolvimento-local-e-solucoes-para-enfrentar-o-desperdicio-de-alimentos-2/feed/ 0
Conheça 10 startups de impacto que apoiam a AMBEV nas metas de sustentabilidade https://homolog.quintessa.org.br/2022/03/31/10-startups-de-impacto-que-apoiam-a-ambev/ Thu, 31 Mar 2022 16:49:07 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1047 Na última segunda-feira (28/03), nove startups de impacto participaram do DemoDay da Aceleradora 100+, evento da Ambev que teve como objetivo apresentar os pilotos das startups aceleradas na edição de 2021 do programa. 

O programa, que tem o Quintessa e a PPA como parceiros é focado em encontrar soluções inovadoras para as metas de sustentabilidade da Ambev (mudanças climáticas, embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água e ecossistema empreendedor). A iniciativa existe desde 2018 e já acelerou mais de 60 startups – atualmente a AMBEV trabalha e implementa projetos com 20 dessas de maneira mais aproximada

No evento, que aconteceu em São Paulo e também foi transmitido pelo Youtube (assista aqui), às nove startups do programa brasileiro apresentaram os resultados dos pilotos realizados com a cervejaria, e também se apresentaram startups vencedoras do programa no Paraguai, Chile e Bolívia, e a GrowPack, que participou da edição anterior. Uma delas saiu vencedora com o prêmio de R$ 100 mil, e duas receberam o segundo lugar no valor de R$ 30 mil cada. Conheça abaixo as startups e os resultados apresentados.  

Conheça as startups de impacto: 

Via Floresta

A Via Floresta é uma startup focada em fortalecer o ecossistema de produção e inovação da Amazônia, conectando-o com pessoas, organizações e empresas.

Após entender como a Amazônia se tornou um dos principais fornecedores de bioinsumos para diversas indústrias, a startup identificou a baixa oferta de tecnologias que garantem a rastreabilidade desses produtos. 

A solução desenvolvida foi um aplicativo em parceria com a PPA que oferece para diversas empresas o rastreamento desses produtos, o comércio justo e a sustentabilidade de cadeias da biodiversidade brasileira. Hoje a VIA Floresta já mapeou mais de 60 comunidades com informações de produção desde a colheita até o processamento do produto,  onde é possível identificar e conhecer produtos naturais e renováveis da floresta e outros biomas brasileiros. O aplicativo Via Floresta já está disponível para download no Google Play.  

Água Camelo:

A Água Camelo junta a inovação ao design para combater a desigualdade social e promover o acesso à água tratada, hoje inacessível para 35 milhões de pessoas no Brasil – principalmente em regiões do semiárido, florestas e centros urbanos.  

A solução é o Kit Camelo, composto por uma mochila que suporta até 15L de água imprópria por vez, um filtro portátil acoplado a ela que elimina até 99,99% de todas bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água, um suporte de parede para pendurar a mochila na residência e um manual de uso do produto para o beneficiado final.

Durante a aceleração a startup pôde validar o modelo de serviço e a versatilidade do Kit Camelo – 100 kits foram implementados nas comunidades de Morro da Providência (RJ) e na Aldeia Mutum (AC), mostrando a versatilidade de implementação em diferentes cenários (centro urbano e floresta).  

Na Aldeia Mutum que antes apresentava um cenário de 96% das pessoas com relatos de doenças de veiculação hídrica, após o piloto, 100% dos sintomas foram reduzidos. Já no Morro da Providência, onde 62% relataram sintomas, ao final do projeto 90% dos sintomas foram reduzidos. Foram 702 pessoas impactadas com água de qualidade e 90% de todos os beneficiados do projeto se sentem mais seguros ao consumir água do Kit Camelo. 

TRC Sustentável:

A TRC Sustentável desenvolve tecnologias sustentáveis para reduzir os custos com a água, em um modelo de negócio que envolve Produto + Serviço + Tecnologia voltados para conduzir projetos na gestão da água. 

Durante o piloto a startup implementou soluções para reduzir o consumo de água nos centros de distribuição e pontos de venda da Ambev. Os pontos escolhidos para implementação foram: CDD em Joinville e São Cristóvão (RJ) e um bar, pizzaria e um restaurante no Rio de Janeiro. O projeto foi instalado e a startup começou a mapear cada ML de água gasto nos locais e também realizou treinamentos com os colaboradores sobre o uso consciente da água.  

