Blog

  • Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Startups selecionadas pelo Irani Labs apresentam os projetos pilotos

    Após 8 meses de imersão o demoday marcou o encerramento da terceira edição do programa Irani Labs com foco em temáticas ESG, realizado em parceria com o Quintessa. 

    Às startups apresentaram os projetos pilotos de suas soluções junto à Irani, executados a partir das provas de conceito (POCs), o programa contou com mais 70 startups inscritas, 12 negócios selecionados e 7 vencedoras.

    O programa acredita que esforços conjuntos alavancam bons resultados em prol do impacto socioambiental positivo, além de gerar valor estratégico para outras companhias. Por isso, pela primeira vez, o Irani Labs contou com a participação da BASF, iFood e Mercado Livre como parceiros institucionais da edição.

    Fabiano Alves Oliveira, diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, afirma que as sete startups se destacaram pelas soluções, produtos e serviços com elevado impacto na sociedade, de forma ampla, consistente e mensurável, de forma muito alinhada com os propósitos da companhia. 

    “O Irani Labs, programa de inovação aberta para conexão com startups, busca o desenvolvimento de soluções sustentáveis. A cada edição, fortalecemos nosso compromisso de construir relações de valor por meio do compartilhamento de conhecimento”, ressalta o executivo.

    Para Fabiano Oliveira, a parceria entre Irani e Quintessa reflete a crença da companhia na essência da inovação aberta, onde o princípio ganha-ganha entre empresa e startup prevalece. 

    “Enquanto as startups podem comprovar a eficácia das suas soluções de impacto por meio da implementação dos pilotos, com perspectiva de faturarem e consolidarem uma parceria estratégica com a Irani, a empresa garante a entrega de resultados que estão alinhados com sua estratégia ESG”, acrescenta Anna de Souza Aranha, co-CEO da Quintessa.

    Os 7 negócios selecionados para a fase 2 apoiam a Irani a atingir três compromissos em ESG além de inovar com embalagens sustentáveis;

    Embalagens sustentáveis: Os projetos desenvolvem novos produtos, materiais e barreiras.

    • Nathural Chemical: desenvolve impermeabilizantes recicláveis, biodegradáveis e compostáveis para embalagens.
    • Magma (grenshield): desenvolve papel barreira repolpável, dentre outros produtos

    Mudanças climáticas: O projeto de descarbonização, aumenta em 20% o saldo positivo entre emissões e remoções dos Gases de Efeito Estufa (GGE).

    • Quanticum: mapeia potencial agronômico e ambiental com base em nanopartículas naturais da terra. 
    • Bioflore: Desenvolve plataformas digitais para gestão e monitoramento das ações de conservação e restauração florestal.

    Resíduos: Prevê zerar o envio de resíduos, não perigosos, para aterro.

    • Nanobot: Oferece um equipamento gerador de nanobolhas que infunde gases na água para melhorar o sistema de tratamento.
    • Tamoios Tecnologia: desenvolve embalagens com biocompósitos de celulose.

    Diversidade & Comunidade do entorno: Impacta 40% de mulheres no quadro funcional e 50% de mulheres em cargos de liderança.

    • Se Candidate Mulher!: Insere mulheres no mercado de trabalho por meio do engajamento na candidatura e no preparo das aplicantes e ações afirmativas junto às empresas.

    Esta terceira edição do programa Irani Labs com foco em ESG gerou  resultados expressivos para a Irani;

    01. Como toda sua área nativa foi mapeada com tecnologias inovadoras, entregando mais confiabilidade nos dados de estoque de carbono estimado inicialmente em + 8 milhões de tC totais (abaixo e acima do solo);

    02. O lodo da Irani foi utilizado no desenvolvimento de um novo produto para substituição do plástico no seu viveiro. 4 mil tubetes biodegradáveis produzidos e com ótimos resultados. Potencial de uso de 120 ton de lodo e retirada de 120 ton de plástico da operação anual com a escala, somada a redução de custos operacionais;

    03. Efluente de Indaiatuba tratado por 8 dias com tecnologia de nanobolhas de Ozônio reduzindo os parâmetros de VOCs de 70% a 100%. Esses resultados abrem novas oportunidades de uso do resíduo;

    04. Duas novas barreiras de papel testadas e aprovadas nos primeiros parâmetros, possibilitando análise da entrada da Irani em novos mercados (papel stretch, copos ou canudos de papel).

    O programa Irani Labs ESG trouxe não apenas soluções inovadoras para a Irani, como também apoiou no desenvolvimento das startups selecionadas, com workshops de construção de piloto abordando boas práticas e ferramentas, encontros com sponsors, além de um Intensive Learning de capacitação em gestão com temáticas votadas pelos empreendedores: priorização de mercado, diferencial competitivo e ida a mercado.

