Para finalizar o ano de 2022 e encerrar a primeira temporada do Ponto de Ebulição, gravamos um episódio especial para falarmos sobre o futuro da agenda sustentável no Brasil, diante do novo cenário político e com os avanços e compromissos que aconteceram na COP27. Anna de Souza Aranha, conversou com Kamila Camilo, que é uma jovem liderança destaque em espaços globais de discussão sobre impacto e também é diretora de operações da Impact Beyond, e o Marcos Coronato, editor executivo do Um Só Planeta.
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Episódio #08 | Comunicação ESG: boas práticas e como evitar o greenwashing
O 8º episódio do Ponto de Ebulição aborda um tema que tem borbulhado na imprensa, nas empresas e gerado ótimas discussões nas rodas de conversa sobre impacto. O termo greenwashing quase que renasceu depois de mais de uma década sem ser tão mencionado, acompanhando o boom da pauta ESG no mundo. Vanessa Adachi, Cofundadora e editora-chefe do Reset, e Ricardo Voltolini, CEO da consultoria Ideia Sustentável e da Plataforma Liderança com Valores – contam um pouco de suas experiências relatando histórias de empresas e compartilham boas práticas de como as empresas devem comunicar suas ações de ESG.
Realização: Quintessa | www.quintessa.org.br -

Ambev seleciona 22 novos negócios para impulsionar soluções de impacto positivo
Projetos e soluções que podem gerar resultados positivos para o meio ambiente, para a sociedade e para o seu próprio negócio são pilares centrais da atuação da Ambev. Com este objetivo, a companhia avança em sua 5ª edição do programa de aplicação de piloto, 100+ Labs Brasil, selecionando os 22 negócios mais inovadores e promissores desta edição. A iniciativa é uma co-realização da USAID e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), execução do Quintessa, em parceria com PepsiCo e Unilever, com o apoio da Ball e Valgroup e o apoio institucional da Libra Branding, Machado Meyer e Pacto Global. A companhia aposta em nove eixos no programa: Agricultura Sustentável, Embalagem Circular, Mudanças Climáticas, Gestão de Água, Ecossistema Empreendedor, Amazônia, Diversidade e Inclusão, Consumo Consciente e Responsabilidade ambiental na cadeia de suprimentos – sendo os três últimos novidades desta edição.
Nesta primeira fase – o Intensive Learning – foram selecionadas 22 startups com foco em desenvolvimento de embalagens sustentáveis, reciclagem, recuperação ambiental, economia circular,gestão de sustentabilidade de fornecedores, cadeia de produção de produtos e turismo na Amazônia, gestão de pessoas com foco em Diversidade e Inclusão, tecnologia de apoio ao agricultor/agrônomo, e inovação em cuidado e gestão hídrica. Todas elas, com o apoio dos parceiros do projeto, terão a oportunidade de refinar suas soluções em um processo com oito semanas de duração.
“Este é um dos momentos mais interessantes do projeto. Nesta fase, o contato com cada startup selecionada desperta trocas e ideias primordiais para o avanço das iniciativas e que auxiliam no nosso objetivo maior em impactar positivamente o ecossistema e alavancar o crescimento compartilhado. O programa 100+ Labs Brasil é uma parte importante do nosso compromisso com o desenvolvimento do país, tanto por fomentar o ecossistema de inovação nacional quanto por promover e apoiar ideias inovadoras que ajudem o Brasil a avançar em sua agenda de sustentabilidade ambiental”, comenta Caio Miranda, Diretor de Sustentabilidade da Ambev.
Os empreendedores e empreendedoras passarão por workshops sobre temas relevantes para o desenvolvimento do negócio e aprimoramento das suas propostas a serem implementadas junto à Ambev ou organizações parceiras. O objetivo é encontrar ideias inovadoras que possam auxiliar a Ambev, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), PPA e parceiros a atingirem as suas metas de sustentabilidade por meio da implementação de piloto.
Além da implementação do piloto, as soluções selecionadas terão a possibilidade de receber suporte individual de um gestor do Quintessa, acessar a rede de executivos da Ambev e parceiros, acadêmicos, especialistas, investidores, líderes de sustentabilidade corporativa e grandes players do mercado. Além disso, terão a oportunidade de participar de encontros e mentorias com fundos de investimento e escritório jurídico especializado. Também serão consideradas candidatas potenciais para receber investimentos e avançar na sua internacionalização por meio do programa global 100+ Accelerator.
“Promover a colaboração e o compartilhamento de ideias entre diferentes organizações, tanto internas quanto externas, também nos abastece de novas perspectivas e insights para o processo de inovação. E isso para toda a cadeira: parceiros, funcionários, consumidores e a sociedade de maneira geral. Estar ao lado do 100+ Labs está totalmente conectado aos nossos pilares de inovação, pessoas e sustentabilidade, além de nos ligar a boas ideias para além das portas da nossa companhia. Ao abraçar a inovação aberta, contribuímos também com a nossa estratégia de sustentabilidade e para os avanços da agenda ESG que permeia o modelo de atuação da Unilever desde a sua fundação. Ampliando a presença da Unilever no ecossistema, aprendendo com quem nos inspira, ganhamos mais celeridade nos resultados dos impactos positivos que queremos gerar, nos aproximando de outras empresas comprometidas com temas caros para nós e buscarmos, juntos, soluções inovadoras e transformadoras. É assim que pensamos e acreditamos na inovação aberta e é com essa mentalidade que apostamos na parceria com o 100+ Lab”, afirma Marcelo Costa, líder de Cuidados com a Casa Brasil e Sponsor da Garagem Unilever.