Ao final do processo, que teve duração de 03 meses, o impacto foi de 1.5 milhão de litros de água economizados, gerando uma média de 42% de economia de água, com ganho financeiro de R$69 mil. Se o resultado for projetado para os próximos 12 meses o impacto é de 6 milhões de litros de água economizados, o que representa um ganho de R$276 mil ao ano. 

Inspectral

A Inspectral resolve o problema do método tradicional de monitoramento da qualidade da água, que envolve o difícil deslocamento até a margem do rio, com equipamentos pesados, sensores, o que muitas vezes aumenta o custo logístico do monitoramento. Pensando nos problemas gerados para monitorar a qualidade em um país continental como o Brasil, que tem a maior rede hidrográfica do mundo, a startup desenvolveu uma tecnologia para que esse monitoramento ocorra de forma remota por meio de imagens de satélite e drones, a solução também pode ser aplicada para monitorar outras atividades como de agricultura e em florestas. 

Os projetos pilotos foram implementados no Rio Guandu (RJ), Rio da Antas (GO) e no Rio Jaguari (SP), atingindo três das onze bacias que fazem parte do plano de segurança hídrica da Ambev. Durante o processo foram gerados nove parâmetros para medir a qualidade da água, sendo um deles o IQA (índice de qualidade da água), parâmetro chave para execução de diversos processos na indústria. Através da tecnologia da startups, os índices são entregues de forma mais simplificada e o processo de tomada de decisão se torna mais ágil. 

No Rio da Antas, após a análise, foi possível gerar uma melhora de 95% do IQA. Os resultados podem ser observados de forma dinâmica na plataforma Inspectral, disponível aqui

Recigases

A Recigases é uma empresa especialista na regeneração de fluidos refrigerantes – substância presente dentro de equipamentos que geram temperaturas baixas, como geladeiras e ar condicionado. Quando essa substância vaza de algum desses aparelhos, elas emitem cerca 1500 a 2000 vezes mais quantidade de Co2 equivalente. Segundo um ranking de 50 ações da Project Drawdown, melhorar a gestão dos fluídos de refrigerante é a quarta iniciativa com maior impacto para reduzir o aquecimento global até 2050, e descartar estes fluidos na atmosfera é considerado crime ambiental pelo IBAMA. 

O projeto piloto aconteceu em Ponta Grossa (PR), em um cenário motivado pelo descarte incorreto de botijas de gás (com produto residual liberado na atmosfera) e fornecedor de manutenção contratado sem preocupação ambiental com os refrigerantes. 

A startup criou um protótipo denominado EDG – Estação de Destinação de Gases, com ferramentas e equipamentos disponíveis para que o gás possa ser recolhido de forma consciente quando for necessário, um toolkit de usabilidade e um treinamento que tem como objetivo de mudar de forma cultural o pensamento de ‘utilizar, usar e jogar fora’, como forma de introduzir a economia circular no dia-a-dia da sociedade. O processo foi entregue em Ponta Grossa e o projeto deverá ser implementado em breve em outras 06 localidades.  

AfroImpacto

A AfroImpacto é uma escola de afroempreendedorismo com o objetivo de reduzir a desigualdade social, econômica e educacional no cenário do empreendedorismo.

O projeto piloto se deu por uma demanda da Ambev em desenvolver empreendedores negros e negras, e na demanda desses empreendedores, que hoje representam uma parcela de cerca de 40% no Brasil, em se conectar com grandes empresas para impulsionar seus negócios. A partir daí surgiu a plataforma AfroOn, com o intuito de disponibilizar conteúdos e trilhas de conhecimento voltados para a profissionalização dos empreendedores, abordando temas como gestão com recorte racial, negociação com grandes empresas, produção de conteúdo e divulgação online. 

Em dois meses no ar, a plataforma recebeu cerca de 130 matrículas e disponibilizou 63 conteúdos entre artigos, vídeos, atividades e e-books – e a plataforma ofereceu a possibilidade de mentores voluntários da AMBEV se conectarem com empreendedores oferecendo bagagem e conhecimento para impulsionar os negócios. 

Aterra

A Aterra é um startup de base tecnológica e sustentável que apoia empresas na criação de um novo mindset de negócios sustentáveis por meio da ressignificação de resíduos.

Os resíduos selecionados para o projeto foram: Lodos de ETEs e Terra infusória, gerados nas fábricas da Ambev. Para ressignificar o descarte desses resíduos, a startup implementou a plataforma e-Aterra uma plataforma web que atua como ferramenta de gestão e marketplace de resíduos nas fábricas de Juatuba e Sete Lagoas (MG), que geram juntas 968 toneladas por mês desses resíduos com um custo de destinação de R$73 mil reais por mês de logística e descarte. 