  • 54ª Edição do Fórum Econômico Mundial 2024: Reconstrução da Confiança

    54ª Edição do Fórum Econômico Mundial 2024: Reconstrução da Confiança

    O Fórum Econômico Mundial, é um evento anual que ocorre desde 1971, é o palco onde políticos e representantes de empresas detalham suas ações para contribuir com o futuro global. Este ano o fórum está em sua 54ª edição e foi realizado entre os dias 15 a 19 de janeiro em Davos, Suíça.

    O tema escolhido desta edição foi a “Reconstrução da Confiança”, com cerca de 200 palestras e apresentações de relatórios e opiniões críticas sobre o futuro das nações, líderes mundiais e executivos empresariais abordaram questões críticas para o futuro global, com destaque para três principais temas: Preocupações Climáticas, Impactos das Mudanças Climáticas na Saúde Mundial e o Futuro da Inteligência Artificial.

    Reunimos aqui as três principais temáticas das discussões em Davos:

    01. Preocupações Climáticas

    Assim como nas edições anteriores, a crise climática dominou a maior parte dos painéis e das conversas do fórum em Davos. pós os acontecimentos de seus efeitos mais evidentes em 2023, essas preocupações aumentaram acendendo um sinal vermelho para os líderes mundiais e executivos que entenderam que a colaboração entre governos, empresas e comunidades é fundamental para uma criar uma solução mais sistêmica e colaborativa para os efeitos da emergência climática.

    Em alguns discursos, líderes admitiram que os esforços para lidar com os efeitos das mudanças climáticas têm sido insuficientes. A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que é preciso compromissos mais ambiciosos no clima, e enfatizou a importância de se cumprir as promessas nessa frente.

    Um estudo apresentado realizado  pelo banco UBS alertou que anos de negligência deixaram uma lacuna de investimentos na biodiversidade e nas soluções ligadas à natureza. Além de ressaltar que o capital privado é essencial para fechar esse gap, que chega a US$700 bilhões por ano.

    Já o relatório de Riscos Globais 2024 lançado pelo Fórum destacou que 5 dos 10 principais riscos nos próximos 10 anos são referentes às questões ambientais: eventos climáticos extremos, mudança crítica nos sistemas terrestres, perda de biodiversidade e colapso do ecossistema, escassez de recursos naturais e poluição.

    Os líderes sentiram uma urgência imperativa em relação à necessidade de concretizar ações. Além disso, debateram estratégias para desenvolver uma abordagem sistêmica de longo prazo, visando atingir os objetivos de um mundo neutro em carbono e benéfico para a natureza até o ano de 2050.

    “Não podemos continuar a basear os futuros modelos de negócios no esgotamento da natureza e dos recursos” disse Jesper Brodin, Diretor Executivo, Grupo Ingka (IKEA). As empresas que não se adaptarem ficarão no esquecimento, acredita ele.

    02. Um olhar para os impactos das mudanças climáticas na saúde Mundial

    A incapacidade de agir em relação às alterações climáticas não tem implicações apenas para o planeta. Por esse motivo as discussões sobre as mudanças climáticas no fórum não se concentram apenas na natureza e na economia global, mas também nas consequências que estão diretamente ligadas na saúde humana e no sistema de saúde global, causados pelo aumento das temperaturas do planeta.

    “A crise climática é uma crise de saúde”, disse Vanessa Kerry, Cofundador e CEO, Seed Global Health.

    O relatório “Quantificando o Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde Humana”, lançado pelo fórum  sobre o impacto das mudanças climáticas investiga seis categorias principais de eventos climáticos que impulsionam impactos negativos na saúde: inundações, secas, ondas de calor, tempestades tropicais, incêndios florestais e aumento do nível do mar. Essas mudanças podem causar cerca de 14,5 milhões de mortes e gerar perdas econômicas globais de US$12,5 trilhões até 2050. 

    Uma inquietação adicional ressaltada é que as mudanças climáticas intensificam a desigualdade global em saúde, impactando de forma desproporcional segmentos mais vulneráveis da população, tais como mulheres, jovens, idosos, indivíduos de baixa renda e comunidades de difícil acesso. Esta disparidade é particularmente acentuada nas regiões da África e do Sul da Ásia.

    03. Futuro da Inteligência Artificial


    Os gigantes da tecnologia como Google, Meta e Microsoft e executivos como o fundador do Chat GPT, OpenAI, compareceram aos painéis oficiais e as inúmeras reuniões informais com políticos e líderes empresariais, com debates sobre impacto no da tecnologia no mercado de trabalho, segurança nas eleições, além de ressaltar a necessidade de regulamentação das tecnologias para proteger os usuários.

