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  • Conheça os vencedores da Batalha de Pitch do Menos30Fest

    Rede Globo premia empreendedores de impacto com R$ 75 mil 

    O Quintessa é parceiro da Globo pelo segundo ano na Batalha de Pitch do Menos30Fest, festival de educação empreendedora e inovação. Realizamos a curadoria das startups que disputaram R$25 mil em cada dia do festival.

    Com mais de 4 mil startups ativas mapeadas na base Quintessa, pré-selecionamos 22 e, destas, nove foram eleitas para subir no palco do festival e participar da batalha ao vivo, que foi transmitida de forma online.

    Sobre a Batalha

    Cada empreendedor(a) teve quatro minutos para apresentar sua solução de impacto a uma banca, que fez perguntas e comentários ao vivo, e ao público, que decidiu o ganhador em votação online. João Ceridono e Anna Aranha, do Quintessa, participaram como comentaristas.

    Entre os dias 9 e 11 de novembro, três empreendedores levaram o prêmio de R$ 25 mil, totalizando R$ 75 mil ao final do evento. O dinheiro é de uso livre, as startups vencedoras vão poder alocar no que fizer mais sentido para o negócio dar certo. Além do prêmio, os negócios tiveram também toda a alavancagem no sentido de reconhecimento e visibilidade.

    Dia 1 – Tema: Revolução por meio da educação

    No primeiro dia, o vencedor foi Pettrus Nascimento, da Prol Educa startup pernambucana de inclusão por meio da educação. Oferecendo acesso à educação por meio de bolsas de estudos, ajuda famílias que sonham em matricular seus filhos nas melhores escolas particulares do bairro e não têm condições de pagar as mensalidades integrais.

    Os outros dois participantes foram a Signa, representada pela cofundadora Fabíola Borba, e a Carambola, defendida pelo fundador Gustavo Glasser. A primeira cria soluções de aprendizado para deficientes auditivos nas mais diversas áreas, enquanto a segunda desenvolve tecnologia para promover a inclusão de diversidade no mercado de trabalho de tecnologia.

    Assista aos pitchs do primeiro dia neste link – a partir de 01:36:00

    Dia 2 – Tema: Empregabilidade, diversidade e inclusão

    Na quarta-feira o vencedor foi a Trampay. A startup atua com pontos de apoio com água, banheiro e outros itens de necessidades básicas para o dia a dia dos motoboys durante o expediente, além de serviços como seguros, empréstimos e cartões para refeições.

    Também apresentaram seus negócios as empreendedoras Adélia Rodrigues, fundadora da Gastronomia Periférica, escola de gastronomia voltada para integração profissional de moradores da periferia, e Tamila dos Santos, fundadora da Afroimpacto, que trabalha no desenvolvimento empreendedor para pessoas negras.

    Assista aos pitchs do segundo dia neste link – a partir de 01:08:00

    Dia 3 – Tema: O futuro das cidades

    No último dia da batalha, a ganhadora do prêmio de R$ 25 mil foi Simony Cesar, da startup NINA!, uma tecnologia que pode ser integrada a qualquer aplicativo, como de serviços de transporte, para receber denúncias de assédio e violência. A proposta da startup é funcionar como um canal padrão de denúncias entre aplicativos, para, dessa forma, coletar dados, gerar inteligência e influenciar tomadas de decisão nas esferas públicas e privadas.

    Foram mais de 20 mil votos distribuídos entre os participantes, que foram também a Água Camelo, apresentada pelo fundador, Rodrigo Belli, que leva água tratada para uma pessoa por menos de 1 real por mês e a Revolusolar, de Juan Cuervo, que promove o desenvolvimento sustentável de comunidades de baixa renda através da energia solar.

    Assista aos pitchs do terceiro dia neste link – a partir de 00:19:45

    Nos vídeos você também pode assistir toda a programação do festival, que trouxe temas importantes e oficinas de empreendedorismo.

    Fotos: G1/Reprodução

  • Fusões com negócios de impacto revelam maturidade das startups e avanço de novos negócios integrados à ESG

    Fusões com negócios de impacto revelam maturidade das startups e avanço de novos negócios integrados à ESG

    No primeiro semestre deste ano, o ecossistema brasileiro de startups realizou 134 M&As (fusões e aquisições), e os investimentos de empresas nas startups têm crescido. Companhias como o Magalu, que adquiriu 22 startups nos últimos 18 meses, mostram como o investimento ou a compra desse tipo de empresa é uma estratégia cada vez mais presente para acelerar a inovação nas grandes corporações, seja para oferta de novos produtos e serviços, aumento de eficiência e celeridade na solução de desafios ou para entrada em novos mercados, entre outros motivos.

    Com a relevância crescente do tema ESG, os investimentos, fusões e aquisições movimentaram o campo das startups de impacto positivo. 