Durante o processo, a startup mapeou novos parceiros e tecnologias possíveis para os resíduos: compostagem, coprocessamento, termo fertilizante e conversão térmica. Dessa forma, eles puderam mapear empresas para destinação final dos resíduos e implementaram a plataforma de marketplace. O Aterro Zero, que tem como objetivo a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade, foi mantido em 100% das tecnologias criadas, três empresas foram homologadas como opção para descarte a redução de custo utilizando a terra infusória como elemento para produção de fertilizante. 

Diversidade.io 

A diversidade.io é uma startup que conecta pluralidade e diversidade com vagas de trabalho. Todos os candidatos têm acesso gratuito para incluir seus currículos, independente de raça, idade, orientação sexual ou gênero. No Brasil são mais de 12,8 milhões de donos de negócios negros em território nacional (Pnad/IBGE) e existe uma dor real dos empreendores em lidar com as complexidades dos processos e comunicações das empresas. 

A startup criou a Afroempreendedores, uma solução tecnológica para banco de dados que permite que os usuários façam filtros e acompanhem as propostas e possiblita a criação de um ambiente que fomenta a troca entre os empreendores negros e negras de forma gratuita. 

Durante o piloto, a plataforma identificou 254 negócios liderados ou fundados por afroempreendedores. Desses, 202 foram aprovados e 52 já estão em análise de curadoria para criação de processos mais robustos, possibilitando acesso, inclusão racial, inclusão de gênero e no fortalecimento de empreendedores para que faturem mais, beneficiando suas famílias e gerando empregos. Conheça a plataforma

IQX

A IQX é uma empresa de base tecnológica que gera impacto socioambiental positivo através do desenvolvimento de aditivos que ressignificam o plástico, viabilizando a reciclagem de embalagens multimateriais, e agregam valor através da inserção de funcionalidades, tais como, proteção antiestática, antiviral e bactericida. 

Durante a Aceleração a startup endereçou o seu desafio para desenvolver uma embalagem circular de filme shrink, também denominado bobina plástica termoencolhível – atualmente apenas 2% desse tipo de embalagem são recicláveis na Ambev. 

A solução proposta foi a possibilidade de reutilizar a resina pós-consumo nos filmes shrink por meio de processos químicos, mostrando a importância de aditivar uma resina que geralmente durante o processo industrial perde suas principais propriedades e acaba virando cerda para vassoura, para que ela possa ser utilizada novamente e virar um composto importante na lógica da economia circular.  

GrowPack

A startup GrowPack participou da edição de 2020 da Aceleradora 100+, mas também esteve no evento para contar as evoluções do piloto, que hoje se tornou uma grande parceria entre a startup e a Ambev. 

A startup tem uma tecnologia para produzir embalagens biodegradáveis feitas de resíduos agrícolas, como palha de milho. A Ambev não só investiu na startup no após a participação na Aceleradora100+, como se tornou cliente, escalando a solução nos produtos da marca Colorado.

GrowPack

Startup vencedora e próximos passos: 

As startups foram avaliadas por uma banca composta por Augusto Correia, secretário executivo da PPA (Plataforma parceiros pela Amazônia), Anna Aranha, diretora do Quintessa, Carla Crippa, vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Carolina Garcia, diretora Global do Programa 100+, Daniel Serra, gerente de Investimentos e Impacto da Mov Investimentos, Fabio Kestembaum, sócio fundador da Positive Ventures, Jean Jereissati, CEO da Ambev, Priscila Claro, professora do Insper, Renata Weken, diretora de Meio Ambiente da Ambev, Rodrigo Maldonaldo, gerente geral da Pepsi&Co e Rodrigo Figueiredo vice-presidente de Sustentabilidade da Ambev. 

Na foto – Nariane Bernardo – COO & co-founder da Inspectral e Alisson Fernando Coelho do Carmo – CEO & co-founder da Inspectral

A startup vencedora do Brasil e da América do Sul foi a Inspectral, recebendo um prêmio de R$100 mil e a participação no Programa Global 100+ Accelerator e até USD 100.000 para implementação do piloto. De forma excepcional, duas startups ganharam em segundo lugar o valor de R$30.000,00 para impulsionar seus negócios. As escolhidas foram: Água Camelo e Afroimpacto. 