    O mercado de trabalho emergiu como um dos tópicos centrais durante as discussões no fórum. Os economistas enfatizaram a ascensão da inteligência artificial generativa, prevendo-a como uma tecnologia potencialmente “comercialmente disruptiva” com impactos no cenário ocupacional. No entanto, destacaram que essa evolução tecnológica não apenas transformará o mercado de trabalho, mas também acarretará benefícios significativos para as economias. Entre esses benefícios, antecipam-se o aumento da eficiência na produção e a promoção da inovação nos próximos anos.

    Sam Altman, CEO da OpenAI, destacou em seu discurso a importância de envolver todas as pessoas no desenvolvimento da inteligência artificial. Ele ressaltou que, apesar do avanço dessa ferramenta, ela não substituirá a necessidade fundamental do entendimento mútuo entre os seres humanos. Altman enfatizou a ideia de que a IA deve ser uma extensão das capacidades humanas, promovendo colaboração e complementaridade, em vez de suplantar o papel humano no processo de compreensão e tomada de decisões.

    O Brasil em Davos

    O Brasil foi amplamente mencionado durante o evento como protagonista na agenda ambiental. As poucas autoridades que representaram o país em Davos concentraram seus discursos nas pautas de sustentabilidade. Apesar da participação de mais de 2,8 mil pessoas ao longo da semana, observou-se uma presença relativamente limitada de empreendedores brasileiros no evento.

    Ana Sarkovas, co-fundadora da Ecoa Capital e participante de Davos, enfatizou a existência de uma vasta oportunidade para conectar empreendedores brasileiros com capital institucional, tanto filantrópico quanto de investidores. “Vejo o Brasil com uma grande participação como solução”, ressaltou.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, representou o Brasil nesta edição do fórum. Em seus discursos, defendeu uma transição energética mais ágil no país, destacou a importância do desenvolvimento sustentável na Amazônia e reforçou a necessidade de investimentos para a adaptação do Brasil às mudanças climáticas, especialmente no regime de águas e rios da região amazônica.

    Sobre a transição para energias renováveis, Marina Silva afirmou: “Temos uma decisão corajosa de colocar na agenda a transição para o fim do uso de combustíveis fósseis. Isso significa acelerar as energias renováveis, triplicando os investimentos de forma robusta.”

    Ana Sarkovas complementou, enfatizando que as novas tecnologias serão fundamentais para essa transição, seja no sistema alimentar ou na transição energética, representando oportunidades significativas de investimento.

    Sarkovas observou que, apesar da presença limitada de empreendedores brasileiros, houve uma forte representação de startups europeias apresentando soluções tecnológicas para desafios climáticos e preservação da natureza –

    A ministra Silva mencionou a promessa do presidente Lula de zerar o desmatamento até 2030 e o compromisso de não explorar petróleo na Amazônia. Ela também ressaltou que a presidência do Brasil no G20 até novembro de 2024 oferecerá oportunidades para avanços significativos sobre o tema ambiental.


    Análise Geral:

    Em linhas gerais, as discussões do fórum apontam para um reconhecimento coletivo da necessidade de abordar desafios globais de maneira colaborativa e sustentável. Destaca-se a importância da inclusão e da busca por soluções inovadoras para impulsionar o crescimento econômico e enfrentar questões cruciais, como as emergências climáticas, em escala mundial. No entanto, o impacto efetivo dessas discussões dependerá da implementação concreta de políticas e iniciativas resultantes, envolvendo governos, empresas e a sociedade civil.

    O site do Fórum Econômico Mundial disponibiliza todas as sessões gravadas e resumos em texto, porém, estão disponíveis apenas em inglês.

  • Conexão ESG – Agenda ESG e a integração com os negócios de impacto

    Conexão ESG – Agenda ESG e a integração com os negócios de impacto

    O estudo “CONEXÃO ESG –  Agenda ESG e a Integração com os Negócios de Impacto” é uma leitura entre a oferta dos negócios de impacto e a demanda das grandes empresas.

    Sua tese é de que negócios de impacto podem ser aliados estratégicos para impulsionar a agenda ESG de grandes empresas, ofertando soluções, expertise e rede de relacionamento para que atinjam suas metas.  

    O levantamento revela as oportunidades e os gaps do ecossistema, estimulando e trazendo eficiência para que grandes empresas e negócios de impacto aprofundem e ampliem suas relações como clientes-fornecedores e parceiros de negócios, de forma a gerar mais impacto positivo e mitigar impactos negativos.

    ​O estudo nasce a partir da quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que acompanha a evolução do pipeline de negócios de impacto positivo, realizado pelo Quintessa e pela Pipe Social, via Base de Impacto. 