    Além disso, a movimentação também é impulsionada pela ampliação da prática de inovação aberta e pelo fato das startups estarem integradas à agenda de novos negócios das corporações, complementando e trazendo inovação para seu portfólio de produtos e serviços. 

    Vimos recentemente a startup Eduqo ser 100% adquirida pela Arco Educação por R$ 30 milhões, após quadruplicar de tamanho na pandemia com seu sistema digital de gestão de aprendizagem personalizada. A Arco já havia adquirido em 2020 a startup de impacto Nave à Vela, que leva a cultura maker e o currículo de inovação e desenvolvimento de competências socioemocionais para as escolas, mas não teve o valor divulgado. 

    As duas startups foram aceleradas pelo Quintessa, aceleradora pioneira no ecossistema de impacto. O Quintessa também revelou outros casos, como o da Boomera, que é referência em gestão de resíduos e economia circular, e que teve 50% adquiridos pela Ambipar em junho deste ano. A Ambipar não abriu o valor investido, mas noticiou grande sinergia com o trabalho de transformação dos resíduos plásticos pós-consumo em matéria-prima e com a rede de mais de 500 cooperativas de catadores e 8 mil cooperados da startup.

    Ainda no segmento de economia circular, temos o caso da GrowPack, que desenvolveu uma tecnologia para embalagens biodegradáveis feitas a partir de resíduos agrícolas, e que recebeu aporte da Ambev como capital semente e compromisso de comprar seus produtos em grande quantidade, trazendo tração comercial e escala na esteira das metas de sustentabilidade da gigante de bebidas.

    No meio financeiro, não só as fintechs estão nos holofotes. O Nubank anunciou um aporte na {Parças}, startup que ensina programação para ex-detentos e pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social com o objetivo de inclusão no mercado de trabalho. Parte dos compromissos com diversidade do banco digital, a expectativa da startup é de que em 15 anos todas as penitenciárias brasileiras sejam uma célula de transformação e qualificação profissional.

    No mundo das healthtechs, a Notre Dame anunciou um investimento de R$ 10 milhões na NeuralMed, startup que oferece soluções para otimizar o tempo de atendimento e a assertividade das decisões médicas por meio de Inteligência Artificial. Temos ainda o caso da Techbalance, startup que desenvolve soluções para a prevenção, cuidado e acompanhamento de risco de quedas e lesões, que recebeu R$ 2 milhões da Shift, empresa especializada em tecnologia para medicina diagnóstica e preventiva. 

    É certo que os investimentos e aquisições envolvendo startups de impacto tiveram um boom no último ano, “Mas, já havia um movimento acontecendo por conta da ampliação da prática da inovação aberta e pelo amadurecimento da visão das empresas para a sustentabilidade e para novos negócios mais inovadores e conectados ao futuro”_, aponta Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa. “Em 2018, a E-moving, startup de aluguel de bicicletas elétricas, recebeu aporte da Movida, trazendo para o portfólio da empresa de aluguéis de carros uma solução sustentável, e em 2019, a Courri, que é pioneira na logística urbana com bicicletas, foi adquirida pelo grupo B2W (Lojas Americanas), trazendo uma solução mais eficiente e limpa para sua operação, por exemplo”.

    Esse movimento mostra que as startups estão atingindo um bom nível de maturidade, explica Anna. “Para receber investimento, elas precisam estar preparadas para um processo de diligência e avaliação. O que temos visto não são casos isolados, e sim um movimento relevante do mercado, que está reconhecendo a parceria com as startups de impacto como uma grande oportunidade de negócio”, afirma.

    O Quintessa já mapeou mais de 4 mil startups de impacto no Brasil e tem se mostrado um celeiro dos grandes cases do setor no Brasil. Das startups mencionadas nos casos recentes de M&As e investimentos, apenas a GrowPack não faz parte do portfólio da aceleradora, já a Ambev, investidora da startup, é parceira do Quintessa no programa de aceleração corporativa.

    Para Anna, há diversos caminhos para se implementar de forma unificada as agendas de inovação e sustentabilidade, e o histórico já mostra que a conexão com startups de impacto por meio de inovação aberta, programas de aceleração, contratação de suas soluções, investimentos e aquisições têm trazido grandes resultados, promovendo inovação, novos negócios e acelerando as metas e compromissos em ESG das empresas. 

    “Com o avanço das agendas de inovação, novos negócios e ESG dentro das grandes empresas, a tendência é que os M&As de impacto também cresçam. Por isso, é importante preparar os empreendedores dos negócios de impacto para isso, como temos feito nos últimos anos, e facilitar e qualificar sua conexão com as grandes companhias que vem trabalhando na transformação para a nova realidade que desejamos construir”, conclui a executiva.

  • Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Instituto BRF anuncia startups selecionadas para o programa Ecco Comunidades

    Oito negócios que possuem soluções inovadoras para a redução da perda e desperdício de alimentos participarão do programa

    O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    Na última etapa da seleção, o Pitch Day, 13 empreendedores(as) apresentaram para integrantes do Instituto BRF, da BRF, OSCs (organizações da sociedade civil) e atores locais, as suas soluções para a redução da perda e desperdício de alimentos. Os candidatos eram startups em estágio operacional e com soluções prontas para implementação ou que fossem facilmente adaptadas.

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    A turma formada possui soluções para diversos elos da cadeia de alimentos: Já Entendi, ManejeBem e Sumá atuam com a capacitação de pequenos produtores da agricultura; Connecting Food e Whywaste propõem soluções para a redução do desperdício em comércios; Eats For You e Gastronomia Periférica promovem geração de renda a partir do aproveitamento de alimentos; e a Lemobs promove a gestão da alimentação escolar. 

    As oito startups selecionadas participarão de um programa de aceleração no qual, ao longo de 4 meses, participarão de workshops em grupo e receberão apoio individualizado de um gestor do Quintessa e de executivos da BRF para atuar nos desafios estratégicos de cada negócio. Ao final dessa etapa, estarão elegíveis para serem selecionadas para a segunda fase do programa, durante a qual poderão implementar suas soluções nos territórios de atuação da BRF. 

    Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.

    Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil e parceira da iniciativa, comenta: “a iniciativa mostra o potencial de colocarmos a inovação como lente para a geração de impacto positivo, reunindo diversos atores para lidar com esta temática complexa. Durante a seleção identificamos diversas startups de impacto com alto potencial e as oito selecionadas revelam a qualidade das soluções”.

    Conheça as oito startups: 

     

    Negócio Descrição Site Local da sede
    Connecting Food Implementam um sistema de redistribuição de alimentos excedentes para Organizações da Sociedade Civil auxiliando setores da alimentação a diminuir custos com resíduos e gerar impacto social. https://connectingfood.com/ SP
    Eats For You ESG Foodtech que funciona como um Marketplace de comida caseira – oferecem alimentação de qualidade gerando renda formal por meio da inclusão produtiva e fomento do empreendedorismo. https://www.eatsforyou.com.br/ SP
    Gastronomia Periférica Negócio social que visa transformação por meio do desenvolvimento técnico e humano. Tem a missão de alimentar pessoas de comida e conhecimento, na mesma proporção. https://gastronomiaperiferica.com.br/ SP
    Já Entendi Capacitação profissional online e offline com metodologia especializada para pessoas de baixa escolaridade. www.jaentendi.com.br PR
    Lemobs Transformação digital das cidades com soluções de impacto. Oferecem gestão da alimentação escolar com foco na saúde nutricional dos alunos, redução de desperdícios e agricultura familiar. https://lemobs.com.br/ RJ
    ManejeBem Geram inteligência para o desenvolvimento de comunidades rurais familiares. Ajudam a estruturar a cadeia produtiva agrícola, através da promoção da inteligência para a tomada de decisão no campo e da geração de produtos rentáveis com responsabilidade social, por meio da coleta de dados sócio-agroambientais. http://www.manejebem.com.br/ SC
    Sumá Estruturam cadeias e qualificam agricultores e cooperativas para o fornecimento de alimentos por meio de contratos de compra programada e entrega fracionada em seus territórios de atuação. appsuma.com.br SC
    Whywaste Utilizam bigdata e inteligência artificial para ajudar o varejo/atacado a reduzirem suas perdas com produtos próximos ao vencimento. https://www.whywaste.com.br RJ

     

  • Aceleração de negócios de impacto na Amazônia: contexto e oportunidades

    Aceleração de negócios de impacto na Amazônia: contexto e oportunidades

    A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa acabam de lançar a Tese de Aceleração da PPA, estudo que foi realizado em parceria nos últimos meses. A publicação fez um mapeamento das iniciativas de apoio a negócios socioambientais e apontou novas possibilidades de aceleração. 

    A Tese de Aceleração dá um direcionamento efetivo para a agenda de negócios socioambientais da Amazônia, criando as condições para que vários programas de aceleração sejam concebidos, lançados e implementados, em conjunto com organizações implementadoras e financiadoras. 

    ‘Contribuir para a conservação e regeneração da biodiversidade na Amazônia’ é o objetivo principal da tese. Por isso, de forma colaborativa e em conjunto com especialistas, buscou-se identificar setores e/ou atividades econômicas que funcionam como temas-chave para a prospecção de negócios de impacto socioambiental que respondem a esse objetivo. Foram elencados 4 temas:

    A proposição dos temas levou em consideração dois aspectos:
    1. Oportunidades de uso econômico que promovam o uso sustentável da floresta (mantém a floresta em pé)
    2. Existência de áreas já alteradas e/ou degradadas (desmatadas), que tem potencial e necessidade de regeneração.
    Também foram considerados tendências e negócios de impacto socioambiental emergentes no contexto amazônico.