 

 

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Mercado de carbono se torna tendência para empresas pós COP26 https://homolog.quintessa.org.br/2022/03/27/mercado-de-carbono-se-torna-tendencia-para-empresas-pos-cop26/ Sun, 27 Mar 2022 18:12:09 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1077

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), maior evento sobre emergência climática do mundo, aconteceu em Glasgow (Escócia) em novembro de 2021. Com todos os olhares voltados para as grandes lideranças mundiais, as expectativas para novos acordos serem pactuados durante a conferência eram altas.

Uma das principais novas metas acordadas é a de que, até 2030, os países devem liberar na atmosfera apenas a quantidade de gases de efeito estufa que possa ser absorvida novamente por meios naturais ou artificiais. Como forma de apoiar governos e empresas a atingirem essa meta, um dos instrumentos pactuados durante a COP26 foi a finalização do chamado “livro de regras” do Acordo de Paris, que dá espaço ao nascimento de um novo mercado de carbono.

Empresas em todo o mundo estão cada vez mais alertas para a emergência climática e sendo cada vez mais cobradas para assumir a responsabilidade pelo impacto ambiental de suas atividades. A maioria das grandes empresas agora têm estratégias e metas climáticas públicas, muitas das quais incluem promessas que parecem reduzir significativamente, ou mesmo eliminar, suas emissões de CO2.

Um estudo do instituto de pesquisas Climate Accountability Institute em 2019, mostra que um grupo de 20 empresas é responsável por mais de um terço das emissões de gases causadores do efeito estufa em todo o mundo desde 1965.

Segundo a análise, publicada as 20 empresas produtoras de petróleo, gás natural e carvão foram responsáveis por 480,16 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e metano liberados na atmosfera nesse período. O montante representa 35% das emissões totais de combustíveis fósseis e cimento, que foram de 1,35 trilhão de toneladas. O cálculo feito é baseado na produção anual de petróleo, gás natural e carvão relatada por cada empresa, e leva em conta as emissões desde a extração até o uso final do combustível.

O mercado de carbono se coloca como uma tendência e o cenário pós-COP fortalece esses compromissos e abre caminhos para que as empresas possam começar a agir de maneira efetiva. Além de ser uma tendência, uma pesquisa realizada pela equipe do Quintessa em uma de suas iniciativas com 30 empresas parceiras mostrou que, considerando o recorte de impacto ambiental, 100% delas estão focadas em atuar com soluções para “Redução da emissão de carbono”, 71% desejam atuar em “Eficiência Energética” e 71% em “Redução de Resíduo”.

Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Paula Cayoni Leite. 

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O que a Ambev, Braskem e BRF têm em comum? | Cases Quintessa https://homolog.quintessa.org.br/2022/02/17/o-que-a-ambev-braskem-e-brf-tem-em-comum-cases-quintessa/ Thu, 17 Feb 2022 13:07:27 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=1014 No Quintessa, acreditamos que a inovação é o caminho para alcançar soluções escaláveis para os desafios de sustentabilidade e ESG das grandes empresas – e que aplicar a lente do impacto positivo para os processos de inovação pode ser um grande diferencial.

Por isso, convidamos lideranças da Braskem, BRF e Ambev para contarem como estão integrando as agendas de inovação e impacto positivo e implementando o ESG na prática.

Braskem
O Braskem Labs, programa de aceleração de startups que geram impacto positivo por meio da química e/ou plástico, já está na sua sétima edição, gerando negócios integrados à estratégia de desenvolvimento sustentável para todas as áreas da Braskem.

Instituto BRF
Idealizado e executado em parceria com o Quintessa, o programa Ecco Comunidades acelerou e está implementando soluções de startups para a redução da perda e desperdício de alimentos nos territórios onde a BRF está presente.

Ambev
Aceleradora 100+ tem como foco encontrar startups com soluções para os principais desafios sustentáveis da Ambev e implementar pilotos na companhia, acelerando o alcance das metas de sustentabilidade.

Para saber mais sobre os cases e entender se o Quintessa faz sentido para a sua empresa, acesse aqui!

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Quintessa mapeia 192 startups para resolver questão energética no Brasil https://homolog.quintessa.org.br/2022/01/26/quintessa-mapeia-192-startups-para-resolver-questao-energetica-no-brasil/ Wed, 26 Jan 2022 20:49:54 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=988 O Brasil enfrenta a sua pior crise hídrica dos últimos 91 anos. O cenário se deve muito em decorrência das mudanças climáticas, que se intensifica pelos números recordes de desmatamento e queimadas e queima de combustíveis fósseis, além, é claro, da falta de chuva, deixando reservatórios das hidrelétricas vazios. Somado isso ao aumento da demanda de energia na retomada econômica do país, e mundial, estamos cada vez mais próximos de viver novamente apagões energéticos.