    O que você vai encontrar


    01 | Visão das grandes empresas

    • ​Evolução da agenda ESG e dos setores da economia
    • Temáticas de atuação e demanda
    • Maturidade da agenda de inovação e sustentabilidade
    • Inovação aberta


    02 | Visão dos negócios de Impacto

    • Setores da agenda ESG
    • ​Desafios e Soluções
    • Cases
    • Histórico
    • ​Evolução da agenda ESG e dos setores da economia
    • Temáticas de atuação e demanda
    • Maturidade da agenda de inovação e sustentabilidade
    • Inovação aberta


    03 | Oferta e demanda

    • Cruzamentos de grandes empresas e negócios de impacto
    • Análise acerca dos estágios de maturidade dos negócios

    04 | Tendências 

    • Oportunidades
    • Pontos de atenção

  • Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Caminhos para a Ação: Reflexões sobre a COP28 e a Crise Climática Global

    Começa hoje em Dubai, nos Emirados Árabes, a COP28. A cúpula reúne representantes de governos, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas de mais de 190 países. 

    Este ano, a pauta da emergência climática alcançou a sociedade civil como nunca antes. O que anteriormente era uma discussão restrita a técnicos, cientistas, ambientalistas e outros atores que alertam sobre o aumento da temperatura do planeta desde 1990, quando o IPCC divulgou seu primeiro Relatório de Avaliação, agora tornou-se um tema amplamente discutido. Hoje, 33 anos depois, a temperatura média global em 2022 ficou 1,15ºC acima da era pré-industrial, segundo o último relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Os eventos climáticos extremos deste ano, ocorrendo em diversos países, evidenciam que os impactos da emergência climática já fazem parte do cotidiano. Agora, parte do desafio consiste em promover ações efetivas, onde governos, grandes indústrias emissoras de gases de efeito estufa e atores da sociedade civil possam, em ação conjunta, criar soluções para que as populações consigam atravessar e adaptar-se aos eventos extremos.

    Expectativas da COP28:

    A COP 28 ocorre em um contexto de grande complexidade. Os conflitos persistentes no leste europeu e no Oriente Médio exercem pressão significativa sobre a disponibilidade e o custo da energia, especialmente nos países do norte global, que optam por incentivar a produção de energia baseada em combustíveis fósseis.

    De acordo com a Reclaim Finance, mesmo os grandes bancos signatários da Aliança Financeira pelo Net-zero de Glasgow, estabelecida na COP 26, continuam investindo mais de U$1 trilhão em 102 empresas produtoras de combustíveis fósseis, contrariando os objetivos de redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O Brasil:

    No contexto brasileiro, onde as maiores emissões de gases de efeito estufa provêm do setor de Agricultura, Floresta e outros Usos do Solo (AFOLU), a atenção está voltada para a Amazônia e para o contínuo avanço do desmatamento.

    Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), os anos de 2020 e 2021 apresentaram os maiores índices de desmatamento desde 2012, com 8.096 km² e 10.362 km² de floresta destruída, respectivamente.

    Neste cenário desafiador, a COP28 representa um momento significativo para avaliarmos os progressos na redução das emissões de gases de efeito estufa desde o Acordo de Paris na COP 21, em 2015. Uma das pautas centrais do evento em Dubai este ano é o papel crucial dos sistemas alimentares e da agricultura no combate à emergência climática.

    O que se espera da COP28 são ações efetivas. Durante a COP27, muitas nações expuseram seus planos de ação, mas muita coisa ainda ficou no papel.

    O IPCC estima que, se a temperatura média global subir 1,5°C até o final deste século, os custos para lidarmos com os efeitos e adaptação aos eventos climáticos extremos podem chegar a US$ 54 trilhões (ou US$ 69 trilhões, se as temperaturas subirem 2°C).

    A questão econômica ainda se mostra um forte motivo para que os países, empresas e sociedades unam mais forças, tecnologias e financiamentos para enfrentar a crise climática global e sem precedentes.

    À medida que os representantes de mais de 190 países se reúnem em Dubai, a esperança é que a COP28 não apenas gere discussões valiosas, mas também impulsione ações concretas que possam efetivamente abordar os desafios urgentes impostos pela emergência climática.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traça retrato do empreendedorismo de impacto no Brasil

    Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traça retrato do empreendedorismo de impacto no Brasil

    O levantamento, realizado a cada dois anos desde 2017, é composto por perfil do empreendedor e dos negócios; panorama das finanças dos negócios mapeados (acesso a recursos financeiros); modelos de negócio; tecnologias emergentes; e cases de soluções de impacto socioambiental. Esse conjunto de dados analíticos traça uma radiografia completa do ecossistema, compondo a maior pesquisa nacional de negócios de impacto. 