    Sobre os temas

    Bioeconomia: Refere-se a negócios que contribuem para a “manutenção da floresta em pé”, via alternativas econômicas, a partir de insumos da biodiversidade da Amazônia. São atividades econômicas que envolvam a produção de bens e serviços a partir de material biológico como recurso primário.

    Restauração/Regeneração Florestal: Contempla negócios de fomento à recuperação de áreas alteradas, degradadas ou antropizadas (habitats modificados), que tem potencial – e necessidade – de regeneração. São atividades econômicas que envolvem intervenções, produtivas ou não, que focam na regeneração de solo fértil, no aumento da biodiversidade e no incremento do fluxo de serviços ecossistêmicos (como a regulação da erosão, a melhoria no ciclo da água e a fixação de carbono).

    Carbono/Clima: Refere-se a negócios que contribuem para a redução de emissões de gases do efeito estufa e mitigação de mudanças climáticas, além dos itens acima de Bioeconomia e Sistemas Regenerativos e de Restauração Florestal, que também contribuem nesse sentido. Contempla atividades relacionadas à energia (renovável, eficiente e acessível) e ao tratamento de efluentes (sistemas autônomos e descentralizados de saneamento e água limpa).

    Cadeias de Fornecimento Sustentáveis: Contempla negócios que mitiguem impactos negativos, promovam a eficiência das cadeias de valor da região e enderecem os desafios característicos da Amazônia, como a questão logística. Também contempla soluções relacionadas a acesso a crédito financeiro, bem como negócios voltados para os princípios da economia circular.

    Negócios de impacto no contexto amazônico

    É importante dizer que, levando em consideração o contexto amazônico, foi pertinente fazer ajustes no conceito de ‘negócios de impacto’ e, de certa forma, ampliá-lo para que se adeque a realidade local e abarque o amplo espectro de tipos de organizações. Os negócios de impacto foram categorizados em três principais aspectos:

    Essa distinção é relevante não somente para representar e abarcar a diversidade de negócios existentes na região, como para direcionar o apoio a essas organizações, no sentido de entender que cada tipo de negócio tem desafios característicos diferentes, de naturezas e profundidade particulares, de forma que os programas de fomento para o seu desenvolvimento devem ser moldados de acordo com os tipos de negócio que serão apoiados.

    A partir disso, estão sendo propostos 4 eixos de aceleração: (1) para negócios em estágios iniciais, (2) em estágios maduros, (3) ligados a restauração/regeneração florestal e (4) empreendidos por populações locais e comunitários.

    Foi feita uma tipificação e um mapeamento de iniciativas que já existem para desenvolvimento e fortalecimento dos negócios na região. As propostas de programas de aceleração foram pensadas para abarcar, então, os diversos tipos de negócios – e de ser complementar ao que existe na região, e não em sobreposição.

    A tese traz também uma contextualização dos aspectos ambientais, socioeconômicos e territoriais da Amazônia. A floresta Amazônica precisa de novas soluções econômicas para conter as pressões de desmatamento e melhorar a qualidade de vida das mais de 25 milhões de pessoas na região, e o fomento ao empreendedorismo e negócios de impacto socioambiental é uma alternativa. 

    ACESSE A TESE COMPLETA AQUI

    Além da tese, a PPA está lançando também a campanha Caminhos para a Amazônia, com um mês todo de conteúdos, lives, podcasts e outros, com o objetivo de fortalecer o ecossistema amazônico de negócios de impacto.

    Para apresentar a tese, participamos do Festival Path Amazônia 2021 – que você pode assistir a gravação gratuitamente se cadastrando neste link – e também realizamos um evento de lançamento, que pode ser assistido abaixo:

  • Live | Empreendedorismo feminino e de impacto social

    Live | Empreendedorismo feminino e de impacto social

    Há 10 anos, quando Anna de Souza Aranha ingressou na aceleradora de impacto Quintessa, a maior parte dos empreendedores que participavam dos programas da instituição eram homens, brancos e de alta renda. Uma relação direta com quem tinha acesso à educação empreendedora, ao capital e rede de apoio para empreender. O cenário, diz ela, vem mudando. “Hoje tem algumas mulheres nos programas de aceleração próprios e de parceiros e também entre as mentoras, diferentemente do que era antes”, disse na Live do Valor, mediada pela repórter Flávya Pereira. O desafio, ela diz, não está resolvido. “Quando a gente olha para programas que rodamos junto com parceiros, vemos que formar turmas equânimes, olhando para gênero, depende muito da indústria.” Mesmo com olhar atento e priorizando a qualidade dos projetos, nem sempre é possível equilibrar a quantidade de startups fundadas por homens e mulheres. “Isso é um incômodo.”