Pensando neste cenário, o Quintessa realizou um estudo que traz 194 startups brasileiras que podem ajudar a resolver a questão energética do país.

Aceleradora de impacto pioneira no Brasil, o Quintessa já impulsionou o crescimento de mais de 250 startups de impacto e mapeou mais de 4,5 mil, sendo que 190 destas têm grande potencial em atuar em três frentes urgentes e necessárias: uso de fontes renováveis, eficiência energética, monitoramento e gerenciamento de energia.

Grande parte das startups mapeadas têm capacidade de auxiliar a indústria privada e setores públicos na melhor utilização de recursos energéticos, na oferta de energias renováveis, além de ajudar a entender possíveis e melhores cenários. 

São 100 startups com foco em energia solar, o que demonstra a força e crescente demanda por essa fonte e pela necessidade de diversificação da matriz brasileira, ainda muito dependente da fonte hidrelétrica, como mostra o levantamento da ANEEL/ABISOLAR, de 2021:

Além de ser uma fonte limpa, a energia solar também gera impacto social, sendo geradora dos chamados ‘empregos verdes’ e se apresentando como uma alternativa em termos de acesso e viabilidade para quem ainda não a têm, e também para a grande parte dos brasileiros que está sendo impactada com o aumento da conta de luz. É o caso da Revolusolar, que instala placas fotovoltaicas em comunidades cariocas, e a  Litro de Luz, que está levando energia para muitas comunidades remotas no Brasil e já faz parcerias com diferentes empresas.

Já no campo da energia eólica, que representa quase 10% da matriz brasileira, foi encontrada somente uma startup, mas alguns negócios que oferecem assinatura de energia limpa incluem a eólica entre as fontes possíveis.

20% das startups estão focadas em eficiência energética, ou seja, em otimizar a geração de energia utilizando menos recursos naturais ou custos. Alguns exemplos são soluções que se acoplam a chuveiros para aquecer a água gastando menos energia, ou como a Energia das Coisas, que monitora todos os equipamentos eletrônicos e propõe planos para economia de energia. Neste mesmo sentido, há 21 (11%) especializadas em gerenciamento de energia para empresas ou indústrias, que conseguem entender as necessidades e apresentar as melhores soluções em energia limpa.

Outro exemplo é a startup Lemon Energia, que desenvolveu um sistema que conecta PMEs e geradoras de energia eólica, solar ou de biogás. Desta forma, é possível que comércios e donos de estabelecimentos contratem eletricidade diretamente de um fornecedor, assim permitindo negociar preços mais baixos e ainda sabendo que consumirá energia de uma fonte limpa.

Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, explica a importância de a indústria olhar para Startups que possam contribuir com problemas que possam resolver muitos dos problemas energéticos do país. “Milhares de pessoas estão envolvidas em projetos que buscam soluções para muitos problemas da sociedade e do meio ambiente e com a eficiência energética não é diferente, essas 192 startups podem oferecer oportunidades de melhora em gargalos de sustentabilidade que grandes empresas possuem, sendo potenciais parceiras de negócios e fornecedoras para aquelas que, na linha de atuação ESG [ambiental, social e governança], fizeram compromissos em redução de emissão de gases que afetam as mudanças climáticas – além de auxiliarem na redução de custos a médio prazo”, diz Aranha.

O estudo do Quintessa também demonstra que há Startups com este intuito espalhadas pelo Brasil, mas, a maioria está no Sudeste, especificamente em São Paulo (40%), seguido de Minas Gerais (15%) e Rio de Janeiro (10%). Esse padrão é comum para qualquer segmento, dado que a região concentra a maior base de startups e empresas do país, além de concentrar a maior parte da produção de energia. Vale o destaque para Minas Gerais, que concentra 20% da produção de energia solar do Brasil, e por isso conta com mais da metade das startups do estado neste segmento (15 no total).

Ainda neste viés de estudos, a Agência Internacional de Energia produziu relatório em outubro de 2020 afirmando que os investimentos em projetos energéticos descarbonizados devem triplicar em dez anos para (alcançar) a neutralidade de carbono em 2050, ou seja, o tema não poderia estar mais próximo da COP 26.