    O download pode ser feito no link www.mapa2023.pipelabo.com

    A edição 2023 conta com o patrocínio da Coalizão pelo Impacto, do Cubo Itaú ESG, Fundo Vale, Instituto Helda Gerdau e Instituto Sabin. A iniciativa do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é resultado da união da Pipe.Social e do Quintessa – protagonistas no ecossistema de impacto nacional – que formam a Base de Impacto: responsável por aumentar a oferta de benefícios aos empreendedores, ampliando a conexão com os mercados. 

    Os negócios que resolvem problemas sociais e ambientais compõem um modelo em franca expansão no Brasil: o empreendedorismo de impacto. Com a proposta de contribuir para a transformação positiva da sociedade, essas empresas atuam com produtos e serviços que endereçam respostas – tecnológicas, inovadoras e com base em ciência – para desafios contemporâneos nas áreas de inclusão produtiva, saúde, habitação, educação e serviços financeiros, entre outros. Com um ecossistema mais maduro, os negócios de impacto sobreviveram à pandemia de covid-19 e seguem ampliando os faturamentos, influenciando a criação de mecanismos financeiros de captação de recursos e alimentando novos setores como das Economias Verde e Prateada, além de mercados emergentes como o de Carbono. 

    Para analisar os movimentos e as tendências, a Pipe.Social e o Quintessa apresentam a quarta edição do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, que reúne a leitura de 1.011 empresas nacionais e mais de 11 mil empreendedores. O estudo contou com o suporte de 66 organizações espalhadas pelo país, que apoiam os empreendedores e ajudaram a mapear as soluções.

    Segundo Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e coordenadora da pesquisa, o Mapa 2023 revela que os negócios de impacto socioambiental demonstram, da última edição para cá, mais qualificação e assertividade nos conceitos, nas demandas, oportunidades e nos pedidos de ajuda. “Inclusive, parte deles já se destaca em faturamento, investimentos e inovação. Há muito que ser feito – sobretudo, no que diz respeito à qualificação de entregas para os empreendedores, fomento à capilaridade, diversidade de suporte pelo país e criação de mecanismos financeiros para diferentes momentos de crescimento dos negócios – mas temos que reconhecer a jornada até aqui, os esforços de empreendedores e organizações desse ecossistema para que o mercado ganhasse força e espaço. Seguimos caminhando, cada vez com bases mais sólidas”, analisa Mariana.

    Análises 2023

    Entre as análises, percepções e os insights coletados pelo mapeamento do mercado de impacto socioambiental, destacam-se a conclusão de que, nos últimos dois anos, houve uma movimentação do ecossistema para dar suporte ao surgimento e crescimento de mais negócios com atuação fora do Sudeste; houve, ainda, aumento expressivo de ações para apoiar negócios voltados a territórios específicos; a pauta climática ganhou corpo com a chegada de capital atrelado ao ESG; novas oportunidades governamentais ligadas ao verde e à agricultura sustentável surgiram; cresceu o número de soluções de financiamento a negócios de impacto em estágios iniciais; e há mais suporte à inclusão e diversidade como solução proposta por negócios. Além disso, o pipeline tem empreendedores mais diversos.  

    Os dados mostram que Soluções Verdes/Green Tech continuam crescendo, sendo que 52% dos negócios atuam no setor. Um potencial brasileiro para esse olhar ambiental que tem se apresentado mais a cada mapeamento. Na sequência estão soluções de Cidadania/Civic Tech, 40%, Educação/Edtechs, com 31%,  Cidades/Smart Cities, com 22%, Saúde/ Healthtech, com 17%, e por fim, 13% Finança/Fintech.

    Na análise, o questionamento sobre as ajudas necessárias para o negócio; as cinco principais são: 41% apontam dinheiro; 20% parcerias e networking; 20% vendas; 18% comunicação; e 17% apoio com time/equipe. Em relação aos Mapas anteriores, há um crescimento nas demandas por ajuda com vendas e estruturação de time/equipe. Sobem, também, os pedidos por ajuda com tecnologia (7% em 2023). “Quanto mais qualificados, mais específicos são os pedidos dos empreendedores. Com exceção do dinheiro, que parece genérico, os demais crescimentos mostram um desejo por propostas de valor claras de ajuda e uma oportunidade para organizações intermediárias. Aceleração, por exemplo, está com 3%, mas boa parte das demandas de ajuda tratam de pautas abordadas e contidas nas propostas de valor de acelerações”, aponta Anna de Souza Aranha, coCEO do Quintessa e coordenadora do Mapa 2023.