“Apoiar iniciativas inovadoras para avançar em temas tão importantes para a PepsiCo como economia circular, preservação da água, e o empreendedorismo que gera transformação social é essencial para que possamos promover mudanças de forma mais ágil, criativa e eficiente no Brasil”, afirmou Ricardo Maldonado, Vice Presidente de LAB (Latin America Beverages) South da PepsiCo.
Entre os negócios selecionados estão:
Biome4All – Categoria Agricultura Sustentável
ConnectFARM – Categoria Agricultura Sustentável
Krilltech NanoAgtech – Categoria Agricultura Sustentável
PretaTerra – Categoria Agricultura Sustentável
Açaí MAPS – Categoria Amazônia
Apoena Industrial Ltda – Categoria Amazônia
Braziliando – Categoria Amazônia
Deveras Amazônia – Categoria Amazônia
DINAM – Categoria Amazônia
Taberna da Amazônia – Categoria Amazônia
HUMMA+ – Categoria Diversidade e Inclusão
PlurieBR – Categoria Diversidade e Inclusão
Se Candidate, Mulher! – Categoria Diversidade e Inclusão
Typcal – Categoria Ecossistema Empreendedor
BioUs Biotech – Categoria Embalagem Circular
Mush – Categoria Embalagem Circular
Wastebank WB – Categoria Embalagem Circular
Ceres Seeding – Categoria Gestão de Água
NeoWater – Categoria Gestão de Água
Octa – Categoria Mudanças Climáticas
SQUAIR – Categoria Mudanças Climáticas
Gedanken – Categoria Responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos
Sobre o Programa 100+ Labs Brasil
A ideia de alavancar negócios inovadores alinhados aos seus compromissos sustentáveis nasceu em 2018, quando a Ambev anunciou suas metas nas frentes de ação climática, gestão da água, embalagem circular e agricultura sustentável, que buscam resolver os impactos não só de sua própria operação, como também de todo o seu ecossistema – que inclui agricultores, fornecedores, bares e restaurantes, por exemplo.
Depois de alcançar seus compromissos de sustentabilidade com foco em nossas operações internas, a companhia passou a direcionar esforços também para resolver os impactos que estão além dos muros.
De lá para cá, a companhia movimentou mais de R$20 milhões em negócios, investimentos e premiações para as mais de 80 startups que passaram pelo programa, que também integra uma iniciativa global da companhia e ainda conta com o apoio institucional do Pacto Global das Nações Unidas, alinhados aos seus ODS.
Nesta 5ª edição, a Aceleradora 100+ teve seu nome alterado para Programa 100+ Labs Brasil, seguindo orientação global. Startups como Água Camelo, Diversidade.io, Maneje Bem, Barkus, MEIShop e O2Eco são algumas que já passaram pelo programa.
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Startup brasileira acelerada pelo Quintessa é premiada pelo setor florestal por desenvolver tecnologia inovadora para análise de solos
A Quanticum, uma empresa de base tecnológica fundada por especialistas em Agronomia e Ciência Agrárias, comemora o sucesso de sua inovadora tecnologia de análise de solos no setor florestal. Com seu primeiro projetos no setor florestal no final de 2022, e há menos de 4 meses intensificando sua operação no setor, a empresa foi premiada com o 1º Prêmio Expoforest de Startups no Setor de Plantações Florestais, em reconhecimento ao seu trabalho na promoção de produtividade, eficiência de custos e mensuração de carbono no solo e serviços ecossistêmicos.
A tecnologia desenvolvida pela Quanticum oferece uma análise de solos mais acessível e rápida em comparação às abordagens tradicionais, abrindo caminho para duas importantes frentes de atuação. Em primeiro lugar, a tecnologia aprimorada contribui para o aumento da produtividade e eficiência de custos em atividades agrícolas e florestais, permitindo que produtores e agricultores tomem decisões mais embasadas com base no verdadeiro potencial natural do solo em todas as etapas do processo de produção, desde o planejamento do cultivo até a colheita .
Além disso, a tecnologia da Quanticum tem a capacidade de mensurar o potencial natural do solo em preservar o carbono presente no solo e, com base nesses dados baseados em evidências científicas, ajudar na adicionalidade de projetos que geram créditos de carbono de uma forma mais transparente. Essa abordagem é especialmente relevante em um contexto em que a questão da sustentabilidade e mitigação da emergência climática assume um papel central na agenda mundial, além da necessidade de tropicalização de metodologias baseadas em evidências concretas para a realidade brasileira. Produtores florestais, empresas e apoiadores das soluções da natureza agora têm a possibilidade de alcançar a neutralidade de carbono (net zero) em suas florestas plantadas e áreas de preservação ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável.
O projeto ganhou robustez e relevância na agenda florestal ao iniciar sua jornada nos programas de aceleração de Fundo Vale e de pilotos pela Irani. Ambos os programas são realizados em parceria com o Quintessa, aceleradora de impacto pioneira em programas de inovação aberta no Brasil.
“O Quintessa tem sido uma peça fundamental para o desenvolvimento da Quanticum em sua jornada rumo ao setor florestal. A participação do Quintessa, e o pioneirismo de Fundo Vale e Irani, tem sido um fator decisivo para a incorporação da tecnologia de análise de solos da Quanticum no setor florestal, abrindo portas para oportunidades e parcerias significativas”, afirma Diego Siqueira, CEO da Quanticum.