“Mais do que aumentar a capacidade produtiva e resolver os problemas de energia de suas companhias, os empresários precisam entender a importância disso tudo perante a sociedade. Buscar alternativas aos combustíveis fósseis e hidrelétrico não é uma opção, é uma obrigação de todos”, afirma a diretora do Quintessa.

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Reflexões sobre a agenda ESG nas grandes empresas https://homolog.quintessa.org.br/2022/01/13/reflexoes-sobre-a-agenda-esg-nas-grandes-empresas/ Thu, 13 Jan 2022 15:17:11 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=993 Em 2021, conversamos com mais de 150 grandes empresas e pudemos entender como a agenda ESG está evoluindo dentro delas

Nos últimos anos, e especialmente em 2021, aqui no Quintessa, temos nos dedicado a trabalhar junto a grandes empresas, institutos, fundações, e investidores. Trabalhamos com esses atores nas agendas de inovação, empreendedorismo e impacto positivo, apoiando seu relacionamento com startups de impacto. Todas as semanas, nós conversamos com novas empresas, o que nos dá uma visão muito privilegiada para acompanhar o que está acontecendo no mercado em relação a ESG e inovação para sustentabilidade.

Entendemos junto às lideranças empresariais quais são os temas que estão guiando suas atuações, formas com que têm trabalhado e nível de maturidade de estruturação e cultura voltada para sustentabilidade corporativa. Nesse sentido, somos uma espécie de espectador ativo do crescimento de um mercado que, se tudo der certo (e estaremos trabalhando para isso), irá mudar os contornos do capitalismo como conhecemos hoje.

Em 2021, foram mais de 150 conversas com empresas que, em sua maior parte, têm grande porte em termos de faturamento, muitas delas listadas na bolsa. Os setores foram variados, indo da indústria a serviços, e de segmentos diferentes. Deste lugar que ocupamos, surgem muitas reflexões sobre o setor, e queremos compartilhar algumas que achamos mais valiosas sobre o que vimos no ano que passou.

Momento

Em meados de 2020, a temática ESG emergiu como pauta prioritária dentro das empresas. Aquelas que já priorizavam isso anteriormente se beneficiaram, tendo agilidade em reportar resultados e iniciativas e amortecendo a demanda por novos projetos dentro de áreas de sustentabilidade que já estavam organizadas, com orçamento e cultura empresarial desenvolvida. Para estas, o desafio não foi de criar, mas de avançar. Avançar principalmente em dois sentidos: conectando mais a sustentabilidade ao negócio, de forma integrada à estratégia da empresa em si, e conectando mais a sustentabilidade à área financeira, seja na emissão de títulos e dívidas, seja na integração com áreas de fusões e aquisições e Corporate Venture Capital.

Essas empresas foram exceção.

Parte significativa do mercado não tinha a agenda de sustentabilidade como prioridade, ainda que já pudesse tê-la formalmente em sua estrutura, e começou a se movimentar para abarcar isso na estratégia. O começo foi muito puxado por anúncios e compromissos, muitos deles voltados para a redução e neutralização de emissões relacionadas às mudanças climáticas.

Entendemos que os compromissos fazem parte do caminho, mas desde que anunciados junto com um plano de como a empresa pretende alcançá-los, ou podemos cair em um mero greenwashing. E vale explicitar que grandes empresas não mudam da noite para o dia, e, em alguns casos, precisamos de mais tempo para poder dizer o que é ou não greenwashing, no sentido de enxergar a consistência no tempo.

Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com João Ceridono.

LEIA O TEXTO COMPLETO NO UM SÓ PLANETA 

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Conteúdos sobre inovação, impacto positivo e ESG para ler ainda em 2021 https://homolog.quintessa.org.br/2021/12/06/conteudos-sobre-inovacao-impacto-positivo-e-esg-para-ler-ainda-em-2021/ Mon, 06 Dec 2021 20:09:16 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=958 No início de 2021 começamos a produzir conteúdos para apoiar grandes empresas, institutos, fundações e investidores nas suas jornadas em direção a uma nova forma de fazer negócios, mais inclusiva, sustentável e que gera impacto positivo.

Nos dedicamos para entregar a cada 15 dias um conteúdo feito com muito cuidado pela nossa equipe de gestores, que vivenciam diariamente a construção e implementação dos programas de inovação aberta do Quintessa, bem como os desafios, dúvidas e questionamentos de lideranças de grandes empresas e organizações sobre a temática de impacto positivo. Além disso, entregamos mensalmente uma newsletter com as principais novidades sobre ESG, inovação aberta e impacto positivo – você pode assinar aqui.