    A íntegra do Mapa 2023 está disponível no link: www.mapa2023.pipelabo.com

    METODOLOGIA | O Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental é composto a partir de uma chamada nacional focada em empreendedores que lideram negócios de impacto socioambiental. Entre maio e agosto de 2023, mais de 66 organizações do ecossistema e cinco patrocinadores se mobilizaram para falar diretamente com 2.187 empreendedores. Foram realizados sete eventos de apoio e conexão, que resultaram em 1.036 cadastros com dados autodeclarados e respostas a 65 questões. Os dados coletados foram analisados, tendo por base conceitual o estudo O que são negócios de impacto (Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, com análise da Pipe.Social, 2019). A infografia e os dados destacados no mapeamento têm base final de 1.011 negócios de impacto operacionais.

    As estatísticas foram produzidas a partir do cruzamento de dados coletados em 2023 e da leitura comparativa com as bases de Mapas anteriores (2019 e 2021), tendo uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95% para leituras na amostra geral. No campo qualitativo – por meio de conteúdos digitais disponibilizados por parceiros e organizações nacionais e internacionais de negócios de impacto –, a equipe da Pipe.Social analisou as falas recorrentes e tendências apontadas pelos empreendedores, repercutindo-as via escuta de 14 especialistas (entrevistas em profundidade). Como resultado, a edição 2023 do Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental traz uma retrospectiva e movimentações dos últimos dois anos do campo; perfil dos empreendedores e dos negócios de impacto socioambiental brasileiros; tendências e recomendações que emergem do ecossistema.

  • Case Ecco Comunidades: Investimento social e inovação aberta para o desenvolvimento de comunidades

    Case Ecco Comunidades: Investimento social e inovação aberta para o desenvolvimento de comunidades

    O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).  

    As Startups que participaram da fase piloto foram a Já Entendi, que transforma informação em conteúdo acessível a pessoas com baixa escolaridade, a Connecting Food, que redistribui alimentos que seriam desperdiçados para quem necessita, a Whywaste, que promove a gestão de datas de vencimento em estabelecimentos, a Eats For You, que gera renda para cozinheiros amadores e a Lemobs, que promove a gestão da alimentação escolar.

    Elas passaram por três fases: a primeira, o Pitch Day, que partiu de 13 soluções pré-elencadas e seleção de 8 negócios; a segunda, com duração de 4 meses, em que os negócios participaram de workshops para avaliar a aplicabilidade das soluções nos desafios estratégicos apresentados; e a terceira etapa, quando 5 startups tiveram 4 meses para implementar os pilotos com o apoio do Quintessa, Instituto BRF e lideranças de OSCs locais.

    Com a implementação dos pilotos, o Ecco Comunidades gerou 40 conteúdos educativos sobre perda e desperdício de alimentos, distribuiu mais de 3,26 toneladas de alimentos próximos da data de validade, reduziu o desperdício de alimento no prato das crianças em escola pública em mais de 65%,  gerou mais de R$ 34.000 de renda formal para famílias locais, além da aproximação com diversos parceiros externos, entre redes supermercadistas e gestores públicos das localidades, para ações de educação sobre aproveitamento de alimentos e redistribuição para comunidades em situação de vulnerabilidade.

    Desafio: desperdício de alimentos

    De acordo com a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de um terço do alimento no mundo é desperdiçado e 14% é perdido antes mesmo de chegar ao comércio. Entendendo as especificidades da perda e desperdício na cadeia produtiva e de consumo do Brasil e a necessidade de reduzir a perda e desperdício de alimentos, foi criado o programa Ecco Comunidades. 

    “O Instituto BRF trabalha desde 2012 para promover o desenvolvimento e a inclusão nas localidades onde a empresa está presente. Com o Ecco Comunidades, queremos promover impacto social positivo por meio da inovação, ampliando nossos esforços para combater o desperdício de alimentos e promover segurança alimentar em parceria com a sociedade civil. O programa faz parte de uma série de ações do Instituto BRF e da empresa que tiveram início com a plataforma que batizou a iniciativa, o Ecco, Especialista de Consumo Consciente que educa e sensibiliza para esse desafio global”, diz Bárbara Azevedo, gerente do Instituto BRF. 

    Para Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, aceleradora de impacto referência no Brasil, a implementação de soluções inovadoras é fundamental para resolver problemas como o desperdício de alimentos. “Programas como o Ecco Comunidades possibilitam colocar em prática a lente da inovação para gerar impacto socioambiental positivo. Em apenas 4 meses já pudemos ver o resultado das soluções implementadas pelas startups, que têm potencial de escala e impacto a longo prazo”, afirma.