“O objetivo da aceleração com a Quanticum era expandir a atuação da empresa para outros mercados, especialmente o agroflorestal. A empresa já se destacava no setor agrícola e, após uma série de escutas de mercado, conexões com potenciais clientes e mentorias, iniciou testes com organizações relevantes do setor florestal”, afirma Gabriel Costa, gestor de Projetos no Quintessa,
Um dos destaques da abordagem inovadora da Quanticum é a geração de mais de 30 parâmetros do potencial agronômico e vulnerabilidades ambientais do solo por meio de suas análises. Esses dados são cruciais para orientar a tomada de decisões eficazes em todas as fases da produção agrícola, proporcionando aos produtores informações valiosas para maximizar seus rendimentos e operações de maneira sustentável.
A consolidação da Quanticum no setor agrícola, especialmente em culturas de café, cana-de-açúcar e grãos, é resultado de sua dedicação à excelência tecnológica e ao compromisso em fornecer soluções inovadoras para as necessidades do mercado, especialmente promover a inclusão tecnológica dos produtores e produtoras de forma humanizada.
A Quanticum não apenas demonstra sua capacidade de inovação no setor florestal, mas também comercializa os direitos de uso de sua tecnologia para outras empresas, cooperativas e laboratórios, reforçando seu compromisso em contribuir com o desenvolvimento sustentável e produtivo da agricultura, do meio ambiente e transformações com base no conhecimento.
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Novos tipos de investimento podem impulsionar grandes empresas na agenda ESG
Grandes e médias empresas estão cada vez mais buscando se conectar à agenda de impacto positivo. Seja mitigando o impacto negativo gerado, gerando impacto positivo a partir de sua operação e iniciativas, seja integrando à sua atividade principal a partir de um novo portfólio de produtos e serviços. Dentro dos caminhos possíveis, estão os instrumentos financeiros, como títulos de dívida atrelados a metas sociais e ambientais.
Esses títulos podem ajudar as empresas a avançarem nas temáticas ambientais, sociais e de governança, atraindo recursos para viabilizar a implementação de ações para que atinjam suas metas.
São muitas as modalidades de títulos, a exemplo dos green bonds, social bonds, sustainable bonds e dos sustainability-linked bonds. Falarei neste texto sobre este último.
Segundo relatório da Moody´s, o mercado de Sustainability Linked Bonds (SLBs) saiu de US$ 9 bi em 2020 para US$ 90 bi no ano passado. Neste ano, o montante pode chegar a US$ 200 bilhões. Os números mostram que ele está crescendo com velocidade.
Na gravação de um dos episódios do Ponto de Ebulição, podcast do Quintessa, conversei com a Luiza de Vasconcelos, head de Negócios ESG no Itaú BBA, e com Marcio Lino, na época, diretor de ESG da Tim, que juntos emitiram uma das maiores operações brasileiras de títulos do tipo Sustainability Linked Bonds (SLBs). Compartilho aqui alguns dos aprendizados e dicas sobre o tema.
Os SLBs têm como característica, além do foco no atingimento de metas ESG, a flexibilidade na utilização dos recursos e taxa de juros relativa ao atingimento das metas.
Por meio desses recursos é possível vincular as empresas a um incentivo positivo ou uma lógica de punição. No primeiro caso, quanto melhor o desempenho da organização em relação à meta, menor a taxa de juros que ela paga. No segundo, quanto pior o desempenho, mais caro ela pagará na taxa de juros. Porém, não necessariamente uma empresa pagará uma taxa de juros menor via SLBs do que pagaria via outros títulos financeiros, pois o valor da taxa varia de acordo com outros fatores macroeconômicos e de característica de risco da empresa. Ou seja, a motivação em emitir um SLB não deve ser meramente baseada em um benefício financeiro. Outros potenciais benefícios podem ser enxergados. O reforço ao posicionamento da empresa, da sua narrativa e do explícito comprometimento com as metas são alguns exemplos.
A emissão de um SLB começa com um bom embasamento estratégico e uma etapa consistente de planejamento e formulação de metas. Elas devem ser materiais, relevantes e ambiciosas, representando uma melhora significativa dos indicadores-chave de desempenho. Não pode ser algo que seria facilmente atingido com o que a empresa já faz atualmente.
A TIM, por exemplo, trabalhou durante cerca de quatro anos até a emissão da dívida, em uma jornada que contemplou a publicação de metas públicas de sustentabilidade e o acompanhamento por meio de relatórios globais, como GRI.
Além disso, será necessária a determinação das características da emissão (como o tempo de cumprimento das metas) e a contínua elaboração de relatórios para acompanhamento da performance e cumprimento das metas.
Outro elemento importante é a governança. Os tomadores de decisão – como conselho, presidente, CFOs e outras instâncias – devem estar alinhados e engajados com as metas. Ter todos engajados é essencial para que não se emita o título contando apenas com uma área interessada mobilizada. Existe um risco financeiro atrelado ao seu não atingimento e estas costumam ser desafiadoras, no sentido de demandar soluções sistêmicas, com atuação de diversas áreas de forma integrada.
Como quase toda tendência, há de se cuidar das boas práticas para não acabar com a potencial oportunidade antes mesmo que ela tenha se concretizado. Assim, o desejo é que o mercado avance na agenda com responsabilidade, prezando pela consistência de sua estratégia ESG e vendo o instrumento financeiro como um aliado da sua jornada por uma transformação real.