Reunimos neste texto os conteúdos que publicamos separados em temáticas, para apoiar pessoas gestoras de sustentabilidade, inovação, novos negócios, responsabilidade social e outras áreas neste momento de planejamento e virada de ano, orientando a leitura de todo o conteúdo de forma organizada.

Contexto: Entendendo a união entre inovação e impacto positivo

Para introduzir o assunto, falamos sobre os motivos pelos quais as empresas devem mudar, seja pelo medo, pela oportunidade ou pela necessidade.

Para falar sobre as diferentes formas de unir inovação e impacto positivo, fizemos uma tríade de conteúdos que aborda diferentes lentes:

Para a área de inovação e novos negócios – Como empresas podem unir a geração de impacto positivo à estratégia de inovação e novos negócios

Para a área de sustentabilidade – A inovação aberta como aliada das metas de sustentabilidade e práticas ESG das grandes empresas

Para responsabilidade social e filantropia – Venture Philanthropy | Filantropia e startups de impacto: uma relação com muito potencial

Outros conteúdos explicam alguns conceitos importantes, como a diferença entre Investimentos ESG e de Impacto, o termo Innovability e a Economia Donut, que propõe um novo modelo econômico e uma transformação das empresas em 5 estágios.

Para refletir

No texto de estreia na coluna da Capital Reset, falamos sobre como as práticas ESG exigem uma nova forma de pensar, e não um checklist a ser cumprido pelas empresas, reconhecendo as incoerências no caminho: ESG: Mais que a linha de chegada, é sobre a forma de caminhar | Reset

E na estreia do portal Um Só Planeta, trouxemos inspiração e reflexão no texto ‘Ouse dar potência à humanidade que existe em você’, que chegou a ser o mais lido da plataforma na época.

No texto Quem paga a conta do desenvolvimento de um pipeline de negócios de impacto maduro?, escrevemos sobre os instrumentos e tipos de capital que podem ser utilizados para desenvolver as startups de impacto. 

E para refletir sobre o ‘S’ do ESG, trouxemos alguns questionamentos no texto ‘O que está faltando e por onde devemos avançar para trabalhar o S do ESG?’.

Conexão entre empresas e startups

Temos enfatizado como a conexão com as startups pode ser um caminho rápido e eficaz para empresas, institutos e fundações endereçarem seus objetivos de impacto positivo de forma inovadora, além de gerar valor para os negócios. Não faltaram exemplos práticos ao longo do ano, que trouxemos em todas as edições da newsletter.

Neste texto trouxemos várias iniciativas entre empresas e startups que estão mostrando que a sustentabilidade não deve ser vista como custo mas como fonte de novos negócios.

Para o Um Só Planeta escrevemos sobre como startups estão ajudando empresas em desafios ambientais, como um panorama das startups que resolvem a gestão de resíduos e também das que ajudam empresas a reduzir as emissões.

Publicamos o case do Braskem Labs, que na sua sétima edição mostra resultados reais de um programa de inovação aberta com foco em desenvolvimento sustentável.

Conteúdos práticos

Por onde começar a pensar uma iniciativa de inovação e impacto? Como engajar a liderança? Como escolher o tipo de programa de inovação aberta?

Para apoiar as lideranças de inovação e sustentabilidade, produzimos conteúdos práticos a partir das nossas experiências e de quem está na ponta.

Publicamos um material inédito com um passo a passo da nossa metodologia para implementar programas de inovação aberta que geram valor para a empresa e impacto positivo. São mais de 50 páginas no Guia para Inovar com Impacto.

Entrevistamos três super especialistas na série Diálogos Quintessa, que trouxeram suas experiências na prática.

Ricardo Young, presidente do conselho do Instituto Ethos 

Luis Guggenberger, Gerente Executivo de Sustentabilidade e Inovação da Vedacit

Carolina Pecorari, Diretora de Sustentabilidade e ESG da Ambev

E mais: 

Por que fazer um programa de inovação aberta e quais os formatos possíveis?

Por que ter uma aceleradora parceira nos programas de inovação aberta?

Criando uma cultura de inovação e impacto positivo

ESG na Prática – Pitch Day

Realizamos três eventos na Plataforma Negócios pelo Futuro. A segunda edição, que chamamos de ESG na Prática, teve apoio da Braskem e da Vedacit e apresentou, em eventos abertos, pitchs de startups com soluções inovadoras para empresas adotarem práticas ESG. Os temas foram Logística Reversa, Diversidade e Capacitação e Desenvolvimento Territorial e de Fornecedores. Os eventos ficaram gravados na íntegra no site.