    Acesse o material completo aqui

  • Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono

    Programa Desafios Floresta & Clima finaliza a Edição Carbono

    Inovação, sustentabilidade e a busca contínua por soluções que contribuem com um futuro mais verde movem o Fundo Vale. Prova disso, foi o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono, realizado em parceria com o Quintessa, que selecionou e acelerou cinco negócios e iniciativas que atuam com soluções inovadoras no ecossistema de carbono.  

    Após seis meses de imersão, o demoday (realizado no dia 29 de setembro, no Cubo Itaú, em São Paulo) marcou o encerramento do programa, com networkings estratéticos e pitches empolgantes sobre como a aceleração contribuiu para cada startup selecionada, mostrando os principais resultados alcançados pelos empreendedores. 

    Além disso, foi apresentada a prévia do Mapeamento de Negócios de Carbono, desenvolvido pelo Fundo Vale em parceria com o Pipe Social, compartilhando insights sobre a evolução desse mercado no Brasil, bem como conceitos e resultados. O objetivo foi mapear as informações sobre o ecossistema, explorando a maturidade dos negócios do setor. 

    “O ecossistema de crédito de carbono é muito novo no Brasil, por isso as soluções ainda precisam de apoio para ter maturidade suficiente para atender à larga escala que o mercado necessita. Vimos também, a partir do programa, que a academia tem muita tecnologia com potencial para gerar inovação nesse mercado, como a Quanticum e a Inspectral, que são spin-offs acadêmicas, nos mostraram. Chegamos, agora, ao fim do programa, com diversas conexões de valor geradas entre os empreendedores e os atores do ecossistema por meio do programa, reforçando ainda mais a estratégia do Fundo Vale de atuar em coalizões!”  Lucas Folgado – Consultor de Inovação do Fundo Vale

    Em paralelo, também foi abordada, durante o evento, a atuação em Inovação Aberta do Fundo Vale na agenda de carbono de impacto e florestal, no intuito de fomentar as conexões de valor entre os atores dos ecossistemas de inovação, financeiro e florestal. 

    Sobre o programa Desafios Floresta & Clima – Edição Carbono 

    O programa teve como objetivo impulsionar soluções de impacto socioambiental positivo que fortaleçam uma economia sustentável, justa, inclusiva e carbono zero. Assim, em um primeiro momento, o Quintesa conduziu o processo de seleção, em que houve 239 inscrições. A partir daí, entrevistamos 20 iniciativas, 11 participaram do pitch day (última etapa da seleção) e 5 foram selecionadas. 
     
    Buscamos negócios/iniciativas que tinham soluções ou interesse em adaptar soluções para os seguintes desafios: 

    INDIRETO DIRETO 
    Refere-se às soluções que atuem ao longo da cadeia agroflorestal, indiretamente impactando o carbono Refere-se às soluções que tragam benefícios de forma direta ao mercado de carbono, desde a originação, nas diversas etapas do ciclo de desenvolvimento e monitoramento de um projeto. 
    Fornecimento de insumos para sistemas agroflorestais Monitoramento de projetos de créditos de carbono 
    Formação técnica para atores da cadeia do carbono Gestão de projetos de crédito de carbono 
    Comercialização de produtos agroflorestais Financiamento de projetos de crédito de carbono 
    Garantia da posse e do uso da terra Acesso ao mercado de carbono 
     Redução de risco de projetos de crédito de carbono 

    Dentro dessa linha, em abril, iniciamos a aceleração dos negócios com atividades de validação do modelo de negócio e/ou da solução desenvolvida pelo negócio/iniciativa. As cinco empresas selecionadas contaram com mentorias, treinamentos/palestras/workshops e ferramentas para ajudar no desenvolvimento do negócio.  
     
    Em setembro, no demoday, foi o momento de conclusão, celebração e conexão do programa com os participantes, parceiros estratégicos e realizadores dessa edição. 

    Para Fabiana Goulart, sócia e líder de projetos no Quintessa, os gargalos para a geração e comercialização de carbono agroflorestal no Brasil são diversos, e existem poucas soluções maduras para resolver esses desafios em escala. “Foi um grande privilégio acompanhar o desenvolvimento das empresas selecionadas pelo programa Desafios Floresta & Clima, iniciativa desenhada para apoiar os negócios a diagnosticar seus principais gargalos de gestão, priorizar e resolver os problemas mais urgentes e aproveitar de rede de parceiros do programa para testar e validar soluções”, enfatiza.  
     