    A live contou também com Lina Useche, cofundadora e CEO da Aliança Empreendedora e  Camila Achutti, fundadora e CEO da Mastertech. Um olhar para o microeempreendedorismo de impacto social e para os desafios de ser mulher e empreender no cenário brasileiro e quais as dicas para quem está começando a sua jornada empreendedora são alguns dos temas tratados na live.

    Assista abaixo:

    Trecho de matéria publicada no Valor Econômico em 24/10/2021

  • Webinar | Empréstimo coletivo e aceleração

    Webinar | Empréstimo coletivo e aceleração

    Empréstimo coletivo e aceleração: por que esses recursos fazem sentido para empresas que faturam a partir de R$3Mi/ano?

    A Trê Investindo com Causa e o Quintessa realizaram um webinar para ajudar empreendedores a entenderem como o empréstimo coletivo pode fazer sentido na estrutura de capital de empresas com faturamento a partir de R$3Mi/ano e trouxeram reflexões sobre programas de aceleração para este perfil de negócios.

    – Qual é o momento ideal para tomar um empréstimo?

    – É melhor tomar uma dívida ou ceder equity?

    – Como uma aceleração pode apoiar esse processo?

    – Meu negócio está grande demais para participar de uma aceleração?

    Essas e outras perguntas foram respondidas no nosso bate papo que contou com Lívia Galasso da Trê Investindo com Causa, Fabiana Goulart, do Quintessa, e Antônio, fundador da PlantVerd.

  • Empresas e startups mostram que sustentabilidade é um bom negócio

    Empresas e startups mostram que sustentabilidade é um bom negócio

    Parcerias entre startups de impacto e grandes empresas mostram na prática como integrar sustentabilidade e resultados para o negócio

    Por mais que os temas de impacto socioambiental positivo e ESG estejam ganhando relevância e começando a ser vistos amplamente entre os executivos, percebemos que para muitos ainda é difícil tangibilizar a visão de que ações de impacto positivo e sustentabilidade não devem ser enxergadas como custo e podem ser fonte de novos negócios.

    Na última semana, a Reserva anunciou uma parceria com a Equal, um negócio de impacto especializado em roupas adaptadas para pessoas com deficiência. A Reserva lançou uma linha de roupas adaptadas para esse público, que inclui, por exemplo, ímãs no lugar de botões e zíper na lateral das calças.

    Além da iniciativa promover a inclusão, trazendo liberdade e autonomia para as pessoas com deficiência, a Reserva também amplia o seu mercado, pois milhões de novas pessoas agora irão consumir seus produtos. No Brasil, 45 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, o que representa quase 25% de toda a população. Há outros exemplos nesta linha, como a Freeda, que aceleramos este ano e traz peças para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, como idosos com Alzheimer.

    O mesmo vale para o Magazine Luiza e a Azul, que ao contratarem a Hand Talk, startup de impacto com uma tecnologia que traduz o português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), passaram a ter um site acessível para as mais de 10 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva no Brasil.

    Muitas vezes, o que chamamos de minorias são na realidade maiorias minorizadas. Trata-se de um amplo mercado, com milhões de potenciais clientes que hoje são mal atendidos pelo mercado.

    É o caso quando pensamos em mulheres, pessoas pretas, pessoas de baixa renda. Passar a enxergar esses grupos como potenciais clientes e criar soluções relevantes para eles pode revelar novos mercados ainda não ocupados.

    No Quintessa, temos vivenciado há 12 anos a integração estratégica entre impacto e resultado financeiro e acreditamos que a conexão com as startups de impacto é um caminho rápido e eficaz para criar iniciativas com esse objetivo. A boa notícia é que as empresas já começaram a apostar nas parcerias com startups e não faltam exemplos, como os citados acima, para inspirar demais empresas a fazerem o mesmo.

    Enxergamos quatro principais objetivos para as empresas se conectarem a startups de impacto: integrar impacto positivo à agenda de inovação e novos negócios; trazer as startups para implementar práticas ESG e alcançar metas de sustentabilidade; apoiar startups de impacto nas ações de filantropia, e realizar investimentos, fusões e aquisições.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Mariana Valle.

  • Quintessa, aceleradora de impacto referência na área, apresenta novo posicionamento, frentes de atuação e marca

    Quintessa, aceleradora de impacto referência na área, apresenta novo posicionamento, frentes de atuação e marca

    Com mais de 250 negócios impulsionados, empresa se torna ecossistema de soluções para desafios sociais e ambientais relevantes no país 

    O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira no Brasil, apresenta essa semana seu novo posicionamento. O lançamento consolida suas frentes de atuação, marcadas pela maturidade e profundidade adquiridas em seus doze anos de experiência, justamente neste momento em que o tema ESG é cada vez mais reconhecido como relevante. Quando surgiu, o termo “negócios de impacto” nem existia no Brasil – e o Quintessa participou ativamente da definição do assunto, bem como se tornou referência na área.