Este texto foi publicado originalmente na coluna da Co-CEO do Quintessa, Anna de Souza Aranha, na Folha de São Paulo. -

Como o Grupo Fleury está avançando nas metas ESG com inovação aberta
A inovação aberta está cada vez mais presente na área da saúde,seja para eficiência de processos ou para a geração de impacto positivo
Em 2021, o Grupo Fleury emitiu títulos de dívidas atrelados às suas metas de sustentabilidade no valor de mais de R$1 bilhão, os chamados sustainability-linked bonds. O valor está atrelado a metas sociais e ambientais da empresa: ampliar o acesso à saúde para as classes C, D e E, atingindo 1 milhão de clientes dessas classes na sua plataforma digital até 2026 e reduzir a quantidade de resíduos biológicos em 20,5% até 2025. Foi a primeira vez que uma empresa emitiu títulos com metas sociais no Brasil.
Uma das formas que a companhia encontrou para avançar na adoção de práticas e cumprimento dessas metas foi a inovação aberta, conectando-se com startups de impacto social e ambiental, em parceria com o Quintessa. Juntos desenvolvemos o Programa Impacta Grupo Fleury, com o objetivo de potencializar startups com soluções inovadoras para alavancar o tema ESG e os valores promovidos pela empresa, a partir de temas ligados à democratização do acesso à saúde para as classes C, D e E, educação em saúde, cultura médica, governança, mudanças climáticas, gestão de resíduos, diversidade e inclusão, além de outras práticas alinhadas aos seus valores e propósito.
A iniciativa partiu de uma escuta e exploração com executivos do Grupo acerca de sua estratégia ESG e objetivos com o programa, resultando em duas vertentes:
- Acelera: programa de aceleração com o objetibo de potencializar startups em estágio inicial que possuam soluções para as metas ESG de longo prazo do Grupo Fleury;
- Soluciona: programa para implementar pilotos de soluções de startups maduras, focados nos desafios atrelados à emissão de debêntures ESG da empresa.
As duas iniciativas se complementam, de forma que a empresa testa soluções para suas metas de curto prazo com negócios que já estão em fase de implementação, ao mesmo tempo em que investe em startups iniciais para que amadureçam e possam se tornar parceiras de negócio no futuro.
Na prática
Na iniciativa ‘Acelera’, foram mais de 145 negócios inscritos e, após uma seleção que avaliou critérios como grau de inovação, potencial de negócio e potencial de impacto, dez soluções em estágio inicial foram escolhidas para um programa de aceleração com duração de seis meses (a lista de startups está no final do texto). As 10 startups selecionadas receberam suporte personalizado de gestores do Quintessa para identificação de desafios prioritários e desenvolvimento do seu negócio, além de acesso a uma rede de mentores da aceleradora e do Grupo Fleury e a possibilidade de fazer negócios com a companhia. O objetivo da aceleração é auxiliar as startups a avançarem nas suas jornadas de validação e ida ao mercado de seus produtos ou modelos de negócio.
Como resultados, destacamos:
- Média de 9,6 na nota dos empreendedores para a pergunta “quanto você indicaria o programa para outros empreendedores?”
- 96% de média de atingimento das metas das startups no programa;
- 35 conexões realizadas entre startups e outras empresas, sendo 17 com possíveis clientes;
- 50% das startups aceleradas fizeram vendas ou uma parceria crucial para o próximo passo (potenciais investidores, parcerias comerciais e operacionais)
- 40% dos acelerados estão em negociação de POC com o Grupo Fleury.
Na iniciativa ‘Soluciona’, duas startups foram escolhidas para implementar projetos pilotos, com objetivo de firmar futuras parcerias com o Grupo Fleury. Para o piloto que visa aumentar o acesso à saúde para classes C, D e E, foi selecionada a startup Fleximedical, que amplia a atuação do Grupo Fleury por meio de unidades móveis de saúde (vans e caminhões adaptados); e para o desafio de Gestão de Resíduos, a startup selecionada foi a Vertown, que integra e otimiza o gerenciamento da cadeia de resíduos nas áreas de facilities e sustentabilidade.
Os empreendedores implementaram os pilotos com as áreas internas para testar as soluções em relação às metas ESG e foram acompanhados por quatro meses pelo time do Quintessa para avaliar a eficácia dos projetos. Com a Vertown, foi possível reduzir em 67% o tempo gasto na gestão de resíduos, destinar mais de 100 toneladas e reaproveitar mais de 15 toneladas de resíduos. Agora, o piloto está em negociação para rollout.
Para encontrar e selecionar os negócios, o programa abriu uma chamada aberta para inscrições e utilizou a base de dados do Quintessa, com mais de cinco mil negócios de impacto mapeados, e o time de Seleção da aceleradora, que realiza entrevistas e um Pitch Day com uma banca escolhida pelo Grupo Fleury.
“O pitch aberto foi uma excelente experiência, pois nos possibilitou uma visão bastante favorável e positiva dos participantes. Além do contato com soluções diferenciadas, geramos experiência e aprendizado organizacional, junto ao ecossistema de inovação, que também é um dos objetivos do programa” – Daniel Périgo, gerente sênior de ESG do Grupo Fleury.