Novo posicionamento Quintessa

Neste ano nós apresentamos uma nova marca e posicionamento. O objetivo foi consolidar o Quintessa como um ecossistema de soluções inovadoras para nossos desafios sociais e ambientais centrais, com iniciativas para startups, empresas, institutos, fundações, investidores e demais organizações.

Entenda mais nesta matéria da Reset e conheça nosso manifesto no site.

Amazônia

Para finalizar, acabamos de publicar também em parceria com a PPA, uma tese de aceleração de negócios socioambientais na Amazônia! Você pode conhecer um resumo neste texto e depois baixar a tese completa.

Esperamos que esses textos possam apoiar você e seu time a se aprofundarem na temática de inovação com impacto positivo e pensar estratégias para implementar essa visão na prática. Continuaremos publicando quinzenalmente às quintas-feiras aqui no blog, na Reset e no Um Só Planeta e contamos com as suas sugestões e feedbacks. Cadastre-se aqui para receber a nossa newsletter mensal e nos acompanhe nas redes sociais (Linkedin e Instagram) para não perder nenhum conteúdo.

E por fim, se você está buscando suporte para implementar uma estratégia de impacto positivo no próximo ano, estamos à disposição para te apoiar. É só escrever para [email protected] ou deixar sua mensagem no site.

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Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades https://homolog.quintessa.org.br/2021/11/08/instituto-brf-anuncia-startups-selecionadas-para-o-programa-ecco-comunidades/ Mon, 08 Nov 2021 18:57:10 +0000 http://blog.quintessa.org.br/?p=924 Oito negócios que possuem soluções inovadoras para a redução da perda e desperdício de alimentos participarão do programa

O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

Na última etapa da seleção, o Pitch Day, 13 empreendedores(as) apresentaram para integrantes do Instituto BRF, da BRF, OSCs (organizações da sociedade civil) e atores locais, as suas soluções para a redução da perda e desperdício de alimentos. Os candidatos eram startups em estágio operacional e com soluções prontas para implementação ou que fossem facilmente adaptadas.

De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

“O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

A turma formada possui soluções para diversos elos da cadeia de alimentos: Já Entendi, ManejeBem e Sumá atuam com a capacitação de pequenos produtores da agricultura; Connecting Food e Whywaste propõem soluções para a redução do desperdício em comércios; Eats For You e Gastronomia Periférica promovem geração de renda a partir do aproveitamento de alimentos; e a Lemobs promove a gestão da alimentação escolar. 

As oito startups selecionadas participarão de um programa de aceleração no qual, ao longo de 4 meses, participarão de workshops em grupo e receberão apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de executivos da BRF para atuar nos desafios estratégicos de cada negócio. Ao final dessa etapa, estarão elegíveis para serem selecionadas para a segunda fase do programa, durante a qual poderão implementar suas soluções nos territórios de atuação da BRF. 

Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.

Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “a iniciativa mostra o potencial de colocarmos a inovação como lente para a geração de impacto positivo, reunindo diversos atores para lidar com esta temática complexa. Durante a seleção identificamos diversas startups de impacto com alto potencial e as oito selecionadas revelam a qualidade das soluções”.

Conheça as oito startups: 

 

Negócio Descrição Site Local da sede
Connecting Food Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social. https://connectingfood.com/ SP
Eats For You ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo. https://www.eatsforyou.com.br/ SP
Gastronomia Periférica Negócio social que visa transformação por meio do desenvolvimento técnico e humano. Tem a missão de alimentar pessoas de comida e conhecimento, na mesma proporção. https://gastronomiaperiferica.com.br/ SP
Já Entendi Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade. www.jaentendi.com.br PR
Lemobs Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar. https://lemobs.com.br/ RJ
ManejeBem Geram inteligência para o desenvolvimento de comunidades rurais familiares. Ajudam a estruturar a cadeia produtiva agrícola, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão no campo e da geração de produtos rentáveis com responsabilidade social, por meio da coleta de dados sócio-agroambientais. http://www.manejebem.com.br/ SC
Sumá Estruturam cadeias e qualificam agricultores e cooperativas para o fornecimento de alimentos por meio de contratos de compra programada e entrega fracionada em seus territórios de atuação. appsuma.com.br SC
Whywaste Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento. https://www.whywaste.com.br RJ

 

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