    O Quintessa já impulsionou o crescimento de mais de 250 negócios de impacto e mapeou mais de 5 mil startups, sendo hoje referência na temática de inovação com impacto positivo. A empresa reforça seu propósito em fazer com que os desafios sociais e ambientais do país possam ser superados por meio de uma nova forma de fazer negócios.

    Com a bagagem adquirida ao trabalhar com grandes parceiros como Braskem, Ambev, Fundação Lemann e Instituto BRF, além de startups e empreendedores que hoje são cases emblemáticos do setor, como Boomera, Hand Talk, 4YOU2, Courri, Escola do Mecânico e Vitalk, e a parceria de mais de 60 mentores renomados, incluindo o fundador Leo Figueiredo, o Quintessa deixa de se posicionar apenas como ‘aceleradora de negócios de impacto’ e passa a ser uma ‘aceleradora de impacto’. A mudança, que à primeira vista pode parecer sutil, não é. 

    Ela marca a evolução do modelo para ser um ecossistema de soluções para os desafios sociais e ambientais centrais e o principal parceiro de startups, grandes empresas, institutos, fundações e investidores que estão comprometidos em transformar o país por meio de iniciativas inovadoras e empreendedoras. Além de abranger os públicos com os quais trabalha, a evolução revela o foco na solução dos desafios relevantes, passando a aceleração a ser vista como uma das soluções possíveis – complementar aos programas de CVC, implementação de pilotos, cocriação de soluções e outros formatos que têm executado.

    “Com o boom do termo ESG nos últimos meses, há o risco do olhar para as práticas empresariais sob a lente do impacto positivo, que deve ser genuíno e profundo, se tornar superficial e meramente midiático, impulsionado apenas por uma leitura de oportunidade de mercado”, afirma Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa. “Quando nós começamos, há 12 anos, éramos até vistos como um grupo de lunáticos, falando em unir lucro e impacto positivo, repensar o papel das empresas e ter uma atuação humana e consciente. Vivenciamos o nascimento do setor de negócios de impacto, bem como dos movimentos de aceleração, inovação aberta, venture capital, ESG etc, sempre muito atentos e críticos para garantir nosso protagonismo com uma atuação consistente. Nossos primeiros anos foram dedicados a consolidar cases concretos, que comprovassem que este era um caminho possível, o que realizamos por meio de nossos programas de aceleração próprios. Nos últimos cinco anos, passamos a apoiar parceiros e grandes empresas a inovarem com impacto. Agora, consolidamos nossas expertises e visão sistêmica sobre o setor nos apresentando como um ecossistema de soluções”.

    Gabriela Bonotti, diretora do Quintessa, complementa: “Mais do que consolidar nosso pioneirismo e experiência, sentimos a necessidade de reforçar a nossa essência e nosso compromisso inalienável com o impacto positivo. Nos apresentamos como o principal parceiro para apoiar as empresas e organizações comprometidas, para valer, com impacto positivo e uma nova forma de fazer negócios, atuando na sua jornada de transição e evolução nessa direção.”

    Ecossistema de soluções

    As três frentes de atuação do Quintessa (Empresas, Negócios de Impacto e Parcerias), acontecem de forma integrada, unindo pessoas, soluções e organizações. 

    Negócios de impacto: Programas para empreendedores em diferentes estágios de maturidade (Validação, Ida a Mercado, Tração e Escala) focados em estruturar a gestão, impulsionar o crescimento e captar investimento para negócios de impacto.

    Empresas: Iniciativas para empresas comprometidas com uma nova forma de fazer negócios, apoiando sua jornada de transição e crescimento nessa direção. Conectam empresas e startups de impacto e desenvolvem soluções por meio da inovação aberta, indo da concepção estratégica da iniciativa, à curadoria das startups e execução dos programas.

    Parcerias: Iniciativas que trazem abordagens inovadoras para a geração de impacto positivo. Criam soluções para institutos, fundações, family offices, investidores e demais organizações do ecossistema se relacionarem com startups e suas soluções de impacto.

    As frentes de atuação são reflexo de uma escuta atenta às demandas do mercado e de uma postura propositiva: “Começamos executando nosso próprio programa, entendemos que as empresas precisavam de suporte para qualificar seus programas de inovação aberta, depois entendemos que havia um gap também na concepção estratégica destes programas… Nossas frentes de atuação têm origem na intensa escuta do mercado e na visão crítica que trazemos propondo soluções relevantes para mudar o jogo. Criamos programas focados em startups de impacto de variados estágios e com distintos focos – do viés de investimento ao de venture philanthropy, do viés de desenvolvimento de ecossistema ao focado em resultados em novos negócios. Ao ouvir empreendedores, empresas, investidores e entender profundamente seu olhar, conseguimos garantir consistência na proposta de valor das nossas iniciativas”, diz Anna.