O programa é um exemplo prático de relação ganha-ganha entre startups e corporações. Os empreendedores recebem suporte técnico para seu desenvolvimento, implementam suas soluções, geram impacto positivo e têm a possibilidade de crescer junto a grandes parceiros. O Grupo Fleury encontra novas soluções para alcançar suas metas ESG e trazer inovação e novos negócios para a companhia. E, ainda, a sociedade também ganha, com a ampliação do acesso à saúde para as classes C, D e E.
A metodologia do Quintessa para a criação de programas como o Impacta está descrita no ‘Guia para Inovar com Impacto’.
Quer conhecer outros cases como este e entender se uma iniciativa de inovação aberta faz sentido para a sua empresa? Acesse esta página.
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Em um cenário de recessão econômica em 2023, como fica o ESG?
Chegamos ao final do primeiro trimestre de 2023, ano que começou com notícias pouco animadoras relacionadas à economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um relatório, ainda no final de 2022, afirmando para o G20 que as perspectivas para o futuro da economia global “são sombrias”.
Os desafios globais relacionados ao cenário de recessão, como a invasão russa, na Ucrânia afetam todos os setores da economia no mundo. E não deixam também de afetar o funcionamento e operação de grandes empresas e corporações, que entendem esse contexto e tendem a agir com mais cautela com seus orçamentos.
Temos visto nos últimos anos que a agenda ESG ganhou força surfando em uma onda impulsionada pela pandemia.
Na época, empresas precisaram, de uma maneira ou de outra, olhar para os aspectos sociais e ambientais relacionados à sua atividade principal e, de certa forma, tentaram também diminuir os impactos negativos externos gerados pela operação.
Mas então como podemos garantir que o ESG não seja deixado de lado em tempos difíceis e mostrar que a pauta realmente criou raízes firmes que aguentam passar por uma recessão?
É claro que, em um cenário de crise, um dos primeiros planos de ação é tentar reduzir os custos para que a empresa continue operando sem grandes prejuízos. Por isso, acredito que podemos ver diferentes cenários neste contexto.
Historicamente, ações relacionadas a impacto positivo, sustentabilidade e ESG foram comumente vistas apenas como custo, mas, com a atenção dada ao tema nos últimos anos, quero acreditar que isso tenha mudado.
E é exatamente diante de cenários como este que poderemos observar durante o ano se as empresas continuam com orçamentos destinados às ações de impacto ou se veremos esses orçamentos sendo cortados por conta da recessão, demonstrando, dessa forma, que o mercado não entendeu a potencialidade de encarar pautas ESG de forma estratégica.
Já foi comprovado que companhias com propósito têm melhor retorno e que gerar impacto não significa sacrificar lucro —e é assim que muitas empresas vêm pensando e se comportando em relação ao mercado.
Um exemplo é quando emitem dívidas financeiras relacionadas a metas sociais e ambientais, estratégia que têm se mostrado tendência no mercado internacional e também ganhou robustez no Brasil ano passado.
Esse comprometimento financeiro e de médio ou longo prazo demonstra que as empresas firmaram compromissos de maneira séria com a pauta ESG, perpetuando a cultura de que é necessário ter um olhar estratégico e de longo prazo para as ações que se propuseram a fazer.
Vivemos em um mundo com restrições de recursos naturais e risco climático que, ano após ano, tem se agravado. E, justamente por isso, mobilizado a agenda de lideranças globais, pressão de consumidores, além de novas regulamentações.
Grandes empresas que lançam novos produtos, projetos e iniciativas precisam estar alinhadas a esse novo contexto, sob risco de retaliação do mercado e má performance financeira dos seus lançamentos e atuações.
Esse olhar de impacto transversal à atividade da empresa e fortemente conectado à estratégia deveria ser o novo modus operandi, independente de recessão econômica. Até porque é justamente esse olhar que pode trazer inovações que farão com que a empresa saia até mais fortalecida deste período.
Em um cenário de recessão, os problemas continuam e até se acentuam, ou seja, vão precisar de esforços para serem endereçados.
Dessa forma, principalmente para aquelas empresas que têm o impacto intrínseco na estratégia e enxergam a oportunidade de negócio, os tempos difíceis estimulam criatividade, parcerias e inovação.
Por isso, acredito que 2023 será o ano em que saberemos se a pauta entrou de fato de maneira estratégica nas discussões das lideranças. Ou se é apenas uma onda onde foi possível surfar nos últimos dois anos.
Este texto foi publicado originalmente na coluna da Co-CEO do Quintessa, Gabriela Bonotti, na Folha de São Paulo.
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Quintessa oferece programa gratuito para apoiar mulheres empreendedoras na captação de investimento
Convexa Lab irá selecionar 8 empreendedoras para uma jornada de formação além de conectá-las com fundos de investimento
São Paulo, 18 de abril de 2022 – O Quintessa, aceleradora de impacto pioneira no Brasil, lança hoje (18) o Convexa Lab, programa que irá preparar mulheres empreendedoras para o processo de captação de investimento. O objetivo é apoiar as empreendedoras no desenvolvimento de habilidades técnicas e subjetivas e trabalhar em rede, fomentando o ecossistema de venture capital a encarar as barreiras de gênero.
Para isso, serão selecionadas 8 mulheres com negócios de alto potencial que estão captando a primeira rodada com investidores profissionais (fundos de Venture Capital ou Private Equity). Outros critérios exigem que as empreendedoras tenham dedicação integral ao negócio, sejam sócias majoritárias da startup e ainda não tenham captado com fundos de investimento.