    “Ver as startups saindo com uma gestão mais robusta e com boas perspectivas comerciais de soluções prototipadas no programa é o nosso grande motivo de celebração.” Fabiana Goulart 

    __________________________________________________________________ 
     
    Os resultados são inspiradores! Conheça a história das startups participantes que estão fazendo a diferença no combate às mudanças climáticas: 

    UGM | Umgrauemeio 

    Startup inovadora dentro do mercado de monitoramento de incêndios. O software Pantera possui diversos módulos, compondo uma solução completa que atua desde a prevenção de incêndios até a identificação, gestão e análise dos impactos gerados. Desde 2016, atua com bastante presença em áreas produtivas do agronegócio, e o programa possibilitou melhor entendimento e adaptação do sistema para o mercado de carbono e de proteção ambiental – resultando no início de quatro trials que monitoram mais de 1 MM de hectares. Além disso, a aceleração teve atuação importante na estruturação de temáticas de gestão – como financeiro e precificação – da empresa, resultando em robustez gerencial e maior confiança para possíveis investidores. Por fim, ao longo do programa, a Umgrauemeio foi a vencedora do desafio de startups no Brazil Climate Summit, em Nova York. 
     
    Quanticum 

    A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e para a eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, desde o planejamento do cultivo até a colheita. Em segundo lugar, tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono e, assim, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. A aceleração promoveu a introdução da Quanticum no setor agroflorestal, sendo premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais.  
     
    Eccaplan (Carbon Fair) 

    Marketplace de créditos de carbono que democratiza o acesso ao mercado para pequenos e médios projetos socioambientais. Por meio da plataforma, os projetos aumentam a liquidez de seus créditos e as empresas realizam a gestão de seu inventário de emissões e a compensação de suas emissões. A aceleração da Carbon Fair resultou no aprimorando de sua proposta de valor para compradores de créditos de carbono e na validação da viabilidade financeira e operacional para que pequenos e médios projetos socioambientais sejam remunerados pelos serviços ambientais que prestam. 
     
    Inspectral 

    Uma startup que tem sua origem na academia, trazendo uma solução de monitoramento ambiental remoto, inicialmente com foco na qualidade da água. Com o desenvolvimento da tecnologia, percebeu-se a necessidade do monitoramento remoto de outras verticais ambientais, como florestas e agricultura. A alta acurácia para as análises de qualidade da água, 93%, fez com que a Inspectral adaptasse seus algoritmos para a realização de análises florestais. Durante a aceleração, exploramos mercado de monitoramento remoto de florestas e construímos o ICP para melhor assertividade na ida ao mercado com esse novo produto.   

    Sintrópica Capital Natural

    Solução de ponta a ponta para pagamento por serviços ambientais. Seu principal produto é a estruturação, emissão e monitoramento de CPR-Verde. A Sintrópica desenhou 4 arranjos de PSA utilizando CPR-Verde: restauração, biodiversidade, conservação e saúde do solo. Durante a aceleração, exploramos os diferentes atores desse arranjo, como instituições financeiras, empresas de bioinsumos e de restauração florestal e atores de fomento ao ecossistema, para construirmos um produto que atendesse a todos os atores envolvidos. 

    ___________________________________________________________________ 

  • 2ª Temporada – Episódio #6 | impulsiONar: O poder da filantropia em destravar recursos que apoiem a inovação pública | Parte 02

    2ª Temporada – Episódio #6 | impulsiONar: O poder da filantropia em destravar recursos que apoiem a inovação pública | Parte 02

    O 6º episódio do Ponto de Ebulição está disponível! Anna de Souza Aranha, co-CEO do Quintessa, recebe Eduardo Azevedo, especialista em inovação no BID e Bernard Caffe,Co- fundador & CEO Jovens Gênios, startup que utiliza inteligência artificial e gamificação em Plataformas Digitais de Aprendizagem. No episódio, Eduardo e Bernard falam sobre a experiência de terem participado do impulsiONar, como financiador e startup que implementou as soluções nas secretarias de educação, respectivamente. Juntos, eles discutem o uso inovador do Marco Legal das Startups, as experiências práticas nos municípios participantes do programa, os desafios e oportunidades de empreendedores na venda para o governo, e como essa sinergia pode moldar o futuro dos serviços públicos no Brasil. O impusiONar é uma iniciativa realizada pelo Quintessa e Instituto Reúna, que tem como financiadores Fundação Lemann, Imaginable Futures e BID Lab com o objetivo de reduzir e prevenir as lacunas na educação pública brasileira. Conectando e capacitando secretarias de educação, educadores, empresas de tecnologia educacional e organizações implementadoras. Atualmente, o programa piloto já está em operação em sete redes municipais de educação, formando mais de 250 professores e impactando cerca de 9 mil alunos, abrangendo diversos estados do Brasil, com destaque para o Nordeste.

    Realização Quintessa | www.quintessa.org.br