    Além de consolidar a atuação mais abrangente, o ano também foi marcado pelo crescimento do Quintessa, tendo aumentado a quantidade de novos parceiros clientes e dobrado a quantidade de pessoas no time, de 12 para 27.

    O Quintessa tem diversas metodologias proprietárias, características por serem baseadas em profundidade e personalizadas para garantir a assertividade para cada parceiro e startup. Outro aspecto de destaque é sua equipe de gestores e mentores, que possuem vasta experiência, além de uma rede qualificada de investidores e potenciais clientes para conectar a todos.

    “Ainda assim, além do ‘o que’ entregamos, o que mais ouvimos de diferencial é sobre o ‘como’ entregamos, a nossa forma de atuar: profunda, intensa, baseada em parcerias verdadeiras, humana e acolhedora, questionadora e propositiva, com soluções de ponta a ponta, comprometida com resultados relevantes, indo do estratégico ao operacional”, complementa Anna.

    “Nosso intuito é liderar as pautas de desenvolvimento social e ambiental, fazendo a integração entre lucro e impacto. Queremos estimular pessoas e negócios a potencializar iniciativas de impacto positivo e agir em prol da realidade que queremos construir. O que mais gostamos é apostar naqueles que empreendem para transformar a realidade do país de forma genuína”, afirma Gabriela.

    Nova marca

    Para enfatizar a transformação, apresenta novo logo, relembrando a origem do nome Quintessa – o quinto elemento,  a “quintessência”, depois da terra, do ar, do fogo e da água. 

    Desenvolvida pela MiLLHOUSE MKT, de Luiz Tastaldi, o que eram três cores mescladas na logo, agora são cinco cores sólidas, que expressam um universo em si: terra, água, fogo, ar e o quinto elemento, a quintessência. Uma palavra que simboliza aquilo que é invisível, mas que traz sentido e conecta todos. Aquilo que cada vez mais tem mais valor. O significado é buscar ir além do conhecimento técnico e do que é explícito – e ter atenção ao invisível e às relações intangíveis que estão por trás e dão vida aos negócios.

     

  • O Quintessa mudou, evoluiu, cresceu

    O Quintessa mudou, evoluiu, cresceu

    O Quintessa mudou, mas não foi uma mudança de agora.

    Ele começou a mudar quando cada um do time, dos mentores, dos empreendedores, dos parceiros chegou aqui e somou seu repertório: seus sonhos, valores, experiências e conhecimentos. Ele mudou e continuará sempre em constante evolução.

    O Quintessa é composto pela somatória das pessoas que fazem parte dele e da sua história. Pelas nossas escolhas, pelo que nos recusamos a compactuar, pelo que nos propomos a fazer.

    O Quintessa mudou, evoluiu, cresceu. E foram as pessoas que protagonizaram e viabilizaram esse crescimento.

    Há 12 anos parecíamos um grupo de lunáticos falando sobre unir ‘negócios’ e ‘impacto positivo’, repensar o papel das empresas e ter uma atuação humana e consciente. Agora, a realidade mudou.

    Vivemos, resilientes, a atenção com o planeta se tornar uma pauta urgente. O sustentável ser reconhecido como um caminho sem volta, e o social ser a luta de muitos. O que antes era um desejo de alguns, se tornou uma necessidade de todos.

    E quando muitos se movimentam, as transformações ousam e engrandecem. Agora, podemos nos repensar e realizar muito mais.

    Hoje compartilhamos a evolução do Quintessa, de um novo posicionamento e frentes de atuação.

    Mais do que consolidar nosso pioneirismo, maturidade e experiência, sentimos a necessidade de explicitar a nossa essência, reforçar a nossa origem, celebrar nosso grande pacto e o compromisso inalienável com o impacto positivo – e expressar isso na nossa marca.

    Celebramos a evolução de programas de aceleração para sermos agora um ecossistema de soluções. Marcamos a evolução do que foi um instituto de alguns para ser agora uma empresa de todos.

    O que eram três cores mescladas em nossa logo, agora são cinco cores sólidas, que expressam um universo em si: terra, água, fogo, ar e o quinto elemento, a quintessência. Uma palavra que simboliza aquilo que é invisível, mas que traz sentido e conecta todos. Aquilo que cada vez mais tem mais valor. Nos recorda a ir além do conhecimento técnico e do que é explícito – e ter atenção ao invisível e às relações intangíveis que estão por trás e dão vida aos negócios.