Durante os 4 meses do programa, as empreendedoras terão acompanhamento individual de gestoras do Quintessa e de um(a) empreendedor(a) que já captou investimento, além de acesso a uma rede de mentores para apoiar em desafios específicos e de visibilidade e conexão com potenciais investidores.
Segundo o Female Founders Report, startups fundadas somente por mulheres receberam apenas 0,04% do total de investimento aportado em 2020 no Brasil. No mundo, o total é de 2,2% (Pitchbook & All Raise: All In Report, 2019).
“Pesquisas mostram que o retorno ao investir em startups lideradas por mulheres chega a ser superior do que as lideradas por homens. Ainda assim, elas receberam nos últimos anos apenas 2% do volume de aportes de venture capital. São muitas as barreiras de gênero no processo de captação de investimento, seja na trajetória das empreendedoras, seja no viés de análise de quem investe”, comenta Anna de Souza Aranha, co-CEO do Quintessa.
“A partir da nossa metodologia própria, aplicada nos últimos 14 anos, desenvolvemos uma jornada focada em apoiar as empreendedoras no processo de captação e no fomento do tema no ecossistema de startups, convidando os fundos de investimento a enxergarem as excelentes oportunidades de negócio que existem entre as startups lideradas por mulheres no Brasil”, completa.
A jornada utiliza a metodologia do Quintessa, que já apoiou mais de 400 startups, e traz conteúdos como a tese da captação, tamanho da rodada, business plan (plano de negócio), valuation (valoração de empresa), identificação de investidores alvo, preparação para o pitch, até os pontos jurídicos e financeiros da negociação. Além disso, serão trabalhados aspectos subjetivos de como driblar vieses, como aumentar a autoconfiança e segurança e a realização de encontros para potencializar o networking.
O programa é uma iniciativa filantrópica do Quintessa, viabilizado por recursos de doação da organização. As inscrições estão abertas até o dia 5 de maio e o edital está disponível no site do programa: convexalab.com.br
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Nove startups de impacto implementam pilotos para as metas de sustentabilidade da Ambev e parceiros
Na última terça-feira (21/03), nove startups de impacto participaram do DemoDay da Aceleradora 100+, evento da Ambev que teve como objetivo apresentar os pilotos das startups aceleradas na edição de 2022 do programa.
O programa Aceleradora 100+ surgiu em 2018, alinhado à iniciativa global da Ambev e aos seus compromissos de sustentabilidade para 2025. A partir disso, foram mais de 60 startups aceleradas e R$15 milhões investidos nos negócios parceiros. Em 2021, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e Quintessa se uniram a essa jornada e, agora, PepsiCo, Valgroup, Ball Corporation e Machado Meyer chegaram para integrar a quarta edição e ampliar a escalabilidade dos projetos apresentados.
As startups implementam as soluções de impacto por um período e mensuram os resultados gerados. A implementação pode ser de uma solução pronta, mas também é possível adaptar uma solução existente e até cocriar algo novo entre executivos(as) e empreendedores (as). O foco do programa é garantir o êxito dessa implementação, corrigir a rota, se necessário, e orientar as duas partes a partir de boas práticas.
No evento, que aconteceu em São Paulo e também foi transmitido pelo Youtube (assista aqui), apresentou às nove startups do programa brasileiro apresentaram os resultados dos pilotos realizados com a cervejaria.
- MEIShop
O MEiShop é um portal completo para o Microempreendedor Individual (MEI). A plataforma oferece soluções facilitadoras para as burocracias da categoria MEI, jornadas estratégicas de educação, saúde, lazer, finanças.
Sobre o piloto:
O piloto visou fornecer solução integrada (informações, conteúdos e infraestrutura tecnológica) para a empresa parceira e para o empreendedor, para fomentar interesse dos PDVs pela categoria MEI e pela formalização como Pessoa Jurídica, de forma a garantir aderência ao CNPJ e, consequentemente, benefícios à Ambev. Durante o piloto foi possível impactar mais de 40.000 empreendedores que acessaram informações sobre MEI.
- Barkus
A Barkus é uma edtech que tem como objetivo democratizar o acesso à educação financeira para jovens e adultos, expandindo horizontes, ajudando a mudar realidades e diminuindo desigualdades. Uma das crenças da startup é de que aprender a lidar com o dinheiro é fundamental para que a população tenha mais liberdade de escolha e segurança financeira.
Sobre o piloto:
O piloto implementado pela startups teve como objetivo apoiar o desenvolvimento de pontos de venda (PDVs) da Ambev ao desmistificar conceitos de educação financeira, entregando ferramentas úteis e práticas para o dia a dia e passando conhecimentos básicos de educação financeira (organização, crédito e investimentos) através do Whatsapp. Durante o piloto a startup desenvolveu trilhas de educação financeira específicas para os desafios dos PDVs da Ambev, ao final cerca de 191 pontos de venda foram impactados.
- O2eco
A 02eco é uma startup focada em trazer novas tecnologias para o meio ambiente. A tecnologia é baseada em hidrocarbonetos e oligoelementos, produto focado em despoluição de águas por método sem utilização de bactérias exóticas ou química, somente através da bioestimulação.
Sobre o piloto:
Implementar a tecnologia de bioestimulação da O2eco-TWC™ no córrego Vargem do Tropeiro para verificar potenciais melhorias das condições de qualidade da água após descarte de efluente tratado. Os resultados alcançados durante a implementação do piloto em 800 metros lineares no tratamento do córrego, foi possível alcançar a:
- Redução de 7,3% de Demanda bioquímica de oxigênio (DB0) é o parâmetro utilizado para a medida do consumo de oxigênio na água. Representa a quantidade de oxigênio do meio que é consumido pelos peixes e outros organismos aeróbicos e que gasta de oxidação de matéria orgânica presente na água
- Redução de 20% de turbidez
- Redução de 24,5% no teor de nitrogênio
- Redução de 25,7% de Demanda química de Oxigênio (DQO)} ou carência química de Oxigénio, é um parâmetro que mede a quantidade de matéria orgânica, através do oxigênio dissolvido, suscetível de ser oxidada por meios químicos que existam em uma amostra líquida
- ATMOS
A ATMOS empresa de tecnologia que atua no mercado de energia, com foco em gestão e controle de energia, utilizando dispositivos inteligentes que garantem a redução de até 20% do consumo de energia de micro e pequenas empresas.
Sobre o piloto:
Durante o piloto a startup verificou a possibilidade de otimizar o uso de energia em estabelecimentos comerciais relacionados a Ambev gerando redução de custo e diminuição de desperdício. Os equipamentos foram instalados em 11 PDVs e os resultados obtidos foram:
- 4 PDVs com readequação de quadros de energia e instalação dos equipamentos;
- Uma das câmaras frias de congelados chegou a ter 38,64% de redução de consumo;
- Em média, a redução foi de 7,73% em bares com câmaras de congelados.
- iWRc
A iWRC é uma plataforma colaborativa digital que constrói um ecossistema circular autossustentável entre consumidores, catadores, cooperativas de reciclagem e parceiros de marca.
Sobre o piloto:
A startup realizou a criação de uma infraestrutura de logística e agregação de shrink para atender à The Ink/ValGroup envolvendo cooperativas treinadas e que tenha sustentabilidade financeira, de modo que o custo por kg seja menor do que a coleta individualizada nas cooperativas. Ao final do piloto foi possível obter resultados quanto a reciclabilidade dos materiais:
- 71,7% de redução dos custos logísticos
- 837,2 Kg de shrink coletados;
- Produção inédita de shrink Ambev com 15% de material reciclado do pós-consumo.
- Biotecland
A Biotecland é uma startup em agro-biotecnologia especializada em microalgas para agricultura sustentável com o objetivo de combater o problema da baixa eficiência na adubação, da desertificação do solo e pragas e doenças na produção.
Sobre o piloto:
O piloto foi realizado em parceria com o departamento agrícola da Ambev com o objetivo de usar as microalgas no plantio de Cevada, o piloto focou no controle do Fusarium que é a principal praga na produção da Cevada. Após os testes de laboratório, foi observada a ação das microalgas impedindo o desenvolvimento do Fusarium e esse resultado permitiu o planejamento para manejo biológico na safra de Cevada 2023.
- Inibição de 52% no desenvolvimento de Fusarium em teste de laboratório, a principal praga no plantio de Cevada;
- Planejamento de continuidade da parceria visando um manejo biológico na Safra de 2023 visando sanidade da produção, aumento da produtividade e qualidade da semente;
- Potencial de redução de insumos químicos aplicados na produção da Cevada.
- Agtrace
A Agtrace é uma startup com solução Blockchain para rastrear todas as etapas da cadeia de valor alimentar e tem como foco o atendimento a agricultores, cooperativas, processadores de alimentos e varejistas com objetivo de ajudá-los a aumentar a eficiência de suas operações, reduzir riscos e aumentar a transparência.
Sobre o piloto:
O piloto teve como objetivo aumentar a rastreabilidade dos fornecedores indiretos na cadeia do Guaraná, capturando informações relevantes de dentro da porteira, passando pelos agregadores (cooperativas e associações) até a indústria. Os resultados obtidos durante a pilotagem foram:
- 100% da cadeia do piloto mapeada trazendo digitalização para suprimentos e novas informações sobre o território;
- Customização total da plataforma para garantir usabilidade de diversos perfis de atores no dia a dia;
- 100% de taxa de utilização do sistema ao longo do projeto piloto.
- AMZ Projects
A AMZ é uma produtora de experiências de turismo de base comunitária especializada em criar e realizar roteiros de eventos de experiência e eventos na Amazônia em parceria com comunidades tradicionais ribeirinhas, indígenas e quilombolas.
Sobre o piloto:
O piloto teve como objetivo descobrir se capacitar pessoas locais para o trabalho com turismo local, culinária e criação de novas rotas turísticas aumentaria o nível de empregabilidade do grupo treinado pela AMZ Projects. Os resultados foram:
- Desenvolvimento de metodologia de capacitação aderente e replicável para algumas regiões da Amazônia Legal;
- 24 pessoas capacitadas e conectada com oportunidade no mercado local;
- 11 parceiros integrados para a realização do projeto.
- Urucuna
A Urucuna é um negócio de Bem-Estar para Casa que tem como objetivo agregar valor aos produtos da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais, valorizando e respeitando o modo de vida e o conhecimento tradicional com possibilidade de escala sem perder o impacto socioambiental positivo.