    As diferentes frentes de atuação do Quintessa acontecem de forma conectada, unindo pessoas, formando parcerias e gerando impacto positivo. Somos um ecossistema que pulsa na mesma direção, impulsionados pelas nossas convicções.

    O Quintessa “é” através de cada um de nós. Juntos, somos Quintessa.


    Manifesto Quintessa: Sobre dar potência a vidas e negócios de corpo e alma

    Se há algo com o que não queremos mais compactuar, é fingir que está tudo bem. Escolhemos encarar aquilo que nos deixa inconformados e colocar no centro o que realmente importa: as pessoas e o planeta. Escolhemos o compromisso com o impacto positivo.

    Acreditamos que só vale a pena se for genuíno e verdadeiro. Entramos para valer, de coração, com profundidade e intensidade.

    O que nos nutre são as nossas relações e elas formam vínculos tão fortes que podem mudar o mundo e criar uma realidade generosa e digna para todos.

    Corações e mentes em harmonia, arte e ciência de mãos dadas, pessoas em constante evolução. Somos um ecossistema que pulsa na mesma direção.

    Temos a coragem das nossas convicções para ousar contrariar o que parece impossível. Empreendemos porque o que desejamos ver ainda não existe.

    É o ímpeto empreendedor e a humanidade que existe em cada um de nós que nos dão força para criar uma nova forma de fazer negócios.

    Um jeito Quintessa de ser, ver, se relacionar e agir.

    O Quintessa existe para dar potência a vidas e negócios de corpo e alma.

  • Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    Diversidade: o nutriente para uma realidade mais digna e próspera

    O que podemos aprender com a {Parças} e a inclusão de jovens egressos do sistema carcerário nas grandes empresas

    14 de abril de 2020 foi o dia em que ouvimos uma das histórias que mais nos chamou atenção nos últimos anos aqui no Quintessa. O protagonista dessa história conduziu a narrativa com tanta humildade que dava a impressão de que era só mais uma, como tantas outras. Mas sentimos que ali havia elementos que se diferenciavam, que o compromisso com a missão do negócio era genuína e persistente — e, de fato, estávamos diante de um dos empreendedores que mais nos surpreenderia nos meses seguintes.

    Tudo começava com um incômodo pessoal. Depois de alguns anos frequentando a Fundação Casa, antiga FEBEM, em visitas a um familiar que estava vivendo o regime de privação de liberdade, ouvindo as vozes daqueles meninos e enxergando ali um terreno fértil para o desenvolvimento de novos talentos, Alan Almeida, no auge dos seus 20 e poucos anos, junto à sua esposa Carla Cristina, fundou a {Parças} Developers School.

    Nascia ali não só uma escola de programadores, mas também dois empreendedores que, contra todas as adversidades que a periferia os impunha, provaram (e vêm provando) que a vontade de reescrever a história da população carcerária, que, no Brasil, é a terceira maior do mundo, ficando atrás apenas da China e dos EUA, é muito maior que qualquer obstáculo que a vida já lhes apresentou.

    A {Parças} seleciona pessoas do sistema prisional e de áreas urbanas de baixa renda em situação de extrema vulnerabilidade social e qualifica e conecta estas pessoas com oportunidades de trabalho na área de tecnologia, quebrando, assim, o ciclo de reincidência e dando uma nova perspectiva para esses jovens.

    O modelo da {Parças} Developers School é baseado no modelo de sucesso compartilhado, mesclando educação com inclusão no mercado de trabalho. Estamos falando de um modelo onde a {Parças} só ganha se o aluno ganhar, criando esse estímulo positivo para que se desenvolva jovens com uma capacitação de alta qualidade que garanta a entrada deles no mercado de trabalho. Na prática: o aluno passa por uma capacitação de 4 a 12 meses se tornando apto a trabalhar na área de tecnologia de uma empresa. A contratante, por sua vez, pode remunerar a {Parças} de três formas diferentes: por contratação pontual, por pacotes de contratação (quando, por exemplo, quer contratar um grupo de 10 desenvolvedores) ou financiando a capacitação de uma turma de alunos (o que eles chamam de Bootcamps).

    Hoje, a {Parças} capacita pessoas em situação carcerária (no Complexo do Brás – Fundação Casa e no presídio feminino do Carandiru) e jovens em situação de extrema vulnerabilidade. Durante o auge da pandemia, a {Parças} arrecadou 46 computadores e 69 cestas básicas para distribuir para os jovens que estavam, aos poucos, se desengajando nos estudos em decorrência da fome. Se quiser ouvir mais, você pode assistir a live que gravamos com ele.

    Este é um trecho da coluna de Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa, no Um Só Planeta. Este texto foi escrito em co-autoria com Thaís Fontoura.