Sobre o piloto:
O piloto teve como objetivo co-criar uma vela artesanal e um curso online e/ou e-book que valorizassem a cultura e os saberes tradicionais e atuais alinhado com a geração de renda para artesãos, mulheres e parteiras de Maués, além de empoderamento e conscientização da maternidade e paternidade de forma preventiva, humanizada e ancestral. Os resultados obtidos durante o piloto foram:
- Criação de metodologia para co-criação de produtos em territórios similares de forma replicável;
- Protótipo de Vela “Essência de Maués” com a participação de 10 representantes de grupos culturais locais da comunidade no desenvolvimento da embalagem;
- Testagem do uso fitocosmético do guaraná ou pau rosa;
- E-book sobre “Inovação e criatividade -desenvolvimento de Aromas de Ambientes Naturais com insumos da sociobiodiversidade”.
Faça download do material sobre a Aceleradora 100+ e saiba mais sobre o programa de inovação aberta entre Ambev e Quintessa.
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Dia Mundial da Água | Conheça 06 startups com soluções de acesso, monitoramento e tratamento de água
O Dia Mundial da Água é comemorado anualmente em 22 de março, essa data é destinada à reflexão e discussão sobre a importância da preservação da água para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta. A data foi cunhada em 1993 e desde então a Organização das Nações Unidas (ONU) propõe um tema de conscientização a cada ano.
Para 2023, o tema escolhido foi “Acelerando Mudanças: seja a mudança que você deseja ver no mundo”. O objetivo é convidar a todos a discutir formas de acelerar mudanças para solucionar a crise global da água e saneamento.
Neste contexto, separamos uma lista de 06 startups aceleradas pelo Quintessa nos últimos anos que nasceram com objetivo de propor soluções de acesso, monitoramento e tratamento de água.
A Água Camelo junta a inovação ao design para combater a desigualdade social e promover o acesso à água tratada, hoje inacessível para 35 milhões de pessoas no Brasil – principalmente em regiões do semiárido, florestas e centros urbanos.
A solução é o Kit Camelo, composto por uma mochila que suporta até 15L de água imprópria por vez, um filtro portátil acoplado a ela que elimina até 99,99% de todas bactérias, protozoários e partículas sólidas flutuantes na água, um suporte de parede para pendurar a mochila na residência e um manual de uso do produto para o beneficiado final.
Através de projetos ESG com as organizações parceiras, a startups trabalha para mudar a vida das pessoas que vivem nas zonas rurais do mundo. O processo se dá em quatro grandes etapas: Diagnóstico: marco zero, onde são coletados indicadores de saúde, saneamento e educação das comunidades; Capacitação: educação ambiental e técnica, voltada para uma educação com foco no saneamento; Implantação: produtos são postos em operação com suporte ativo das famílias; Monitoramento: relatório com indicadores socioambientais comparados com os do diagnóstico.
A startup oferece uma tecnologia composta de hidrocarbonetos inertes em água que contém nanominerais essenciais para os seres vivos. É um potente bioestimulador dos organismos benéficos que agem no processo de regeneração natural, onde o próprio Meio elimina a poluição das águas em rios, lagos, lagoas e outros corpos hídricos.
O método de despoluição natural das águas se faz através da proliferação de bactérias benéficas que consomem materiais orgânicos e inorgânicos.
Com o tratamento da água pela imersão da tecnologia O2eco, que contém uma alta carga de oligoelementos e nanominerais, há um aumento exponencial na proliferação destas bactérias benéficas, acelerando a despoluição do meio a ser tratado.
A LiaMarinha atua no desenvolvimento de alternativas mais ecológicas e sustentáveis para a gestão da água nos setores da mineração, saneamento e da agroindústria.
O trabalho interorganizacional traz maior agilidade para testar hipóteses por meio da pesquisa aplicada. As alternativas tecnológicas são testadas em desafios reais, por meio de provas de conceito (PoC), com a finalidade de obter indicadores para validar as hipóteses e levantar parâmetros do processo para aumentar a escala da alternativa tecnológica.
A Inspectral resolve o problema do método tradicional de monitoramento da qualidade da água, que envolve o difícil deslocamento até a margem do rio, com equipamentos pesados, sensores, o que muitas vezes aumenta o custo logístico do monitoramento.
Pensando nos problemas gerados para monitorar a qualidade em um país continental como o Brasil, que tem a maior rede hidrográfica do mundo, a startup desenvolveu uma tecnologia para que esse monitoramento ocorra de forma remota por meio de imagens de satélite e drones, a solução também pode ser aplicada para monitorar outras atividades como de agricultura e em florestas.
A TRC Sustentável desenvolve tecnologias sustentáveis para reduzir os custos com a água, em um modelo de negócio que envolve Produto + Serviço + Tecnologia voltados para conduzir projetos na gestão da água.
Durante a implementação de um piloto a startups validou a solução para reduzir o consumo de água nos centros de distribuição e pontos de uma empresa parceira do Quintessa. Os pontos escolhidos para implementação foram: CDD em Joinville e São Cristóvão (RJ) e um bar, pizzaria e um restaurante no Rio de Janeiro. O projeto foi instalado e a startup começou a mapear cada ML de água gasto nos locais e também realizou treinamentos com os colaboradores sobre o uso consciente da água.
Ao final do processo, que teve duração de 03 meses, o impacto foi de 1.5 milhão de litros de água economizados, gerando uma média de 42% de economia de água, com ganho financeiro de R$69 mil. Se o resultado for projetado para os próximos 12 meses o impacto é de 6 milhões de litros de água economizados, o que representa um ganho de R$276 mil ao ano.
